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segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Eleger Manuel Alegre não é uma questão partidária!

A eleição presidencial não pode reduzir-se aos apoios políticos das candidaturas... e se este receio dos cidadãos tem penalizado a expressão das intenções de voto em Manuel Alegre nas sondagens que têm vindo a público, vale a pena lembrar o peso do destaque que tem sido dado aos apoios partidários à sua candidatura que decorre, essencialmente, do evidenciar da diferença da presente candidatura face ao que caracterizou a que apresentou às anteriores eleições presidenciais... porque, a verdade é que não foi o candidato que mudou; o que mudou foi a expressão pública dos apoios partidários da esquerda protagonizada por socialistas e bloquistas. A verdade é que Manuel Alegre é o mesmo Homem e o mesmo Político e que as teses que agora defende como prioritárias para o desempenho das funções presidenciais, em nada se distinguem das que tem vindo a defender de há anos a esta parte e que justamente lhe garantiram a admiração dos portugueses. Por isso, é importante reter que, ontem, nos Açores, Manuel Alegre afirmou veementemente que a sua vitória não será uma vitória do PS, do BE ou sequer do PDA! Manuel Alegre é um cidadão que lutou pela democracia, com ideias claras e reconhecidamente adequadas à orientação da gestão política nacional nos tempos que correm e para quem o interesse nacional do bem-estar social da população e a soberania nacional são, através da defesa do Estado Social e da dignidade do Estado, princípios maiores de uma representação das funções presidenciais, essencial para o país e para os portugueses. Por isso, urge perceber e transmitir que a eleição de Manuel Alegre não é uma eleição partidária... e que permitir essa confusão é não perceber o que está em causa no dia 23 de Janeiro!
(Também publicado no Alegro Pianissimo)

domingo, 9 de janeiro de 2011

Da Economia à Política - ou do FMI a Passos Coelho?


O discurso de Manuel Alegre, ontem, em Almada, foi contundente e incisivo. Referindo-se ao que, actualmente, é a prioridade do interesse nacional, Manuel Alegre reiterou a sua oposição à cedência do país às pressões externas, designadamente ao pedido de intervenção do FMI na economia portuguesa. Vale apenas ouvir e ler (aqui) algumas das suas afirmações que, por estas e outras razões, são decisivas para a salvaguarda do futuro de Portugal.
(Também publicado no Alegro Pianissimo)

sábado, 8 de janeiro de 2011

Esquerda Unida, Já!

"(...) A direita está unida (...) a direita detém o poder económico e o poder económico com o poder político e o poder mediático é todo o poder (...) a direita quer dominar todo o poder em Portugal (...)" - disse hoje, num almoço em Palmela, Manuel Alegre. A evidência das suas palavras está à vista na realidade quotidiana dos portugueses e pouco importa o quadrante partidário em que se manifesta. A direita existe, por todo o lado. Era importante que toda a esquerda exibisse agora, num ímpeto inesperado, a sua capacidade e a determinação das suas convicções. Está (ainda!) nas mãos de todos. Assim o queiram.
(Também publicado no Alegro Pianissimo)

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Estado Social ou Visão Assistencialista do Estado

