quarta-feira, 26 de junho de 2013

Da Greve Geral à Defesa de Abril...

... em jeito de síntese, sobre o sentido desta Greve Geral, vale a pena visitar o sítio a que podemos aceder AQUI e ler o texto da Associação "Conquistas da Revolução" que chegou via Manuel Duran Clemente e que aqui transcrevo:

«A “Associação Conquistas da Revolução”, face à gravidade do momento que se vive no nosso país, declara total solidariedade com as lutas entretanto desenvolvidas pelos trabalhadores, pela juventude, pelos homens e mulheres de Abril, manifesta o seu total apoio à greve geral convocada para 27 de Junho e apela à participação dos seus associados e de todos os democratas em defesa das conquistas soberanas do povo português na construção dum futuro melhor, livre de ingerências e imposições estrangeiras.

A progressiva destruição das conquistas de Abril é inaceitável e obriga a recorrer às formas de luta adequadas no quadro constitucional. Impõe-se, assim, fazer deste dia - de greve geral contra o pacote de exploração e empobrecimento - uma grande demonstração de repúdio ao violento e injusto ataque à dignidade e independência dos portugueses e demonstrar a unidade dos trabalhadores e do povo.

 Defender Abril. Conquistar o Futuro.»
 
 

terça-feira, 25 de junho de 2013

Sonoridades...

... via Francisco Colaço no Facebook...

Dos Itinerários Paradigmáticos...


... fazer a história contemporânea implica perceber o pensamento, a cultura política e o quadro mental dos políticos dos nossos dias...
(vídeo partilhado via Helena Calvet e Rodrigo Henriques no Facebook)

Madiba, Sempre!


segunda-feira, 24 de junho de 2013

Sonoridades...


... "Love is All" de Roger Glove in "The Butterfly Ball" (1974)...

Pseudodemocracia - Entre a Revolução e a Ditadura

Na crueldade abusiva e indiferente com que a política vai conduzindo os tempos, como se a servidão, a pobreza e a dependência fossem naturais por inerência à condição social da vida humana, vale a pena registar as palavras de D. Januário Torgal que podemos ler AQUI e a síntese assertiva de um homem cuja experiência e determinação em marcar o pensamento e a história de Portugal podemos encontrar no texto que, a seguir, transcrevo:

«O antigo Presidente da República Mário Soares considera que a «democracia está em baixa», porque as pessoas tem «muito medo», mas, adverte, o desespero é tal que aqueles que têm fome podem zangar-se.

Em entrevista ao jornal "Público", o histórico socialista afirma que os portugueses não reagem com veemência às dificuldades que estão a atravessar porque "há muito medo na sociedade portuguesa".
"É por isso que a democracia está em baixa, porque não havia medo e hoje há muito medo. As pessoas têm de pensar duas vezes quando têm filhos. Mas é uma coisa que pode levar a atos de violência", adverte.
Mário Soares ressalva que é uma situação que não quer que suceda. No entanto, "pode acontecer, porque o desespero é tal que aqueles que têm fome podem zangar-se".
Fazendo um paralelismo sobre a reação dos portugueses às dificuldades que atravessam e o que se passa no Brasil, afirma que "no Brasil vieram para a rua de forma pacífica porque acham que há muita corrupção. Aqui, em Portugal, não há corrupção a rodos, porque a justiça não funciona. Ou por outra, a justiça só funciona para os pobres".
"Aos que roubam milhares de contos ao Estado, em bancos e fora de bancos, não lhes acontece nada", critica. Mário Soares receia que a seguir à crise política possa "vir uma revolução": "Eu esperaria que fosse pacífica, mas pode não ser". Pode também seguir-se uma ditadura, o que "era ainda pior", sublinha.
O antigo presidente considera que não existe uma relação entre o país e o Governo, que "ignora o povo", e que a "democracia está em perigo".
Neste momento, somos uma pseudodemocracia, porque a democracia precisa de ter gente que resolva os problemas", diz, questionando: "Quando o Presidente da República não é capaz de resolver nada a não ser estar de acordo com o Governo, e o Governo não faz nada porque não tem nada para fazer, nem sabe o que há-de fazer, o que é que se passa?"
Sobre o que faz a oposição, Mário Soares afirma: "protesta". "Eu não tenho nenhuma responsabilidade política, nem quero ter, mas penso, leio, escrevo e estou indignado, claro, porque estão a destruir o país", sublinha.
Questionado pelo Público sobre se o Banco Central Europeu devia estar a emitir moeda, Mário Soares foi perentório: "pois claro". Não admite a saída do euro, frisando que é a "favor do euro e da União Europeia, embora não aceite que a chanceler Merkel seja uma pessoa não solidária com os outros países, é contra o espírito da União Europeia.
Relativamente ao presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, Mário Soares acusa-o de ser "um camaleão", considerando que Portugal não ganhou nada em tê-lo naquele cargo. "Foi só desprestigiante para Portugal. Nunca achei que ele podia ser bom. Avisei sempre, escrevi que era um grande erro. Diziam que era português, mas na Europa não há portugueses, nem de qualquer outro país, há europeus", comenta.
Mário Soares diz ainda que Durão Barroso "não pode" chegar ao cargo de secretário-geral da ONU, "depois de tudo o que disseram dele, a senhora Merkel, os franceses e tantos europeus". "Futuro político acho que não tem", remata.»
 in DIÁRIO DIGITAL/LUSA

domingo, 23 de junho de 2013

Da Lua Cheia...


... hoje, em pleno Solstício de Verão de 2013...

Direitos Humanos - Princípio da Igualdade...

Constituição da República Portuguesa
 
 
Artigo 13º (Princípio da igualdade)1. Todos os cidadãos têm a mesma dignidade social e são iguais perante a lei.
2. Ninguém pode ser privilegiado, beneficiado, prejudicado, privado de qualquer direito ou isento de qualquer dever em razão de ascendência, sexo, raça, língua, território de origem, religião, convicções políticas ou ideológicas, instrução, situação económica, condição social ou orientação sexual.

Coimbra, Património da Humanidade...

A UNESCO reconheceu Coimbra como Património da Humanidade! Estamos, todos!, de Parabéns!

sábado, 22 de junho de 2013

Leituras Cruzadas - Osvaldo de Castro




Nestes dois últimos dias, em que terminou a Primavera e se deu início ao Verão, Osvaldo Castro foi visitado por todos (ou quase todos) os que cruzaram o seu caminho, com afetos, dedicação, amizade, admiração, respeito, camaradagem, reconhecimento, cumplicidade, estima e consideração... merecida e justamente como o atestam a sua vida e a sua obra!... Vale a pena, para quem menos o conheceu e para quem muito o acompanhou e admirou, evocar aqui as palavras que foram sendo escritas, nestes dias, sobre a perda que representa para o País, a Política e a Democracia:

Rui Namorado no Grande Zoo
Raimundo Narciso no Puxa Palavra
Francisco Seixas da Costa no Duas ou Três Coisas
José Magalhães, Quinta-feira no Facebook
Manuel Alegre no site Manuel Alegre
Valupi no Aspirina B
Ana Sá Lopes no Ionline
Rodrigo Henriques no Folha Seca
Medeiros Ferreira no Cortex Frontal
Nélia Cid no Pombal do Marquês
Ariel no Cirandando
MCR no Incursões
Miguel Abrantes no Câmara Corporativa
... e no Público, apesar do texto integral ser acessível apenas a assinantes, vale a pena destacar o artigo da jornalista São José Almeida, mas, também o do Diário de Notícias na edição impressa de ontem, 6ªfeira, dia 21 de Junho...

