domingo, 23 de junho de 2013
Direitos Humanos - Princípio da Igualdade...
Constituição da República Portuguesa
Artigo 13º (Princípio da igualdade)1. Todos os cidadãos têm a mesma dignidade social e são iguais perante a lei.
2. Ninguém pode ser privilegiado, beneficiado, prejudicado, privado de qualquer direito ou isento de qualquer dever em razão de ascendência, sexo, raça, língua, território de origem, religião, convicções políticas ou ideológicas, instrução, situação económica, condição social ou orientação sexual.
2. Ninguém pode ser privilegiado, beneficiado, prejudicado, privado de qualquer direito ou isento de qualquer dever em razão de ascendência, sexo, raça, língua, território de origem, religião, convicções políticas ou ideológicas, instrução, situação económica, condição social ou orientação sexual.
sábado, 22 de junho de 2013
Leituras Cruzadas - Osvaldo de Castro
Nestes dois últimos dias, em que terminou a Primavera e se deu início ao Verão, Osvaldo Castro foi visitado por todos (ou quase todos) os que cruzaram o seu caminho, com afetos, dedicação, amizade, admiração, respeito, camaradagem, reconhecimento, cumplicidade, estima e consideração... merecida e justamente como o atestam a sua vida e a sua obra!... Vale a pena, para quem menos o conheceu e para quem muito o acompanhou e admirou, evocar aqui as palavras que foram sendo escritas, nestes dias, sobre a perda que representa para o País, a Política e a Democracia:
Rui Namorado no Grande Zoo
Raimundo Narciso no Puxa Palavra
Francisco Seixas da Costa no Duas ou Três Coisas
José Magalhães, Quinta-feira no Facebook
Manuel Alegre no site Manuel Alegre
Valupi no Aspirina B
Ana Sá Lopes no Ionline
Rodrigo Henriques no Folha Seca
Medeiros Ferreira no Cortex Frontal
Nélia Cid no Pombal do Marquês
Ariel no Cirandando
MCR no Incursões
Miguel Abrantes no Câmara Corporativa
... e no Público, apesar do texto integral ser acessível apenas a assinantes, vale a pena destacar o artigo da jornalista São José Almeida, mas, também o do Diário de Notícias na edição impressa de ontem, 6ªfeira, dia 21 de Junho...
quinta-feira, 20 de junho de 2013
Osvaldo Castro - Da Liberdade e do Legado...
Discurso do 25 de Abril - Assembleia da República
(Sempre Vivo e In Memoriam):
(Sempre Vivo e In Memoriam):
"Subo a esta tribuna, em nome do Grupo Parlamentar do Partido Socialista para saudar o 25 de Abril da liberdade, da tolerância, da igualdade e da fraternidade.
O 25 de Abril da democracia, da descolonização e do desenvolvimento. O 25 de Abril da paz, mas também das utopias e dos sonhos ainda por concretizar.
E esta saudação vai inteirinha e directa para Vós, Caros capitães de Abril, que reiteradamente, ano após ano, honram o Parlamento com a Vossa significativa presença. E tudo porque sonharam e concretizaram a madrugada, essa madrugada, em que os corações dos portugueses se alvoroçaram. E assim nasceu “O dia inicial inteiro e limpo/ Onde emergimos da noite e do silêncio…” como a celebrou Sophia de Mello Breyner num dos seus belos poemas.
Sim, vivíamos num enclausurado silêncio, numa longa noite que se arrastava por mais de 48 anos e que se entrecortava com uma guerra colonial que devastava pela morte, pela mutilação e pela doença, vastos milhares de jovens portugueses, mas também muitos milhares de jovens guerrilheiros e simples cidadãos africanos. Obviamente, Portugal sangrava em África os recursos humanos e financeiros.
O mesmo é dizer, vivíamos num país esmagado pela fome e pela mais pesada miséria. Claro, não havia liberdade de opinião, nem liberdade de imprensa, nem liberdade de reunião, de manifestação ou de greve. O regime assentava num partido único e no poder ilimitado da polícia política.
Centenas dos nossos melhores intelectuais e homens da cultura foram forçados ao penoso exílio e assim afastados compulsivamente das suas cátedras universitárias e carreiras académicas. Milhares de jovens optaram por desertar ou mesmo não aceitar serem incorporados com destino à guerra colonial.