Na entrevista de Manuel Alegre a Judite de Sousa, ontem, na RTP1, uma ideia central que ilustra com clareza a distância ideológica e a representação política do exercício do poder entre Manuel Alegre e Cavaco Silva, foi enunciada pelo entrevistado quando evidenciou a diferença entre as concepções do Estado Social que sempre tem defendido e a visão assistencialista do Estado que subjaz às considerações de Cavaco Silva e da maior parte do pensamento político da direita sobre as questões da justiça social, da igualdade de oportunidades, do combate à pobreza e à exclusão social e afins. De facto, a visão assistencialista do Estado pressupõe a possibilidade de recurso pontual em casos de necessidade extrema a respostas de apoio social disseminadas por respostas da sociedade civil, desresponsabilizando o Estado da prática constitucional (razão fundadora do empenho do PSD na revisão constitucional?!) de uma efectiva garantia de prestação de serviços básicos (saúde, educação, segurança social) a toda a população em condições objectivas de igualdade de oportunidades caucionada pela existência politicamente assumida de um Estado Social... neste confronto de representações em que não estão em causa meras doutrinações ideológicas, é caso para reflectirmos na realidade social dos portugueses e decidirmos o que, indiscutivelmente, melhor serve o interesse nacional na perspectiva do interesse de todos e do Bem-Comum... porque a verdade é que o nosso país tem perdido cerca de 322 postos de trabalho por dia tal como, também por dia, têm aberto falência cerca de 11 empresas, ao mesmo tempo que o número de pessoas desempregadas ultrapassou o meio milhão (cerca de 10,9% da população ou seja, de 600 mil pessoas) e a dívida pública tal como o endividamento nacional continuam a comprometer seriamente o desenvolvimento e a autonomia económica do país, fragilizando a sua estabilidade social. Cientes da crise financeira e económica internacional em que nos encontramos e a cuja influência e contágio não temos condições para resistir, podem os portugueses prescindir do Estado Social e deixar o futuro nas mãos de um assistencialismo irregular, incerto e privado, de sustentabilidade precária?... confiar na Previdência é, sabemo-lo todos!, uma fé e o país não pode ficar nas mãos do acaso até porque a consolidação de uma sociedade e das suas condições de vida decorrem de decisões racionais.
(Também publicado no Alegro Pianissimo)

Da "Chamada" dos Bancos à Campanha Eleitoral...



... aliás,nesta "chamada" dos bancos privados à campanha eleitoral, uma questão que se coloca ao mais elementar senso-comum é a de perceber que semelhança pode encontrar-se entre, por um lado, a relação que o cidadão Cavaco Silva manteve com o BPN enquanto accionista da SLN e cujo despacho de venda das acções foi assinado pelo próprio Oliveira e Costa e, por outro lado, um texto literário produzido por diversas personalidades sobre a sua relação com o dinheiro que, tendo sido utilizado como uma forma de publicidade, conduziu Manuel Alegre a protestar, dando indicação para que o texto fosse retirado da dita linha publicitária?!
(Também publicado no Alegro Pianissimo)

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Da Transparência na República - ou da falta dela...



... muito há a pensar e a dizer sobre o significado da transparência na "res pública" e sobre o seu valor enquanto regra de ouro da responsabilidade social que deveria presidir à governação, à prática política e à cidadania, enquanto testemunho do interiorizar dos princípios da liberdade, da igualdade e da pluralidade. Contudo, tal é a dimensão desta problemática, desencadeada essencialmente pela constatação da sua relativização e do desprezo a que é votada, em particular por acção dos protagonistas do poder económico, social e político, que mais vale ir apresentando a questão, caso a caso, de modo a que o seu contraditório a não elimine, por artes da pura retórica e de alguma sofisticada demagogia sempre disponível para efeitos afins... e se Portugal tem acumulado múltiplas dúvidas sobre casos de natureza judicial, neste momento, dada a proximidade das eleições presidenciais, requeria-se que os candidatos assumissem a sua quota de responsabilidade na prestação de contas aos eleitores que, democraticamente, por sufrágio universal, irão eleger o próximo Presidente da República. A evidência lógica deste válido raciocínio de senso-comum torna assim incompreensível a obstinação de Cavaco Silva em não responder às interrogações que a sociedade coloca às suas relações com o BPN e a SLN... Aliás, remeter os cidadãos para o site da Presidência da República é uma opção pouco lúcida que mais suspeição desperta sobre a matéria, por denotar o recurso ao estatuto do mais alto cargo da Nação para efeitos de esclarecimento de atitudes individuais exercidas no simples exercício da condição de cidadão. Cavaco Silva tem mais a perder do que a ganhar com esta recusa em responder, com clareza e frontalidade, a todas as questões que o assunto coloca à opinião pública... mas parece ser o único a não perceber isso, assumindo uma atitude que facilmente se confunde com a arrogância e com uma representação da sua existência social próxima da imagem que a expressão "acima da lei" evoca.

