terça-feira, 4 de setembro de 2012
segunda-feira, 3 de setembro de 2012
Sonoridades...
... "The Man from San Sebastian" dos DeVotchKa...
(via Nuno Ramos de Almeida no Facebook)
domingo, 2 de setembro de 2012
Dos Atalhos da Crise ao "Caso Mental" da Política
Vital Moreira expõe, finalmente!, o diagnóstico que ninguém tem querido assumir (ler AQUI), entretidos que andam a justificar cenários desejavelmente conjunturais (ler aqui), em busca de "zonas de abrigo" (se assim se pode dizer!) para legitimar titubeantes críticas e projectos de poder (ler aqui) ou a definir modelos sucessórios (ler aqui)... Na verdade, neste momento, em plena crise estrutural e sem cenários realistas de mudança à vista, as universidades de verão dos partidos políticos são reuniões partidárias sem interesse público, a não ser o de darem visibilidade à ritualização gratuita da chamada "rentrée". Quixotes esgotados a simular convicções empolgadas contra velhos moinhos, seguidos pelos fleumáticos Sanchos do costume, mais não fazem do que discursar em círculo sobre o limitado perímetro da sua reflexão... Sem autonomia de pensamento, reféns de uma alienação organizacional que não permite "gritos de ipiranga" e condiciona, assumidamente!, a reflexão livre e desassombrada onde poderiam surgir "rasgos" criativos capazes de propor alternativas diversas às opções económico-financeiras, de modo a salvaguardar a dimensão social da política, a imagem que o cenário político-partidário transmite à opinião pública é a de um distanciamento incontornável da realidade, reduzindo-se a promover o cada vez maior alheamento dos cidadãos em relação a discursos vazios e ostensivamente desinteressantes. Nas universidades de verão seria de esperar que se debatessem modelos económicos e financeiros diferentes, que se propusessem políticas externas eficazes, que se estruturassem intervenções europeias sustentadas, que se pensassem reconfigurações das medidas políticas, que se ponderassem custos e benefícios das propostas a apresentar - para evitar medidas que resultam na produção de efeitos secundários ditos "inesperados"(?) como, é o caso da redução do consumo, da receita fiscal, etc., etc., etc.... enfim!... que se trabalhasse empenhadamente por um país e uma vida melhor para todos!
sábado, 1 de setembro de 2012
Sonoridades intemporais...
"Clair de Lune" de Claude Debussy... ilustrado pela fantasia de Walt Disney...
sexta-feira, 31 de agosto de 2012
António Hespanha - do preço da opinião?!...
"Quinta-feira, 30 de Agosto de 2012
Deixei de ser docente da UAL
Para os meus
ex-alunos de 2011-2012 na Universidade Autónoma de Lisboa
(UAL)
Deixei de ser professor da UAL.
Inesperadamente e pela calada das férias, a direção mandou-me dizer, por carta
de entreposta pessoa, que punha fim à minha colaboração. As justificações
apresentadas são fantasiosas e vazias, pelo que é seguro que há outras,
porventura relacionadas com uma brevíssima crítica que formulei, num “Prós e
contras” em que se comparava a qualidade dos setores público e privado. A
propósito, referi a falta de uma política de investimento científico e académico
do ensino superior privado em geral (nem sequer referi a UAL) e a consequente
dependência em que isso o coloca perante o ensino público. Esta opinião é, de
resto, favorável à real autonomia e a um desenvolvimento correto e sustentado
das universidades privadas, como hoje está patente, pela positiva – veja-se o
caso da Universidade Católica - e pela negativa. De há muito que legitimamente a
tenho e a exprimo. E, nos anos em que trabalhei na UAL (mais de dez), muitos
esforços fiz: para trazer à Universidade pessoas que a prestigiassem; para dar
ao meu ensino a melhor qualidade possível, para o inovar; para me ocupar
pessoalmente (e não por intermédio de assistentes ou de colaboradores) das
tarefas de ensino e de avaliação; para promover um contacto direto dom os
alunos, por meio de blogues ((http://amh-hespanhol.blogspot.pt/; para o ano que vem, já tinha
on line, há mais de um mês, blogs relativos às novas disciplinas, com
programas e calendários: http://ua-hi-2013.blogspot.pt/, http://ua-2013-te.blogspot.pt/). De modo a que
nunca se pudesse dizer que fazia ali um ensino de segunda, em relação ao que
fazia na Universidade pública. Colegas e alunos reconheceram isso e disso me
deram testemunhos frequentes.
