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sábado, 25 de julho de 2015

O Rosto Assustador da Pobreza - Retratos de uma Lisboa Esquecida...

Quando a pobreza é tão grande que a vida parece parada e as pessoas inscritas num quadro quase imóvel numa espécie de deserto de alma, com os corpos tão crispados e tão crestados que parecem mais escuros nas ruas bordejadas de restos de trapos e pedaços de coisas, temos a perfeita noção da escandalosa e inadmissível mentalidade política que se veste de forma chique e "de lavado", enquanto  anda pela cidade em restaurantes e salas com etiqueta... 
Quando a pobreza é tão devastadora que as pessoas se ameaçam e confrontam por um saco de feijão, arroz, açúcar e "spaguetti" e as casas parecem contentores de tijolos, uns sobre os outros, em bairros que são ilhas submersas de miséria no meio de uma urbanidade aparente, que o consumismo não pára de vender para a ambição especular...
Quando a pobreza é tão desoladora que a paisagem é só triste como um dia lamacento depois das chuvas, em que nada parece poder ser feito senão esquecer e esperar "que passe" e os corpos se vestem sem vontade no cumprimento de uma sobrevivência sem nome...
... vai diminuindo a torrente de palavras com que se diz a imagem e o sentir, perante o peso incomensurável da consciência da crueldade com que é gerido o património e o direito à existência que é de todos, numa absoluta negação discriminatória do acesso à paz e à dignidade...
Quando a pobreza é tanta que, ao conhecê-la, perdemos o sono e queremos, qual sonho acordado, despertar num mundo melhor... deixamos de acreditar no fogo fátuo dos discursos dos protagonistas político-partidários e na vaidade ilusória das suas propagandísticas intenções...
Quando a pobreza é avassaladora e as pessoas subsistem, mesmo assim... percebemos que os heróis da Humanidade são aqueles a quem outros tiram a vida, limitando-os às margens de uma exclusão que preferimos ignorar ou justificar, para fingir que a entendemos como inerente à orgânica social, apenas e só porque não temos a coragem de exigir a Mudança em nome da qual defendemos, formalmente!, os Direitos Humanos, a Liberdade, a Igualdade e a Democracia! 
Disse!

domingo, 25 de janeiro de 2015

Syriza, o Rosto Europeu da Esperança contra a Fome e contra o Medo!



Para surpresa das forças de bloqueio que continuam a fingir que só o "stablishment" vinga no sistema político (políticos, jornalistas, comentadores e outros "velhos do Restelo", sempre cautelosos, medrosos e cúmplices das malfeitorias a que os povos são sujeitos por abuso do poder dos que os governam), hoje, na Grécia, o Syriza venceu as eleições com uma vitória estrondosa que, felizmente!, se aproxima (faltam poucas horas para se ter a certeza!) da maioria absoluta. A maioria absoluta a que, ontem, no último discurso da campanha, o seu líder apelou perante 40.000 pessoas representando, como agora se confirma!, o empenhamento efectivo dos cidadãos gregos na mudança (ler aqui). Reacendida a esperança, Alexis Tsipras tem agora que manter o sorriso perante o desafio e a coragem a assumir perante as lideranças europeias e internacionais que têm na Senhora Merkel uma exímia protagonista e em Marine Le Pen o retrato de uma ameaça no futuro próximo. A contrapor ao negro cenário que o eixo franco-alemão nos oferece, em tempos tão conturbados e complexos, a Grécia emergiu do negro cenário das acusações neoliberais, defendendo e encarnando a Democracia que, desde a antiguidade, significa o exercício da soberania pelo povo! A Europa fica agora nas mãos da Grécia! Hoje, uma vez mais: Somos Todos Gregos! 

domingo, 11 de janeiro de 2015

Da República: Laicidade e Liberdades Religiosa e de Expressão!

A República é Laica e integra, a título de Direitos Fundamentais dos Cidadãos, a Liberdade Religiosa e a Liberdade de Expressão! ... Portanto, o que está em causa não é a Liberdade Religiosa mas, a Laicidade e a Liberdade de Expressão que, legitimamente, fazem parte dos valores civilizacionais e culturais que defendemos e que a solidariedade com as vítimas dos assassinatos de Paris e do Charlie Hebdo manifesta. A Lei que orienta os Estados de Direito é igual para Todos e deve, por isso, ser respeitada por Todos! Por isso, o que, por estes dias, se julga e se condena não é qualquer pensamento ou prática religiosa mas, a forma criminosa que os atentados terroristas e os assassinatos materializam! Muitos Estados muçulmanos viveram sob regimes laicos (Jordânia, Tunísia, Turquia, Iraque, Síria e o próprio Irão, para dar só alguns exemplos) que o Ocidente não soube ajudar, apenas e só pela defesa dos interesses económico-financeiros imperialistas e a pretexto (dissimulado!) da defesa do Estado de Israel, a partir de contra-informação a que a ignorância cultural dos protagonistas políticos não soube responder, com inteligência e justeza (LER AQUI). De igual modo, condenámos e condenamos, cultural e civilizacionalmente, a pena de morte e a discriminação! Por isso, há que manter o discernimento, de modo a não acelerarmos o retrocesso social posto em marcha pela referida ignorância cultural que predomina na política contemporânea e que a constante e progressiva perda de Direitos dos Cidadãos, evidencia. Viva a República! Viva a Democracia! Viva a Liberdade!
Das palavras de A. Rimbaud à voz de S. Regianni, fica a sonoridade de um percurso entre a liberdade individual e a ideologia do poder...

