segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Genocídio - e não se pode exterminá-lo?


Apesar da informação globalizada e da existência de instituições internacionais direccionadas para a Defesa da Paz e dos Direitos Humanos, os genocídios continuam a ser utilizados local e regionalmente até à destruição psicológica de crianças e cidadãos, ao extermínio étnico e ao engrossar do número de deserdados, espoliados, refugiados... e mortos... foi assim, ainda há pouco, se bem se lembram, no Ruanda.

Genocídio Cultural


Há 50 anos que, face à ocupação violenta e ao recurso à colonização e à aculturação do Tibete pela China, o Dalai-Lama vem alertando para os problemas que implicam o genocídio cultural dos povos cuja prossecução conjuga a violação dos mais elementares direitos fundamentais e humanos com estratégias políticas que conduzem ao aniquilamento das forças de resistência das populações, ainda que essas forças sejam pacíficas.

domingo, 4 de janeiro de 2009

União de Esforços

Anunciada há pouco nos principais meios de comunicação social (Lusa, RTP, SIC e Público online), a equipa escolhida por José Sócrates para elaborar a moção que apresentará ao próximo Congresso do Partido Socialista, denota a tentativa de união de esforços em alcançar um manifesto programático com ideias capazes de travar o naufrágio que se anuncia na União Europeia com a actual crise financeira. Não é tarefa fácil, considerando que a economia e a sociedade portuguesas apresentam notórias fragilidades estruturais que agravam as dificuldades de resistência à referida crise global. Esperemos que a coragem e a determinação em corrigir os principais défices sociais da transparência democrática (mais 60.000 desempregados, um milhão de idosos muito pobres e a deprimente previsibilidade do futuro), a par da sensatez e do discernimento, permitam que o documento seja efectivamente útil e interessante não só para os militantes socialistas mas, acima de tudo, para os portugueses... uma vez que serão os cidadãos a ter que escolher, dentro em breve e através do direito de voto, a próxima governação do país. Nesta moção pode começar uma parte do caminho do futuro... não só do Partido Socialista mas, de Portugal... aguardemos.

sábado, 3 de janeiro de 2009

Encurralados pela Guerra!


A invasão de Gaza está em curso! A ofensiva terrestre levada a cabo por Israel ocorreu hoje, uma vez mais, mas, desta vez depois de assumida pública e mediaticamente a brutalidade com que os invasores estão dispostos a concretizar a agressão! Encurralados pela Guerra, entre o país invasor e o mar, os Palestinianos estão a viver em condições absolutamente inaceitáveis, no quadro de um total desrespeito por todos os Direitos inerentes e inalienáveis da dignidade humana! Sem alimentos, sem electricidade, sem apoio médico e sujeito à tripla violência material, física e psicológica, o Povo Palestiniano está no limiar da sua resistência, acossado pela agressão e fechado no espaço do seu território! Com este ritmo de agressões ninguém pode esperar o perdão gratuito e o ignorar da dôr e do sofrimento de um povo cujas novas gerações estão, pelo passado, remoto e recente e pelo presente, hipotecadas no corpo, na alma e no coração, ao medo e à violência como forma de reacção!... Até quando esperarão as Nações Unidas para condenar e agir em conformidade e de forma proporcional à dimensão de mais este Crime contra a Humanidade? ...

Pela Palestina - Nessun Dorma



Pela Palestina... princesa aprisionada pelo tempo, entre sangrentas guerras e um povo a quem a violência continuada obriga a perder a inocência! Solidariamente, "Nessun Dorma"... Pela Paz!

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

O Som do Mundo

Revoluções do Século XX - Entre o Sonho e a Realidade



Entre o que se sonha e o que se concretiza medeia a realidade dos homens e das suas circunstâncias... e se a realidade fica aquém dos sonhos, os sonhos permitem acreditar na vontade de mudar!... Do passado e do presente retiram-se lições para o futuro... pelo menos, as que deixam aprender o conhecimento dos sonhos dos Homens por sociedades mais justas para todos...

