domingo, 19 de fevereiro de 2012

Olivença - o reabrir da polémica...

A polémica reacendeu-se a propósito da "peregrina" ideia do Partido Popular que, em Olivença, através do seu "Exmo Ayuntamiento", resolveu celebrar a ocupação e anexação do território oliventino pela administração espanhola. Refira-se, antes de mais, que esta ocupação/anexação foi protagonizada por um conjunto de forças militares europeias (franco-britânicas e espanholas -claramente integradas no espírito da conquista napoleónica, cuja validade foi reconhecida como ilegítima e anulada 14 anos depois, em 1815, pelo célebre Tratado de Viena e em particular pelo seu artigo 105º - LER AQUI), cujo intuito se caracterizou por ser inquestionavelmente alheio não só ao Direito Internacional mas, também aos interesses regionais e, em particular, à época, das populações. Ridícula, por extemporânea e, porque não dizê-lo?,  anti-democrática, a iniciativa é apenas uma "manobra de diversão" de um poder político agravadamente contestado em função da crise e do desemprego, que visa a dissimulação através do acender dos "fantasmas" das rivalidades vizinhas numa região de fronteira. A questão não é de somenos e, felizmente!, em Portugal, o Partido Socialista reagiu já (LER AQUI) de forma pública, colocando o problema à tutela ministerial adequada (MNE). Esperemos que a razão e o rigor se sobreponham às estratégias ideológicas e partidárias do Partido Popular que não tem o direito ético de, por mero interesse conjuntural, hipotecar a verdade e a convivência pacífica com que as populações das duas margens do Guadiana têm vivido ao longo da história das democracias portuguesa e espanhola, ressuscitando tempos de uma má-memória franquista que, por toda a região, não colhe felizmente!, senão resistência! ... porque o pretexto de, entre os oliventinos, o interesse pela língua e a cultura portuguesa, ter aumentado significativamente nos últimos anos não justifica procedimentos políticos tão empobrecedores da riqueza cultural e do património que nos une!... a não ser perante uma visão imperialista e autoritária, receosa das regras de solidariedade que a vivência comunitária ensinou às populações, cujas práticas democráticas são exemplo não só de tolerância mas, essencialmente, de entreajuda e confiança recíproca!... porque a amizade, a dignidade e o respeito pela identidade cultural das populações é um Direito que se não pode tratar no tabuleiro dos jogos dissimuladamente "didácticos" ou diplomáticos!   

A Democracia Sequestrada...

...
... de José Saramago, algumas das palavras... lúcidas, necessárias e intrépidas - como convém aos dias que correm em que nunca é demais relembrar!

Cinema, Cultura e Coesão Social...


RAFA teaser 01 from João Salaviza on Vimeo.
É a falta de uma consciência de serviço público que sustenta a falta de apoios ao cinema português - quem o diz é Miguel Gomes, realizador de "Tabu" o filme português que ganhou na categoria "Inovação" a edição deste ano dos Prémios de Cinema em Berlim (ler aqui)... entretanto, João Salaviza, vencedor do "Urso de Ouro" no "Festival de Berlim Shorts"com a curta-metragem "Rafa", dedicou o prémio, a título condicional, aos governantes portugueses se decidirem vir a apoiar o cinema nacional (ler aqui). Tem razão Miguel Gomes ao referir o não reconhecimento do estatuto de serviço público à produção cinematográfica, entre outras... de facto, a ideologia dominante e as prioridades políticas não reconhecem à cultura e, consequentemente, ao cinema e às artes em geral, o estatuto de pilares do trabalho permanente que cria condições efectivas para a coesão social das populações, das culturas e dos países... Esta realidade, para além de confirmar a ideia que a opinião pública tem da gestão política e financeira das economias e das sociedades contemporâneas, denota não apenas a incapacidade de se reconhecer os "nichos" de mercado e as potencialidades inerentes ao investimento na arte mas, ainda, a falta de cultura da classe "dirigente" que, da política à economia, continua sem perceber e assumir que é com produções e equipamentos culturais permanentes e dinâmicos que se pode promover com eficácia a tal "aprendizagem e educação ao longo da vida" que, seguramente, se não adquire em pequenos cursos de informática ou inglês, para entreter a "reforma" e o "desemprego".  

"Existe um Povo..."


"Navio Negreiro" é o nome do Poema... um poema extraordinário!, de Castro Alves, aqui narrado pelo actor Paul Autran e ilustrado com imagens do filme "Amistad"... porque... somos todos, todos os povos do mundo!

sábado, 18 de fevereiro de 2012

Sonoridades Intemporais...


"Moonlight Sonata", a 14ª sonata para piano, de Beethoven... uma espécie de retrato do som do silêncio que se faz dentro quando, cá fora, se ouvem notícias como as que, nos últimos dias, falaram de Beja e de Águeda...

Uma Igreja voltada para o Passado?!...

O 3º Cardeal português destacado para o Vaticano afirma que as mulheres deveriam permanecer em casa, para cuidarem da educação dos filhos (ler aqui)!!!... felizmente, a influência das figuras lusas neste "Estado" não é de grande relevo (um número significativo de países tem um número de representantes muito superior, entre 10 e 12, como é o caso da Itália, da Espanha, do Brasil, etc.)... ... De facto!, a afirmação deste Cardeal "é obra"!!! - depois de gerações de cidadãos, cientistas e pedagogos terem empreendido os processos de análise da construção socio-cognitiva e cultural da estruturação da personalidade das crianças e da sanidade da organização social até se compreender que, para o "desenvolvimento integral dos indivíduos" (Bento de Jesus Caraça dixit) é fundamental a mudança dos papéis sociais tradicionais e a promoção de relações sociais paritárias entre homens e mulheres, num contexto real de igualdade de oportunidades em que a igualdade de género é decisiva!... Tudo isto num contexto económico em que o trabalho de todos é indispensável para a sobrevivência e a dignidade das condições de vida das famílias!... percebe-se que numa mentalidade parada no tempo em que se supõe o mundo sujeito à regressão dos valores e das práticas que as democracias se esforçam por combater, a ideia faça sentido... nos dias que correm, com taxas de desemprego elevadissimas e taxas de natalidade em constante declínio é só, simplesmente!, ridículo!

Desistir da "austeridade"?! ... e depois?

... a Islândia nem sequer alinhou com as ditas "medidas de austeridade" impostas pelas "troikas" do imperialismo financeiro... e depois?... depois, pouco depois!, subiu no rating das agências de notação que comandam as tendências dos mercados (Ler Aqui)... portanto, como dizia a canção e porque os resultados da persistência em querer permanecer em lugares que se não nos adequam, está à vista: "para pior, já basta assim"... faltam-nos apenas os políticos dotados de um saber que lhes permita confiar mais nas suas próprias soluções do que no "alimentar" das dependências externas... e isso, no caso, é difícil, tal é a História da alienação mental e material do pensamento económico-político (e social?) português - cujo perfil já Fernando Pessoa traçou no seu "O Caso Mental Português"... apelidando-o, simplesmente!, de "provinciano"... será?... Será!... até se provar o contrário!

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

1.200.000 desempregados?! - Ouviram bem?

Uma Economia Sem Saída?!

Dos 770.000 desempregados, 250.000 sobrevivem sem trabalho há mais de 2 anos... e se a taxa de 14% superou rapidamente as piores expectativas e, entre os jovens, essa taxa ultrapassou os 35%, tornando-se a 2ª mais alta da União Europeia, a verdade é que a tendência continua a ser a de crescimento desta insustentável realidade (ler aqui). Neste contexto, o interesse público nacional impõe que a delegação da troika, em Portugal desde 4ªfeira para avaliar o grau de cumprimento das condições inerentes aos empréstimos internacionais, seja confrontada com estes números (e consequentemente com o do número de empresas que, diariamente, encerram no nosso país) para que comente com clareza o problema: as medidas de austeridade e a política económica e financeira da UE e em particular as que incidem sobre a Grécia e sobre Portugal, estão a recuperar as economias nacionais e a resgatar da pobreza as sociedades? NÃO ESTÃO!... nesse caso, é legítimo concluir que estas medidas de austeridade não visam, de forma alguma, ajudar os países a revitalizar as economias, limitando-se exclusivamente a garantir que o endividamento dos países não põe em causa o pagamento das "prestações" e dos "juros" desse endividamento... e não vale a pena chorar sobre o "leite derramado", apontar o dedo acusatório em todos os sentidos, inventar pretextos e argumentos para justificar o anátema desta insustentabilidade... a única solução é assumir que este lodaçal dos números anónimos e das opções ideológicas subjacentes a esta gestão económica não conduz a lado nenhum a não ser ao colapso social europeu... e ter a coragem de sentar à mesa das negociações todos os parceiros europeus e internacionais, confrontando-os com estas realidades e obrigando-os a alterar, com realismo, regras e procedimentos de intervenção... ou então, traçar um percurso próprio e sair de uma rede que, actualmente, não oferece quaisquer condições a não ser as da continuidade do empobrecimento, da violência e da desestruturação social.
(Publicado também Aqui) 

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Um Direito Inalienável...