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

O Debate Presidencial - Manuel Alegre versus Cavaco Silva


O debate entre os candidatos presidenciais Manuel Alegre e Aníbal Cavaco Silva que ontem, praticamente, fechou a pré-campanha, deixando um bom sinal para a campanha que se aproxima, foi, sem sombra de dúvida, o mais útil de todos estes encontros entre candidatos. O melhor porque estiveram em confronto os únicos candidatos em condições de ganhar a próxima eleição para a Presidência da República... e é isso que importa: ganhar a Presidência da República! O resto são tempos de antena que cada um utiliza como pode e como considera que podem servir os seus interesses... mas, o interesse nacional não se revê nos interesses corporativistas de cada um, porque aquilo de que o país efectivamente precisa é de um Presidente da República que salvaguarde os interesses colectivos de uma população desprotegida face aos efeitos de uma crise desumanizada que os mercados provocaram e que os mesmos mercados procuram ultrapassar, em procedimentos de auto-defesa dos seus lucros e sem qualquer preocupação social. Daí a importância do próximo acto eleitoral que deveria registar, por estas razões, uma baixa abstenção, demonstrativa do interesse dos cidadãos com o seu próprio futuro! Provavelmente, não será assim e a abstenção, por razões várias (decepção, excesso de confiança, indiferença e descontentamento), pode registar indices indesejavelmente elevados. Contudo, este debate trouxe à evidência, as razões que deveriam levar-nos a votar: Manuel Alegre e Cavaco Silva apresentaram ontem, clara e inequivocamente, duas formas diferentes de estar e pensar a política e a sociedade. Apesar de ambos terem afirmado não estar na corrida eleitoral para, gratuitamente, derrubar e ajudar a eleger governos, o facto é que Cavaco Silva preferiu afirmar não dever prescindir do uso dos seus poderes, deixando antever uma eventual dissolução da AR em caso de intervenção do FMI (a qual, reconheça-se, disse só ser justificável após a intervenção do Fundo de Estabilidade Europeia), enquanto Manuel Alegre considerou que, a não piorar a situação económica, o Governo está em condições de continuar a governar... A este propósito, cabe perguntar se a dissolução da AR, mesmo em caso de intervenção do FMI, terá efectiva utilidade uma vez que se não conhece nenhum programa de intervenção económica proposto no espectro partidário, capaz de ultrapassar a crise e dar ao país a estabilidade e a criação de emprego de que a população precisa, tanto mais que, como diz, Manuel Alegre, todos, incluindo Cavaco Silva!, são responsáveis pelo estado a que chegou a economia nacional. De qualquer modo, para além do tom agressivamente despropositado com que o actual PR abriu o debate, provavelmente na presunção de que Alegre seria um adversário fácil, a prestação de Cavaco Silva não foi, nem de longe!, tão sedutora para a opinião pública como as anteriores! Manuel Alegre confrontou o seu adversário com factos (e não, como pretendeu Cavaco Silva, com insinuações!), de forma correcta, frontal, séria e relevante para o país, demonstrando com essa evocação que: a) as escolhas do candidato apoiado pelo PSD e do CDS, no que se refere a muitos dos seus mais relevantes anteriores colaboradores (designadamente, os que protagonizaram os crimes do BPN e da SLN) foram, no mínimo!, irresponsáveis e imponderadas já que esses colaboradores, usufruindo da influência política adquirida no exercício das funções para que foram nomeados por governos liderados pelo actual PR, desenvolveram uma promiscuidade entre política e negócios inequivocamente grave; b) que o caso da suspeita de escutas à PR foi politicamente usado pelo actual re-candidato, de forma inaceitável do ponto de vista ético, uma vez que os esclarecimentos que a matéria requeria, por implicar o regular funcionamento das instituições, vieram tarde e foram formulados de forma ambígua; c) a incapacidade de resposta digna à incorrecta alusão do Presidente da República Checa à dívida portuguesa denotou falta de sentido de Estado por parte de Cavaco Silva. A estratégia de Manuel Alegre, neste debate, alcançou dois grandes objectivos: por um lado, evidenciar uma prática política de Cavaco Silva que contraria a pretensa imagem de correcção que o seu discurso exibe como se fosse a sua actuação fosse perfeita e inatacável e, por outro lado, criar na opinião pública, a esperança de que a sua actuação não produziria tais incorrecções (a saber: trabalhar com pessoas e escolher apoiantes que pratiquem promiscuidade entre política e negócios; manipular suspeitas para criar uma imagem negativa do funcionamento institucional, contribuindo para denegrir, intencionalmente, uma governação partidariamente oposta à sua; ser passivo perante os ataques externos à dignidade do Estado português). Depois deste debate, ficam claras para os portugueses algumas das diferenças essenciais no perfil político dos candidatos a Belém, para além do que anteriormente era dado como único argumentário, a saber, a defesa do Estado Social (com que, aliás, Cavaco Silva pretendeu identificar-se, afirmando defender a saúde para todos e não pretender destruir o Estado Social -sem, contudo, defender a Escola Pública e a Segurança Social com a assertividade com que o faz Manuel Alegre). Assim, dado que Cavaco Silva nada disse de novo e não respondeu com a firmeza e transparência que se lhe requeria neste momento, se algum dos candidatos saiu a ganhar deste debate foi , sem dúvida alguma, Manuel Alegre.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Os Perfis dos Candidatos nos Debates Presidenciais...

