O desemprego atingiu, em Portugal, 12,3% enquanto, na União Europeia, a taxa média permanece nos 10%. O perigo que paira sobre a Europa decorre da potencial habituação aos dois dígitos desta taxa que os mercados, a política e a comunicação social podem desenvolver nos cidadãos, reduzindo a capacidade de empenhamento no contrariar de uma tendência que arrastará o chamado mundo desenvolvido para a violência e a pobreza, como se de uma inevitabilidade se tratasse. Não é uma inevitabilidade! Não é! E é possível reagir à crise de forma consistente e alternativa... o que falta é a determinação de uma vontade política concertada, capaz de alterar a lógica das redes da interdependência político-económica... mas os políticos contemporâneos amedrontam-se perante o poder dos mercados e deixam que as populações sucubam às mãos do horror de um mecanismo financeiro que eles próprios criaram... agora, face às previsões do curto (ler aqui) e médio prazo (ler aqui) e ao aumento anunciado do ritmo da austeridade económica, os cidadãos sentem-se náufragos sem esperança porque, de facto!, não está à vista qualquer ponta de terra segura... Arriscamo-nos, por isso, a ser vencidos por um fantasma cuja existência reconhecemos e sabemos, indiscutivelmente, resultar de uma fantasia humana, nascida da desmesurada ambição dos mais ricos que, hoje, ao apoiarem uma taxa sobre os mais altos rendimentos, mais não fazem do que defender a persistência do domínio dos mercados que os enriqueceu... uma vez mais, o futuro está nas mãos dos cidadãos!
quarta-feira, 31 de agosto de 2011
Do Pensar como Caminho para o Fazer...
"Albert Einstein, que não era só extraordinariamente inteligente mas também muito sábio, disse: “O ego é uma ilusão de óptica da consciência”. Sem dúvida semelhante à que nos leva a ver uma serpente onde há apenas um pedaço de corda, acrescenta o Buda. Será possível que todos os nossos tormentos venham de um erro tão estúpido? É.(...)"
(citação extraída de um texto publicado in Tsering)
Imagem: Pintura Aborígene
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sábado, 27 de agosto de 2011
Sons Femininos...
... na reprodução de "Air on the G-String" de Bach, por Sarah Chang.
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quinta-feira, 25 de agosto de 2011
Anna Hazare, símbolo indiano da Luta Contra a Corrupção
Anna Hazare é um activista anti-corrupção indiano que, há 10 dias, iniciou uma greve de fome exigindo a proclamação da Lei Lokpal. Detido em Março passado pela expressão pública da sua opinião contra a corrupção na Índia, a sua mensagem cativou milhares de apoiantes e hoje, considerado já o novo Gandhi, o próprio Primeiro-Ministro Mohammad Singh pediu publicamente a A.Hazare que parasse com a greve de fome (ler Aqui), alegando que a sua vida é demasiado preciosa, para ser posta em causa pelos efeitos que, na sua saúde, terá a decisão de não interromper a greve até estar definitivamente proclamada a Lokpal Bill, indispensável à luta contra a corrupção na Índia. A Lei Lokpal (Lokpal Bill) é um projecto-lei que visa a criação da figura de um mediador da República, responsável pela investigação e fiscalização de políticos e funcionários públicos, funções que Anna Hazare exige extensíveis aos chefes de Governo e aos altos magistrados suspeitos de corrupção. M.Singh, o PM da Índia que lidera um governo de centro-esquerda, já prometeu que o Parlamento examinará "cláusula a cláusula" o projecto-lei apresentado pelo próprio governo mas que procederá de igual modo relativamente a todas as outras versões, incluindo a defendida por Anna Hazare.
quarta-feira, 24 de agosto de 2011
Ainda Strauss-Kahn e o sistema judicial norte-americano...
A propósito da decisão do MP norte-americano que ilibou D.Strauss-Kahn da acusação de violação da guineense que trabalhava no hotel onde esteve alojado, vale a pena ler o texto de Eduardo Maia Costa no Sine Die.
