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sábado, 27 de março de 2010

O PSD, Hoje...


Pedro Passos Coelho ganhou as eleições directas no PSD com 61 % dos votos expressos. A vitória, previsível e, como tal, nada surpreendente (apesar da já conhecida estratégia dos media em efabular a realidade pela incapacidade de, com ela, se confrontar em troca de um permanente e inglório esforço em a inventar) é uma boa notícia para o panorama político-partidário português, na medida em que revitaliza as imagens públicas da vida nacional, arrastando, necessariamente (não se sabe por quanto tempo, é certo!) uma dinamização do diálogo político, importante para a governabilidade e a expectativa dos cidadãos. A vitória de Passos Coelho é, para o interior do seu partido, acima de tudo, o assinalar do fim do penoso ciclo de anomia política decorrente da queda do governo de Santana Lopes e do destrutivo período da imagem pública do PSD resultante da gestão de Manuela Ferreira Leite mas é, também, a evidência da derrota das pretensões de Paulo Rangel que nunca percebeu que a sua vitória eleitoral nas europeias resultara de uma conjugação muito particular e irrepetível (fruto, por um lado, da retaliação e desmobilização popular contra o PS num acto eleitoral de menor proximidade e, por outro lado, da unidade conjuntural de esforços sociais-democratas para a afirmação da sua imagem pública enquanto segundo partido da oposição)... sobre a vitória de Passos Coelho e a nova liderança do PSD, gostei de ler e por isso destaco os textos de Osvaldo Castro, Eduardo Pitta e Pedro Correia, respectivamente, nos A Carta a Garcia, Da Literatura e Delito de Opinião.

segunda-feira, 15 de março de 2010

Um Certo Entendimento da Representatividade Democrática

Não sei se por motivos de desassombro político, quiçá suscitados pela decisão em se assumir a verdadeira vocação de um partido que, sob a designação PPD-PSD, avoca a social-democracia!, mas, o facto é que a calendarização estatutária do direito ao exercício da crítica e a afirmação de que o PSD deve assumir a bipolarização do sistema político em Portugal, apresentadas como propostas por Pedro Santana Lopes (ontem no Congresso Extraordinário -efectivamente!!!- do PSD em Mafra e hoje no Jornal da Noite, na SIC-Notícias), denotam um entendimento da democracia representativa a que, de democrático, resta apenas o epíteto e cuja efectiva representatividade reduz a democracia pluralista ao binónimo da alternância partidária. Não sei se esta dimensão do 2º maior partido português é surpreendente ou se apenas confirma o que muitos, de há muito!, afirmam quando não hesitam em associar o PSD à direita!... Centro? Qual centro? Social-democracia? Qual social-democracia? Os conceitos já não são o que eram ou a sua evocação foi sempre meramente populista? - eis a questão que se colocaria ao eleitorado se a comunicação social disponibilizasse o seu tempo e o seu espaço para o exercício da análise e do pensamento crítico - a não ser, é claro!, que receie incorrer no risco de expulsão!

domingo, 14 de março de 2010

Em Cartaz: Um PSD Ensandecido...


Manuela Ferreira Leite anunciara a suspensão da democracia... por isso, não poderá ser surpreendente para quem nela acreditou, o facto de, para quem nunca reconheceu seriedade e credibilidade às suas palavras, o PSD, enquanto organização partidária, denotar agora sinais inequívocos que o demonstram ensandecido. Primeiro, os delegados só puderam participar activamente nos trabalhos do Congresso (ainda que, em democracia, um Congresso partidário se presuma como Forum onde a participação é equitativa e apenas sujeita às inscrições prévias acessíveis a todos); depois, foram as sanções para quem "falar mal" dos líderes, sanções que culminam com a expulsão dos críticos!!!... A loucura total!... para abrir os trabalhos e para os fechar... com coerência, está à vista! Faz, por isso, sentido que o populismo do discurso dispersivo do Presidente da CM Caldas da Rainha tenha galvanizado o Congresso... apesar de ter dito coisas espantosas para quem defende o projecto PPD-PSD (que nem me atrevo a designar por social-democrata!); como, por exemplo: "(...) onde é que Sá Carneiro aceitava, Dra. Manuela Ferreira Leite, que os mercados mandassem no Orçamento ou na Assembleia da República? (...)"... e, provavelmente, faz também sentido que Rui Machete tenha declarado (corroborando a tese simplória da ainda líder, sobre o facto das regras, quando existem, serem para cumprir mesmo se é de uma versão da "Lei da Rolha" que se fala), que se não trata de uma medida persecutória!!!... Palavras para quê? ... eles falam por si!... e sim, são artistas portugueses cuja marca de pasta dentífrica, mesmo se medicinal, é seguramente venenosa para a Democracia e para a sociedade portuguesa!

