sábado, 10 de novembro de 2012

Do Banco Alimentar à Irresponsabilidade Social

A importância da existência de estruturas de apoio às instituições que contribuem para que as pessoas sobrevivam é, nomeadamente em contextos de crise que provocam a escalada desmedida e transversal da pobreza, uma obrigação societária e não pode depender de protagonismos voluntaristas. É, por isso, mais do que justa a indignação de todos nós quando a pessoa responsável pela gestão do Banco Alimentar em Portugal, profere uma intervenção ideologicamente atentatória da dignidade das pessoas, através de um empobrecido e inaceitável discurso que, para além de assentar em valores demagógicos e intelectualmente inválidos, denota a evidência de uma insustentável fundamentação teórica para a prática de uma ação que caberia a um Estado Social decente ou, no mínimo, a organizações eticamente dotadas de um inequívoco sentido de responsabilidade social. Nesta perspectiva, o Movimento Sem Emprego publicou um texto intitulado "Carta Aberta - Uma Canja para Jonet" que nos cabe partilhar para que, em caso algum, a solidariedade social seja confundida com o paupérrimo espírito da "caridadezinha" de má-memória que prolonga ditaduras pelo conformismo que suscita a um preço social inadmissível em contextos democráticos:

"CARTA ABERTA
Uma canja para a Jonet

Caríssima Isabel Jonet,

gostaríamos de lhe dizer frontalmente, com o mínimo de mediações, que o nível das suas declarações é aviltante, sobretudo para aqueles com quem se diz preocupar e em nome dos quais desfruta o brunch da beneficência. Queremos dizer-lhe, antes de lhe devolver cada um dos insultos para citar nas vernissages, que o movimento que lhe escreve luta sobretudo para que ninguém se habitue ao empobrecimento. O nosso combate, todos os dias, é pelo pleno emprego e pela justa distribuição do trabalho, única via que identificamos para não ter que contar com o seu negócio a cada vez que falta capital ao mês. Fala-lhe um grupo de pessoas, jovens e menos jovens, desempregados, precários, sub-empregados, gente que se empenha quotidianamente para derrotar quem, como a senhora e a Merkel, insiste em mascarar de caridade o saque que estão a fazer às nossas vidas.
Sabemos que preside à Federação Europeia dos Bancos Alimentares Contra a Fome, posição que ocupa desde Maio de 2012, e que a sua influência aumenta na proporção da miséria que se nos vai impondo. Sabemos que é rica e privilegiada e nunca falou da fome com a boca vazia. Sabemos que sabe que não falta miséria para alimentar de matéria-prima a sua fábrica. Sabemos que olha para os pobres com desdenho, nojo, pena. Sabemos que na hora de fazer a contabilidade aquilo que a move é a sua canja, o seu ceviche, não o caldo dos outros.
Afirma que vamos ter que "reaprender a viver mais pobres", quando a senhora só sabe o que é viver mais rica, que "vivíamos muito acima nas nossas possibilidades" quando é sua excelência que tem vivido às nossas custas, que "há necessidade permanente de consumo, de necessidade permanente de bens para a satisfação das pessoas" quando em nenhum momento da sua vida a falta de verba lhe deu tempo para ganhar água na boca. Atira-nos à cara, com a lata da Chanceler, que os seus filhos "lavam os dentes com a torneira a correr" e que se nós "não temos dinheiro para comer bifes todos os dias, não podemos comer bifes todos os dias", quando cada vez mais o problema das pessoas é ter casa onde os filhos possam lavar os dentes e onde os bifes nunca ganharam a tradição dos que são fritos no conforto das Arcádias. Em tempos sombrios, poucos provaram o lombinho do seu talho predilecto, aquele que sempre visita com generosidade, antes dos fins-de-semana que costuma fazer com requinte, no crepúsculo alentejano.
Deixe-nos explicar que enquanto pensava que à sua volta "estava tudo garantido, alguém havia de pagar", éramos nós, os nossos pais e avós, que lhe aviavam a mesada. Perceba que a cada momento em que delira com a cegueira de que "cá em Portugal podemos estar mais pobres, mas não há miséria", abastece-se à confiança do nosso fiado e das nossas dores de barriga. Entenda, que o tamanho dos seus disparates não abafa os murmúrios da pobreza e a miséria. Deixe-nos dizer que um milhão e meio de desempregados, com a fome e a subnutrição visível das urgências dos hospitais às cantinas das escolas públicas, a cólera já sobra às páginas dos jornais do dia. Deixe-nos dizer-lhe que o tempo não é de substituir o "Estado Social" pelo "Estado de Caridade", mas de pelo menos ter tanto cuidado com os pobres como com aquilo que se diz.
Pode caluniar os nossos pais, que nem o histerismo fútil com que os brinda não a torna capaz de encontrar exemplo de quem troque a bucha pela ida ao Super-Rock. Pode gritar, sem sequer dar ao luxo do fôlego, que eles "não souberam educar os filhos", que a cada desabafo nos permite desvendar um pouco mais o véu das suas intenções, da origem do seu soldo.
O seu mundo, caríssima Jonet, é um decalque da propaganda do Governo, um corpo torpe atirado à máfia de capatazes e dos carcereiros, aqueles que lhes têm ajudado a arranjar mais e mais margem de lucro no plano financeiro da sua pérfida empresa.
O mundo de Jonet é o mundo da classe dominante, do privilégio, da riqueza, do poder desmesurado, dos estereótipos que ajudam a lavar o sangue que lhe escorre das unhas. No mundo de Jonet, as PPPs, os submarinos, a exploração, o assalto dos governantes, são propaganda subversiva ao serviço de gente acomodada, inútil, descartável. No mundo de Jonet "não existe miséria" como "em Portugal", não é assim? Em suma, no mundo de Jonet não se vive o que é preciso para se ganhar um pingo de vergonha.
Se estiver disponível, teríamos todo o gosto em entregar-lhe esta carta em mãos.
Sem cordialidade mas com muito mais educação,
Seus detractores,
O Movimento Sem Emprego."      

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Do Luar que se Faz Dia...

... perto de Juromenha (Alandroal), junto às águas de Alqueva, há noites que reflectem assim o luar :)) ... a fotografia de Miguel Claro Summary divulgada no "Reserva Dark Sky" do site da Nasa, chegou-nos via João Maria Grilo (no Facebook)...

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Barack Obama - A Vitória do Povo nos EUA

Barack Obama foi reeleito! Ganhou o povo americano que optou pela política de aproximação ao desempenho de um Estado que assume como prioritária a dimensão social, ao contrário do que apregoa o neoliberalismo (com os resultados que, finalmente!, se revelam numa "crise" que já não há véu que dissimule)... Vale a pena acreditar!... porque: "YES, WE CAN!".

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Sonoridades Intemporais...


... porque os tempos requerem armas para vencer o stress e a alma precisa de leveza para enfrentar os dias, fica a sugestão da Sonata para Piano nº20, em G maior, opus 49, nº2 de Ludwig van Beethoven...

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Direitos Humanos...

A Alta-Comissária da ONU para os Direitos Humanos pediu à China para atender aos apelos dos Tibetanos (ler AQUI). O pedido obteve, como resposta, a solicitação chinesa à ONU para que não interferisse nos "assuntos internos" (ler aqui)...  ?!

domingo, 4 de novembro de 2012

sábado, 3 de novembro de 2012

"Refundar" significa "Implodir" o Estado Social...

