terça-feira, 13 de novembro de 2012

Sonoridades...

14 de novembro - a união europeia...

... contra a "austeridade" que destrói a Europa Social que queremos! Para que as regras mudem e a UE seja, de facto, o espaço comunitário onde as pessoas contam mais! Pela cidadania, amanhã é dia de união europeia! 

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Das Alternativas ao Preço Alemão da Austeridade...

Angela Merkel deu uma entrevista à RTP que foi transmitida domingo, na véspera oficial da sua visita aos governantes portugueses. Para além dos destaques que foram sendo comentados, o mais interessante e simultaneamente doloroso foi ter comprovado o maior de todos os receios, isto é, que, de facto!, a liderança europeia tem como única preocupação, em termos de economia política, o facto de, nas palavras da própria Chanceler: "90% do crescimento internacional acontecer fora da Europa". A afirmação nada teria de espantoso nem sequer de assustador, não fosse a leitura que a própria faz do fenómeno: "temos que ter produtos competitivos (...) temos que vender à China, à Índia e à Indonésia (...)"... parece óbvio? Sim, parece!... à luz da empobrecida e desumana lógica do capitalismo ultra-liberal, parece... porém, o significado da afirmação implica consequências tão gravosas para a vida dos cidadãos europeus que, sobre ela, urge a prioridade de toda a reflexão política. Na verdade, o que a constatação implica, designadamente no contexto do seu reconhecimento pela sra. Merkel e após a sua sentença de indisponibilidade para renegociar a "dívida" (ou, dito de outro modo, os termos do famigerado Memorandum), é que a austeridade que a Alemanha impõe à Europa age conscientemente no sentido do empobrecimento social até obter mão-de-obra tão barata quanto for preciso para... se poder competir com preços chineses, indianos e indonésios!... O preço que a Alemanha está disposta a pagar para competir com os mercados emergentes é a dignidade da vida dos cidadãos europeus!... e é isto -tão só e apenas isto!- o que está em causa!... Quando seria muito mais fácil, digno e justo optar por uma lógica de produção no espaço comum europeu vocacionada para o seu (imenso!) mercado interno e cujo remanescente específico pudesse, a título de acréscimo, exportar o que de singular soubessemos produzir... Quer dizer, se em vez de continuarmos a abastecer os mercados europeus com alimentos e bens de 1ª e 2ª necessidade importados, os produzissemos, a Europa libertar-se-ia do jugo da dependência de um jogo gratuito centrado na lógica de uma globalização fundada na circulação de bens que mais não é do que a margem de manobra dos especuladores que vivem da manipulação das exportações... enfim! Assim se demonstra que a "crise" não é, objectivamente!, um problema inevitável e sem solução mas, isso sim, uma realidade que hipoteca a vida das pessoas, ao invés de optar por um modelo económico que garanta a autonomia e a sustentabilidade da Europa... consequentemente, a raiz e a solução do problema têm uma natureza essencialmente ideológica!... e é esta incontornável realidade que está nas mãos dos políticos que temos... o que podemos esperar? Aquilo que, com esta consciência, formos capazes de fazer, ultrapassando os obsoletos modus operandi da praxis político-partidária a que os seus protagonistas se habituaram e nos habituaram, em nome da defesa dos seus "feudos"...      

domingo, 11 de novembro de 2012

Portugal - Alemanha - para que conste...

(via Facebook)

Da VIII Convenção do BE...

