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sexta-feira, 6 de março de 2015

Desigualdade Salarial, o rosto institucional da Discriminação Sexual...

Por não existir igualdade salarial entre homens e mulheres, em Portugal, as mulheres são obrigadas a trabalhar mais 65 dias por ano para obter a mesma remuneração anual que os homens... Para ilustrar o que este facto significa, instituiu-se assinalar o Dia da Igualdade Salarial no dia 6 de Março, por ser exactamente neste dia que, a partir do 1º dia do ano, se completam os tais 65 dias de trabalho excedentário feminino para efeitos de igual remuneração, pelo desempenho de uma mesma tarefa realizada por homens. Se a este facto somarmos todo o trabalho não remunerado que, apesar da progressiva partilha dos afazeres domésticos e familiares entre pessoas de sexo diferente, continua a sobrecarregar a maioria das mulheres, a evidência de ausência de fundamento racional e o grau de injustiça desta realidade é incontornável. Quando uma sociedade legitima desigualdades básicas, como esta!, não pode, em caso algum!, considerar-se uma sociedade efectivamente republicana e democrática, pautada pela afirmação de valores tais como a igualdade, a liberdade, a responsabilidade social e a solidariedade.

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Um país desordenado...

Estamos na condição de país desordenado... desordenado em relação a tudo: à economia, à política, à cultura e a tudo o que daí decorre... Depois de ignorada a obrigatoriedade de fiscalização da qualidade do ar e da emissão de gases para a atmosfera, as grandes empresas poluentes negligenciaram as práticas de autocontrole, evidenciando uma completa ausência de responsabilidade social (a qual, como suspeitávamos, foi sempre encarada apenas como mera demagogia e marketing de propaganda do que se pode designar por: "politicamante correto")... Resultado: a emergência de uma calamidade ao nível da saúde pública com a eclosão do maior surto mundial da "doença do legionário" que disseminou a emissão da batéria "legionella" com tal dimensão que, a própria OMS, declarou o "surto" como problema grave de saúde pública!... Como se não bastasse e no contexto da prossecução do pretenso economicismo aplicado ao SNS (que ainda prevê encerramento de hospitais - para financiar a construção de pretensas substitutas mega-instalações hospitalares!) e da sua privatização, duas das maiores empresas nacionais com comparticipação pública (essenciais à manutenção de alguma soberania no que se refere à economia, uma vez que integram setores estratégicos como são o energético e o dos transportes), avançam a "passos largos" para um grau de privatização que deixa, obviamente de forma gravosa!, o país mais empobrecido - porque destituído de estruturas fundamentais à dinamização da economia: uma OPA sobre a PT e a privatização de 66% da TAP. Entretanto, a questão dos "vistos gold" (cuja razão de ser, do ponto de vista da justiça e da igualdade de tratamento e de oportunidades, não é, de todo, clara), que aos políticos "do arco da governação" não causavam dúvidas nem levantavam suspeitas (apesar da realidade, visível até na circulação das ruas, manifestar fundamentação para tal), revela-se uma rede de corrupção que integra altos quadros do Estado (designadamente, o Diretor do SEF, o Presidente do Instituto de Registos e Notariado e a Secretária-Geral do Ministério da Justiça) tendo sido detidos, ontem, 11 suspeitos de envolvimento em práticas ilegais que podem constituir-se como estruturalmente graves para a defesa da segurança e do interesse nacional... Num pequenino país, sujeito durante anos aos rigores da austeridade que incidiu apenas na diminuição dos direitos das pessoas e dos trabalhadores e no reforço continuado dos impostos, com o aumento exponencial do desemprego e da pobreza (25% das pessoas vive em estado de privação!!!!), a lógica ruinosa de destruição e desmantelamento social, político e económico que está a ser conduzida (com uma autoestima e uma cumplicidade assustadoras pelos aparelhos político-partidários nacionais!) chegou a um tal ponto que tudo é legítimo à crítica e à consciência da urgente necessidade de uma mudança radical!...

sábado, 29 de março de 2014

Pobreza - a Bem da Nação?!...