sábado, 10 de janeiro de 2015

O Preço da Liberdade: entre a Xenofobia e a Igualdade de Oportunidades

JE SUIS CHARLIE! - A Europa e o mundo uniram-se para gritar o apoio às vítimas do jornal Charlie Hebdo -um total de dezassete pessoas assassinadas em nome da oposição à Liberdade de Expressão! De facto, apesar do pretexto do massacre ser, do ponto de vista fundamentalista dos atacantes, a "vingança" do Profeta, a verdade é que o seu significado é a oposição à Liberdade de Expressão e só a cegueira integrista das mentes manipuladas pode reduzi-la à defesa de uma causa, no caso, a ficção psicótica de uma figura da história das religiões que, como todas as lideranças, passou a uma dimensão lendária que serve, também!, a construção e disseminação de um conhecimento deturpado dos factos e da teoria. O processo de alienação de massas ocorre entre os que se limitam a adquirir conhecimento pela transmissão oral de líderes que escondem, sob o pretenso ensino da respetiva doutrina, interesses materiais e obscuros com que escravizam os seus seguidores, conduzindo ao despertar de crenças e práticas elementares que servem esses propósitos, e que prosseguem alimentando e legitimando tráficos de armas, drogas e até de pessoas (pensemos nos raptos colectivos que aconteceram recentemente na Nigéria), numa lógica de consolidação de poder que dá às elites o enriquecimento e a visibilidade pública que decorrem da alienação e do medo, em troca da aquisição de um poder negocial que lhes é conferido pelo domínio dos recursos naturais e da exploração social dos territórios e dos povos em que encontram condições para se afirmar. O problema, complexo e multifacetado, não apresenta um só rosto e resulta da convergência de uma interação sistemática de circunstâncias estruturais e conjunturais, consolidada no tempo e que adoptou, a título de instrumento estratégico, a ideia de "expansão" para além dos limites geográficos originais da emergência ideológica que fundamenta o uso e o recurso ao pensamento religioso, no caso, islâmico. No mundo globalizado em que vivemos, a circulação de pessoas e bens, associada ao acesso público da comunicação através das redes sociais, facilita a difusão destes propósitos e generaliza a possibilidade de recrutamento de indivíduos que, fascinados pelo reconhecimento "dos seus" e a notoriedade pública que lhes é garantida pelos meios de comunicação, se disponibilizam para matar e morrer! E se a questão pode ser mais facilmente entendida em contextos espaciais e culturais generalizadamente pobres ou empobrecidos, onde a revolta colectiva justifica a adesão ao autoritarismo (simbolizado por uma ordem social imaginária que só a repressão concretiza), em contextos ocidentais, assentes em arquitecturas de valores inspirados pelos ideiais de Democracia e Liberdade, o problema torna-se, efectivamente, uma ameaça grave à segurança das pessoas e à preservação desses valores. Depois do 11 de Setembro de 2001 que assinalou com o terror, o medo e a morte, simbolicamente!, a abertura de uma guerra com repercurssões financeiras (até agora incontornáveis!) entre os representantes de dois dos modos civilizacionais que caracterizam o mundo contemporâneo, o confronto assumiu uma escalada de violência que se materializou, esta semana, em 3 dias de terror que jamais esqueceremos: os crimes perpetrados em Paris e o cruel e inesquecível ataque ao Charlie Hebdo, símbolo da liberdade de expressão, da criatividade e do livre exercício da cidadania! Temos agora, por tudo isto, que já implica uma dimensão de crime organizado contra as pessoas e a organização social, um problema para resolver e para o qual intelectuais, pensadores políticos, filósofos e líderes religiosos têm vindo a chamar a atenção com a contundência possível: o problema da segurança e da preservação inalienável dos nossos valores culturais e civilizacionais. Neste contexto, convém fazer convergir a nossa atenção sobre a problemática inerente à capacidade de proliferação de um pensamento autoritário e sanguinário numa cultura que, desde o final da II Guerra Mundial, tem cultivado a ideia da coexistência pacífica e que, designadamente, na sequência da construção política do espaço comum europeu, começou, exatamente pela previsibilidade da emergência da conflitualidade social, face à desigualdade e às assimetrias económicas, a falar e a esboçar ações e medidas que visam promover o Diálogo Inter-Religioso e as Políticas Sociais. A dramática realidade da exclusão social, da inexistente igualdade de oportunidades que sempre deixa de fora "as franjas" sociais isoladas nas periferias urbanas (ghettos de desemprego e de desenvolvimento de perigosas formas de economia paralela), assumiu-se, nos últimos 20 anos, como uma frente de combate a que é preciso dar resposta para evitar a "explosão social" manifesta na existência indesmentível de milhões de pessoas sem trabalho por esta Europa fora, votados ao abandono e ao estigma da marginalidade. Porém, os interesses financeiros e a ideologia dominante assente na valorização extrema do neoliberalismo económico, concorreram para levar ao poder, personagens políticos que ignoraram, progressivamente, a responsabilidade social e que, a pretexto da "crise" e do "resgate da banca", abandonaram o projeto de construção da Europa Social em nome da consolidação da economia do "Euro" - uma ditadura protagonizada pela Alemanha da Senhora Merkel a que os Aznar's, os Barrosos, os Blair's, os Cameron's e os Sarkozy's deram sustentação - quais Césares fascinados pelo protagonismo e o poder que, do alto do seu pedestal sustentado pela profunda ignorância histórica e cultural e pela ausência radical da sua consciência da necessidade de promoção efectiva de uma verdadeira política de solidariedade social, (que se não confunde com caridade e que é, apenas, a designação de uma Política de combate à privação material e de investimento numa efectiva igualdade de oportunidades) desprezaram a dimensão humana dos indivíduos e dos povos. De facto, se não há soluções para resolver ou evitar os problemas da violência social e da insegurança pública, a única alternativa é, além da penalização dos actos criminosos, investir na Educação e na Igualdade de acesso ao emprego e à integração social, a título de contributo para o desenvolvimento de uma resiliência que impermeabilize mais os jovens, face à potencial sedução que o integrismo e o fundamentalismo podem, sobre eles, exercer, na ilusória promessa de um protagonismo e de um sentido para a existência. Tudo o mais são paliativos demagógicos que servirão apenas para nos conduzir a incontornáveis dinâmicas de criminalidade e repressão! Fechar o Espaço Schengen, perseguir pessoas, fomentar a xenofobia e o racismo, propagandear ideias de Ordem Pública (de má-memória!) assentes na opressão e no medo, reduzindo as liberdades e os Direitos Fundamentais dos Cidadãos é o caminho para agravar a intensidade da tensão social em que vivemos, simbolizada, de forma trágica!, nos assassinatos que sacrificaram o Charlie Hebdo!... mas, para isso, precisamos de pessoas sérias, cultas, determinadas e incorruptíveis na Política, capazes de agir em função de prioridades sociais! A Europa precisa, urgentemente, de mudar de rumo na gestão política! É urgente uma ação, dita política!, que se converta numa efectiva gestão ética da Polis, e não em formas de governação protagonizadas por ignorantes, avarentos e submissos aos ditames dos organismos financeiros internacionais que representam os interesses particulares dos que são accionistas dos mecanismos que tutelam e em cujo topo não há religião, nem etnia mas, apenas e só!, a indefectível fé na defesa do lucro! É preciso devolver às pessoas os Direitos que lhes garantem que o espaço e a sociedade onde vivem é, efectivamente, o seu porque é de Todos!... Sim, JE SUIS CHARLIE!... Sim, JE SUIS AHMED! ... e não!... NÃO TEMOS MEDO! 

