sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Mulheres - Cultura, Identidade e Direitos Humanos

Em protesto contra a repressão e a impunidade sobre os crimes contra as mulheres no regime do Presidente Ali Abdullah Saleh, em Sanaa, capital do Iemen, muitas mulheres decidiram queimar os véus a que a cultura tradicional as sujeita, inspiradas pelos movimentos da chamada "Primavera Árabe" e, em particular, pelo facto de uma das agraciadas com o Prémio Nobel da Paz de 2011 ser a activista iemenita Tawakkul Karman (ler AQUI e AQUI). Para além da coragem demonstrada por esta expressão da contestação feminina em espaços públicos, rara no mundo árabe!, a iniciativa é grandiloquente, designadamente, por evidenciar perante o mundo que, de facto!, a obrigação de viver cobrindo o rosto, o cabelo e o corpo não tem a adesão incondicional das mulheres... resultando, na maior parte das vezes, da influência masculina que pretende, com a reprodução destas práticas, afirmar uma identidade cultural que, em rigor!, não necessita de limitar os Direitos Humanos para se afirmar - e que, ao encontrar no recurso ao uso da força e da opressão essa forma de afirmação, contraria o que caracteriza a uma cultura activa, forte e viva: a capacidade de interagir e coexistir com a assimilação da mudança, própria das dinâmicas da História.  

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

100.000 milhões não são divisíveis por 7.000 milhões?

As recentes Cimeiras Europeias "perdoaram" 50% da dívida grega e decidiram recapitalizar a Banca em 100.000 milhões de euros, dos quais 12.000 milhões serão necessários a 4 bancos europeus (ler AQUI, AQUI e AQUI)... São dados interessantes!... principalmente quando se anuncia que a população mundial está prestes a atingir os 7.000 milhões de habitantes (ler AQUI). Face a um exercício aritmético óbvio (para todos!), as perguntas imediatas: quem é que perdoa? quem é que deve? ... e, naturalmente, porquê? e para quê?... ah! já agora: que parte deste raciocínio é que causa estranheza a alguém que possa argumentar que o não percebe?...
(Cabe esclarecer que o mapa utilizado para ilustrar este post tem uma legenda que se refere à escassez de água no planeta!)

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Da Crise Europeia à Crise da Banca?!...

Depois de Angela Merkel ter afirmado que os bancos precisam de uma ajuda global externa da ordem dos 100.000 milhões de euros, hoje, a Banca caiu de forma drástica (ler AQUI). Porquê? Será que o anúncio de apoio à recapitalização da Banca provocou, como temos ouvido, um efeito de "medo" nos investidores (face à insegurança das decisões político-financeiras da UE?!) ou estaremos, simplesmente!, perante mais uma manobra da estratégia especulativa dos mercados bolsistas? ... curiosamente (ou talvez não?!) Angela Merkel continua a manifestar-se contra o acesso directo ao BCE... Porquê? ... bom, para além do vídeo que ontem aqui partilhei, convém recordar uma grande entrevista ao General Loureiro dos Santos cuja actualidade é particularmente pertinente... e, sem dúvida alguma, vale a pena ler o texto hoje publicado por JMCorreia Pinto no Politeia.

Da Crise à Falácia Bancária como Resposta...

... um amigo enviou-me, há pouco, este oportuno vídeo que ilustra bem o sentido do que escrevi no post anterior... vale a pena ver!