Catarina Martins e João Semedo, além das boas leituras sobre os problemas que afectam os portugueses e a Europa em geral e de que fazem eco nos seus discursos, trazem à nova liderança do Bloco de Esquerda, um humanismo e uma genuinidade que merece destaque - nomeadamente porque, regra geral, os dirigentes políticos vão, cada vez mais, perdendo os laivos destas caracterísiticas. De facto, curiosamente, a imagem inicial com que os dirigentes aparecem no panorama partidário português tem vindo a ser, sem excepções!, ultrapassada por estereótipos de imagem, na postura e na discursividade, que, ao contrário do que seria desejável, afastam as pessoas e diminuem a sua credibilidade - na exacta medida em que pensam estar a dar sinais de crescimento da sua capacidade de afirmação. Porém, a verdade é que os estereótipos relegam a proximidade indispensável à influência pública para planos progressivamente mais distantes da capacidade de interagir e a artificialidade da "compustora protocolar" aproxima de tal modo a representação mediática dos protagonistas que os seus discursos, mesmo se radicalmente diferentes, ficam amputados na percepção dessa diferença em que uma espécie de imagem sobranceira (e que mereceu a alguma esquerda ser intitulada como "caviar") se impõe ao olhar crítico dos cidadãos que buscam autenticidade nos protagonistas político-partidários... Por isso, para além da qualidade dos argumentos, do olhar frontal, honesto e franco e de um tom de voz sensato e ponderado, é bom contar com um Bloco de Esquerda liderado por Catarina Martins e João Semedo! Parabéns a ambos por aceitarem o repto paritário e pela determinação de coordenar sem linhas divisórias um colectivo que gosta de debater, com seriedade, a diferença! Esperando que não percam a genuína forma de ser e de estar e que resistam ao distanciamento que o tempo e o protagonismo têm tendência a desenvolver, penso que as pessoas, cidadãos e cidadãs deste país, vão gostar de os encontrar, de falar convosco e acreditar na autenticidade da mensagem que transmitem. Num tempo que requer, simultaneamente, firmeza, objectividade e capacidade de desenvolver sinergias indispensáveis à defesa e ao reforço da Democracia, ficam os votos de sucesso e Bom Trabalho!

Do protagonismo de Angela Merkel...

A Chanceler Angela Merkel protagoniza o rumo da política europeia contemporânea e é esse o único motivo pelo qual as pessoas a referem criticamente!... porque, tal como a realidade evidencia, os povos dos países que integram o espaço comum europeu não têm condições objectivas para resistir ao impacto social das medidas financeiras adoptadas em nome de resgates que os tornam, cada vez mais, reféns! ... As sociedades europeias precisam de medidas que incentivem efectivamente o crescimento económico e promovam o emprego; contudo, toda a lógica da designada "austeridade" mais não faz do que agravar as condições que destituíram os cidadãos do direito a uma vida digna... o caso da mulher que, em Espanha, se suicidou minutos antes de ser "despejada" (por não conseguir cumprir as exigências da respetiva hipoteca bancária) é paradigmático e, ao que parece, a sociedade espanhola fez Rajoy perceber a extrema gravidade do que está a acontecer... é isso que, no mínimo, se exige à política financeira: que compreenda e reveja os procedimentos que exige aos cidadãos (porque os Países e os Estados são, essencialmente, Pessoas!) de modo a viabilizar o desenvolvimento... e a proteger a vida! 

Quem Canta, Não Esquece... Luta!


Milhares de militares manifestaram o seu descontentamento contra a designada "política de austeridade"... a iniciativa (ler Aqui) teve já ecos internacionais (ler AQUI)... por muito que os queiram relativizar, os sinais emitidos pelas sociedades serão sempre o maior indicador do estado da arte da política e da economia!

sábado, 10 de novembro de 2012

Do II Encontro "Pensar com Arte"...


“A Arte de Crescer – O Ponto de Viragem entre a Etnopediatria e a Educação
(...) Quero, antes de mais, saudar a realização deste II Encontro “Pensar com Arte”, em particular através do elogio sem reservas à respetiva comissão organizadora constituída pelas educadoras da Biblioteca Municipal de Alandroal, à Câmara Municipal de Alandroal e ao Agrupamento Escolar de Alandroal (...). Cabe-me, por isso, a honra de agradecer o convite para voltar a participar nesta 2ª iniciativa temática, cuja designação aponta os dois (...) dois tipos de destinatários subjacentes ao título da iniciativa “Pensar com Arte”, a saber: as crianças e jovens em processo de aprendizagem do Ser e do Saber e os agentes educativos da comunidade socio-cultural envolvente de que destaco: educadores/as, professores/as, pais e instituições concelhias. (...) por motivos profissionais (...) não me é possível participar presencialmente neste Encontro (...) [mas] posso, por intermédio da Educadora Maria José Manuelito, minha amiga de sempre que todos conhecemos pelo afetuoso diminutivo de Zézinha, colaborar nesta edição do “Pensar com Arte” (...).
 
