segunda-feira, 1 de abril de 2013

Da Maior das Resistências...

(via Alberto Jorge Goes Reis no Facebook)

Sonoridades Femininas...

... "Orange Moon" na voz de Erykah Badu...

domingo, 31 de março de 2013

"Um País de Gestores...

"Dantes dizia-se que Portugal era um país de doutores. O que deveria ser um sinal de emancipação, o saber que no país os doutores derramassem sobre processos e incultos, era antes uma separação entre os intelectuais e os simples (Gramsci), uma colocação do saber em estatuto, doutor era distância, título, obrigava a reverência, vénia, o Sr. Doutor ainda não chegou, depois pergunta-se ao Sr. Doutor, sim, as azevias são para o Sr. Doutor.
Quem, vindo de baixo, não queria o sol de ser doutor, quantos não renegaram as origens nesse trajecto que fizeram de costas voltadas para a miséria que imperava? Não foi essa, e é, voracidade de ascensão, que mata em muitos o que tendo sido revolta e sentido de justiça na juventude se transforma em oportunismo e sacanice (Jorge de Sena, O país de sacanas”) na condição adulta? Ele é óbvio que há também oportunistas natos e até criaturas que já vêm com almas pidescas, nesses habita a inveja nas formas que a literatura naturalista mais experimental traçou como sinal de certa monstruosidade biológica – já não estamos aí, na unilateralidade da explicação dos comportamentos, mas a genética recolocou o problema da determinação de certos comportamentos. O que leva um tipo a, sendo Ministro das Finanças, torturar um país inteiro com o exercício das suas imposturas supostamente ciência económica? O que explica um Gaspar?
O problema não era entretanto, tanto “doutor” no ar e, na realidade, tão poucos doutores, mas o analfabetismo, o outro reverso da estrutura pátria, o que tornava o ser-se doutor essa intangibilidade por vazio no que sobrava sociologicamente falando, esse direito de pernada do título sobre o que fosse que se apresentasse, esse chego-me para o lado dos de baixo, esse aceno cheio de “respeitinho é que é preciso” dos do meio remediado - são os piores e mais vorazes, preenchem nas administrações públicas os cargos de micro-poder, estão impantes dessa responsabilidade e não hesitam no processo disciplinar, no amesquinhamento de terceiros sob a sua alçada.
Esse furioso acesso ao bem estar que algum poder, ou muito poder – ou mesmo o poder de Estado, e neste o poder policial, o arbitrário gesto de mandar torturar ou matar, de muitas formas – permite e foi permitindo, constituindo-se famílias de poder longevas, marcou gerações de apaniguados do regime e dos regimes que se foram sucedendo à “velha senhora”. Os poderes têm sempre clientelas. Assim como a riqueza se reproduz, o canudo, qualquer que fosse, o de ser-se engenheiro doutor ( "o Senhor Engenheiro hoje engraxa? Engraxo na baixa" Alexandre O'Neil) ou médico doutor, ou advogado doutor, ou doutor em finanças ( que arrepio!), permitia ( agora é uma entrada directa no desemprego, a não ser que se pertença a uma juventude partidária) esse acesso aos patamares de reprodução da riqueza. E obviamente esse estar ao serviço da reprodução da pobreza enquanto riqueza para si mesmos.
Mas esse D. R. que se sucedia na boca de todos os “indiferenciados”, nada dizia do verdadeiro saber de muitos doutores. Os que detinham um saber e erudição verdadeiros e o punham ao serviço de todos – tentavam pôr – eram doutores. Ainda agora faleceu um grande Doutor, o Dr. Óscar Lopes, referência incontornável para todos os da minha geração e anterior. Fiz o meu exame de literatura do 7º ano com a sua, e do Dr. António José Saraiva, História da Literatura. Usei o livro proibido para efeitos de exame, era muito completo: à literatura e aos aspectos estilísticos juntava, de modo esclarecedor, os enquadramentos históricos e sociológicos. Era um livro que nos abria o país fechado na história oficial.
O saber nunca fez mal a ninguém, o falso saber, que hoje é generalizado e faz parte das estratégias da aparência, esse cola-se a uma qualquer imagem desejada. O marketing é isso: a promoção da superficialidade da imagem que esconde a substância do que desenha (design). Quando se diz que a imagem isto ou aquilo, não se está a falar do que é a imagem para além do que significa no design, mas do que parece a própria forma desgarrada e absoluta, em estatuto de aura e fetiche, sendo todas as estratégias viradas para que o que pareça convença contra aquilo que possa ser, ou na ausência total do que esse aquilo seja ou possa ser. É a sociedade do espectáculo. Trata-se de um interminável tráfico de fluxos de imagens ao serviço de operacionalidades funcionais de um vazio activíssimo. É isso que explica que não saiamos da crise. Enquanto tudo o que se faça ao coma crítico da economia europeia forem paliativos, cuidados paliativos, o que se prolonga é o coma. Só se sai disto, não com as reformas estruturais que não o são mas medidas radicais ao serviço de um alargamento do fosso que sistema cria entre ricos e pobres, com um revolução das medidas, com uma total alteração de paradigma.
O nosso problema hoje é a falta de doutores e sermos um país de gestores. As últimas gerações no poder são gerações de gestores, são conhecedores de vazios e chavões, são obcecados da palavra inovação e nada inovam nem inventam, a maior parte formados nessas universidades de cursos rápidos que aproveitaram as tais oportunidades de mercado – um mercado de ascensões sociais aceleradas – para vender um saber vulgarizado, agora abastardado ao ponto a que chegámos de se produzir iliteracia em ambiente universitário, todo ele muitos eventos e performativo.
O problema hoje é que somos um país de gestores e de engenheiros rápidos (mesmo aos doutores o que se pede é que sejam gestores) pessoas incapazes de uma visão política culturalmente informada, incapazes de perceber o mundo para além do seu horizonte salarial e tráficos possíveis alcandorados na posição política. A política é uma forma de capitalizar. Diziam esses tipos que isso era em África, enquanto durou Abril e a porta da sacanice empreiteira negocial estava fechada. África, essa África de quem não a conhece, é o que eles são."       
Fernando Mora Ramos
(via Fernando Mora Ramos e Maria de Fátima Fitas no FB - a imagem é escolha da minha autoria)

sábado, 30 de março de 2013

Da Liberdade como Libertação...


Das Ruínas da Europa ao Repto do Futuro...

O texto é de Viriato Soromenho Marques e foi publicado no DN de 26-03-2013 (a imagem é uma escolha da minha autoria):

"A União Europeia morreu em Chipre?
 
«Quando as tropas norte-americanas libertaram os campos de extermínio nas áreas conquistadas às tropas nazis, o general Eisenhower ordenou que as populações civis alemãs das povoações vizinhas fossem obrigadas a visitá-los. Tudo ficou documentado. Vemos civis a vomitarem. Caras chocadas e aturdidas, perante os cadáveres esqueléticos dos judeus que estavam na fila para uma incineração interrompida. A capacidade dos seres humanos se enganarem a si próprios, no plano moral, é quase tão infinita como a capacidade dos ignorantes viverem alegremente nas suas cavernas povoadas de ilusões e preconceitos. O povo alemão assistiu ao desaparecimento dos seus 600 mil judeus sem dar por isso. Viu desaparecerem os médicos, os advogados, os professores, os músicos, os cineastas, os banqueiros, os comerciantes, os cientistas, viu a hemorragia da autêntica aristocracia intel...ectual da Alemanha. Mas em 1945, perante as cinzas e os esqueletos dos antigos vizinhos, ficaram chocados e surpreendidos.

