A manifestação marcada para hoje, sábado, dia 16/02, parte às 15h do Largo do Príncipe Real em direção à Praça do Município, em Lisboa. Espera-se que o país venha para a rua demonstrar que a austeridade imposta pela política financeira não conta com a complacência dos cidadãos, sufocados ao limite pelo desemprego, a carga fiscal e a progressiva degradação do exercício dos direitos sociais e dos trabalhadores.
sábado, 16 de fevereiro de 2013
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013
Alegoria - entre a crise e o medo...

"O irracional respeito à autoridade é o maior inimigo da verdade." (Albert Einstein)
[Mix via José Lourido (imagem) e Francisco Gonçalves (citação) no Facebook]
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013
Do Desemprego ao Acordo Comercial EUA-UE...
A retórica é uma arte mas, como a própria lógica!, não equivale à verdade, à justiça ou sequer à justeza... por isso, uma taxa de desemprego de 16,9% é um número que ultrapassa qualquer eufemismo mais ou menos demagógico e pretensamente realista... porque realista é o drama de quem protagoniza o fenómeno e a quem nenhuma explicação alimenta, trata, cuida ou garante a dignidade!... e se a esta incontornável realidade somarmos o facto do desemprego jovem ter atingido os 40%, a tragédia nacional é, acima de tudo, a confirmação de um hipotecar do futuro sem precedentes... do futuro?... pois... se pensarmos que 509.000 cidadãos desempregados não recebem qualquer apoio do Estado, então... para quê falar do futuro antes de resolvermos este presente?!... Sabemos da interdependência económica e da submissão política que tem atingido os países mais antigos e mais ao sul desta Europa, na voragem de uma crise que afecta também (mais significativamente do que tem sido assumido para evitar maiores pânicos e suportar o "teatro de operações"), o seu coração franco-germânico - que só na nova versão desta espécie de "plano marshall" anunciado ontem pelo Presidente dos EUA. Barack Obama e comentado pelo Presidente da UE, Durão Barroso, encontra solução para enfrentar as chamadas "economias emergentes"... solução que é, aliás, a única que pode, de igual modo, responder à crise norte-americana!... Contudo, responder à "crise dos mercados" com "mais mercado" através do recurso a um instrumento político de cooperação como é o caso de um acordo comercial pode (ou não!) ser benéfico para todos... porque o tal mercado de 800 milhões de consumidores que os EUA representam para a Europa implica uma capacidade de exportação e, consequentemente, de produção que, pelo menos entre nós, em Portugal, não temos... Claro que o argumento de que algum ganho resultará deste acordo, tem a sua razão de ser, dados os custos/benefícios de proximidade de que usufruirão os "países periféricos" relativamente ao dito coração da UE.... porém, a verdade é que continuamos a ter, como ambição política nacional, a garantia de permanência nas franjas dos excedentes dos países "mais ricos" - os mesmos que, ao menor sinal de crise, nos sacrificam... a juros, sempre!, cada vez mais elevados!... É caso para dizer: com cidadãos cada vez mais pobres, cá vamos, de crise em crise... até à derrocada final!?
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013
terça-feira, 12 de fevereiro de 2013
Leituras Cruzadas...
Assim vai o país... incómodo, parado, atónito, bloqueado, transtornado... doente!... ou, se preferirem!, desfilando apático, atrás das máscaras! ... como bem ilustra JM Correia Pinto no Politeia, bem explica Alexandre Abreu no Ladrão de Bicicletas, bem denota Paulo Pedroso no Banco Corrido, bem diz Lopes Guerreiro no Alvitrando, bem comenta Filipe Tourais no O País do Burro e bem exemplificam Carlos Fonseca e Carla Romualdo no Aventar e Val no Aspirina B, não podemos esperar muito de um país e de um tempo em que, afinal, enquanto cruzam os braços em de-negação por não saberem o que fazer ou por não quererem "deitar mãos à obra", os pretensos protagonistas da História perdem a noção da realidade para se embevecer perante o espelho distorcido dos seus egos - apesar dos esforços que, do colectivo quase anónimo, emergem e submergem a lembrar pequenos simulacros de naufrágios imaginados em mares que, afinal!, não navegamos, perdidos cada uns por suas águas... quiçá afogados, quiçá revoltados à mesa do café, quiçá desiludidos e tristes, apagados no fundo da nossa imensa compaixão sobre nós próprios face ao destino injusto e negro que nos devolve, cada vez mais, o fado... apesar dos esforços, dizia eu... sim, esforços... esforços de que ainda se faz eco nas palavras de João Ricardo Vasconcelos no Activismo de Sofá ou no discernimento de que dão nota Franciso Seixas da Costa no Duas ou Três Coisas e Estrela Serrano na moral da história que escreveu no Vai e Vem (aqui já referido no primeiro link deste post), Carlos Barbosa de Oliveira no Crónicas do Rochedo, Paulo Guinote no A Educação do Meu Umbigo ou Joana Lopes no Entre as Brumas da Memória...
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013
domingo, 10 de fevereiro de 2013
Direitos Humanos... para o Tibete!
Losar Tashi Delek!
O Ano Novo Tibetano inicia-se no dia 11 de Fevereiro, o primeiro mês do calendário que, amanhã, comemora a entrada no ano 2140. As celebrações têm início no 29º dia do último mês do ano e, por isso, começaram ontem, dia 9.
Este ano, em memória das vítimas de auto-imolação que ao longo do ano que agora termina, assinalaram, com a veemência incontornável que implica o preço da vida humana, a luta pelo direito à paz e ao exercício das liberdades fundamentais no Tibete, em Portugal também não se organizam festividades (ler mais aqui).
sábado, 9 de fevereiro de 2013
Do orçamento comunitário...
O orçamento comunitário aprovado para o período 2014-2020 é o sinal maior da desagregação da arquitetura europeia, nos moldes em que reconhecemos o sentido da sua utilidade pública. As tão evocadas "coesão social" e "consolidação orçamental" são os trajes que o rei fez anunciar que ia vestir (se assim podemos dizer!) quando, na verdade!, desfilou, orgulhoso e sem escrúpulos, todo nu... Um orçamento de 960 mil milhões de euros para 27 países durante 7 anos é "pouco mais que nada" e, feitas as contas!, ronda 1% do PIB europeu... mas, como tudo pode ser visto, com e sem óculos!, do ponto de vista das instituições comunitárias, é um bom orçamento... do ponto de vista nacional, sem óculos!, é dramático!... apesar de se ter conseguido eliminar a comparticipação pública nacional no que se refere ao desenvolvimento "das regiões menos desenvolvidas" (leia-se: todo o país com excepção da região de Lisboa/Vale do Tejo?!), como vai o tecido social português sobreviver - para já não falar do tecido empresarial?!... moral da história: dependemos absolutamente do investimento externo - realidade que, atendendo à política de "deslocalizações" com que o mercado responde à "lei da oferta e da procura", hipoteca, de forma incontornável, a soberania nacional e a vida dos cidadãos... tudo o resto decorre, em última análise!, dos gestores da economia política se limitarem a raciocinar... digamos assim: aritmeticamente!... pois... a "luz ao fundo do túnel" parece conduzir-nos... ao deserto!