sexta-feira, 12 de março de 2010

Da Opinião Pública - Paradoxos ou Evidências

É um dado revelador, o facto das sondagens para o mês em curso, realizadas pela Eurosondagem para o Expresso/SIC/Rádio Renascença e pela Universidade Católica, continuarem a dar a vitória ao PS, remetendo o 2º maior partido para uma distância assinalável... Revelador porque, do actual contexto de crise económica com o respectivo anúncio de medidas de austeridade para a sociedade portuguesa, à oposição frontalmente mediatizada face à discussão e votação parlamentar do Orçamento e à análise do PEC (Programa de Estabilidade e Crescimento), não encontramos, "a priori" muitas razões evidentes para que assim seja... a não ser que se considere que a opinião pública se constrói de forma cada vez mais distanciada do definido pela tradicional cartilha da comunicação social empenhada, desde há muito, na exploração e desenvolvimento de uma sistemática campanha de acusações e suspeitas relativas ao Primeiro-Ministro e ao Governo...

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

PSD - uma inútil e lesiva estratégia desesperada...

É impressão minha ou o PSD está a tentar criar uma crise política, inoportuna, oportunista e altamente lesiva do interesse nacional? A crise financeira dos países da Europa do Sul em que nos integramos, reforçada pela fragilidade económica nacional e pela respectiva imagem criada pelas agências de rating, dispensa claramente intervenções como a extemporânea e desajustada comunicação de Paulo Rangel ao Parlamento Europeu onde, abusivamente, resolveu falar sobre mais um episódio de "escutas" enunciando-o como denotativo de uma acção concertada de limitação da liberdade de informação e de controle dos media por parte do Governo português. Considerando que as alegações sobre a matéria chegaram ao ponto de se dizer que estava em causa o Estado de Direito, é legítimo perguntar se a ausência de serenidade democrática que deveria decorrer do princípio que afirma que os ilicítos devem ser aferidos na esfera da Justiça, faz ou não parte de uma estratégia político-partidária do PSD para criar um clima de instabilidade cívica e política que sirva de pretexto ao Presidente da República para vir a dissolver a Assembleia da República?... ainda mais se considerarmos que toda esta dinâmica concorre para, no tempo exacto, este pretexto ser cumprido quando este partido presume vir a estar em condições de disputar eleições, isto é, após a realização do seu Congresso de Março e a eleição de um novo líder. Pobre estratégia partidária que, aspirando a devolver credibilidade a um partido, recorre a instrumentos que tão facilmente evidenciam a vontade de poder dos que não conseguem internamente afirmar-se perante os seus militantes. De facto, a concorrência Pedro Passos Coelho-Pedro Aguiar Branco-Paulo Rangel é, apenas e só, um problema do PSD e não pode o interesse nacional ser hipotecado às suas tácticas e lógicas de poder. Para recuperar a credibilidade, o PSD precisa de muito trabalho interno e o país não está disponível para lhe servir de "escada"... Se o interesse nacional fosse sua efectiva preocupação não seria por certo, esta a sua opção estratégica ... porque, além de uma elevadissima abstenção que resultaria de eleições antecipadas, o Governo continuaria a ser um Governo de maioria relativa gerido pelo PS e a eventual maior alteração que conseguiriam, seria o aumento dos votos no CDS e, eventualmente, uma mudança da maioria parlamentar da esquerda para a direita - resultado que não implicaria a pacificação interna do PSD e que apenas beneficiaria o CDS-PP, sem qualquer garantia da melhoria das condições de vida para os portugueses ou de recuperação económica para o país. Por tudo isto, seria avisado que o PSD mantivesse o discernimento de, primeiro, resolver os problemas domésticos em vez de fazer maiores "estragos" na imagem externa de Portugal e que a esquerda compreendesse que o seu mutismo viabiliza estratégias contrárias à expressão eleitoral da vontade dos cidadãos chamados às urnas ainda há tão pouco tempo.