Em 2013, 500 milhões de europeus foram testemunhas, ao vivo e a cores, de um ataque relâmpago ao Chipre. Todos vimos um povo sob uma chantagem, violando os mais básicos princípios da segurança jurídica e do estado de direito. Vimos como o governo Merkel obrigou os cipriotas a escolher, usando a pistola do BCE, entre o fuzilamento ou a morte lenta. Nos governos europeus ninguém teve um só gesto de reprovação. A Europa é hoje governada por Quislings e Pétains. A ideia da União Europeia morreu em Chipre. As ruínas da Europa como a conhecemos estão à nossa frente. É apenas uma questão de tempo. Este é o assunto político que temos de discutir em Portugal, se não quisermos um dia corar perante o cadáver do nosso próprio futuro como nação digna e independente.»
 
(com o agradecimento à Helena Pato pela partilha no Facebook)

Sonoridades Femininas...


... "Malaika" é a mais conhecida interpretação de Miryam Makeba, cuja vida é brevemente resumida neste vídeo que chegou via Manuel Duran Clemente no Facebook (a quem aproveito para agradecer, com um abraço, a bonita partilha)...

Da Natureza da Atitude...


sexta-feira, 29 de março de 2013

Leituras Cruzadas (Atualizadas)...

Giorgio Agamben no Blog da Boitempo
José Manuel Correia Pinto no Politeia
Raimundo Narciso no PuxaPalavra*
Estrela Serrano no Vai e Vem
Alexandre Rosa no Olhares do Litoral
Eduardo Pitta no Da Literatura
Vitor Dias no O Tempo das Cerejas
Joana Lopes no Entre as Brumas da Memória
Rui Bebiano no A Terceira Noite
Unesco - Cante Alentejano a Património Imaterial da Humanidade

* com um grande abraço de agradecimento ao meu amigo Raimundo Narciso pelas gratificantes e honrosas palavras com que refere A Nossa Candeia

Sonoridades Femininas...


Leituras Cruzadas...

Giorgio Agamben no Blog da Boitempo
José Manuel Correia Pinto no Politeia
Estrela Serrano no Vai e Vem
Alexandre Rosa no Olhares do Litoral
Eduardo Pitta no Da Literatura
Vitor Dias no O Tempo das Cerejas
Rui Bebiano no A Terceira Noite

Do Saber, da Humildade, da Coragem e da Razão

Vale a pena ouvir o discurso do Reitor da Universidade de Lisboa, Professor António Sampaio da Nóvoa, na celebração do Centenário do Nascimento de Álvaro Cunhal. (o vídeo chegou via José Carlos Faria no Facebook)

quarta-feira, 27 de março de 2013

Sócrates, o Agitador...

Gostei de ouvir a entrevista de José Sócrates porque reedita o debate político em Portugal, um país que anda, cinzento e pesaroso, de cabeça baixa e ombros curvados sob o peso da completa ausência de esperança. Penso que corremos o risco de assistir ao desaparecimento do protagonismo da potencial mas invisível oposição que se aguarda (?!) do PS e de ver branquear a atualidade num diálogo acusatório, defensivo e contra-acusatório que não trará vantagens na construção do futuro e alargará a margem de cumprimento de uma legislatura esmagadora... de qualquer modo, Sócrates traz um discurso capaz de ajudar as pessoas a retomarem o pensamento e a crítica política... vamos ver se consegue gerir inteligentemente as suas intervenções, sem ceder à tentação de se repetir na defesa do passado e sem sucumbir aos ataques de que vai ser alvo... e, acima de tudo, se a agitação provocada pelo regresso do espírito narrativo de Sócrates sobe o nível e a riqueza do debate político... porque, afinal de contas, é fundamental sair do pantanoso marasmo que caracteriza os dias... um bom ponto de partida para a revitalização da análise, da opinião e da discussão é, de facto, a comparação do texto original do Memorando e a versão que, entretanto, foi sendo desenhada - tema que deve integrar a problematização da economia política europeia contemporânea, dos mecanismos financeiros internacionais e da sua relação com os Estados e os Países, bem como a reavaliação do papel, da função e da natureza dos conceitos de soberania, independência e interdependência... é pedir demais? ... pois... deve ser... eu sei... mas, vale a pena lembrar que é este o cerne da questão... e que tudo o resto são "narrativas" eivadas de pseudo-ideologias mais ou menos gratuitas...    

Sonoridades Femininas...


Do Teatro...

Com um grande abraço ao José Russo... em Homenagem!... neste 27 de Março, Dia Mundial do Teatro!

Economia e Política - Entre o Rumo e a sua Falta...

terça-feira, 26 de março de 2013

Sonoridades...


Nós, Europeus, Humilhados e Ofendidos...


"O CHIPRE E NÓS

Manuel Alegre


Estamos como aqueles prisioneiros dos campos de concentração que viviam na ilusão de que a vez deles talvez não chegasse, enquanto os outros iam sendo encaminhados para as câmaras de gás. Não se vê nenhuma cruz gamada, não há soldados a gritar ordens, a frase Arbeit macht frei ainda não aparece à entrada do nosso país. 
Mas o ministro Schaulbe, Durão Barroso e os donos da Europa germanizada metem medo. Não precisam de invadir nem de bombardear. Tomam um decisão e exterminam um país. Ontem foi o Chipre. Os quinta colunas que governam os países europeus e os comentadores arregimentados acham que não se pega, o Chipre é um pequeno país. Já tinham dito o mesmo da Grécia. Enquanto não nos puserem uma marca na lapela, eles julgam que vamos escapar. Mas eu já estou a sentir-me condenado. Não consigo deixar de me sentir cipriota. Estava convencido que pertencíamos à União Europeia, um projecto de prosperidade partilhada entre estados iguais e soberanos. Mas o Chipre, depois da Grécia e, de certo modo, nós próprios, fez-me perceber que esta Europa é uma fraude. Deixou de ser um projecto de paz e liberdade, começa a ser uma ameaça de tipo totalitário, com o objectivo de empobrecer e escravizar os países do sul. Por isso é conveniente que nos sintamos todos cipriotas. Antes que chegue a nossa vez."
(Publicado, hoje, no Jornal I)

Sonoridades Intemporais...

... Chopin "Nocturno" Op.9 Nº3 em B Maior... por Anna Fedorova... (com um agradecimento a Ricardo Cardoso por me ter dado a conhecer, via Facebook, a arte de Anna Fedorova)

segunda-feira, 25 de março de 2013

domingo, 24 de março de 2013

Um Olhar sobre o País que Somos...


... é uma boa história contada e ilustrada de forma exímia, com uma bela fotografia e algumas brilhantes e até impressionantes interpretações... é um filme que cumpre, na exacta medida em que tal lhe é pedido, tudo o que um filme deve ser... é bonito, é portador de verdade e é bom... vale a pena ver: "Comboio Nocturno para Lisboa" com Jeremy Irons... pode ser surpreendente e, tal como me aconteceu, uma boa surpresa!... é verdade: gostei mesmo muito! Acredito que vai acontecer a muita gente...