Mas, também o quero assinalar, houve sempre muita gente que se empenhou na luta contra a opressão. Democratas, operários, camponeses, estudantes, mulheres, intelectuais, enfim, uma grossa corrente de opinião que, por isso, penou nas prisões políticas ou até sucumbiu às balas ou aos maus tratos dos esbirros do fascismo.
É que, parafraseando o poeta, “houve sempre alguém que resistiu e houve sempre alguém que disse não”. Saúdo, também, todos esses cuja memória deve para sempre perdurar. Mas é inquestionável que foi um punhado de indómitos e jovens capitães que ousou levar de vencida a ditadura e interpretar os mais lídimos sentimentos de um povo, que os saudou e motivou, naquela madrugada de 25 de Abril de 1974.
“Esta é a madrugada que eu esperava…”disse Sophia. Falava por todos os portugueses!
Passados que são 34 anos podemos dizer que Portugal é um país que dispõe de uma Constituição democrática, onde estão lapidarmente inscritos os princípios basilares da democracia, onde se garantem os direitos fundamentais, em que está assegurado o primado do estado de direito democrático, consagrados o direito à opinião e expressão livres, mesmo quando são avessas à democracia, ou até a afrontam, onde se encontram plasmados os direitos, liberdades e garantias que enformam o nosso regime democrático representativo e pluralista.
E mais, creio ser quase consensual asseverar que a nossa Constituição não se constitui em qualquer factor de limitação ou impedimento aos legítimos interesses daqueles que querem conviver sadiamente com o regime democrático, mesmo em termos de iniciativa económica. E o mesmo se pode dizer da legitimação democrática do 25 de Abril, através dos sucessivos actos eleitorais para os diversos órgãos conformantes da nossa estrutura democrática.
Vale por dizer que a legitimidade inscrita no frontispício do nosso estado democrático é a que radica no voto popular. E tudo sem prejuízo do recrudescimento do papel da democracia participativa, bem ilustrado pelos três referendos já realizados, pelo instituto da iniciativa legislativa de cidadãos e pela faculdade de os cidadãos se poderem candidatar a eleições autárquicas sem carecerem do patrocínio partidário.
Nesta democracia paulatinamente consolidada, há também que salientar o papel crescente da sedimentação e ampliação da autonomia e dos poderes e atribuições das instituições representativas do poder regional, que daqui saudamos. E de igual modo sublinhamos e saudamos o poder local democrático e os milhares de cidadãos que nas assembleias e nos executivos autárquicos têm dado o seu melhor para fazer de Portugal, freguesia a freguesia, concelho a concelho, um país moderno e com mais qualidade de vida e onde cada vez mais apeteça viver.
Mas para além dos direitos democráticos e da descolonização, Portugal vai sendo cada vez mais um país que não recebe lições de ninguém em matéria de direitos sociais. Tudo porque a consagração constitucional e legal de um catálogo de direitos fundamentais dos trabalhadores, o salário mínimo, o direito à greve, à liberdade sindical, o direito pleno à segurança social, ao subsídio de desemprego, às prestações sociais, às pensões de reforma, e ao rendimento social de inserção e a protecção na doença, são pilares de um verdadeiro estado social que faz transparecer a valorização dos direitos sociais e a preocupação com a coesão social.
E tudo isto, que são diferenças por demais relevantes, no plano político e social, em confronto com os tempos da ditadura, deve-se em primeira instância ao 25 de Abril e aos 34 anos que já lhe sucederam.
Mas o 25 de Abril teve também o mérito de reintegrar o nosso país no mundo onde, por força do regime autoritário, estávamos absolutamente isolados e desprestigiados. Foi a instauração da liberdade e a instituição de um regime democrático em Portugal que permitiu que o então primeiro-ministro Mário Soares pudesse assinar em 1985 a adesão à Comunidade Económica Europeia. E, indiscutivelmente, foi a nossa reconciliação com os areópagos internacionais e sobremaneira a nossa integração política na Europa que permitiram acelerar, consolidar e aprofundar a democracia portuguesa.
Por outras palavras, Portugal é uma democracia parlamentar vinculada constitucionalmente ao conjunto de direitos políticos e sociais e ao modelo social europeu. E se dúvidas restassem, aí está a referência no Tratado de Lisboa à Carta dos Direitos Fundamentais, o que lhe confere valor jurídico com força de tratado e implica força jurídica vinculativa.