domingo, 24 de janeiro de 2010

Do Orçamento de Estado...

O CDS-PP, pela voz de Paulo Portas, acabou de confirmar a sua decisão de concorrer para a aprovação do Orçamento de Estado. Sinceramente, não surpreende quem reconhece a competência estratégica de Paulo Portas que, agora, denota ousar jogadas de risco, desafiando o PSD e reduzindo significamente o impacto mediático da sempre lenta e extemporânea Manuela Ferreira Leite. Pena é que os destinos da cidadania e a vida dos portugueses se reduzam aos jogos ilusionistas das encenações partidárias que só divertem e angustiam os próprios...

sábado, 23 de janeiro de 2010

Voluntarismos - de Sousa Pinto ao Morcego Vermelho


As declarações de Sérgio Sousa Pinto sobre a candidatura de Manuel Alegre, expressa em seu nome pessoal, à RTPN, no mesmo dia em que António Costa se pronunciou sobre o mesmo assunto na SIC, evidenciam o grau de maturidade que distingue a seriedade política da jocosidade provocatória e subserviente... Sérgio Sousa Pinto fez-me pensar na célebre frase: "Por qué no te callas?". De facto, o auto-convencimento e o esforço "espertalhaço" de querer agradar ao que se presume que se esboça nos bastidores numa atitude "embirrante" de inoportuna e desadequada rebeldia, confirma a opinião de que há políticos que apenas falam bem enquanto correias de transmissão... na sociedade tradicional chamavam-se "moços de recados" e penso que os imaginamos a delirar como seria se pudesse ser sua a iniciativa... nessa noite, Sérgio Sousa Pinto, cativo do narcisismo que o torna desagradável, cedeu, uma vez mais, à tentação mediática e deu a sua opinião, deixando assim que os portugueses percebessem que, de facto, será sempre um político com um sentido estratégico marcado pelos interesses de protagonismo pessoal.

sábado, 21 de março de 2009

Leituras Cruzadas...

Nascimento Rodrigues anunciou a sua renúncia ao cargo de Provedor de Justiça no prazo de 10 dias; não se esperaria outra atitude da parte de quem, cansado das inúteis divergências entre PS e PSD sobre a escolha do seu sucessor, proferiu as declarações forçadas por 9 meses de uma adiada decisão, por motivos de somenos que ficam mais claras depois da indicação do nome de Jorge Miranda (leia-se o que dizem Tomás Vasques no Hoje há Conquilhas... , Miguel Abrantes no Câmara Corporativa e José Gomes André no Delito de Opinião)... O facto, repetido até à exaustão, é um sinal de menoridade democrática... efectivamente, depois de tantos nomes apresentados e rejeitados por motivos que radicam, na generalidade dos casos, na vontade política de recusa das sugestões de cada proponente, assim é. Lamentável, a situação denota que os principais protagonistas políticos do país não acreditam, eles próprios, na democraticidade institucional nacional... porque, um lugar que se pretende desempenhado de forma universal, justa, objectiva e imparcial tanto quanto é possível fazê-lo, deveria ser objecto de uma análise e decisão em função do mérito e perfil dos potenciais candidatos e não o objecto de uma representação partidária, mais ou menos nominal, mas, ainda assim, tendenciosa e suspeita... Começa aqui a deformação intrínseca da auto-representação democrática onde o exercício do poder não é, nem a representatividade partidária pretende que seja, independente, autónomo e, consequentemente, credível.

sábado, 28 de fevereiro de 2009

Vital Moreira...