Álvaro Cunhal - Da Memória como Evocação do Exemplo...

(via Manuel Duran Clemente no Facebook)

À Beira de um País que Abril Fechou...

Estão em curso as celebrações pelo centenário do nascimento de Álvaro Cunhal... ontem, na Aula Magna, para além da música, da arte, da alegria e da união solidária dos que têm como exemplo, o símbolo maior da luta política portuguesa em defesa dos trabalhadores e dos mais desprotegidos em nome da igualdade e da liberdade, ouviu-se um discurso notável proferido pelo Reitor da UL, o Professor António Nóvoa a quem ficamos a dever as palavras que são também uma "senha" para que se acorde e se levante alto o despertar de um Povo engolido pelo que se pretende mas não é, incontornável: " ESTAMOS Á BEIRA DE UM PAÍS QUE ABRIL FECHOU"... Nos tempos que correm estas são as palavras certas para homenagear Álvaro Cunhal... e para erguer a voz de Portugal.

sábado, 23 de março de 2013

Dizer da Mudança...

"MUDANÇA



O Inverno não dura sempre
névoa da nossa desilusão

Desce à terra nuvem que vogas
sobre a aridez da mentira
mil metros acima do chão

Abre-te ao nosso desejo
deixa florir tua água de mudança
nesta cidade em que tudo está à venda
e se pisam os dedos do mais fraco
e a sua dor

Trago na ponta da língua a indignação
e na mala a tiracolo uma carta
sem verdades seguras mas com esperança
num outro Abril

com plantas de luz
para ficarem."

(Urbano Tavares Rodrigues - via Maria Albertina Silva no Facebook)

sexta-feira, 22 de março de 2013

O Som da Primavera...

Aprender a Eliminar a Discriminação...

(via Maria de Fátima Fitas no Facebook)

Da moção de censura...

"O PS A REBOQUE DO TRIBUNAL CONSTITUCIONAL

É óbvio que o PS já sabia que o TC tinha chumbado o orçamento – não todo, mas o suficiente para o governo se demitir. Portanto, a moção de censura do PS é um nado morto."

(José Manuel Correia Pinto via Facebook)

quinta-feira, 21 de março de 2013

Das Primaveras...

... as Primaveras anunciam o ressurgimento da vida... talvez por isso, pelo simbolismo de esperança que dela emana, as Primaveras foram de Praga, foram de Portugal em Abril, foram árabes e continuam a ser o sinal de que a mudança é possível... faltam por aí Primaveras e sobram lágrimas... esperemos que reguem o solo ácido dos tempos que atravessamos como desertos e tornem fértil o caminho do presente para que o futuro se faça... melhor!

(a fotografia, magnífica!, chegou via António Bordalo Lula no Facebook)

Sonoridades Femininas...


... "Somos"... na voz, imortal!, de Chavela Vargas...

quarta-feira, 20 de março de 2013

A Lição Cipriota...

... a propósito do impacto da reacção do Parlamento do Chipre à sugestão do seu próprio Presidente e do Eurogrupo sobre a aplicação "cega" de um imposto sobre depósitos bancários... Chipre, uma pequena ilha mediterrânica, a sul da Europa, meio-grega/meio-turca, absolutamente cipriota, afinal de contas, deu o exemplo a quem receia o poder do dinheiro que, sob a forma de "ajuda" e "resgate" submete, controla e subalterniza os reais interesses coletivos dos povos e dos países... fica assim demonstrado que, perante forças exógenas, podem sempre emergir resistências endógenas capazes de alterar cenários aparentemente "incontornáveis"... tudo depende!... da coragem, da consciência e, se assim podemos dizer, de um certo altruísmo político... 

terça-feira, 19 de março de 2013

segunda-feira, 18 de março de 2013

Da Europa - Entre o Diagnóstico e a Previsibilidade...

" Conflitos na Europa Podem Agravar-se

Num rasgo de lucidez, o ex-líder do Eurogrupo, Jean-Claude Juncker, primeiro-ministro do Luxemburgo, advertiu, há pouco dias, que os conflitos na Europa podem agravar-se e avisou que, no actual cenário, a «questão da guerra e da paz» não deve ser excluída.
«Quem pensa que a questão da guerra e da paz já não se coloca pode estar rotundamente enganado», avisou Junker em entrevista ao semanário alemão Der Spiegel.
Ao pronunciar-se sobre a actual crise europeia, Juncker referiu que detecta «muitos paralelismos com 1913, um período em que todos pensavam que nunca mais haveria uma guerra na Europa». E concretizou: «É impressionante reconhecer como a situação europeia em 2013 se assemelha com a registada há 100 anos».
Para Juncker, os primeiros sinais foram detectados no decurso das campanhas eleitorais na Grécia e Itália. «De repente, surgiram ressentimentos que julgávamos terem desaparecido para sempre», considerou.
O ex-líder do Eurogrupo lamentou que as campanhas eleitorais nos dois países do sul fossem «excessivamente» anti-alemãs e anti-europeias, mas sem deixar de reconhecer que, no caso da Grécia, «a forma como alguns políticos alemães se referiram ao país deixou feridas profundas na sociedade grega».
Juncker frisou que, em sua opinião, a saída da crise apenas será possível com «maior união» entre todos os países do espaço europeu.
A única coisa que não se percebe é se este lúcido «recado» de Jean-Claude Junker também terá como destinatária à chanceler alemã Ângela Merkel. Isto porque Junker aceitou o convite para participar, como apoiante de Ângela Merkel, na campanha eleitoral para as eleições legislativas na Alemanha, em Setembro próximo.
Convirá recordar, já agora, aquilo que Marx escreveu no «18 de Brumário», rectificando uma ideia de Hegel, segundo a qual a história repete-se necessariamente: «Hegel salienta algures que todos os grandes acontecimentos e personagens históricos irrompem digamos assim duas vezes. Esqueceu-se de acrescentar: uma vez como tragédia e na vez seguinte como farsa».
Não sei se, afinal, não terão ambos razão. Porque nem sempre a história se repete como farsa..."
Alfredo Barroso (autor do texto a quem aproveito para agradecer a publicação via Facebook)

Expressões...


(via Luís Santiago no Facebook)

A Cor do Amor...


(via Maria de Fátima Fitas no Facebook)

Sonoridades...

... Serge Reggiani "Le Temps qui Reste"...

domingo, 17 de março de 2013

Da lógica e da desmistificação do ajustamento...