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

PODEMOS - Um Rasgo de Coragem...

Provavelmente, haverá quem estranhe o quão pouco tenho escrito sobre a política nacional, a governação e a própria oposição, apesar da gravidade com que vertiginosamente quebram e desfazem o que resta do país... Pois... confesso que é intencional porque, sinceramente, não tenho vontade de perder tempo com intrigas e conversinhas "de café", a propósito do que é, por natureza, profundamente sério! Não tenho, por isso, qualquer motivação para gastar tempo a falr ou a escrever sobre quem é completamente incapaz de pensar solidária e objetivamente, ignorando a falta de nobreza e de responsabilidade social inerente às práticas que trocam a vida das pessoas e a soberania de um povo pelos interesses dos mercados e dos credores internacionais, sem argumentação minimamente válida, numa demonstração absoluta de inércia mental e cultural, capaz de optar pela crueldade, fingindo-a trágica, como se um destino pré-racional se tratasse... Talvez o meu silêncio seja a expressão da minha revolta e da minha decisão de não pactuar de forma alguma com este regime... entretanto, felizmente, vamos encontrando sinais de atitudes corajosas como convém à humanidade e à vida... e disso são pequenos exemplos a intervenção de Pablo Iglesias e as abordagens frontais do movimento espanhol PODEMOS que está em fase de preparação das Jornadas para o seu processo de constituição e que, aqui, partilho:
"Señora Morgerini, decía Woody Allen que no podía escuchar a Wagner porque le entraban ganas de invadir Polonia, y en esta comisión algunos escuchan tanto a Wa...gner que le entran ganas de invadir Rusia. Le pregunto si la actitud europea tan beligerante hacia Rusia no le parece que contrasta con la tolerancia y benevolencia europea respecto a Israel que incumple continuamente los derechos humanos y la legalidad internacional".
 