Antes de mais, "Refundar o Estado" é uma expressão ridícula!... O Estado não precisa de "refundações" e os neologismos dispensam tão gratuita "criatividade", principalmente quando não servem para absolutamente mais nada do que legitimar demagogias, disfarçadas de inovações com sentido. O Estado é uma estrutura de controle da vida da Polis que o Tempo, a História e a Consciência Social identificaram com as noções de Bem-Estar dos Cidadãos, pelo reconhecimento da justeza racional do conceito de Igualdade. Por esta razão, sumária mas incontestável, ao Estado foi associada a ideia de garante do Bem-Comum, pela responsabilidade política assumida da distribuição equitativa do direito ao acesso dos serviços mínimos indispensáveis à coexistência social: Educação, Saúde, Justiça, Segurança Social - apenas para citar os mais óbvios. Contudo, dada a persistência dos conflitos de interesses entre os destituídos do poder económico e os protagonistas deste poder, designadamente, políticos, a conquista da consagração da vigência dos Direitos Humanos nas sociedades (e estamos a falar nas chamadas sociedades ocidentais "democráticas"), foi um processo lento e difícil, materializado como reacção colectiva perante a trágica lição da II Grande Guerra Mundial e a necessidade de congregação de esforços contra o mais cruel dos ditadores e contra a mais desumana das ideologias liderada por Hitler em nome de um "nacional-socialismo" de má-memória e infeliz designação. Hoje, 67 anos depois da vitória sobre o "Holocausto", experimentada que foi "à exaustão" a economia delirante dos que não deixaram de defender a inutilidade do planeamento económico-social, invocando a capacidade de auto-gestão da lei da oferta e da procura para conduzir a Humanidade à ilusão doentia do "sonho americano" a qualquer preço e sem qualquer consideração por esse "a priori" incontornável que são os condicionalismos humanos inerentes à gestão do poder, vêm agora entidades criadas ao abrigo da multiplicação dos mecanismos de salvaguarda dos mercados, absolutamente indiferentes ao valor da vida humana que sustenta a existência social, invocar pretensas necessidades de "refundação" do Estado!? Tétrica e terrível forma de assegurar que a política, a economia e as finanças decidiram, definitivamente, assumir pública e internacionalmente um posicionamento ideológico bárbaro e medieval, defensor dos anónimos grupos financeiros que mantêm a concentração da riqueza planetária, indiferente a essas outras estruturas (países, povos, sociedades e culturas) que consideram "menores" e que tratam como "subalternos" que é preciso ajudar a sobreviver na exclusiva e exacta medida da necessidade da sua subserviência para efeitos de mão-de-obra e consumismo. "Refundar o Estado"? ... a expressão é um insulto à inteligência das pessoas e uma manipulação descarada da dignidade humana que, a troco de procedimentos político-financeiros, hipoteca a vida das famílias e dos cidadãos em nome do cumprimento de um estratagema ignóbil para se aparentar uma desresponsabilização política sobre os efeitos sociais que as opções daí decorrentes, arrastarão... como disse Alfredo Bruto da Costa, presidente da Comissão Nacional Justiça e Paz, pedir apoio ao FMI para reduzir a despesa do Estado "é completamente vergonhoso"!...     

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

As Palavras... de Vasco Lourenço

A notícia que se transcreve, pode ser lida AQUI... quanto à imagem, chegou-nos via A Cinco Tons... sem comentários... obviamente!

"Expresso - Lusa
O capitão de Abril defende que Portugal deve sair do euro e que a Europa não escapa à destruição do Estado Social.

O "capitão de Abril" Vasco Lourenço considera que uma guerra na Europa é inevitável, se esta se continuar a "esfrangalhar", e defende a rápida saída de Portugal do Euro, preferencialmente em conjunto com outros países na mesma situação.

"A Europa vai esfrangalhar-se, vem aí a guerra inevitavelmente", disse, referindo-se à "destruição do estado social" e à "falta de solidariedade que está a haver na Europa".
 
O presidente da Associação 25 de abril, em entrevista à agência Lusa, recordou que a Europa tem atravessado o maior período de paz da sua história, desde a Segunda Guerra Mundial, o que só foi possível graças à conquista pelos cidadãos do direito ao Estado social, à proteção, à saúde, à educação e à segurança social.
 
Saída atempada da UE
 
Recorrendo à fábula da rã que é cozida sem dar por isso, porque está dentro de uma água que vai aquecendo aos poucos, Vasco Lourenço não tem dúvidas de que é preferível a rutura do que "deixarmo-nos cair no abismo para onde este Governo e a Europa nos estão a atirar".
 
Como alternativa aponta a saída atempada e programada da União Europeia e do euro, manifestando esperança de que haja condições para Portugal ser capaz de se ligar a outros países nas mesmas circunstâncias e tentarem encontrar soluções coletivas.
 
"Se possível seria ideal sairmos com outros países, porque as dificuldades serão muito maiores se sairmos isolados. Agora se houver um conjunto de países que estão em dificuldades que se unam e concertem a sua saída do euro, é capaz de ser muito melhor e dá-nos a possibilidade de darmos a volta por cima".
 
Reconhecendo que não será fácil conseguir essa articulação, Vasco Lourenço mostra-se convicto de que muito provavelmente os outros países em situação semelhante à portuguesa estarão a discutir o mesmo tipo de possíveis saídas.
 
"É preciso juntar esforços e chegar à conclusão que todos teremos a ganhar se unirmos esforços dos vários países contra quem está neste momento a ocupar-nos não militarmente, mas financeira e economicamente", disse.

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Somos Todos Guaranis-Kaiowa! Todos!

Os Guaranis-Kaiowa (ler AQUI) estão a enfrentar problemas de sobrevivência identitária que podem implicar o seu etnocídio. Por isso, está disponível uma petição cujo objectivo é travar esta violação de Direitos Humanos. Pelo direito à identidade, à dignidade e à diversidade que caracteriza o mais autêntico património da Humanidade, colabore, leia e assine AQUI
"

Carta da comunidade Guarani-Kaiowá de Pyelito Kue/Mbarakay-Iguatemi-MS para o Governo e Justiça do Brasil


Nós (50 homens, 50 mulheres e 70 crianças) comunidades Guarani-Kaiowá originárias de tekoha Pyelito kue/Mbrakay, viemos através desta carta apresentar a nossa situação histórica e decisão definitiva diante de da ordem de despacho expressado pela Justiça Federal de Navirai-MS, conforme o processo nº 0000032-87.2012.4.03.6006, do dia 29 de setembro de 2012. Recebemos a informação de que nossa comunidade logo será atacada, violentada e expulsa da margem do rio pela própria Justiça Federal, de Navirai-MS.

Assim, fica evidente para nós, que a própria ação da Justiça Federal gera e aumenta as violências contra as nossas vidas, ignorando os nossos direitos de sobreviver à margem do rio Hovy e próximo de nosso território tradicional Pyelito Kue/Mbarakay. Entendemos claramente que esta decisão da Justiça Federal de Navirai-MS é parte da ação de genocídio e extermínio histórico ao povo indígena, nativo e autóctone do Mato Grosso do Sul, isto é, a própria ação da Justiça Federal está violentando e exterminado e as nossas vidas. Queremos deixar evidente ao Governo e Justiça Federal que por fim, já perdemos a esperança de sobreviver dignamente e sem violência em nosso território antigo, não acreditamos mais na Justiça brasileira. A quem vamos denunciar as violências praticadas contra nossas vidas? Para qual Justiça do Brasil? Se a própria Justiça Federal está gerando e alimentando violências contra nós.  Nós já avaliamos a nossa situação atual e concluímos que vamos morrer todos mesmo em pouco tempo, não temos e nem teremos perspectiva de vida digna e justa tanto aqui na margem do rio quanto longe daqui. Estamos aqui acampados a 50 metros do rio Hovy onde já ocorreram quatro mortes, sendo duas por meio de suicídio e duas em decorrência de espancamento e tortura de pistoleiros das fazendas.