Sob o mote “Aprender a Crescer – Ponto de Viragem entre a Etnopediatria e a Educação”, proponho-me trazer à consideração analítica e ao debate dos presentes, uma temática que me é cara e que incide na figura da criança e do jovem, enquanto objetos dos processos de aprendizagem e aquisição de conhecimentos. De facto, entre os mecanismos da educação informal, inerentes ao contacto humano que o nascimento inaugura e os processos institucionais que compõem a educação formal, o crescimento das crianças configura-se, perante o olhar distanciado dos teóricos, como uma composição progressiva resultante das interações socio-culturais do meio em que estão inseridas. (...) Por esta razão, dada a responsabilidade social inerente ao processo relacional entre adultos e crianças, justifica-se pensar esta tripla realidade (o crescimento da criança enquanto tal, o papel dos agentes educativos que nele intervêm e a relação estabelecida entre crianças e agentes educativos) como um processo em “continuum” e em simultâneo que, numa perspetiva didáctico-pedagógica, se pode caracterizar como “arte”, no caso, a arte de aprender a pensar e de ajudar a pensar.
 
Na perspetiva de fator endógeno do desenvolvimento, pelo papel que desempenha na formação da “personalidade cultural” dos indivíduos e das populações, a educação é, muito além do processo formativo que nela também se configura, uma dimensão em que convergem enculturação e socialização, uma vez que se não esgota no processo de instrução formal que a escolarização protagoniza. (...) Esta chamada de atenção é particularmente interessante porque fundamenta a importância do reconhecimento de uma ainda relativamente nova área do conhecimento designada “etnopediatria” (...) [que] enquanto área inter e transdisciplinar, cruza conhecimentos retirados da antropologia, da sociologia, da psicologia, da biologia e da medicina, definindo-se a partir da premissa de que as diretrizes relativas à educação são construções culturais mais ou menos adequadas às necessidades biológicas das crianças. Neste contexto, vale a pena pensar no que justifica a minha escolha desta abordagem como contributo para o II Encontro “Pensar com Arte” e que consiste, concretamente, no conceito de “criança” na perspetiva da etnopediatria. Porquê? Porque, no âmbito etnopediátrico, considera-se que o modelo da infância (...) deve considerar que, a partir do 1º ano de idade, a criança deve passar a ser encarada como “criança respeitável” (ou seja, como um ser digno de respeito), uma vez que o seu desenvolvimento passa a uma fase de progressiva aquisição de autonomia e de independência – a qual requer adequações educativas no sentido de atender, competentemente, ao desenvolvimento das competências que essa dimensão implica. (...)

Esta consciência é de um significado profundíssimo e incontornável no que se refere às considerações sobre os modelos educativos e as estratégias metodológicas de ensino-aprendizagem contemporâneas, em que a padronização dos sistemas formais de instrução tende a sub-valorizar as dimensões da problemática educativa que é preciso retomar – se pretendemos que a função social da educação promova, de facto, o desenvolvimento de competências capazes de garantir aos mais novos, a aquisição de representações sociais e de um funcionamento cognitivo dotado de capacidades de adaptação, indispensáveis ao mundo “de incerteza” em que vivemos, cujo paradigma se opõe ao da “estabilidade” que marcou decisivamente a normatividade subjacente às cosmovisões que a mudança social reconfigurou, particularmente, com o desenvolvimento das dinâmicas socio-culturais e económico-políticas das últimas décadas.
 
Eis o essencial da mensagem que quero trazer, como contributo, para a reflexão e o diálogo que este II Encontro “Pensar com Arte” deve suscitar: é preciso pensar com arte a própria educação e é preciso ensinar as crianças a pensar com arte! É preciso pensar com arte a educação porque o vertiginoso ritmo da mudança social impõe aos agentes educativos, a responsabilidade de adaptarem os modelos educativos às dinâmicas socio-culturais, numa atitude sem dogmas, essencialmente assente na permanente análise dos sistemas de representação e de crenças da sociedade local envolvente e na sua articulação com os padrões normativos da sociedade global que, cada vez mais, nos fica mais próxima, de uma forma harmoniosa e sem ruturas que provoquem condições facilitadoras da (des)inserção social local e global. E é preciso ensinar as crianças a pensar com arte porque o mundo contemporâneo vai requerer, de cada uma delas, uma capacidade adaptativa cada vez maior, que devem estar preparadas para praticar sem traumas e sem resistências gravosas no que se refere ao cômputo das hipóteses de resiliência e sucesso que a vida em sociedade lhes vai exigir.
 
