A Palestina é membro de pleno direito da Unesco! Felizmente! Finalmente!... e a vitória diplomática pertence, justa e merecidamente, à Autoridade Palestiniana. Entretanto, porque as histórias, mesmo quando terminam bem, arrastam sombras pouco protectoras, ficamos a saber que, para vã glória de Portugal, o representante nacional optou pela abstenção, ficando agora sem poder partilhar desta alegria que é de todos - excepção feita, naturalmente!, a Israel que aproveitou o dia para anunciar o aumento do seu arsenal nuclear (!!!)... e ainda, à velha tradição norte-americana que, para desilusão de muitos que jamais esperariam uma tal atitude da Administração Obama, decidiu deixar de financiar a maior organização internacional de apoio à educação e à cultura... Moral da História: apesar dos velhos do Restelo do lado de cá e de lá do Atlântico insistirem no pior da tradição, a História e a Humanidade continuam a ter lugar para a Cultura, a Educação e a Paz.
segunda-feira, 31 de outubro de 2011
domingo, 30 de outubro de 2011
Viagem pela Perspectiva das Coisas...
O conhecimento, como a arte e cultura, não ocupam lugar mas enriquecem, sempre!, o ser, o pensar e o sentir... por isso, a viagem que, até dia 8 de Janeiro de 2012, nos é proporcionada pela Fundação Calouste Gulbenkian, é um momento de excelência no panorama cultural português. Intitulada "A Perspectiva das Coisas. A Natureza Morta na Europa", a exposição percorre um século de pintura (1840 - 1955) e integra os nomes mais célebres dos Mestres da segunda metade do século XIX e da primeira do século XX, de Monet, Cézanne, Van Gogh e Gaugin a Picasso, Braque, Matisse, Magritte e Dali. Obviamente, a não perder!
sábado, 29 de outubro de 2011
Petição Pública...
Pela Defesa das Artes e da Cultura, dimensões humanas que correm o risco de ser secundarizadas em tempos difíceis, vale a pena dispensar a nossa melhor atenção à Petição Pública que pretende reunir assinaturas para ser apresentada à AR... porque a criatividade humana existe para além da crise e dela necessitamos cada vez mais, LEIA E ASSINE AQUI!
Um Discurso a Não Esquecer...
...ideia inspirada no Folha Seca - onde, gratificantemente o (re)encontrei numa outra versão... para ouvir, ler e sentir... o discurso de Charles Chaplin nessa obra-prima que é "O Grande Ditador" realizado em 1940, quando Hitler aterrorizava e liquidava povos, países e pessoas neste continente europeu de onde a esperança, já por tantas vezes!, pareceu estar a desaparecer... Não desapareceu!
NÃO! O Grito Grego também é Nosso!
Milhares de gregos sairam hoje à rua para gritar "NÃO!"... Não às medidas de austeridade!, Não às posturas dos políticos do seu país!, Não à política europeia! e Não às orientações dominantes da Alemanha - classificadas como "nazis" numa clara evocação dos propósitos que, em meados do século XX, os ditadores fascistas tentaram impor ao povo grego! Ao mesmo tempo, em Roma, foram também muitos os que sairam à rua para protestar contra o Governo de Berlusconi e contra a política económica europeia!... Quanto a "nuestros hermanos", para se ter uma ideia do que pensam e do que sentem, basta dizer que o desemprego em Espanha atingiu hoje os 21,3% (31% na região da Andaluzia) ou seja, 5 milhões de pessoas desempregadas!... Estará a União Europeia a perceber a dimensão do que está a provocar?... Estará disposta e preparada para pagar o preço da contestação social?... ou precisará de levar ao rubro esta revolta, para justificar a imposição do que nos reduzirá a um tempo de pobreza de que nos considerámos libertos, após a instauração das democracias do pós-guerra - que, diga-se em abono da verdade!, se prolongaram até às últimas décadas do século passado. O Grito Grego é agora, para já!, o contundente grito da Europa da Sul: NÃO!
sexta-feira, 28 de outubro de 2011
Leituras Cruzadas...