Em Julho de 2005, num concerto em Joanesburgo, Nelson Mandela afirmou: "A eliminação da pobreza não é um gesto de caridade. É um ato de justiça". Hoje, em Portugal, o número de pessoas a viver em risco severo de privação e pobreza é de 2 milhões (LER AQUI)... ou seja, 20% da população!... Contudo, a trágica face do problema não é reconhecida com rigor na enormidade quase insultuosa destes números!... Porquê? ... Vejamos... Os dados trabalhados e apresentados agora pelo INE dizem respeito a 2012 e desde essa altura até agora, a realidade agravou-se, exponencial e drasticamente - tanto no desemprego jovem como no de longa duração mas, também, de forma inusitada, nas alterações sofridas por essa imensa massa flutuante de trabalhadores precários, cujos contratos não foram renovados!... acresce a esta observação, a realidade da quebra do número de subsídios de apoio social a cidadãos e famílias que, tendo terminado, legalmente, os respetivos prazos de atribuição, não contam para a estatística - apesar de, provavelmente!, o número de pessoas com rendimento zero configurar uma percentagem elevadíssima da população em idade ativa, tornada "invisível" no discurso político (LER AQUI)!... Registe-se ainda, relativamente a esta vertiginosa mudança social que caracteriza de forma inequívoca, para a História, a última década, que, como se não bastassem os dados conhecidos, a verdade se esconde sob uma outra perspetiva que é a de que todos os indicadores estatísticos a que, atualmente, se recorre (sociológica, estatística e institucionalmente), em termos comparativos, apesar de evidenciarem aumentos dramáticos em todas as áreas (designadamente: pobreza, desemprego, natalidade e desertificação humana), não terem em conta a percentagem de pessoas que, entretanto, emigrou e que será provavelmente, a grande responsável por não estarmos com taxas de empobrecimento e falta de emprego da ordem dos 25 a 30%. Porém, porque hoje é sábado e não ajuda pedagogicamente à libertação mental indispensável aos fins-de-semana (para quem ainda os tem em termos de descanso do trabalho ou de capacidade para se descontrair!), termino apenas com um detalhe que, se me permitem, considero elucidativo: doravante, como há mais de 40 anos atrás!, a terminologia política vai deixar de recorrer ao termo "desempregados" e passar a falar de "pobres"... porquê? Porque, no entendimento do poder económico-financeiro internacional, em cuja lógica se inscrevem as governações e ideologias do poder, o Direito ao Trabalho não é um direito universal mas, apenas, uma possibilidade ditada pelas oportunidades criadas pelos mercados!!!... deveríamos, por isso, refletir, ponderada e seriamente, no que estamos a fazer e a permitir que aconteça nas sociedades democráticas ocidentais (porque os negros cenários do futuro decorrem das decisões e opções contemporâneas): se a condição de "trabalhador" deixa de ser o estatuto condigno inerente à existência cívica de cada pessoa, consequentemente, o direito a uma vida digna dependerá, cada vez mais, numa espécie de "reductio ad absurdum", das flutuações oportunistas do exercício público da caridade dos governantes...     

domingo, 23 de março de 2014

Espanha - ou da Europa entre a ameaça da fome e a extrema-direita...