Moramos na margem do rio Hovy há mais de um ano e estamos sem nenhuma assistência, isolados, cercado de pistoleiros e resistimos até hoje. Comemos comida uma vez por dia. Passamos tudo isso para recuperar o nosso território antigo Pyleito Kue/Mbarakay. De fato, sabemos muito bem que no centro desse nosso território antigo estão enterrados vários os nossos avôs, avós, bisavôs e bisavós, ali estão os cemitérios de todos nossos antepassados.
Cientes desse fato histórico, nós já vamos e queremos ser mortos e enterrados junto aos nossos antepassados aqui mesmo onde estamos hoje, por isso, pedimos ao Governo e Justiça Federal para não decretar a ordem de despejo/expulsão, mas solicitamos para decretar a nossa morte coletiva e para enterrar nós todos aqui.

Pedimos, de uma vez por todas, para decretar a nossa dizimação e extinção total, além de enviar vários tratores para cavar um grande buraco para  jogar e enterrar os nossos corpos. Esse é nosso pedido aos juízes federais. Já aguardamos esta decisão da Justiça Federal. Decretem a nossa morte coletiva Guarani e Kaiowá de Pyelito Kue/Mbarakay e enterrem-nos aqui. Visto que decidimos integralmente a não sairmos daqui com vida e nem mortos.
Sabemos que não temos mais chance em sobreviver dignamente aqui em nosso território antigo, já sofremos muito e estamos todos massacrados e morrendo em ritmo acelerado. Sabemos que seremos expulsos daqui da margem do rio pela Justiça, porém não vamos sair da margem do rio. Como um povo nativo e indígena histórico, decidimos meramente em sermos mortos coletivamente aqui. Não temos outra opção esta é a nossa última decisão unânime diante do despacho da Justiça Federal de Navirai-MS.     

Atenciosamente, Guarani-Kaiowá de Pyelito Kue/Mbarakay"

domingo, 28 de outubro de 2012

"Fim de Linha" - O Estado Da Arte...

Uma partida é também um regresso... porque a vontade de ficar não deixa que se parta ou se regresse completamente e apenas adia... o eterno retorno com que se planta e cresce e colhe a semente dos dias! Regressar é bom mas, partir tem sempre o valor da expectativa, próxima da esperança... por isso, regresso, do outro lado do mundo, preparada com um indicador de realidade que acabei de descobrir num texto cuja excelência literária e política justifica, sem sombra de dúvidas, a citação de Henrique Custódio em "Fim de Linha"...

sábado, 27 de outubro de 2012

No deserto, nem todas as vozes são alucinações!

A entrevista de Maria João Rodrigues é uma espécie de voz no deserto... vale a pena ouvir! AQUI.

Das Campanhas da Direita...

Um texto de José Manuel Correia Pinto que vale a pena ler para que não haja equívocos: "Das Campanhas Que a Direita Tem em Curso"...

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Uma História Exemplar...

LA TORTUGA EN EL POSTE
Un joven está paseando por la plaza de un pueblo y decide tomar un descanso. Se sienta en un banco... al lado hay un señor de más edad y, naturalmente, comienzan a conversar sobre el país, el gobierno y finalmente sobre los Legisladores y similares.

El señor le dice al joven:
- "¿Sabes? - LOS POLITICOS SON COMO UNA TORTUGA EN UN POSTE."

Después de un breve lapso, el joven responde:
- "No comprendo bien la analogía... ¿Qué significa éso, señor?"

Entonces, el señor le explica:
"Si vas caminando por el campo y ves una tortuga encima de un poste de alambrado haciendo equilibrio" 
¿Qué se te ocurre?


Viendo la cara de incomprensión del joven, continúa con su explicación:
- Primero: No entenderás cómo llegó ahí.
- Segundo: No podrás creer que esté ahí.
- Tercero: Sabrás que no pudo haber subido solita ahí .
- Cuarto: Estarás seguro que no debería estar ahí.
- Quinto: Serás consciente que no va a hacer nada útil mientras esté ahí.


"Entonces lo único sensato sería ayudarla a bajar."

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

domingo, 21 de outubro de 2012

Mais Jornalismo, Mais Democracia...

A liberdade de expressão chega a confundir-se com a definição de democracia e, apesar desta ser uma forma redutora de pensar o modelo político a que caberia o exercício concreto de uma praxis caraterizada pela materialização dos Direitos Humanos, o jornalismo é, sem dúvida, o comprovativo maior de uma existência política livre e plural... e se o seu papel social se tem alterado excessivamente, por força dos ditames do "mercado", o facto é que, dadas as suas potencialidades, está sempre sob o olhar atento do controle da comunicação de massas... por isso, mais do que nunca, é preciso defender o jornalismo e demonstrar a solidariedade pública com os seus protagonistas, de forma inspiradora para a coragem que, cada vez mais, é, não só, necessária mas, urgente. Está por isso disponível uma Petição que vale a pena assinar: AQUI.

sábado, 20 de outubro de 2012

Igualdade na Diversidade...

(via João Maria Grilo no Facebook)

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Do Discurso de Merkel ao Futuro da Europa...

Há reflexões que vale a pena citar, sem enquadramento... é o caso dos dois textos que se seguem, de autoria de José Manuel Correia Pinto:

"O DISCURSO DE MERKEL EM BUCARESTE

O discurso da Chanceler em Bucareste sobre a crise europeia ilustra com uma clareza meridiana o radical antagonismo que hoje existe entre as duas formas de encarar o sistema capitalista e os meios que podem ser mobilizados para enquadar a politica económica.
Merkel foi mais uma vez completamente fiel à velha Escola de Viena de que Gaspar é também um "bisneto" fiel. Na economia o que interessa é a oferta. E é por via da melhoria da oferta que tudo se resoverá. Não há fórmulas mágicas, diz ela. O único contexto que se exige é a liberdade.
Ou seja, as pessoas não contam. Os sacrificios serão aqueles que a liberdade exigir. Muitos ou poucos, é indiferente. O que importa é que a parte podre desapareça. Portanto, essa coisa de medidas para o crescimento não passa de uma miragem, diz a Chanceler.
O que é que nos fazemos nesta Europa se dentro dela estamos completamente subjugados?
"

"A EUROPA E O FUTURO

No Politeia tenho escrito muitas vezes sobre a Europa, sobre a crise, sobre o euro, sobre a dívida, enfim, sobre o que se passa no continente europeu.
Hoje a minha desafeição é total. Não porque tenha deixado de ser internacionalista, não porque não considere o federalismo o estádio supremo da convivência política entre os povos, mas porque a Europa destruiu os dois elementos fundamentais da relação entre os seus membros e os seus cidadãos – a fides (a confiança) e o foedus (o pacto entre iguais). E isto já não tem remédio.
"
 
(citações via Facebook)

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Direitos Humanos Debaixo de Fogo!