A manipulação e o desrespeito pelos povos, os cidadãos e os valores democráticos da verdade, da transparência, da justiça, da justeza, da liberdade, da igualdade e da responsabilidade social, atingiram um ponto "alto" na história "ocidental" da economia e da política, no contexto da sociedade mediatizada em que vivemos desde o século XX. Porque falar em "ajustamento" nos dias que correm é a mais evidente expressão de cinismo e de desprezo pela consciência das pessoas, pelo conhecimento e pelo (nosso) direito individual e coletivo de exigir, reivindicar e sonhar um mundo melhor... A realidade é que o ajustamento está feito e a alegada "crise" em que vivemos não é mais do que o processo de mudança de que esse ajustamento necessita para se institucionalizar. O ajustamento, ao contrário do que parecem querer fazer-nos acreditar, não é um processo em nome de um futuro melhor onde se recuperem garantias de bem-estar social agora destruídas, mais emprego e mais direitos sociais... não! O ajustamento é o processo que, legitimado no argumento da crise e na sequência das alterações decorrentes das variações financeiras do movimento de capitais, dá aos mercados a possibilidade de se reestruturarem sem os custos sociais dos direitos dos trabalhadores e, consequentemente, da Democracia. O argumento de uma esperança adiada no tempo em nome da capacidade de suportar "sacrifícios" ou seja, de suportar a penalização de vidas humanas, pessoas, famílias e estruturas sociais, através do desemprego e do desmantelamento das competências económicas dos países, é uma falácia que a História da Humanidade registará como tétrica - pelo grau de "embuste" concretizado sob a capacidade de mediatização e disseminação do dito "quarto poder" que continua a dominar a sociedade contemporânea ... Porque, de facto!, não são preciso décadas para que o dito "ajustamento" se concretize... o ajustamento da vida de todos aos interesses da lógica do lucro do mercado "deles" está aí: presente e progressivamente doloroso até nos fazer esquecer dos direitos que tivémos!... e sim, é apenas deste esquecimento que falam quando remetem o discurso para as décadas de cumprimento do tal, eufemisticamente!, chamado "ajustamento"!

sexta-feira, 15 de março de 2013

Argentina...

(via Paula Brito no Facebook) ... entretanto, mais ou menos a (des)propósito, acabei de ver a notícia que podem ler aqui...

quarta-feira, 13 de março de 2013

Sonoridades Femininas...

... Anoushka Shankar em "Si no Puedo Verla", num fabuloso encontro com o flamenco...

terça-feira, 12 de março de 2013

segunda-feira, 11 de março de 2013

A não perder!...

... uma jóia que faz jus ao melhor da Arte!... (via Jorge Humberto Filipe no Facebook a quem agradeço -muito!- a bela partilha)

Sonoridades Femininas... para um Bom Dia!

... "Canción de las Simples Cosas"...

Sonoridades Femininas - para Uma Amiga...

... "Hasta Siempre" ...

domingo, 10 de março de 2013

10 de Março - Ainda os Direitos Humanos!

No dia 10 de Março de 1959, a revolta dos Tibetanos contra a invasão chinesa do seu território ficou como uma referência mundial na luta pelo direito à auto-determinação e à independência... Foi também no dia 10 de Março que, há 50 anos, foi proclamada a Constituição do Tibete e, consequentemente, o Dia Nacional do Tibete... e, porque os Direitos Humanos e as Causas não prescrevem, lembramo-lo aqui!
Algumas das razões que justificam, entre tantas outras, a solidariedade com o 10 de Março pelo Tibete podem ler-se aqui e aqui...
 
Entretanto, para quem não sabe, a título de interesse e de curiosidade ou, simplesmente, para refutar a ideia de que os mundos longínquos não devem (?!) preocupar-nos, fica uma nota que sintetiza o velho contacto entre Portugal e o Reino do Tibete (ler aqui)... porque a Humanidade é Una e o Universo, na sua Diversidade, Também!
 

Da Resiliência...

A sobrevivência do Euro fez-se à custa da destruição de instituições sociais e de uma enorme taxa de desemprego na periferia. Isso é um desastre." (James K. Galbraith). Oportuna, a citação que acabei de ler no mural de Flávio Pinho, deu-me o mote: não há muito a acrescentar perante os factos, designadamente quando a necessidade de intervir é tão inequívoca... Afinal, só a China proclama acreditar na UE por estar segura de que o seu expansionismo de mercado tem aqui todas as garantias... sim, a mesma China que executa milhares/milhões de pessoas em nome de um controle político que ninguém reconhece como legítimo - a não ser nos termos da desresponsabilização coletiva com que os governos e as sociedades estão, cada vez mais, a deixar de pensar e de exigir o respeito pelos Direitos Humanos (ler aqui). Por cá, o absurdo demagógico de uma "política de poder" (dominante e oposicionista) que deixa silenciada a chamada "magistratura de influência", reforçando a inflexibilidade da subordinação política do governo aos interesses das instâncias internacionais, arrefece, progressivamente, a pressentida ausência de convições e alternativas do principal partido opositor da designada democracia representativa... Participativa e/ou representativa, a forma democrática subjacente ao sistema eleitoral está nas mãos dos cidadãos... e ainda que o seu horizonte seja tão repetitivo e insatisfatório como o panorama protagonizado pelos protagonistas políticos dos nossos dias, a esperança, resiliente!, continua a tentar encontrar caminho...  

terça-feira, 5 de março de 2013

Hugo Chávez - Comandante pela Venezuela...

(vídeo partilhado por Nuno Ramos de Almeida no Facebook)

domingo, 3 de março de 2013

Grândola à Solta para Separar o Trigo e o Joio...

"Eu vi este povo a lutar..." - diz a canção de boa-memória e que a História reedita, simbólica e relevantemente, nos dias que correm, ao som de um renovado e transversal canto de "Grândola Vila Morena". Evidência maior da natureza complexa das soluções simplistas que, durante muitos anos, na quente reação de oposição aos negros tempos da ditadura, nos fizeram acreditar que o facto de vivermos num regime democrático (leia-se: em que o sistema eleitoral e o pluralismo político-partidários se encontram garantidos), nos permite a certeza de que estamos protegidos contra a abusiva tentação de perpetuar o autoritarismo, o presente defronta-nos com o maior dos desafios: o de saber como resolver legitima e pacificamente o exercício danoso de políticas que atentam contra o interesse nacional e violentam os direitos das pessoas, promovendo o empobrecimento, a exclusão e o exílio de quem procura, apenas!, sobreviver em dignidade. E se temos, na Constituição da República Portuguesa, o melhor dos instrumentos de referência para a orientação da vida do país, na assertiva consagração dos princípios e valores que elegemos, reconhecemos e exigimos sem relativismos ou abdicações, a verdade é que constatamos a escalada inexorável da degradação das condições de vida dos cidadãos, através da degradação sem retorno das condições e dos fatores de produção que nos poderiam resgatar de um intensivo regime de austeridade cujos fins, exclusivamente financeiros e inequivocamente infutíferos, agravam a cada dia uma realidade económica e social insustentável e reduzem a possibilidade de recuperação da soberania e da sustentabilidade das populações que os Estados têm, desde a sua fundação, como primeira e inequívoca obrigação. Por isso, agora, numa altura em que assistimos a um constante e incansável movimento que devolve a vida às palavras que fizeram do poema e da canção "O Povo Saiu à Rua" (ex-libris da exercício da consciência política e do apelo à Liberdade), ocorre-me a sugestão que, um dia, a propósito de uma realidade que não quero intencionalmente aqui referir porque não vem ao caso e implicaria considerandos que se não aplicam à situação relativamente à qual a evoco,  Pinheiro de Azevedo (personagem por quem nem sequer nutri qualquer simpatia) relembrou aquilo que designou por "marcha verde", em referência ao que escrevera sob o título "como executar uma nova carta de escambo"! ... porque se um dia o número de pessoas a apelar à mudança e a imparável e repetida manifestação de vontades e opiniões for igual ou superior a dois terços, no caso, dos eleitores (e não da população conforme o previsto na doutrina evocada pelo referido Almirante), esse facto deveria ser suficiente para garantir aos portugueses a possibilidade de exigir com efeitos concretos novas políticas, novas governações e, quem sabe, apresentar um modelo conforme à Constituição que garantisse novas modalidades de gestão económico-social... porque está, de facto, em causa a vida de milhões de pessoas... e isso é matéria inequívoca de Direitos Humanos!  