Enfim, nada disto
contou, perante a vontade de quem – por razões que ignoro ou prefiro ignorar –
não me queria na UAL. Sei que este desfecho foi promovido apenas por alguns, que
conseguiram levar avante a sua decisão. Não envolvo, por isso, nele, nem toda a
direção, nem os restantes órgãos da Universidade, nem os meus Colegas de
Departamentos, nem os funcionários, nem os estudantes. Creio bem que muitos
destes se sentirão muito incómodos por isto acontecer, ainda que – por razões
que se compreenderão – se mantenham discretos. Em algumas instituições da nossa
vida pública e privada, vai sendo muito penalizador dizer-se o que se pensa,
mesmo em instituições em que a verdade e a liberdade deviam estar antes de tudo,
como é o caso das Universidades.
Pode ser que nos
encontremos em outros lugares e que possamos retomar diálogos proveitosos e de
boa memória
Abraços amigos."
quarta-feira, 29 de agosto de 2012
segunda-feira, 27 de agosto de 2012
domingo, 26 de agosto de 2012
Petição em Defesa do Serviço Público de Televisão
ASSINE AQUI A PETIÇÃO EM DEFESA DO SERVIÇO PÚBLICO DE TELEVISÃO...
... por Todos Nós!...
... para que Portugal não venha a tornar-se o único país sem serviço público de rádio e televisão (como se pode ler aqui).
sábado, 25 de agosto de 2012
Desemprego, Política, Economia e Sociedade...
O que é absurdo na realidade socio-económica das sociedades contemporâneas e, em particular, nas ditas sociedades ocidentais, "livres e democráticas", é o facto de, na correlação de forças entre economia e política, perder sempre a sociedade. A constatação, apesar de paradoxal, denota a persistência de uma representação social trágica que repete o estereótipo da história da desigualdade dos direitos: a valorização do capital em detrimento do reconhecimento do valor humano. Por isso, apesar da tecnologia, do conhecimento, da consciência social, da opinião pública, dos mecanismos eleitorais e dos meios de comunicação, a supremacia do poder continua instalada no pedestal da arrogância de uma pretensa fatalidade que se auto-alimenta de justificações endógenas, alheadas dos mais elementares interesses do desenvolvimento humano. Afinal, a interdependência, a globalização, a des-nacionalização dos meios de produção e das próprias concepções culturais concorrem, essencial e quase exclusivamente, para assegurar a continuidade das condições de manipulação das massas... e a nova escravatura passa pelo desemprego que, em última análise, decorre da incultura e da irresponsabilidade social dos agentes económicos e políticos. A este propósito, vale a pena destacar os esforços cívicos dos que não desistem de lutar, resistindo ao silenciamento desumano a que, progressivamente, a exclusão social vai, a um ritmo assustador, condenando milhares e milhares de pessoas... é o caso das iniciativas do MSE:
COMUNICADO:
"Até ao fim de 2013 o Governo prevê gastar 344 milhões de euros no programa Impulso Jovem, o que corresponde a mais de 600 mil euros por dia – dinheiro dos impostos dos contribuintes. Isto significa que o Governo vai subsidiar empresas privadas para, nada mais nada menos, do que conseguir dois postos de trabalho altamente precários por dia. Estas medidas que mais não são do que propaganda vão sair caras aos portugueses. O Governo de Pedro Passos Coelho não tem solução para o desemprego estrutural. Somos 1 324 680 trabalhadores desempregados e o Impulso Jovem é mais um buraco sem fundo que permite desresponsabilizar as empresas dos seus deveres para com os trabalhadores. Assim, lutar contra o desemprego é lutar contra este governo.
Plenário do MSE
Data: Quinta, Setembro 13, 2012 - 18:30Local: Clube de Santa Catarina - Calçada do Combro 49,1º (Lisboa)
Evento no Facebook: https://www.facebook.com/
quinta-feira, 23 de agosto de 2012
quarta-feira, 22 de agosto de 2012
Sonoridades...
... "Ninguém é Dono do Mar" dos Quadrilha...
(a inspiração chegou via António Troco no Facebook)
Das Políticas Sociais em Tempos de Crise...
Permitam-me a imodéstia mas, o título deste post é, na minha opinião, o tema central da reinvenção da política e da economia contemporâneas (veja-se o mapa que ilustra as atuais taxas de desemprego na UE)... neste contexto, contornando o muito que há para dizer e por razões pragmáticas de exposição, considero de destacar Alfredo Barroso que, no Frente-a-Frente que, esta semana, protagonizou na SIC-N, trouxe à discussão uma analogia de referência a propósito dos tempos que vivemos, em que a austeridade é apresentada como única alternativa para a recuperação (?!?) económica. Afirmando que o argumento não é válido, Alfredo Barroso evocou o exemplo do Plano Marshall que, num contexto tenebroso, saído das ruínas deixadas pela II Guerra Mundial, se apoiou em políticas que, hoje, à distância, podemos ver como políticas sociais... independentemente do grau e do nível de complexidade decorrente desse instrumento político-económico que apoiou a reconstrução europeia e garantiu a dependência do "velho continente" em relação aos EUA, a afirmação de A.Barroso é, não só, interessante mas, acima de tudo e por várias razões que me abstenho de enunciar, pertinente porque oportuna...
segunda-feira, 20 de agosto de 2012
Mineiros de Todo o Mundo, Uni-Vos...