Vale a pena ver "A Fome dos Camponeses", um documentário de Clément Fonquerine e Piet van Strombeek, realizado em França, em 2006, com o título original "La Faim des Paysans: Les Labours du Futur" agora com narração em português... Em tempos de "crise", não só continuam por resolver as questões mais urgentes e mais importantes da Humanidade (a fome, a pobreza, o desemprego, a qualidade da água, a repressão policial, a violência e em particular, a violência contra as mulheres) como, para além do seu agravamento e da regressão na sua visibilidade e reconhecimento públicos, enfrentamos o grave e sério risco destas realidades serem esquecidas, obliteradas e ultrapassadas pelo ruído político dos mercados... os Direitos Humanos estão "debaixo de fogo"! (o vídeo chegou via Manuela Araújo no "Sustentabilidade é Acção")

domingo, 14 de outubro de 2012

Leituras Cruzadas...

... há coisas a que nem a distância resiste... é o caso da recente atribuição do Prémio Nobel da Paz (?!) sobre o qual, com a devida deferência, faço minhas as palavras de Eduardo Maia Costa no Sine Die... mas, porque há exemplos que mantêm uma atualidade implacável, aproveito para evocar o texto de Raul Iturra no Aventar... e partilhar o apelo de Bruno Santos Ribeiro no Moescar, bem como a Carta Aberta (2) de Eugénio Lisboa que Manuel Pacheco publicou no Coisas que Podem Acontecer... e pronto... para quem está longe, é suficiente para dar nota de vida :))

sábado, 13 de outubro de 2012

Nada de novo, a Ocidente?!...



Longe, poucas são as notícias que me vão chegando de um país sobre o qual já ouvi perguntar se pertencia à Alemanha!!??... pois... pelos vistos a imagem que se vai construindo é aquela que a comunicação social permite, com a escolha das prioridades por que opta e com a redação que considera relevante - alinhada, se me permitem dizê-lo!, num código de interesses coincidente com o dos investidores, sem atender minimamente aos interesses dos cidadãos e menos ainda, à verdade!... bom, o certo é que, no meio do deserto e do quase silêncio que o ruído dos mercados oculta, para além de mais uma grande manifestação protagonizada pela CGTP contra a política governamental "de austeridade" (ver AQUI), saiu a Declaração do Congresso Democrático das Alternativas (onde não estive por me encontrar fora do país), cujo texto vale a pena ler... fica o link para divulgação, crítica e reflexão: AQUI.

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

5 de Outubro...


 
... no Dia da República, longe de Portugal, fica a evocação do Espírito da Causa...

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Da Liquidação do Desenvolvimento...

Atravessamos, seguramente, a maior crise do neoliberalismo que os seus defensores alguma vez puderam imaginar e que os seus opositores sempre recearam sem, contudo, preverem a celeridade com que se chegaria ao ponto de ruptura em que nos encontramos. Os mercados, os mecanismos internacionais de controle financeiro, a Europa e os governos perderam a cabeça e insistem na prática exclusiva do mais radical instrumento de manipulação política: a redução da capacidade de sobrevivência de cidadãos, famílias e populações. Deste modo, garante-se o inevitável aumento do ritmo de diminuição do crescimento que, pela drástica descida de salários e apoios sociais associada à escalada de aumento de impostos, conduzirá ao grau de "crescimento zero" dos países que têm garantido a existência de um Estado Social que os mercados elegeram como inimigo público nº1 da lógica do máximo lucro. Por isso, os anúncios políticos deste massacre social podem ser feitos em nome dos custos de um "incumprimento" que hipotecará, de todo, o pagamento dos salários de que depende a sobrevivência das pessoas. Não há alternativa? Há alternativa(s), sim... há alternativas mas são alternativas que passam, incontornavelmente!, por uma mudança ideológica profundissima que, provavelmente, os políticos contemporâneos não são capazes de ter a humildade e o saber de construir... que ninguém se convença que uma qualquer operação de cosmética política pode mudar o que é, efectivamente, decisivo, mudar! Mais do que o descontrole financeiro da dívida pública que, alegadamente, "afundou" as economias e as soberanias nacionais, o descontrole da gestão financeira tem um norte: proteger o mundo da alta finança e hipotecar milhares e milhões de cidadãos, cujo direito a uma vida com dignidade fica, cada vez mais, irremediavelmente hipotecado - por ser, afinal!, o preço desta "jogada final" do neoliberalismo selvagem. (ler AQUI e AQUI)

Desemprego e Direitos Humanos...

Em Portugal, a taxa de desemprego oficial atingiu os 15,9%, reiterando a urgência de uma análise objetiva e frontal do problema... Torna-se por isso, imperiosa a divulgação do que mais claramente se escreve sobre a matéria. É o caso do texto que aqui divulgamos, da autoria do MSE - Movimento Sem Emprego, cujo próximo plenário vai decorrer amanhã, dia 4 de outubro, pelas 18.30h no Parque Polivalente de Santa Catarina - Calçada da Combro nº82A (Lisboa). Vale a pena ler:

"Mais Desempregados, Mais Desobedientes

A pobreza, como afirmou Amartya Sen, não é só o estado em que uma pessoa não consegue ingerir os nutrientes necessários para ter uma vida saudável. É também o estado em que um individuo não consegue participar em actividades sociais nem ser livre de vergonha pública por não conseguir satisfazer as convenções sociais prevalecentes no meio em que se insere – tornaram-se comuns as referências à pobreza “escondida” ou “envergonhada” de quem tudo tenta para manter a ilusão externa de bem-estar material. A dignidade é a última coisa que muitos rendem. A visão emergente da pobreza afirma que a condição do pobre não se limita ao seu nível de rendimento – a condição de pobreza é igualmente afectada pela relação entre o individuo e o meio em que se insere. A exclusão social surge portanto como um factor preponderante na condição dos pobres. Um individuo pobre é aquele que não se consegue integrar nas actividades que estão no centro da vida social da mesma maneira que os outros. Um individuo pobre é aquele que não consegue exercer a plenitude dos seus direitos. Resta-nos portanto identificar os mecanismos que aumentam e perpetuam a pobreza, e as actividades à volta das quais orbita a vida social.
Os governos que se têm sucedido em Portugal têm consistentemente demonstrado pouca vontade e ainda menos capacidade de distribuir a riqueza e de permitir a ascensão social aos membros mais pobres da sociedade. E é esta incapacidade que condena uma secção considerável da população à exclusão social e subsequentemente para a desobediência civil, no mínimo, e por vezes ao crime, ao desespero e até ao suicídio. As estatísticas demonstram claramente que com a subida do desemprego, multiplicam-se os pequenos actos de revolta de quem se recusa a passar fome ou viver em prisão domiciliária apenas porque alguém decretou que são excedentes humanos – vulgo, desempregados. Por exemplo, nos primeiros seis meses de 2012 registou-se o dobro de passageiros a viajar sem bilhete em comparação com o mesmo período em 2011. Já a Carris, a STCP, o Metro de Lisboa e do Porto estimam que 42 mil passageiros viajam sem bilhete todos os dias. Face ao flagelo que é a falta de mobilidade dos desempregados e dos mais pobres em Portugal, o Governo e as entidades que gerem os transportes reagem com subidas de preços para extorquir ainda mais de quem pode pagar (e forçando muitos outros a deixar de poder), junto com maior fiscalização, sendo esta última medida igualmente uma razão para a subida do número de multas penalizando quem viaja sem pagar. Porém, devemos pôr estes números em contexto. A mobilidade está no centro da vida social. Com que moral é que um governo pede às pessoas que se tornem prisioneiros domiciliários porque este é incompetente demais para assegurar a mobilidade dos cidadãos, quer através da criação de emprego (para que possam pagar o preço cada vez mais exorbitante dos transportes mal-geridos) quer através da criação duma rede de transportes pública, competente e ao serviço da população? A capacidade de se deslocar para procurar emprego, para visitar familiares, entes queridos e amigos é central. É um direito. Direito esse que a subida do desemprego retira a uma secção cada vez maior da população. Este estado só cultiva a espiral de exclusão e desespero.
Mas a falta de mobilidade não é o único factor que limita os direitos dos desempregados. A fome em Portugal está igualmente a crescer exponencialmente. O consumo de proteínas está a cair drasticamente, e o número de pessoas que é obrigado a recorrer a instituições de caridade para se poder alimentar está igualmente a subir de maneira vertiginosa. O roubo de alimentos em supermercados disparou desde 2011. Sobem igualmente os casos de utentes de serviços hospitalares que não pagam as taxas moderadoras. Espera-se das pessoas não só que fiquem fechadas em casa, mas também que se alimentem de raios solares. Concluí-se que os governos neoliberais gostariam que os desempregados fossem plantas de vaso, daquelas que se guardam na varanda de casa. Mas as pessoas resistem.
Hoje, quando se fala em desobediência civil, conjuram-se imagens de manifestantes sentados no chão, recusando sair do caminho da polícia. Mas é isto tudo o que a desobediência civil pode ser ou até já foi? Thoreau, “pai” da desobediência civil, recusou-se a pagar impostos que alimentavam guerras injustas e foi para a prisão por isso. Ghandi usou-a na Marcha do Sal para dar um golpe pela independência económica dos trabalhadores indianos de impostos ingleses sobre o sal. E precisa esta desobediência de ser anunciada publicamente para ser resistência? Como enquadraríamos então as famílias alemães que esconderam judeus durante a Segunda Guerra Mundial? É menos desobediência civil porque foi feita em segredo? Podemos então concluir que a desobediência civil tanto pode ser económica e financeira como pode ser feita em segredo sem por isso perder o seu valor enquanto acto político que desgasta um sistema injusto.
O contra-argumento previsível é que estas pessoas não estão realmente a agir por necessidade mas sim por capricho. Isso é ignorar o sistema em que vivemos. A destruição das condições de vida da população não é por acidente mas por design. Qualquer acto da população que procure resistir e manter algum tipo de dignidade é portanto necessariamente político, mesmo que desenquadrado duma campanha maior e direccionada de desobediência civil.
A subida de incidências de roubo de comida e evasão de pagamento nos transportes são somente dois exemplos de como a subida do desemprego e da pobreza em Portugal estão a resultar numa subida de casos de desobediência civil a que cada vez mais cidadãos são obrigados recorrer para poderem sobreviver. A pergunta portanto é, a que ponto é que recorrer a actos de desobediência civil não é cada vez mais necessário para uma secção da população cada vez mais condenada à pobreza e à exclusão social? E até que ponto é que a subida do número de actos de desobediência civil não é de facto o resultado directo e inevitável das políticas de empobrecimento e desemprego do Governo? De qualquer das formas, um facto é inegável – o direito da população portuguesa a uma vida digna está cada vez mais a ser posto em causa e uma parte cada vez maior da sociedade encontra-se condenada à exclusão social e à pobreza."

Do Imperativo Categórico, Hoje...


Pelo Direito à Dignidade...

... O Movimento de Deficientes manifestou-se, esta terça-feira, em frente à AR, protestando contra a falta de apoios agravada pela designada "austeridade"... Assim se iniciou mais uma "jornada de luta" pelos direitos fundamentais dos cidadãos, com a organização de uma vigília em que os participantes invocaram (entre um número infindável de razões que todos podemos, facilmente!, imaginar), não ser possível sobreviver com pensões de 200 euros... porque o Direito à Dignidade é um direito inalienável de todos os cidadãos!

terça-feira, 2 de outubro de 2012

O Protesto da Cultura...


... aconteceu em Coimbra!... devia acontecer em todo o país!
(o vídeo chegou via Flávio Pinho no Facebook)

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

O Mar não Arde?... e o Mediterrâneo, Senhores?

 
 

... se ao genocídio em curso na Síria, somarmos o histórico (mas não relativizável) drama da Palestina, as crises sociais (que são, incontornavelmente, económicas e políticas) da Grécia, de Portugal e da Espanha e as que ameaçam a Itália ou a França... temos ou não temos, um mar incendiado, aqui mesmo aos nossos pés... esse mesmo mar onde brilharam Babilónias agora afundadas em ruínas e onde as soberanias deram lugar a sujeições que a terminologia moderna não querem reconhecer sangrentas, desumanas e inadmissíveis... o Mediterrâneo, senhores... o Mediterrâneo está a arder!... e é bom não esquecer que, para além da sua diversidade cultural e da pluralidade das suas desigualdades, o Mundo, a Europa e as Pessoas nunca escaparam ao poder centrípeto e centrífugo das dinâmicas mediterrânicas... por isso, a questão que se coloca, de facto!, é a de decidirmos sobre a capacidade política da atual gestão socio-financeira da economia e das relações internacionais para, finalmente!, se responder com honestidade, sem subterfúgios, com sensatez e com urgência!, à pergunta indispensável sobre o exercício e a defesa inalienável dos Direitos Humanos : "O QUE FAZER?".
 
(a imagem chegou via Fernando Cardoso no Facebook

domingo, 30 de setembro de 2012

O país que queremos para todos...


... Portugal pode ser assim para todos! A "Beleza da Simplicidade" é o filme que, depois de premiado nos EUA, na Letónia, em Riga e em Cannes, ganhou o grau de ouro no festival internacional "Filmes de Turismo e Ecologia da Sérvia - SILAFEST 2012". Na categoria "Melhor Filme de Turismo", esta produção do Turismo de Portugal, com música de Nuno Maló, ganhou, simplesmente!, por fazer sonhar com uma realidade desejável e possível! É nossa! Queremos e devemos exigi-la, já!... sem mais delongas!

sábado, 29 de setembro de 2012

Terreiro do Povo, uma Realidade sem Subterfúgios


Ignorar a realidade é o pior dos subterfúgios e o mais perigoso dos danos!... porque nada resiste ao poder da verdade! ... Hoje, a realidade saiu à rua!... e a verdade fez mais do que gritar-se: demonstrou-se!... para que não haja dúvidas!... nem ilusões!... Está aberto o caminho que o cansaço não pode fechar!... é certo que a encruzilhada é diversa e plural mas, hoje, o seu sentido era único: "No Pasarán!"