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

100.000 Milhões?! - ou mais do mesmo?

A Cimeira Europeia que, ontem, domingo, se realizou em Bruxelas, para além de dar a conhecer a provável necessidade da UE recorrer à ajuda internacional (FMI), anunciou que, de acordo com as previsões da Chanceler Angela Merkel, os bancos precisam de ser recapitalizados em cerca de 100.000 milhões de euros. Será esse o objectivo primeiro das decisões comunitárias: alargar o fundo de resgate financeiro da Europa para recapitalizar a Banca. Perante a notícia, assistiu-se ao habitual corropio dos comentadores que precisaram de vir explicar as razões desta opção... sempre de acordo com a crítica aos mecanismos bancários que, "há mais de 30 anos" não previram a recapitalização em termos de operações adicionais à sua actividade corrente, não tendo acautelado os movimentos de circulação de capital em produtos que foram oferecendo a cidadãos e empresas, alargando a oferta e estimulando, o consumo! Explicações e especificidades à parte, a decisão expressa, simplesmente!, o repetir do mesmo padrão utilizado pela gestão financeira da economia que resultou na situação actual! Recapitalizar os bancos para, por um lado, resolver o défice da sua liquidez e para, por outro lado, viabilizar a concessão de crédito a consumidores e empresas! Sejamos sérios: não foi exactamente esta lógica que conduziu ao endividamento que, a própria Angela Merkel reconheceu ontem, pela primeira vez!, ser a natureza da crise europeia e, consequentemente, do euro?  

Do Poder...

... Acabei de ver, no canal Hollywood, o filme de S.Spielberg "A Lista de Schindler"... repito, como os sobreviventes dos 6 milhões de judeus, vítimas do exercício mais infame do poder, protagonizado pelo nazismo: "Quem Salva Uma Vida, Salva o Mundo Inteiro"!...É bom não esquecer!

domingo, 23 de outubro de 2011

Sons Femininos...

... "Podres Poderes"... na voz de Maria Gadú...

Não invocar o nome do PREC em vão!

Vasco Lourenço afirmou ontem, à saída da reunião que juntou mais de mil militares no auditório do ISCTE, com o objectivo de analisarem a respectiva situação profissional, que o nosso país está cada vez mais próximo da "convulsão social" provocada pelos cortes e a chamada "política de austeridade" que, na opinião do Capitão de Abril, configura um verdadeiro "PREC da direita". Identificando as opções adoptadas como resposta à crise económico-financeira nacional e europeia como uma "revolução", Vasco Lourenço manifestou a sua solidariedade  com as forças armadas e criticou veementemente a disfuncionalidade entre o discurso político de Passos Coelho e as suas práticas (Aqui e Aqui)... peço desculpa mas, na minha opinião, não se devia invocar o PREC em vão - não que no sentido literal da sigla não seja adequado mas, simplesmente, porque, ao menos nesse património que ainda temos e que é a nossa memória colectiva, deveriamos salvaguardar o simbolismo do que foi capaz de mobilizar um povo!  

sábado, 22 de outubro de 2011

A Morte de Muammar Khadafi

Não, não gostei de conhecer a notícia sobre a morte de Muammar Khadafi. Sou Contra a Pena de Morte! ... Uma execução sumária é um assassinato e, nessa exacta medida, nada mais é senão, pura e simplesmente, um Crime! Por isso, as manifestações de regozijo e o grotesto em que foi envolvida a morte do ditador da Líbia, merecem o mais veemente repúdio por parte de todos. Em nome dos Direitos Humanos! Porque o que distingue a barbárie da civilização é a prioridade da consciência, da ética e do direito à dignidade e à justiça. Com Saddam Hussein vivemos o mesmo espectáculo de horror e quase aposto que os executantes de Khadafi, à época, rejeitaram a indignidade e a violência extrema a que ficou associada a sua morte... além do mais, a crueldade e o desrespeito pelos Direitos Humanos retiram, sempre!, credibilidade a qualquer causa. 

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Leituras Cruzadas...