Ora, os seis capítulos da Carta que se referem aos valores e direitos fundamentais da dignidade, das liberdades, da igualdade, da solidariedade, da cidadania e da justiça constituem, como aqui disse 4ª feira o primeiro-ministro, a “fundação da cidadania europeia” e traduzem-se, de facto, num dos maiores ganhos de causa do Tratado. Também por isso se saúda o novo impulso para o desenvolvimento do projecto europeu que a aprovação do Tratado de Lisboa significa. A contribuição para a aprovação deste Tratado por parte da Presidência portuguesa da União Europeia é um grande feito de Portugal e da sua diplomacia e é uma circunstância feliz que esta celebração do 25 de Abril ocorra 2 dias depois de este parlamento ter aprovado o Tratado de Lisboa.
É que, para além de haver, agora, condições para superar os impasses em que a União estava mergulhada, é um facto que o Tratado retoma e aprofunda os valores europeus, ou seja, a vinculação aos direitos humanos, à paz e à valorização dos direitos sociais, assim se acentuando a coesão, uma nova dimensão da economia e o aprofundamento do controlo democrático por parte dos parlamentos nacionais das decisões legislativas e não legislativas oriundas da Comissão. Mas, deixem-me sublinhar, creio que vai sendo cada vez mais indiscutível que a participação de Portugal na União Europeia tem sido, até agora, uma história de sucesso. Foram criadas condições económicas, sociais e culturais para que Portugal acedesse ao conjunto dos países mais desenvolvidos do mundo. Nos últimos 20 anos, o país progrediu em termos da melhoria de indicadores de qualidade de vida e de saúde, transformaram-se profundamente as condições de mobilidade e acessibilidade. Portugal reagiu favoravelmente à crescente importância do tema da sustentabilidade ambiental, alinhou positivamente nos progressos da sociedade de informação e do governo electrónico e revelou uma capacidade significativa de integração de populações etnicamente diversificadas. Por outro lado, a integração europeia propiciou condições favoráveis ao crescimento estruturado do sistema científico nacional e à sua internacionalização. Com a ajuda dos fundos estruturais e de coesão -a maior operação de solidariedade económica na história recente de Portugal – o país foi elevado a outro nível de expansão económica, como o evidencia a convergência do seu Produto Interno Bruto com a média comunitária. Sim, é verdade que o PIB per capita (em padrão de poder compra) que era de 54,2% em 1986, passou para 68%, em 2003 e atingiu 75% em 2006 (último ano disponível) e com referência tão só a UE a 15, o que significa que o cálculo a 27 dará valores ainda mais convergentes e uma diminuição substantiva da diferença do nosso país relativamente à média comunitária. O 25 de Abril significa a refundação da democracia em Portugal.
A democracia é um processo inacabado, que requer constante aprofundamento. O Parlamento é a casa da democracia. Não se pode, pois, deixar de assinalar hoje que esta sessão legislativa já decorre sob o signo de um novo Regimento que trouxe maior centralidade ao Parlamento, consubstanciadas no reforço das suas competências de fiscalização do Governo e da administração e o aumento significativo dos poderes da oposição. Esta reforma inscreve-se, aliás, na linha das decisões estruturantes para a reforma da democracia, que a Assembleia já tomou ao longo desta legislatura: a consagração legal do princípio da paridade, a limitação dos mandatos legislativos, o aperfeiçoamento do registo de interesses e incompatibilidades, assim como outros instrumentos do papel do deputado e da deputada. Felizmente, estas mudanças já inspiraram também a iniciativa de revisão do Estatuto Político-Administrativo da Região Autónoma dos Açores e só é de esperar que venham também a inspirar outras realidades do território nacional, porque a democracia que hoje celebramos só é verdadeiramente democrática lá onde todos os deputados são respeitados como legítimos representantes dos que os elegeram, onde os direitos das oposições são estimados e se verifica a fiscalização política pelas assembleias representativas.
É por isso que se pode dizer com verdade que o 25 de Abril valeu a pena. Não ignoramos que subsistem problemas, que há ainda pobreza, que há desemprego e situações de vida dolorosas para muitos portugueses. Mas mesmo essas situações têm vindo a ser atalhadas, minoradas e há medidas em curso para as corrigir. Mas também ninguém pode ignorar que além da ciclópica tarefa de corrigir o défice e pôr em ordem as contas públicas, as verdadeiras reformas estruturais, as que podem criar as condições para um desenvolvimento económico sustentado têm estado na agenda do governo.
Ao celebrarmos o 25 de Abril queremos que fique claro, particularmente para os mais jovens, aqueles que estão abaixo dos 40 anos, que a “revolução dos cravos”, uma revolução pacífica, devolveu a todos nós a dignidade e o orgulho de sermos portugueses.