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terça-feira, 23 de agosto de 2011
Do assédio sexual de Strauss-Kahn à América do Presidente Obama
Strauss-Kahn, ex-director do FMI, saiu ilibado das acusações de violação a uma guineense, empregada no hotel onde esteve alojado numa das suas visitas aos EUA. Após uma primeira avaliação, a magistrada que primeiro o ouviu, aceitou um milhão de dólares e enviou-o para prisão domiciliária. Agora, o Procurador norte-americano responsável pelo processo, considerou não "dar por provado" que o acto sexual foi forçado e Strauss-Kahn, já conhecido por assédio sexual (repare-se que, neste momento, o homem enfrenta outra acusação em França, desta vez por parte de uma jornalista), foi libertado das acusações, tendo já vindo dizer que o processo foi uma "difícil provação"... enfim!... numa cultura onde os direitos humanos, em termos de género, continuam a ser violados, com grande destaque para a violência contra as mulheres, e a que acresce a tradicional discriminação étnica e económica, a decisão, infelizmente!, não surpreende ninguém. Por isso, a declaração do magistrado não tem eco público senão como mais uma manifestação do desrespeito pela igualdade de direitos e de completa negligência relativamente aos direitos humanos e aos direitos das mulheres... apesar de ser verdade que muita esperança se depositou em que este pudesse vir a ser um caso exemplar na América de Obama... Porém, um olhar atento sobre a sociedade norte-americana dos nossos dias, a cujo conhecimento não estamos habituados a aceder, permitiria que compreendessemos melhor a polémica e infeliz decisão do dito Procurador: porque os EUA estão a viver (ainda que dessa realidade não tenhamos grande informação) um momento em que republicanos e extrema-direita tentam tirar dividendos das dificuldades da actual governação, com base em acusações ideológicas e racistas que acusam o próprio Presidente Barack Obama não só de ser "comunista"(???) como de racismo para com os brancos... pois... no mundo nada é a "preto e branco" e a complexidade dos nossos dias merece a nossa melhor atenção.
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segunda-feira, 22 de agosto de 2011
A Pobreza e a Crise Social - entre a Economia e o Défice Matemático...
Em Portugal, o abandono escolar continua a ser o dobro do que se regista, em termos médios, na UE!... entretanto, talvez por isso mas, também pelos hábitos adquiridos de conquistar certificados de habilitações, copiando ou sabe-se lá mais o quê?!, no mundo dos adultos, a matemática continua a ser um problema... senão, vejamos: no dia em que se dá a saber que o défice orçamental diminuiu nos últimos 7 meses do ano, anuncia-se a constatação de que as receitas fiscais não chegam para colmatar o que se presumiu necessário - apesar do brutal aumento de impostos a que estamos sujeitos, num vertiginoso continuum cuja escala é, evidentemente!, insuportável para os cidadãos e as famílias portuguesas. Os mercados e a alta finança vivem da ignorância das massas e propõem-nos uma matemática que se pensa como simples aritmética. Contudo, o cálculo financeiro e a economia não são lineares... a questão, de boa-fé colocada, é por isso a de saber se estaremos perante um défice de utilização do conhecimento pelas instâncias económicas e políticas? - ou se, simplesmente!, teremos que voltar a constatar a manipulação arrogante das populações e a lógica do lucro neoliberal selvagem como único critério da governação económica que as entrelinhas e os próprios enunciados franco-alemães não fazem questão, sequer!, de dissimular?! Ignorante ou cruel - é o que a História se encarregará de decidir sobre a gestão do espaço europeu nestas primeiras décadas do século XXI.
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domingo, 21 de agosto de 2011
Sonoridades intemporais...
... não é a primeira vez que aqui partilho "Vltava", a composição de Bedrich Smetana com o título do rio a que cabem os nomes de Moldau ou Moldava, o rio Vltava que o autor também sentiu como Ma Vlast, transcende a dimensão do território e da alma checa e ascende à intemporalidade... como é próprio das águas... e das flores - um dos mais belos lugares onde se materializa a coincidência dos aparentes extremos: efemeridade e eternidade... mas, porque Beleza e Verdade não conhecem o tempo, Vltava será sempre o som e o eco do eterno retorno...
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sábado, 20 de agosto de 2011
A Razão dos Indignados e os Exemplos de Cavaco Silva e Vitor Milícias face à Inexistência do PS
Enquanto o Presidente da República expressa a sua discordância com a intenção franco-alemã de vincular a UE à obrigatoriedade de introduzir nas Constituições nacionais, definições relativas ao que, correcta e adequadamente!, Cavaco Silva caracterizou como: "uma variável endógena" referente à orçamentação (vale a pena ler o comentário de João Rodrigues sobre esta matéria!), depois de Londres, é em Madrid que se assume o rosto do descontentamento e da consciência crítica espanhola que, por cá, à falta de uma oposição séria, responsável e consistente (leia-se aqui o comentário de Raimundo Narciso), encontra nas palavras do franciscamo Vitor Milícias a apreciação mais justa e desassombrada que ouvi nos últimos dias, evidente quando afirma, criticando a aparente atenção social do poder que acusa de "assistencialista" para com os mais desprotegidos: "os pobres têm os mesmos direitos -ou mais, porque têm mais necessidades!- que os outros."