... Da sistematicidade da denúncia não corporativa do PODEMOS, temos também exemplo aqui:
"Falta de transparencia, de control para no permitir la corrupción del 1% enriquecido y, obviamente, falta de democracia por parte de los partidos del 78. Esto define los titulares sobre los avances en la investigación de las tarjetas Blacks... de Caja Madrid.
-Caja Madrid también concedió 62 millones en préstamos a 34 usuarios de las tarjetas.
-La dirección de Caja Madrid se negó a entregar a uno de sus consejeros un listado con movimiento de su tarjeta corporativa, esas que ahora investiga corrupción.
-Virgilio Zapatero, el exconsejero de la entidad financiera, acusa al PSOE de no buscar la verdad en el caso de las tarjetas y asegura que las declaraciones de Pedro Sánchez sobre el tema parecen buscar titulares de prensa más que la verdad y la justicia.
- El PP no dice cómo investigará si sus afiliados usaron la tarjeta Black de Caja Madrid, eso sí, les conceden el beneficio de la duda porque "muchos podían pensar que eso era legal".
 
.. e aqui:
"Un Tribunal de Cuentas donde de 600 empleados 100 tienen lazos de parentesco, y en el que los 12 miembros de la cúpula directiva son elegidos por los partidos de la casta y cobran una media de 112.000 al año, es una vergüenza. Estas prácticas violan la igualdad de oportunidades que sanciona la Constitución para el acceso a los puestos públicos.
¡Podemos y debemos acabar con esto!
"
 
...Saudável é também ver os argumentos de quem, com prestígio e honra, se lhes associa, com orgulho, declarando que as propostas do PODEMOS concretizam o que, até aqui, era uma espécie de argumentos censurados pelo(s) regime(s)... LER AQUI.

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Da homenagem a Mahatma Gandhi à Saudação a Alfredo Bruto da Costa

Mahatma Gandhi, de seu nome Mohandas Gandhi, o Gandhiji de todos os que nele reconheceram o grande, imenso e inesquecível trabalho que fez em prol da Índia e do Mundo, nasceu, faz hoje 145 anos, em Porbandar, na Índia. A homenagem pelo seu inexcedível esforço e pela luta indefectível com que concretizou a Não-Violência como prática política, é, por isso, incontornável.
A propósito de uma das frases que o celebrizaram, aproveito a oportunidade para saudar publicamente o Professor Doutor Alfredo Bruto da Costa que, ao entrar no Conselho de Estado, dignifica um dos mais simbólicos órgãos de soberania da República Portuguesa. Pena é que não seja um cargo permanente porque de tudo o que vai ensinar, muito mais haveria a aproveitar por todos quantos aí irão aprender, perdendo o direito a invocar o desconhecimento do diagnóstico e das soluções que configuram a prioridade inequívoca da intervenção política enquanto intervenção social. Porque é urgente -e é possível!- uma Humanidade Melhor!

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

António Costa - "Este Cravo é Vosso"

António Costa é o novo Secretário Geral do Partido Socialista. Com uma vitória esmagadora sobre a liderança de António José Seguro que, nos últimos anos, retirou toda a visibilidade e credibilidade ao único partido com um historial capaz de vencer eleições legislativas e, no caso, vencer a coligação PSD/CDS, a frase da noite foi: "Este cravo é vosso!"!... E é... é um cravo que pertence a todos os portugueses que se mobilizaram para ir votar nas primeiras eleições primárias realizadas em Portugal e que dão a António Costa o protagonismo de ser o primeiro candidato a Primeiro-Ministro escolhido pelos cidadãos e não, apenas, pelos militantes de um partido.
A escolha do cravo e a frase que proferiu fazem jus à confiança que a sociedade nele depositou e acredito que António Costa honrará o povo e o cravo, como político inteligente, inovador, dotado de capacidade de iniciativa, capaz de trabalhar por objetivos e de os concretizar! António Costa é, além de uma pessoa muito inteligente, um homem de princípios e um homem de cultura! Foi bonito vê-lo com o cravo, ladeado por Manuel Alegre e Ferro Rodrigues! A sério: "Foi bonita a Festa, pá!"... agora, só falta o programa para fazer vencer o país, aproveitando os fundos estruturais da forma séria e competente que o País merece e propondo as reformas que devolverão alguma da dignidade perdida às condições de vida e aos serviços públicos que a Constituição consagrou como um Direito de Todos!... ah, sim... e transformar o Partido Socialista - ou, pelo menos, dinamizar processos no PS capazes de o tornarem um partido que o mereça... e ao Cravo... que é, como bem disse: Nosso!.  

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

A Desonra Americana...


Enquanto a diplomacia protagonizada por John Kerry continua hipocritamente a "pregar" a necessidade e o empenho no "cessar-fogo", a informação dá nota de que os EUA estão a fornecer e a reforçar a entrega de armamento ao Estado de Israel como, aliás, se pode ler AQUI... Aos norte-americanos com sentido de dignidade, resta assumir o seu distanciamento das práticas de morte que entretanto vão alimentando, ao preço irresgatável de milhares de vidas humanas... como o fizeram noutros tempos gerações de cidadãos, intelectuais e músicos e em nome dos quais evocamos esta versão de "While My Guitar Gently Weeps" de George Harrison, acompanhado com o também inestimável Eric Clapton. 

terça-feira, 29 de julho de 2014

Judeus e Palestinianos Contra o Sionismo!