As democracias ocidentais estão a atravessar a maior crise da História! Não decidi o que será mais legítimo concluir: se os políticos não têm consciência dos barris de pólvora que estão a expor aos incêndios sociais, acreditando que vão continuar a ser eleitos, por tempo indeterminado, apesar dos custos sociais decorrentes das suas opções ideológicas (e consequentemente, económico-financeiras) ou, se estão mesmo disponíveis (e preparados!) para assumir formas ditatoriais, repressivas e violentas de governação que, necessariamente, terão que recorrer às prisões políticas, à tortura e à crueldade! A verdade é que, por exemplo, ontem, em Madrid, em nome de "Pão, Trabalho e Tecto", a chamada "Marcha da Dignidade" trouxe à rua, contra os cortes orçamentais e a austeridade, milhões de pessoas e a violência acabou por desvirtuar o pacifismo de mais uma extraordinária manifestação da cidadania (ler Aqui e Aqui)... Façam o que fizerem, digam o que disserem, manipulem como manipularem, a verdade é que, cada vez mais, a violência vai acontecer porque é impossível que as pessoas aceitem a pobreza, a miséria e a violência social a que a primeira década do século XXI conduziu indivíduos e famílias. Em Espanha, a taxa de desemprego é de 25%, o que significa 25 milhões de pessoas sem trabalho... dito de outro modo, 1 em cada 4 pessoas não tem forma de subsistência! Espanha é, apenas um exemplo!... Porque todo o continente europeu está, de uma ou de outra forma, a atravessar a mesma crise estrutural... curiosamente, porque se a História se não repete, incontornáveis são, porém!, as suas lições, a verdade é que foi no início do século XX que surgiu a ideologia nazi a que a Grande Depressão de 1929 deu oportunidade de governação política... até que, em 1936, deflagrou a Guerra Civil de Espanha, seguindo-se-lhe (apenas 3 anos depois!), em 1939, a eclosão da II Guerra Mundial (ler Aqui)... Hoje, em França (a tal França socialista, democrata, da igualdade, liberdade e fraternidade!!!), a extrema-direita foi a grande vencedora de umas eleições municipais em que a abstenção atinge 2 em cada 5 eleitores, ameaçando a perigosa e receada aproximação aos 50%. Entretanto, as "troikas" que sempre desencadearam e agravaram as crises endógenas dos países (e nunca impediram as guerras!), continuam a impor mais exigências dessa alegada austeridade que os governos, ideologicamente e sem dignidade!, aceitam e aplicam de forma acéfala, sem sentido de Estado e de interesse público (e, ao contrário, do que eles próprios pensam e propagandeiam, contra o interesse nacional!). Por tudo isto e pelo significado que tem a cultura e o conhecimento, em tempo de crise, desinveste-se no estudo e na promoção das Ciências Sociais de modo a reduzir o impacto da informação na consciência colectiva... estamos, repito-o!, cada vez mais próximos do que mais receamos e do que temos tentado evitar, enquanto cidadãos dotados de capacidade crítica, de sentido de responsabilidade social e de valores éticos! Hoje, morreu Adolfo Suarez!... e, neste momento, enquanto os protagonistas europeus de uma História de Mudança e de valorização dos Direitos Humanos, das Liberdades e do espírito igualitário que presidiu à edificação das Democracias, vão desaparecendo, diluem-se os símbolos de uma luta que nos deixa mais órfãos e com a noção de que a mensagem de resistência, alternativa e resiliência não foi transmitida com a eficácia que garantiria a impossibilidade dos piores retrocessos sociais... e a preservação da Paz!

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Da Degradação Política à Qualidade de Vida...

O país vive mais uma semana de greves... O desemprego, a pobreza e a constante repetição de um cenário sem esperança para o futuro próximo, não parece apresentar outra solução face à falta de alternativas económico-sociais, capazes de permitir a construção do mínimo de confiança nos cidadãos esgotados da vertiginosa regressão a que parece condenada a qualidade de vida, sem perspetivas no que respeita à promoção e recuperação dos direitos sociais. Ninguém aguenta uma vida sem sentido e é por isso que os quadros depressivos afetam percentagens assustadoras da população... em termos coletivos, a questão coloca-se de igual forma e nenhuma sociedade consegue sobreviver saudavelmente sem esperança. Por isso, é tão grave o que ainda tentam referir como se de algo conjuntural se tratasse, sob a designação do termo "crise" mas, que se denota, cada vez mais, como tendencialmente estrutural... Estrutural, nomeadamente no contexto de uma Europa ideologicamente degradada, cujos políticos revelam uma ausência de responsabilidade social evidenciada no tipo de preocupações reveladas e refletidas já na própria legislação comunitária. Como ontem bem chamou a atenção Bagão Félix, no Jornal da Noite, é perfeitamente absurdo, ridículo e preocupante que, no contexto de uma Europa caracterizada pelo atual ritmo galopante do desemprego, da pobreza e da exclusão, a Comissão Europeia invista recursos financeiros e tempo (3 anos!!!) na produção de Regulamentos que incidem na criação de regras relativas às condições de criação dos galináceos ou às configurações das instalações sanitárias... A União Europeia morreu ou está, pelo menos, profundamente doente!... e da insanidade com que está a gerir os povos do Velho Continente resulta a incontornável falta de respeito e de autoridade que caracteriza, cada vez mais, a representação social que os cidadãos desenvolvem sobre os seus protagonistas. Não será por isso excessivo dizer que deixámos de reconhecer nas instituições europeias e nos seus políticos, os representantes desta Europa Social que somos - entendida enquanto tecido humano em que assentam todos os países e, consequentemente, todas as economias manipuladas contra quem as suporta: as pessoas. 