Deste ponto de vista, a filosofia para crianças constitui-se como um instrumento didáctico-pedagógico de interesse fundamental que é preciso desenvolver e implementar; por outro lado, é necessário que as entidades institucionais concelhias e os equipamentos culturais locais tenham a preocupação permanente de dimensionar e planificar as suas atividades, orientando-as sempre, mais ou menos diretamente, para o cumprimento deste objetivo que é aprender e ensinar a pensar… No caso do Alandroal é, também, o que esperamos vir a poder fazer com o trabalho a desenvolver no âmbito do Centro de Estudos do Endovélico… e, para isso, contamos com a vossa colaboração e apoio.
Muito obrigado.
Ana Paula Fitas
Lisboa, 08 de Novembro de 2012"

Do Banco Alimentar à Irresponsabilidade Social

A importância da existência de estruturas de apoio às instituições que contribuem para que as pessoas sobrevivam é, nomeadamente em contextos de crise que provocam a escalada desmedida e transversal da pobreza, uma obrigação societária e não pode depender de protagonismos voluntaristas. É, por isso, mais do que justa a indignação de todos nós quando a pessoa responsável pela gestão do Banco Alimentar em Portugal, profere uma intervenção ideologicamente atentatória da dignidade das pessoas, através de um empobrecido e inaceitável discurso que, para além de assentar em valores demagógicos e intelectualmente inválidos, denota a evidência de uma insustentável fundamentação teórica para a prática de uma ação que caberia a um Estado Social decente ou, no mínimo, a organizações eticamente dotadas de um inequívoco sentido de responsabilidade social. Nesta perspectiva, o Movimento Sem Emprego publicou um texto intitulado "Carta Aberta - Uma Canja para Jonet" que nos cabe partilhar para que, em caso algum, a solidariedade social seja confundida com o paupérrimo espírito da "caridadezinha" de má-memória que prolonga ditaduras pelo conformismo que suscita a um preço social inadmissível em contextos democráticos:

"CARTA ABERTA
Uma canja para a Jonet

Caríssima Isabel Jonet,

gostaríamos de lhe dizer frontalmente, com o mínimo de mediações, que o nível das suas declarações é aviltante, sobretudo para aqueles com quem se diz preocupar e em nome dos quais desfruta o brunch da beneficência. Queremos dizer-lhe, antes de lhe devolver cada um dos insultos para citar nas vernissages, que o movimento que lhe escreve luta sobretudo para que ninguém se habitue ao empobrecimento. O nosso combate, todos os dias, é pelo pleno emprego e pela justa distribuição do trabalho, única via que identificamos para não ter que contar com o seu negócio a cada vez que falta capital ao mês. Fala-lhe um grupo de pessoas, jovens e menos jovens, desempregados, precários, sub-empregados, gente que se empenha quotidianamente para derrotar quem, como a senhora e a Merkel, insiste em mascarar de caridade o saque que estão a fazer às nossas vidas.
Sabemos que preside à Federação Europeia dos Bancos Alimentares Contra a Fome, posição que ocupa desde Maio de 2012, e que a sua influência aumenta na proporção da miséria que se nos vai impondo. Sabemos que é rica e privilegiada e nunca falou da fome com a boca vazia. Sabemos que sabe que não falta miséria para alimentar de matéria-prima a sua fábrica. Sabemos que olha para os pobres com desdenho, nojo, pena. Sabemos que na hora de fazer a contabilidade aquilo que a move é a sua canja, o seu ceviche, não o caldo dos outros.
Afirma que vamos ter que "reaprender a viver mais pobres", quando a senhora só sabe o que é viver mais rica, que "vivíamos muito acima nas nossas possibilidades" quando é sua excelência que tem vivido às nossas custas, que "há necessidade permanente de consumo, de necessidade permanente de bens para a satisfação das pessoas" quando em nenhum momento da sua vida a falta de verba lhe deu tempo para ganhar água na boca. Atira-nos à cara, com a lata da Chanceler, que os seus filhos "lavam os dentes com a torneira a correr" e que se nós "não temos dinheiro para comer bifes todos os dias, não podemos comer bifes todos os dias", quando cada vez mais o problema das pessoas é ter casa onde os filhos possam lavar os dentes e onde os bifes nunca ganharam a tradição dos que são fritos no conforto das Arcádias. Em tempos sombrios, poucos provaram o lombinho do seu talho predilecto, aquele que sempre visita com generosidade, antes dos fins-de-semana que costuma fazer com requinte, no crepúsculo alentejano.
Deixe-nos explicar que enquanto pensava que à sua volta "estava tudo garantido, alguém havia de pagar", éramos nós, os nossos pais e avós, que lhe aviavam a mesada. Perceba que a cada momento em que delira com a cegueira de que "cá em Portugal podemos estar mais pobres, mas não há miséria", abastece-se à confiança do nosso fiado e das nossas dores de barriga. Entenda, que o tamanho dos seus disparates não abafa os murmúrios da pobreza e a miséria. Deixe-nos dizer que um milhão e meio de desempregados, com a fome e a subnutrição visível das urgências dos hospitais às cantinas das escolas públicas, a cólera já sobra às páginas dos jornais do dia. Deixe-nos dizer-lhe que o tempo não é de substituir o "Estado Social" pelo "Estado de Caridade", mas de pelo menos ter tanto cuidado com os pobres como com aquilo que se diz.
Pode caluniar os nossos pais, que nem o histerismo fútil com que os brinda não a torna capaz de encontrar exemplo de quem troque a bucha pela ida ao Super-Rock. Pode gritar, sem sequer dar ao luxo do fôlego, que eles "não souberam educar os filhos", que a cada desabafo nos permite desvendar um pouco mais o véu das suas intenções, da origem do seu soldo.
O seu mundo, caríssima Jonet, é um decalque da propaganda do Governo, um corpo torpe atirado à máfia de capatazes e dos carcereiros, aqueles que lhes têm ajudado a arranjar mais e mais margem de lucro no plano financeiro da sua pérfida empresa.
O mundo de Jonet é o mundo da classe dominante, do privilégio, da riqueza, do poder desmesurado, dos estereótipos que ajudam a lavar o sangue que lhe escorre das unhas. No mundo de Jonet, as PPPs, os submarinos, a exploração, o assalto dos governantes, são propaganda subversiva ao serviço de gente acomodada, inútil, descartável. No mundo de Jonet "não existe miséria" como "em Portugal", não é assim? Em suma, no mundo de Jonet não se vive o que é preciso para se ganhar um pingo de vergonha.
Se estiver disponível, teríamos todo o gosto em entregar-lhe esta carta em mãos.
Sem cordialidade mas com muito mais educação,
Seus detractores,
O Movimento Sem Emprego."      

