domingo, 24 de março de 2013

À Beira de um País que Abril Fechou...

Estão em curso as celebrações pelo centenário do nascimento de Álvaro Cunhal... ontem, na Aula Magna, para além da música, da arte, da alegria e da união solidária dos que têm como exemplo, o símbolo maior da luta política portuguesa em defesa dos trabalhadores e dos mais desprotegidos em nome da igualdade e da liberdade, ouviu-se um discurso notável proferido pelo Reitor da UL, o Professor António Nóvoa a quem ficamos a dever as palavras que são também uma "senha" para que se acorde e se levante alto o despertar de um Povo engolido pelo que se pretende mas não é, incontornável: " ESTAMOS Á BEIRA DE UM PAÍS QUE ABRIL FECHOU"... Nos tempos que correm estas são as palavras certas para homenagear Álvaro Cunhal... e para erguer a voz de Portugal.

sábado, 23 de março de 2013

Dizer da Mudança...

"MUDANÇA



O Inverno não dura sempre
névoa da nossa desilusão

Desce à terra nuvem que vogas
sobre a aridez da mentira
mil metros acima do chão

Abre-te ao nosso desejo
deixa florir tua água de mudança
nesta cidade em que tudo está à venda
e se pisam os dedos do mais fraco
e a sua dor

Trago na ponta da língua a indignação
e na mala a tiracolo uma carta
sem verdades seguras mas com esperança
num outro Abril

com plantas de luz
para ficarem."

(Urbano Tavares Rodrigues - via Maria Albertina Silva no Facebook)

sexta-feira, 22 de março de 2013

O Som da Primavera...

Aprender a Eliminar a Discriminação...

(via Maria de Fátima Fitas no Facebook)

Da moção de censura...

"O PS A REBOQUE DO TRIBUNAL CONSTITUCIONAL

É óbvio que o PS já sabia que o TC tinha chumbado o orçamento – não todo, mas o suficiente para o governo se demitir. Portanto, a moção de censura do PS é um nado morto."

(José Manuel Correia Pinto via Facebook)

quinta-feira, 21 de março de 2013

Das Primaveras...

... as Primaveras anunciam o ressurgimento da vida... talvez por isso, pelo simbolismo de esperança que dela emana, as Primaveras foram de Praga, foram de Portugal em Abril, foram árabes e continuam a ser o sinal de que a mudança é possível... faltam por aí Primaveras e sobram lágrimas... esperemos que reguem o solo ácido dos tempos que atravessamos como desertos e tornem fértil o caminho do presente para que o futuro se faça... melhor!

(a fotografia, magnífica!, chegou via António Bordalo Lula no Facebook)

Sonoridades Femininas...


... "Somos"... na voz, imortal!, de Chavela Vargas...

quarta-feira, 20 de março de 2013

A Lição Cipriota...

... a propósito do impacto da reacção do Parlamento do Chipre à sugestão do seu próprio Presidente e do Eurogrupo sobre a aplicação "cega" de um imposto sobre depósitos bancários... Chipre, uma pequena ilha mediterrânica, a sul da Europa, meio-grega/meio-turca, absolutamente cipriota, afinal de contas, deu o exemplo a quem receia o poder do dinheiro que, sob a forma de "ajuda" e "resgate" submete, controla e subalterniza os reais interesses coletivos dos povos e dos países... fica assim demonstrado que, perante forças exógenas, podem sempre emergir resistências endógenas capazes de alterar cenários aparentemente "incontornáveis"... tudo depende!... da coragem, da consciência e, se assim podemos dizer, de um certo altruísmo político... 

terça-feira, 19 de março de 2013

segunda-feira, 18 de março de 2013

Da Europa - Entre o Diagnóstico e a Previsibilidade...