Felizmente, ainda podemos mover-nos, pensar e, com sorte!, encontrar, no cruzamento das vozes, uma gratificante aproximação à realidade... a começar no enquadramento do problema (leia-se o texto de JMCorreia Pinto* no Politeia) em que faz mais sentido o enunciar de alguma daquelas evidências que merecem a nossa atenção (atente-se na observação de Francisco Seixas da Costa no Duas ou Três Coisas)... e se mérito há no conhecimento, é o de nos fazer perceber que, desde sempre mas, cada vez de forma mais evidente, o que acontece localmente, decorre muito mais do que supomos da correlação de forças que lhe é exterior - não só no plano económico (como bem demonstra a entrevista de Maria Flor Pedroso no Sem Embargo) mas, também, no plano político, cultural e social. Porque apesar de nos entretermos com as pequenas coisas que se tornam imensas se não pudermos pensar em perspectiva para definir a acção (vejam-se as notas de Rui Rocha no Delito de Opinião), o facto é que não podemos dissociar o local e o global (leiam-se os textos de Manuela Silva e Manuel Brandão Alves no A Areia dos Dias), já que tudo nos engloba e nos transcende quase (diria Mário de Sá Carneiro!!) ao mesmo tempo que nos limita e condiciona (vale a pena ler João Abel de Freitas no PuxaPalavra, Gee no Furúnculos de Pandora e Joana Lopes no Entre as Brumas da Memória)... A consciência do que somos (vale a pena ler a evocação de MFerrer no Homem ao Mar), só o é verdadeiramente se atendermos às causas (leia-se Nuno Ramos de Almeida no Cinco Dias) para, sobre elas, agir... para que se não repita o que nos relembra Eduardo Marculino no História Viva e não sejamos reduzidos ao constatar do poema com que desenhamos os dias (leia-se o que publicou Bipede Falante no Mínimo Ajuste).
(Nota: o texto assinalado com * foi introduzido poucas horas depois da publicação inicial deste post)
(Nota: o texto assinalado com * foi introduzido poucas horas depois da publicação inicial deste post)
Mulheres - Cultura, Identidade e Direitos Humanos
Em protesto contra a repressão e a impunidade sobre os crimes contra as mulheres no regime do Presidente Ali Abdullah Saleh, em Sanaa, capital do Iemen, muitas mulheres decidiram queimar os véus a que a cultura tradicional as sujeita, inspiradas pelos movimentos da chamada "Primavera Árabe" e, em particular, pelo facto de uma das agraciadas com o Prémio Nobel da Paz de 2011 ser a activista iemenita Tawakkul Karman (ler AQUI e AQUI). Para além da coragem demonstrada por esta expressão da contestação feminina em espaços públicos, rara no mundo árabe!, a iniciativa é grandiloquente, designadamente, por evidenciar perante o mundo que, de facto!, a obrigação de viver cobrindo o rosto, o cabelo e o corpo não tem a adesão incondicional das mulheres... resultando, na maior parte das vezes, da influência masculina que pretende, com a reprodução destas práticas, afirmar uma identidade cultural que, em rigor!, não necessita de limitar os Direitos Humanos para se afirmar - e que, ao encontrar no recurso ao uso da força e da opressão essa forma de afirmação, contraria o que caracteriza a uma cultura activa, forte e viva: a capacidade de interagir e coexistir com a assimilação da mudança, própria das dinâmicas da História.
quinta-feira, 27 de outubro de 2011
100.000 milhões não são divisíveis por 7.000 milhões?
As recentes Cimeiras Europeias "perdoaram" 50% da dívida grega e decidiram recapitalizar a Banca em 100.000 milhões de euros, dos quais 12.000 milhões serão necessários a 4 bancos europeus (ler AQUI, AQUI e AQUI)... São dados interessantes!... principalmente quando se anuncia que a população mundial está prestes a atingir os 7.000 milhões de habitantes (ler AQUI). Face a um exercício aritmético óbvio (para todos!), as perguntas imediatas: quem é que perdoa? quem é que deve? ... e, naturalmente, porquê? e para quê?... ah! já agora: que parte deste raciocínio é que causa estranheza a alguém que possa argumentar que o não percebe?...
(Cabe esclarecer que o mapa utilizado para ilustrar este post tem uma legenda que se refere à escassez de água no planeta!)
(Cabe esclarecer que o mapa utilizado para ilustrar este post tem uma legenda que se refere à escassez de água no planeta!)
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Direitos Humanos; Política; Economia;
quarta-feira, 26 de outubro de 2011
Não ao Etnocídio como Arma Política!
O Grupo de Apoio ao Tibete apela à solidariedade de todos no combate contra a violação de direitos humanos que, na sequência da continuada intervenção chinesa no Tibete, leva os jovens monges ao desespero, numa demonstração clara dos efeitos devastadores da recusa do reconhecimento pelo direito à prática e à expressão da identidade cultural... porque uma das armas de extermínio dos povos é a indução do etnocídio!
terça-feira, 25 de outubro de 2011
Da Crise Europeia à Crise da Banca?!...
