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terça-feira, 16 de agosto de 2011

Chorar a Humanidade... entre a Somália e o Mediterrâneo...


Enquanto a Somália morre à fome (ler aqui) e as margens da bacia mediterrânica mal contêm o conflito que, de um lado, explode na Síria e na Líbia a ferro e fogo e do outro, dissimula a proximidade da exclusão económica do "clube dos ricos" dos países que integram as Penínsulas Ibérica, Itálica e do Peloponeso, a imoralidade da economia política do nosso tempo, chegou ao ponto de ver falar contra si próprios (ler aqui) aqueles que mais têm usufruido das suas benesses... entre Humanidade e Humanismo, a diferença continua a ser abissal... até quando?... e a que preço?

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Georges Soros ou a perigosa cegueira de uma certa economia política...

George Soros, o multimilionário que se tem destacado pela análise económica com que tem acompanhado a dinâmica dos mercados, defende a saída "ordeira" do euro por parte de Portugal e da Grécia, por considerar que as dívidas soberanas destes países estão a promover a instabilidade económico-financeira da UE (ler aqui).. a proposta, decorrente da convicção de G.Soros de que esta possibilidade permitiria a sobrevivência da União, feita (não nos esqueçamos!) por um investidor com interesses publicamente conhecidos nos mercados, não é inocente - nomeadamente quando se constata que coincide com as declarações do Banco Mundial que afirma a dimensão inédita de uma nova e perigosa crise na economia mundial, provocada pela crise europeia. Porém, para além de não ser inocente, esta proposta é completamente destituída de sentido de responsabilidade política! É verdade que Georges Soros não é um político (?!) e que a saída do euro poderia ser útil a muitas economias nacionais - se - e apenas se!!- fosse acompanhada de programas de recuperação económica capazes de promoverem autonomamente e sem restrições os aparelhos produtivos de cada país, por um lado, criando emprego e aumentando o ritmo de crescimento da riqueza e, por outro lado, desenvolvendo as políticas externas capazes de rentabilizar as exportações a preços altamente competitivos! Contudo, sem dinheiro e sem investimentos, as economias que ficassem fora do euro dificilmente encontrariam condições financeiras para que tais programas fossem levados à prática com sucesso, representando a saída da "moeda única", no actual enquadramento europeu, a condenação de Portugal e da Grécia à pobreza e à miséria. Além disso e com particular pertinência para a ausência de pensamento político de G.Soros (?!) e ao seu total distanciamento dos valores em que assentou o espírito da construção da UE afecto aos  princípios da solidariedade e da subsidiariedade entre Estados-membros, nada -mas mesmo absolutamente nada!- garante que a saída de Portugal e da Grécia permitiria à União Europeia sair da crise em que se encontra e evitar novos cataclismos económico-financeiros... porque, se a UE, enquanto organização regional à escala mundial, não tem capacidade para ultrapassar conjuntamente as contrariedades de crescimento de duas das mais pequenas economias que a integram, não terá capacidade para sobreviver à medida que se fortalecem as economias dos chamados "países emergentes" que, cada vez mais, ameaçam a tradicional representação do domínio norte-americano e europeu dos mercados. Não considero, por tudo isto e pelo que lhe é recorrente, que a proposta de G.Soros responda à exigência da sustentabilidade política e de eficácia económica de que a Europa precisa... mas, como é óbvio, na sua qualidade de investidor, a G.Soros convém "ganhar tempo" porque "tempo é dinheiro" e aos investidores preocupa-os a instabilidade e o prejuízo imediato que o curso das decisões políticas pode implicar, designadamente quando pensamos na tendência franco-germânica e, previsivelmente, inglesa (vale a pena ler a entrevista do General Loureiro dos Santos ao Jornal i) que aproxima a UE que conhecemos do que, desde o final da II Guerra Mundial, com a Declaração dos Direitos Humanos, andamos a tentar evitar...     

domingo, 14 de agosto de 2011

Da "lisura" de Marcelo...

Defendendo que a questão da decisão legislativa deveria ser "em pacote" para o Estado e os institutos públicos, Marcelo Rebelo de Sousa acabou de dizer, na TVI, que a decisão do governo de fazer preceder as nomeações (quer no Estado, quer nos institutos públicos) da realização de concursos públicos, pode ser (se feita com transparência!), uma medida positiva... mas que, se assim não for!, dado que a decisão final de selecção do nomeado depende do governo, resultará apenas numa forma "mascarada" de se nomear alguém previamente escolhido - deixando perceber que reitera a evidência decorrente do facto das formas democráticas de gestão dissimularem, muitas vezes!, formas autocráticas dessa mesma gestão!... mas, disse mais!... disse até que a nomeação de Santana Lopes para a Santa Casa da Misericórdia é, no fundo!, uma forma estratégica de contornar interesses recíprocos, o que, no caso!, quer dizer: partidários (por um lado, porque interessa ao Governo ter Santana Lopes como aliado e, por outro lado, por interessar a Santana Lopes desempenhar um lugar que lhe aumente o prestígio político ao ponto de lhe poder viabilizar a ascensão à CMLisboa)... interessante!... principalmente porque "Marcelo dixit"!