Os debates televisivos entre os candidatos presidenciais já ultrapassaram metade do seu número total... dos 10 previstos, já se realizaram 6 e faltam, apenas!, 4... M.Alegre e F. Nobre já só têm um debate até ao final desta pré-campanha em directo... Manuel Alegre repete as linhas estratégicas do seu Contrato Presidencial, as mesmas que estiveram presentes na sua anterior campanha eleitoral e que, à época, lhe garantiram um milhão de votos... as mesmas linhas estratégicas efectivamente importantes para a defesa do que sobra do Estado Social e que, a não serem garantidas, conduzirão muito mais centenas e milhares de pessoas a situações mais precárias, no que respeita ao acesso ao emprego, à saúde, à segurança social ou à escola pública. Contudo, a prudência e a contenção discursiva de M.Alegre é, neste momento, uma arma de "dois gumes"... por um lado, tenta não afugentar um triplo eleitorado (PS, BE e independentes) para garantir uma margem capaz de proporcionar uma 2ªavolta nas eleições à Presidência da República... por outro lado, deixa margem à conquista de votos dos candidatos Francisco Lopes e Fernando Nobre... e se a estratégia é alcançar a possibilidade dessa 2ªvolta na esperança que os restantes candidatos recomendem o voto na sua candiatura, há o risco de algum deles preferir não se pronunciar! Entretanto, enquanto o candidato Defensor de Moura denota, nas suas participações nestes debates, uma inutilidade catártica para alguns resistentes do PS que, potencialmente e até ver!, não votarão Cavaco e para os amigos locais que privilegiarão o conhecimento pessoal ao interesse nacional, Francisco Lopes vai consolidando uma imagem positiva assente na capacidade de resposta, na coesão ideológica e numa inesperada simpatia serena e concentrada. Por seu lado, Fernando Nobre tem vindo a melhorar substancialmente a sua prestação e sem acrescentar nada de novo e de credível à sua inexistente mensagem ideológica, progrediu nos debates com Cavaco Silva e Manuel Alegre pelo impacto da sua desmontagem, leve mas perceptível, do discurso de Cavaco Silva e pela "usurpação" do discurso de mudança que, nas eleições presidenciais anteriores, coube a Manuel Alegre... quanto a Cavaco Silva, também sem nada acrescentar ao que dele se sabe e ao que dele se espera, permanece igual a si próprio enquanto Presidente, sem, por um lado, ceder ao seu actual estatuto, neste contexto, de candidato e sem, por outro lado, deixar de recorrer à sua experiência como Primeiro-Ministro onde algumas medidas que tomou (como a inserção dos agricultores no sistema da Segurança Social), apesar de minimizadas pelos opositores, não deixam de lhe granjear a simpatia de alguns potenciais indecisos que, no mar das suas dúvidas entre a abstenção e o descontentamento, podem decidir-se por votar na continuidade, dado que a coexistência com uma maioria parlamentar e depois com uma minoria gestora da governação foi, melhor ou menos bem (mas não mal - para todos os efeitos e em consequência da sua estratégia de longo prazo, no que respeita à sua expectativa de reeleição)... Tudo em aberto, portanto... a decisão, como sempre acontece em democracia, está nas mãos dos cidadãos mas, também, dos candidatos a quem cabe desenvolver o argumentário capaz de determinar o resultado desta correlação de forças que, sendo suave, pode, contudo, ser decisiva na definição do futuro do país.