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Osvaldo Castro - Da Liberdade e do Legado...

 
 
Discurso do 25 de Abril - Assembleia da República

(Sempre Vivo e In Memoriam):


"Subo a esta tribuna, em nome do Grupo Parlamentar do Partido Socialista para saudar o 25 de Abril da liberdade, da tolerância, da igualdade e da fraternidade.
 
O 25 de Abril da democracia, da descolonização e do desenvolvimento. O 25 de Abril da paz, mas também das utopias e dos sonhos ainda por concretizar.
 
E esta saudação vai inteirinha e directa para Vós, Caros capitães de Abril, que reiteradamente, ano após ano, honram o Parlamento com a Vossa significativa presença. E tudo porque sonharam e concretizaram a madrugada, essa madrugada, em que os corações dos portugueses se alvoroçaram. E assim nasceu “O dia inicial inteiro e limpo/ Onde emergimos da noite e do silêncio…” como a celebrou Sophia de Mello Breyner num dos seus belos poemas.
 
Sim, vivíamos num enclausurado silêncio, numa longa noite que se arrastava por mais de 48 anos e que se entrecortava com uma guerra colonial que devastava pela morte, pela mutilação e pela doença, vastos milhares de jovens portugueses, mas também muitos milhares de jovens guerrilheiros e simples cidadãos africanos. Obviamente, Portugal sangrava em África os recursos humanos e financeiros.
 
O mesmo é dizer, vivíamos num país esmagado pela fome e pela mais pesada miséria. Claro, não havia liberdade de opinião, nem liberdade de imprensa, nem liberdade de reunião, de manifestação ou de greve. O regime assentava num partido único e no poder ilimitado da polícia política.
 
Centenas dos nossos melhores intelectuais e homens da cultura foram forçados ao penoso exílio e assim afastados compulsivamente das suas cátedras universitárias e carreiras académicas. Milhares de jovens optaram por desertar ou mesmo não aceitar serem incorporados com destino à guerra colonial.
 
Mas, também o quero assinalar, houve sempre muita gente que se empenhou na luta contra a opressão. Democratas, operários, camponeses, estudantes, mulheres, intelectuais, enfim, uma grossa corrente de opinião que, por isso, penou nas prisões políticas ou até sucumbiu às balas ou aos maus tratos dos esbirros do fascismo.
 
É que, parafraseando o poeta, “houve sempre alguém que resistiu e houve sempre alguém que disse não”. Saúdo, também, todos esses cuja memória deve para sempre perdurar. Mas é inquestionável que foi um punhado de indómitos e jovens capitães que ousou levar de vencida a ditadura e interpretar os mais lídimos sentimentos de um povo, que os saudou e motivou, naquela madrugada de 25 de Abril de 1974.
 
“Esta é a madrugada que eu esperava…”disse Sophia. Falava por todos os portugueses!
 
Passados que são 34 anos podemos dizer que Portugal é um país que dispõe de uma Constituição democrática, onde estão lapidarmente inscritos os princípios basilares da democracia, onde se garantem os direitos fundamentais, em que está assegurado o primado do estado de direito democrático, consagrados o direito à opinião e expressão livres, mesmo quando são avessas à democracia, ou até a afrontam, onde se encontram plasmados os direitos, liberdades e garantias que enformam o nosso regime democrático representativo e pluralista.
 
E mais, creio ser quase consensual asseverar que a nossa Constituição não se constitui em qualquer factor de limitação ou impedimento aos legítimos interesses daqueles que querem conviver sadiamente com o regime democrático, mesmo em termos de iniciativa económica. E o mesmo se pode dizer da legitimação democrática do 25 de Abril, através dos sucessivos actos eleitorais para os diversos órgãos conformantes da nossa estrutura democrática.
 
Vale por dizer que a legitimidade inscrita no frontispício do nosso estado democrático é a que radica no voto popular. E tudo sem prejuízo do recrudescimento do papel da democracia participativa, bem ilustrado pelos três referendos já realizados, pelo instituto da iniciativa legislativa de cidadãos e pela faculdade de os cidadãos se poderem candidatar a eleições autárquicas sem carecerem do patrocínio partidário.
 
Nesta democracia paulatinamente consolidada, há também que salientar o papel crescente da sedimentação e ampliação da autonomia e dos poderes e atribuições das instituições representativas do poder regional, que daqui saudamos. E de igual modo sublinhamos e saudamos o poder local democrático e os milhares de cidadãos que nas assembleias e nos executivos autárquicos têm dado o seu melhor para fazer de Portugal, freguesia a freguesia, concelho a concelho, um país moderno e com mais qualidade de vida e onde cada vez mais apeteça viver.
 
Mas para além dos direitos democráticos e da descolonização, Portugal vai sendo cada vez mais um país que não recebe lições de ninguém em matéria de direitos sociais. Tudo porque a consagração constitucional e legal de um catálogo de direitos fundamentais dos trabalhadores, o salário mínimo, o direito à greve, à liberdade sindical, o direito pleno à segurança social, ao subsídio de desemprego, às prestações sociais, às pensões de reforma, e ao rendimento social de inserção e a protecção na doença, são pilares de um verdadeiro estado social que faz transparecer a valorização dos direitos sociais e a preocupação com a coesão social.
 
E tudo isto, que são diferenças por demais relevantes, no plano político e social, em confronto com os tempos da ditadura, deve-se em primeira instância ao 25 de Abril e aos 34 anos que já lhe sucederam.
 
Mas o 25 de Abril teve também o mérito de reintegrar o nosso país no mundo onde, por força do regime autoritário, estávamos absolutamente isolados e desprestigiados. Foi a instauração da liberdade e a instituição de um regime democrático em Portugal que permitiu que o então primeiro-ministro Mário Soares pudesse assinar em 1985 a adesão à Comunidade Económica Europeia. E, indiscutivelmente, foi a nossa reconciliação com os areópagos internacionais e sobremaneira a nossa integração política na Europa que permitiram acelerar, consolidar e aprofundar a democracia portuguesa.
 
Por outras palavras, Portugal é uma democracia parlamentar vinculada constitucionalmente ao conjunto de direitos políticos e sociais e ao modelo social europeu. E se dúvidas restassem, aí está a referência no Tratado de Lisboa à Carta dos Direitos Fundamentais, o que lhe confere valor jurídico com força de tratado e implica força jurídica vinculativa.
 