... ouvir o Rabino Weiss afirmar que não são os Judeus quem odeia os Palestinianos mas sim, os sionistas, é muito importante!... Para todos nós!... Para que possamos ser justos!... e eu que defendo Gaza como todos os que temos o mínimo de noção de dignidade, justiça e seriedade, aproveito para vos contar um pequeno episódio pessoal que me parece importante partilhar: fui a Israel quando tinha 15 anos... e lembro-me de ter comentado o que aqui partilho com familiares e professores porque cheguei dessa viagem com um problema: como responder ao pedido feito por um Judeu que me sussurrou à entrada para um autocarro: "Digam ao mundo que queremos viver em paz com os nossos vizinhos porque somos todos o mesmo"?!... Pois... É por isso que, de facto, acredito nesta mensagem e neste grito protagonizado pelo Rabino Weiss... porque o percebi no momento em que, perante o meu espanto de ver Jerusalém literalmente fechada aos muçulmanos (que apenas às 18h viam abertas as portas de acesso ao centro histórico e religioso da cidade) um israelita me explicou a questão... daí que, até hoje, não possa confundir judeus, israelitas e o Estado de Israel com toda a manipulação de massas que é preciso desconfigurar e que, um dia, serão os próprios a fazer... Contra o sionismo, judeus e muçulmanos uni-vos! Viva a Judeia! Viva a Palestina!

segunda-feira, 28 de julho de 2014

Gaza - Da Humanidade em Construção...



Foto de Ayam Echarif.

Enquanto as populações bombardeadas, espoliadas e mortas pela guerra perguntam, em Gaza, onde está o mundo, as partes continuam, indiferentes ao sofrimento das pessoas, a promover um conflito demasiado longo e demasiado bárbaro para justificar politicamente qualquer argumento. Perante a total ausência de credibilidade dos agressores e dos agentes da violência, nas Nações Unidas, o representante da Autoridade Palestiniana pede, em desespero de causa, uma maior intervenção das Forças de Intervenção da ONU enquanto o representante de Israel diz que o mundo está a "cair na armadilha" dos media - como se a morte, o número de vítimas e o grau de destruição radical e absoluta que todos os dias vemos, perante os nossos olhos, fossem uma ficção! Neste contexto, quando o balanço das vítimas é de 1030 palestinianos mortos (quase todos civis)  e de 46 israelitas (43 soldados e 3 civis), hoje, o Conselho de Segurança da ONU, pede um cessar-fogo imediato e incondicional e uma trégua duradoura para Gaza! JÁ! (LER AQUI)

Gaza - do Dalai Lama do Tibete ao Conselho dos Direitos Humanos da ONU...

"Dalai Lama descreveu o conflito violento em curso na Palestina com a investida de Israel na Faixa de Gaza como “inimaginável”, dizendo que não esperava tal tipo de violência por parte de pessoas que afirmam manter os princípios religiosos.
“Todas as grandes tradições religiosas – islamismo, cristianismo, hindus e, é claro, jainismo e budismo – todas as grandes tradições religiosas – ensinam a prática da compaixão, amor, perdão, tolerância. Como é possível que uma pessoa que acredita em certa fé, se envolva em tal violência? “, disse Sua Santidade, o Dalai Lama, aos repórteres na segunda-feira, em resposta a uma pergunta sobre a crise, acrescentando: “É realmente muito, muito triste”!
Entretanto, o Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas realizou um debate de emergência em Genebra para analisar a crise, já que o número de mortos no 16 º dia do conflito era de 700, incluindo mais de 690 palestinos e 34 israelenses.
O Secretário-Geral Ban Ki-Moon estava na altura na região na esperança de reforçar o apoio para um cessar-fogo e a Alta Comissária da ONU para os Direitos Humanos, Navi Pillay, disse esperar uma resposta positiva por parte de ambas as partes mas advertiu que uma paz duradoura só pode começar com respeito pelos direitos humanos e da dignidade humana, e na plena realização do direito à auto-determinação.
Pillay disse ainda que Israel não faz o suficiente para proteger os civis, citando os ataques aéreos e bombardeios de residências e hospitais, condenando também o Hamas e outros grupos militantes por “ataques indiscriminados” em Israel.
Em média, está a ser morta uma criança por hora, nos últimos dois dias e tem havido um aumento acentuado dos nascimentos prematuros. Funcionários de Gaza disseram que, até ao momento, mais de 3.000 casas foram destruídas ou danificadas e 46 escolas, 56 mesquitas e sete hospitais já foram atingidos, conforme o jornal The Guardian informou."
(o texto, já com 3 dias, é uma  adaptação minha do original que se pode ler AQUI)

domingo, 27 de julho de 2014

Da Mutilação Genital Feminina como Arma Política...