domingo, 19 de dezembro de 2010

"Um Novo Sobressalto Democrático" - Manifesto Presidencial de Manuel Alegre


O Manifesto eleitoral de candidatura de Manuel Alegre à Presidência da República foi apresentado esta tarde, em Lisboa. O documento, a que Alegre chamou "Contrato Presidencial" com o objectivo de reiterar o compromisso assumido com os Portugueses a partir desta candidatura, é um texto que vale a pena ser lido por representar, apesar de tudo o que nestes tempos concorre para o desalento, a devolução da esperança na causa e na luta constante pela resistência dos direitos sociais que ainda temos e que é imperioso não deixar eliminar. O Serviço Nacional de Saúde, a Escola Pública e a Igualdade de Oportunidades, a Segurança Social e o respeito pela Constituição da República, bem como uma firme determinação no sentido de contribuir para ajudar a reconstruir o projecto de uma Europa Social que os blocos financeiros pretendem reduzir ao miserabilismo social pela prioridade monetarista do lucro e dos mercados, são algumas das garantias que Manuel Alegre apresenta ao eleitorado. Como disse o próprio: "Está na hora de um novo sobressalto democrático". Fazemos votos que assim seja, em nome do Bem-Comum.
(O texto do Manifesto de Manuel Alegre pode aqui ser lido, na íntegra).

domingo, 5 de dezembro de 2010

Sá-Carneiro, entre o "caso Camarate" e a eleição presidencial








Recorrentemente, por esta altura e com particular destaque em períodos pré-eleitorais, a comunicação social ressuscita a questão do "caso Camarate" para mitificar a figura de Francisco Sá Carneiro... por isso, nomeadamente por nos encontrarmos em fase pré-eleitoral presidencial, pensei não referir o assunto - apesar de nada em especial me mover contra a criação de mais uma Comissão Parlamentar (mais uma, repito! a que acresce a estranheza do seu propósito não decorrer da obtenção de novos conhecimentos ou novas provas relativamente à tese de atentado que agora quase todos parecem corroborar!). Ainda que não partilhe da fundamentação assente numa pretensa descoberta de Ricardo Sá Fernandes sobre o facto das mortes políticas do século XX não terem sido devidamente explicadas e compreendidas (Ricardo Sá Fernandes referia-se às mortes de D. Carlos e de Sidónio Pais), a exploração do "caso Camarate" é ainda um "fetiche" para a direita portuguesa, de índole político-partidária e ideológica e não um caso de justiça (o que, naturalmente!, não posso deixar de lamentar!). Felizmente, há pessoas honestas e sociais-democratas de reconhecido e justo mérito que, chamadas a comentar o "momento", proferem juízos válidos e eticamente correctos. É o caso de Miguel Veiga, fundador do PSD, que, na RTPN, afirmou a propósito de Francisco Sá Carneiro: "Ele sempre se bateu contra os mitos. Mitificá-lo na morte é um grave feito contra a sua memória" ou do seu amigo Frei Bento Domingues que, num outro programa da RTP, contestou a mesma mitificação a que Sá Carneiro continua a ser sujeito com objectivos que, na sua opinião, podem ter motivações políticas e partidárias... entretanto e já agora, por se falar em questões partidárias, vale a pena referir que Artur Santos Silva disse no mesmo programa em que falou Miguel Veiga: "Sá Carneiro foi um grande estadista mas não foi um bom líder partidário. Ele não tinha paciência...". Tal como Maria João Avilez que considerou "uma demissão colectiva, um ultraje às famílias e uma vergonha", o reacender de um caso investigado durante 30 anos ao ponto de terem sido constituidas 8 Comissões Parlamentares para o efeito, Artur Santos Silva afirmou claramente que "o assunto deve ser enterrado" depois de tantas investigações e considerando as efectivas condições técnicas do voo que vitimou Sá Carneiro e Adelino Amaro da Costa.... a terminar este apontamento, vale a pena recordar que a dignificação da política e dos actos eleitorais requereria que o assunto não viesse neste momento, com este ênfase, preencher primeiras páginas da comunicação social ou justificar documentários e depoimentos não só de militantes sociais-democratas e democratas-cristãos mas, também, de candidatos à Presidência da República em 23 de Janeiro próximo.