Todos ao Terreiro do Paço! - Leituras Cruzadas (Especial)


Para o caso de serem necessárias mais justificações:

Raul Iturra no Aventar
JM Correia Pinto, Aqui no Politeia
Alexandre Abreu e Nuno Serra no Ladrões de Bicicletas
Rui Bebiano no A Terceira Noite
Valupi no Aspirina B
Miguel Abrantes no Câmara Corporativa
Manuel Pacheco no Coisas que Podem Acontecer
Carlos Barbosa de Oliveira no Crónicas do Rochedo
Congresso das Alternativas Democráticas - AquiAqui, Aqui, Aqui e Aqui
Nuno Ramos de Almeida, João Valente Aguiar e Tiago Mota Saraiva no Cinco Dias
Rogério Pereira no Conversa Avinagrada
Francisco Clamote no Terra dos Espantos
Filipe Tourais no O País do Burro
Lopes Guerreiro no A Cinco Tons
Ariel no Cirandando

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

O Melhor Recanto...

A Igreja da Madalena, em Olivença , foi considerada "Mejor Ricón de España 2012"... Interessante!... para conhecer melhor esta jóia da arquitectura portuguesa ler AQUI... mas, também AQUI e AQUI.

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Da Lógica da Argumentação Política...

(o cartoon chegou via Telmo Rocha no Facebook, a quem agradeço a inspiração :))

domingo, 23 de setembro de 2012

Da Invisibilidade Política da Cultura...

Em pleno século XXI, a cultura foi remetida para um obscurantismo impensável em meados do século XX... ao ponto de ser legítima a dúvida sobre se, afinal!, alguma vez, a economia e a política terão compreendido o papel desta dimensão societária, no que respeita às capacidades de afirmação, adaptação, resiliência e resistência dos povos. Após a rejeição da escritora Maria Teresa Horta do Prémio "D. Dinis" que o Primeiro-Ministro iria atribuir-lhe, foi também recentemente conhecido o pedido de demissão de Pedro Dias que ocupava o cargo de Diretor da Biblioteca Nacional (ler aqui)... Fecham-se portas, abate-se sobre a vida o pesado manto do silêncio e as pessoas ficam cada vez mais entregues a si próprias... palavras para quê?... Não há remendos para um tal pano!... e à boca de cena não aparece ninguém... porque estamos todos do lado de um público com entrada interdita nos bastidores da decisão política!? 

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Da História que se não repete...


... e da Memória que a preserva como Ensinamento... vale a pena evocar Santiago Carrillo... pelo exemplo de luta, perseverança e lucidez... que nos não deixa apagar a esperança na mudança!

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Maro Balo Romano... Pela Não-Discriminação!

A situação social dos Povos Ciganos é, nos tempos que correm, cada vez mais relevante... porque, num contexto global que penaliza, de forma inequívoca!, todos os cidadãos, o risco de xenofobia e exclusão dos que, tradicionalmente, integram a minoria étnica mais perseguida e discriminada da Europa, tende a multiplicar-se de forma exponencial (ler AQUI). De facto, e apesar das estratégias políticas promovidas pelas instâncias europeias contra este flagelo, a discriminação contra os ciganos continua a aumentar (ver aqui a análise destas estratégias - infelizmente apenas disponível em língua inglesa). Daí a importância das (infelizmente, ainda raras!) iniciativas que visam dar visibilidade, prevenir e lutar Contra a Discriminação dos Ciganos!... É o que vai acontecer na ARTA (Regueirão dos Anjos, 68-70, Lisboa)onde se vai realizar O Grande Baile Cigano - Maro Balo Romano, cuja divulgação aqui ilustro e partilho:

"No próximo dia 5 de Outubro, dia de Implantação da República Portuguesa, vamos comemorar a Igualdade e a Não Discriminação relativamente à população Roma.

Às 20 h 30 minutos exibir-se-à o documentário “Órfãos do Destino”, com realização e autoria de José Meireles. Rodado na Roménia com músicos e bailarinos ciganos, o filme apresenta-nos a história dos Roma, das origens à atualidade, realçando as suas especificidades culturais, nomeadamente no que se refere à música e dança.

Às 21h30m atuará a banda La Me
nina Sin Nombre, um trio de músicos Franceses que cultiva a música dos Balcãs.

Seguir-se-ão os Guappecartó, banda italiana que funde o estilo cigano dos balcãs com sonoridades mediterranicas. Uma música plena de energia, livre, festiva e espontânea.

Ao longo da noite teremos ainda oportunidade de assistir à exibição de danças ciganas, pelas bailarinas do grupo Palinka.

Venham comemorar, dançar e divertir-se connosco nesta grande festa de homenagem à população Roma. A partir das 19 horas será franqueada a entrada, iniciando-se esta viagem festiva com música ambiente apropriada. O bilhete custa apenas 6 euros e será vendido no local."

Capitães - de Abril à Cidadania!

(via Manuel Duran Clemente no Facebook)

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Sonoridades...

John Lee Hooker e Carlos Santana em "Chill Out"...

domingo, 16 de setembro de 2012

A Inequívoca Expressão da Força da Razão - 15 de Setembro 2012...


(fotografias das manifestações de Lisboa e Porto na capa da edição de hoje, 16 de setembro, do jornal Público e no site Jornal de Notícias) 

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Da Troika à ONU - o Relatório da UNCTAD

A ONU assumiu, através do seu Relatório do Comércio e Desenvolvimento, que a "austeridade" está a afectar os países desenvolvidos (ler AQUI). Afirmando que as regras fiscais e as alterações laborais introduzidas em nome do combate à "crise" prejudicam o crescimento económico, o relatório da UNCTAD demonstra que as medidas adotadas não permitem travar a recessão económica e promovem a desaceleração da economia mundial. O enfraquecimento das economias da Alemanha, França e Suécia é agora um facto indesmentível e os únicos registos de economias em crescimento entre os ditos países desenvolvidos são os da Noruega e da Islândia. Ficam em causa as "troikas" que têm vindo a impor regras cujos efeitos são cada vez mais evidentemente perversos em relação aos desempenhos económicos que deviam recuperar e toma forma a percepção de que a dinâmica de consolidação dos chamados "novos mercados emergentes" coincide (em termos de implicações e/ou requisitos) com a degradação dos que vinham a liderar as economias... Por tudo isto e se não fosse razão suficiente para a revisão dos mecanismos políticos de resposta à "crise" o sentimento e a manifestação dos cidadãos relativamente aos efeitos de uma austeridade que, de conjuntural, nada tem, estão agora à vista os resultados institucionalmente reconhecidos pelas instâncias que são efetivas autoridades institucionais na matéria.  

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Da construção política do caos social...