Desemprego, Dívida Externa e a Metáfora do Picapau



2009! Nos Centros de Emprego registou-se uma subida de 20% de procura de trabalho e é hoje um dado oficial que, diariamente, Portugal se endivida ao exterior em 50 milhões de euros!... com uma economia contraída e previsivelmente à beira de entrar em recessão durante o ano que agora se inicia, Portugal entra decisivamente numa crise de proporções internas mais grave do que a representada pela crise financeira internacional, criadora de cenários assustadores que se supõem ultrapassar os de 1929... como actuar neste contexto parece ser a pergunta - a única pergunta! - efectivamente prioritária... mas, no panorama político nacional não surgem propostas de resposta plausíveis, menos ainda capazes de convencer a opinião pública... certo é que a qualidade de vida dos portugueses - já de si tão precária! - vai continuar a sofrer mudanças cada vez mais deprimentes!... e que a economia paralela e as estratégias de sobrevivência vão continuar a recorrer a todos os expedientes possíveis reforçando tudo o que reconhecemos como negativo na economia e... provavelmente, na política!

Educação e Responsabilidade - Axioma e Praxis


O axioma da responsabilidade universal resulta da consideração de uma coexistência proporcional entre as duas facetas da responsabilidade cívica e política, a saber, a responsabilidade individual e a colectiva. Ora, da enunciação à praxis deste axioma sob a forma de princípios éticos interiorizados e manifestos nos comportamentos dos cidadãos, das organizações e dos Estados, encontramos, a título de factor de mediação, o reconhecimento político do papel da educação cuja forma e conteúdo requerem, nos nossos dias, uma estruturação científico-pedagógica, capaz de permitir uma dinâmica de ensino-aprendizagem adequada e útil à aquisição das competências técnico-sociais indispensáveis, segundo a expressão feliz de Bento de Jesus Caraça, "ao desenvolvimento integral do indivíduo" (in Conferência, 1933). Tenzin Gyatso, o 14º Dalai-Lama do Tibete, Prémio Nobel da Paz, pensador e pedagogo por formação, enunciou da seguinte forma, as grandes problemáticas do nosso tempo que, devendo ser os eixos de enquadramento e referência da estruturação da política educativa, se nos colocam como cidadãos e agentes de desenvolvimento e que deveriam enquadrar a educação contemporânea: "(...) Há ainda, como já fizemos notar, uma aceitação crescente da universalidade dos direitos humanos e da necessidade de aceitar a diversidade em domínios de importância geral, como, por exemplo, as questões religiosas. Penso que isto reflecte o reconhecimento da necessidade de uma perspectiva mais ampla que responda à diversidade da própria família humana. Daqui resulta, apesar da grande quantidade de sofrimento que continua a ser imposta aos indivíduos e aos povos, em nome da ideologia, da religião, do progresso, do desenvolvimento ou da economia, um novo sentimento de esperança para os oprimidos. Embora seja difícil, sem dúvida alguma, conseguir a paz genuína e a harmonia, isso é possível. O potencial existe. E a sua base é o sentido de responsabilidade de cada indivíduo na sua relação com todos os outros. (...) Os problemas da disparidade económica põem um desafio muito sério a toda a família humana. (...) Durante o início e até meados do século XX, havia uma opinião generalizada de que o poder económico e político tinham mais importância que a verdade. Mas creio que isto está a mudar. Mesmo as nações mais ricas e poderosas compreendem que não têm interesse em ignorar os valores humanos básicos. A noção de que há lugar para a ética nas relações internacionais está a ganhar terreno. (...) Esta evolução indica que, colectivamente, nós humanos estamos a dar mais peso a valores fundamentais como a justiça e a verdade. Também me alegra o facto de que, quanto mais a economia mundial evolui, mais visivelmente se torna interdependente. Cada país depende dos outros, em maior ou menor grau. A economia moderna, tal como o ambiente, não conhece fronteiras. (...) E quanto mais as relações económicas são interdependentes, obrigatoriamente, mais interdependentes se tornam as relações políticas. (...) É uma direcção que acredito que vai e deve continuar. Não podemos, no entanto, negar que, paralelamente à proliferação destas alianças políticas e económicas, há também o desejo manifesto de uma maior consolidação étnica, linguística, religiosa e cultural - muitas vezes de forma violenta e na sequência do afrouxamento dos laços nacionais. O que fazer com este paradoxo aparente - por um lado, a tendência para grupos cooperativos internacionais e, por outro, o impulso para a regionalização? Não há necessariamente uma contradição entre os dois. Podemos imaginar comunidades regionais unidas por acordos comerciais, sociais, políticos e de segurança que sejam compostas por uma multiplicidade de grupos étnicos, culturais e religiosos autónomos. Pode haver um sistema legal protegendo os direitos humanos básicos da comunidade em geral que deixe as comunidades constituintes livres de prosseguirem o modo de vida que desejam. É importante que a constituição de uniões seja voluntária e se baseie no reconhecimento de que o interesse dos participantes é mais bem servido através da colaboração. Não pode haver imposição. Na verdade, o desafio do novo milénio é seguramente uma maneira de criar uma cooperação internacional - ou melhor, uma cooperação intercomunitária - onde a diversidade humana é reconhecida e os direitos de todos respeitados.(...)" (in "Ética para o Novo Milénio", 1999/2000)... assim, para que o axioma da responsabilidade universal seja inerente à praxis individual e colectiva, é fundamental que, ao nível educativo se proceda de tal modo que, cada cidadão, desde criança, seja educado para ser uma Pessoa Culta... "(...) O que é o homem culto? É aquele que: 1º) Tem consciência da sua posição no cosmos e, em particular, na sociedade a que pertence; 2º) Tem consciência da sua personalidade e da dignidade que é inerente à existência como ser humano; 3º) Faz do aperfeiçoamento do seu ser interior, a preocupação máxima e o fim último da vida.(...)" (Bento de Jesus Caraça, idem).