Depois de Angela Merkel ter afirmado que os bancos precisam de uma ajuda global externa da ordem dos 100.000 milhões de euros, hoje, a Banca caiu de forma drástica (ler AQUI). Porquê? Será que o anúncio de apoio à recapitalização da Banca provocou, como temos ouvido, um efeito de "medo" nos investidores (face à insegurança das decisões político-financeiras da UE?!) ou estaremos, simplesmente!, perante mais uma manobra da estratégia especulativa dos mercados bolsistas? ... curiosamente (ou talvez não?!) Angela Merkel continua a manifestar-se contra o acesso directo ao BCE... Porquê? ... bom, para além do vídeo que ontem aqui partilhei, convém recordar uma grande entrevista ao General Loureiro dos Santos cuja actualidade é particularmente pertinente... e, sem dúvida alguma, vale a pena ler o texto hoje publicado por JMCorreia Pinto no Politeia.
Da Crise à Falácia Bancária como Resposta...
... um amigo enviou-me, há pouco, este oportuno vídeo que ilustra bem o sentido do que escrevi no post anterior... vale a pena ver!
segunda-feira, 24 de outubro de 2011
100.000 Milhões?! - ou mais do mesmo?
A Cimeira Europeia que, ontem, domingo, se realizou em Bruxelas, para além de dar a conhecer a provável necessidade da UE recorrer à ajuda internacional (FMI), anunciou que, de acordo com as previsões da Chanceler Angela Merkel, os bancos precisam de ser recapitalizados em cerca de 100.000 milhões de euros. Será esse o objectivo primeiro das decisões comunitárias: alargar o fundo de resgate financeiro da Europa para recapitalizar a Banca. Perante a notícia, assistiu-se ao habitual corropio dos comentadores que precisaram de vir explicar as razões desta opção... sempre de acordo com a crítica aos mecanismos bancários que, "há mais de 30 anos" não previram a recapitalização em termos de operações adicionais à sua actividade corrente, não tendo acautelado os movimentos de circulação de capital em produtos que foram oferecendo a cidadãos e empresas, alargando a oferta e estimulando, o consumo! Explicações e especificidades à parte, a decisão expressa, simplesmente!, o repetir do mesmo padrão utilizado pela gestão financeira da economia que resultou na situação actual! Recapitalizar os bancos para, por um lado, resolver o défice da sua liquidez e para, por outro lado, viabilizar a concessão de crédito a consumidores e empresas! Sejamos sérios: não foi exactamente esta lógica que conduziu ao endividamento que, a própria Angela Merkel reconheceu ontem, pela primeira vez!, ser a natureza da crise europeia e, consequentemente, do euro?
Do Poder...
... Acabei de ver, no canal Hollywood, o filme de S.Spielberg "A Lista de Schindler"... repito, como os sobreviventes dos 6 milhões de judeus, vítimas do exercício mais infame do poder, protagonizado pelo nazismo: "Quem Salva Uma Vida, Salva o Mundo Inteiro"!...É bom não esquecer!
domingo, 23 de outubro de 2011
Não invocar o nome do PREC em vão!
Vasco Lourenço afirmou ontem, à saída da reunião que juntou mais de mil militares no auditório do ISCTE, com o objectivo de analisarem a respectiva situação profissional, que o nosso país está cada vez mais próximo da "convulsão social" provocada pelos cortes e a chamada "política de austeridade" que, na opinião do Capitão de Abril, configura um verdadeiro "PREC da direita". Identificando as opções adoptadas como resposta à crise económico-financeira nacional e europeia como uma "revolução", Vasco Lourenço manifestou a sua solidariedade com as forças armadas e criticou veementemente a disfuncionalidade entre o discurso político de Passos Coelho e as suas práticas (Aqui e Aqui)... peço desculpa mas, na minha opinião, não se devia invocar o PREC em vão - não que no sentido literal da sigla não seja adequado mas, simplesmente, porque, ao menos nesse património que ainda temos e que é a nossa memória colectiva, deveriamos salvaguardar o simbolismo do que foi capaz de mobilizar um povo!