As políticas sociais surgiram quando os níveis de pobreza e exclusão social se tornaram uma evidência que chocava a consciência cívica e os valores culturais da solidariedade e da dignidade. Fundamentada na previsibilidade do aumento desmesurado da desigualdade social que, há duas décadas, o aumento do desemprego permitia, a conceção política europeia das medidas de suporte à integração e à inclusão sociais, em nome da baixa qualificação dos trabalhadores, da infoexclusão e da modernização tecnológica, justificou a adoção de apoios sociais destinados aos cidadãos e às famílias em difícil situação económica... porém, rapidamente, o síndroma epidémico da revolta contra os utentes destes apoios começou a manifestar-se em nome do que grande parte das pessoas começou a apelidar de "dinheiro fácil" e de "subsidiodependência"... cresceram a xenofobia e o racismo, as acusações aos mais pobres de não quererem trabalhar (argumento velho que desde a escravatura se utilizou contra o que, em rigor, a história apelidou de "proletários"). Progressivamente, criadas as condições para a redução desses apoios e para a produção de regras cada vez mais apertadas no que ao seu acesso respeitava, emergiram, no imaginário coletivo, as condições subjetivas que permitiram a implementação objetiva de normas socialmente discriminatórias e promotoras da exclusão... as taxas de desemprego dispararam, os despedimentos também e, finalmente, a chamada "austeridade" legitimou o aumento indiscriminado da carga fiscal. Hoje, as pessoas contratadas em regime precário e pagas sob a forma dos famigerados "recibos verdes", descontam 21,5% para o IRS, 23% de IVA e, a partir deste momento, 30,7% para a Segurança Social. Quando um trabalhador precário (sublinhe-se: precário!) desconta 75,2% do seu rendimento, deixa de haver margem para dúvidas: a economia, a política e as finanças sacrificam sem escrúpulos a sociedade, legitimando a desvalorização da vida humana e concorrendo para uma emergência descontrolada do medo, da violência e de todos os mecanismos que daí decorrem. Não há argumentos que justifiquem a falta de humanidade, razoabilidade, bom senso, ética e responsabilidade social... O caos social está a ser construido a um ritmo vertiginoso!... e se, por definição, o caos arrasta a potencialidade de legitimação do que a normatividade classifica como "irracionalidade", não é difícil prever o custo social do futuro a que a desproteção social conduz...

terça-feira, 11 de setembro de 2012

..."mais vale prevenir...


... que remediar"... e é preciso estar atento... porque os rostos do medo ocultam-se e vestem-se ao espelho... não podemos deixar o mundo desencantar-nos ao ponto de recusarmos o possível, a esperança, o direito a lutar pelos nossos direitos e de desistirmos de acreditar que é possível um mundo melhor... "resistir, resistir, resistir sempre"! 

Da Educação...

... ou, como dizia Alphonse Daudet: "A melhor maneira de impor uma ideia aos outros, é fazer-lhes crer que é deles que ela parte"...

sábado, 8 de setembro de 2012

Para acabar de vez com a cultura...



Sim, o texto deste post repete o título de um livro de Woody Allen... Porquê? Porque o inacreditável acontece... O texto que se segue é da autoria de João Palma do Teatro Pim... foi publicado no facebook e transcrevo-o porque o testemunho na 1ª pessoa, evidencia a assustadora e vergonhosa notícia que relata:


"a ver se eu percebo... o Pim teatro tinha previsto uma terceira temporada este ano no Teatro Municipal Garcia de Resende (Évora) mas viu-se obrigado a desistir, porque a Câmara o informou que qualquer agente cultural teria de pagar a despesa da abertura do teatro, técnicos, bilheteiros, etc... no valor de 3000 euros por dia (desconto: 2 dias = 5000). A verba assusta qualquer um e a malta, apesar de
 pouco dada a contabilidades. até custa a acreditar... e, obviamente, desmarcamos a temporada. 
Recebemos agora o resultado dos apoios para 2012, apoios que não vão passar do papel, como os de 2011, 10, 09... Mas tirando este fictício apoio financeiro a Câmara afirma que gasta com o Pim, este ano, 80.000 euros com a cedência do Teatro Municipal, verba relativa à ocupação do teatro durante 34 dias. Então se a Câmara assume esta despesa e a imputa ao apoio dado ao Pim, não a pode cobrar ao mesmo tempo, né? Perguntei e disseram-me que esse valor dos 80.000 era outra coisa, eram taxas que a Câmara tem de pagar... Então, cada vez que o Teatro Municipal abre a porta, a cidade gasta uma fortuna... Agora percebo que o que afundou a cidade em dívidas foi o Teatro Municipal... ora, privatize-se já!"


Obrigado por partilhares, João Sérgio... Um grande abraço solidário!

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Pensar Portugal...


O Congresso Democrático das Alternativas "Resgatar Portugal Para Um Futuro Decente" vai realizar-se no próximo dia 5 de Outubro na Aula Magna da Universidade de Lisboa (LER AQUI e SUBSCREVER AQUI).

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Da Dívida Pública contra a Economia...

O Relatório da Competitividade Mundial 2012-2013 divulgado hoje pelo Forúm Económico Mundial, anunciou a descida de Portugal de 45º para 49º lugar, num contexto em que a economia portuguesa desce ao 116º lugar no que respeita, por exemplo, à eficiência do mercado laboral (ler AQUI)... e se a notícia não é, de facto!, surpreendente, a verdade é que é profundamente alarmante para os "mercados" e os investidores que encontram cada vez menos razões para confiar e investir no nosso país!... apesar de todos os sacrifícios sociais tutelados pelos planos de intervenção internacional que, para "consumo interno", se justificam em termos de uma alegada motivação de "retoma" económica, mas que, para o exterior, se esgotam na recuperação financeira do que, para os grandes accionaistas dos mercados, significa a chamada "dívida soberana"...
 

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Aprendizagem do Sentido...

(via Miguel Gomes Coelho no Facebook)

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Sonoridades...

... "The Man from San Sebastian" dos DeVotchKa... (via Nuno Ramos de Almeida no Facebook)

domingo, 2 de setembro de 2012

Dos Atalhos da Crise ao "Caso Mental" da Política

Vital Moreira expõe, finalmente!, o diagnóstico que ninguém tem querido assumir (ler AQUI), entretidos que andam a justificar cenários desejavelmente conjunturais (ler aqui), em busca de "zonas de abrigo" (se assim se pode dizer!) para legitimar titubeantes críticas e projectos de poder (ler aqui) ou a definir modelos sucessórios (ler aqui)... Na verdade, neste momento, em plena crise estrutural e sem cenários realistas de mudança à vista, as universidades de verão dos partidos políticos são reuniões partidárias sem interesse público, a não ser o de darem visibilidade à ritualização gratuita da chamada "rentrée". Quixotes esgotados a simular convicções empolgadas contra velhos moinhos, seguidos pelos fleumáticos Sanchos do costume, mais não fazem do que discursar em círculo sobre o limitado perímetro da sua reflexão... Sem autonomia de pensamento, reféns de uma alienação organizacional que não permite "gritos de ipiranga" e condiciona, assumidamente!, a reflexão livre e desassombrada onde poderiam surgir "rasgos" criativos capazes de propor alternativas diversas às opções económico-financeiras, de modo a salvaguardar a dimensão social da política, a imagem que o cenário político-partidário transmite à opinião pública é a de um distanciamento incontornável da realidade, reduzindo-se a promover o cada vez maior alheamento dos cidadãos em relação a discursos vazios e ostensivamente desinteressantes. Nas universidades de verão seria de esperar que se debatessem modelos económicos e financeiros diferentes, que se propusessem políticas externas eficazes, que se estruturassem intervenções europeias sustentadas, que se pensassem reconfigurações das medidas políticas, que se ponderassem custos e benefícios das propostas a apresentar - para evitar medidas que resultam na produção de efeitos secundários ditos "inesperados"(?) como, é o caso da redução do consumo, da receita fiscal, etc., etc., etc.... enfim!... que se trabalhasse empenhadamente por um país e uma vida melhor para todos!       

sábado, 1 de setembro de 2012

Sonoridades intemporais...

"Clair de Lune" de Claude Debussy... ilustrado pela fantasia de Walt Disney...

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

António Hespanha - do preço da opinião?!...