Ora, os seis capítulos da Carta que se referem aos valores e direitos fundamentais da dignidade, das liberdades, da igualdade, da solidariedade, da cidadania e da justiça constituem, como aqui disse 4ª feira o primeiro-ministro, a “fundação da cidadania europeia” e traduzem-se, de facto, num dos maiores ganhos de causa do Tratado. Também por isso se saúda o novo impulso para o desenvolvimento do projecto europeu que a aprovação do Tratado de Lisboa significa. A contribuição para a aprovação deste Tratado por parte da Presidência portuguesa da União Europeia é um grande feito de Portugal e da sua diplomacia e é uma circunstância feliz que esta celebração do 25 de Abril ocorra 2 dias depois de este parlamento ter aprovado o Tratado de Lisboa.
 
É que, para além de haver, agora, condições para superar os impasses em que a União estava mergulhada, é um facto que o Tratado retoma e aprofunda os valores europeus, ou seja, a vinculação aos direitos humanos, à paz e à valorização dos direitos sociais, assim se acentuando a coesão, uma nova dimensão da economia e o aprofundamento do controlo democrático por parte dos parlamentos nacionais das decisões legislativas e não legislativas oriundas da Comissão. Mas, deixem-me sublinhar, creio que vai sendo cada vez mais indiscutível que a participação de Portugal na União Europeia tem sido, até agora, uma história de sucesso. Foram criadas condições económicas, sociais e culturais para que Portugal acedesse ao conjunto dos países mais desenvolvidos do mundo. Nos últimos 20 anos, o país progrediu em termos da melhoria de indicadores de qualidade de vida e de saúde, transformaram-se profundamente as condições de mobilidade e acessibilidade. Portugal reagiu favoravelmente à crescente importância do tema da sustentabilidade ambiental, alinhou positivamente nos progressos da sociedade de informação e do governo electrónico e revelou uma capacidade significativa de integração de populações etnicamente diversificadas. Por outro lado, a integração europeia propiciou condições favoráveis ao crescimento estruturado do sistema científico nacional e à sua internacionalização. Com a ajuda dos fundos estruturais e de coesão -a maior operação de solidariedade económica na história recente de Portugal – o país foi elevado a outro nível de expansão económica, como o evidencia a convergência do seu Produto Interno Bruto com a média comunitária. Sim, é verdade que o PIB per capita (em padrão de poder compra) que era de 54,2% em 1986, passou para 68%, em 2003 e atingiu 75% em 2006 (último ano disponível) e com referência tão só a UE a 15, o que significa que o cálculo a 27 dará valores ainda mais convergentes e uma diminuição substantiva da diferença do nosso país relativamente à média comunitária. O 25 de Abril significa a refundação da democracia em Portugal.
 
A democracia é um processo inacabado, que requer constante aprofundamento. O Parlamento é a casa da democracia. Não se pode, pois, deixar de assinalar hoje que esta sessão legislativa já decorre sob o signo de um novo Regimento que trouxe maior centralidade ao Parlamento, consubstanciadas no reforço das suas competências de fiscalização do Governo e da administração e o aumento significativo dos poderes da oposição. Esta reforma inscreve-se, aliás, na linha das decisões estruturantes para a reforma da democracia, que a Assembleia já tomou ao longo desta legislatura: a consagração legal do princípio da paridade, a limitação dos mandatos legislativos, o aperfeiçoamento do registo de interesses e incompatibilidades, assim como outros instrumentos do papel do deputado e da deputada. Felizmente, estas mudanças já inspiraram também a iniciativa de revisão do Estatuto Político-Administrativo da Região Autónoma dos Açores e só é de esperar que venham também a inspirar outras realidades do território nacional, porque a democracia que hoje celebramos só é verdadeiramente democrática lá onde todos os deputados são respeitados como legítimos representantes dos que os elegeram, onde os direitos das oposições são estimados e se verifica a fiscalização política pelas assembleias representativas.
 
É por isso que se pode dizer com verdade que o 25 de Abril valeu a pena. Não ignoramos que subsistem problemas, que há ainda pobreza, que há desemprego e situações de vida dolorosas para muitos portugueses. Mas mesmo essas situações têm vindo a ser atalhadas, minoradas e há medidas em curso para as corrigir. Mas também ninguém pode ignorar que além da ciclópica tarefa de corrigir o défice e pôr em ordem as contas públicas, as verdadeiras reformas estruturais, as que podem criar as condições para um desenvolvimento económico sustentado têm estado na agenda do governo.
 
Ao celebrarmos o 25 de Abril queremos que fique claro, particularmente para os mais jovens, aqueles que estão abaixo dos 40 anos, que a “revolução dos cravos”, uma revolução pacífica, devolveu a todos nós a dignidade e o orgulho de sermos portugueses.
 
Sim, o 25 de Abril, gesto heróico de jovens capitães, valeu a pena, porque melhorou a vida dos portugueses, acabou com uma guerra fratricida e conferiu aos cidadãos de Portugal os direitos, liberdades e garantias que a ditadura sempre nos negou.
 
É por tudo isto e pela honra de ter subido à tribuna em Sessão de tamanha relevância que estas palavras são dedicadas ao Ernesto Melo Antunes que fez o favor de ser meu Amigo, desde que nos conhecemos no Regimento de Artilharia de Leiria, ano e meio antes do 25 de Abril, ao António Marques Júnior, ele sabe porquê…e nestes dois envolvo todos os capitães de Abril. E, inevitavelmente dedicadas também aos jovens da Crise Académica de 1969, em Coimbra, na pessoa do Alberto Martins que sempre nos representou a todos.
 
Mas palavras dedicadas também a alguns jovens que estando na casa dos 30 anos, ou até menos, e porque lhes conheço a devoção pelo 25 de Abril, que conhecem de ler e de ouvir contar, ou porque estão no meu coração ou porque tão simplesmente são o penhor do nosso futuro democrático, mesmo quando discordem de algumas palavras que proferi.
 
O 25 de Abril foi “o dia inicial inteiro e limpo”…Por isso, Filipa, Gabriela, João Martins, Rute, Daniel Filipe, Vanda, Nélia, João Nuno, Odete, Catarina, Tiago, Guilherme, Cristianne, Dinis, e também para vós senhores deputados, os mais jovens de cada uma e de todas as bancadas.
 
O 25 de Abril foi “o dia inicial inteiro e limpo”…………………. Guardem -no para sempre!"
 
OSVALDO CASTRO in "A Carta a Garcia"(2008)

Sonoridades... Para Sempre!

... o poema e a música de "Llorona" na voz de Chavela Vargas... Imortal!...

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Sonoridades...

... "Paciência" dos... Lenine! (via Maria de Fátima Fitas no Facebook)

domingo, 16 de junho de 2013

Da Crise ao Compromisso da Alternativa Possível...