domingo, 15 de setembro de 2013

Um Banco Europeu Independente - ao Serviço dos Cidadãos!


Afinal há quem perceba que, na gestão e operacionalidade do sistema financeiro que regula a sociedade global, a filosofia empresarial das instituições bancárias pode ter uma vocação efetivamente funcional, legítima mas, ética e respeitadora dos contextos sociais em que se desenvolve... é o caso do Banco TROIDOS... que ainda não abriu delegações no nosso país mas que vale a pena conhecer: AQUI... Um Banco Europeu Independente!... porque:"(...) Não nos devemos ficar pelo protesto. Façamos alguma coisa: banca, ética, sustentabilidade, responsabilidade e rentabilidade social, economia real, transparência e ecologia podem ser termos compatíveis. Banco Triodos.(...)". 
(a notícia chegou via António Pinho e Melo no Facebook)

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Portugal Desigual...

A notícia é grave e chocante: Portugal arrisca-se a ser o país com mais desigualdades, o que, além do mais, significa que um quarto da população, incluindo pessoas empregadas, vivem ameaçadas pelo risco de pobreza (ler Aqui). No relatório publicado pela Oxfam, apela-se a que os países europeus defendam um novo modelo económico e social, capaz de garantir uma fiscalidade justa e investimentos públicos promotores de um desenvolvimento sustentável. A ONG chama ainda a atenção para o facto dos efeitos perversos da adopção de medidas de austeridade ter provocado tão dramáticos custos sociais, designadamente a subida em flecha do desemprego, que os próprios promotores dessas medidas estão já a manifestar preocupação com o facto já que, a manter-se o ritmo de empobrecimento, o número de pessoas muito pobre na Europa poderá atingir os cerca de 145 milhões (ler aqui) A notícia da própria OXFAM sobre o relatório agora divulgado está acessível AQUI.

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Obscenidades Político-Financeiras...

Depois de serem tornadas públicas, as inquietantes (mas, infelizmente!, sociologicamente previsíveis!) notícias sobre a manipulação de dados estatísticos relativamente à fundamentação de decisões políticas (evidentemente anti-sociais e claramente promotoras de uma ideologia neoliberal ao serviço do mais primário capitalismo/imperialismo - LER AQUI), as instâncias internacionais, seguras do balanço atual entre os dois factores, a saber: "conhecimento de facto" e "potencial grau de manipulação e desinformação", insistem na lógica do empobrecimento radical dos países ilusoriamente promovidos ao escalão do desenvolvimento (com o objetivo real de serem alcançados efeitos concretos no que diz respeito à sustentação da "derrocada política" do chamado "bloco de Leste"), para que o fosso entre ricos e pobres readquira as características abissais (e provavelmente "ideiais") de um retrocesso medieval que só os ignorantes e os loucos (binómio de categorias onde todos os fundamentalismos se integram) ou os etnocêntricos (que conseguem reduzir o mundo aos seus interesses pessoais e corporativos) podem privilegiar - face ao equacionar das ideologias e dos modelos desejáveis de evolução societária (LER AQUI)...

domingo, 18 de agosto de 2013

Do Cumprimento dos Direitos como Dever...