" Conflitos na Europa Podem Agravar-se

Num rasgo de lucidez, o ex-líder do Eurogrupo, Jean-Claude Juncker, primeiro-ministro do Luxemburgo, advertiu, há pouco dias, que os conflitos na Europa podem agravar-se e avisou que, no actual cenário, a «questão da guerra e da paz» não deve ser excluída.
«Quem pensa que a questão da guerra e da paz já não se coloca pode estar rotundamente enganado», avisou Junker em entrevista ao semanário alemão Der Spiegel.
Ao pronunciar-se sobre a actual crise europeia, Juncker referiu que detecta «muitos paralelismos com 1913, um período em que todos pensavam que nunca mais haveria uma guerra na Europa». E concretizou: «É impressionante reconhecer como a situação europeia em 2013 se assemelha com a registada há 100 anos».
Para Juncker, os primeiros sinais foram detectados no decurso das campanhas eleitorais na Grécia e Itália. «De repente, surgiram ressentimentos que julgávamos terem desaparecido para sempre», considerou.
O ex-líder do Eurogrupo lamentou que as campanhas eleitorais nos dois países do sul fossem «excessivamente» anti-alemãs e anti-europeias, mas sem deixar de reconhecer que, no caso da Grécia, «a forma como alguns políticos alemães se referiram ao país deixou feridas profundas na sociedade grega».
Juncker frisou que, em sua opinião, a saída da crise apenas será possível com «maior união» entre todos os países do espaço europeu.
A única coisa que não se percebe é se este lúcido «recado» de Jean-Claude Junker também terá como destinatária à chanceler alemã Ângela Merkel. Isto porque Junker aceitou o convite para participar, como apoiante de Ângela Merkel, na campanha eleitoral para as eleições legislativas na Alemanha, em Setembro próximo.
Convirá recordar, já agora, aquilo que Marx escreveu no «18 de Brumário», rectificando uma ideia de Hegel, segundo a qual a história repete-se necessariamente: «Hegel salienta algures que todos os grandes acontecimentos e personagens históricos irrompem digamos assim duas vezes. Esqueceu-se de acrescentar: uma vez como tragédia e na vez seguinte como farsa».
Não sei se, afinal, não terão ambos razão. Porque nem sempre a história se repete como farsa..."
Alfredo Barroso (autor do texto a quem aproveito para agradecer a publicação via Facebook)

Expressões...


(via Luís Santiago no Facebook)

A Cor do Amor...


(via Maria de Fátima Fitas no Facebook)

Sonoridades...

... Serge Reggiani "Le Temps qui Reste"...

domingo, 17 de março de 2013

Da lógica e da desmistificação do ajustamento...

A manipulação e o desrespeito pelos povos, os cidadãos e os valores democráticos da verdade, da transparência, da justiça, da justeza, da liberdade, da igualdade e da responsabilidade social, atingiram um ponto "alto" na história "ocidental" da economia e da política, no contexto da sociedade mediatizada em que vivemos desde o século XX. Porque falar em "ajustamento" nos dias que correm é a mais evidente expressão de cinismo e de desprezo pela consciência das pessoas, pelo conhecimento e pelo (nosso) direito individual e coletivo de exigir, reivindicar e sonhar um mundo melhor... A realidade é que o ajustamento está feito e a alegada "crise" em que vivemos não é mais do que o processo de mudança de que esse ajustamento necessita para se institucionalizar. O ajustamento, ao contrário do que parecem querer fazer-nos acreditar, não é um processo em nome de um futuro melhor onde se recuperem garantias de bem-estar social agora destruídas, mais emprego e mais direitos sociais... não! O ajustamento é o processo que, legitimado no argumento da crise e na sequência das alterações decorrentes das variações financeiras do movimento de capitais, dá aos mercados a possibilidade de se reestruturarem sem os custos sociais dos direitos dos trabalhadores e, consequentemente, da Democracia. O argumento de uma esperança adiada no tempo em nome da capacidade de suportar "sacrifícios" ou seja, de suportar a penalização de vidas humanas, pessoas, famílias e estruturas sociais, através do desemprego e do desmantelamento das competências económicas dos países, é uma falácia que a História da Humanidade registará como tétrica - pelo grau de "embuste" concretizado sob a capacidade de mediatização e disseminação do dito "quarto poder" que continua a dominar a sociedade contemporânea ... Porque, de facto!, não são preciso décadas para que o dito "ajustamento" se concretize... o ajustamento da vida de todos aos interesses da lógica do lucro do mercado "deles" está aí: presente e progressivamente doloroso até nos fazer esquecer dos direitos que tivémos!... e sim, é apenas deste esquecimento que falam quando remetem o discurso para as décadas de cumprimento do tal, eufemisticamente!, chamado "ajustamento"!

sexta-feira, 15 de março de 2013

Argentina...

(via Paula Brito no Facebook) ... entretanto, mais ou menos a (des)propósito, acabei de ver a notícia que podem ler aqui...

quarta-feira, 13 de março de 2013

Sonoridades Femininas...

... Anoushka Shankar em "Si no Puedo Verla", num fabuloso encontro com o flamenco...

terça-feira, 12 de março de 2013

segunda-feira, 11 de março de 2013

A não perder!...

... uma jóia que faz jus ao melhor da Arte!... (via Jorge Humberto Filipe no Facebook a quem agradeço -muito!- a bela partilha)