...
... um texto fabuloso de Eduardo Galeano: "O Direito ao Delírio"... porque estar vivo e querer viver a integralidade do ser-se humano é um direito inalienável... vale a pena ver e ouvir, sem reservas.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Os funcionários públicos podem sempre demitir-se - disse ele?!

Quando a euforia defensiva de uma ideologia, em pretensa guerra quixotesca contra uma imaginária ofensiva ideológica de sinal contrário, cega o uso da razão e do discernimento, produzem-se declarações politicamente irresponsáveis com as quais ninguém ganha... e em que toda a sociedade, a credibilidade da classe política e a democracia perdem. Por isso é, no mínimo!, lamentável, a expressão cruel, desajustada, injusta, ridícula e perigosa de que hoje foi protagonista o vice-presidente do CDS, João Almeida (LER AQUI)... que a esta hora deve estar a pensar que foi muito corajoso ao afirmar que defende a pobreza e a degradação radical da sociedade portuguesa, acelerando a extinção de uma classe média portuguesa já quase inexistente... que lhe façam bom proveito "os louros"... nós ficamos com a consciência e o conhecimento...   

Sons Femininos...

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..."Tiro ao Álvaro" nas vozes, encantadoras!, de Elis Regina e Adoniran Barbosa...

Pobreza e Violência - retrato de um futuro europeu anunciado...

Com uma taxa de desemprego que atingiu os 13,6%, Portugal é agora o 3º país com maior número de população activa desempregada.,, acrece ao facto um PIB que persiste em tendência de quebra e o aumento de uma carga fiscal avassaladora. Por isso, apesar da justa decisão de não aumentar o IRS aos funcionários públicos cuja penalização ultrapassou já os limites do razoável, o facto é que a nova regra sobre a mobilidade de quem desempenha funções públicas constitui um precedente para o aumento do desemprego e da crise social porque o afastamento compulsivo da residência familiar destes trabalhadores conduzirá a um aumento de despesas que grande parte não terá condições para enfrentar. Assim, as medidas de austeridade aplicadas indiscriminadamente começam, de forma inquestionável, a revelar, cada vez mais, a gravidade dos seus efeitos secundários, com sequelas perigosas para a sanidade de um tecido social cada vez mais fragilizado... porque a austeridade, o aumento da carga fiscal e a liberalização radical das regras laborais podem ter sucesso em economias onde o poder de compra, o consumo, a taxa de emprego e o nível de vida são realidades que se situam muito acima dos indicadores de razoabilidade mas, em países onde o consumo desce assustadoramente em sentido inverso à vertiginosa subida do desemprego, a receita só pode conduzir ao agravamento social da existência individual, familiar e colectiva dos cidadãos... Torna-se por isso urgente reconhecer que a União Europeia optou por um caminho que se encaminha cega, firme e hirta, para onde a Grécia já se encontra... e todos os europeus sentem e sabem que, por tudo isto, temos, à porta, um futuro de pobreza e violência cujo preço a História cobrará aos seus responsáveis.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Sons Femininos...

... "Gracias a la Vida"... na voz de Elis Regina...

Pinto Monteiro, Beirão, Provedor do Povo...

No meio da selva ou, se preferirem!, da floresta legislativa portuguesa onde há sempre caminhos que contornam a realidade, em nome de um relativismo absoluto permitido pelo quase indefinido número de recursos de que as decisões são objecto e por essa espécie de instrumento protector do indefensável que é a prescrição de crimes em casos de "colarinho branco" e afins, é reconfortante ouvir Pinto Monteiro, Procurador-Geral da República. Afirmando que o exercício do cargo é efectivamente um "acto solitário", disso não nos restam dúvidas se pensarmos que foi o próprio quem assumiu que, em Portugal, o segredo de justiça é uma fraude. Sendo incontornável que, apesar do muito que está por fazer, foi sob o seu mandato que mais casos de corrupção foram julgados (banqueiros, bancários, políticos, dirigentes desportivos, autarcas e por aí adiante), Pinto Monteiro foi hoje igual a si próprio: um homem de corpo inteiro, íntegro, democrata, verdadeiro e capaz de assumir as insuficiências do sistema judicial português e as deficiências do seu aparelho legislativo (relembrem-se as afirmações e decisões do PGR em casos como o das escutas ilegais e o da violência nas escolas) . Comove-me sempre ouvir pessoas honestas, conscientes das dificuldades intrínsecas da teia em que se movem, no esforço de exercer com dignidade o exercício das funções públicas de que são investidas - nomeadamente quando o fazem, podendo chegar ao final de "cabeça levantada", cientes de que fizeram o melhor do que de melhor se pode fazer em nome do interesse colectivo da sociedade e dos cidadãos... e se muito se pode sempre especular sobre o exercício de responsabilidades desta natureza, a verdade é que a opinião pública pensa sempre que o acesso ao poder significa liberdade de actuação. Não significa! A única liberdade de que se usufrui é a que resulta do exercício das funções nos termos da lei e a que resulta da capacidade de não ceder aos múltiplos interesses instalados, pela persistência na confiança da sua própria solidão e da sua capacidade de gerir os processos com prudência, inteligência e a ética indispensável à dignidade conceptualmente inerente ao sentido do dever público! - mesmo quando se está perante interlocutores que se investem de porte e vestes intimidatórias e se presumem capazes de criar ou destruir a imagem de pessoas insuspeitas.

Da (des)informação e da manipulação político-económica

A OCDE diz que há sinais de retoma económica... entretanto, as previsões das agências de notação assumem dados de sinal contrário... é o caso da Moody's que baixou o rating de 6 países europeus (Espanha, Itália, Malta, Eslováquia, Portugal e Eslovénia) - descida que integra o agravamento da posição portuguesa de Ba2 para Ba3, ou seja de "lixo" para "lixo de 2ª"! Prevendo uma contracção económica de 3% para o nosso país no ano em curso, a Moody's atribui à "concertação social"o motivo de nos não descer mais níveis (ler aqui)... além disso e como se não bastasse!, França, Reino Unido e agora até a Aústria foram colocadas em perspectiva negativa enquanto as agências Standard & Poor's e a Fintch baixaram, uma vez mais, a notação da banca espanhola (ler aqui)... e se a moral da história repete que quem perde com a dinâmica da manipulação económica e política são sempre as populações, a pergunta é: quem ganha com tudo isto - a não ser os especuladores que até já no reino das imagens dos mercados têm tabuleiro de jogo?!

"O Melhor Amigo"...

domingo, 12 de fevereiro de 2012

"Filhos do Destino"...


... Lindissimo... Excelente... Importante!... por si próprio e pela Europa que Somos!... vale a pena, seguramente!, assistir à ante-estreia, no próximo dia 1 de Março, na Cinemateca!
(via José Meireles no Facebook)

O Preço do Trabalho Infantil...

... é, no caso, como aliás em muitos outros, a morte! De facto, a notícia da maior epidemia mortal por envenenamento de mais de 400 crianças, grande parte das quais menores de 5 anos!, deve-se ao facto de trabalharem em minas de ouro, no norte da Nigéria. As poeiras de chumbo que, libertadas, já provocaram a morte de centenas de meninas e meninos, ameaçam milhares destes pequenos/grandes protagonistas da exploração do trabalho infantil que o governo nigeriano diz querer ajudar... mas, o processo de limpeza das aldeias contaminadas ainda mal começou e é, claramente, insuficiente. A denúnica é da Human Rights Watch (LER AQUI e AQUI) e a realidade com que nos confronta, volta a actualizar a questão: quando e com que condições podem, de facto actuar as organizações internacionais para evitar e controlar os danos desumanos que a pobreza e a ignorância propagam, designadamente por negligência das lideranças económicas e políticas que relativizam sempre, com mais ou menos argumentos fáceis, a morte, a fome e a miséria... (Ler também Aqui sobre "Crianças - o Rosto mais Frágil da Globalização da Pobreza...").