O Partido Socialista está de parabéns! Ter Vital Moreira como cabeça de lista às eleições europeias é dar à participação portuguesa no Parlamento Europeu o brilhantismo de um homem, indubitavelmente de esquerda, culto, autónomo e inteligente! A Europa precisa de homens assim! Estamos todos de parabéns!... por tudo isto: Parabéns, Vital Moreira!

O Congresso do Partido Socialista...

Depois dos recentes acontecimentos nacionais em que a comunicação social envolveu de forma empolgada o nome do Primeiro Ministro, recorrendo à pura especulação até um grau exponencial que chegou a levar alguns a pensar que poderia estar em causa a continuidade governamental, no discurso de abertura do Congresso do PS, ouviu-se José Sócrates assumir a determinação pela transparência política como se, finalmente, hoje, a verdade voltasse a não ser receada pelo exercício do poder que nos habituámos a ver dominado pela demagogia. Interessante, o discurso de António Costa, orador de primeira água e verdadeiro mobilizador, apresentou de forma incisiva a Moção cuja coordenação geriu, salientando de forma clara os grandes aspectos que esse documento contempla, sem incorrer no erro de se lhes referir de forma equívoca ou condescendente; refiro-me ao casamento homossexual, relativamente ao qual defendeu os direitos para todos (nomeadamente à constituição de família independentemente da orientação de cada um), demonstrando que o tema pode ser abordado sem qualquer enfoque fraccionário e, à questão da regionalização que, por razões de coerência estrutural, deverá criar condições para ser efectivamente levada a efeito, após novo referendo que, desta vez, se anuncia capaz de vencer. Importante, o discurso de Ana Gomes, defendendo uma acção reformista mais eficaz do sistema fiscal, da justiça e do combate aos off-shores e aos mecanismos que materializam a corrupção, acentuou (designadamente pelo carácter combativo da euro-deputada que levou a bom termo uma luta em que se empenhou, praticamente sózinha, no que se refere à investigação dos voos da CIA sobre território nacional) o denominador comum que tem atravessado os discursos deste Congresso e que, de Fonseca Ferreira a Jaime Gama, afirma como prioridade política dos socialistas, o desenvolvimento de medidas contra a crise e o combate ao desemprego. Defendendo também a reforma económica num quadro de estabilidade esteve Jaime Gama e, particularmente incisivo no que respeita ao combate à corrupção e à política de off-shores, Vera Jardim que foi claro na determinação política com que a Moção de José Sócrates se apresenta no que respeita a esta matéria. Até ao momento, relevantes foram ainda as intervenções de Vieira da Silva, defensor do combate à desigualdade, do reforço da protecção social e das políticas sociais sustentadas e a de António Vitorino, que afirmou a defesa do emprego, da coesão social e da luta contra a pobreza como eixos orientadores do próximo ciclo eleitoral, essenciais à futura acção governativa. Destaque também para o facto de, de Fonseca Ferreira a Francisco Assis (que desdramatizou a influência política do BE, reiterando a confiança nos portugueses), ter sido comum o reivindicar de uma maioria absoluta que, como dissera António Costa, é necessária à estabilidade governativa porque "os tempos não estão para governos fracos". Ouvidas foram também outras vozes conhecidas: Paulo Pedroso, Jorge Lacão, Augusto Santos Silva, António José Seguro e militantes/delegados anónimos, muitos deles referindo o nome de Ferro Rodrigues como o de um bom cabeça-de-lista ao Parlamento Europeu... Finalmente, numa comunicação aos jornalistas, Fonseca Ferreira anunciou que irá apresentar uma lista própria à Comissão Nacional do PS e que os militantes que o apoiam irão organizar a partir de Março, uma corrente interna a designar por "Esquerda Socialista"... Não sei o que esperava a oposição ou a comunicação social deste Congresso que, a priori, consideraram este evento, uns, como Vicente Jorge Silva um não-acontecimento, outros, muitos, um unanimismo à volta do líder e que outros ainda reduziram à participação ou não de Manuel Alegre nos trabalhos... mas, efectivamente, um partido detentor de uma maioria absoluta, responsável pela governação, no contexto de uma crise internacional inédita e após uma campanha demolidora contra o seu Secretário-Geral e Primeiro-Ministro, está a realizar um Congresso adequado e digno do momento político que vivemos, no quadro do que é próprio ao funcionamento democrático... pelo menos, é isso que resulta do acompanhamento dos trabalhos que as televisões nos permitem... apesar do desalento e da decepção que isso provoca à oposição já que, se o BE preferiria constatar um efeito gravemente perturbador do evento resultante do facto de Manuel Alegre não ter estado presente, se tem que contentar com a auto-representação de que o PS o elegeu como principal inimigo e que, o PSD, pela voz da Dra Manuela Ferreira Leite se vê reduzido a ter apenas como comentário político expressões reveladoras de imaturidade democrática, como foram a afirmação de que uma cimeira informal europeia é mais importante do que o Congresso de um partido de governo com 3 actos eleitorais "à porta" e cujo desespero político lhe permitiu apenas ouvir no Congresso do PS a defesa da eutanásia e do casamento homossexual... Ridículo? Quem?
(este texto foi progressivamente actualizado até às 19.20h de hoje, sábado)