Sorrisos numa sombria manhã de Agosto
Um vídeo encantador que encontrei no blogue Tarrafeando de Paulo Sotter... com votos de um sábado feliz :)
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sexta-feira, 19 de agosto de 2011
Leituras Cruzadas
Sugiro que comecemos com a referência ao olhar de JMCorreia Pinto no Politeia para nos recentrarmos no essencial da política e da economia contemporâneas... depois, nos textos de Alexandre Abreu no Ladrões de Bicicletas, de Osvaldo Castro no A Carta a Garcia e de Sofia Loureiro dos Santos no Defender o Quadrado, encontramos o pretexto para o desenvolvimento de uma parte significativa do problema; a outra, a nacional!, pode ler-se em chamadas de atenção (ler Teresa Ribeiro no Delito de Opinião e Vitor Dias no O Tempo das Cerejas) e em textos de muito pertinente acuidade (leiam-se os textos de Luís Moreira e de Rogério da Costa Pereira no Pegada)... Vale ainda a pena ler Ariel no Cirandando, Manuela Araújo no Sustentabilidade é Acção e o belissimo texto de Leonor Barros no já citado Delito de Opinião!... hoje, 75 anos depois do assassinato de Federico Garcia Lorca, bloggers de referência assinalaram a recusa do branqueamento da História, trazendo à memória um facto que desconcertou o mundo na crueldade perpetrada pela tirania, a ditadura e a guerra (ler Rodrigo no Folha Seca onde se reunem links de qualidade sobre a morte do Poeta e ainda Carlos Júlio no A Cinco Tons).
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Federico Garcia Lorca, Homenagem aos "Indignados" de Hoje...
Há 75 anos, a 19 de Agosto de 1936, Federico Garcia Lorca era assassinado pelos fascistas que fizeram a Guerra Civil de Espanha... mas, do Poeta ficou a memória que nos move e nos relembra que a criatividade, a crítica e a coragem serão sempre uma ameaça aos ditadores... hoje, uma vez mais e mais do que nunca, faz sentido evocar o passado que, com outras vestes e outros rostos, continua a ameaçar os cidadãos e os povos... por todo o mundo, da Ásia à África, da América do Sul à do Norte, do Médio Oriente ao Magreb mas... também na Europa e ainda, também!, em Espanha...
quinta-feira, 18 de agosto de 2011
Da Verdade - entre o Sentido e o Significado...
"Pede-se a uma criança: Desenha uma flor! Dá-se-lhe papel e lápis. A criança vai sentar-se no outro canto da sala onde não há mais ninguém. Passado algum tempo o papel está cheio de linhas. Umas numa direcção, outras noutras; umas mais carregadas, outras mais leves; umas mais fáceis, outras mais custosas.
A criança quis tanta força em certas linhas que o papel quase não resistiu. Outras eram tão delicadas que apenas o peso do lápis já era demais. Depois a criança vem mostrar essas linhas às pessoas: Uma flor! As pessoas não acham parecidas estas linhas com as de uma flor! Contudo a palavra flor andou por dentro da criança, da cabeça para o coração e do coração para a cabeça, à procura das linhas com que se faz uma flor, e a criança pôs no papel algumas dessas linhas, ou todas. Talvez as tivesse posto fora dos seus lugares, mas, são aquelas as linhas com que Deus faz uma flor!"
(Texto: Almada Negreiros;Imagem: Wassily Kandinsky)
Da Dignidade... na Poesia...
"Para ser grande, sê inteiro
Para ser grande, sê inteiro: nada
Teu exagera ou exclui.
Sê todo em cada coisa. Põe quanto és
No mínimo que fazes.
Assim em cada lago a lua toda
Brilha, porque alta vive"
(Ricardo Reis)
Para ser grande, sê inteiro: nada
Teu exagera ou exclui.
Sê todo em cada coisa. Põe quanto és
No mínimo que fazes.
Assim em cada lago a lua toda
Brilha, porque alta vive"
(Ricardo Reis)
terça-feira, 16 de agosto de 2011
Chorar a Humanidade... entre a Somália e o Mediterrâneo...
Enquanto a Somália morre à fome (ler aqui) e as margens da bacia mediterrânica mal contêm o conflito que, de um lado, explode na Síria e na Líbia a ferro e fogo e do outro, dissimula a proximidade da exclusão económica do "clube dos ricos" dos países que integram as Penínsulas Ibérica, Itálica e do Peloponeso, a imoralidade da economia política do nosso tempo, chegou ao ponto de ver falar contra si próprios (ler aqui) aqueles que mais têm usufruido das suas benesses... entre Humanidade e Humanismo, a diferença continua a ser abissal... até quando?... e a que preço?
segunda-feira, 15 de agosto de 2011
Georges Soros ou a perigosa cegueira de uma certa economia política...