... os mineiros são o símbolo de uma luta pela sobrevivência que tem o preço da vida, da luz do dia, do ar limpo e dos horizontes abertos... e não sei exatamente porquê, senão pelo facto de sentir avançar a apropriação do obscurantismo sobre sociedades que já foram mais justas e mais livres, hoje, para mim, os mineiros são símbolo de quem trabalha e de quem não tem trabalho, dos que são cerceados do que, até há pouco, reconheciamos como direitos inalienáveis e dos que desesperam sem acreditar na mudança... hoje, somos todos mineiros!... e como não consta que a solidariedade das minas retire a qualquer dos seus trabalhadores, a identidade e a individualidade, nada há que justifique a falta de consenso e de unidade a propósito dos caminhos e das causas que permitem condições de vida mais dignas e seres humanos mais realizados... da educação à saúde, do trabalho à habitação, da política à cultura e por aí adiante... A intransigência na defesa das pequenas diferenças alimenta o divisionismo e bloqueia o potencial da solidariedade que se torna opinião pública e causa efeitos na gestão da "coisa pública" e da Polis... ignorá-lo e persistir na senda da pulverização do poder é, nada mais nada menos!, do que o oxigénio do poder dominante de poucos contra muitos... contra, afinal!, quase todos!...
Da Imagem como Património...
... Hoje é Dia Mundial da Fotografia... e aqui homenageamos "A Greve das Varinas", no início do século XX, neste extraordinário testemunho de Joshua Benoliel...
(via Helena Pato no Facebook)
domingo, 19 de agosto de 2012
A Construção da Liberdade - De Janis Joplin às Pussy Riot...
... se as pessoas não tivessem feito acontecer, em França, o Maio de 68 ou se, na expressão colectiva do povo americano contra a guerra do Vietname, não tivesse acontecido o Woodstock, continuariamos, seguramente!, com muito mais dificuldades em perceber o grau de manipulação política de que somos objetos e muito mais distantes da capacidade de acreditar na força da mobilização da cidadania... hoje, quando se sabe que a banda feminina "Pussy Riot" foi condenada a 2 anos de prisão (para além da espécie de "preventiva" de 5 meses que já ninguém pode anular) por ter cantado, numa igreja ortodoxa, contra o regime político de V. Putin, voltamos a ter matéria para re-pensar o passado e o presente da civilização em que vivemos... e devemos, justamente, equacionar se é este, de facto, o mundo pelo qual pensamos estar a lutar e em que queremos viver!... porque o que está em causa é a desproporcionalidade da pena face à "gravidade"(?) dos factos... além de ridículo, o mundo está, cada vez mais, perigoso!... e é exatamente por isso que o olhar atento, crítico e vigilante sobre nós próprios e o mundo que nos rodeia é essencial para que se "não perca o pé" e se persista na defesa do que sabemos justo e válido - para além de todos os "cantos de sereia" de uma sociedade consumista que devora a motivação, a autonomia e a liberdade do ser e do pensar...
(quanto à escolha de Janis Joplin, uma voz de excelência no mundo masculino em que o Woodstock introduziu uma notável ruptura!, diga-se, em abono da verdade!, que a inspiração me chegou via Filomena Rodrigues no Facebook, a quem aproveito para agradecer a feliz evocação deste tema que me é, de há muito, querido)
Cidadania - O Alerta do Massacre na África do Sul
... absolutamente inqualificável e particularmente grave num país que, durante décadas e décadas, viveu, através do apartheid, a mais vergonhosa das políticas de discriminação social, aproximando-se perigosa e vergonhosamente de uma ideologia assente em representações sociais promotoras da escravatura, o massacre dos mineiros na África do Sul é dos mais evidentes sinais que a contemporaneidade apresenta sobre a reversibilidade dos sistemas políticos ditos democráticos de que, cada vez mais e a passos largos, nos vamos afastando... por isso, o tributo de Hugh Masekela a Nelson Mandela faz todo o sentido... não só para a África do Sul mas, também, para a Europa, os EUA e o mundo onde os Direitos Humanos e os Direitos Fundamentais sofrem uma escalada de violação sem precedentes, ameaçando pôr em causa as mais valorosas conquistas sociais da Humanidade desde o final da II Guerra Mundial...
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