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013
Sinais...
Barómetro Político da Marktest (Janeiro 2013):
PS: 32.6%
PSD: 27.9%
BE: 13.3%
CDU: 12.4%
CDS-PP: 5.2%
(via Nuno Ramos de Almeida)
PS: 32.6%
PSD: 27.9%
BE: 13.3%
CDU: 12.4%
CDS-PP: 5.2%
(via Nuno Ramos de Almeida)
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013
Um Gesto Faz Mudar o Mundo...
Rosa Parks, a mulher que, de forma desassombrada, se recusou, simplesmente!, a sair do lugar onde se sentara num autocarro apenas porque o racismo "obrigava" à humilhação e ao reconhecimento público da "primazia" branca, nasceu há 100 anos... Presa, na sequência da sua legítima decisão, Rosa Parks assumiu uma atitude que uniu os seus concidadãos na revolta contra a desigualdade e na reivindicação de direitos iguais, tornando-se um exemplo inequívoco para todos os indivíduos e povos com valores e práticas discriminatórias, nomeadamente, em função da etnia e da cor. Exemplos como o de Rosa Parks, lembram-me sempre o lema de um dos heróis de Shaolin, cuja série televisiva fez as delícias de muitos adolescentes e adultos: "Um homem pode mudar um povo, um povo pode mudar o mundo!"... porque Rosa Parks é um exemplo de dignidade que, com uma simples atitude, deveriamos erguer bem alto como inspiração de cada acto nas nossas vidas! (o vídeo chegou via Nuno Ramos de Almeida)
sábado, 2 de fevereiro de 2013
Sonoridades Femininas... Goesas...
"Babu Amgelo" é, como diz na apresentação a Doutora Maria Virgínia Gomes, uma canção de embalar... aqui cantada pelo grupo musical EKVAT, cujo excelente e persistente trabalho tem contribuído, de forma ímpar, para preservar esta verdadeira pérola patrimonial que é a música tradicional goesa.
terça-feira, 29 de janeiro de 2013
Convite...
Na próxima 5ªfeira, dia 31 de janeiro de 2013, pelas 19h, na Casa de Goa, falarei sobre:
"Goa - Retrato do Século XXI - Entre a Continuidade Cultural e a Mudança Social"...
Até lá :)
domingo, 27 de janeiro de 2013
Preservar a Memória...

... para que se não esqueça!... porque as vítimas foram muitas, foram milhões (ler aqui)... entre eles, também, portugueses...
(via Maria João Fitas no Facebook)
sábado, 26 de janeiro de 2013
quarta-feira, 23 de janeiro de 2013
Entre a Austeridade e a Mente... segundo A.Damásio
... seria repetir uma verdade de senso comum, dizer que o conhecimento assenta na necessidade e no esforço de promoção do bem-estar da sociedade... uma verdade que, diga-se em abono da verdade!, políticos e financeiros pretendem ignorar (como se uma tal atitude alterasse a realidade!)... enfim!... talvez por isso e pela ambivalência em que o mundo oscila entre extremos, contrários e contradições, não seja demais relembrar: o conhecimento e o saber são instrumentos de aperfeiçoamento da humanidade e, nesse sentido, visam a equidade e a justiça social - e se assim não acontece, o problema não decorre do conhecimento em si mesmo mas, do carácter e da ética de quem o manipula!... enfim... para me não repetir, partilho aqui as palavras de António Damásio...
terça-feira, 22 de janeiro de 2013
segunda-feira, 21 de janeiro de 2013
Olhar d' Arte Com(n)Figura d'Alma...

domingo, 20 de janeiro de 2013
Sonoridades Femininas...
Pelo 70º aniversário de Janis Joplin...
... "Kozmic Blues"...
... "Try" (Live in Wooodstock, 1969)...
"Piece of My Heart"...
... e... "Me & Bobby Mcgee"...
sábado, 19 de janeiro de 2013
sexta-feira, 18 de janeiro de 2013
quinta-feira, 17 de janeiro de 2013
Desemprego - da ONU às Ruas de Lisboa...
O Relatório da ONU sobre"Situação e Perspectivas da Economia Mundial 2013" previne: a taxa de desemprego está a provocar uma nova recessão global decorrente do agravamento da crise europeia, do risco orçamental dos EUA e do efectivo abrandamento da economia chinesa. A previsibilidade das perdas de produção varia entre 1 e 3% e faz prova da ineficácia das políticas económicas baseadas na austeridade e nos cortes orçamentais - que, ao invés do que alegadamente é invocado para a sua defesa, impedem a recuperação económica e a criação de emprego (ler aqui). Por isso, falar em cenários que apontam para o sucesso das medidas de política económica adoptadas pelas governações nacionais. sob recomendação das instituições financeiras internacionais (ouvir aqui), é ignorar a realidade e levar à prática a criação de uma imagem destorcida de uma sociedade que se limita a ver reduzida a qualidade de vida dos cidadãos, a par do extraordinário e quotidiano aumento da pobreza e da exclusão, a um ritmo vertiginoso e socialmente insustentável. A objetividade das previsões macro-económicas está, aliás, à vista de todos, contrariando os anúncios da demagogia que, sem credibilidade, começam a emergir no discurso político. Testemunho maior desta inquestionável e indesmentível evidência é, para além de todos os reflexos sociais de carácter setorial (pensões, salários, educação, saúde, segurança social, etc) que asseguram a natureza estrutural da crise, o facto de, por exemplo, em Lisboa, nas ruas, ter deixado de haver a circulação massiva de pessoas e de trânsito que todo o país reconhecia... sem filas intermináveis em "horas de ponta" que assustavam e se tentavam evitar, hoje, com raras exceções provocadas pelas greves no setor dos transportes, autocarros e paragens estão quase vazias ao longo do dia... e, paradoxalmente, a atmosfera de silêncio e a sensação de tranquilidade, tão desejadas no antigo frenesim das grandes cidades, são apenas os mais indesmentíveis sinais de uma tragédia aparentemente sem retorno no curto e no médio prazo, que conhecemos sob o nome do desemprego.
terça-feira, 15 de janeiro de 2013
O Teu Rosto Será o Último...