Extremistas radicais islâmicos do Iraque decidiram ordenar a MUTILAÇÃO GENITAL FEMININA de todas as meninas e mulheres que, entre os 11 e os 46 anos, se encontram sob a sua autoridade política. A informação foi confirmada pela ONU na passada 4ªfeira... Quanto a juízos e comentários, ficam ao critério de cada um. Com o objetivo de chegar até à Síria a partir da cidade iraquiana de Mosul, a medida pode atingir 4 milhões de mulheres. Para se acreditar no absurdo desta crueldade irreversível contra inocentes civis indefesas, vale a pena LER AQUI.

terça-feira, 22 de julho de 2014

Crimes Contra a Humanidade - Incentivo à Violação e Morte das Mulheres Palestinianas...

A loucura, fruto de um etnocentrismo cego e obsessivo, a paranoia e o resultado da manipulação mental das massas tornam legítimos os piores crimes contra a Humanidade... a um ponto que imaginaríamos impossível, depois do Holocausto... É o caso das declarações de um académico israelita que apela à violação das mulheres palestinianas cuja notícia nos chegou via RTP como se pode ver AQUI mas, também, das afirmações de uma jovem deputada radical israelita que considera que a solução é matar todas as mães palestinianas que se podem ver e ouvir AQUI. Transcrevo a notícia da RTP e agradeço a todos os que a partilharam, colaborando na denúncia desta criminalidade inominável (que a própria ONU assume estar a matar 75% de vítimas civis entre a população de Gaza) como é o caso da Isabel Moreira, do Bruno Dias e da Maria do Céu Guerra.  

"Mordechai Kedar, um professor de Literatura Árabe na Universidade de Bar-Ilan e antigo membro dos serviços secretos israelitas, invocou o seu conhecimento da mentalidade palestiniana para recomendar, num programa de rádio, a violação de mulheres palestinianas como forma de fazer pensar duas vezes os seus familiares que se sintam tentados a cometer atentados suicidas. O próprio entrevistador distanciou-se imediatamente do que acabava de ouvir.
 
As palavras exactas de Mordechai Kedar, citadas no site do Alternative Information Center  (AIC), de Jerusalém, são as seguintes: "A única coisa que pode deter um bombista suicida é saber que, em caso de captura [de quem? - a tradução inglesa não é clara], a sua irmã ou a sua mãe serão violadas".

E explicou também que "é a cultura" e que "isto é o Médio Oriente", acrescentando ainda que "não falei do que fazemos ou deixamos de fazer. Falo sobre a realidade: a única coisa que pode travar um bombista suicida é ele saber que, se aperta o gatilho, a sua irmã será violada".

O AIC fornece o link para o programa de rádio, em hebraico no programa diário intitulado Hakol Diburim, da Israel Radio Bet. O entrevistador, Yossi Hadar, reagiu à bombástica afirmação do entrevistado dizendo que "soa mal [...] Claro que não podemos tomar medidas dessas".

Kedar foi, durante 25 anos, um perito dos serviços secretos israelitas para os grupos islamitas. Hoje é investigador no "Centro Begin-Sadat para Estudos Estratégicos" na Universidade de Bar Ilan e director do centro "Israel Academia Monitor", que se dedica a policiar as opiniões menos conformistas de outros académicos. A Universidade de Bar Ilan é também aquela de onde veio Yigal Amir, o jovem de extrema-direita que matou Isaac Rabin."

quinta-feira, 10 de julho de 2014

Palestina - Crónica de um Martírio Repetidamente Anunciado...


A Faixa de Gaza continua, a pretexto de qualquer ação ou atentado contra os autodesignados "Escolhidos", a viver, de forma persistente e continuada, até à exaustão!, o massacre a que está sujeita há quase meio século, na terra que o povo palestiniano habita há milhares de anos e que os seus vizinhos judaicos cobiçam sem escrúpulos até ao limite, num desfecho que o conduzirá à condição de um povo destruído pelas armas de Israel ou pelo etnocídio a que uma sociedade recorre, autofagicamente, quando lhe é vedado o acesso às condições pacíficas e/ou armadas que lhe podem garantir a recuperação do território usurpado - e o direito a uma paz duradoura onde se possa construir uma democracia! ... Os conflitos na Faixa de Gaza configuram, mais do que um conflito político, a eficácia de uma manipulação coletiva consolidada ao longo dos anos, no sentido de envolver emocionalmente cada soldado israelita num agente incapaz de se distanciar da prática inequívoca de crimes de ódio... e se é verdade que as vítimas de violência apresentam maiores probabilidades de se tornarem seres violentos (ainda que o possam não ser, pela educação, a cultura e a consciência ética, na medida em que esta relação se não constitui como condição e consequência necessária e suficiente), a verdade é que o Holocausto deveria ter ensinado que há limites para todo o exercício do poder e para toda a violência e que nada mas, absolutamente nada!, justifica o genocídio a que estão a condenar o povo palestiniano, fomentando e incentivando o ódio dos povos árabes contra si - argumento que utilizam para falar em autodefesa e que, a longo prazo, demonstrará ao mundo os efeitos da desinteligência estratégica na política, materializados num sofrimento generalizado que acaba por recair, sempre, também, sobre os que vestem, conjunturalmente, a aparência de vencedores e poderosos. Em nome dos povos e das etnias que habitam a Faixa de Gaza e toda a Palestina, é urgente e fundamental uma Revolução Cultural capaz de criar e disseminar sementes de paz e de resiliência contra a violência, de modo a que a coexistência pacífica seja possível entre vizinhos - como acontece entre o maioritário e significativo número de países do mundo. Quando um povo se limita a olhar para si próprio como vítima, afasta-se da lucidez e da capacidade de reconhecer o seu lugar no mundo, reforçando as razões em que assenta a agressividade incontrolável e gratuita com que, todos os dias, é destruído o futuro! 

quarta-feira, 9 de julho de 2014

Crimes de Ódio Organizado Contra as Mulheres...