Sonoridades Femininas - A Voz dos Deuses...

... "I Will Always Love You"... homenagem incontornável a Whitney Houston...

A ONU com Garzón... Contra os Crimes do Franquismo!

... afinal, as organizações internacionais ainda conseguem ter uma palavra a dizer... e se tal palavra não for eficaz, com consequências reais no plano das decisões concretas, fica, pelo menos!, o registo da sua pronúncia simbólica que, (in)felizmente?!, nos tempos que correm, não é de minimizar... refiro-me à ONU que se pronunciou em defesa de Baltasar Garzón, o Juiz que a Espanha levou à fogueira inquisitorial contemporânea... LER AQUI! 

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Versos e Sonoridades Felizes...


... talvez eu devesse pintar ou, pelo menos, fotografar a magnífica lua nascente sobre o rio: "minha laranja a arder na noite fria" - como cantou um dia, Vitorino... deve ter sido por isso que me ocorreu a sonoridade do seu "Tocador da Concertina", cuja melodia encanta e cujo vídeo enternece, pelo retratar de um imaginário romântico que povoa culturas e constrói identidades...

O Povo foi ao Terreiro...

...como se vê!... num inequívoco acto cívico de consciência e veemente protesto contra as medidas de austeridade  de uma Europa que sacrifica os seus povos ao rating dos mercados e dos alinhadissimos discípulos de Frau Merkel... a organização foi da CGTP e vale a pena assinalar que, por aqui, no meio da sociedade empenhada em defender a dignidade das condições de vida, o culto da personalidade ainda não é o centro das causas - eis a lição dos cidadãos aos políticos que resistem e penalizam a aprendizagem, o saber e a competência.

Ao Terreiro... do Povo!

(acedemos ao cartaz, brilhante!, via Renato Teixeira no Cinco Dias)

A leitura do Engª Mira Amaral...

O Engº Mira Amaral, na edição desta semana do Expresso da Meia-Noite, na SIC Notícias, teve uma prestação que vale a pena registar.,, porém, como ainda é cedo para poder divulgar as suas declarações, (já que a edição do programa ainda não está disponível), sugiro que, se não assistiram à emissão, fiquem atentos e a procurem... porque Mira Amaral explicou, por outras palavras, o que, há tempos, aqui escrevi, ao dizer que o decréscimo dos salários a partir do agravamento da crise e da incapacidade política em proteger os direitos dos trabalhadores, é uma estratégia dos mercados para obter, no Ocidente, um cenário de mão-de-obra barata, capaz de competir com os mercados dos países há pouco sub-desenvolvidos e agora, "em emergência"... e disse mais!... disse, com objectividade e desassombro, que, face à concreta fragilidade das economias nacionais, Portugal só tem, relativamente à Roménia, a vantagem de dominar melhor o inglês e de estar um bocadinho mais habituado às regras do mercado... "para bom-entendedor, meia-palavra basta" - diz o povo com razão e o Engº Mira Amaral é um bom-entendedor... resta-nos perceber o significado das suas palavras que a realidade sustenta... infelizmente, claro!... para todos! 

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Critérios?... ou falta deles?...

A conversa, dita secreta, entre Vitor Gaspar, ministro das finanças e F. Schultz, ministro alemão foi recebida de "braços abertos" pela comunicação social portuguesa, com o alívio do PSD e a reacção indignada da oposição que acusa o Primeiro-Ministro, Passos Coelho, de ocultar informação sobre a verdadeira situação financeira do país, apesar de todas as medidas de austeridade em curso... independentemente dos desmentidos posteriores dos referidos ministros (ler aqui e aqui), o que mais surpreende é a comunicação social portuguesa nem sequer se pronunciar sobre o carácter "informal" da referida conversa... sinal de que o que mais interessa é a hipotética "esperança" que o anúncio permite para reduzir o medo dos cidadãos e o sensacionalismo que permite por dar voz à oposição e criar "caso" no direito do jornalismo nacional, contra a falta de dignidade formal da abordagem de uma questão desta natureza... critérios?!... ou falta deles?!

Da Tragédia na Grécia ao Trucidar da Europa...



As contrapartidas que a Troika exigiu à Grécia para o avançar de mais um empréstimo são, acima de tudo, um sinal preocupante e um alerta que nenhum país da União Europeia pode ignorar (a título de exemplo, refira-se apenas a decisão de proceder ao congelamento dos salários, sem prejuízo do anteriormente decidido, a saber, milhares e milhares de despedimentos!). Está, de facto!, em curso, o inequívoco desmantelamento das soberanias nacionais em termos económicos e, consequentemente, a apropriação política das independências nacionais pelo eixo franco-alemão, no qual a França desempenha o velho papel, de má-memória!, do colaboracionismo... (ler Aqui, Aqui, e Aqui)
(Publicado também aqui)

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Conhecer Garzón... Condenar a "(In)Justiça"...

Ganhem 30 m de vida e vejam, com atenção!, os 2 vídeos que ilustram Quem é o Juiz Baltasar Garzón: o Homem que prendeu Augusto Pinochet, ditador do Chile, que quis julgar os assassinos a soldo de Franco e do Fascismo espanhol, que condenou os GAL contra os interesses (ditos "de Estado" mas, seguramente, corporativos!) e que defendeu e ajudou, como ninguém!, os indígenas na Colômbia... Tenham a coragem de saber e de conhecer, com objectividade, as razões que assistem às obscuras motivações em que assenta a condenação de Garzón, o Juiz que ilustra o modelo de democracia pelo qual, todos, mas, mesmo todos!,aspiramos!... e sim, VIVA GARZÓN!

A Sentença Contra Baltasar Garzón...

O regime judicial espanhol perdeu a credibilidade ao condenar o Juiz Baltasar Garzón  com uma sentença que pode ser lida AQUI... Condenado a não poder exercer durante 11 anos por, alegadamente, ter autorizado escutas a corruptos em cumprimento de regime prisional, a partir de uma argumentação que faz jus à retórica distante da verdade e da justiça, o Juiz exemplar que todos gostariamos que fosse o modelo do exercício de uma profissão de que pode depender, tantas e tantas vezes, a vida e o futuro das pessoas, viu interrompida uma carreira cheia de dignidade a partir de uma ordem medíocre e indigna. A Espanha está mais pobre e mais sózinha, assumindo tempos de má-memória, particularmente assustadores nos tempos que correm! Entretanto, o mundo está com Baltasar Garzón! Viva Baltazar Garzón!
(LER MAIS AQUI)

"Um Dia Isto Tinha Que Acontecer...