Amanhã, segunda-feira, dia 17, há Greve de Professores. Dia 27, a Greve será Geral na prossecussão de uma luta contra a austeridade que, no nosso país, se desenvolve, perante uma classe política dividida entre a ousadia da sua prática e a incapacidade de unir esforços para encontrar soluções reais de compromisso "à esquerda", capazes de fazer jus à democracia e ao povo que saiu à rua para apoiar Abril de 74! Entretanto, no mundo que nos envolve e nos configura, são conhecidas as dimensões do controle informativo internacional através das fugas de informação da CIA, bem como o uso assumido das armas químicas na guerra em curso na Síria e a escalada do fundamentalismo por sobre a chamada "primavera árabe"... O século XXI soçobra sobre as conquistas do século que o antecedeu e encontra-se, perigosamente, à beira de "vergar"... Felizmente, talvez já tarde!, os socialistas europeus reunem em Paris para tentar encontrar forças alternativas de governar a União Europeia, libertando-a do jugo neoliberal capitalista a que submergiu, sob a liderança alemã de Angela Merkel... falam e são ouvidos, entre vários discursos e várias vozes, Jacques Delors e Martin Schultze... porém, para ser eficaz e passar à prática como uma política concreta de imediatos efeitos na vida dos cidadãos, talvez devessem ter convidado todos os outros que, com seriedade, conseguirão assumir compromissos que confiram prioridade efectiva à liberdade, à igualdade, à justiça e à dignidade das condições de vida de todas as pessoas residentes no espaço comum europeu... porque só assim se poderá, realmente, recuperar e revitalizar o espírito inicial -agora, de facto!, mais objetivo, realista e limpo- do projeto da Europa Social assente nos princípios da Liberdade, do Pleno Emprego, das Nações e das Regiões, da Cultura, da Não-Discriminação, da Igualdade de Tratamento e de Oportunidades, da Harmonização e da Solidariedade.

sábado, 15 de junho de 2013

Da Política, da Mudança e da Humanidade...

(via Alfredo Barroso no Facebook)

Islamismo Guineense Contra a Prática da Excisão...

Em Fevereiro do ano em curso, foi conhecida uma notícia importantissima, cuja divulgação não obteve o destaque que o seu teor justifica!... Com um atraso de vários meses, aqui fica - para conhecimento, regozijo e partilha:

"Guiné-Bissau: Líderes islâmicos decretam proibição da excisão no país
Prática afeta 50 por cento das raparigas e mulheres
 
Líderes islâmicos guineenses pronunciaram esta quarta-feira no parlamento do país uma Fatwa (um decreto religioso) proibindo a prática de excisão que afeta cerca de 50 por cento de raparigas e mulheres. Cerca de 200 imãs vindos de todas as partes do país assistiram no parlamento à leitura da Fatwa e declararam solenemente que a partir de hoje vão reforçar o apelo para o abandono da prática da excisão por não ser uma recomendação do Islão. «De facto a excisão não está no Islão e nos ensinamentos do Profeta Maomé também não vimos nada disso, até porque as filhas do Profeta, as filhas dos seus discípulos, não foram submetidas à excisão. Isto é um uso e costume de certas comunidades islâmicas», declarou o imã Mamadu Aliu Djaló, da mesquita central de Bissau. O imã Djaló, que é também o segundo vice-presidente do Conselho Superior dos Assuntos Islâmicos, defendeu que, com a adoção da Fatwa, «todos os líderes religiosos islâmicos» guineenses «sabem que devem abandonar esta prática». O presidente do parlamento guineense, Ibraima Sory Djaló, que presidiu ao ato, declarou que «alcançou-se um grande marco» no país com a adoção da Fatwa, o que, disse, vai ao encontro da lei aprovada pelos deputados em 2011 criminalizando a prática. «Esperamos agora que a lei seja respeitada para que não seja necessário que se prendam pessoas por causa da excisão» na Guiné-Bissau, declarou Sori Djaló, apelando, contudo, para o reforço da divulgação da lei. Para Fatumata Djau Baldé, presidente do comité nacional de luta para o abandono das práticas nefastas, um consórcio de 18 ONG guineenses e estrangeiras, «hoje é um grande dia» na luta contra «a tragédia silenciosa que afeta cerca da metade das raparigas e mulheres» da Guiné-Bissau. «Hoje é um dia histórico. Não ganhámos a guerra contra a excisão mas alcançámos uma grande conquista contra essa prática degradante para a saúde da mulher guineense», disse Djau Baldé, emocionada. O ministro da Saúde Publica guineense, Agostinho Cá, considerou o dia de hoje como sendo aquele em que se prestou um dos melhores serviços ao povo com a adoção da Fatwa «pelos chefes religiosos» islâmicos, «proibindo uma prática secular» que se caracteriza pela submissão da mulher a situações «atentatórias à sua dignidade». Assistiram à leitura e adoção da Fatwa, a primeira a ser pronunciada na Guiné-Bissau, elementos do corpo diplomático e o representante adjunto do secretário-geral das Nações Unidas, Gana Fofang, que é também o coordenador do PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento) no país."
(Por: tvi24 / LF | 2013-02-06 - via Paula Brito no Facebook)

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Sonoridades... animadas!

(via Clara Sertório no Facebook)

João Pinto e Castro...

In Memoriam de João Pinto e Castro, nada melhor que reler a sua última crónica: "Memorando para a Salvação do Capitalismo"...

quinta-feira, 13 de junho de 2013

"O meu país...



 
"O meu país sabe às amoras bravas
no verão.
Ninguém ignora que não é grande ,
...
nem inteligente, nem elegante o meu país, mas tem esta voz doce
de quem acorda cedo para cantar nas silvas....
"
 
(Eugénio de Andrade in "As Mãos e os Frutos")
 
(via Ilda Figueiredo no Facebook)

Sonoridades Intemporais...


... "Etude", Opus 25, nº11... o som inconfundível de F.Chopin... pelas mãos de Anna Fedorova.

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Da Grécia à Morte da Democracia Europeia!?.

... é só mais um passo... porque, por mais argumentos que apresentem sobre gastos e despesismo, um Estado de Direito, democrático, não ousaria eliminar um organismo público cuja missão é informar e dar voz à liberdade de expressão - nomeadamente, por considerar que o facto poderia por em causa os princípios democráticos da liberdade e da igualdade!... Pelo contrário, esforçar-se-ia para manter, pelo menos!, os símbolos dos valores em que assentam os pilares das sociedades que, a custo de sangue, suor e lágrimas, o século XX construiu... por muitos condicionalismos que isso implique e por muito aquém que a realidade sempre fique do desejável!... fica assim claro e assumido: a austeridade é, inquestionavelmente, até do ponto de vista simbólico!, inimiga da democracia!... resta-nos a evocação do pensar de Mahatma Gandhi: "Nunca percas a fé na humanidade, porque ela é como um oceano... só por nele existirem algumas gotas de água suja, não significa que esteja completamente sujo.” 

terça-feira, 11 de junho de 2013

Da Convergência como Avenida...