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Do Luar que se Faz Dia...

... perto de Juromenha (Alandroal), junto às águas de Alqueva, há noites que reflectem assim o luar :)) ... a fotografia de Miguel Claro Summary divulgada no "Reserva Dark Sky" do site da Nasa, chegou-nos via João Maria Grilo (no Facebook)...

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Barack Obama - A Vitória do Povo nos EUA

Barack Obama foi reeleito! Ganhou o povo americano que optou pela política de aproximação ao desempenho de um Estado que assume como prioritária a dimensão social, ao contrário do que apregoa o neoliberalismo (com os resultados que, finalmente!, se revelam numa "crise" que já não há véu que dissimule)... Vale a pena acreditar!... porque: "YES, WE CAN!".

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Sonoridades Intemporais...


... porque os tempos requerem armas para vencer o stress e a alma precisa de leveza para enfrentar os dias, fica a sugestão da Sonata para Piano nº20, em G maior, opus 49, nº2 de Ludwig van Beethoven...

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Direitos Humanos...

A Alta-Comissária da ONU para os Direitos Humanos pediu à China para atender aos apelos dos Tibetanos (ler AQUI). O pedido obteve, como resposta, a solicitação chinesa à ONU para que não interferisse nos "assuntos internos" (ler aqui)...  ?!

domingo, 4 de novembro de 2012

sábado, 3 de novembro de 2012

"Refundar" significa "Implodir" o Estado Social...