O presente e, obviamente!, o futuro colocam-nos perante a constatação que JMCorreia Pinto sintetiza no Politeia... e se à problemática que Manuela Silva deixa equacionada no A Areia dos Dias podemos oferecer, como mais uma proposta de análise, o que nos diz João Rodrigues no Ladrões de Bicicletas, o facto é que, tal como nos diz Vital Moreira no Causa Nossa, há pontos de vista que não podemos, de todo!, compreender! Contudo, a persistência da necessidade de uma resposta face à enormidade da vaga que sobre nós se abate e de que Folha Seca no Folha Seca dá nota, não pode deixar de suscitar curiosidade o conteúdo subjacente à referência citada por Osvaldo Castro no A Carta a Garcia... e como se tudo isto nos não bastasse, não podemos ignorar o que nos relembra Alexandre Abreu no já citado Ladrões de Bicicletas e o registo, incontornável!, do que afirma Rui Rocha no Delito de Opinião... porque, afinal de contas!, continuamos, como sugere a leitura de João Tunes no Água Lisa, perante dois pesos e duas medidas... e o que apetece "ao cidadão" - expressão que ouvi um dia a Ruy Duarte de Carvalho, a propósito do desalento face à sociedade angolana!- é, no mínimo!, repetir o que cita Benjamina no Armazém de Pedacinhos.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Do sentido e dos objectivos da "crise"...

No jardim que atravesso de manhã, reparei um dia que aparecera uma pessoa sem-abrigo!... Foi este jardim pequeno e tranquilo, o espaço que a pessoa que evidenciava estar há pouco tempo desabrigada, escolheu - provavelmente ainda preocupada com a sua segurança ao longo do passar dos dias e das noites!... uns meses depois, apareceu outra pessoa e depois outra! Impressionantes, as suas atitudes não deixavam de me espantar: ainda cedo, sentavam-se, tão arranjados quanto podiam!, a ler os jornais gratuitos, resistindo à lassidão do corpo, inevitável perante a passagem das horas. Recentemente, apareceram mais duas, três, quatro, cinco pessoas... mas, tantos meses depois, quem lia o jornal de manhã (e nem sequer ia às manifestações de protesto na esperança que se adivinhava vã mas que procuraram iludir até ao limite), deixou de ler, de se preocupar com a imagem, de olhar para quem passava e... abandonou-se à sua sorte! Hoje, uma ou outra pessoa pode ainda ver-se por ali... as outras foram devoradas pelo submundo da pobreza triste e multifacetada mas sempre violenta que corrói e consome a alma, o pensamento e o corpo... até não sobrar senão uma sombra do que somos, um invólucro do que fomos! É por isso que a crise é tão profunda e é, também, uma crise da democracia! Porque, além da política, das finanças, dos economistas e dos cidadãos que iludem as ambições e as convicções inventando uma autoridade e uma austeridade estéreis, há o medo que tolhe a acção reivindicativa e o risco de exclusão que acentua as condições de exclusão... Os contornos desta teia que nos torna "carne para canhão" dos mercados e da especulação bolsista, só irão abrandar a pressão socio-económica quando os povos ditos "desenvolvidos" estiverem numa situação de carência tal, que neles seja facilmente recrutada mão-de-obra muito mas, mesmo muito barata... ou então, quando o continente africano estiver em condições de ser por esses mercados explorado como o são, hoje, os povos asiáticos... até lá, seremos nós, europeus e americanos, as vítimas mais adequadas à fome insaciável do lucro dos accionistas, cujos interesses se escondem sob os métodos, os princípios e as lógicas das agências de rating

Sonoridades intemporais...

... "Serenata" de Schubert... essa linguagem serena em que o tempo se faz espaço e o espaço, tempo... como o silêncio...

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Hoje, a grande guerra trava-se nos mercados!

A Moody's acabou de baixar o rating da Espanha em 2 níveis (ler aqui), poucos dias depois da Standard & Poor's o ter feito (ler aqui)... entretanto, Angela Merkel já assumiu que não se podem esperar soluções do próximo Conselho Europeu, numa clara afirmação de que a lógica que tem perdurado até aqui na gestão económico-financeira e política europeia não está para mudar!... apesar do rating da França estar em análise!!!... ora, como há pouco dizia na SIC-N, Luís Nazaré, as até agora economias fortes da Europa Central (Alemanha, Finlândia...), não podem continuar a iludir-se de que não vão ser afectadas pela crise que abalroou os chamados "países periféricos" porque, não é isso que vai acontecer... enquanto, digo eu!, as dinâmicas dos mercados continuarem o seu reinado virtual, alheio à humanidade dos povos sobre que incidem os efeitos do seu jogo de imagens e representações!