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

A Invenção Humana



A construção da Humanidade resulta do auto-aproveitamento e da auto-gestão das capacidades bio-psico-sociais da espécie que, ao longo da História, atravessaram conjunturas naturais e dinâmicas de grupo diversas, elaborando estratégias de sobrevivência e coexistência. Podemos até dizer que, provavelmente, a resiliência, enquanto competência que deixa persistir a esperança de que se alimenta a nossa absurda e maravilhosa capacidade de sentir a alegria, tem sido responsável pelo facto de, a partir de todos os dramas, reconstruirmos a existência... inteligência, imaginação, emotividade e racionalidade asseguraram até agora a nossa subsistência e permitiram que, apesar de toda a crueldade que somos capazes de praticar suportando as guerras, as fomes, as misérias e as injustiças, desenvolvessemos também valores que chegam já para apresentar visões do mundo plurais capazes de, se levadas à prática, permitirem a conciliação da vida social e política com uma ética da liberdade e da bondade e uma economia sustentada equitativa.
Por isso, vale a pena persistir, dizendo NÃO à injustiça, à opressão, à prepotência e ao autoritarismo que inflige sofrimento a outrem e acreditando que SIM, é possível um Mundo Melhor para Todos! Feliz Ano Novo!

quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

2009 a caminho do futuro!



Por todas as crianças do mundo!

Rosas para o Fim da Guerra... cantando Granada...



Pela identidade plural de todos os cidadãos do mundo, em espaços multiculturais onde se possa celebrar a vida e a alegria de viver!

Recomeçar...