Sonoridades intemporais...


... "Una furtiva lagrima", do Elisir d'Amore de Donizetti... na voz, quente!, de Plácido Domingo...

Sons com Sentido...


"Tell all the People" dos Doors... e a voz inconfundível de Jim Morrison.

sábado, 13 de agosto de 2011

Desinteligências energéticas...

O aumento do IVA em cerca de 230% nos consumos da electricidade e do gás coloca-nos, antes de mais, perante a questão de perceber a legitimidade e razoabilidade do significado desta tétrica decisão político-económica. De facto, o aumento de 6 para 23% do Imposto de Valor Acrescentado (cuja lógica está devidamente assumida na própria designação desta taxa!) em dois consumíveis correntes indispensáveis à vivência societária em que nos inscrevemos, faz-nos perguntar: estaremos perante uma total desinteligência por parte da "troika", do governo ou de ambos?! Porque o aumento deste imposto implica um aumento tão grande do custo de vida que vai, incontornavelmente, por um lado, bloquear toda a possível poupança doméstica e, por outro lado, aumentar os custos de produção de todo o tipo de bens, a um ponto tal que podemos, desde já, antecipar que, dos ditos 100 milhões de euros "arrecadados" com este aumento de impostos (que não é, de todo!, um corte na despesa mas, isso sim!, um aumento forçado da receita do Estado), pouco se "arrecadará" já que se irá perder no aumento dos gastos de consumo familiar e na perda de competitividade das empresas! ... moral da história: o desespero financeiro das economias nacionais e das instâncias financeiras internacionais é tão grande na sua cega necessidade de responder aos mercados artificiais da especulação que, como quem já perdeu o discernimento para distinguir a fantasia da realidade, até os mais grosseiros erros de cálculo fazem parte da engenharia financeira em que nos envolveram e que nos reduz, enquanto cidadãos, à simples condição de escravos - ora alienados no esforço da sobrevivência, ora excluídos, por deixar de haver lugar para a própria alienação!... surpreendidos com a violência urbana de que a Inglaterra foi o mais recente palco?... lamento informar mas, penso que "ainda agora a procissão vai no adro"...

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Lugar de Inquietações - as Palavras entre o Coração e a Razão...


... fazem-se na "Inquietação" de Zeca Afonso e na "Inquietação" de José Mário Branco, expressão de um mesmo sentir, de uma mesma preocupação, de um mesmo amor e de uma mesma razão... Sempre!

sábado, 26 de março de 2011

Porque o peso dos dias nos não retirará a pureza da alma...


... fiquemos, por hoje, com a excelência da música de Django Reinhardt e a doce animação com que é ilustrado o seu imortal: "Lentement, Mademoiselle"...
(sugestão emprestada pelo meu amigo Luís Miguel Taborda)

sábado, 26 de fevereiro de 2011

A Pergunta Essencial - e a sua razão de ser...


... nos velhinhos mas, extraordinários!, temas de Valérie Lagrange "A quoi tu sers?" e "Faut plus me la faire"

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Antídoto - da Agonia à Intuição...


... porque o mundo nos surpreende e contagia, temos que encontrar soluções inovadoras... por isso, quando a agonia bater à porta, devemos inspirar-nos, se não na razão, na intuição...

... como Oswaldo Montenegro, o poeta, músico e compositor, autor de Agonia e Intuição, que construiu, autodidacticamente, a sua arte.

domingo, 26 de dezembro de 2010

Brasil - Beth Carvalho, Voz de Cultura...

Há já um bom par de anos, Caetano Veloso cantava, num dos seus mais famosos temas, a seguinte afirmaçao: "só é possível filosofar em alemão"... na senda do mesmo tipo de pensamento, é, na minha perspectiva, igualmente legítimo dizer que "a poesia fala português"!... mais: se nos é permitido falar assim, generalizando abusivamente e sem contemplar excepções de que o saber popular diz, serem a confirmação da regra, então, considerando que cada cultura encontra uma expressão sublimatória privilegiada em cada tipo de arte, podemos afirmar que "a música canta-se em brasileiro - ou, para não ofender os mais puristas, em português do Brasil"... Vem esta observação a propósito de um programa que ontem vi, no canal TV Brasil Internacional, chamado: Conversa Afinada onde compositores, músicos, cantores e intérpretes conversam durante uma hora com entrevistadores preparados e conhecedores da sua obra e do seu significado no contexto rico e vasto do mundo da produção musical brasileira... Um programa de altissima qualidade, se querem saber! e de que faço link do respectivo site (ver Aqui). No programa a que ontem assisti, a entrevistada foi Beth Carvalho, um "monstro" ou, se quisermos, "a rainha" do samba e do melhor da expressão popular da música brasileira que, no nosso país, tem tido menos reconhecimento e divulgação do que, de facto, merece a qualidade da sua obra...
Beth Carvalho, a Rainha, madrinha de alguns dos melhores sambistas brasileiros como é o caso de Zeca Pagodinho, cantou, por exemplo, "Dança da Solidão":