Existe mais do que uma! Certamente!
Está à rasca a geração dos pais que educaram os seus meninos numa abastança caprichosa, protegendo-os de dificuldades e escondendo-lhes as agruras da vida.
Está à rasca a geração dos filhos que nunca foram ensinados a lidar com frustrações.
A ironia de tudo isto é que os jovens que agora se dizem (e também estão) à rasca são os que mais tiveram tudo. Nunca nenhuma geração foi, como esta, tão privilegiada na sua infância e na sua adolescência. E nunca a sociedade exigiu tão pouco aos seus jovens como lhes tem sido exigido nos últimos anos.
Deslumbradas com a melhoria significativa das condições de vida, a minha geração e as seguintes (actualmente entre os 30 e os 50 anos) vingaram-se das dificuldades em que foram criadas, no antes ou no pós 1974, e quiseram dar aos seus filhos o melhor.
Ansiosos por sublimar as suas próprias frustrações, os pais investiram nos seus descendentes: proporcionaram-lhes os estudos que fazem deles a geração mais qualificada de sempre (já lá vamos...), mas também lhes deram uma vida desafogada, mimos e mordomias, entradas nos locais de diversão, cartas de condução e 1.º automóvel, depósitos de combustível cheios, dinheiro no bolso para que nada lhes faltasse. Mesmo quando as expectativas de primeiro emprego saíram goradas, a família continuou presente, a garantir aos filhos cama, mesa e roupa lavada.
Durante anos, acreditaram estes pais e estas mães estar a fazer o melhor; o dinheiro ia chegando para comprar (quase) tudo, quantas vezes em substituição de princípios e de uma educação para a qual não havia tempo, já que ele era todo para o trabalho, garante do ordenado com que se compra (quase) tudo. E éramos (quase) todos felizes.
Depois, veio a crise, o aumento do custo de vida, o desemprego, ... A vaquinha emagreceu, feneceu, secou.
Foi então que os pais ficaram à rasca.
Os pais à rasca não vão a um concerto, mas os seus rebentos enchem Pavilhões Atlânticos e festivais de música e bares e discotecas onde não se entra à borla nem se consome fiado.
Os pais à rasca deixaram de ir ao restaurante, para poderem continuar a pagar restaurante aos filhos, num país onde uma festa de aniversário de adolescente que se preza é no restaurante e vedada a pais.
São pais que contam os cêntimos para pagar à rasca as contas da água e da luz e do resto, e que abdicam dos seus pequenos prazeres para que os filhos não prescindam da internet de banda larga a alta velocidade, nem dos qualquercoisaphones ou pads, sempre de última geração.
São estes pais mesmo à rasca, que já não aguentam, que começam a ter de dizer "não". É um "não" que nunca ensinaram os filhos a ouvir, e que por isso eles não suportam, nem compreendem, porque eles têm direitos, porque eles têm necessidades, porque eles têm expectativas, porque lhes disseram que eles são muito bons e eles querem, e querem, querem o que já ninguém lhes pode dar!
A sociedade colhe assim hoje os frutos do que semeou durante pelo menos duas décadas.
Eis agora uma geração de pais impotentes e frustrados.
Eis agora uma geração jovem altamente qualificada, que andou muito por escolas e universidades mas que estudou pouco e que aprendeu e sabe na proporção do que estudou. Uma geração que colecciona diplomas com que o país lhes alimenta o ego insuflado, mas que são uma ilusão, pois correspondem a pouco conhecimento teórico e a duvidosa capacidade operacional.
Eis uma geração que vai a toda a parte, mas que não sabe estar em sítio nenhum. Uma geração que tem acesso a informação sem que isso signifique que é informada; uma geração dotada de trôpegas competências de leitura e interpretação da realidade em que se insere.
Eis uma geração habituada a comunicar por abreviaturas e frustrada por não poder abreviar do mesmo modo o caminho para o sucesso. Uma geração que deseja saltar as etapas da ascensão social à mesma velocidade que queimou etapas de crescimento. Uma geração que distingue mal a diferença entre emprego e trabalho, ambicionando mais aquele do que este, num tempo em que nem um nem outro abundam.
Eis uma geração que, de repente, se apercebeu que não manda no mundo como mandou nos pais e que agora quer ditar regras à sociedade como as foi ditando à escola, alarvemente e sem maneiras.
Eis uma geração tão habituada ao muito e ao supérfluo que o pouco não lhe chega e o acessório se lhe tornou indispensável.
Eis uma geração consumista, insaciável e completamente desorientada.
Eis uma geração preparadinha para ser arrastada, para servir de montada a quem é exímio na arte de cavalgar demagogicamente sobre o desespero alheio.
Há talento e cultura e capacidade e competência e solidariedade e inteligência nesta geração?
Claro que há. Conheço uns bons e valentes punhados de exemplos!
Os jovens que detêm estas capacidades-características não encaixam no retrato colectivo, pouco se identificam com os seus contemporâneos, e nem são esses que se queixam assim (embora estejam à rasca, como todos nós).
Chego a ter a impressão de que, se alguns jovens mais inflamados pudessem, atirariam ao tapete os seus contemporâneos que trabalham bem, os que são empreendedores, os que conseguem bons resultados académicos, porque, que inveja! que chatice!, são betinhos, cromos que só estorvam os outros (como se viu no último Prós e Contras) e, oh, injustiça!, já estão a ser capazes de abarbatar bons ordenados e a subir na vida.
E nós, os mais velhos, estaremos em vias de ser caçados à entrada dos nossos locais de trabalho, para deixarmos livres os invejados lugares a que alguns acham ter direito e que pelos vistos - e a acreditar no que ultimamente ouvimos de algumas almas - ocupamos injusta, imerecida e indevidamente?!!!
Novos e velhos, todos estamos à rasca.
Apesar do tom desta minha prosa, o que eu tenho mesmo é pena destes jovens.
Tudo o que atrás escrevi serve apenas para demonstrar a minha firme convicção de que a culpa não é deles.
A culpa de tudo isto é nossa, que não soubemos formar nem educar, nem fazer melhor, mas é uma culpa que morre solteira, porque é de todos, e a sociedade não consegue, não quer, não pode assumi-la. Curiosamente, não é desta culpa maior que os jovens agora nos acusam.
Haverá mais triste prova do nosso falhanço?"
ANÓNIMO

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Sons Femininos...

... "Besame Mucho" ... na voz, única!, de Cesária Évora...

Ainda a MGF ...


... campanha europeia da Amnistia Internacional... contra a Mutilação Genital Feminina...

(publicado também AQUI)

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Contra a Mutilação Genital Feminina...


.. o alerta é violento como violentissimos são os números deste flagelo sem nome que, em nome das mais variadas tradições, mutila, para sempre!, o corpo e a alma de milhares e milhares de mulheres, adultas e meninas, por todo o mundo... a realidade é muito mais grosseira e cruel do que podemos imaginar e aqui mesmo, na Europa, este crime é praticado com uma frequência de que não suspeitamos, à revelia do respeito pelos mais elementares Direitos Humanos... É, por isso, urgente conhecer, reconhecer, alertar, explicar, apoiar, ajudar, denunciar, impedir e socorrer! (o vídeo chegou-nos via Isabel Rodeia no Facebook)

Sob o sol, nada de novo...

Os dias correm belos e limpos, sem nuvens sob o magnífico sol de inverno, num testemunho quase ímpar de que as mudanças climáticas assumem o comando da natureza, sem compaixão pela agricultura e a água de que precisamos para sobreviver... urge, por isso, pensar de forma integrada uma sustentabilidade económica e ambiental, capaz de, com eficácia, recriar uma dinâmica equilibrada à preservação da vida. Paralelamente, no mundo humano da política, é cada vez mais premente promover e desenvolver um diálogo capaz de reorientar os caminhos adoptados a pretexto da crise e que mais não são do que o retomar de velhas soluções, incapazes de inverter o horizonte sem esperança deste panorama europeu, caracterizado pelo desemprego e a ausência de criação de condições para a emergência de aparelhos produtivos, revitalizadores da economia... porém, considerando o conformismo e a habituação a uma dinâmica relacional assente na cómoda acusação pronunciada agressivamente e sem objectivos concretos, poder e oposição continuam de costas voltadas, sem sequer manifestarem as diferenças que a defesa do interesse público e, consequentemente, da vida das populações, justificariam... e esta deficitária reflexão e argumentação política empobrece, a cada dia que passa, a democracia que temos, descredibilizando a sua dimensão representativa... disso são exemplo as declarações do líder do PS que afirma ser contra uma parte do Memorando assinado com a Troika (ler aqui) por exemplo, no que se refere à privatização das redes energéticas nacionais. Está certo... mas, é pouco!

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Leituras Cruzadas...

... para uma leitura cruzada do que vai pelo mundo e pelo país, sugiro muita, mas mesmo muita literatura... de qualidade!... por exemplo:
JM Correia Pinto no Politeia
João Abel de Freitas e Raimundo Narciso no Puxa Palavra
Francisco Clamote no Terra dos Espantos
Joana Lopes no Entre as Brumas da Memória
Osvaldo Castro no A Carta a Garcia
Eduardo Maia Costa no Sine Die
Rolf Dahmer, Ariel, Rogério da Costa Pereira, Luís Moreira e António Leal Salvado na Pegada
Célia de Sousa e Maria Flor Pedroso no Sem Embargo
Alexandre Rosa no Olhares do Litoral
M.S.Ferreira no On The Road
A.Pedro Correia no Aventar
Ricardo Santos Pinto e João Valente Aguiar no Cinco Dias...
... e porque nos faz bem pensar duas ou mais vezes antes de nos precipitarmos a avançar juízos sem sustentabilidade e que pouco atendem às lições da História, vale ainda a pena ler Ana Vidal e Pedro Correia no Delito de Opinião, Xavier Canavilhas na já citada Pegada, Nuno Serra no Ladrões de Bicicletas e... Vitor Oliveira Jorge no Trans-ferir.