Sim, o 25 de Abril, gesto heróico de jovens capitães, valeu a pena, porque melhorou a vida dos portugueses, acabou com uma guerra fratricida e conferiu aos cidadãos de Portugal os direitos, liberdades e garantias que a ditadura sempre nos negou.
É por tudo isto e pela honra de ter subido à tribuna em Sessão de tamanha relevância que estas palavras são dedicadas ao Ernesto Melo Antunes que fez o favor de ser meu Amigo, desde que nos conhecemos no Regimento de Artilharia de Leiria, ano e meio antes do 25 de Abril, ao António Marques Júnior, ele sabe porquê…e nestes dois envolvo todos os capitães de Abril. E, inevitavelmente dedicadas também aos jovens da Crise Académica de 1969, em Coimbra, na pessoa do Alberto Martins que sempre nos representou a todos.
Mas palavras dedicadas também a alguns jovens que estando na casa dos 30 anos, ou até menos, e porque lhes conheço a devoção pelo 25 de Abril, que conhecem de ler e de ouvir contar, ou porque estão no meu coração ou porque tão simplesmente são o penhor do nosso futuro democrático, mesmo quando discordem de algumas palavras que proferi.
O 25 de Abril foi “o dia inicial inteiro e limpo”…Por isso, Filipa, Gabriela, João Martins, Rute, Daniel Filipe, Vanda, Nélia, João Nuno, Odete, Catarina, Tiago, Guilherme, Cristianne, Dinis, e também para vós senhores deputados, os mais jovens de cada uma e de todas as bancadas.
O 25 de Abril foi “o dia inicial inteiro e limpo”…………………. Guardem -no para sempre!"
OSVALDO CASTRO in "A Carta a Garcia"(2008)
Sonoridades... Para Sempre!
... o poema e a música de "Llorona" na voz de Chavela Vargas... Imortal!...
quarta-feira, 19 de junho de 2013
segunda-feira, 17 de junho de 2013
domingo, 16 de junho de 2013
Da Crise ao Compromisso da Alternativa Possível...
Amanhã, segunda-feira, dia 17, há Greve de Professores. Dia 27, a Greve será Geral na prossecussão de uma luta contra a austeridade que, no nosso país, se desenvolve, perante uma classe política dividida entre a ousadia da sua prática e a incapacidade de unir esforços para encontrar soluções reais de compromisso "à esquerda", capazes de fazer jus à democracia e ao povo que saiu à rua para apoiar Abril de 74! Entretanto, no mundo que nos envolve e nos configura, são conhecidas as dimensões do controle informativo internacional através das fugas de informação da CIA, bem como o uso assumido das armas químicas na guerra em curso na Síria e a escalada do fundamentalismo por sobre a chamada "primavera árabe"... O século XXI soçobra sobre as conquistas do século que o antecedeu e encontra-se, perigosamente, à beira de "vergar"... Felizmente, talvez já tarde!, os socialistas europeus reunem em Paris para tentar encontrar forças alternativas de governar a União Europeia, libertando-a do jugo neoliberal capitalista a que submergiu, sob a liderança alemã de Angela Merkel... falam e são ouvidos, entre vários discursos e várias vozes, Jacques Delors e Martin Schultze... porém, para ser eficaz e passar à prática como uma política concreta de imediatos efeitos na vida dos cidadãos, talvez devessem ter convidado todos os outros que, com seriedade, conseguirão assumir compromissos que confiram prioridade efectiva à liberdade, à igualdade, à justiça e à dignidade das condições de vida de todas as pessoas residentes no espaço comum europeu... porque só assim se poderá, realmente, recuperar e revitalizar o espírito inicial -agora, de facto!, mais objetivo, realista e limpo- do projeto da Europa Social assente nos princípios da Liberdade, do Pleno Emprego, das Nações e das Regiões, da Cultura, da Não-Discriminação, da Igualdade de Tratamento e de Oportunidades, da Harmonização e da Solidariedade.
sábado, 15 de junho de 2013
Islamismo Guineense Contra a Prática da Excisão...