... porque exigir o cumprimento dos Direitos é um Dever e o preço de o não fazermos pode ser, nada mais nada menos, do que contribuir, de forma efetiva, para hipotecar ainda mais o próprio regime democrático que, apesar de fortemente condicionado é, ainda e por ora, como dizia a canção:  "o melhor de todos os sistemas"...


sábado, 18 de maio de 2013

Diminuiu a Receita dos Impostos?!...

... ontem, foi notícia o facto da receita resultante dos impostos ter diminuido em 2012... a razão, segundo a comunicação social televisiva, decorreu da recessão económica... pois... de qualquer modo, seria mais útil a frontalidade: face ao desemprego é óbvio que não poderia ter sido de outro modo! A gestão económica e financeira que a "austeridade" tem liderado denota, a passos largos!, a incompetência que a sustenta... Pena é que os lesados sejam sempre os mesmos: os trabalhadores e os desempregados!

domingo, 5 de maio de 2013

Da Austeridade Europeia à Violação dos Direitos Humanos...

É uma iniciativa inédita mas, a realidade a isso obriga: a  Amnistia Internacional alerta para as consequências da austeridade na União Europeia, dando voz ao sentimento generalizado de que a gestão político-económica contemporânea está a conduzir a realidade social a um patamar inusitado na União Europeia (pelo menos, com a dimensão coletiva que estamos a verificar) e que nos afasta, a passos largos, da consideração (até há uns anos, inequívoca) de que o espaço comum europeu é um território desenvolvido onde estão assegurados os direitos sociais.. de tal forma que está a ser assinado um Protocolo que permite a apresentação de denúncias e o recurso direto à justiça nas Nações Unidas, após a falta de respostas adequadas por parte das instâncias nacionais, sempre que estejam em causa ou que os governos falhem no cumprimento dos direitos relativos à àgua, à saúde, à educação, à habitação condigna e à segurança social (ler Aqui)... e se é difícil medir, à partida, o resultado concreto deste dispositivo, cientes de que o tempo de concretização e resolução dos processos não é o desejável (nem, provavelmente, o necessário e suficiente) para atender às necessidades das pessoas, a verdade é que a iniciativa é profundamente emblemática do estado real do desenvolvimento civilizacional europeu... e do papel histórico que a ideologia neo-liberal germânica e das instituições financeiras internacionais está a provocar na vida dos cidadãos e dos povos, abrindo uma guerra contra as massas de dimensões trágicas, enquadradas em valores que nos remetem para relações feudais de servilismo e vassalagem, onde desemprego e fome são a moeda de troca.    

quarta-feira, 24 de abril de 2013

25 de Abril, Sempre!

Participe nas comemorações do 39.º Aniversário do 25 de Abril. Consulte e dê o seu apoio aos Eventos anexos a esta página.
 

(o cartaz chegou, lindissimo e significativo!, via Jorge Humberto Filipe no Facebook)
 


sexta-feira, 12 de abril de 2013

Da Denúncia dos Ataques ao Estado de Direito em Portugal...

A gravidade da realidade económico-política do país requeria comentários sustentados, críticos e contundentes... infelizmente, são mesmo muito raros no espaço público de maior audiência... Por isso, vale a pena não só referir a recente entrevista de Manuela Ferreira Leite mas, principalmente, ouvir os comentários de Constança Cunha e Sá AQUIAQUI.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Do Desemprego ao Acordo Comercial EUA-UE...