"O Teu Rosto Será o Último", da autoria de João Ricardo Pedro, recebeu o Prémio LeYa 2011. Esta afirmação não é uma notícia porque, presumo!, já toda a gente tem conhecimento do facto e até já terá ouvido as múltiplas entrevistas do autor que surpreendeu o país pelo facto de ter escrito o seu primeiro livro durante um período de tempo em que se encontrava na situação de desempregado, apesar da sua formação especializada em Engenharia Electrotécnica... a referência é, porém, inevitável porque não se pode ignorar um livro cuja leitura deixa emergir, no final, a vontade de dizer: "O Teu Livro Será o Último"... poderia ser!... Poderia ser se estivéssemos à procura do retrato do país que somos, hoje, no início do século XXI, demasiado próximos do século XX e ainda não muito longe do século XIX... Escrito com uma naturalidade que se revê na estrutura do género literário que caracteriza o "conto", arrancado ao subterrâneo sentido do olhar com que se participa no mundo, "O Teu Rosto Será o Último" é o espelho da personalidade cultural de um povo, para além dos eventos, dos comentários e das dissertações... um espelho mágico onde o tempo se funde, passado, presente e futuro, cristalizado na efemeridade dos episódios descritos, com a autenticidade de quem escreve perfeitamente, sem a pretensão ou preocupação de ser escritor! "O Teu Rosto Será o Último" é o livro mais português que se escreveu nos últimos anos, a mensagem universal que podemos, em verdade, transmitir ao mundo enquanto experiência cultural! Soprado como um olhar falante, denso e melancólico, vivo e firmado no chão, "O Teu Rosto Será o Último" devolve-nos o sentido de Abril, antes e depois de Abril, como o eco de um presságio de tempo quase parado, apesar da mudança... Talvez duro, talvez frontal mas, acima de tudo, profundamente sério, João Ricardo Pedro escreveu um livro inestimável, uma pérola de lágrima nas areias secas de um deserto preenchido por palavras repetidas e lançadas sem a emoção que as torna significantes... Não, não falarei da narrativa, não evocarei pormenores, nem me distrairei a elogiar a construção feliz - a roçar a genialidade! - de tantas frases, inesperadas e singelamente poderosas... nem sequer caracterizarei as mágicas soluções explicativas para os "nós" que enleiam e atormentam as almas e o ser dos seres humanos que o são, de forma única, "em situação"... Evoco o título "O Teu Rosto Será o Último" e digo que gostaria que todas as pessoas o lessem: as que costumam e gostam de ler e as que não o costumam fazer... por se tratar de uma leitura que cumpre a função do saber: "dar a pensar"! ... um livro que poderia ser o último... um livro que arrasta consigo a sensação de ser o último testemunho de um mundo com séculos e séculos de história e de cultura, captado à beira da "viragem" - uma viragem que encerra em si própria a impossibilidade de radical ruptura com a sua própria anterioridade...
(vale a pena ouvir Aqui algumas das palavras do autor)
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Literatura; Sociedade; Política; Cultura;
segunda-feira, 14 de janeiro de 2013
domingo, 13 de janeiro de 2013
Quem Tem Medo das Contas Públicas?...
Alandroal - A Cantar Identidade...
... O "Grupo de Cantadores dos Reis" publicou este ano, exactamente "pelos Reis" o seu primeiro CD... e sim, vale a pena ouvir este trabalho que nos transporta a alguns dos mais puros cantares alentejanos... aqueles que, geração após geração, foram e ainda são cantados por meninas e meninos/homens e mulheres, enquanto expressão do sentir a passagem dos dias, nessa viagem que vai, da infância à velhice, fazendo a vida e construindo a identidade... Fica o apontamento, com um grande abraço a todos os Cantadores de quem tenho a imensa alegria e honra de ser Amiga!
(o vídeo chegou via Francisco Tatá no AL TEJO)
sábado, 12 de janeiro de 2013
Do Relatório do FMI ao Futuro dos Portugueses...
Diminuir investimentos e eliminar serviços é uma receita eficaz para reduzir custos... e se, a par desta receita, se aumentar sistematicamente o custo de vida e o valor dos impostos, rapidamente se alcança o tal "corte" de 4.000 milhões de euros que o FMI indica como horizonte de futuro para efeitos de "equilíbrio das contas"- quer dizer, de pagamento da "dívida soberana" (muito bem, na opinião de alguns! - sim, porque é isso que significa dizer que "está muito bem feito" um relatório cujos pressupostos são completa e propositadamente alheios à única dinâmica que deveria preocupar quem representa um país, ou seja : o interesse social colectivo)... refira-se, antes de mais, que falar deste modo da "dívida pública" é de uma ignorância sociológica não apenas "provinciana" (no exclusivo sentido pessoano do termo) mas, essencialmente, atroz. Porque, ao contrário do que dizem políticos e comentadores, antagonicamente "alinhados" em função dos respetivos interesses corporativos e partidários, a dita "dívida" não é, exclusiva e essencialmente (a não ser numa abordagem simplista e intencionalmente culpabilizante!), resultado de "desvarios despesistas (sem detrimento da consciência de que grande parte das opções ideológicas e prioridades político-partidárias das últimas décadas se podem inscrever nesta classificação) mas decorre, isso sim! (surpresa das surpresas!?), da resposta ao funcionamento dos mercados que, disponibilizaram e estimularam, por todos os meios!, o consumo público e privado, em sociedades cuja gestão amadora não esteve (nem está!) adequadamente preparada, em termos de conhecimento, para compreender e enfrentar a lógica dos seus mecanismos (leiam-se: "custos"), dado o peso dos condicionalismos a que submergem os seus protagonistas, em função de pragmatismos político-partidários demagógicos, redutíveis a objetivos eleitorais de perpetuação do poder. Posto isto, traduza-se a tal receita eficaz que o célebre relatório do FMI reproduz como solução para todos problemas (registe-se que o termo "todos" significa afinal, apenas e só, os tais mercados ,assumidamente privados e destituídos de consciência e sentido de responsabilidade social - porque, como diria qualquer Eça, tudo o resto, "é paisagem")... Paisagem que são pessoas, países, valores e princípios, pouco importam os conceitos fundantes da humanização social, isto é, independência, liberdade, igualdade e dignidade, perante os quais se ergue o "salvífico" conteúdo da solução proposta pelo Fundo Monetário Internacional: promoção liberal do desemprego e extinção das competências sociais do Estado... A receita, assente na intencional destruição dos serviços nacionais, nomeadamente de saúde, educação e segurança social, bem como do tecido empresarial (com destaque para as pequenas e médias empresas que, a nível local e regional, são as únicas que podem sobreviver autonomamente em relação à interdependência que a globalização garante), resulta na multiplicação da pobreza, no crescimento exponencial do grau de vulnerabilidade dos cidadãos às condições de oferta de trabalho (isto é, a baixos salários de precariedade incontornável) e no aumento descontrolado da emigração. O caminho apontado pelo FMI conduz a um passado de fome, privação e carência que considerámos extinto com o 25 de Abril... ignorá-lo e recusar uma negociação com elevação e dignidade é o maior atestado de incompetência que um país pode passar a si próprio!... porque o verdadeiro diagnóstico não é o que resulta do olhar externo, incapaz de compreender as dinâmicas socio-culturais e económico-políticas endógenas (leia-se: nacionais) mas, o que somos capazes de fazer sobre nós próprios, com distanciamento, sem medo, sem vergonha e, acima de tudo, com a firme intenção de defender a vida das pessoas e a sobrevivência da sociedade, da cultura e deste país, cuja longa história, identidade e futuro não deveriamos estar dispostos a ver hipotecar em nome de interesses financeiros destituídos de competências humanas, segundo uma lógica de "casino" em que se leva a vida "a jogo" em nome de um montinho de fichas... de plástico! - mas que dá, a quem as usa, a sensação de poder e de aproximação à riqueza!... Senhores, o tempo do "monopólio" acabou! ... não o compreender e insistir nesta "supersticiosa fé" do dinheiro e dos mercados é apenas resultado da incapacidade de ultrapassar um passado já morto que insiste em viver do medo, da chantagem e da especulação enquanto formas de coacção exercida sobre aqueles que, imobilizados na mente e na inflexibilidade das convicções, jamais poderão construir o presente... e menos ainda, o futuro!...
sexta-feira, 11 de janeiro de 2013
quinta-feira, 10 de janeiro de 2013
quarta-feira, 9 de janeiro de 2013
Do Universo da Coragem...

