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quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

J. Benite - do Teatro como (Re)Criação do Mundo

Hoje, Joaquim Benite, entrou num outro personagem e foi para longe... tinha 69 anos e fica na História do Teatro, em Portugal e na Europa, como um dos seus grandes criadores contemporâneos apesar de, quando interpelado sobre se seria protagonista de uma tal marca, ter respondido: "Os encenadores nunca ficam na história. Só os escritores, como o Shakespeare. Sabe, acho que vale a pena viver para nos divertirmos. Lutar por coisas, para cumprir missões, não. O teatro é um sinal de civilização que está na origem da sociedade. Até nos animais. Quando chego a casa, o meu cão faz uma dança que parece egípcia, pá. São rituais de representação. Mas o teatro não tem missão nenhuma. É uma coisa que as pessoas fazem porque gostam e as outras veem porque lhes dá prazer". (ler AQUI).
Do Festival de Teatro de Almada de que foi alma fundadora e energia permanente, disse um dia:

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Véspera da Virgem Santissima... de A.Tarantino


... produzida pelo "Bruxa Teatro", a peça "Vésperas da Virgem Santissima" de António Tarantino, estreia hoje, às 21.30h, na "Escola de Mulheres" - Clube Estefânia... a não perder!

segunda-feira, 19 de março de 2012

Surpreendentemente... Alegria :)


... porque não permitiremos que nos destruam a Alegria... por muitos muros de silêncio que sejamos obrigados a construir e a respeitar, a Alegria será sempre a flor que, dentro de nós, não deixará de crescer, grata pela dádiva da vida, do amor e do saber... aqui, simbolizada com o tema que a tem por nome: "Alegria", do extraordinário e incomparável "Cirque du Soleil" - que me não canso de repetir...

sábado, 3 de dezembro de 2011

Dos "Empaladores" face à Cultura...

Chama-se "Café Mário" e é uma peça de teatro fundada na pura criatividade assente na vida. O encenador é Pierre-Etienne Heymann e os actores são a Companhia do CENDREV, esse património material e imaterial da cultura portuguesa, cuja existência corre sérios riscos de extinção, apesar do trabalho cultural, pedagógico e transversal que desenvolve no Alentejo desde 1975. Como o próprio nome indicia é uma homenagem - uma Grande HOMENAGEM! - a Mário Barradas, o Homem que pegou nas chaves do Teatro Garcia de Resende, (à data desactivado, degradado e destruído) e que, com o grupo de actores que reuniu, limpou e criou o Teatro que se fez Escola de grande parte dos actores portugueses das últimas gerações, distribuindo prestígio e saber e multiplicando capacidades inventivas de criação, realização, encenação e interpretação. O "Café Mário" vai estar em cena até ao dia 18 de Dezembro, em Évora, com teatro, poesia, reflexões filosóficas, políticas e estéticas que têm a voz e o corpo das interpretações notáveis, dignas e emocionantes dos actores do CENDREV. A todos os que puderem, sugiro com convicção: Vão Ver!... e a todos mas, mesmo a todos!, os que acreditam e sabem que a cultura é mais do que dinheiro de bilheteiras, apelo: assinem a petição que podem encontrar AQUI.

sábado, 27 de março de 2010

Mário Barradas no Dia Mundial do Teatro... em Évora


Associo-me hoje, 27 de Março, Dia Mundial do Teatro, à justa porque mais do que merecida homenagem do Cendrev a Mário Barradas. Escrevi aqui assim que soube da sua morte, tal como o fiz no jornal Diário do Sul... muito haverá a dizer, a estudar e a escrever sobre a sua obra, o seu pensamento e a sua forma de estar na vida. Para além de apenas acrescentar ao pouco que se tem dito que também em Timor, Mário Barradas criou um pequeno grupo de teatro, que foi ele quem, em Portugal, legislou sobre o Teatro em Portugal depois do 25 de Abril, que as 2 cidades em que mais investiu tempo e trabalho, a saber, Évora e Almada, se tornaram capitais reais da cultura no território nacional, de Mário Barradas guardaremos sempre a frontalidade, a amizade, a sinceridade, o saber, a cultura e a alma. Por isso, para quem é grato à memória e à herança, Mário Barradas não desapareceu nem irá desaparecer... por isso, continuo à espera do Teatro Mário Barradas em Évora... até quando? Até que aconteça! Mas, entretanto: Obrigado ao Cendrev pela homenagem de hoje. Aquele Abraço.

domingo, 13 de dezembro de 2009

O "Vulcão"




Chama-se Custódia Gallego e interpreta, até 20 de Dezembro, na Sala Estúdio do Teatro Nacional D.Maria II, a peça "Vulcão" escrita por Abel Neves e encenada por João Grosso. Quem não viu, devia ir ver... porque se trata de um trabalho que devolve ao teatro a profundissima dimensão humana que o dignifica como Arte Nobre da Representação e da Vida... e se o texto é muito bom, a relembrar grandes clássicos da abordagem relacional dos seres humanos no mundo complexo dos sentimentos, dos juízos e das práticas, a encenação é perfeita na rigorosa adequação de uma espécie de luva que cabe apenas na mão para que foi desenhada, com uma luminotecnia e uma sonoplastia exactas, capazes de reforçar e redobrar a força dramática de Custódia Gallego - uma actriz que é uma força da natureza como há muito se não via... num monólogo com cerca de 90m, uma mulher, sózinha em palco, a uma muito reduzida distância dos espectadores, rasga a noite e preenche o espaço, com uma voz, um rosto e um corpo que, na sua profunda e densissima solidão, anima personagens, acções e sentires de uma narrativa a que se assiste, sem dela se ver senão a personagem que encarna, Valdete. "Vulcão" é inesquecível, imperdível e, como tal, ficaremos, seguramente, mais pobres se perdermos a oportunidade de conhecer esta obra e esta representação. Está de parabéns a dramaturgia portuguesa e o mundo da arte em Portugal!... Deixo-vos um excerto do texto de Abel Neves, publicado no programa: "(...) A verdade é que todos nós praticamos a arte do monólogo, uns mais do que outros, mais em murmúrio uns do que os outros, uns mais capazes de se fazerem ouvir, muitos irremediavelmente perdidos no enigma deste mundo. (...) "Vulcão" não é mais do que uma história que nunca existiu, mas que a fascinante disponibilidade de corpo e espírito de uma actriz consegue trazer ao palco para que possamos, talvez, não só restaurar - e para melhor - as arruinadas vidas de muitos, como precaver-nos - em muitos casos também - contra os malefícios de algumas acções e que, afinal, até têm bom remédio. Não é que o teatro faça milagres, porque os não faz, mas ajuda a pensar outras vidas, possíveis e melhores, e a clarear horizontes. Nós, os que com o público andamos no teatro, ainda vamos acreditando nisso."... Eu também!