A propósito da notícia que se pode LER AQUI, Isabel Romão escreveu no Facebook:
 
"A escravatura das mulheres, as violações repetidas, mulheres obrigadas a prostituir-se. Tudo isto em contextos culturais onde as mulheres devem ser recatadas, invisíveis e, sobretudo, onde as mulheres não são cidadãs.
Este texto é difícil de ler até ao fim. No fim perguntamo-nos: Em que época estamos a viver? Onde está a defesa dos direitos humanos que vamos apregoando. Isto nem sequer é o recurso à violação como arma de guerra é a raiva e o desprezo contra metade da humanidade.
"
... e sim, agradeço sincera e sentidamente à Isabel por ter partilhado a notícia... porque não há argumentos, nem consciência ética, cívica, política ou religiosa que possa ignorar esta legitimação do ódio contra as Mulheres!... E se a alguém ocorrer que tais realidades estão de nós, mulheres ocidentais, afastadas, pensemos na natureza global dos fenómenos, na diversidade da correlação de forças e no que a tradição concorre para o entendimento e a adoção das práticas comportamentais... até porque, por exemplo, por cá, neste dito cantinho "à beira-mar plantado", até este momento, início de julho de 2014, foram assassinadas, só este ano!, 21 mulheres, vítimas de violência doméstica com o rosto da violência de género.