A retórica é uma arte mas, como a própria lógica!, não equivale à verdade, à justiça ou sequer à justeza... por isso, uma taxa de desemprego de 16,9% é um número que ultrapassa qualquer eufemismo mais ou menos demagógico e pretensamente realista... porque realista é o drama de quem protagoniza o fenómeno e a quem nenhuma explicação alimenta, trata, cuida ou garante a dignidade!... e se a esta incontornável realidade somarmos o facto do desemprego jovem ter atingido os 40%, a tragédia nacional é, acima de tudo, a confirmação de um hipotecar do futuro sem precedentes... do futuro?... pois... se pensarmos que 509.000 cidadãos desempregados não recebem qualquer apoio do Estado, então... para quê falar do futuro antes de resolvermos este presente?!... Sabemos da interdependência económica e da submissão política que tem atingido os países mais antigos e mais ao sul desta Europa, na voragem de uma crise que afecta também (mais significativamente do que tem sido assumido para evitar maiores pânicos e suportar o "teatro de operações"), o seu coração franco-germânico - que só na nova versão desta espécie de "plano marshall" anunciado ontem pelo Presidente dos EUA. Barack Obama e comentado pelo Presidente da UE, Durão Barroso, encontra solução para enfrentar as chamadas "economias emergentes"... solução que é, aliás, a única que pode, de igual modo, responder à crise norte-americana!... Contudo, responder à "crise dos mercados" com "mais mercado" através do recurso a um instrumento político de cooperação como é o caso de um acordo comercial pode (ou não!) ser benéfico para todos... porque o tal mercado de 800 milhões de consumidores que os EUA representam para a Europa implica uma capacidade de exportação e, consequentemente, de produção que, pelo menos entre nós, em Portugal, não temos... Claro que o argumento de que algum ganho resultará deste acordo, tem a sua razão de ser, dados os custos/benefícios de proximidade de que usufruirão os "países periféricos" relativamente ao dito coração da UE.... porém, a verdade é que continuamos a ter, como ambição política nacional, a garantia de permanência nas franjas dos excedentes dos países "mais ricos" - os mesmos que, ao menor sinal de crise, nos sacrificam... a juros, sempre!, cada vez mais elevados!... É caso para dizer: com cidadãos cada vez mais pobres, cá vamos, de crise em crise... até à derrocada final!? 

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Desemprego - da ONU às Ruas de Lisboa...

O Relatório da ONU sobre"Situação e Perspectivas da Economia Mundial 2013" previne: a taxa de desemprego está a provocar uma nova recessão global decorrente do agravamento da crise europeia, do risco orçamental dos EUA e do efectivo abrandamento da economia chinesa. A previsibilidade das perdas de produção varia entre 1 e 3% e faz prova da ineficácia das políticas económicas baseadas na austeridade e nos cortes orçamentais - que, ao invés do que alegadamente é invocado para a sua defesa, impedem a recuperação económica e a criação de emprego (ler aqui). Por isso, falar em cenários que apontam para o sucesso das medidas de política económica adoptadas pelas governações nacionais. sob recomendação das instituições financeiras internacionais (ouvir aqui), é ignorar a realidade e levar à prática a criação de uma imagem destorcida de uma sociedade que se limita a ver reduzida a qualidade de vida dos cidadãos, a par do extraordinário e quotidiano aumento da pobreza e da exclusão, a um ritmo vertiginoso e socialmente insustentável. A objetividade das previsões macro-económicas está, aliás, à vista de todos, contrariando os anúncios da demagogia que, sem credibilidade, começam a emergir no discurso político. Testemunho maior desta inquestionável e indesmentível evidência é, para além de todos os reflexos sociais de carácter setorial (pensões, salários, educação, saúde, segurança social, etc) que asseguram a natureza estrutural da crise, o facto de, por exemplo, em Lisboa, nas ruas, ter deixado de haver a circulação massiva de pessoas e de trânsito que todo o país reconhecia... sem filas intermináveis em "horas de ponta" que assustavam e se tentavam evitar, hoje, com raras exceções provocadas pelas greves no setor dos transportes, autocarros e paragens estão quase vazias ao longo do dia... e, paradoxalmente, a atmosfera de silêncio e a sensação de tranquilidade, tão desejadas no antigo frenesim das grandes cidades, são apenas os mais indesmentíveis sinais de uma tragédia aparentemente sem retorno no curto e no médio prazo, que conhecemos sob o nome do desemprego. 

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Da Miséria à Indigência...