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Oposição ou Impasse da Demagogia?...

Em entrevista à RTP 2, António Borges proclama uma série de críticas à governação... com um raciocínio construido sobre a crítica do actual Governo, afirma uma série de princípios sem sustentabilidade, conhecidos de todos como slogans gratuitos... entre muitos outros lugares-comuns que o mundo constatou terem falhado, condena o envolvimento do Estado no apoio ao combate à crise e avança, divergindo por todos os caminhos, em apelos à completa liberdade do mercado(?), à capacidade dos empresários (?), ao fim do apoio ao consumo (?) e à redução minimalista do papel do próprio Estado... negando que o apoio ao consumo dinamiza a economia, afirmando que os empresários não precisam do Estado, que as PME's são a solução para a crise e que em Portugal circula a ideia de que, entre nós, ninguém vai à falência(?), o entrevistado denota uma total ausência de sensibilidade social e de estratégia político-económica... um pensamento ultrapassado pela realidade contemporânea e uma inutilidade de efeitos gravosos para as condições de vida dos portugueses... esperemos que se não instale o vazio criado, alimentado pela desconfiança, o medo e o desemprego capaz de, por simples expressão de descontentamento, dar crédito à demagogia... porque aí sim, sem sombra de dúvida, a crise iria instalar-se "a frio" sobre todos nós, de uma forma verdadeiramente insustentável... porque a tese defendida assenta no princípio de que é preciso que as pessoas vivam pior em nome de uma crise -que, estranhamente, o entrevistado insistiu em reduzir a culpas atribuíveis ao Governo!!...

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Assertivo e Directo...!

Interessante observação a ler no "Da Literatura".

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Esclarecendo suspeições...

Não sou jurista e como tal não poderia produzir as afirmações que aqui vale a pena ler... pelo carácter esclarecedor que o seu autor, num texto intitulado "Freeport: Mário Crespo também dá «barraca» - A ignorância dos jornalistas portugueses", permite aos leitores, dando a conhecer a legalidade de alguns procedimentos susceptíveis de, à luz do senso comum, causarem perplexidade e suspeição. Quanto se trata de assuntos que adquiriram, na opinião pública, a dimensão deste dossier, convém saber do que falamos...