Do Carnaval à Política Económica...

Não tenho o hábito de me mascarar ou de participar nos rituais que integram a celebração tradicional do Carnaval... porém, não posso deixar de me pronunciar sobre o anúncio da inexistência de tolerância de ponto para este dia, por considerar que a decisão reflecte a forma de pensar um país, a sua sociedade e a sua economia. De facto, o anúncio inscreve-se nessa outra orientação mais alargada de reduzir o número de feriados nacionais, como se desse facto decorresse a crise económica e a deficitária capacidade de produção com que nos defrontamos. A realidade é que o PIB é condicionado pelas determinações económico-políticas ditadas pelos compromissos e acordos comunitários - a que Portugal nunca ofereceu a resistência que a defesa da soberania e da independência requeriam e não, como demagogicamente nos querem fazer crer, pela produtividade dos trabalhadores (refira-se a este propósito que estas questões da soberania parecem ser de somenos já que até o feriado do 5 de Outubro vai ser extinto - mas isso seria motivo para outra abordagem que não é o tema explícito deste post). Posto isto, cabe dizer que a decisão de não conceder tolerância de ponto pelo Carnaval é absurdamente contraditória, designadamente porque tem vindo a ser inscrita na pretensa lógica do aumento da riqueza e da revitalização económica nacional (ler aquiaqui e aqui). De facto, o significativo número de autarquias que investem e recolhem receitas a partir das iniciativas festivas deste período anual, sofrerá um prejuízo sério já que, aos investimentos feitos, é retirada "a priori" a potencialidade de reunir os públicos que os justificam... Depois do que acabei de escrever (ler AQUI), cabe agora perguntar: que grau de responsabilidade e de coerência política assiste a esta decisão que revela, afinal, a ausência de um planeamento sustentado e indispensável como resposta à grave crise que todos conhecemos, sentimos e enfrentamos? 

Sonoridades Intemporais...

... L. Shankar e Zakir Hussein "Shankarabaranam..."...

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Com um Pé na PEGADA...

Confesso que o convite vem de longe mas, desta vez, como dizia o Rogério da Costa Pereira, cedi ao cansaço e, com sincero regozijo, começo, a partir de agora, a escrever, também, no PEGADA... como digo no 1º post que aí acabei de publicar (ler aqui), tentarei não me repetir :))

Do poder da Realidade contra a Liberdade...

... não nos iludamos!... o sistema de crenças e representações a que, de forma estrutural, nos encontramos alienados por determinações socio-cognitivas, culturais e psicológicas, é o instrumento maior da manipulação do livre-arbítrio e da autonomia do pensamento... é por isso que o controle social se exerce mesmo no aparente contra-poder que mais não faz do que criar condições de continuidade às lógicas de corporativismo que justificam a escolha dos contrários... assim, vivemos reféns de uma contínua ilusão de mudança que só por momentos nos permite vislumbrar o movimento... ocorrem-me as teorias dos pensadores pré-socráticos, Heraclito, Empédocles e Zenão de Eleia cujo grau de percepção denota excelsas explicações do papel e da função do simbólico... ou, se preferirem, essa obra magistral de Bertolucci intitulada "O Último Imperador" onde se dá conta da dificuldade em se manter o rumo por mais tolerante que seja, face à cegueira das dinâmicas do poder que podem até nem se reconhecer como tal...   

Evidências...

(via Fernanda Guadalupe no Facebook)

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Investigar não é Crime...

... para que conste!

Sonoridades Intemporais...

... "El Anarquista" na voz e no sentir de Pedro Soriano...

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Ilacções Eletrizantes...

Depois da apologia da privatização da EDP e da sua compra por responsáveis pela produção elétrica de uma das maiores barragens do mundo, a Standard & Poor baixou o rating de uma das poucas empresas públicas portuguesas -que conseguiu manter-se cotada nos mercados internacionais até à sua venda- para um nível considerado LIXO (ler aqui)... curiosamente, a delegação brasileira da Reuters afirma ser convicção da EDP a possibilidade da Three Gorges lhe reduzir o risco financeiro (ler aqui)!!??... pois... mas, a realidade que expressa o nível de confiança dos mercados está à vista e as ilacções que se podem (e devem!), neste caso!, considerar eletrizantes são, naturalmente!, políticas!... estranhamente - ou talvez não?!- o silêncio, menos que muito pouco iluminado, torna-se, à medida que o tempo passa, cada vez mais... negro!

Reparos Dispensáveis em caso de Justeza e Bom-Senso

 
(via Bruno Peixe Dias no Facebook)


Obrigado, Arquitecto...

Nuno Teotónio Pereira, arquitecto e antifascista, foi justamente homenageado no passado dia 30 de Janeiro, na comemoração do seu 90º aniversário. Notável pela criatividade e o sentido de dever público com que desenvolveu a sua obra, dando cumprimento à profissão que escolheu e com a qual fez questão de abraçar a dimensão da habitação social, o arquitecto Nuno Teotónio Pereira é um testemunho vivo da integridade com que se pode realizar um percurso pessoal e profissional, valorizando sempre o interesse público e a solidariedade social. Exemplo da capacidade de enfrentar os desafios temporais, sem preguiça e sem receio, Nuno Teotónio Pereira, foi, por várias vezes, preso e torturado pela PIDE até, finalmente!, lhe ter sido devolvida a liberdade, no dia 25 de Abril de 1974. Ainda que uns dias depois da sua data de aniversário, não poderiamos deixar de nos associar a esta homenagem, símbolo de que o melhor do nosso Património (sim, Património com letra maiúscula!), são os que nos legam o traço de carácter que nos torna capazes de dignificar a condição humana! Obrigado, Arquitecto!... Bem-haja, Nuno Teotónio Pereira!... "Venham mais cinco...", outros tantos e mais uns quantos para que se não perca a oportunidade de, constantemente, revermos viva a imagem da persistência, da confiança e da esperança (ler aqui, aqui e aqui).

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Para Reflectir...

"A Cultura é a soma de todas as formas de arte, amor e pensamento que, ao longo dos séculos, permitiram ao homem ser menos escravizado." (André Malraux).

(do "Público" de hoje, via Flávio Pinho no Facebook).‎

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Ajustamento - disse ela!? ...

No "fio da navalha" é a expressão utilizada por Teresa de Sousa para definir o actual estado da União Europeia no que se refere ao enfrentar da crise que teve, na mais recente reunião do seu Conselho, o desfecho previsível: a assinatura do designado "Pacto de Ajustamento" que o Reino Unido e a República Checa se recusaram a assinar. A postura destes dois Estados-membros decorre de uma atitude política assumida pelas respectivas lideranças, cujo significado é contrário à mensagem emitida pelos meios de comunicação social que insistem em dizer que o referido acordo "deixou de fora" os dois paises. Não, não foi o acordo que os deixou de fora! Foram os seus dirigentes que consideraram insustentáveis, para as respectivas economias e sociedades, as condições que o texto, agora vinculativo, lhes impunha (ler aqui). Vejamos... a "convergência" em nome da qual os governos têm vindo a reduzir as condições de vida dos cidadãos e os direitos dos trabalhadores foi um fracasso ao ponto de não termos sido capazes de suportar o impacto da crise que abalou as economias ocidentais; por isso, apesar de Van Rompuy considerar que o acordo responsabiliza os países, a decisão dos 25 mais não faz do que deixar expostas à sobranceria alemã, as soberanias nacionais - risco que a Grécia já enfrentou, respondendo que não aceitava o fim da sua "soberania orçamental" em nome de uma identidade que se revê na independência política mas, cujo desfecho está longe de ser conhecido... portanto, por mais que se promova o resultado desta decisão, a verdade é que continuamos a regredir política e socialmente... até onde?... ao desfecho do cada vez mais próximo desmoronamento europeu traduzido na inequívoca constatação da sua inutilidade e cujo preço será a completa ruína dos países que a integram!?...