(via Paula Brito no Facebook)
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Arte; Pensamentos; Literatura; Reflexões;
Um Olhar sobre Hugo Chavez ...

"A DEMONIZAÇÃO DE CHÁVEZ
Hugo Chávez é um demônio. Por quê? Porque alfabetizou 2 milhões de venezuelanos que não sabiam ler nem escrever, mesmo vivendo em um ...país detentor da riqueza natural mais importante do mundo, o petróleo. Eu morei nesse país alguns anos e conheci muito bem o que ele era. O chamavam de "Venezuela Saudita" por causa do petróleo. Tinha 2 milhões de crianças que não podiam ir à escola porque não tinham documentos... Então, chegou um governo, esse governo diabólico, demoníaco, que faz coisas elementares, como dizer: "As crianças devem ser aceitas nas escolas com ou sem documentos”. Aí, caiu o mundo: isso é a prova de que Chávez é um malvado malvadíssimo. Já que ele detém essa riqueza, e com a subida do preço do petróleo graças à guerra do Iraque, ele quer usá-la para a solidariedade. Quer ajudar os países sul-americanos, e especialmente Cuba. Cuba envia médicos, ele paga com petróleo. Mas esses médicos também foram fonte de escândalo. Dizem que os médicos venezuelanos estavam furiosos com a presença desses intrusos trabalhando nos bairros mais pobres. Na época que eu morava lá como correspondente da Prensa Latina, nunca vi um médico. Agora sim há médicos. A presença dos médicos cubanos é outra evidência de que Chávez está na Terra só de visita, porque ele pertence ao inferno. Então, quando for ler uma notícia, você deve traduzir tudo. O demonismo tem essa origem, para justificar a diabólica máquina da morte."
(Texto: Eduardo Galeano – Tradução: Ocupa a Rede Globo - via Fernando Pinto no Facebook).
terça-feira, 8 de janeiro de 2013
Da percepção política dos portugueses...

... a propósito da mais recente sondagem divulgada sobre a percepção política dos portugueses (ler aqui) - porque "uma imagem vale mais que mil palavras"...
domingo, 6 de janeiro de 2013
Leituras Cruzadas...
Viriato Soromenho Marques no DN Opinião
João Ricardo Vasconcelos no Activismo de Sofá
Estrela Serrano no Vai e Vem
João José Cardoso no Aventar
Ariel no Cirandando
Carlos Fonseca no Solos Sem Ensaio
Joana Lopes no Entre as Brumas da Memória
Val no Aspirina B
Ana Cristina Leonardo no Meditação na Pastelaria
Rogério Pereira no Conversa Avinagrada
João Ricardo Vasconcelos no Activismo de Sofá
Estrela Serrano no Vai e Vem
João José Cardoso no Aventar
Ariel no Cirandando
Carlos Fonseca no Solos Sem Ensaio
Joana Lopes no Entre as Brumas da Memória
Val no Aspirina B
Ana Cristina Leonardo no Meditação na Pastelaria
Rogério Pereira no Conversa Avinagrada
sábado, 5 de janeiro de 2013
sexta-feira, 4 de janeiro de 2013
Sonoridades Femininas...
... "Revolution" na voz de Nina Simone...
(via Catarina Martins no Facebook)
quinta-feira, 3 de janeiro de 2013
O Povo saiu à Rua...
Hoje, Nova Deli saiu à rua para protestar contra a violência contra as mulheres!
(a fotografia é da Reuters e chegou via João Semedo e José Soeiro no Facebook)
quarta-feira, 2 de janeiro de 2013
2013 - Inspiração para um Andamento Harmonioso...
Excerto do Concerto de Ano Novo de 2013 pela Orquestra Filarmónica de Viena... para que, respirando fundo, nos não falte a harmonia interior, essencial ao enfrentar dos dias...
terça-feira, 1 de janeiro de 2013
Homenagem a Marques Júnior...
...
... são tempos obscuros estes que, agora, vivemos!... tão obscuros que se torna, ao contrário do que nos querem fazer crer os "branqueadores" da História, cada vez mais importante a evocação da inesquecível e exemplar humanidade desassombrada que fez do "Movimento dos Capitães" o 25 de Abril da coragem que resgatou a esperança e libertou o País... Marques Júnior tinha 28 anos... e para quem o não conheceu ou não sabe o que significam conceitos como: princípios, consenso, esquerda, ética e cidadania, ficam dois textos que acabei de ler Aqui e Aqui...
Pequenas Coisas para Grandes Desafios...
... à entrada de 2013, em jeito de alerta, para não deixar murchar a esperança...
segunda-feira, 31 de dezembro de 2012
domingo, 30 de dezembro de 2012
Leituras Cruzadas...
JM Correia Pinto no Politeia
Tiago Mota Saraiva no Cinco Dias
Estrela Serrano no Vai e Vem
Paulo Gorjão no Bloguítica
João Valente Aguiar no Vias de Facto
Ariel no Cirandando
Joana Lopes no Entre as Brumas da Memória
Miguel Abrantes no Câmara Corporativa
Francisco Clamote no Terra dos Espantos
Filipe Tourais no O País do Burro
Maria do Céu Mota no Aventar
Folha Seca em Folha Seca
Leonor Barros e Jaa no Delito de Opinião
Eduardo Graça no Absorto
Carlos Barbosa de Oliveira no Crónicas do Rochedo
Tiago Mota Saraiva no Cinco Dias
Estrela Serrano no Vai e Vem
Paulo Gorjão no Bloguítica
João Valente Aguiar no Vias de Facto
Ariel no Cirandando
Joana Lopes no Entre as Brumas da Memória
Miguel Abrantes no Câmara Corporativa
Francisco Clamote no Terra dos Espantos
Filipe Tourais no O País do Burro
Maria do Céu Mota no Aventar
Folha Seca em Folha Seca
Leonor Barros e Jaa no Delito de Opinião
Eduardo Graça no Absorto
Carlos Barbosa de Oliveira no Crónicas do Rochedo
A Inconstitucionalidade do Racionamento dos Medicamentos
"A essência dos Direitos Humanos é o direito a ter direitos."