Ouvi na televisão as palavras de António Costa e de Jerónimo de Sousa na inauguração da Avenida Álvaro Cunhal, em Lisboa... comoveu-me a dignidade do Presidente da CML ao referir a "seriedade pessoal" de Álvaro Cunhal... comoveu-me porque, de facto, é de seriedade que se trata quando pensamos na responsabilidade cívica e humana que a existência, associada à ética, implica, no que à atividade política respeita... por isso, agradeço-lhe hoje essas palavras, transcrevendo o texto da Antena 1 que encontrei no blogue Antreus da autoria de António Abreu:

"Apelo de António Costa a "convergência" na inauguração da Avenida Álvaro Cunhal


«Antena 1 - 08 Jun, 2013, 14:48

O presidente da Câmara Municipal de Lisboa, António Costa, apelou hoje à "convergência no essencial", na cerimónia de inauguração da Avenida Álvaro Cunhal, na freguesia lisboeta do Lumiar, durante a qual foi tocada "A Internacional".
O autarca socialista considerou que o centenário do nascimento de Álvaro Cunhal acontece num tempo difícil, que "exige a nossa intervenção e não a nossa indiferença, a nossa ação e não a nossa submissão, a nossa convergência no essencial e não a nossa divisão no acessório.
Precisamos de ideias, de causas, de esperança e de confiança no futuro", afirmou."Penso que o melhor tributo que podemos prestar a Álvaro Cunhal é olhar para aquilo que na sua vida e na sua luta nos pode inspirar, unir e mobilizar.
Falo no seu exemplo de seriedade pessoal, da coragem na adversidade, da audácia na ação, da capacidade de resistir e de persistir, da clareza nos propósitos e objetivos, da firmeza e da tenacidade na luta", acrescentou.
Segundo António Costa, "qualquer que seja o juízo que se tenha" das ideias e do legado político de Álvaro Cunhal, "ninguém lhe pode negar a entrega total e pessoalmente desinteressada àquilo em que acreditava, a coerência firme e inflexível, a militância constante e determinada, a fidelidade e a devoção aos seus princípios ideológicos e políticos".
"Ao atribuir o nome de Álvaro Cunhal a uma avenida da nossa cidade, a Câmara Municipal de Lisboa cumpre a sua responsabilidade institucional na construção de uma memória coletiva aberta, plural, tolerante e atualizada", defendeu, acrescentando mais tarde que o líder histórico do PCP "era uma figura imprescindível no espaço público da cidade de Lisboa".
Questionado pelos jornalistas sobre se tinha feito um apelo a uma convergência da esquerda, António Costa riu-se e escusou-se a desenvolver o assunto.»"

(via Antreus, de António Abreu, também no Facebook)



Este é o Olhar...

Nadir Afonso
(via Centro Nadir Afonso no Facebook)

domingo, 9 de junho de 2013

Do Amor...

 
"A UM TI QUE EU INVENTEI

Pensar em ti é coisa delicada.
...
É um diluir de tinta espessa e farta
e o passá-la em finíssima aguada
com um pincel de marta.

Um pesar grãos de nada em mínima balança,
um armar de arames cauteloso e atento,
um proteger a chama contra o vento,
pentear cabelinhos de criança.

Um desembaraçar de linhas de costura,
um correr lã que ninguém saiba e oiça,
um planar de gaivota como um lábio a sorrir.

Penso em ti com tamanha ternura
como se fosses vidro ou película de loiça,
que apenas com o pensar te pudesses partir."
 
ANTÓNIO GEDEÃO, in "POESIA COMPLETA"
(via Maria Albertina Silva no Facebook) 

Do Poder Catártico da Arte...




... de Jean Metzinger, La Femme au Cheval (1911-1912)

(via Teresa Cristina Xavier no Facebook)

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Destes tristes tempos...

Porque razão nos faltam as palavras quando o tempo nos arranca o coração e nos atira contra este muro de silêncio onde teimam em escrever as palavras vãs, cruéis e sórdidas com que justificam a realidade? Quem parte de um horizonte virtual fala de visões sem correspondência concreta... e nem o medo é medo quando é o medo que fala!... ficamos pois, parados, estarrecidos e incrédulos, à beira de uma improvável mas plausível plateia que assiste à crueldade cega e insconsciente com que uns pensam o mundo dos outros - neste que é afinal o mesmo e único mundo, potencialmente capaz do aperfeiçoamento e atualmente incapaz de mudar!... tempos tristes, talvez!?... quiçá necessários ao auto-entendimento da Humanidade?!... quiçá inúteis!?... de qualquer modo, sim... indubitavelmente... tristes!  

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Da Voz como Emoção...


... quando é preciso deixar falar a voz do coração para ultrapassar a mágoa resultante deste constatar racional do exercício de um irracional poder de desumana gestão desta Humanidade que apenas se materializa... em cada cidadão, em cada sociedade, em cada cultura e em cada povo!...

sábado, 1 de junho de 2013

sexta-feira, 31 de maio de 2013

A "Dança do Desempregado"...

... de Gabriel o Pensador... a fazer lembrar B. Brecht... hoje tu... amanhã eu!... talvez seja triste a constatação mas, a verdade é que, quando não se perspectivam alternativas, o desespero sustenta a solidariedade... e a esperança!...

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Não! - Um Imperativo Categórico...

 
(a imagem do cartaz chegou via Nuno Ramos de Almeida no Facebook)

Desigualdades? Não, Obrigado!


A percepção e a reação às desigualdades é, mais do que se poderia pensar!, extensível a outras espécies... vejam o que acontece quando, a dois macaquinhos a quem se pede o mesmo desempenho (entregar uma pedrinha) se retribui de forma diferente (com uvas ou pepinos)...
Recomenda-se a reflexão, a partir da analogia...
(o vídeo chegou via Nuno Ramos de Almeida no Facebook)

domingo, 26 de maio de 2013

Da Humanista Arte da Vida e da Política...

 
"(...) É bom que jamais percam a necessidade e o gosto de escrever, de pintar, de tocar um instrumento, de mesmo em silêncio, sem assim se chamarem, continuarem a ser artistas." (p.202)

Álvaro Cunhal in "A Arte, o Artista e a Sociedade"
(Editorial Caminho, Lisboa, 1996)

sábado, 25 de maio de 2013

Para Amanhecer ...

... "Le Métèque" de Georges Moustaki... em português! (via José Manuel Correia Pinto no Facebook)

Maio - da Poesia à Revolução...


... porque "Le Méteque" foi símbolo do Maio de 68 e Georges Moustaki, na sua infinita simplicidade e doçura humana, feita da multiculturalidade que nos fez chegar aqui e nos levará mais longe, "já não mora aqui" mas, cá ficará... na História, para sempre!

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Uma Pérola Intemporal - Homenagem a Georges Moustaki

(via Diamantina Evaristo no Facebook)

Sonoridades...


... "Ma Liberté" na voz de Georges Moustaki... uma homenagem que partilho a partir da inspiração de Maria Leonor Balesteros no Facebook...