sábado, 24 de janeiro de 2009

Retórica, Verdade e Justiça


A retórica não equivale à verdade... menos ainda, a sofistica -enquanto argumentação gratuita, assente exclusivamente na lógica formal... a responsabilidade cívica, num Estado de Direito, não pode, nem deve!, imitar a lógica dos juízos sem sustentação, assente na especulação e na suspeição com que, ao longo da História, passada e presente, foram sacrificadas pessoas... de igual modo, não é justa nem válida a argumentação reflectida na velha história "O Lobo e o Cordeiro" em que o lobo, esfomeado, tendo dito ao cordeirinho que o iria comer, o ouve responder que tal decisão não é justa porque ele não lhe fez mal algum; perante o argumento, para reafirmar a sua postura, o lobo retorquiu: "se não fostes tu, foi o teu pai!"... pois... a história, velhinha!, própria da tradição oral, nasceu como padrão de reacção à injustiça gratuita... sejamos justos! Vivemos em democracia e, por ora, não há linchamentos na praça pública!

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

A Moção do PS e a Oposição CDS-PSD

A Moção hoje apresentada publicamente por José Sócrates destacava algumas ideias de que saliento: a) o espaço político pretendido é o centro-esquerda já que os valores a defender são a não-discriminação, o não agravamento e o esforço de redução das desigualdades; b) para tal, como resposta imediata a uma situação de crise estrutural nacional acrescida de uma outra crise, de dimensão inaudita a nível internacional, propõe o acesso ao crédito a empresas e famílias; c) propõe também o apoio ao sector empresarial e às famílias; d) aposta no investimento público como forma de atenuar o impacto do desemprego; e) insiste na continuidade da política apostada nas energias alternativas para reduzir a dependência energética externa; f) reafirma a possibilidade da regionalização (nos termos constitucionalmente definidos); g) defende o debate sobre a legalização dos casamentos civis entre pessoas do mesmo sexo para efeitos da sua legitimização; g) afirma a obrigatoriedade do 12º ano como aposta real na qualificação da população... entretanto, a oposição, por parte do CDS, afirmava que é preciso salvar Portugal do socialismo... enquanto, por parte do PSD, à Dra Manuela Ferreira Leite, ouvimo-la chamar a Sócrates "coveiro da Nação" e acusá-lo de toda a crise económico-social e financeira do país, ilibando o reconhecidamente gravoso contexto internacional que tão obviamente agrava de forma substantiva e inegável a situação do país... Não creio que estejam a falar a sério!... e se estão, não são, minimamente, credíveis!... no fundo, esta oposição é resultante de uma prática ultrapassada de estar na política, sustentada na demagogia, no populismo e na ausência de sustentação ideológica e programática!... e demonstra a sua total incapacidade e impreparação para se adequar aos tempos que correm e às novas situações que se nos deparam... Piaget diria, por certo, que é falta de inteligência - porque a definiu (à inteligência!) como capacidade de adequação a situações novas!... eu, limito-me a constatar que, como me ensinaram desde menina, "mal vai o mundo" quando se confundem desejos com realidades e se apregoa e promete o que se não pode dar!... mas, as pessoas são inteligentes e sabem que, nem sempre o desejável é o possível e que a realidade se faz com o possível, sem que isso implique perda de sentido crítico... provavelmente, já toda a gente percebeu que é difícil acompanhar esta oposição em tanta afirmação infeliz, tanto equívoco e tanto lapso produzidos, quase!, em catadupa. Na realidade, podemos até ser levados a pensar que as competências podem ser apenas específicas... no caso, que uma economista, colocada na esfera da liderança política, não implica sucesso, podendo mesmo revelar-se um insucesso - ainda por cima sofrendo com isso efeitos regressivos relativos às competências que lhe tinham sido anteriormente reconhecidas... como se viu quando afirmou nem sequer ter feito os cálculos para um trabalho fiscal alternativo ao que critica sem grande sustentação, para além de uma obstinada negação assente em clichés que são, por sinal, pouco criativos!