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

É urgente...

... pensar!... Pensar mais e melhor!... "sem medo e sem preguiça", de hipótese em hipótese e de solução em solução... até que dizer e fazer coincidam e se façam Ser... enquanto assim não for, viveremos no plano da efemeridade intencional, reduzidos a impressões e a esforços experimentais que nos não deixam decidir, nos impedem de mudar e nos bloqueiam o realizar... Porque, para que a esperança renasça... é preciso reconhecer o quão pouco vamos pensando, entretidos a repetir e a bocejar... e se, como dizia o Poeta: "é urgente o amor, é urgente um barco no mar"... para nos devolvermos à vida e para ser possível a recuperação do sonho... é preciso e é urgente: Pensar!... pensar para decidir, mudar e... agir! ... As lições da História estão à vista, o retrato dos dias à nossa frente... falta só fazer o futuro... o futuro que começa, inequívoca e eternamente, Hoje!

sábado, 16 de fevereiro de 2013

Da Morte do Cisne...


... por Maya Thickenthighya do The Trocadero Ballet of Montecarlo e com coreografia de Michel Fokine, a música de Camille Saint-Saens... uma belissima interpretação... capaz de nos fazer sorrir!...
(via Alberto Goes Reis no Facebook)

Hoje, Contra a Exploração e o Empobrecimento!

A manifestação marcada para hoje, sábado, dia 16/02, parte às 15h do Largo do Príncipe Real em direção à Praça do Município, em Lisboa. Espera-se que o país venha para a rua demonstrar que a austeridade imposta pela política financeira não conta com a complacência dos cidadãos, sufocados ao limite pelo desemprego, a carga fiscal e a progressiva degradação do exercício dos direitos sociais e dos trabalhadores.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Alegoria - entre a crise e o medo...


Foto


"O irracional respeito à autoridade é o maior inimigo da verdade." (Albert Einstein)

[Mix via José Lourido (imagem) e Francisco Gonçalves (citação) no Facebook]

"Grândola,Vila Morena" no Debate da AR...

(via João Semedo no Facebook)

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Do Desemprego ao Acordo Comercial EUA-UE...


A retórica é uma arte mas, como a própria lógica!, não equivale à verdade, à justiça ou sequer à justeza... por isso, uma taxa de desemprego de 16,9% é um número que ultrapassa qualquer eufemismo mais ou menos demagógico e pretensamente realista... porque realista é o drama de quem protagoniza o fenómeno e a quem nenhuma explicação alimenta, trata, cuida ou garante a dignidade!... e se a esta incontornável realidade somarmos o facto do desemprego jovem ter atingido os 40%, a tragédia nacional é, acima de tudo, a confirmação de um hipotecar do futuro sem precedentes... do futuro?... pois... se pensarmos que 509.000 cidadãos desempregados não recebem qualquer apoio do Estado, então... para quê falar do futuro antes de resolvermos este presente?!... Sabemos da interdependência económica e da submissão política que tem atingido os países mais antigos e mais ao sul desta Europa, na voragem de uma crise que afecta também (mais significativamente do que tem sido assumido para evitar maiores pânicos e suportar o "teatro de operações"), o seu coração franco-germânico - que só na nova versão desta espécie de "plano marshall" anunciado ontem pelo Presidente dos EUA. Barack Obama e comentado pelo Presidente da UE, Durão Barroso, encontra solução para enfrentar as chamadas "economias emergentes"... solução que é, aliás, a única que pode, de igual modo, responder à crise norte-americana!... Contudo, responder à "crise dos mercados" com "mais mercado" através do recurso a um instrumento político de cooperação como é o caso de um acordo comercial pode (ou não!) ser benéfico para todos... porque o tal mercado de 800 milhões de consumidores que os EUA representam para a Europa implica uma capacidade de exportação e, consequentemente, de produção que, pelo menos entre nós, em Portugal, não temos... Claro que o argumento de que algum ganho resultará deste acordo, tem a sua razão de ser, dados os custos/benefícios de proximidade de que usufruirão os "países periféricos" relativamente ao dito coração da UE.... porém, a verdade é que continuamos a ter, como ambição política nacional, a garantia de permanência nas franjas dos excedentes dos países "mais ricos" - os mesmos que, ao menor sinal de crise, nos sacrificam... a juros, sempre!, cada vez mais elevados!... É caso para dizer: com cidadãos cada vez mais pobres, cá vamos, de crise em crise... até à derrocada final!? 

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Sonoridades Femininas...


... extraordinário!... vale a pena ouvir!

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Leituras Cruzadas...

Assim vai o país... incómodo, parado, atónito, bloqueado, transtornado... doente!... ou, se preferirem!, desfilando apático, atrás das máscaras! ... como bem ilustra JM Correia Pinto no Politeia, bem explica Alexandre Abreu no Ladrão de Bicicletas, bem denota Paulo Pedroso no Banco Corrido, bem diz Lopes Guerreiro no Alvitrando, bem comenta Filipe Tourais no O País do Burro e bem exemplificam Carlos Fonseca e Carla Romualdo no Aventar e Val no Aspirina B, não podemos esperar muito de um país e de um tempo em que, afinal, enquanto cruzam os braços em de-negação por não saberem o que fazer ou por não quererem "deitar mãos à obra", os pretensos protagonistas da História perdem a noção da realidade para se embevecer perante o espelho distorcido dos seus egos - apesar dos esforços que, do colectivo quase anónimo, emergem e submergem a lembrar pequenos simulacros de naufrágios imaginados em mares que, afinal!, não navegamos, perdidos cada uns por suas águas... quiçá afogados, quiçá revoltados à mesa do café, quiçá desiludidos e tristes, apagados no fundo da nossa imensa compaixão sobre nós próprios face ao destino injusto e negro que nos devolve, cada vez mais, o fado... apesar dos esforços, dizia eu... sim, esforços... esforços de que ainda se faz eco nas palavras de João Ricardo Vasconcelos no Activismo de Sofá ou no discernimento de que dão nota Franciso Seixas da Costa no Duas ou Três Coisas e Estrela Serrano na moral da história que escreveu no Vai e Vem (aqui já referido no primeiro link deste post),  Carlos Barbosa de Oliveira no Crónicas do Rochedo, Paulo Guinote no A Educação do Meu Umbigo ou Joana Lopes no Entre as Brumas da Memória...

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Sonoridades...

... "Habria que saberlo"... Patxi Andion...

domingo, 10 de fevereiro de 2013

Direitos Humanos... para o Tibete!

Losar Tashi Delek!
O Ano Novo Tibetano inicia-se no dia 11 de Fevereiro, o primeiro mês do calendário que, amanhã, comemora a entrada no ano 2140. As celebrações têm início no 29º dia do último mês do ano e, por isso, começaram ontem, dia 9.
Este ano, em memória das vítimas de auto-imolação que ao longo do ano que agora termina, assinalaram, com a veemência incontornável que implica o preço da vida humana,  a luta pelo direito à paz e ao exercício das liberdades fundamentais no Tibete, em Portugal também não se organizam festividades (ler mais aqui).
 
 

sábado, 9 de fevereiro de 2013

Do orçamento comunitário...