sábado, 22 de outubro de 2011
A Morte de Muammar Khadafi
Não, não gostei de conhecer a notícia sobre a morte de Muammar Khadafi. Sou Contra a Pena de Morte! ... Uma execução sumária é um assassinato e, nessa exacta medida, nada mais é senão, pura e simplesmente, um Crime! Por isso, as manifestações de regozijo e o grotesto em que foi envolvida a morte do ditador da Líbia, merecem o mais veemente repúdio por parte de todos. Em nome dos Direitos Humanos! Porque o que distingue a barbárie da civilização é a prioridade da consciência, da ética e do direito à dignidade e à justiça. Com Saddam Hussein vivemos o mesmo espectáculo de horror e quase aposto que os executantes de Khadafi, à época, rejeitaram a indignidade e a violência extrema a que ficou associada a sua morte... além do mais, a crueldade e o desrespeito pelos Direitos Humanos retiram, sempre!, credibilidade a qualquer causa.
sexta-feira, 21 de outubro de 2011
Leituras Cruzadas...
O presente e, obviamente!, o futuro colocam-nos perante a constatação que JMCorreia Pinto sintetiza no Politeia... e se à problemática que Manuela Silva deixa equacionada no A Areia dos Dias podemos oferecer, como mais uma proposta de análise, o que nos diz João Rodrigues no Ladrões de Bicicletas, o facto é que, tal como nos diz Vital Moreira no Causa Nossa, há pontos de vista que não podemos, de todo!, compreender! Contudo, a persistência da necessidade de uma resposta face à enormidade da vaga que sobre nós se abate e de que Folha Seca no Folha Seca dá nota, não pode deixar de suscitar curiosidade o conteúdo subjacente à referência citada por Osvaldo Castro no A Carta a Garcia... e como se tudo isto nos não bastasse, não podemos ignorar o que nos relembra Alexandre Abreu no já citado Ladrões de Bicicletas e o registo, incontornável!, do que afirma Rui Rocha no Delito de Opinião... porque, afinal de contas!, continuamos, como sugere a leitura de João Tunes no Água Lisa, perante dois pesos e duas medidas... e o que apetece "ao cidadão" - expressão que ouvi um dia a Ruy Duarte de Carvalho, a propósito do desalento face à sociedade angolana!- é, no mínimo!, repetir o que cita Benjamina no Armazém de Pedacinhos.
quinta-feira, 20 de outubro de 2011
Do sentido e dos objectivos da "crise"...
No jardim que atravesso de manhã, reparei um dia que aparecera uma pessoa sem-abrigo!... Foi este jardim pequeno e tranquilo, o espaço que a pessoa que evidenciava estar há pouco tempo desabrigada, escolheu - provavelmente ainda preocupada com a sua segurança ao longo do passar dos dias e das noites!... uns meses depois, apareceu outra pessoa e depois outra! Impressionantes, as suas atitudes não deixavam de me espantar: ainda cedo, sentavam-se, tão arranjados quanto podiam!, a ler os jornais gratuitos, resistindo à lassidão do corpo, inevitável perante a passagem das horas. Recentemente, apareceram mais duas, três, quatro, cinco pessoas... mas, tantos meses depois, quem lia o jornal de manhã (e nem sequer ia às manifestações de protesto na esperança que se adivinhava vã mas que procuraram iludir até ao limite), deixou de ler, de se preocupar com a imagem, de olhar para quem passava e... abandonou-se à sua sorte! Hoje, uma ou outra pessoa pode ainda ver-se por ali... as outras foram devoradas pelo submundo da pobreza triste e multifacetada mas sempre violenta que corrói e consome a alma, o pensamento e o corpo... até não sobrar senão uma sombra do que somos, um invólucro do que fomos! É por isso que a crise é tão profunda e é, também, uma crise da democracia! Porque, além da política, das finanças, dos economistas e dos cidadãos que iludem as ambições e as convicções inventando uma autoridade e uma austeridade estéreis, há o medo que tolhe a acção reivindicativa e o risco de exclusão que acentua as condições de exclusão... Os contornos desta teia que nos torna "carne para canhão" dos mercados e da especulação bolsista, só irão abrandar a pressão socio-económica quando os povos ditos "desenvolvidos" estiverem numa situação de carência tal, que neles seja facilmente recrutada mão-de-obra muito mas, mesmo muito barata... ou então, quando o continente africano estiver em condições de ser por esses mercados explorado como o são, hoje, os povos asiáticos... até lá, seremos nós, europeus e americanos, as vítimas mais adequadas à fome insaciável do lucro dos accionistas, cujos interesses se escondem sob os métodos, os princípios e as lógicas das agências de rating.
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