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Garzón, A Coragem Rara de Quem Recusa o Silêncio

O juiz Baltasar Garzón vai conhecer esta semana a decisão do tribunal que o está a julgar por, alegadamente, ter "violado" uma amnistia datada de 1977 em que se consideraram ultrapassados e não sujeitos a julgamento, os crimes do franquismo... Testemunho maior da Justiça num tempo em que tudo parece impune e as populações sentem, cada vez com mais violência, a prepotência do(s) poder(es), Garzón, o corajoso juiz que preferiu enfrentar o carácter manipulatório da legislação produzida contra o interesse público e os valores democráticos que assentam no respeito pelos Direitos Humanos, recusou a hipocrisia e o branqueamento da História, enfrentando a fúria da extrema-direita. Porém, "o povo saiu à rua" e são milhares os que têm saido para o espaço público expressando, "alto e bom som", o seu apoio a Garzón, símbolo do reconhecimento de que a democracia não pode branquear crimes que atentam contra a vida humana e lesam, irreversivelmente, o direito à dignidade das sociedades e da própria Humanidade. 

domingo, 29 de janeiro de 2012

Economia, Política e Sociedade - de Portugal à Europa e à CGTP...

Na passada 3ªfeira, o Wall Street Journal escrevia, na página 5, que um segundo "resgate" da dívida era o desenvolvimento mais provável para a economia portuguesa. Citando o ex-ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, em declarações sobre o facto das medidas de austeridade não dependerem exclusivamente do desempenho nacional relativamente aos compromissos internacionais assumidos, o artigo foi ilustrado com uma imagem dos conflitos que marcaram a última manifestação pública dos "indignados" em Lisboa, cuja legenda assinalava, na iniciativa, a presença de um grupo de extrema-direita. Referindo que as palavras de Christine Lagarde, do FMI, esclarecem o curso da economia da zona euro (apesar das palavras do Primeiro-Ministro Passos Coelho sobre o estado do país que "não precisa de mais dinheiro"), o texto continuava numa expressiva configuração da imagem real da crise aos olhos dos investidores e, obviamente, dos mercados... no dia seguinte, 4ªfeira,  os noticiários, na Finlândia, abriram com destaque para a afirmação do risco de diminuição do rating da Espanha, Itália, Bélgica, Eslovénia e Chipre (ler aqui), para, em seguida, a televisão finlandesa transmitir, com um imenso e variado número de depoimentos directos, uma reportagem impressionante sobre a pobreza na Irlanda onde jovens, idosos e adultos em idade activa assumiam, entre expressões de medo e de revolta, a insustentabilidade económica e social do desemprego e das medidas de austeridade, ilustrada com imagens de um significativo número de "novos sem-abrigo"... Contudo, apesar de todos os sinais e de todas as evidências, a orientação política europeia persiste, incapaz de encontrar respostas sérias à situação explosiva que, diariamente, cresce no "velho continente" - como o comprovam as previsões da próxima reunião de líderes (ler aqui)... por tudo isto, a devolução da esperança e da confiança aos cidadãos encontra-se reduzida à capacidade que as organizações cívicas e sindicais tiverem de definir e apresentar propostas eficazes e alternativas, vocacionadas para a revitalização económica e capazes de mobilizarem as pessoas para a defesa do direito ao trabalho e à dignidade social, no quadro dos direitos dos trabalhadores que não podem, nem devem!, continuar a ser hipotecados - designadamente porque está mais que provado que não é aí que reside qualquer hipótese de solução para a crise (a este propósito vale a pena acompanhar o desenvolvimento da Carta Reivindicativa da nova liderança da CGTP). 

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Princesa do Báltico...

Helsínquia, Princesa do Báltico... onde o frio do vento e da neve contrasta com o cuidado com que, por exemplo, se preparam os edifícios, de modo a acolherem, condignamente, pessoas com necessidades especiais, nomeadamente, deficiências...

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Pergunta do Dia...


... olhando atentamente para o mapa: se perceber o significado da geografia significasse compreender melhor a importância geo-estratégica associada ao desenvolvimento dos territórios, seria mais fácil perceber a diversidade social e aprender com a cultura dos povos? ...

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

A Escolha é Nossa... e não passa na televisão!


... bastam uns minutos de paciência... porque vale a pena ver na íntegra :))

domingo, 22 de janeiro de 2012

Sonoridades Intemporais...

... "Le Plat Pays" de Jacques Brel...

sábado, 21 de janeiro de 2012

O Essencial...


... o essencial é perceber que nem tudo o que parece evidente é, de facto, conhecido!... e que há uma História de milhões de massacrados até que os princípios aparentemente simples se tornem Lei e sejam reconhecidos como tal, universalmente!... depois... depois é a grande luta!... esta em que todos nos sentimos comprometidos de fazer o melhor que podemos para que a Lei seja uma prática natural, inquestionável... Acreditem!... todos ganhamos, muito!, em ver este vídeo até ao fim!

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Metáforas... do outro lado do espelho?!


Espiral final from Pedro Davim on Vimeo.
... somos todos desadaptados!... de forma congénita ou adquirida, todos nos vamos sentimos, cada vez mais!, distanciados das configurações que o mundo em que nos situamos, vai adoptando... e nas disfuncionalidades, aparentemente sem sentido, com que cada um vai vivendo, vamos encontrando sentidos que explicam o isolamento, o medo, o "ensimesmamento" e a profunda tristeza em que se transformam muitos quotidianos... por isso, se já em Setembro, o "Wall Street Journal" publicava reportagens sobre o aumento brutal da taxa de suicídios decorrente da "crise" económica e social que atingiu a Europa, não é difícil perceber que o estado depressivo e alienado dos cidadãos tende a sofrer um significativo agravamento, afastando-se progressivamente do considerado "ponto de equilíbrio" que garante -ou, pelo menos, permite!- um nível mínimo de integração social... talvez por isso, este filme de José Meireles, seja a metáfora de uma certa imagem colectiva que, de certa forma, me fez evocar o título de Lewis Carroll: "Alice do outro lado do espelho"... um espelho cujo reflexo procuramos (ou pretendemos?) não ver!?...

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Sindicatos... "à portuguesa"?!

As centrais sindicais entraram "em guerra". A propósito das provocatórias e/ou indiscretas palavras de João Proença que se lembrou de dizer que "altos dirigentes" da CGTP tinham incentivado a UGT a assinar o acordo dito de "concertação social" a que Carvalho da Silva reagiu, dizendo que iria agir judicialmente contra o líder da UGT, por considerar disparatadas as declarações. Enfim... Lamentamos!... Acima de tudo, lamentamos o grau de "provincianismo" a que "desce" o nível de análise política da esfera sindical, optando por uma "guerrilha" que se justifica no âmbito da pretensa legitimação da postura da UGT que ninguém compreende e da defesa da não anuência da CGTP a um acordo que não revela qualquer protecção dos direitos dos trabalhadores - nomeadamente, porque os cidadãos trocariam de bom grado mais 30 m de trabalho diário do que o hipotecar de dias de férias e todas as decisões assumidas por esta "concertação" que, a partir de agora, serão lei... Lamentamos essencialmente por todos os portugueses, trabalhadores e desempregados!... Lamentamos porque, ao invés de melhorarem as suas "performances", os sindicatos continuam sem defender, de forma  sustentada!, pelo menos até agora, o direito fundamental dos cidadãos ao emprego, resumindo-se a mobilizar alguns dos que arriscam deixar de trabalhar por ameaça de falência ou deslocalização empresarial, tendo perdido a confiança de muitas -diria até, de demasiadas! pessoas... Lamentamos porque, recentemente, os sindicatos tinham granjeado a simpatia da sociedade civil pela associação que fizeram ao chamado movimento dos "indignados", unindo esforços no sentido de construir uma unidade de resistência à crise internacional que atingiu a Europa no seu âmago e, consequentemente, agravou a fragilidade estrutural da sociedade e da economia portuguesas... Lamentamos porque os cidadãos ficam mais desprotegidos apenas e só porque estas posturas resultam, afinal de contas!, perante a opinião pública, na aparente preferência pela intriga e a vitimização, fruto da alienação a uma gestão comprometida com corporativismos que vão além do interesse público... Lamentamos!... entretanto, vá lá perceber-se porquê!, ocorreram-me ao longo da redacção deste post, não só as palavras do Presidente da CIP (ler aqui) mas, também, a imagem final da anedota do escorpião que deu boleia à rã para atravessar o rio!!!   