Em Fevereiro do ano em curso, foi conhecida uma notícia importantissima, cuja divulgação não obteve o destaque que o seu teor justifica!... Com um atraso de vários meses, aqui fica - para conhecimento, regozijo e partilha:
"Guiné-Bissau: Líderes islâmicos decretam proibição da excisão no país
Prática afeta 50 por cento das raparigas e mulheres
Líderes islâmicos guineenses pronunciaram esta quarta-feira no parlamento do país uma Fatwa (um decreto religioso) proibindo a prática de excisão que afeta cerca de 50 por cento de raparigas e mulheres. Cerca de 200 imãs vindos de todas as partes do país assistiram no parlamento à leitura da Fatwa e declararam solenemente que a partir de hoje vão reforçar o apelo para o abandono da prática da excisão por não ser uma recomendação do Islão. «De facto a excisão não está no Islão e nos ensinamentos do Profeta Maomé também não vimos nada disso, até porque as filhas do Profeta, as filhas dos seus discípulos, não foram submetidas à excisão. Isto é um uso e costume de certas comunidades islâmicas», declarou o imã Mamadu Aliu Djaló, da mesquita central de Bissau. O imã Djaló, que é também o segundo vice-presidente do Conselho Superior dos Assuntos Islâmicos, defendeu que, com a adoção da Fatwa, «todos os líderes religiosos islâmicos» guineenses «sabem que devem abandonar esta prática». O presidente do parlamento guineense, Ibraima Sory Djaló, que presidiu ao ato, declarou que «alcançou-se um grande marco» no país com a adoção da Fatwa, o que, disse, vai ao encontro da lei aprovada pelos deputados em 2011 criminalizando a prática. «Esperamos agora que a lei seja respeitada para que não seja necessário que se prendam pessoas por causa da excisão» na Guiné-Bissau, declarou Sori Djaló, apelando, contudo, para o reforço da divulgação da lei. Para Fatumata Djau Baldé, presidente do comité nacional de luta para o abandono das práticas nefastas, um consórcio de 18 ONG guineenses e estrangeiras, «hoje é um grande dia» na luta contra «a tragédia silenciosa que afeta cerca da metade das raparigas e mulheres» da Guiné-Bissau. «Hoje é um dia histórico. Não ganhámos a guerra contra a excisão mas alcançámos uma grande conquista contra essa prática degradante para a saúde da mulher guineense», disse Djau Baldé, emocionada. O ministro da Saúde Publica guineense, Agostinho Cá, considerou o dia de hoje como sendo aquele em que se prestou um dos melhores serviços ao povo com a adoção da Fatwa «pelos chefes religiosos» islâmicos, «proibindo uma prática secular» que se caracteriza pela submissão da mulher a situações «atentatórias à sua dignidade». Assistiram à leitura e adoção da Fatwa, a primeira a ser pronunciada na Guiné-Bissau, elementos do corpo diplomático e o representante adjunto do secretário-geral das Nações Unidas, Gana Fofang, que é também o coordenador do PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento) no país."
(Por: tvi24 / LF | 2013-02-06 - via Paula Brito no Facebook)
sexta-feira, 14 de junho de 2013
João Pinto e Castro...
In Memoriam de João Pinto e Castro, nada melhor que reler a sua última crónica: "Memorando para a Salvação do Capitalismo"...
quinta-feira, 13 de junho de 2013
"O meu país...

"O meu país sabe às amoras bravas
no verão.
Ninguém ignora que não é grande ,
... nem inteligente, nem elegante o meu país, mas tem esta voz doce
de quem acorda cedo para cantar nas silvas...."
no verão.
Ninguém ignora que não é grande ,
... nem inteligente, nem elegante o meu país, mas tem esta voz doce
de quem acorda cedo para cantar nas silvas...."
(Eugénio de Andrade in "As Mãos e os Frutos")
(via Ilda Figueiredo no Facebook)
Sonoridades Intemporais...
... "Etude", Opus 25, nº11... o som inconfundível de F.Chopin... pelas mãos de Anna Fedorova.
quarta-feira, 12 de junho de 2013
Da Grécia à Morte da Democracia Europeia!?.
... é só mais um passo... porque, por mais argumentos que apresentem sobre gastos e despesismo, um Estado de Direito, democrático, não ousaria eliminar um organismo público cuja missão é informar e dar voz à liberdade de expressão - nomeadamente, por considerar que o facto poderia por em causa os princípios democráticos da liberdade e da igualdade!... Pelo contrário, esforçar-se-ia para manter, pelo menos!, os símbolos dos valores em que assentam os pilares das sociedades que, a custo de sangue, suor e lágrimas, o século XX construiu... por muitos condicionalismos que isso implique e por muito aquém que a realidade sempre fique do desejável!... fica assim claro e assumido: a austeridade é, inquestionavelmente, até do ponto de vista simbólico!, inimiga da democracia!... resta-nos a evocação do pensar de Mahatma Gandhi: "Nunca percas a fé na humanidade, porque ela é como um oceano... só por nele existirem algumas gotas de água suja, não significa que esteja completamente sujo.”
terça-feira, 11 de junho de 2013
Da Convergência como Avenida...