Revisitar Ruben A.


Uma nostalgia, talvez literária, talvez existencial mas, seguramente, provocada pela reflexão que suscita o pensar o "ser português", essa dimensão identitária que, de Camões a António Lobo Antunes, faz dizer que esta pertença nacional inflama orgulho (mesmo aos que, como F.Pessoa -exímio utilizador da nossa língua num registo polifónico criativo que a heteronimia consagrou- consideraram os traços da personalidade cultural da sua época, "um caso mental" eivado de provincianismo), trouxe-me à memória a escrita e a produção de Ruben Andersen Leitão, mais conhecido por Ruben A.... Escritor, dramaturgo, investigador nas áreas da Filosofia, da História, da Etnografia, da Literatura e da Política como o denotam as suas publicações sobre o Método e o Pensamento de Pascal, os Templos de Abu Simbel, a correspondência de D.Pedro com o Conde de Lavradio, o Anil, os Moinhos Manuais de Café, as Fontes, Ruben A. foi autor de uma extraordinária obra literária que vale a pena revisitar. Apesar de ser difícil destacar um ou outro título, fica a referência a: "Caranguejo", "Júlia",  "Um Adeus aos Deuses", "Cores", "Silêncio para 4", "O Outro Que Era Eu", "A Torre de Barbela", "O Mundo à Minha Procura" (3 vols.), "Páginas" (6 vols.) e "Kaos"... e, para os que procuram razões para não deixar de sentir orgulho em ser português, fica a sugestão: revisitem Ruben A.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

A Pobreza Não se Compadece com a Crise...

O Presidente da Caritas Portuguesa afirmou, há 3 dias atrás, que as medidas do Orçamento de Estado para 2012, vão agravar os números da pobreza em Portugal, razão pela qual defende a renegociação do pagamento da dívida à troika, já que "não se sabe quando a crise vai terminar". Eugénio Fonseca lamentou ainda que seja, mais uma vez!, a classe média a "mais martirizada" no que se refere ao agravamento da sua situação económica-social. Hoje foi a vez da AMI afirmar que, nos 10 meses decorridos desde o início do ano, já atendeu mais pessoas do que no total do ano anterior, a saber, 12.000 pessoas... e entretanto, só para continuar com a série de exemplos que dão o rosto à comunicação social, a Associação Vila d'Este, em Gaia, situada numa área de residência onde o desemprego atinge 28%, revelou dar apoio alimentar a 3.800 famílias, registando 12 novos casos diários de procura -apesar de só ter capacidade para dar resposta a 2, para desespero da dezena que fica a aguardar. Segundo os "indicadores Europa 2020", no nosso país, 25,3 % das pessoas vivem em risco de exclusão social, indissociável da pobreza! (Ler Aqui e Aqui). Ora, ontem, 16 de Outubro, assinalou-se o Dia Mundial da Alimentação (ler Aqui) e hoje, 17 de Outubro, apesar de há muito se falar no combate contra a pobreza, o facto é que o número de pessoas pobres continua a registar aumentos cada vez mais difíceis de enfrentar... até quando?... Provavelmente até que, como Lula da Silva fez no Brasil, a política tenha a coragem de enfrentar a economia e de empenhar a alma, o pensamento e o conhecimento no aumento da produção nacional, da exportação e da riqueza enquanto, em simultâneo, concretizam a prioridade nacional: "Pobreza Zero"! Afinal, todos os países e, consequentemente, todos os políticos e todas as governações, apoiaram a definição e assinaram o compromisso com a realização dos Objectivos do Milénio!

domingo, 16 de outubro de 2011

Sonoridades Intemporais...