O Direito à Saúde está consagrado na Declaração Universal dos Direitos Humanos (artigo 25º) e na Constituição da República Portuguesa (artigo 64º). Relembre-se, aliás, o texto da alínea a) do nº3 do artigo do 64º da CRP em que se definem as incumbências prioritárias do Estado relativamente à protecção da saúde: "Garantir o acesso de todos os cidadãos, independentemente da sua condição económica, aos cuidados da medicina preventiva, curativa e de reabilitação". Por isso, o parecer do Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida (CNEV) que apoia a decisão do racionamento dos medicamentos (em relação à qual foram já evocadas, criticamente, práticas "nazistas") e, neste contexto, a banalidade argumentativa (ofensiva, na opinião do Movimento de Utentes) que remete para o cidadão o dever de prevenir a doença para evitar o recurso aos serviços públicos de saúde, concorrendo para o plano de "austeridade" (seria de dizer: desumanidade!) neste sector, denota uma evidente e inqualificável falta de sentido de responsabilidade social, capaz de suscitar a mais justa suspeição sobre uma entidade que se pretende digna, imparcial e impermeável aos interesses político-partidários e de todos os lobbies. Corajosamente arrasado pela Associação de Bioética (ler aqui), este parecer configura-se como um dos mais graves atentados ao Serviço Nacional de Saúde e coloca-nos perante um tipo de fundamentação de medidas políticas que promovem inequivocamente a destruição dos mais elementares princípios democráticos, ao mesmo tempo que, de certo modo, legitima, mais ou menos indirectamente, a violação dos Direitos Humanos.
sábado, 29 de dezembro de 2012
Crimes de Ódio... Contra as Mulheres...

Em Nova Deli, capital da Índia, em cada 18 horas, é violada uma mulher... desta vez, a vítima foi uma jovem de 23 anos e morreu, dada a gravidade dos ferimentos. O crime, praticado por 6 homens, num autocarro,
consubstancia o método mais vulgar de violação, neste país em que, como em tantos outros, a maior parte
das vítimas não apresenta queixa às autoridades, não apenas por medo dos próprios criminosos mas, também, pela falta de confiança nas autoridades, cujas práticas são protagonizadas maioritariamente por homens. O problema é, inequivocamente, cultural... entre lapidações, violações, destituição de direitos, sujeição à dependência económica e relações passionais assentes em relações de poder determinadas pelo autoritarismo, a posse e o medo, a ancestral dominação masculina das mulheres inquinou as relações humanas, de forma transversal, em termos de género, prolongando-se no funcionamento institucional e nas práticas discriminatórias, mais ou menos (in)visíveis que caracterizam a organização social, à revelia da legislação e da demagogia... É urgente a sensibilização, a educação e a exigência cívica de uma profunda alteração das relações de género, processo longo e sempre incompleto, indispensável à mudança das mentalidades e que só se concretizará quando a democracia formal, as entidades públicas e privadas, económicas, sociais e culturais tiverem este objectivo como prioritário... e quando cada um de nós, mulheres e homens, formos capazes de reconhecer nos nossos comportamentos, atitudes e juízos a profunda injustiça que subjaz à nossa prática nas mais pequeninas coisas, dando continuidade ao que, em teoria, condenamos. As notícias dos últimos dias (ler aqui e ver aqui ), trazem-me recorrentemente à memória o paradigmático título do primeiro volume da extraordinária trilogia "Millenium" do escritor sueco Stieg Larsson: "Os Homens que Odeiam as Mulheres".
consubstancia o método mais vulgar de violação, neste país em que, como em tantos outros, a maior parte
das vítimas não apresenta queixa às autoridades, não apenas por medo dos próprios criminosos mas, também, pela falta de confiança nas autoridades, cujas práticas são protagonizadas maioritariamente por homens. O problema é, inequivocamente, cultural... entre lapidações, violações, destituição de direitos, sujeição à dependência económica e relações passionais assentes em relações de poder determinadas pelo autoritarismo, a posse e o medo, a ancestral dominação masculina das mulheres inquinou as relações humanas, de forma transversal, em termos de género, prolongando-se no funcionamento institucional e nas práticas discriminatórias, mais ou menos (in)visíveis que caracterizam a organização social, à revelia da legislação e da demagogia... É urgente a sensibilização, a educação e a exigência cívica de uma profunda alteração das relações de género, processo longo e sempre incompleto, indispensável à mudança das mentalidades e que só se concretizará quando a democracia formal, as entidades públicas e privadas, económicas, sociais e culturais tiverem este objectivo como prioritário... e quando cada um de nós, mulheres e homens, formos capazes de reconhecer nos nossos comportamentos, atitudes e juízos a profunda injustiça que subjaz à nossa prática nas mais pequeninas coisas, dando continuidade ao que, em teoria, condenamos. As notícias dos últimos dias (ler aqui e ver aqui ), trazem-me recorrentemente à memória o paradigmático título do primeiro volume da extraordinária trilogia "Millenium" do escritor sueco Stieg Larsson: "Os Homens que Odeiam as Mulheres".
sexta-feira, 28 de dezembro de 2012
Hoje, o silêncio...
... universal e transversalmente lapidar, a frase de William James... quanto ao sentido da sua citação, decorre do cenário absurdo em que entrámos em cena... e mais não digo... hoje, prefiro o silêncio...
Etiquetas:
Arte; Pensamentos; Literatura; Reflexões;
quarta-feira, 26 de dezembro de 2012
Sonoridades Intemporais...
... "Ave Maria" de Charles Gounod nas imortalizadas vozes de Maria Callas e Enrico Caruso...
segunda-feira, 24 de dezembro de 2012
Razões de um Certo Desejo...
Almada de Negreiros, Final do "Manifesto Anti-Dantas" por Mário Viegas...
domingo, 23 de dezembro de 2012
Da evocação da guerra à venda de armas...
"The Pilobolus Dance Theatre Shadowland"... porque, num tempo em que se invoca a guerra colonial para justificar a promoção da tragédia social enquanto resposta política a uma alegada crise financeira dos mercados que compram e vendem dinheiro, armas e países, só a criatividade nos resgata a alma que querem forçar à desesperança e nos estimula à resistência convicta cuja razão estratégica e concertada persiste como antídoto até sermos capazes de consertar a esperança...
(o vídeo chegou via Manuel Duran Clemente, Capitão de Abril, no Facebook)
..."não matam os tiranos..."
"Os eunucos devoram-se a si mesmos
Não mudam de uniforme, são venais
E quando os mais são feitos em torresmos
Defendem os tiranos contra os pais
Em tudo são verdugos mais ou menos
No jardim dos harens os principais
E quando os mais são feitos em torresmos
Não matam os tiranos pedem mais
Suportam toda a dor na calmaria
Da olímpica visão dos samurais
Havia um dono a mais na satrapia
Mas foi lançado à cova dos chacais
Em vénias malabares à luz do dia
Lambuzam da saliva os maiorais
E quando os mais são feitos em fatias
Não matam os tiranos pedem mais"
José Afonso "Os Eunucos"
sábado, 22 de dezembro de 2012
sexta-feira, 21 de dezembro de 2012
Eterno Retorno - do Princípio e do Fim do Mundo...