Ouvi na televisão as palavras de António Costa e de Jerónimo de Sousa na inauguração da Avenida Álvaro Cunhal, em Lisboa... comoveu-me a dignidade do Presidente da CML ao referir a "seriedade pessoal" de Álvaro Cunhal... comoveu-me porque, de facto, é de seriedade que se trata quando pensamos na responsabilidade cívica e humana que a existência, associada à ética, implica, no que à atividade política respeita... por isso, agradeço-lhe hoje essas palavras, transcrevendo o texto da Antena 1 que encontrei no blogue Antreus da autoria de António Abreu:
"Apelo de António Costa a "convergência" na inauguração da Avenida Álvaro Cunhal
«Antena 1 - 08 Jun, 2013, 14:48
O presidente da Câmara Municipal de Lisboa, António Costa, apelou hoje à "convergência no essencial", na cerimónia de inauguração da Avenida Álvaro Cunhal, na freguesia lisboeta do Lumiar, durante a qual foi tocada "A Internacional".
O autarca socialista considerou que o centenário do nascimento de Álvaro Cunhal acontece num tempo difícil, que "exige a nossa intervenção e não a nossa indiferença, a nossa ação e não a nossa submissão, a nossa convergência no essencial e não a nossa divisão no acessório.
Precisamos de ideias, de causas, de esperança e de confiança no futuro", afirmou."Penso que o melhor tributo que podemos prestar a Álvaro Cunhal é olhar para aquilo que na sua vida e na sua luta nos pode inspirar, unir e mobilizar.
Falo no seu exemplo de seriedade pessoal, da coragem na adversidade, da audácia na ação, da capacidade de resistir e de persistir, da clareza nos propósitos e objetivos, da firmeza e da tenacidade na luta", acrescentou.
Segundo António Costa, "qualquer que seja o juízo que se tenha" das ideias e do legado político de Álvaro Cunhal, "ninguém lhe pode negar a entrega total e pessoalmente desinteressada àquilo em que acreditava, a coerência firme e inflexível, a militância constante e determinada, a fidelidade e a devoção aos seus princípios ideológicos e políticos".
"Ao atribuir o nome de Álvaro Cunhal a uma avenida da nossa cidade, a Câmara Municipal de Lisboa cumpre a sua responsabilidade institucional na construção de uma memória coletiva aberta, plural, tolerante e atualizada", defendeu, acrescentando mais tarde que o líder histórico do PCP "era uma figura imprescindível no espaço público da cidade de Lisboa".
Questionado pelos jornalistas sobre se tinha feito um apelo a uma convergência da esquerda, António Costa riu-se e escusou-se a desenvolver o assunto.»"
segunda-feira, 10 de junho de 2013
domingo, 9 de junho de 2013
Do Amor...
"A UM TI QUE EU INVENTEI
Pensar em ti é coisa delicada.
... É um diluir de tinta espessa e farta
e o passá-la em finíssima aguada
com um pincel de marta.
Um pesar grãos de nada em mínima balança,
um armar de arames cauteloso e atento,
um proteger a chama contra o vento,
pentear cabelinhos de criança.
Um desembaraçar de linhas de costura,
um correr lã que ninguém saiba e oiça,
um planar de gaivota como um lábio a sorrir.
Penso em ti com tamanha ternura
como se fosses vidro ou película de loiça,
que apenas com o pensar te pudesses partir."
Pensar em ti é coisa delicada.
... É um diluir de tinta espessa e farta
e o passá-la em finíssima aguada
com um pincel de marta.
Um pesar grãos de nada em mínima balança,
um armar de arames cauteloso e atento,
um proteger a chama contra o vento,
pentear cabelinhos de criança.
Um desembaraçar de linhas de costura,
um correr lã que ninguém saiba e oiça,
um planar de gaivota como um lábio a sorrir.
Penso em ti com tamanha ternura
como se fosses vidro ou película de loiça,
que apenas com o pensar te pudesses partir."
ANTÓNIO GEDEÃO, in "POESIA COMPLETA"
(via Maria Albertina Silva no Facebook)
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