... Os temas inesquecíveis não se rendem ao tempo... é o caso de "Folhas de Outono"... nas interpretações únicas de Miles Davis: Eric Clapton: ... e Nat King Cole:

A Arma da Indignação...

Repararam?... no movimento mundial que traz à rua, pacificamente!, milhares e milhares de cidadãos indignados e em protesto contra as desigualdades e as injustiças e contra o modo desumano como estão a ser geridas as economias e as políticas com que se tenta relativizar a profunda crise em que mergulhou a vida dos cidadãos e as expectativas do futuro (sem as quais não há capacidade para a motivação e o empenhamento individual e colectivo que o progressivo aumento do desemprego torna aparentemente inúteis), há uma inspiração de fundo, mais ou menos (in)consciente, da atitude com que Gandhi, o Mahatma, inaugurou a intransigência da não-violência na determinação inexpugnável da Luta Política.

LER AQUI AS PROPOSTAS DO 15 de OUTUBRO EM PORTUGAL.
(Nota posterior: não vale a pena argumentar que houve 70 feridos em Roma ou que foram detidos 24 cidadãos nos EUA e 2 em Portugal... as estatísticas falam por si e estes números são completamente irrelevantes face ao número de participantes - entretanto, para antecipar inferências incorrectas, lembremo-nos da quantidade de incidentes que Gandhi teve que enfrentar ao longo do combate da Não-Violência que deu a independência à Índia e fundou o Paquistão!)

"(...) Nenhum Poder Destrói o Poema (...)"

"Sobre um Poema

Um poema cresce inseguramente
na confusão da carne,
sobe ainda sem palavras, só ferocidade e gosto,
talvez como sangue
ou sombra de sangue pelos canais do ser.

Fora existe o mundo. Fora, a esplêndida violência
ou os bagos de uva de onde nascem
as raízes minúsculas do sol.
Fora, os corpos genuínos e inalteráveis
do nosso amor,
os rios, a grande paz exterior das coisas,
as folhas dormindo o silêncio,
as sementes à beira do vento,
- a hora teatral da posse.
E o poema cresce tomando tudo em seu regaço.

E já nenhum poder destrói o poema.
Insustentável, único,
invade as órbitas, a face amorfa das paredes,
a miséria dos minutos,
a força sustida das coisas,
a redonda e livre harmonia do mundo.

- Em baixo o instrumento perplexo ignora
a espinha do mistério.
- E o poema faz-se contra o tempo e a carne."

Herberto Helder

   

sábado, 15 de outubro de 2011

Democracia Real...

O movimento dos "Indignados" conseguiu hoje uma mobilização histórica: em 1.000 cidades e 81 países, os cidadãos sairam à rua para se manifestarem contra as medidas de austeridade, a lógica da distribuição profundamente desigual da riqueza, o desemprego, a especulação e exploração financeiras e a ausência de responsabilidade cívica das políticas económicas, destituídas de preocupações sociais concretas e eficazes. Em Portugal, porque há cerca de 15 dias houve uma outra manifestação contra o empobrecimento e outras se desenham no quadro das reacções sindicais mas, também, porque as eleições decorreram há cerca de 4 meses e os portugueses continuam a acreditar e a defender a democracia formal, o número de pessoas que saiu à rua em Lisboa foi menor do que se esperava... contudo, lembremo-nos que as manifestações, desta vez, decorreram em 9 cidades portuguesas: Angra do Heroísmo, Barcelos, Braga, Coimbra, Évora, Faro, Lisboa, Porto e Santarém. De qualquer forma, a verdade é a que vem reflectida na notícia que se pode ler AQUI e de que Teresa Ribeiro dá nota no Delito de Opinião. A globalização que tanto se desejou é, também, esta realidade e, "contra factos, não há argumentos".