O orçamento comunitário aprovado para o período 2014-2020 é o sinal maior da desagregação da arquitetura europeia, nos moldes em que reconhecemos o sentido da sua utilidade pública. As tão evocadas "coesão social" e "consolidação orçamental" são os trajes que o rei fez anunciar que ia vestir (se assim podemos dizer!) quando, na verdade!, desfilou, orgulhoso e sem escrúpulos, todo nu... Um orçamento de 960 mil milhões de euros para 27 países durante 7 anos é "pouco mais que nada" e, feitas as contas!, ronda 1% do PIB europeu... mas, como tudo pode ser visto, com e sem óculos!, do ponto de vista das instituições comunitárias, é um bom orçamento... do ponto de vista nacional, sem óculos!, é dramático!... apesar de se ter conseguido eliminar a comparticipação pública nacional no que se refere ao desenvolvimento "das regiões menos desenvolvidas" (leia-se: todo o país com excepção da região de Lisboa/Vale do Tejo?!), como vai o tecido social português sobreviver - para já não falar do tecido empresarial?!... moral da história: dependemos absolutamente do investimento externo - realidade que, atendendo à política de "deslocalizações" com que o mercado responde à "lei da oferta e da procura", hipoteca, de forma incontornável, a soberania nacional e a vida dos cidadãos... tudo o resto decorre, em última análise!, dos gestores da economia política se limitarem a raciocinar... digamos assim: aritmeticamente!... pois...   a "luz ao fundo do túnel" parece conduzir-nos... ao deserto!

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

O Som das Palavras...

... na "Canción para un Niño en la Calle"... ainda com Patxi Andion...

Sonoridades...

... "Amiga del Corazon" na voz inigualável de Patxi Andion...

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Sinais...

Barómetro Político da Marktest (Janeiro 2013):

PS: 32.6%
PSD: 27.9%
BE: 13.3%
CDU: 12.4%
CDS-PP: 5.2%


(via Nuno Ramos de Almeida)

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Um Gesto Faz Mudar o Mundo...


Rosa Parks, a mulher que, de forma desassombrada, se recusou, simplesmente!, a sair do lugar onde se sentara num autocarro apenas porque o racismo "obrigava" à humilhação e ao reconhecimento público da "primazia" branca, nasceu há 100 anos... Presa, na sequência da sua legítima decisão, Rosa Parks assumiu uma atitude que uniu os seus concidadãos na revolta contra a desigualdade e na reivindicação de direitos iguais, tornando-se um exemplo inequívoco para todos os indivíduos e povos com valores e práticas discriminatórias, nomeadamente, em função da etnia e da cor. Exemplos como o de Rosa Parks, lembram-me sempre o lema de um dos heróis de Shaolin, cuja série televisiva fez as delícias de muitos adolescentes e adultos: "Um homem pode mudar um povo, um povo pode mudar o mundo!"... porque Rosa Parks é um exemplo de dignidade que, com uma simples atitude, deveriamos erguer bem alto como inspiração de cada acto nas nossas vidas! (o vídeo chegou via Nuno Ramos de Almeida)

sábado, 2 de fevereiro de 2013

Sonoridades Femininas... Goesas...


"Babu Amgelo" é, como diz na apresentação a Doutora Maria Virgínia Gomes, uma canção de embalar... aqui cantada pelo grupo musical EKVAT, cujo excelente e persistente trabalho tem contribuído, de forma ímpar, para preservar esta verdadeira pérola patrimonial que é a música tradicional goesa.

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Convite...


Convite_Conferência_31_Jan_2013.jpg

Na próxima 5ªfeira, dia 31 de janeiro de 2013, pelas 19h, na Casa de Goa, falarei sobre:
 
 "Goa - Retrato do Século XXI - Entre a Continuidade Cultural e a Mudança Social"...
 
Até lá :)
 

Sonoridades Intemporais...


... "Summertime"... na voz e pelas mãos de Norah Jones...

domingo, 27 de janeiro de 2013

Preservar a Memória...

Non servono parole!
Aprite cuore e mente e rimanete in silenzio!
... para que se não esqueça!... porque as vítimas foram muitas, foram milhões (ler aqui)... entre eles, também, portugueses...

(via Maria João Fitas no Facebook)

sábado, 26 de janeiro de 2013

Sonoridades...

... "How High The Moon" por Stephane Grapelli... (via Helena Pato no Facebook)

Remorsos... Históricos...

Se D. Afonso Henriques fosse vivo...
Publicado por: @[274191042602079:274:FAZ-ME um LIKE] - vale a pena GOSTAR !
PS: A volvo está a sortear outro automóvel C30. Tentar não custa -> http://migre.me/bEP4N
(via Diamantina Evaristo no Facebook)

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Entre a Austeridade e a Mente... segundo A.Damásio


... seria repetir uma verdade de senso comum, dizer que o conhecimento assenta na necessidade e no esforço de promoção do bem-estar da sociedade... uma verdade que, diga-se em abono da verdade!, políticos e financeiros pretendem ignorar (como se uma tal atitude alterasse a realidade!)... enfim!... talvez por isso e pela ambivalência em que o mundo oscila entre extremos, contrários e contradições, não seja demais relembrar: o conhecimento e o saber são instrumentos de aperfeiçoamento da humanidade e, nesse sentido, visam a equidade e a justiça social - e se assim não acontece, o problema não decorre do conhecimento em si mesmo mas, do carácter e da ética de quem o manipula!... enfim... para me não repetir, partilho aqui as palavras de António Damásio...

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Das Pedras... no Caminho...


(via Ausenda Balsante Ribeiro no Facebook)

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Da Censura...

(via Helena Pato no Facebook)...

Olhar d' Arte Com(n)Figura d'Alma...


... "Cavalos Azuis", de Edward Munch, o pintor norueguês imortalizado pela criação de "O Grito"...

domingo, 20 de janeiro de 2013

Sonoridades Femininas...

Pelo 70º aniversário de Janis Joplin... ... "Kozmic Blues"... ... "Try" (Live in Wooodstock, 1969)... "Piece of My Heart"... ... e... "Me & Bobby Mcgee"...

sábado, 19 de janeiro de 2013

Sonoridades...

... "Mar Azul" de Tito Paris...

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Desemprego - da ONU às Ruas de Lisboa...

O Relatório da ONU sobre"Situação e Perspectivas da Economia Mundial 2013" previne: a taxa de desemprego está a provocar uma nova recessão global decorrente do agravamento da crise europeia, do risco orçamental dos EUA e do efectivo abrandamento da economia chinesa. A previsibilidade das perdas de produção varia entre 1 e 3% e faz prova da ineficácia das políticas económicas baseadas na austeridade e nos cortes orçamentais - que, ao invés do que alegadamente é invocado para a sua defesa, impedem a recuperação económica e a criação de emprego (ler aqui). Por isso, falar em cenários que apontam para o sucesso das medidas de política económica adoptadas pelas governações nacionais. sob recomendação das instituições financeiras internacionais (ouvir aqui), é ignorar a realidade e levar à prática a criação de uma imagem destorcida de uma sociedade que se limita a ver reduzida a qualidade de vida dos cidadãos, a par do extraordinário e quotidiano aumento da pobreza e da exclusão, a um ritmo vertiginoso e socialmente insustentável. A objetividade das previsões macro-económicas está, aliás, à vista de todos, contrariando os anúncios da demagogia que, sem credibilidade, começam a emergir no discurso político. Testemunho maior desta inquestionável e indesmentível evidência é, para além de todos os reflexos sociais de carácter setorial (pensões, salários, educação, saúde, segurança social, etc) que asseguram a natureza estrutural da crise, o facto de, por exemplo, em Lisboa, nas ruas, ter deixado de haver a circulação massiva de pessoas e de trânsito que todo o país reconhecia... sem filas intermináveis em "horas de ponta" que assustavam e se tentavam evitar, hoje, com raras exceções provocadas pelas greves no setor dos transportes, autocarros e paragens estão quase vazias ao longo do dia... e, paradoxalmente, a atmosfera de silêncio e a sensação de tranquilidade, tão desejadas no antigo frenesim das grandes cidades, são apenas os mais indesmentíveis sinais de uma tragédia aparentemente sem retorno no curto e no médio prazo, que conhecemos sob o nome do desemprego. 