George Soros, o multimilionário que se tem destacado pela análise económica com que tem acompanhado a dinâmica dos mercados, defende a saída "ordeira" do euro por parte de Portugal e da Grécia, por considerar que as dívidas soberanas destes países estão a promover a instabilidade económico-financeira da UE (ler aqui).. a proposta, decorrente da convicção de G.Soros de que esta possibilidade permitiria a sobrevivência da União, feita (não nos esqueçamos!) por um investidor com interesses publicamente conhecidos nos mercados, não é inocente - nomeadamente quando se constata que coincide com as declarações do Banco Mundial que afirma a dimensão inédita de uma nova e perigosa crise na economia mundial, provocada pela crise europeia. Porém, para além de não ser inocente, esta proposta é completamente destituída de sentido de responsabilidade política! É verdade que Georges Soros não é um político (?!) e que a saída do euro poderia ser útil a muitas economias nacionais - se - e apenas se!!- fosse acompanhada de programas de recuperação económica capazes de promoverem autonomamente e sem restrições os aparelhos produtivos de cada país, por um lado, criando emprego e aumentando o ritmo de crescimento da riqueza e, por outro lado, desenvolvendo as políticas externas capazes de rentabilizar as exportações a preços altamente competitivos! Contudo, sem dinheiro e sem investimentos, as economias que ficassem fora do euro dificilmente encontrariam condições financeiras para que tais programas fossem levados à prática com sucesso, representando a saída da "moeda única", no actual enquadramento europeu, a condenação de Portugal e da Grécia à pobreza e à miséria. Além disso e com particular pertinência para a ausência de pensamento político de G.Soros (?!) e ao seu total distanciamento dos valores em que assentou o espírito da construção da UE afecto aos princípios da solidariedade e da subsidiariedade entre Estados-membros, nada -mas mesmo absolutamente nada!- garante que a saída de Portugal e da Grécia permitiria à União Europeia sair da crise em que se encontra e evitar novos cataclismos económico-financeiros... porque, se a UE, enquanto organização regional à escala mundial, não tem capacidade para ultrapassar conjuntamente as contrariedades de crescimento de duas das mais pequenas economias que a integram, não terá capacidade para sobreviver à medida que se fortalecem as economias dos chamados "países emergentes" que, cada vez mais, ameaçam a tradicional representação do domínio norte-americano e europeu dos mercados. Não considero, por tudo isto e pelo que lhe é recorrente, que a proposta de G.Soros responda à exigência da sustentabilidade política e de eficácia económica de que a Europa precisa... mas, como é óbvio, na sua qualidade de investidor, a G.Soros convém "ganhar tempo" porque "tempo é dinheiro" e aos investidores preocupa-os a instabilidade e o prejuízo imediato que o curso das decisões políticas pode implicar, designadamente quando pensamos na tendência franco-germânica e, previsivelmente, inglesa (vale a pena ler a entrevista do General Loureiro dos Santos ao Jornal i) que aproxima a UE que conhecemos do que, desde o final da II Guerra Mundial, com a Declaração dos Direitos Humanos, andamos a tentar evitar...
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domingo, 14 de agosto de 2011
Da "lisura" de Marcelo...
Defendendo que a questão da decisão legislativa deveria ser "em pacote" para o Estado e os institutos públicos, Marcelo Rebelo de Sousa acabou de dizer, na TVI, que a decisão do governo de fazer preceder as nomeações (quer no Estado, quer nos institutos públicos) da realização de concursos públicos, pode ser (se feita com transparência!), uma medida positiva... mas que, se assim não for!, dado que a decisão final de selecção do nomeado depende do governo, resultará apenas numa forma "mascarada" de se nomear alguém previamente escolhido - deixando perceber que reitera a evidência decorrente do facto das formas democráticas de gestão dissimularem, muitas vezes!, formas autocráticas dessa mesma gestão!... mas, disse mais!... disse até que a nomeação de Santana Lopes para a Santa Casa da Misericórdia é, no fundo!, uma forma estratégica de contornar interesses recíprocos, o que, no caso!, quer dizer: partidários (por um lado, porque interessa ao Governo ter Santana Lopes como aliado e, por outro lado, por interessar a Santana Lopes desempenhar um lugar que lhe aumente o prestígio político ao ponto de lhe poder viabilizar a ascensão à CMLisboa)... interessante!... principalmente porque "Marcelo dixit"!
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