sábado, 11 de setembro de 2010

De Manuel Alegre, hoje, no CCB, às Presidenciais de 2011


As Presidenciais que se avizinham surgem quase desinteressantes a cerca de 4 meses da sua realização... a par de Cavaco Silva que conta com uma máquina de propaganda a rodar intensamente de há, pelo menos!, dois anos a esta parte, assegurando nichos de mercado em que outros candidatos dificilmente penetrarão e cuja mais recente expressão esteve na visita de Silva Peneda ao PR com preocupações sociais expressas de uma forma tecnocrática que se torna ridícula quando comparada com o discurso simultaneamente humanista e científico do anterior Presidente do Conselho Económico Social, Alfredo Bruto da Costa... a não ser que os restantes candidatos encontrem o tom e o teor exacto de um equilíbrio justo, harmonioso e viável para o país que temos, para além de toda a demagogia, do "politicamente correcto" e do mero sentido de oportunidade que em nada nos engrandece e apenas alimenta o "status quo" desta desalentosa falta de expectativa e desta triste insustentabilidade económico-social onde os cidadãos vão praticando, como aprendizes de trapézio, as regras comuns da sobrevivência. É por isso que o encontro que hoje, às 18.30h, Manuel Alegre, vai realizar no CCB, com mandatários e apoiantes é importante! Participe!

domingo, 18 de julho de 2010

Da Descredibilidade Política (3) - O PS de Defensor de Moura


Defensor de Moura fez saber que pretende candidatar-se à Presidência da República. Defensor de Moura é deputado do PS. Além deste anúncio evidenciar a prestação de um serviço a alguns militantes do Partido Socialista que, nesta decisão, denotam a completa ausência de competência ideológico-política, afirmando perante o mundo que estão na política por razões inerentes à defesa de interesses pessoais, Defensor de Moura contribui decisivamente para corroborar a opinião daqueles que recusam ao PS uma natureza social de esquerda e nele têm perspectivado a mesquinhez que não é própria das grandes causas... não lhes bastava que outras personalidades da sociedade civil se tenham prestado a esse papel que quiseram ver reforçado com o assumido protagonismo de um seu militante e deputado?... poderiam simplesmente ter declarado apoio a Cavaco Silva!... não se percebe porque é que adoptaram, a não ser por "maus fígados", caminhos tortuosos para dar a vitória ao candidato do PSD... enfim... o assunto nem merece mais comentários tal é a falta de nível em que assenta... mas, merece o registo: Defensor de Moura, Defensor de Quem?

quarta-feira, 14 de abril de 2010

O PS e as Presidenciais - a notícia que tardava em chegar


De facto, tardava já em chegar a notícia de que a candidatura presidencial de Manuel Alegre contará com o apoio do Partido Socialista (ver Aqui)... Ainda bem!... porque o miúdo que pregava pregos numa tábua, que contava sílabas pelos dedos e que não tem medo do mar é o Homem, o Poeta e o Político de que Portugal precisa para o exercício de uma Presidência que faça da República Portuguesa o que dela esperam os Portugueses e o Mundo.