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Fundamental e Prioritário...

... desculpem, mas a citação ocorreu-me, em termos analógicos, a propósito da relação do nosso país com os seus credores, alguns dos quais consideram Portugal um caso de sucesso, pelas políticas de austeridade com que tem vindo a aplicar as imposições internacionais... mas, também, pela alegria sem sentido dos que, do lado de cá da mesa, preferem o elogio do martírio da sociedade portuguesa à afirmação contundente de propostas alternativas à arquitectura económico-financeira europeia... enfim... cada um é aquilo em que acredita... mas se, afinal de contas, devemos avaliar os procedimentos pelos seus efeitos, é caso para dizer que ideologia, demagogia e diplomacia estão, nos dias que correm, cada vez mais de mãos dadas, afastando-se vertiginosamente dos valores democráticos de que, por ora, ainda se alegam representantes - apesar de o serem apenas enquanto público e intérpretes de uma burlesca pantomina, cientes da fição irónica e mal-ensaiada com que  desempenham o papel de bom-aluno, pago com a exposição pública dessa humilhação perante os milhões de vítimas de uma austeridade que precisa urgentemente de se simular e fantasiar para credibilizar a sua legitimação (já agora e por curiosidade: por outras palavras, foi mais ou menos isto que Bagão Félix disse no seu comentário televisivo de 4ªf)... pois... talvez por tudo isto seja de retomar esse princípio básico da responsabilidade social que deve presidir à gestão da Polis em todas as suas dimensões: o respeito pelos cidadãos é fundamental e prioritário... sem ele, é mesmo o regime que está em causa!

terça-feira, 21 de maio de 2013

Conselho de Estado: Um Não-Assunto?!

O Professor Jorge Miranda disse, sem titubear!, que falar do pós-troika "não faz sentido nenhum" (LER AQUI)... os comentadores esforçam-se, entretanto, em encontrar matéria para proceder a análises políticas interessantes mas, para além da reivindicação de eleições por parte do PS (reivindicadas também e há mais tempo pelo BE e pelo PCP), pouco têm a acrescentar... hoje, António Vitorino fez, na televisão, afirmações muito interessantes no sentido de esclarecer a urgência que implica a reforma da arquitectura europeia!... no meio disto tudo, o mais importante continua a ser o desemprego, a falta de investimento, a ausência de crescimento e a desesperança - cenário que, mesmo no médio e no longo prazo, traz indexada a dependência económico-financeira dos credores internacionais que, como fantasmas, assomam à esquina de todos os nossos futuros, no quadro da formatação legislativa e institucional comunitária em que se inscreve esse nominal valor que dá pelo nome de soberania nacional... No meio de tudo iso, o Conselho de Estado é, absoluta e inequivocamente, um Não-Assunto... e se nele assunto houvesse seria o do significado que tem, num regime democrático, um Conselho de Estado, numa situação de crise grave e de emergência nacional, não ter significado nenhum!  

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Da Megalomania à Subserviência...

«Ninguém me encomendou o sermão, mas precisava de desabafar publicamente. Não posso mais com tanta lição de economia, tanta megalomania, tão curta visão do que fomos, podemos e devemos ser ainda, e tanta subserviência às mãos de uma Europa sem valores» (Miguel Torga- 1993)
( via Victor Couto no Facebook)

domingo, 19 de maio de 2013

Sózinhos na Sala...

"Estamos sózinhos na sala..." dizia, há pouco, José Sócrates no seu comentário semanal... e reiterava, afirmando que somos já o único bom aluno, que estamos sózinhos na sala e que já nem há professores para tutelar a defesa da ideologia da austeridade que subjugou a Europa... a mesma Europa de que alguns partidos alemães querem expulsar os países do sul, em que a Alemanha não cresce, em que a França entrou em recessão técnica e em que, além da Irlanda, da Grécia, de Portugal e do Chipre, a Espanha e a Itália estão economicamente demolidas... Disse-o hoje, de forma feliz (infeliz mas lucidamente!), na rubrica semanal da RTP1 "A Opinião de José Sócrates", resumindo a contemporaneidade e a essência da realidade portuguesa:
 

Do Carisma Político...

Álvaro Cunhal  
Cem anos
A vida põe-nos na cara aquilo que somos,agora ,olhem para as caras dos nossos "governantes"e comparem...
No centenário de Álvaro Cunhal, vale a pena visitar a Exposição aberta ao público até ao próximo dia 2 de Junho, no Pátio da Galé, à Rua do Arsenal (junto ao Terreiro do Paço), em Lisboa... para evocar e ter presente que é possível ser Político e Acreditar na Força da Convicção para a Mudança... ou, de outro modo dito, para relembrar a essência carismática da Política.

Do Carisma Político...


Álvaro Cunhal  
Cem anos
A vida põe-nos na cara aquilo que somos,agora ,olhem para as caras dos nossos "governantes"e comparem...

sábado, 18 de maio de 2013

Manuel Alegre com Nuno Ramos de Almeida!

Hoje, no Facebook, Manuel Alegre escreveu:
"Neste momento o PS é um partido de oposição que tem de romper com a pior coisa que aconteceu ao nosso mundo que foi o bloco central dos interesses.
Essa ruptura com a ausência de alternativas e com este neo-rotativismo, que historicamente levou à queda da monarquia em Portugal, é fundamental. As pessoas têm de saber que fazem escolhas. Que a democracia é uma escolha e que elas não são monopolizáveis pelos directórios partidários e que significam mesmo políticas diferentes. É necessária uma ruptura em Portugal.
"
... e sugere a leitura da entrevista que deu ao Nuno Ramos de Almeida!... Duplamente aconselhável, digo eu... para ler AQUI!

Não há vazios...

(via Flávio Pinho no Facebook)

Diminuiu a Receita dos Impostos?!...

... ontem, foi notícia o facto da receita resultante dos impostos ter diminuido em 2012... a razão, segundo a comunicação social televisiva, decorreu da recessão económica... pois... de qualquer modo, seria mais útil a frontalidade: face ao desemprego é óbvio que não poderia ter sido de outro modo! A gestão económica e financeira que a "austeridade" tem liderado denota, a passos largos!, a incompetência que a sustenta... Pena é que os lesados sejam sempre os mesmos: os trabalhadores e os desempregados!

Sonoridades...

(via Filomena Rodrigues no Facebook)

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Resistir... porque Querer é Poder...

... "Die Rote Blume" isto é, "Os Cravos Vermelhos"... (via Helena Pato no Facebook)

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Do Lápis Azul aos "Acasos" Informáticos...