... Stonehenge... no Solstício de Inverno que, simbolicamente, se assinala no dia 21 de Dezembro... entre o medo e a esperança, as tradições do pensamento cosmológico emergiram como poesia do esforço do entendimento... Viva a Vida!
quarta-feira, 19 de dezembro de 2012
Sonoridades Intemporais...
... "Songs without words", opus 19, nº1 em E Major... de Felix Mendelssohn... pela mão de Daniel Barenboim...
terça-feira, 18 de dezembro de 2012
segunda-feira, 17 de dezembro de 2012
Da Miséria à Indigência...
Com plenário agendado para o próximo dia 19 de Dezembro às 18h no Largo Dr. António Macedo, 7 (junto à Calçada do Combro), em Lisboa, o MSE (Movimento Sem Emprego), divulgou hoje o texto "Como Passar da Miséria à Indigência" e cuja transcrição partilhamos, sem necessidade de outros comentários:
"Em Outubro apenas 375 mil pessoas recebiam prestações de desemprego. Os que recebem Rendimento Social de Inserção (RSI) são cerca de 285 mil, um número que tem vindo a diminuir – há menos 5542 pessoas a receber esta prestação social do que em Setembro - apesar de o número de pessoas que ficam desprotegidas ter vindo a aumentar. Face a Janeiro, a quebra é de cerca de 10%, já que no primeiro mês do ano havia 318.685 pessoas a usufruir deste rendimento. Quebra semelhante nota-se ao comparar o mês de Outubro deste ano com o mês homólogo do ano anterior, quando 314 mil pessoas recebiam o RSI, o que significa menos 29 mil pessoas em 2012, enquanto o número de pessoas que cai no desemprego sem apoios aumenta. O número de beneficiários desta prestação tem vindo a descer desde Julho - quando entraram em vigor as novas regras de atribuição de prestações do sistema de segurança social - precisamente quando mais as pessoas a necessitam para continuar a viver. Ou seja, o Estado está a legislar para criar barreiras à atribuição deste rendimento social, atirando para a indigencia milhares de pessoas. O MSE luta intransigentemente pelo direito ao trabalho e pelo pleno emprego. Queremos trabalhar! No entanto, num contexto em que o governo tem como política o desemprego e as pessoas têm necessidades objectivas e não têm alternativas, é dever do Estado assegurar a subsistência digna destas pessoas e não policiá-las como se tratassem de criminosos, como pretende o secretário de Estado da Segurança Social ao anunciar a contratação de mais 200 técnicos para acompanhar famílias beneficiárias do RSI em Vila Real, Setúbal, Lisboa e Porto, um investimento de cinco milhões de euros.
O MSE defende a solidariedade entre os trabalhadores e o Estado Social. O Estado tem o dever de apoiar os trabalhadores desempregados e promover políticas de pleno emprego.
O governo ao anunciar que o RSI será, em 2013, uma das prestações sociais que mais desce no Orçamento do Estado está a atirar as pessoas para a exclusão social, para a indigencia e para a fome, demitindo-se da sua função. Não aceitamos que as pessoas tenham que passar a viver da caridade do Banco Alimentar. Exigimos que se reponham os mecanismos de solidariedade do Estado."
domingo, 16 de dezembro de 2012
"Taxar os Ricos"...
... vale mesmo a pena ver! ... Simples... e verdadeiro!
(via Pedro Faria Bravo no Facebook)
sábado, 15 de dezembro de 2012
Da Europa a Brincar com o Fogo...
As taxas de desemprego no sul da Europa variam, neste momento, entre os 17 e os 26% com 5 milhões de pessoas sem trabalho na vizinha Espanha, um assustador número de 20.000 pessoas a viver sem abrigo na Grécia (das quais 1 em cada 5 tem habilitações académicas de nível universitário) e Portugal a apresentar a 3ª maior taxa de desemprego da OCDE... se a estas calamidades socio-económicas, somarmos as dificuldades em crescendo na Bélgica, na Itália, na França, na Alemanha e na ex-designada Europa de Leste que se tem mantido mantido mais ou menos silenciosa face aos dramas do Sul (entre a ansiedade e a esperança de um mundo perfeito pós-soviético), a evidência assume contornos globais que se revelam já, por exemplo, na Polónia (onde a discriminação etária no acesso ao trabalho é um dos mais ameaçadores rostos do desemprego) e na Hungria (onde as manifestações estudantis abrem caminho à latente explosão de uma revolta pública que não pode, durante muito mais tempo, continuar contida)... O ritmo a que o pensamento político-económico (não) progride nas instâncias internacionais e nas instituições europeias legitima o medo face a um imobilismo político aberrante que, na paralisante tradição de "esperar para ver" e daí retirar dividendos, contribui para a rápida emergência de condições que podem ser fatais para a credibilidade democrática... porque a História tem demonstrado os desastres humanos que costumam suceder-se a estes cenários - independentemente do marketing interno e externo com que se tentam dissimular sob formas que chegam a ser surpreendentes como é o caso da atribuição do (descredibilizado) Prémio Nobel da paz à UE!... pois... mas, brincar com o fogo é, de facto, muito, muito perigoso!...
quinta-feira, 13 de dezembro de 2012
A Propósito do "Na Linha da Frente"...
Na RTP, a reportagem "Na Linha da Frente" confronta-nos com a realidade atual da sociedade portuguesa que nada nem ninguém tem o direito de minimizar... torna-se por isso mais inglório todo o discurso que a tente tornar compreensível... as pessoas e, de forma particular, as crianças, não são "moeda de troca" para exigências político-financeiras! Não podem ser!... sob pena de trocarmos os valores inerentes à dignidade humana por anónimos mercados, cifrões e escolhas... é nestes momentos e nos recortes ilustrados da vida real que se percebe a dimensão grotesca do que nos é apresentado como "inevitável"... em nome de uma "crise" que prejudica os fluxos financeiros e as ideologias que os protegem, que nome tem a resposta que se materializa na consolidação de uma imensa porque colectiva tragédia humana?... e o que pensar da incapacidade de união de esforços para lhe fazer frente e inverter o sentido desta aparentemente irreversível caminhada para o precipício?...
(a imagem chegou via Rogério Gaspar no Facebook)
quarta-feira, 12 de dezembro de 2012
Um País Possível - de Manuel Alegre à CGTP...