"Quinta-feira, 30 de Agosto de 2012

Deixei de ser docente da UAL
Para os meus ex-alunos de 2011-2012 na Universidade Autónoma de Lisboa (UAL)
Deixei de ser professor da UAL. Inesperadamente e pela calada das férias, a direção mandou-me dizer, por carta de entreposta pessoa, que punha fim à minha colaboração. As justificações apresentadas são fantasiosas e vazias, pelo que é seguro que há outras, porventura relacionadas com uma brevíssima crítica que formulei, num “Prós e contras” em que se comparava a qualidade dos setores público e privado. A propósito, referi a falta de uma política de investimento científico e académico do ensino superior privado em geral (nem sequer referi a UAL) e a consequente dependência em que isso o coloca perante o ensino público. Esta opinião é, de resto, favorável à real autonomia e a um desenvolvimento correto e sustentado das universidades privadas, como hoje está patente, pela positiva – veja-se o caso da Universidade Católica - e pela negativa. De há muito que legitimamente a tenho e a exprimo. E, nos anos em que trabalhei na UAL (mais de dez), muitos esforços fiz: para trazer à Universidade pessoas que a prestigiassem; para dar ao meu ensino a melhor qualidade possível, para o inovar; para me ocupar pessoalmente (e não por intermédio de assistentes ou de colaboradores) das tarefas de ensino e de avaliação; para promover um contacto direto dom os alunos, por meio de blogues ((http://amh-hespanhol.blogspot.pt/; para o ano que vem, já tinha on line, há mais de um mês, blogs relativos às novas disciplinas, com programas e calendários: http://ua-hi-2013.blogspot.pt/, http://ua-2013-te.blogspot.pt/). De modo a que nunca se pudesse dizer que fazia ali um ensino de segunda, em relação ao que fazia na Universidade pública. Colegas e alunos reconheceram isso e disso me deram testemunhos frequentes.
Enfim, nada disto contou, perante a vontade de quem – por razões que ignoro ou prefiro ignorar – não me queria na UAL. Sei que este desfecho foi promovido apenas por alguns, que conseguiram levar avante a sua decisão. Não envolvo, por isso, nele, nem toda a direção, nem os restantes órgãos da Universidade, nem os meus Colegas de Departamentos, nem os funcionários, nem os estudantes. Creio bem que muitos destes se sentirão muito incómodos por isto acontecer, ainda que – por razões que se compreenderão – se mantenham discretos. Em algumas instituições da nossa vida pública e privada, vai sendo muito penalizador dizer-se o que se pensa, mesmo em instituições em que a verdade e a liberdade deviam estar antes de tudo, como é o caso das Universidades.
Pode ser que nos encontremos em outros lugares e que possamos retomar diálogos proveitosos e de boa memória
Abraços amigos."

O texto, da autoria do próprio Professor António Hespanha, foi publicado AQUI (ler também AQUI)

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Obviamente...

Sonoridades Intemporais...

... "When You're Smiling" de Louis Armstrong...

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Da conquista dos direitos...


... porque os direitos só se conquistam "sem medo e sem preguiça"...

domingo, 26 de agosto de 2012

Petição em Defesa do Serviço Público de Televisão


ASSINE AQUI A PETIÇÃO EM DEFESA DO SERVIÇO PÚBLICO DE TELEVISÃO...

... por Todos Nós!...
... para que Portugal não venha a tornar-se o único país sem serviço público de rádio e televisão (como se pode ler aqui).

Sonoridades Femininas...

... Annie Lennox "Little Bird"...

sábado, 25 de agosto de 2012

Desemprego, Política, Economia e Sociedade...

O que é absurdo na realidade socio-económica das sociedades contemporâneas e, em particular, nas ditas sociedades ocidentais, "livres e democráticas", é o facto de, na correlação de forças entre economia e política, perder sempre a sociedade. A constatação, apesar de paradoxal, denota a persistência de uma representação social trágica que repete o estereótipo da história da desigualdade dos direitos: a valorização do capital em detrimento do reconhecimento do valor humano. Por isso, apesar da tecnologia, do conhecimento, da consciência social, da opinião pública, dos mecanismos eleitorais e dos meios de comunicação, a supremacia do poder continua instalada no pedestal da arrogância de uma pretensa fatalidade que se auto-alimenta de justificações endógenas, alheadas dos mais elementares interesses do desenvolvimento humano. Afinal, a interdependência, a globalização, a des-nacionalização dos meios de produção e das próprias concepções culturais concorrem, essencial e quase exclusivamente, para assegurar a continuidade das condições de manipulação das massas... e a nova escravatura passa pelo desemprego que, em última análise, decorre da incultura e da irresponsabilidade social dos agentes económicos e políticos. A este propósito, vale a pena destacar os esforços cívicos dos que não desistem de lutar, resistindo ao silenciamento desumano a que, progressivamente, a exclusão social vai, a um ritmo assustador, condenando milhares e milhares de pessoas... é o caso das iniciativas do MSE:
COMUNICADO:

"Até ao fim de 2013 o Governo prevê gastar 344 milhões de euros no programa Impulso Jovem, o que corresponde a mais de 600 mil euros por dia – dinheiro dos impostos dos contribuintes. Isto significa que o Governo vai subsidiar empresas privadas para, nada mais nada menos, do que conseguir dois postos de trabalho altamente precários por dia. Estas medidas que mais não são do que propaganda vão sair caras aos portugueses. O Governo de Pedro Passos Coelho não tem solução para o desemprego estrutural. Somos 1 324 680 trabalhadores desempregados e o Impulso Jovem é mais um buraco sem fundo que permite desresponsabilizar as empresas dos seus deveres para com os trabalhadores. Assim, lutar contra o desemprego é lutar contra este governo.

Plenário do MSE

Data: Quinta, Setembro 13, 2012 - 18:30
Local: Clube de Santa Catarina - Calçada do Combro 49,1º (Lisboa)
Evento no Facebook: https://www.facebook.com/events/447455811941507/
 "

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Da Intuição, da Consciência e da Educação...


(com um "obrigada" pela imagem à Paula Brito, no Facebook)

Contra a Privatização da RTP!


Manifesto contra a Privatização da RTP (ler AQUI o texto na íntegra), uma iniciativa que convém recordar (ler AQUI)... e reforçar!

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Sonoridades...

... "Ninguém é Dono do Mar" dos Quadrilha... (a inspiração chegou via António Troco no Facebook)

Das Políticas Sociais em Tempos de Crise...

Permitam-me a imodéstia mas, o título deste post é, na minha opinião, o tema central da reinvenção da política e da economia contemporâneas (veja-se o mapa que ilustra as atuais taxas de desemprego na UE)... neste contexto, contornando o muito que há para dizer e por razões pragmáticas de exposição, considero de destacar Alfredo Barroso que, no Frente-a-Frente que, esta semana, protagonizou na SIC-N, trouxe à discussão uma analogia de referência a propósito dos tempos que vivemos, em que a austeridade é apresentada como única alternativa para a recuperação (?!?) económica. Afirmando que o argumento não é válido, Alfredo Barroso evocou o exemplo do Plano Marshall que, num contexto tenebroso, saído das ruínas deixadas pela II Guerra Mundial, se apoiou em políticas que, hoje, à distância, podemos ver como políticas sociais... independentemente do grau e do nível de complexidade decorrente desse instrumento político-económico que apoiou a reconstrução europeia e garantiu a dependência do "velho continente" em relação aos EUA, a afirmação de A.Barroso é, não só, interessante mas, acima de tudo e por várias razões que me abstenho de enunciar, pertinente porque oportuna...