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

PSD e TVI - O início da campanha

Manuela Ferreira Leite, líder do PSD, esteve hoje no Jornal Nacional da TVI. Entrevistada por Manuela Moura Guedes que a interpelou sobre o facto do Primeiro-Ministro não ter aceite um debate entre ambos, proposto pelo partido social-democrata, a conversa decorreu na sequência da apresentação de uma série de "peças" cujo enquadramento, feito pela jornalista, foi marcadamente opinativo em tom irónico-sarcástico. Na verdade, não sendo inaudita em Portugal a utilização dos media para a transmissão de posturas políticas eleitoralistas, este dito serviço informativo careceu de uma total falta de deontologia, à revelia de toda a filosofia da comunicação social... a não ser, é claro, que, efectivamente, esta estação televisiva se assuma como um serviço de opinião claramente identificado político-partidariamente. Se, durante muito tempo, se suspeitou deste facto, é doloroso ver, no quadro de um panorama institucional televisivo restrito como é o português, um canal com a dimensão que para si advoga a TVI, satisfazer-se com a prestação de um serviço claramente -repito!- opinativo que remete para segundo plano a função informativa e que não distingue o comentário jocoso e pretensamente subtil, da objectividade analítica. Quanto à líder do PSD é também lamentável que uma economista que tinha uma imagem credível enquanto tal se remeta ao simples papel de suscitadora de suspeitas assentes em pura demagogia... efectivamente, é óbvio que nem todas as empresas poderão ter apoios estatais ao abrigo do plano contra a crise... aliás, nem faria muito sentido porque, designadamente nas que se encontram em delicada situação financeira, o investimento financeiro seria utilizado para pagar dívidas à segurança social e à fazenda pública (voltando por isso, rapidamente, às mãos do Estado), não servindo, como tal para garantir postos de trabalho... e, como se esta afirmação vaga e insidiosa não bastasse, a impertinência infundada do argumento repetiu-se relativamente à mesma questão, quando a líder do PSD intencionalmente reduziu os critérios para a selecção de empresas elegíveis para se poderem candidatar a apoios estatais vocacionados para o combate à crise, à possibilidade de se esgotarem em "simpatias" ou prévio conhecimento... a afirmação, demagógica e populista, revela uma certa má-fé enunciada à sombra do desafio que pretendeu lançar ao Primeiro-Ministro e que afirmou como "uma proposta séria"... porque, na realidade, alguns desses critérios são óbvios; por exemplo, o número de trabalhadores, a viabilidade económica e o nível de competetividade... moral da história: não, não é este o caminho para uma oposição que se pretende credível...

domingo, 4 de janeiro de 2009

União de Esforços

Anunciada há pouco nos principais meios de comunicação social (Lusa, RTP, SIC e Público online), a equipa escolhida por José Sócrates para elaborar a moção que apresentará ao próximo Congresso do Partido Socialista, denota a tentativa de união de esforços em alcançar um manifesto programático com ideias capazes de travar o naufrágio que se anuncia na União Europeia com a actual crise financeira. Não é tarefa fácil, considerando que a economia e a sociedade portuguesas apresentam notórias fragilidades estruturais que agravam as dificuldades de resistência à referida crise global. Esperemos que a coragem e a determinação em corrigir os principais défices sociais da transparência democrática (mais 60.000 desempregados, um milhão de idosos muito pobres e a deprimente previsibilidade do futuro), a par da sensatez e do discernimento, permitam que o documento seja efectivamente útil e interessante não só para os militantes socialistas mas, acima de tudo, para os portugueses... uma vez que serão os cidadãos a ter que escolher, dentro em breve e através do direito de voto, a próxima governação do país. Nesta moção pode começar uma parte do caminho do futuro... não só do Partido Socialista mas, de Portugal... aguardemos.

domingo, 21 de dezembro de 2008

Irresponsabilidade ou diletância política?