Não se pode voltar atrás e apagar o caminho feito, os seus erros e equívocos... mas, podemos fazer melhor no tempo que se segue! ... que o conturbado ano de 2008 que se aproxima do seu final, entre violências e uma crise financeira sem precedentes possa, ao menos, trazer-nos alguma sabedoria... para que a senda da construção democrática permita o aproveitamento mais racional, equitativo e justo da globalização e da participação cívica em nome do exercício dos direitos e da qualidade de vida de todos os povos e todos os cidadãos!

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

O drama dos refugiados tibetanos... perseguidos!


Aproxima-se um inverno rigoroso, como sempre acontece nos Himalaias... este ano, porém, é previsível que centenas de tibetanos deixem o seu país e fujam, perseguidos pela polícia chinesa, até às fronteiras da Índia e do Nepal! Afinal, 2008 foi o Ano dos Jogos Olímpicos de Pequim e a visibilidade da luta pelos direitos do povo tibetano e da sua ancestral cultura que muito tem para partilhar com toda a Humanidade, assumiu uma dimensão que, além do mais, serviu de estímulo e reforço à vontade de persistir nos caminhos da resistência, por parte, designadamente, dos mais jovens... além de perseguidos, activistas, monges, cidadãos e jovens são, mais uma vez, potenciais refugiados em fuga e em risco de vida... disso é prova a quantidade de detenções, perseguições e tortura infligida a esta população desde 1949 acentuada recentemente, na sequência das manifestações públicas que marcaram o ano que agora termina... há já 50 anos que o mundo assiste à tragédia do genocídio no Tibete!... entre o genocídio e o extermínio ficam vestígios na memória dos povos... e sobrevivem os refugiados, testemunho e reduto da esperança!

Operation Ceasefire Concert...



... e... em alguns dos concertos realizados em nome da intervenção cívica e pela solidariedade ficaram mensagens que remetem para o passado e para o futuro que é, no caso, a própria actualidade!

Memória de 1971 - Concerto pelo Bangladesh



A solidariedade pública de artistas, intelectuais e cidadãos como forma de chamar a atenção e pressionar as instituições no sentido de actuarem contra os flagelos e os atentados contra a vida das pessoas tem, desde há décadas, no mundo da música, um sólido aliado... é gratificante reforçar a convicção de que a arte também tem causas... e chora... e ri... com os povos e os cidadãos que participam de um mesmo mundo!

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Guerra: entre o dinheiro e a ausência de coragem política


As pescadinhas não nascem com o rabo na boca - esta foi uma das coisas que me surpreendeu quando, criancinha, vi pela primeira vez um destes peixinhos em tão estranha apresentação! Ocorreu-me a lembrança à memória quando pensava num tema que já aqui aflorei: o da raiz financeira da violência. Na realidade, a associação de ideias, como factor de intervenção na própria produção do pensamento, tem destas coisas... e as pescadinhas surgiram quando tentava pensar em formas de intervir na eclosão das guerras e dos conflitos sangrentos que, com desmedida violência, vêm caracterizando estes dias e massacrando a martirizada população palestiniana. O armamento, seja da guerrilha ou do Estado, no que respeita ao seu financiamento, pode ser conhecido através dos circuitos de produção, comercialização e distribuição detectáveis desde que o investimento na sua pesquisa seja efectivo, técnica e politicamente... tal como a produção, comercialização e distribuição de droga ou as redes de tráfico de pessoas... os tráficos, geralmente associados de uma ou de outra forma, assumem sempre formas económicas susceptíveis de serem conhecidas... e o sistema financeiro de circulação de capitais oferece os meios adequados, designadamente a partir dos movimentos bancários internacionais... é, por isso, indefensável a ideia de que todos os bancos, vítimas da crise, justificam intervenções públicas... contudo, as intervenções públicas em instituições bancárias têm vindo a acontecer em grande parte dos países apresentados como modelos de desenvolvimento sem que, pelo menos no que ao conhecimento da opinião pública diz respeito, tenha sido considerada, a priori e com rigor, aquela possibilidade... a globalização e internacionalização dos movimentos de capitais viabiliza o armamento e banaliza o recurso à violência... assim, à cidadania urge também a tarefa de exigir uma legislação e fiscalização política internacional e nacional eficaz... porque a análise do problema da violência, remetendo também para uma dimensão psicológica e cultural das formas de resolução de conflitos subjacente às determinações políticas e ideológicas, requer, necessariamente, uma profunda alteração da economia internacional e dos sistemas financeiros que lhe estão associados... disso são conscientes, além de muitos históricos pensadores, intelectuais e políticos, alguns Prémios Nobel da Economia, nomeadamente desde a passada década de 90... mais uma vez, o que falta é agir em conformidade com esta consciência... poderiam ser dados exemplos óbvios para transmitir a ideia da eficácia que estes procedimentos teriam na prática mas, dada a actualidade, limito-me a referir os EUA e a UE que, agindo nos contextos comercial e financeiro relativamente a Israel, alcançariam, seguramente, resultados que, face aos massacres, valeriam sempre a pena... porém, enquanto os protagonistas do poder adiam ou contornam decisivas decisões económico-políticas, morrem e sofrem pessoas, suas iguais, por todo o planeta... em nome de argumentos cuja consistência se esboroa diante do sangue e da dôr de cada vítima da guerra, da miséria e do terror...