A Censura, como todos os mecanismos de controle social, também se adapta, adequa e socorre das novas tecnologias... por isso, as novas formas de linguagem e comunicação que, nas chamadas "redes sociais", se configuram em blogues, facebook's e afins, são produtos susceptíveis desses procedimentos. O que está em causa é, ainda e sempre!, o direito à liberdade de expressão por um lado e, por outro, o medo da razão, da cultura, da liberdade e da verdade - porque, como bem se sabe: "Só a verdade é revolucionária"... e o despojamento dos interesses corporativos aproxima-nos da capacidade de reação eficaz pelo reforço cultural da consciência crítica que nos distancia da manipulação com que nos tentam adormecer os que nos preferem calados! Porém, nos tempos que correm, é cada vez mais urgente levantar o pensamento e, completando o que um dia Sebastião da Gama formulou, dizendo: "Pelo Sonho é que Vamos", é tempo de afirmar: "Pela Liberdade de Expressão é que se Faz o Caminho da Mudança e, consequentemente, da Revolução!". É preciso reinventar a Palavra, o Tom, o Conteúdo e a Forma e devolver à Opinião a força lúcida da Razão com que reescreveremos a Realidade... porque a História não Acaba Aqui!
(Este texto foi escrito a pensar solidariamente no que é, para mim, o melhor blogue de análise política da blogosfera portuguesa: POLITEIA

domingo, 5 de maio de 2013

Todos os Dias...

... são DIA DA MÃE!

Da Austeridade Europeia à Violação dos Direitos Humanos...

É uma iniciativa inédita mas, a realidade a isso obriga: a  Amnistia Internacional alerta para as consequências da austeridade na União Europeia, dando voz ao sentimento generalizado de que a gestão político-económica contemporânea está a conduzir a realidade social a um patamar inusitado na União Europeia (pelo menos, com a dimensão coletiva que estamos a verificar) e que nos afasta, a passos largos, da consideração (até há uns anos, inequívoca) de que o espaço comum europeu é um território desenvolvido onde estão assegurados os direitos sociais.. de tal forma que está a ser assinado um Protocolo que permite a apresentação de denúncias e o recurso direto à justiça nas Nações Unidas, após a falta de respostas adequadas por parte das instâncias nacionais, sempre que estejam em causa ou que os governos falhem no cumprimento dos direitos relativos à àgua, à saúde, à educação, à habitação condigna e à segurança social (ler Aqui)... e se é difícil medir, à partida, o resultado concreto deste dispositivo, cientes de que o tempo de concretização e resolução dos processos não é o desejável (nem, provavelmente, o necessário e suficiente) para atender às necessidades das pessoas, a verdade é que a iniciativa é profundamente emblemática do estado real do desenvolvimento civilizacional europeu... e do papel histórico que a ideologia neo-liberal germânica e das instituições financeiras internacionais está a provocar na vida dos cidadãos e dos povos, abrindo uma guerra contra as massas de dimensões trágicas, enquadradas em valores que nos remetem para relações feudais de servilismo e vassalagem, onde desemprego e fome são a moeda de troca.    

Sonoridades Intemporais...

... pela genial arte da mão e da alma de Nobuyuki Tsujii, um jovem pianista cego japonês, a "Campanella" de Liszt... (o vídeo chegou via Helena Pato no Facebook)

sábado, 4 de maio de 2013

Do País entre a Política e a Gestão da Ruína...

No 39º aniversário do PSD não esteve presente nem um dos seus anteriores dirigentes!.. este "detalhe", potencialmente relativizável!, é, neste momento, um indicador incontestável do apoio social da atual governação!... De facto, apesar do seu estado de negação da realidade (sustentado pelo poder da palavra de Cavaco Silva), o governo de Passos Coelho está politicamente isolado... Vale a pena relembrar que a ideologia que o aparelho governativo diz professar, é a que subjaz ao texto que vale a pena reler e que passo a transcrever... porque, de facto!, a forma como está a ser gerida a economia e a sociedade não tem nada de social nem de democrata! - e essa é a maior evidência de que estamos perante uma forma de fazer política de tal forma destrutiva que nem o nome de política merece mas, apenas, o de gestão contabilística da ruína e da falência!

Carta Aberta de Silva Peneda ao Ministro das Finanças Alemão:
 
 
"O Senhor Ministro afirmou que há países da União Europeia que têm inveja da Alemanha. A primeira observação que quero fazer, Senhor Ministro, é que as relações entre Estados não se regem por sentimentos da natureza que referiu. As relações entre Estados pautam-se por interesses.
Queria dizer-lhe também, Senhor Ministro, que comparar a atitude de alguns Estados a miúdos que na escola têm inveja dos melhores alunos é, no mínimo, ofensivo para milhões de europeus que têm feito sacrifícios brutais nos últimos anos, com redução muito significativa do seu poder de compra, que sofrem com uma recessão económica que já conduziu ao encerramento de muitas empresas, a volumes de desemprego inaceitáveis e a uma perda de esperança no futuro.
E acrescentou o Senhor Ministro: “Os outros países sabem muito bem que assumimos as nossas responsabilidades…”. Fiquei a saber que a nova forma de qualificar o conceito de poder é chamar-lhe responsabilidade!
E disse mais o Senhor Ministro: “Cada um tem de pôr o seu orçamento em ordem, cada um tem de ser economicamente competitivo”. A este respeito gostaria de o informar que já tínhamos percebido, estamos a fazê-lo com muito sacrifício, sem tergiversar e segundo as regras que foram impostas.
Quando o ministro das Finanças do mais poderoso Estado da União Europeia faz afirmações deste jaez, passa a ser um dos responsáveis para que o projeto europeu esteja cada vez mais perto do fim.
Passo a explicar. O grande objetivo do projeto europeu foi garantir a paz na Europa e como escreveu um antigo e muito prestigiado deputado europeu, Francisco Lucas Pires, “… essa paz não foi conquistada pelas armas mas sim através de uma atitude de vontade e inteligência e não como um produto de uma simples necessidade ou automatismo…”. A paz e a prosperidade na Europa só foram possíveis porque no desenvolvimento do projeto político de integração europeia teve-se em conta a grande diversidade de interesses, as diferentes culturas e tradições e os diferentes olhares sobre o mundo. Procurou-se sempre conjugar todas essas variedades, tons e diferenças dos Estados-membros numa matriz de valores comuns.
Esta declaração de Vossa Excelência põe tudo isto em causa, ao apontar o sentimento da inveja como o determinante nas relações entre Estados-membros da União Europeia. Quero dizer-lhe, Senhor Ministro, que o sentimento da inveja anda normalmente associado a uma cultura de confrontação e não tem nada a ver com uma outra cultura, a de cooperação.
Com esta declaração, Vossa Excelência quer de forma subtil remeter para outros Estados a responsabilidade pela confrontação que se anuncia. Essa atitude é revoltante, inaceitável e deve ser denunciada.
A declaração de Vossa Excelência, para além de revelar uma grande ironia, própria dos que se sentem superiores aos outros, não é de todo compatível com a cultura de compromisso que tem sido a matriz essencial da construção do sonho europeu dos últimos 60 anos.
Vossa Excelência, ao expressar-se da forma como o fez, identificando a inveja de outros Estados-membros perante o “sucesso” da Alemanha, está de forma objetiva a contribuir para desvalorizar e até aniquilar todos os progressos feitos na Europa com vista à consolidação da paz e da prosperidade, em liberdade e em solidariedade. Com esta declaração, Vossa Excelência mostra que o espírito europeu para si já não existe.
Eu sei que a unificação alemã veio alterar de forma muito profunda as relações de poder na União Europeia. Mas o que não deveria acontecer é que esse poder acrescido viesse pôr em causa o método comunitário assente na permanente busca de compromissos entre variados e diferentes interesses e que foi adotado com sucesso durante décadas. O caminho que ultimamente vem sendo seguido é o oposto, é errado e terá consequências dramáticas para toda a Europa. Basta ler a história não muito longínqua para o perceber.
Não será boa ideia que as alterações políticas e institucionais necessárias à Europa venham a ser feitas baseadas, quase exclusivamente, nos interesses da Alemanha. Isso seria a negação do espírito europeu. Da mesma forma, também não será do interesse europeu o desenvolvimento de sentimentos anti-Alemanha.
Tenho a perceção de que a distância entre estas duas visões está a aumentar de forma que parece ser cada vez mais rápida e, por isso, são necessários urgentes esforços, visíveis aos olhos da opinião pública, de que a União Europeia só poderá sobreviver se as modificações inadiáveis, especialmente na zona euro, possam garantir que nos próximos anos haverá convergência entre as economias dos diferentes Estados-membros.
As declarações de Vossa Excelência vão no sentido de cavar ainda mais aquele fosso e, por isso, como referiu recentemente Jean-Claude Juncker a uma revista do seu país, os fantasmas da guerra que pensávamos estar definitivamente enterrados, pelos vistos só estão adormecidos. Com esta declaração, Vossa Excelência parece querer despertá-los.
José da Silva Peneda
Presidente do Conselho Económico e Social"