Considero uma tremenda irresponsabilidade política, pouco digna para os ideais da Esquerda, a pura demagogia assente na crítica óbvia, popularucha ou dissimulada sob aparências de pseudo-sofisticação intelectual com que, ao longo da História, têm sido manipulados os povos e feitas as guerras e as ditaduras. Claro que é um dever da Esquerda lutar incansavelmente por uma sociedade cada vez melhor e mais justa. Claro que é indispensável um olhar lucidamente crítico e uma atitude firme na apresentação de alternativas integradas e consistentes para as governações nacionais e para a coexistência internacional. Claro que a luta tem que ser séria e responsável... por isso, não considero de Esquerda a afirmação de Manuel Villaverde Cabral (subscrita aliás por Inês Serra Lopes em uníssono proferido, quase aos gritos, no programa "Expresso da Meia-Noite" da passada 6ªfeira, dia 19) sobre ser necessário ou preferível deixar cair completamente o sistema financeiro das sociedades ocidentais e, em particular, da sociedade portuguesa cuja economia é, reconhecidamente demasiado frágil para poder ser laboratório de aventureirismos... independentemente da reflexão crítica que possam merecer o Banco de Portugal sobre o caso BPN ou o Governo sobre o aval bancário ao BPP!... mas, daí a ser desejável o afundar do sistema financeiro vai a distância incomensuravelmente reaccionária de ignorar os efeitos sociais e económicos do desemprego, da pobreza, da fome e dos conflitos sociais que isso implicaria para os portugueses! Afirmações destas não são de Esquerda!... serão, na melhor das hipóteses, um modo incendiário de querer fazer política... que, para o bem ou para o mal, me fez procurar e ler o texto de Vladimir Illicht Ullianov Lenin "Esquerdismo: Doença Infantil do Comunismo", publicado em 1920 e que merecia ser lido ou relido, com as devidas distâncias -se para tal houver "engenho e arte"!- por auto-intitulados "cientistas sociais" que, talvez assim pudessem prevenir a enunciação de asneiras graves que justificariam epítetos de maquiavelismo... O acesso ao poder como fim não justifica todos os meios!... e o mundo de hoje, complexo e perigoso, tem tão grande inimigo no autoritarismo bélico como na diletância demagógica!

Os Desafios da Esquerda


Surpreendem-me os argumentos do designado "debate das esquerdas" neste final de 2008, depois de mais de 30 anos de democracia em Portugal. Primeiro, porque nunca pensei ser necessário usar no plural o conceito político de Esquerda que, per si, integra a pluralidade de tendências e a diversidade de opiniões; depois, porque, para mim, pelo menos desde os meus 6 anos de idade, Esquerda significa aquilo que hoje sei serem princípios éticos irresgatáveis: a liberdade, a igualdade, a justiça (enquanto rectidão e justeza) e a solidariedade... e digo Éticos referindo-me ao seu sentido mais literal: éticos porque implicam um elevado sentido de responsabilidade social, dadas as implicações económicas que a acção política arrasta, condiciona e determina. O bem-comum, o direito à paz e ao pão, ao trabalho, à saúde, à habitação, à educação e à cultura, sem qualquer discriminação resultante do estatuto económico, da idade, do sexo, da etnia, da deficiência, da religião ou da orientação sexual são hoje os princípios pelos quais zela, vigilante, a postura de uma Esquerda séria e responsável... incapaz de fomentar uma desordem social gratuita capaz de criar condições para se devolver o poder aos que não assumem estes princípios como inegociáveis ou de destroçar a economia real, por meros acessos de sede de poder... porque está em causa a Vida e a Existência Social das populações já de si tão sacrificadas! Por isso, não acredito que a credibilidade política se imponha pelo grau de divertimento das campanhas ou pelo negativismo radical perante as formas de organização económica, social e financeira das sociedades contemporâneas. É neste mundo que vivemos... podemos aperfeiçoá-lo mas, não temos o direito de tudo destruir em nome das convicções voluntaristas e arrebatadas da inconsciência e da irresponsabilidade política. A responsabilidade social da Esquerda é encontrar respostas alternativas às crises económicas e financeiras do nosso tempo e encontrar formas de gestão política dos sistemas sociais e culturais que garantam o exercício dos princípios que a caracterizam de forma eficaz, isto é, segundo modelos estruturais viáveis e sustentados.

sábado, 13 de dezembro de 2008

A Crise



Espectacular!... Os contemporâneos estão de parabéns! Pela criatividade, a lucidez e a inteligência intergeracional e solidária com que, pelo humor, atestam que Portugal está vivo!