domingo, 30 de junho de 2013
sábado, 29 de junho de 2013
Do Estatuto Epistémico da "Relação"...
"Texto extraído do livro «Da Intuição artística ao raciocínio estético» de Nadir Afonso.
«Qual é a relação entre o sujeito e o objecto — entre o espírito e a matéria? Do modo como responde a estas perguntas a filosofia tradicional divide-se em dois campos: aqueles que afirmam o carácter primordial do espírito em relação à matéria formam o campo do idealismo; aqueles que afirmam o carácter primordial da matéria em relação ao espírito formam o campo do materialismo.
Assim, a partir de qualquer desses pontos de vista, existe na natureza uma dualidade constituída por dois termos — sujeito-objecto — situados face a face. Em toda esta filosofia, quer idealista quer materialista, só existe o sujeito e o objecto. Não há o labor, o manejo intuitivo, subconsciente de leis apriorísticas que regem e agem quer sobre um quer sobre o outro dos dois termos opostos. Ora, entre o espírito e a matéria intercalam-se, de facto, operações complexas, imprevisíveis pelas ciências constituídas. Quando o filósofo pensa na relação sujeito-objecto, não prevê que esta entidade relação é o fio condutor de inúmeras leis orientadoras das suas diligências. E não prevê porque não exercita a prática da criação própria do artista criador; porque não exerce essa tenacidade reveladora que, para além de toda a criação humana, procura a sua essência universal.»
© Nadir Afonso"
sexta-feira, 28 de junho de 2013
quinta-feira, 27 de junho de 2013
Do "Tudo É e Não É" ao "Estado de Golpe"...
... Vale a pena ouvir a entrevista de Manuel Alegre à SIC-N, ontem, na "Edição da Noite"... a entrevista, a propósito do seu extraordinário e mais recente romance "Tudo É e Não É", é, também, um dos mais contundentes e desassombrados testemunhos sobre o País... a registar, hoje, dia de GREVE GERAL!
O Povo... Unido...
... ontem, na SIC-N, Manuel Alegre afirmou o que é, de facto, fundamental e que todos parecem ir relegando para um papel secundário relativamente à definição da prioridade máxima... por outras palavras e de forma mais feliz, Manuel Alegre disse: "O PS, o PCP e o BE tinham a obrigação de se entender porque é para isso que a esquerda existe: não para fazer as coisas com mais um bocadinho de sensibilidade social mas, sim, para MUDAR!"...
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quarta-feira, 26 de junho de 2013
Da Greve Geral à Defesa de Abril...
... em jeito de síntese, sobre o sentido desta Greve Geral, vale a pena visitar o sítio a que podemos aceder AQUI e ler o texto da Associação "Conquistas da Revolução" que chegou via Manuel Duran Clemente e que aqui transcrevo:
«A “Associação Conquistas da Revolução”, face à gravidade do momento que se vive no nosso país, declara total solidariedade com as lutas entretanto desenvolvidas pelos trabalhadores, pela juventude, pelos homens e mulheres de Abril, manifesta o seu total apoio à greve geral convocada para 27 de Junho e apela à participação dos seus associados e de todos os democratas em defesa das conquistas soberanas do povo português na construção dum futuro melhor, livre de ingerências e imposições estrangeiras.
A progressiva destruição das conquistas de Abril é inaceitável e obriga a recorrer às formas de luta adequadas no quadro constitucional. Impõe-se, assim, fazer deste dia - de greve geral contra o pacote de exploração e empobrecimento - uma grande demonstração de repúdio ao violento e injusto ataque à dignidade e independência dos portugueses e demonstrar a unidade dos trabalhadores e do povo.
Defender Abril. Conquistar o Futuro.»
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terça-feira, 25 de junho de 2013
Dos Itinerários Paradigmáticos...
... fazer a história contemporânea implica perceber o pensamento, a cultura política e o quadro mental dos políticos dos nossos dias...