"O Melhor do Mundo São as Crianças..."


... disse o Poeta!... e este menino, brasileiro, nos seus 11 anos de idade e na expressividade genuína de um prazer consciente e partilhado, comprova-o... vale a pena ver com atenção e... deixar sorrir o coração!

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Concertação?... de quê e para quê?

Os ventos não sopram de feição para os cidadãos, qualquer que seja o seu estatuto, trabalhadores ou desempregados. O lado mais negro desta "crise" que perde, a "passos largos", o seu carácter conjuntural e se começa a assumir como a tendência estrutural das sociedades, pelo menos destas primeiras décadas do século XXI, é, inequivocamente, a má gestão social em que assenta a política, que inflige danos dificilmente recuperáveis à qualidade de vida que as democracias pareciam ter criado e garantido. Testemunho maior deste facto são os resultados da chamada "concertação social" que, de "concertação", tem apenas o facto de significar a concordância "entre partes" a que é completamente alheio o interesse de quem trabalha e o próprio bem-comum, entendido enquanto interesse público. Na verdade, as chamadas "conquistas" deste acordo assinalam, sem escrúpulos, o fim dos direitos laborais e um retrocesso cívico e político como, de há muito, não há memória... é caso para dizer que, "água mole em pedra dura tanto dá até que fura" no sentido em que a constante acusação contra a protecção e os direitos de quem trabalha, deu os frutos desejados... Registe-se, na voragem desta vertiginosa inversão social que vivemos e a que assistimos, que a vigência destes direitos não evitou a calamidade económica a que nos conduziu a exploração económica da especulação neoliberal... mas, acima de tudo, entenda-se: as novas regras vão acentuar esta "crise", sem qualquer benefício para a sociedade e a democracia, como o prenunciam já, não só a continuidade da "desaceleração" económica europeia mas, também, a previsão do desemprego acima dos 13,4% para o ano em curso. Garantidos o aumento da pobreza, da exclusão social, do medo e da violência social, bem como, a diminuição sem paralelo do poder de compra, do consumo, da motivação e da confiança de consumidores, estamos perante a construção de uma arquitectura política capaz de concretizar o que, até há pouco, se considerava improvável: fazer o tempo voltar atrás... Quanto ao preço desta tão grande irresponsabilidade, veremos como será pago, sendo certo que os seus construtores serão os primeiros a insistir em que a solução é: regredir, regredir, regredir... Até onde?  O tempo o demonstrará.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

As Palavras Interditas...


... Eugénio de Andrade, o Mestre, disse "As Palavras Interditas"... palavras transparentes, como estas: "(...) uma criança passa de costas para o mar (...)" ... palavras em que a Poesia diz o tanto que há de "não-dito" por dizer - o "não-dito", essa matéria com que se faz o sentido do Poema e se expressa, de forma lúcida e mágica, o pensar em português...

Acrescentar Um Conto... para Fazer História...


Na rubrica "Grande Reportagem" da SIC, foi apresentado um trabalho que divulga uma boa prática escolar, capaz de fazer jus ao que de melhor exigimos à educação. Apelando à criatividade, uma Professora de Português, no norte do país, levou à prática uma estratégia de motivação à leitura que concilia eficácia instrutiva e educativa, ao ponto de ter contribuido para envolver não só a comunidade escolar de que partiu mas, toda a comunidade social envolvente. Através da leitura de contos, cuja dimensão e síntese narrativa permitem a adesão das crianças à leitura, a estratégia "Acrescenta um Conto", levou a literatura às famílias, desenvolveu e reforçou laços afectivos entre pais e filhos e promoveu relações intergeracionais notáveis. Com uma simplicidade brilhante, a ideia que nasceu da necessidade de ajudar as crianças a ler mais e melhor, denota uma quantidade assinalável de funções didáctico-pedagógicas educacionais - razão pela qual, com humildade e orgulho, deveria ser adoptada por todo o país!

domingo, 15 de janeiro de 2012

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Da tragédia europeia à renovação democrática...

As sociedades democráticas europeias foram um marco histórico, no sentido em que o seu desenvolvimento assinala a cooperação internacional de vários países, com compromissos políticos selados a partir de valores e representações promotoras dos Direitos Humanos, da Igualdade e da Cidadania... e é este o motivo pelo qual, para os trabalhadores e pessoas de todo o mundo, a crise que, há anos, devasta o "velho continente" (cuja economia continua a "desacelerar") se reveste de uma tão trágica dimensão - afinal, de certa forma é mais uma "utopia" perdida ou, pelo menos, (quase) derrotada! Por esta razão (e não apenas pela dimensão mercantil que representa para o mundo da alta finança, das bolsas e dos ratings), vale a pena pensar o problema - nomeadamente porque o modelo permitido pelo Direito Comunitário, reforçados os princípios da subsidiariedade e da solidariedade, garantiria um outro rumo, decorrente de orientações políticas conjuntas que optassem pela revitalização orgânica da sustentabilidade económica dos Estados-membros e, consequentemente, da União Europeia. No fundo, bastava que, garantindo a vigência e o efectivo respeito pelos princípios da não-discriminação, a Europa das Nações optasse pela sustentabilidade das suas Regiões, planeando a produção económica em todas as suas vertentes (da agricultura aos serviços, passando pelo tecido industrial e o comércio). De facto, uma produção europeia concertada concretizaria o pleno emprego, a autonomia alimentar, o combate à pobreza e à exclusão e criaria riqueza capaz de viabilizar um plano de exportações eficaz pois é inegável que, sem desequilíbrios territoriais, uma sólida política de coesão social permitiria contornar o problema da dependência externa de mercados - cuja prioridade, contrária ao interesse público, é o mercado bolsista assente na dinâmica da especulação. O planeamento económico articulado na perspectiva da complementaridade, a par da sua monitorização e de uma constante avaliação para efeitos rectificativos, fomentaria, não só a emergência da iniciativa privada e da criatividade, como também a independência dos Estados, ao mesmo tempo que garantiria a sustentabilidade social que perdemos diariamente, a "passos largos"... deste modo, além de tudo o que foi dito, ficariam salvaguardadas as identidades culturais, as práticas reais da cidadania, da democracia participativa e da sua expressão representativa. Por tudo isto, a actual "crise" poderia e deveria ser um ponto de viragem no sentido do reforço dos valores e do modelo social idealizado para a "comunidade europeia" nos termos do que chegou a ser definido por "Europa Social"... mas se, como tem estado "à vista", assim não acontecer, o problema decorre, exclusivamente!, da ideologia e da (in) cultura cívica e moral das pretensas "elites" políticas contemporâneas e das suas actuais lideranças.        

Tradição e Modernidade...

(via Paula Brito no Facebook)

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

"Corta Com a Violência"...


.. campanha de sensibilização da APAV para crianças e jovens contra a violência, designadamente: bullying, violência no namoro, violência sexual e violência doméstica. Esta campanha integra ainda a sensibilização contra a violência contra crianças e jovens, direccionada para profissionais.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Respostas Alternativas...

Sobre a necessidade de conferir visibilidade à Auditoria Cidadã da Dívida Pública e de reforçar a confiança dos cidadãos para aumentar a mobilização social nas iniciativas da democracia participativa a que no post anterior fiz referência, vale a pena ler o texto de Yorgos Mitralias no site do Comité para a Anulação da Dívida no Terceiro Mundo (CADTM), também divulgado aqui.

Direitos Cívicos sobre a Crise...

... porque os cidadãos têm o direito de conhecer, de forma sustentada, os fundamentos e implicações de uma "crise" que lhes afecta o quotidiano de forma quase insustentável, é urgente que os mecanismos da democracia participativa funcionem e resultem, para que, através da respectiva eficácia, a sua intervenção seja credível, justificando a confiança dos cidadãos... e se, de facto, a actualidade se encontra "cristalizada" numa espécie de imobilismo (decorrente do conflito de interesses entre corporativismos políticos, burocracia institucional e interesse público), a sobrevivência democrática do direito e da prática de uma cidadania activa encontra-se numa fase decisiva da sua legitimação social - a qual, refira-se!, se perdida, reverterá no facilitismo da total perda de direitos adquiridos... (vídeo via Flávio Pinho no Facebook)

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Sonoridades Intemporais...