Em Portugal, o pensamento escreveu-se sob a forma de Poesia... nos tempos que correm, como acabámos de constatar na entrevista de Manuel Alegre à RTP 1, a lucidez política renasce nas palavras do Poeta... destaco o sentido de uma expressão lapidar de M.Alegre sobre os princípios subjacentes à atual governação portuguesa que, afinal de contas, coloca os "credores" acima do interesse nacional!... entretanto, para além da referência crítica às opções estratégicas de privatização da RTP e da TAP que, de modo elucidativo, sintetizou, M. Alegre abordou incisivamente as consequências do Tratado de Maastricht enquanto contrárias ao espírito europeu que integrámos e tirou o véu ao projeto ideológico ("não escrito"!) em que assenta a ultrapassada dicotomia cartesiana entre o Norte e o Sul que o pan-germanismo financeiro nos vai impondo... neste contexto analítico, vale a pena evocar, também, aqui, o que hoje disse Arménio Carlos sobre a nova revisão da legislação laboral (ler e ouvir AQUI -via CGTP no Facebook).
Trabalho Temporário, Trabalho Sem Direitos...
"O recrutamento de trabalhadores com recurso a agências de trabalho temporário tem vindo a subir nos últimos anos de tal forma que a facturação anual destas agências chega já aos 600 milhões de euros. O MSE denúncia estas empresas que não são mais do que instrumentos de promoção e perpetuação do trabalho precário, sem direitos, mal pago. São intermediárias entre o trabalhador e o patrão que vivem de lucros conseguidos através da usurpação de parte do salário dos trabalhadores e que legitimam a desresponsabilização das empresas perante estes. Assim, o MSE questiona: afinal qual o papel do Centro de Emprego? Gerir subsídios de desemprego? Controlar os trabalhadores desempregados para, à primeira oportunidade, lhes retirar o subsídio? Manipular os números de desemprego? Porque não é o estado, através do Centro de Emprego, a cumprir esta tarefa? Porque é que estas empresas têm uma facturação de milhões de Euros e os Centros de Emprego não cumprem o seu papel? Exigimos o fim das empresas de trabalho temporário e que o Centro de Emprego assuma a função para o qual foi criado: promover o emprego com direitos."
(Comunicado do MSE - Movimento Sem Emprego)
terça-feira, 11 de dezembro de 2012
Sonoridades Intemporais...
... Plácido Domingo canta, precioso como sempre!, "Piensa en mi"...
(via Helena Pato no Facebook)
segunda-feira, 10 de dezembro de 2012
Juntar as Mãos... em 10 de Dezembro!
... pelo Tibete e pelo apoio a todos os que lutam pelo direito à dignidade identitária, num contexto implacável que, no caso, tem levado à imolação dezenas e dezenas de pessoas, adultos, mulheres e jovens - eis uma das mais prementes exigências éticas, a evocar no dia de hoje, 10 de Dezembro, Dia Internacional dos Direitos Humanos!
domingo, 9 de dezembro de 2012
sábado, 8 de dezembro de 2012
Da Cidadania e Arte contra a Exploração Financeira
... Em Zurique, foi esta a forma escolhida para uma manifestação de protesto contra os Tubarões Financeiros...
(via Jesuína Pedreira no Facebook)
sexta-feira, 7 de dezembro de 2012
quinta-feira, 6 de dezembro de 2012
Óscar Niemeyer, entre o Sonho e a Arquitectura...
"A Humanidade precisa de sonhos para suportar a miséria; nem que seja por um instante."
(OSCAR NIEMEYER)
(OSCAR NIEMEYER)
quarta-feira, 5 de dezembro de 2012
J. Benite - do Teatro como (Re)Criação do Mundo
Hoje, Joaquim Benite, entrou num outro personagem e foi para longe... tinha 69 anos e fica na História do Teatro, em Portugal e na Europa, como um dos seus grandes criadores contemporâneos apesar de, quando interpelado sobre se seria protagonista de uma tal marca, ter respondido: "Os encenadores nunca ficam na história. Só os escritores, como o Shakespeare.
Sabe, acho que vale a pena viver para nos divertirmos. Lutar por coisas, para
cumprir missões, não. O teatro é um sinal de civilização que está na origem da
sociedade. Até nos animais. Quando chego a casa, o meu cão faz uma dança que
parece egípcia, pá. São rituais de representação. Mas o teatro não tem missão
nenhuma. É uma coisa que as pessoas fazem porque gostam e as outras veem porque
lhes dá prazer". (ler AQUI).
Do Festival de Teatro de Almada de que foi alma fundadora e energia permanente, disse um dia:
Da História... Essencial
... "O Homem Que Plantava Árvores"...
(via Miguel Gomes Coelho no Facebook)
segunda-feira, 3 de dezembro de 2012
domingo, 2 de dezembro de 2012
Entre a Constituição e o Orçamento de Estado ...

O futuro próximo da sociedade portuguesa depende do "braço-de-ferro" entre as garantias constitucionais e o orçamento de estado. Entretanto, além do coro de protestos que defendeu o "chumbo" da proposta orçamental que acabou aprovada na AR e do que agora reclama a verificação da sua constitucionalidade, chegou a vez de António Costa defender o envio do OE 2013 para o Tribunal Constitucional (LER AQUI)... porque perante a adopção de um documento que condicionará a vida de milhões de pessoas durante 12 meses, com consequências que se prolongam muito para além desse tempo, o mínimo que se pode fazer é exigir que um tal documento não seja ilegal, violando os direitos fundamentais das pessoas... além disso, face a um estado económico-social com as características do que estamos a viver no nosso país, quem tem a coragem de pensar tem, necessariamente, que tomar posição!...
sábado, 1 de dezembro de 2012
Fome e Sociedade, em Portugal...

O desemprego atingiu, em Portugal, os 16,3% (ler aqui)... por isso, há crianças com fome e pais, aflitos, em busca de ajuda, a chegar aos hospitais, vítimas de carência e privação (LER E VER AQUI)! ... Perante a trágica realidade que o cenário nos apresenta, continuar a anunciar novos cortes nas funções sociais do Estado, propor a privatização da escola pública e insistir em penalizar funcionários e pensionistas com a consciência de que vivemos numa sociedade sem investimento e sem criação de emprego... é, simplesmente, uma desumanidade... inqualificável!...
quinta-feira, 29 de novembro de 2012
Palestina - Um Estado nas Nações Unidas!
Hoje, 138 países votaram a favor da Palestina como Estado-Observador Não-Membro da ONU... dos 9 que votaram contra e dos 41 que se abstiveram, rezará a História apenas nas páginas negras que vão sendo escritas sobre o mundo contemporâneo. Pela Paz e Pelo Direito a Uma Vida Digna: Viva a Palestina!
quarta-feira, 28 de novembro de 2012
terça-feira, 27 de novembro de 2012
Ciganos com Estudos... Em Nome do Futuro (2)
... agora, sim: o vídeo a que se reporta o post "EM NOME DO FUTURO"!!!...
ONU Contra a Mutilação Genital Feminina
Hoje, pela primeira vez, a Assembleia Geral das Nações Unidas aprovou uma Resolução que condena a Mutilação Genital Feminina, solicitando aos Estados a condenação desta prática e a promoção de medidas concretas que a penalizem e previnam cívica e educacionalmente, garantindo a mulheres e crianças, vítimas e potenciais vítimas deste flagelo, o direito a uma vida digna, com respeito pela sua integridade física e psicológica (LER AQUI)... o regozijo e o aplauso pela tomada desta decisão da ONU é inequivocamente louvável... e ... tardia!...
segunda-feira, 26 de novembro de 2012
domingo, 25 de novembro de 2012
Sonoridades Intemporais...