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

O Teu Rosto Será o Último...



"O Teu Rosto Será o Último", da autoria de João Ricardo Pedro, recebeu o Prémio LeYa 2011. Esta afirmação não é uma notícia porque, presumo!, já toda a gente tem conhecimento do facto e até já terá ouvido as múltiplas entrevistas do autor que surpreendeu o país pelo facto de ter escrito o seu primeiro livro durante um período de tempo em que se encontrava na situação de desempregado, apesar da sua formação especializada em Engenharia Electrotécnica... a referência é, porém, inevitável porque não se pode ignorar um livro cuja leitura deixa emergir, no final, a vontade de dizer: "O Teu Livro Será o Último"... poderia ser!... Poderia ser se estivéssemos à procura do retrato do país que somos, hoje, no início do século XXI, demasiado próximos do século XX e ainda não muito longe do século XIX... Escrito com uma naturalidade que se revê na estrutura do género literário que caracteriza o "conto", arrancado ao subterrâneo sentido do olhar com que se participa no mundo, "O Teu Rosto Será o Último" é o espelho da personalidade cultural de um povo, para além dos eventos, dos comentários e das dissertações... um espelho mágico onde o tempo se funde, passado, presente e futuro, cristalizado na efemeridade dos episódios descritos, com a autenticidade de quem escreve perfeitamente, sem a pretensão ou preocupação de ser escritor! "O Teu Rosto Será o Último" é o livro mais português que se escreveu nos últimos anos, a mensagem universal que podemos, em verdade, transmitir ao mundo enquanto experiência cultural! Soprado como um olhar falante, denso e melancólico, vivo e firmado no chão, "O Teu Rosto Será o Último" devolve-nos o sentido de Abril, antes e depois de Abril, como o eco de um presságio de tempo quase parado, apesar da mudança... Talvez duro, talvez frontal mas, acima de tudo, profundamente sério, João Ricardo Pedro escreveu um livro inestimável, uma pérola de lágrima nas areias secas de um deserto preenchido por palavras repetidas e lançadas sem a emoção que as torna significantes... Não, não falarei da narrativa, não evocarei pormenores, nem me distrairei a elogiar a construção feliz - a roçar a genialidade! - de tantas frases, inesperadas e singelamente  poderosas... nem sequer caracterizarei as mágicas soluções explicativas para os "nós" que enleiam e atormentam as almas e o ser dos seres humanos que o são, de forma única, "em situação"... Evoco o título "O Teu Rosto Será o Último" e digo que gostaria que todas as pessoas o lessem: as que costumam e gostam de ler e as que não o costumam fazer... por se tratar de uma leitura que cumpre a função do saber: "dar a pensar"!  ... um livro que poderia ser o último... um livro que arrasta consigo a sensação de ser o último testemunho de um mundo com séculos e séculos de história e de cultura, captado à beira da "viragem" - uma viragem que encerra em si própria a impossibilidade de radical ruptura com a sua própria anterioridade... 
(vale a pena ouvir Aqui algumas das palavras do autor)

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Sonoridades Femininas...


... Tanita Tikaram "Twist In My Sobriety"...

domingo, 13 de janeiro de 2013

Quem Tem Medo das Contas Públicas?...

 
... se, a partir deste momento, o montante máximo de salários e pensões passasse a ser 5.000 euros e nele se incluissem (nos casos em que se aplicam e sem qualquer tipo de exceção), todas as despesas "de representação", "ajudas de custo" e afins, ao fim de 5 anos, que quantidade efectiva de "sacrifícios" teriamos, no imediato!, de deixar de, alegadamente, exigir aos cidadãos?... e já agora, em quanto reduziriamos o valor da chamada "dívida soberana"?

Alandroal - A Cantar Identidade...


... O "Grupo de Cantadores dos Reis" publicou este ano, exactamente "pelos Reis" o seu primeiro CD... e sim, vale a pena ouvir este trabalho que nos transporta a alguns dos mais puros cantares alentejanos... aqueles que, geração após geração, foram e ainda são cantados por meninas e meninos/homens e mulheres, enquanto expressão do sentir a passagem dos dias, nessa viagem que vai, da infância à velhice, fazendo a vida e construindo a identidade... Fica o apontamento, com um grande abraço a todos os Cantadores de quem tenho a imensa alegria e honra de ser Amiga! (o vídeo chegou via Francisco Tatá no AL TEJO)

sábado, 12 de janeiro de 2013

Do Relatório do FMI ao Futuro dos Portugueses...