... Mozart, segundo Ingmar Bergman, num excerto de "A Flauta Mágica". (via Nuno Sotto-Mayor Ferrão no Facebook)

Sem Comentários...

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Da Identidade Colectiva...


... o testemunho da coexistência na dimensão universal da composição e da interpretação musical... com Jan Garbarek, L.Shankar, Zakir Hussain e Turlok Gurtu em "Song for Everyone"...

domingo, 8 de janeiro de 2012

"A Velha Chica"...


... nas vozes de Dulce Pontes e Waldemar Bastos... porque a música é um inestimável património!

Leituras Cruzadas...

De vez em quando, o país é assaltado por sensacionalismos que, mesmo que ilustrem o painel e o puzzle da multiplicidade das práticas atribuídas à  corrupção e ao tráfico de influências, ficam sempre impunes como se de um pequeno sobressalto, sem consequências, se tratasse. A forma algo criteriosa e dissimulada com que o fogo-fátuo das pretensas descobertas é, superficialmente e em jeito de pequeno escândalo, trazido a público, é o sinal maior de que o problema não será resolvido pela ideologia vigente na organização política que conhecemos - mais que provavelmente porque é à luz desta lógica de procedimentos que se configura (ainda que, segundo as aparências, informalmente) a prática da democracia representativa do século XX que se prolonga por este início de século XXI - sem que possamos, por ora, garantir que a sua progressiva transformação será melhor para os cidadãos e para a transparência democrática... tudo isto apesar da gravidade que o modelo representa para a institucionalidade política, económica e social que, colectiva e idealmente, se tem pretendido. Vale a pena ler alguns dos textos que exemplificam bem o que está em causa; por exemplo: Ricardo Santos Pinto no Aventar, Rui Bebiano no A Terceira Noite, PSL no Pedro Santana Lopes, João Moreira de Sá no Pegada, Valupi no Aspirina B e Weber no Mainstreet. Entretanto, a conjuntura histórica que atravessamos (leiam-se as caracterizações paradigmáticas que nos propõem os textos de Carlos Fonseca no já citado Aventar, de Osvaldo Castro no A Carta a Garcia, de Francisco Clamote no Terra dos Espantos, de João Pinto e Castro no Jugular, de João Rodrigues no Ladrões de Bicicletas e no recente post do We Have Kaos in the Garden), aproxima-se grosseiramente de uma radical alteração de ideários de que Paulo Varela Gomes dá exemplo no texto transcrito pela Joana Lopes no Entre as Brumas da Memória... Moral da História: uma vez que as dinâmicas dos antagonismos sociais continuam sem confirmar que o futuro se dirige à construção de um mundo melhor para todos, tudo o que nesse sentido fizermos, não será, de facto!, demais.

sábado, 7 de janeiro de 2012

Sonoridades Intemporais...

... Taraf de Haidouks e a Kocani Orchestra...

"Se me Das a Eligir"...

... de Manu Chao.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Sons Femininos...


Lévon Minassian, a franco-arménia que interpreta de forma única o duduk, instrumento tradicional da Arménia com mais de 3.000 anos - que integra, sem sombra de dúvida, o nosso comum "património da Humanidade"... "Doudouk" é, por razões óbvias, o nome do tema que aqui partilhamos.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Uma Reflexão Partilhada... a não perder!



... porque a reflexão contemporânea da realidade é, cada vez mais, um mosaico composto pela diversidade coexistente dos olhares, partilho: a curta-metragem do realizador José Meireles "Últimos Dias" (via Facebook) e a citação do filósofo contemporâneo Giorgio Agamben:

"(...) No [livro] "Estado de Excepção" [p. 64 da versão inglesa] Agamben volta a sublinhar a questão do jogo como central para a desactivação do poder: "um dia a humanidade jogará com a lei como as crianças fazem com os objectos fora de uso, não para os recuperar para o seu uso canónico, mas para se verem livres deles de vez." O jogo torna-se assim o caminho para, e a prática de, um tempo messiânico ou redimido."

Alex Murray, in THE AGAMBEN DICTIONARY (ed. A. Murray & J. Whyte), Edinburgh University Press, 2011, p. 153.

(citação de Agamben via Vitor Oliveira Jorge no Facebook).

A Arte da Alegria...


... de que o "Cirque du Soleil" é símbolo... felizmente!

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Paulo Morais, uma voz desassombrada...


Paulo Morais, ex-Vice-Presidente da CMPorto e actual Vice-Presidente da organização internacional "Transparência Internacional - Portugal" que, neste vídeo da RTP podemos ouvir, foi, há poucos minutos, o interlocutor da rubrica "Olhos nos Olhos" da TVI24 em que Judite de Sousa e Medina Carreira, vão analisando a realidade económico-financeira e política da sociedade portuguesa... Interessantissimas, as intervenções de Paulo Morais colocaram o "dedo na ferida" da maior parte das questões que inquinam a democracia no nosso país. Desassombrado, Paulo Morais afirmou que o caso BPN deve ser o maior atentado à democracia, nomeadamente por se tratar de um Banco cujo processo tem, desde a sua génese, uma origem política e cujo processo decorreu de uma privatização cujos ganhos e prejuízos acabaram por ser pagos pelo Estado que acabou por devolver a gestão da instituição aos privados!... mais!... afirmou, sem medo nem reservas, que a corrupção, nos útimos 10 anos, aumentou, em Portugal, ao ponto dos indicadores internacionais terem descido a nossa posição de um 23º para um 30º lugar. Afirmou ainda que a maior parte dos negócios decorre da especulação imobiliária com terrenos e que os bancos são cúmplices destas "negociatas"... mas, nem sequer ficou por aqui: declarou, sem titubear!, que os políticos "desde que se profissionalizaram" (condição decorrente do facto de "serem sempre os mesmos") têm vindo a produzir legislação de forma a "ninguém perceber nada" - porque, por outras palavras!, muitas das regras contrariam a essência do que está a ser legislado, viabilizando a sua legitimação. Extraordinária foi ainda a exemplificação de que se socorreu: não é normal que os políticos ligados à Comissão da Defesa trabalhem na mesma empresa de advogados em que trabalhavam os representantes dessa área no governo anterior e que esta realidade esteja presente em todas as instâncias do sector... disse mais!... Disse tanto que todos os cidadãos, num regime democrático, deviam ter acesso às suas palavras, aos seus comentários e às suas denúncias!  Para que melhor pudessem pensar e falar sobre a Europa e o país em que vivemos!

Leituras Cruzadas...

Talvez o que escrevemos seja o melhor retrato da História... um retrato que ganha em ser visto na multiplicidade das suas melhores perspectivas... por isso, a abrir 2012, sugerimos - para que se não perca o ritmo da reflexão:
JMCorreia Pinto no Politeia
Raimundo Narciso no Puxa Palavra
Osvaldo Castro no A Carta a Garcia
Filipe Tourais no O País do Burro
Miguel Cardina no Arrastão
Miguel Gomes Coelho no Vermelho Cor de Alface
Alexandre Rosa no Olhares do Litoral
João Rodrigues no Ladrão de Bicicletas
Luís Moreira no Pegada
Fernando Mora Ramos (através de Pedro Penilo) e Tiago Mota Saraiva no Cinco Dias
... mas há mais... até porque, felizmente!, o nosso quotidiano não esgota o mundo! Por isso, vale a pena reflectir sobre importantes memórias do nosso património colectivo (leia-se Raimundo Narciso no Memórias), sobre o que os outros pensam sobre as personalidades que influenciaram decisivamente o país que somos (leia-se Eduardo Marculino no História Viva) e aquilo que somos capazes de escrever sobre a nossa realidade quando não temos a "alma fardada" (leia-se Rogério Pereira no Conversa Avinagrada).

domingo, 1 de janeiro de 2012

Homenagem ao Pensar e ao Dizer (d)o Sul...



"(...) Nunca ouvi um alentejano cantar sózinho
Com egoísmo de fonte.

Quando sente voos na garganta
Desce a solidão do caminho do seu monte
E canta em coro com a família do vizinho.

Não parece pois necessária outra razão
- ou desejo de arrancar o sol do chão -
para explicar a reforma agrária no Alentejo.

É apenas uma certa maneira de cantar."

(José Gomes Ferreira in "Circunstâncias IV")

2012 - For All the World