Antes de mais, "Refundar o Estado" é uma expressão ridícula!... O Estado não precisa de "refundações" e os neologismos dispensam tão gratuita "criatividade", principalmente quando não servem para absolutamente mais nada do que legitimar demagogias, disfarçadas de inovações com sentido. O Estado é uma estrutura de controle da vida da Polis que o Tempo, a História e a Consciência Social identificaram com as noções de Bem-Estar dos Cidadãos, pelo reconhecimento da justeza racional do conceito de Igualdade. Por esta razão, sumária mas incontestável, ao Estado foi associada a ideia de garante do Bem-Comum, pela responsabilidade política assumida da distribuição equitativa do direito ao acesso dos serviços mínimos indispensáveis à coexistência social: Educação, Saúde, Justiça, Segurança Social - apenas para citar os mais óbvios. Contudo, dada a persistência dos conflitos de interesses entre os destituídos do poder económico e os protagonistas deste poder, designadamente, políticos, a conquista da consagração da vigência dos Direitos Humanos nas sociedades (e estamos a falar nas chamadas sociedades ocidentais "democráticas"), foi um processo lento e difícil, materializado como reacção colectiva perante a trágica lição da II Grande Guerra Mundial e a necessidade de congregação de esforços contra o mais cruel dos ditadores e contra a mais desumana das ideologias liderada por Hitler em nome de um "nacional-socialismo" de má-memória e infeliz designação. Hoje, 67 anos depois da vitória sobre o "Holocausto", experimentada que foi "à exaustão" a economia delirante dos que não deixaram de defender a inutilidade do planeamento económico-social, invocando a capacidade de auto-gestão da lei da oferta e da procura para conduzir a Humanidade à ilusão doentia do "sonho americano" a qualquer preço e sem qualquer consideração por esse "a priori" incontornável que são os condicionalismos humanos inerentes à gestão do poder, vêm agora entidades criadas ao abrigo da multiplicação dos mecanismos de salvaguarda dos mercados, absolutamente indiferentes ao valor da vida humana que sustenta a existência social, invocar pretensas necessidades de "refundação" do Estado!? Tétrica e terrível forma de assegurar que a política, a economia e as finanças decidiram, definitivamente, assumir pública e internacionalmente um posicionamento ideológico bárbaro e medieval, defensor dos anónimos grupos financeiros que mantêm a concentração da riqueza planetária, indiferente a essas outras estruturas (países, povos, sociedades e culturas) que consideram "menores" e que tratam como "subalternos" que é preciso ajudar a sobreviver na exclusiva e exacta medida da necessidade da sua subserviência para efeitos de mão-de-obra e consumismo. "Refundar o Estado"? ... a expressão é um insulto à inteligência das pessoas e uma manipulação descarada da dignidade humana que, a troco de procedimentos político-financeiros, hipoteca a vida das famílias e dos cidadãos em nome do cumprimento de um estratagema ignóbil para se aparentar uma desresponsabilização política sobre os efeitos sociais que as opções daí decorrentes, arrastarão... como disse Alfredo Bruto da Costa, presidente da Comissão Nacional Justiça e Paz, pedir apoio ao FMI para reduzir a despesa do Estado "é completamente vergonhoso"!...     

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

As Palavras... de Vasco Lourenço

A notícia que se transcreve, pode ser lida AQUI... quanto à imagem, chegou-nos via A Cinco Tons... sem comentários... obviamente!

"Expresso - Lusa
O capitão de Abril defende que Portugal deve sair do euro e que a Europa não escapa à destruição do Estado Social.

O "capitão de Abril" Vasco Lourenço considera que uma guerra na Europa é inevitável, se esta se continuar a "esfrangalhar", e defende a rápida saída de Portugal do Euro, preferencialmente em conjunto com outros países na mesma situação.

"A Europa vai esfrangalhar-se, vem aí a guerra inevitavelmente", disse, referindo-se à "destruição do estado social" e à "falta de solidariedade que está a haver na Europa".
 
O presidente da Associação 25 de abril, em entrevista à agência Lusa, recordou que a Europa tem atravessado o maior período de paz da sua história, desde a Segunda Guerra Mundial, o que só foi possível graças à conquista pelos cidadãos do direito ao Estado social, à proteção, à saúde, à educação e à segurança social.
 
Saída atempada da UE
 
Recorrendo à fábula da rã que é cozida sem dar por isso, porque está dentro de uma água que vai aquecendo aos poucos, Vasco Lourenço não tem dúvidas de que é preferível a rutura do que "deixarmo-nos cair no abismo para onde este Governo e a Europa nos estão a atirar".
 
Como alternativa aponta a saída atempada e programada da União Europeia e do euro, manifestando esperança de que haja condições para Portugal ser capaz de se ligar a outros países nas mesmas circunstâncias e tentarem encontrar soluções coletivas.
 
"Se possível seria ideal sairmos com outros países, porque as dificuldades serão muito maiores se sairmos isolados. Agora se houver um conjunto de países que estão em dificuldades que se unam e concertem a sua saída do euro, é capaz de ser muito melhor e dá-nos a possibilidade de darmos a volta por cima".
 
Reconhecendo que não será fácil conseguir essa articulação, Vasco Lourenço mostra-se convicto de que muito provavelmente os outros países em situação semelhante à portuguesa estarão a discutir o mesmo tipo de possíveis saídas.
 
"É preciso juntar esforços e chegar à conclusão que todos teremos a ganhar se unirmos esforços dos vários países contra quem está neste momento a ocupar-nos não militarmente, mas financeira e economicamente", disse.