... mas, para quem não sabe, Beth Carvalho foi a primeira a interpretar, de forma incomparável, o tema "Folhas Secas", eternizado, entre nós, por Elis Regina:

Contudo, a alma de Beth Carvalho está nesta lindissima forma de cantar "As Rosas Não Falam"... vale a pena ouvir:

... e, meus amigos... Viva o Brasil!

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Feliz Natal... e porque o Melhor do Mundo somos todos nós, as Crianças...


Divirtam-se com os pequeninos!...

... e deixem-se levar pela serenidade e a alegria, dando tréguas à adulta angústia dos dias... Tenham, por favor! FELIZ NATAL!...

... porque o Natal é, afinal, um outro modo de celebrar a Alegria e o Imenso Privilégio da Existência :)))

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Não esquecer: José Carlos Ary dos Santos e Joe Cocker...


... porque, como disse o Poeta: "O Natal é Quando um Homem Quiser":

"Tu que dormes à noite na calçada ao relento
Numa cama de chuva com lençóis feitos de vento
Tu que tens o Natal da solidão, do sofrimento
És meu irmão, amigo
És meu irmão.

E tu que dormes só no pesadelo do ciúme
Numa cama de raiva com lençóis feitos de lume
E sofres o Natal da solidão sem um queixume
És meu irmão, amigo
És meu irmão.

Natal é em Dezembro
mas em Maio pode ser
Natal é em Setembro
É quando um Homem quiser
Natal é quando nasce uma vida a amanhecer
Natal é sempre o fruto que há no ventre da Mulher.

Tu que inventas ternura e brinquedos para dar
Tu que inventas bonecas e comboios de luar
E mentes ao teu filho por não os poderes comprar
És meu irmão, amigo
És meu irmão.

E tu que vês na montra a tua fome que eu não sei
Fatias de tristeza em cada alegre bolo-rei
Pões um sabor amargo em cada doce que comprei
És meu irmão, amigo
És meu irmão.

Natal é em Dezembro
mas em Maio pode ser
Natal é em Setembro
É quando um Homem quiser
Natal é quando nasce uma vida a amanhecer
Natal é sempre o fruto que há no ventre da Mulher."

Poema de José Carlos Ary dos Santos ... com o som de Joe Cocker a cantar a importância da ajuda dos amigos... porque todos os dias são dias de sermos o melhor de nós!

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Alegoria dos Quotidianos...


... um exemplo da arte multimédia... para sorrir e dispersar a falta de tempo :)

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Se eu fosse...


... "Se eu fosse um dia, o teu olhar" de Pedro Abrunhosa, o músico que fala sobre as pautas, entoando as músicas e os poemas...

domingo, 3 de outubro de 2010

Sonoridades... intemporais...

Chegou o tempo, doce e brando, da transição entre extremos, como a suavidade do tema de Vangelis "Outono":

... este Outono que, como tudo em nós, permanece intemporal: o amor, o valor da vida e a humana forma de olhar o mundo de que nos dá também nota, a expressão musical:


... de Winton Marsalis & Sarah Vaughan, "Autumn Leaves", as mesmas "Folhas de Outono" com que nos brindou o também incomparável Nat King Cole... hoje, na fresca e chuvosa manhã de um 3 de Outubro em que o vento sopra, sobre as folhas douradas que enfeitam o chão...




quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Sons Femininos...


... "Aires Zingaros" de Pablo Sarasate na interpretação magistral de Sarah Chang sob a direcção perfeita de Plácido Domingo.

sábado, 24 de julho de 2010

As Rosas Não Falam...


... numa fabulosa interpretação de Alcione e Waldemar Bastos, o tema do eterno Cartola: As Rosas Não Falam...

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

A eternidade da vida...



Há Vozes e Almas, Seres e Sentires, Palavras e Sons que preenchem os silêncios do universo para Sempre... Mercedes Sosa, a voz dos povos, dos poetas e das revoluções, partiu ontem, com 74 anos, deixando-nos um legado para a eternidade... Por Tu Canto "Todo Cambia"y"Gracias a la Vida", por Tu Vida:
Gracias, Mercedes!... Hasta Siempre!

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Da Arte - do sentir, da voz e da partilha



Quando o poeta fala, a alma cala...

De: Pablo Neruda
Por: Pablo Neruda