Diminuir investimentos e eliminar serviços  é uma receita eficaz para reduzir custos... e se, a par desta receita, se aumentar sistematicamente o custo de vida e o valor dos impostos, rapidamente se alcança o tal "corte" de 4.000 milhões de euros que o FMI indica como horizonte de futuro para efeitos de "equilíbrio das contas"- quer dizer, de pagamento da "dívida soberana" (muito bem, na opinião de alguns! - sim, porque é isso que significa dizer que "está muito bem feito" um relatório cujos pressupostos são completa e propositadamente alheios à única dinâmica que deveria preocupar quem representa um país, ou seja : o interesse social colectivo)... refira-se, antes de mais, que falar deste modo da "dívida pública" é de uma ignorância sociológica não apenas "provinciana" (no exclusivo sentido pessoano do termo) mas, essencialmente, atroz. Porque, ao contrário do que dizem políticos e comentadores, antagonicamente "alinhados" em função dos respetivos interesses corporativos e partidários, a dita "dívida" não é, exclusiva e essencialmente (a não ser numa abordagem simplista e intencionalmente culpabilizante!), resultado de "desvarios despesistas (sem detrimento da consciência de que grande parte das opções ideológicas e prioridades político-partidárias das últimas décadas se podem inscrever nesta classificação) mas decorre, isso sim! (surpresa das surpresas!?), da resposta ao funcionamento dos mercados que, disponibilizaram e estimularam, por todos os meios!, o consumo público e privado, em sociedades cuja gestão amadora não esteve (nem está!) adequadamente preparada, em termos de conhecimento, para compreender e enfrentar a lógica dos seus mecanismos (leiam-se: "custos"), dado o peso dos condicionalismos a que submergem os seus protagonistas, em função de pragmatismos político-partidários demagógicos, redutíveis a objetivos eleitorais de perpetuação do poder. Posto isto, traduza-se a tal receita eficaz que o célebre relatório do FMI reproduz como solução para todos problemas (registe-se que o termo "todos" significa afinal, apenas e só, os tais mercados ,assumidamente privados e destituídos de consciência e sentido de responsabilidade social - porque, como diria qualquer Eça, tudo o resto, "é paisagem")... Paisagem que são pessoas, países, valores e princípios, pouco importam os conceitos fundantes da humanização social, isto é, independência, liberdade, igualdade e dignidade, perante os quais se ergue o "salvífico" conteúdo da solução proposta pelo Fundo Monetário Internacional: promoção liberal do desemprego e extinção das competências sociais do Estado... A receita, assente na intencional destruição dos serviços nacionais, nomeadamente de saúde, educação e segurança social, bem como do tecido empresarial (com destaque para as pequenas e médias empresas que, a nível local e regional, são as únicas que podem sobreviver autonomamente em relação à interdependência que a globalização garante), resulta na multiplicação da pobreza, no crescimento exponencial do grau de vulnerabilidade dos cidadãos às condições de oferta de trabalho (isto é, a baixos salários de precariedade incontornável) e no aumento descontrolado da emigração. O caminho apontado pelo FMI conduz a um passado de fome, privação e carência que considerámos extinto com o 25 de Abril... ignorá-lo e recusar uma negociação com elevação e dignidade é o maior atestado de incompetência que um país pode passar a si próprio!... porque o verdadeiro diagnóstico não é o que resulta do olhar externo, incapaz de compreender as dinâmicas socio-culturais e económico-políticas endógenas (leia-se: nacionais) mas, o que somos capazes de fazer sobre nós próprios, com distanciamento, sem medo, sem vergonha e, acima de tudo, com a firme intenção de defender a vida das pessoas e a sobrevivência da sociedade, da cultura e deste país, cuja longa história, identidade e futuro não deveriamos estar dispostos a ver hipotecar em nome de interesses financeiros destituídos de competências  humanas, segundo uma lógica de "casino" em que se leva a vida "a jogo" em nome de um montinho de fichas... de plástico! - mas que dá, a quem as usa, a sensação de poder e de aproximação à riqueza!... Senhores, o tempo do "monopólio" acabou! ... não o compreender e insistir nesta "supersticiosa fé" do dinheiro e dos mercados é apenas resultado da incapacidade de ultrapassar um passado já morto que insiste em viver do medo, da chantagem e da especulação enquanto formas de coacção exercida sobre aqueles que, imobilizados na mente e na inflexibilidade das convicções, jamais poderão construir o presente... e menos ainda, o futuro!...

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Da Genuinidade da Alegria...


(in Imagens de África - via Francisco Gentil Apolónio)



quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Do Universo da Coragem...

...

(via Paula Brito no Facebook)

Um Olhar sobre Hugo Chavez ...

 
"A DEMONIZAÇÃO DE CHÁVEZ
Hugo Chávez é um demônio. Por quê? Porque alfabetizou 2 milhões de venezuelanos que não sabiam ler nem escrever, mesmo vivendo em um ...país detentor da riqueza natural mais importante do mundo, o petróleo. Eu morei nesse país alguns anos e conheci muito bem o que ele era. O chamavam de "Venezuela Saudita" por causa do petróleo. Tinha 2 milhões de crianças que não podiam ir à escola porque não tinham documentos... Então, chegou um governo, esse governo diabólico, demoníaco, que faz coisas elementares, como dizer: "As crianças devem ser aceitas nas escolas com ou sem documentos”. Aí, caiu o mundo: isso é a prova de que Chávez é um malvado malvadíssimo. Já que ele detém essa riqueza, e com a subida do preço do petróleo graças à guerra do Iraque, ele quer usá-la para a solidariedade. Quer ajudar os países sul-americanos, e especialmente Cuba. Cuba envia médicos, ele paga com petróleo. Mas esses médicos também foram fonte de escândalo. Dizem que os médicos venezuelanos estavam furiosos com a presença desses intrusos trabalhando nos bairros mais pobres. Na época que eu morava lá como correspondente da Prensa Latina, nunca vi um médico. Agora sim há médicos. A presença dos médicos cubanos é outra evidência de que Chávez está na Terra só de visita, porque ele pertence ao inferno. Então, quando for ler uma notícia, você deve traduzir tudo. O demonismo tem essa origem, para justificar a diabólica máquina da morte."
(Texto: Eduardo Galeano – Tradução: Ocupa a Rede Globo - via Fernando Pinto no Facebook).

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Da percepção política dos portugueses...



... a propósito da mais recente sondagem divulgada sobre a percepção política dos portugueses (ler aqui) - porque "uma imagem vale mais que mil palavras"...

domingo, 6 de janeiro de 2013

Sonoridades...


... Ahmad Jamal Trio em "All The Things You Are"...

Leituras Cruzadas...

Viriato Soromenho Marques no DN Opinião
João Ricardo Vasconcelos no Activismo de Sofá
Estrela Serrano no Vai e Vem
João José Cardoso no Aventar
Ariel no Cirandando
Carlos Fonseca no Solos Sem Ensaio
Joana Lopes no Entre as Brumas da Memória
Val no Aspirina B
Ana Cristina Leonardo no Meditação na Pastelaria
Rogério Pereira no Conversa Avinagrada

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Sonoridades Femininas...

... "Revolution" na voz de Nina Simone... (via Catarina Martins no Facebook)

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

O Povo saiu à Rua...

Hoje, Nova Deli saiu à rua para protestar contra a violência contra as mulheres!
(a fotografia é da Reuters e chegou via João Semedo e José Soeiro no Facebook)

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

2013 - Inspiração para um Andamento Harmonioso...

Excerto do Concerto de Ano Novo de 2013 pela Orquestra Filarmónica de Viena... para que, respirando fundo, nos não falte a harmonia interior, essencial ao enfrentar dos dias...

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Homenagem a Marques Júnior...

...
... são tempos obscuros estes que, agora, vivemos!... tão obscuros que se torna, ao contrário do que nos querem fazer crer os "branqueadores" da História, cada vez mais importante a evocação da inesquecível e exemplar humanidade desassombrada que fez do "Movimento dos Capitães" o 25 de Abril da coragem que resgatou a esperança e libertou o País... Marques Júnior tinha 28 anos... e para quem o não conheceu ou não sabe o que significam conceitos como: princípios, consenso, esquerda, ética e cidadania, ficam dois textos que acabei de ler Aqui e Aqui...

Pequenas Coisas para Grandes Desafios...

... à entrada de 2013, em jeito de alerta, para não deixar murchar a esperança...

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Ano Novo, Votos de Abril...

(via Francisco Gonçalves e Cantigas do Maio no Facebook)

domingo, 30 de dezembro de 2012

Leituras Cruzadas...

JM Correia Pinto no Politeia
Tiago Mota Saraiva no Cinco Dias
Estrela Serrano no Vai e Vem
Paulo Gorjão no Bloguítica
João Valente Aguiar no Vias de Facto
Ariel no Cirandando
Joana Lopes no Entre as Brumas da Memória
Miguel Abrantes no Câmara Corporativa
Francisco Clamote no Terra dos Espantos
Filipe Tourais no O País do Burro
Maria do Céu Mota no Aventar
Folha Seca em Folha Seca
Leonor Barros e Jaa no Delito de Opinião
Eduardo Graça no Absorto
Carlos Barbosa de Oliveira no Crónicas do Rochedo