... Stan Getz e John Coltrane, ao vivo em Dusseldorf, nos idos de 1960...
Da Violência Contra as Mulheres (actualização)...
Hoje, 25 de Novembro, assinala-se o "Dia Internacional para a Eliminação da Violência Contra as Mulheres", momento em que não podemos relativizar o facto de, em Portugal, só este ano, já terem sido assassinadas, até momento, 30 mulheres (ver anotação no final do texto)! No espaço doméstico e no espaço público, por razões históricas que o presente perpetua, mulheres e crianças são os mais expostos e vulneráveis ao exercício de todas as formas de violência... designadamente, porque, ao longo do tempo, foram estes os grupos sociais que menos capacidades de defesa aprenderam e vivenciaram, face ao que as dinâmicas históricas desenvolveram como grupo dominante pelo recurso à força como forma de resolução dos problemas... deste modo, como em todos os reflexos comportamentais enraizados pela cultura que os perpetua, aos olhos da opinião pública e da perceção das relações interpessoais, o problema "legitimou-se" apenas e só pela sua repetição constante - mimesis que conduziu a uma espécie de perspectiva assente numa espécie de banalização que, podemos dizê-lo!, adquiriu estatuto formal de recurso psicossocial no contexto da análise das chamadas "relações de poder". O século XX, na senda da valorização das ciências humanas e dos estudos sociais, revelou os condicionalismos subjacentes a um crime "silenciado" pelas famílias e ignorado pela sociedade e promoveu a criação de instrumentos legislativos, comunicacionais, educacionais e cívicos capazes de combater o flagelo... Contudo, ainda hoje, em pleno século XXI, a realidade continua a fazer um número elevadissimo e intolerável de vítimas, sendo previsível o seu aumento exponencial em contextos de grave crispação social e crise económica. É, por isso, fundamental insistir na mensagem de que não podemos deixar sucumbir a voz da razão e do conhecimento subjacente ao Humanismo que, coletivamente, construimos, exigindo, cada vez mais, contundentemente, o seu reforço e a sua consolidação. Insistir nas campanhas contra a violência, promover esta consciência em todas as fases da educação, mobilizar meios de comunicação, protagonistas políticos e toda a opinião pública, mantendo atualizada a informação e promovendo a sua visibilidade como forma de "despertar consciências" para a urgente necessidade de alteração destas práticas sociais, é determinante para reduzir um fenómeno que, além de matar pessoas, causa danos invisíveis e irreversíveis em quem os vive! Neste contexto e no âmbito deste fim-de-semana dedicado à luta contra a violência contra as mulheres (vejam-se os 3 posts anteriores que aqui reproduzem os esforços nacionais nesse sentido), em que se integra, de forma transversal, a problemática da violência contra as crianças e os idosos - porque em todos os grupos sociais, a maior parte das vítimas são mulheres, vale a pensa ler a entrevista (lamentavelmente, apenas disponível em língua inglesa) da socióloga Sylvia Walby.Anotação: as estatísticas variam em função de inúmeros factores que vão do tempo de recolha às fontes; por isso, atendendo à atualização que vai sendo divulgada, vale a pena referir a informação da UMAR que indica 49 tentativas de homicídio e 36 crimes consumados - ver AQUI... já agora, a propósito de actualizações, ler também a informação que se divulga AQUI)...
(registe-se que a entrevista chegou via Sara Falcão Casaca e a imagem via Paula Brito, no Facebook)
sábado, 24 de novembro de 2012
sexta-feira, 23 de novembro de 2012
quinta-feira, 22 de novembro de 2012
Um Arrepio...
... se o passarinho não fosse uma beleza, diria que a penugem está a reagir à proposta de orçamento para 2013 em discussão na AR (ler um exemplo paradigmático AQUI)...
(link para texto via Catarina Martins e imagem via Francisco Gentil Apolónio no Facebook)
(link para texto via Catarina Martins e imagem via Francisco Gentil Apolónio no Facebook)
Da Estratégia 2020 ao Orçamento Europeu...
A proposta de orçamento apresentada pelo Conselho para o financiamento comunitário entre 2014 e 2020, implica uma redução de 80 mil milhões de euros (ler AQUI)... considerando que a coesão europeia se encontra seriamente comprometida na sequência da "crise" e da recorrente "austeridade" cujo impacto vai continuar a agravar as debilidades sociais dos Estados-membros, (designadamente, dos países da Europa do Sul), esta proposta é o rosto inequívoco do antagonismo entre os interesses dos países que consideram consolidadas as respetivas economias e os chamados "países periféricos" (expressão que, inequivocamente, evidencia a conceptualização hierárquica que, afinal e apesar de tudo o que foi dito ao longo das duas últimas décadas!, subjaz à "construção europeia"). A proposta que, à primeira vista, visa apenas "controlar" os custos da participação comunitária aos países mais ricos, assume, em última análise, muito mais do que esta constatação simplista, denotando o enveredar por uma opção que mais contribui para o desmoronamento da arquitectura da União Europeia tal como a conhecemos, do que para a redução das suas assimetrias internas, promovendo a degradação de uma harmonia que se reconhece indispensável ao crescimento do investimento e do emprego... em causa estão opções políticas de natureza muito profunda que requerem um sentido de responsabilidade social que parece alheado das preocupações dos protagonistas que, supostamente, defendem e representam os interesses públicos dos cidadãos europeus... O futuro de todos nós depende agora do "braço-de-ferro" e do argumentário técnico-político destes protagonistas à mesa das negociações e de que se espera o que os sacrifícios das pessoas exigem: a defesa intransigente de objectivos económicos e sociais em detrimento de demagógicas posições (e alianças) ideológicas que acabarão por se reduzir a uma guerra de interesses financeiros que os mais frágeis não podem ganhar. O futuro do projeto comum europeu está à beira da consolidação... ou da implosão!
quarta-feira, 21 de novembro de 2012
A Palestina não pode esperar!...
... a tragédia continua... até que os protagonistas compreendam a dimensão do atentado que persistem em perpetuar... (LER AQUI)... e Gaza não pode esperar pelos "ajustes de contas" entre agressores que ignoram os direitos humanos em nome dos mitos e dos medos com que inventam justificações para a guerra!... Pela Paz e o Direito à Vida do Povo da Palestina!
(imagem e notícia chegaram Maria João Fitas no Facebook)
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![Se D. Afonso Henriques fosse vivo...
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PS: A volvo está a sortear outro automóvel C30. Tentar não custa -> http://migre.me/bEP4N](http://sphotos-a.ak.fbcdn.net/hphotos-ak-prn1/s480x480/75045_529716893716158_419908076_n.jpg)