Pensar as Culpas


Do Afeganistão à Palestina ou da China a Israel os atentados contra os povos sucedem-se a ritmos perfeitamente inaceitáveis... o recurso à violência e a diversas formas tentadas de extermínio assume contornos que, pela sua crueldade cega e pela sua duração, não podemos ignorar ou, pelo menos, de deixar de nos interrogar sobre a efectiva eficácia da guerra como forma de resposta às agressões, mesmo se sistémicas... porque não há Razão ou Direito que legitime a opção pelo direito à vida ou à morte de um qualquer cidadão e, muito menos, de milhares ou, num balanço mais alargado da História, de milhões de pessoas... dá vontade de dizer aos senhores de Israel: "Basta! Não foram os palestinianos a fazer o Holocausto" ou aos da China: "A imagem megalómana de uma sociedade não pode justificar o genocídio tibetano"... mas, os povos e os governos são feitos de homens e mulheres que pensam, no contexto dos seus quadros mentais e culturais... e ninguém pode optar pelo que não conhece ou, sequer, pelo que não lhe foi dado pensar como possível, dado o enredo histórico-familiar das representações e memórias de violência e violação de todos os pressupostos da paz, de forma continuada... Há, efectivamente culpados, em todo e qualquer processo de genocídio e agressão! Contudo, a questão que se nos coloca hoje é a de definir formas inteligentes de resposta a esses atentados que não perpetuem respostas primárias sempre, mais e mais, destruidoras do mais valioso património humano por indução do sofrimento e da injustiça.

Gracias a la Vida

domingo, 28 de dezembro de 2008

Do Conflito à Ocupação e à Guerra



O conflito israelo-palestiniano é, indiscutivelmente, uma Guerra!... uma guerra intermitente, sistémica... cruel! ... às portas do Mediterrâneo e, como tal, da Europa... Em Estrasburgo, há talvez 10 anos, um animador social palestiniano que desenvolvia trabalho em campos de refugiados, perguntava, assustado:"Como é que aquelas crianças poderão envolver-se numa construção social pacífica se o que pensam do mundo está diariamente marcado pela guerra com sequelas na memória e nos sentimentos?"... Dez anos depois, a violência persiste... é caso para perguntar: que tempo de resistência se exige à prossecução da crueldade para que seja intolerável perante a consciência e a opinião pública?... que marcas exige a política internacional para agir com eficácia? A História não abona em nome dos critérios de imparcialidade das instituições internacionais... veja-se o caso do Tibete!... veja-se a Palestina! Todas as guerras são cruéis... não há guerras boas!... nem cirúrgicas!... nem justas!... há critérios ideológicos: dois pesos, duas medidas!...
Até quando?