sábado, 5 de julho de 2014

A Esquerda não Morre! -Considerações sobre a Mudança Europeia


Felizmente, os sinais começam a surgir... Veremos, com o tempo!, se são relevantes e sustentáveis do ponto de vista político-ideológico -no que se refere aos apoios dos respectivos agentes organizacionais. O primeiro sinal veio da Grécia, com a população a vencer a ameaça da tirania dos credores internacionais e a dar um voto de confiança ao SYRIZA (ler aqui)... depois, foi o PODEMOS em Espanha (ler aqui), um movimento emergente da manifestação das massas indignadas e que deu corpo e alma às forças alternativas, promotoras de uma democracia participativa sem medo de testar novas formas organizacionais e cientes que a História da Humanidade nunca viu reduzida a sua evolução aos conservadorismos do poder dominante... Sinais que nasceram dos territórios do sul, vítimas privilegiadas no espaço europeu, das tendências hegemónicas de uma Germânia nunca conformada à perda do império, do poder absoluto e do prazer de sentir os ossos "do outro" estalar sob as suas botas cardadas. Sinais que começam a impor a sua presença no espaço público, político e mediático, revitalizando alguma da esperança perdida no futuro. 
Reconhecer a importância desta redinamização do debate político como um grande sinal das ruas do Sul da Europa, é, aliás, decisivo para as próprias estruturas político-partidárias tradicionais que, se não se adaptarem à mudança sociocultural e economicamente exigida pelos milhares e milhões de cidadãos em estado de pré-ruptura política, podem perder não só a batalha mas, a guerra da preservação da democracia.
É neste contexto que, agora, se fez ouvir a voz desta Europa do Sul de que somos orgulhosamente parte integrante, através de Itália, cujo primeiro-ministro, Matteo Renzi, afirma, por um lado, não ter medo da Alemanha e, por outro lado, pretender com a Presidência da União Europeia (protagonizada por Roma desde o dia 1 de julho), devolver a Europa aos cidadãos e não aos banqueiros (Ler Aqui) - assumindo a determinação de que os bárbaros (agora travestidos de meros gestores financeiros), nos pensaram incapazes - gélida, cruel e injusta convicção que ia crescendo à medida que subia o tom dos seus insultos a uma (tão invejada!) cultura de sol e rua, feita de paixões - contrárias ao fleumático e perigosamente entediante "cinzentismo" alemão de uma pretensa eficácia que destrói sociedades e povos em nome da consolidação de banqueiros, fortunas e desigualdades. A expressão de desafio ao autoritarismo e ao esforço de hegemonia político-financeira liderado pela Alemanha de má-memória, protagonizada atualmente pela Senhora Merkel, vem agora, como dissemos!, de Itália e a notícia, escrita pelo jornalista Sérgio Aníbal, foi publicada no jornal Público (Ler Aqui)... pelo seu interesse, sintomático e paradigmático, partilhamos aqui a sua transcrição:
«Weidmann ataca a Itália, Renzi responde
O confronto entre a nova liderança italiana e a Alemanha continua a subir de tom. Depois da troca de palavras com um deputado europeu do partido de Angela Merkel, Matteo Renzi protagoniza agora uma discussão com o presidente do banco central alemão, Jens Weidmann.
O líder do Bundesbank abriu as hostilidades num discurso feito na quinta-feira à noite, em que disse que o primeiro-ministro italiano, ao comparar a União Europeia com “uma tia velha e aborrecida”, tinha revelado que o seu Governo não estava disposto a abdicar da sua soberania orçamental, isto, apesar de Renzi defender muitas vezes a necessidade de uma união orçamental.
Além disso, Weidmann, em resposta aos apelos de Renzi para que seja dado à Itália mais tempo para cumprir as metas do tratado orçamental, defendeu que “aumentar a dívida não produz crescimento”, acusando a Itália de apenas anunciar reformas, sem as passar à prática.
A resposta de Matteo Renzi não se fez esperar. O primeiro-ministro italiano começou por dizer que não tinha ainda ouvido qualquer comentário negativo às suas políticas orçamentais por parte do Governo alemão. As críticas, disse, vêm dos banqueiros. “O Bundesbank não tem como sua tarefa participar no debate político italiano. Da mesma maneira que eu não falo sobre o Sparkassen ou os Landesbanken”, afirmou numa referência aos bancos regionais alemães que beneficiaram de algumas excepções no apertar das regras de regulação financeira na Europa. “A Europa pertence aos seus cidadãos, não aos banqueiros, sejam eles alemães ou italianos”, finalizou Renzi. Em declarações a vários meios de comunicação italianos, fonte do gabinete do primeiro-ministro italiano respondeu ainda que, “se o objectivo é criarem medo, enganaram-se no país e no governo”.
Este estilo de contra-ataque imediato de Renzi contra a Alemanha já tinha sido ensaiado esta semana no debate de abertura da presidência italiana que teve lugar no Parlamento Europeu. O alemão Manfred Weber, novo líder da bancada do Partido Popular Europeu (PPE, conservador), criticou os apelos italianos a uma maior flexibilidade no tratado orçamental. “Renzi quer mais tempo para fazer as reformas, Barroso deu mais tempo à França, mas ninguém viu as reformas", disse.
O primeiro-ministro respondeu recorrendo também à história recente da UE, lembrando antes o caso da Alemanha em 2004. “Se Weber fala em nome da Alemanha, recordo-lhe que nesta mesma sala, sob a anterior presidência italiana, [a Alemanha] foi o único país ao qual foi concedida flexibilidade e que violou os limites para ser hoje um país que cresce”, disse.»
Porque todos os contributos são importantes e decisivos quando se pretende anunciar a "morte da esquerda" (ler aqui o artigo do Nouvel Observateur) apenas e só porque se pretende reduzir a amplitude do que entendemos por Esquerda aos tradicionais partidos europeus conotados com os comunistas e os socialistas (o que levaria a uma outra discussão cuja especulação não urge, de momento, aqui fazer)... mas, principalmente porque (tal como já aconteceu quando os ditos e auto-designados "pós-modernos" quiseram proclamar a morte da Ideologia e da História), enquanto houver Pessoas, capacidade crítica, racionalidade problematizante e competências para a avaliação ética, tal como acontece com os Direitos Humanos, a Esquerda Não Morre!

PODEMOS ... em Lisboa!



Em Lisboa, no próximo dia 19 de Julho, a Conversa vai ser com ativistas do PODEMOS!
 
Alternativa com medidas concretas de política económica e financeira, o PODEMOS apresenta um projeto organizacionalmente diferente da estrutura partidária tradicional e propõe uma organização social autónoma, efetivamente participada e distanciada da gestão burocrata, distanciada e desumana do estranho e explorador mundo de desumanidade em que se tornou a União Europeia. A conversa em Lisboa é aberta e espera por todos!... porque, afinal, "Juntos, PODEMOS muito mais do que imaginamos"!

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Da Manipulação Política aos Crimes Sexuais contra Mulheres...

O nacionalismo indiano assumiu todo o seu fundamentalismo ao atribuir aos trajes de praia, designadamente, bikinis, a causa da violação das mulheres na Índia!!!... Que o argumento era difundido como forma de proteção do "bom nome" dos violadores, já há muito que se sabia... mas que, ideologicamente, fosse integrado como parte da retórica política da manipulação pública ao nível governamental, adquire uma dimensão absolutamente relevante no papel, na imagem e na representação que a Índia contemporânea está a promover sobre si própria... A notícia pode ser lida AQUI, onde se destaca a referência ao Estado de Goa pela sua natureza de destino turístico... Absolutamente lamentável, a ideia vai penalizar profundamente toda a Índia uma vez que protagoniza uma forma efetiva de propaganda de violação dos Direitos Humanos! As mulheres não o merecem, os turistas não o merecem e a população não o merece!... diga-se, aliás e em abono da verdade: esta forma de equacionar o problema é um crime contra as todas as mulheres, todas as crianças e todos os homens... designadamente, os naturais e residentes de toda a Índia!
(a notícia chegou via Isabel Romão no Facebook)