Com plenário agendado para o próximo dia 19 de Dezembro às 18h no  Largo Dr. António Macedo, 7 (junto à Calçada do Combro), em Lisboa, o MSE (Movimento Sem Emprego), divulgou hoje o texto "Como Passar da Miséria à Indigência" e cuja transcrição partilhamos, sem necessidade de outros comentários:
"Em Outubro apenas 375 mil pessoas recebiam prestações de desemprego. Os que recebem Rendimento Social de Inserção (RSI) são cerca de 285 mil, um número que tem vindo a diminuir – há menos 5542 pessoas a receber esta prestação social do que em Setembro - apesar de o número de pessoas que ficam desprotegidas ter vindo a aumentar. Face a Janeiro, a quebra é de cerca de 10%, já que no primeiro mês do ano havia 318.685 pessoas a usufruir deste rendimento. Quebra semelhante nota-se ao comparar o mês de Outubro deste ano com o mês homólogo do ano anterior, quando 314 mil pessoas recebiam o RSI, o que significa menos 29 mil pessoas em 2012, enquanto o número de pessoas que cai no desemprego sem apoios aumenta. O número de beneficiários desta prestação tem vindo a descer desde Julho - quando entraram em vigor as novas regras de atribuição de prestações do sistema de segurança social - precisamente quando mais as pessoas a necessitam para continuar a viver. Ou seja, o Estado está a legislar para criar barreiras à atribuição deste rendimento social, atirando para a indigencia milhares de pessoas. O MSE luta intransigentemente pelo direito ao trabalho e pelo pleno emprego. Queremos trabalhar! No entanto, num contexto em que o governo tem como política o desemprego e as pessoas têm necessidades objectivas e não têm alternativas, é dever do Estado assegurar a subsistência digna destas pessoas e não policiá-las como se tratassem de criminosos, como pretende o secretário de Estado da Segurança Social ao anunciar a contratação de mais 200 técnicos para acompanhar famílias beneficiárias do RSI em Vila Real, Setúbal, Lisboa e Porto, um investimento de cinco milhões de euros.
O MSE defende a solidariedade entre os trabalhadores e o Estado Social. O Estado tem o dever de apoiar os trabalhadores desempregados e promover políticas de pleno emprego.
O governo ao anunciar que o RSI será, em 2013, uma das prestações sociais que mais desce no Orçamento do Estado está a atirar as pessoas para a exclusão social, para a indigencia e para a fome, demitindo-se da sua função. Não aceitamos que as pessoas tenham que passar a viver da caridade do Banco Alimentar. Exigimos que se reponham os mecanismos de solidariedade do Estado."

sábado, 1 de dezembro de 2012

Fome e Sociedade, em Portugal...



O desemprego atingiu, em Portugal, os 16,3% (ler aqui)... por isso, há crianças com fome e pais, aflitos, em busca de ajuda, a chegar aos hospitais, vítimas de carência e privação (LER E VER AQUI)! ... Perante a trágica realidade que o cenário nos apresenta, continuar a anunciar novos cortes nas funções sociais do Estado, propor a privatização da escola pública e insistir em penalizar funcionários e pensionistas com a consciência de que vivemos numa sociedade sem investimento e sem criação de emprego... é, simplesmente, uma desumanidade... inqualificável!...  

domingo, 11 de novembro de 2012

Do protagonismo de Angela Merkel...

A Chanceler Angela Merkel protagoniza o rumo da política europeia contemporânea e é esse o único motivo pelo qual as pessoas a referem criticamente!... porque, tal como a realidade evidencia, os povos dos países que integram o espaço comum europeu não têm condições objectivas para resistir ao impacto social das medidas financeiras adoptadas em nome de resgates que os tornam, cada vez mais, reféns! ... As sociedades europeias precisam de medidas que incentivem efectivamente o crescimento económico e promovam o emprego; contudo, toda a lógica da designada "austeridade" mais não faz do que agravar as condições que destituíram os cidadãos do direito a uma vida digna... o caso da mulher que, em Espanha, se suicidou minutos antes de ser "despejada" (por não conseguir cumprir as exigências da respetiva hipoteca bancária) é paradigmático e, ao que parece, a sociedade espanhola fez Rajoy perceber a extrema gravidade do que está a acontecer... é isso que, no mínimo, se exige à política financeira: que compreenda e reveja os procedimentos que exige aos cidadãos (porque os Países e os Estados são, essencialmente, Pessoas!) de modo a viabilizar o desenvolvimento... e a proteger a vida!