(vídeo partilhado via Helena Calvet e Rodrigo Henriques no Facebook)
(vídeo partilhado via Helena Calvet e Rodrigo Henriques no Facebook)
segunda-feira, 24 de junho de 2013
Pseudodemocracia - Entre a Revolução e a Ditadura
Na crueldade abusiva e indiferente com que a política vai conduzindo os tempos, como se a servidão, a pobreza e a dependência fossem naturais por inerência à condição social da vida humana, vale a pena registar as palavras de D. Januário Torgal que podemos ler AQUI e a síntese assertiva de um homem cuja experiência e determinação em marcar o pensamento e a história de Portugal podemos encontrar no texto que, a seguir, transcrevo:
«O antigo Presidente da República Mário Soares considera que a «democracia está em baixa», porque as pessoas tem «muito medo», mas, adverte, o desespero é tal que aqueles que têm fome podem zangar-se.
Em entrevista ao jornal "Público", o histórico socialista afirma que os portugueses não reagem com veemência às dificuldades que estão a atravessar porque "há muito medo na sociedade portuguesa".
"É por isso que a democracia está em baixa, porque não havia medo e hoje há muito medo. As pessoas têm de pensar duas vezes quando têm filhos. Mas é uma coisa que pode levar a atos de violência", adverte.
Mário Soares ressalva que é uma situação que não quer que suceda. No entanto, "pode acontecer, porque o desespero é tal que aqueles que têm fome podem zangar-se".
Fazendo um paralelismo sobre a reação dos portugueses às dificuldades que atravessam e o que se passa no Brasil, afirma que "no Brasil vieram para a rua de forma pacífica porque acham que há muita corrupção. Aqui, em Portugal, não há corrupção a rodos, porque a justiça não funciona. Ou por outra, a justiça só funciona para os pobres".
"Aos que roubam milhares de contos ao Estado, em bancos e fora de bancos, não lhes acontece nada", critica. Mário Soares receia que a seguir à crise política possa "vir uma revolução": "Eu esperaria que fosse pacífica, mas pode não ser". Pode também seguir-se uma ditadura, o que "era ainda pior", sublinha.
O antigo presidente considera que não existe uma relação entre o país e o Governo, que "ignora o povo", e que a "democracia está em perigo".
Neste momento, somos uma pseudodemocracia, porque a democracia precisa de ter gente que resolva os problemas", diz, questionando: "Quando o Presidente da República não é capaz de resolver nada a não ser estar de acordo com o Governo, e o Governo não faz nada porque não tem nada para fazer, nem sabe o que há-de fazer, o que é que se passa?"
Sobre o que faz a oposição, Mário Soares afirma: "protesta". "Eu não tenho nenhuma responsabilidade política, nem quero ter, mas penso, leio, escrevo e estou indignado, claro, porque estão a destruir o país", sublinha.
Questionado pelo Público sobre se o Banco Central Europeu devia estar a emitir moeda, Mário Soares foi perentório: "pois claro". Não admite a saída do euro, frisando que é a "favor do euro e da União Europeia, embora não aceite que a chanceler Merkel seja uma pessoa não solidária com os outros países, é contra o espírito da União Europeia.
Relativamente ao presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, Mário Soares acusa-o de ser "um camaleão", considerando que Portugal não ganhou nada em tê-lo naquele cargo. "Foi só desprestigiante para Portugal. Nunca achei que ele podia ser bom. Avisei sempre, escrevi que era um grande erro. Diziam que era português, mas na Europa não há portugueses, nem de qualquer outro país, há europeus", comenta.
Mário Soares diz ainda que Durão Barroso "não pode" chegar ao cargo de secretário-geral da ONU, "depois de tudo o que disseram dele, a senhora Merkel, os franceses e tantos europeus". "Futuro político acho que não tem", remata.»
in DIÁRIO DIGITAL/LUSA
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