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Sonoridades...


Um Olhar de Alerta e Lucidez: "O Credo da Desgraça"

O texto que aqui partilho é da autoria de Pedro Bacelar de Vasconcelos e foi publicado no "Jornal de Notícias":

"O CREDO DA DESGRAÇA

Três revoluções sangrentas assinalaram na Europa e na América o nascimento das instituições políticas contemporâneas que através dos processos de colonização, da dominação imperialista, da resistência popular e conflitos militares de enorme violência, iriam generalizar por todo o planeta as fórmulas de organização social que designamos por Estado de Direito e Democracia Constitucional.
A primeira, foi a "Revolução Gloriosa" inglesa de 1688 que destronou o Rei Jaime II depois de ter cortado a cabeça de Jaime I e de uma breve experiência republicana, e que impôs a supremacia do parlamento e grande parte das instituições que descrevem o funcionamento das atuais democracias representativas. A segunda foi a "Revolução Americana" que, em 4 de julho de 1776, denuncia o "despotismo absoluto" da Grã-Bretanha e põe termo a uma "história de repetidas ofensas e usurpações", declarando a independência das colónias inglesas da América do Norte. A terceira foi a "Revolução Francesa" de 1789 que afirmou o valor universal da "Liberdade, Igualdade e Fraternidade" e proclamou que a "sociedade em que não esteja assegurada a garantia dos direitos nem estabelecida a separação dos poderes não tem Constituição".
Foram trezentos anos pontuados por guerras terríveis e confrontos sangrentos mas que o poder político democrático e a expectativa sempre renovada do cumprimento de uma promessa de prosperidade comum conduziu até ao presente. Ao cabo de trezentos anos de inegáveis sucessos, o "mercado livre" impera em todo o planeta e as relações de interdependência económica desembocaram na atual hegemonia financeira construída à custa da crescente irrelevância política dos "estados soberanos". Em nome dos dogmas da "desregulação" e da otimização da racionalidade económica que entretanto se tornaram dominantes, destacou-se o ativismo de Ronald Reagan e Margareth Thatcher seguidos de Bill Clinton, Tony Blair e, por fim, dos sociais-democratas europeus rendidos àquilo que se chamou a "terceira via", teorizada e operacionalizada pelos democratas americanos e trabalhistas ingleses. A deslocalização e desterritorialização das atividades económicas, a intensificação dos fluxos migratórios e as novas tecnologias de comunicação e vigilância em breve iriam facilitar a substituição da chantagem da "guerra nuclear total" pelo fantasma de uma "guerra civil internacional" - como diz Giorgio Agamben - já ensaiada por George W. Bush a pretexto do combate ao terrorismo.
O fim da guerra fria vai servir de pretexto oportuno para atacar o agora tão deplorado "estado providência" e para criar uma atmosfera propícia à promoção de uma ideologia revanchista que se abate, hoje, sobre as grandes aquisições civilizacionais destes últimos três séculos. Na era da globalização, depois dos exemplos do Chile, da China ou do Vietname, a liberdade económica deixou de estar associada à liberdade política e à democracia.
A nova ideologia, à semelhança do que se dizia do velho "socialismo científico", é totalitária e, curiosamente, tenta também fundar na teoria económica e no fatalismo histórico as suas verdades irrefutáveis. Exalta os fortes e castiga os fracos. Prescreve a resignação e a penitência. Por isso, os cortes estruturais na "despesa pública" agora anunciados já só carecem da ideia de "reforma do estado" como mero invólucro... para salvar as aparências. Não importa o aumento da carga fiscal desde que sirva para alcançar o merecido empobrecimento geral e os credores sejam pagos com a venda das empresas púbicas em que se andou a investir tanto tempo com tanto empenho. Não é preciso sequer o esforço de demonstrar onde se poderão obter ganhos de racionalidade e melhorar a eficácia dos serviços públicos. Basta o peso dos números com que se quantificam os cortes! Só o poder político democrático, a lucidez e a vontade dos cidadãos poderão erguer uma barreira efetiva à euforia destruidora dos epígonos do novo credo."
 
Pedro Bacelar de Vasconcelos in JN

Sonoridades...

quarta-feira, 1 de maio de 2013

1º de Maio - A Homenagem...

(via Jorge Humberto Filipe no Facebook)

Do Sentido e da Necessidade do 1º do Maio!

Hoje, o sentido do 1º de Maio é não só o de evocar e reiterar os Direitos dos Trabalhadores mas, também, os dos Desempregados! De facto, na medida em que o desemprego é uma atribuição social que se aplica às Pessoas no que respeita à sua condição de Trabalhadoras, o 1º de Maio é, também, o Dia de Todas as Pessoas Desempregadas! Por isso, é urgente e indispensável, como há muitos anos atrás!, lutar pelo Direito ao Trabalho e ao Trabalho Digno não só porque perdemos muitos dos Direitos duramente conquistados à História da Servidão que as relações laborais e de produção instalaram e desenvolveram ao longo do processo histórico, mas, também, porque em pleno século XXI, o Desemprego é dado aos cidadãos como uma fatalidade própria destes tempos negros que atravessamos - quando a verdade é que esta realidade representa apenas o efeito de uma Sociedade Desigual, Desumana e Discriminatória que é, afinal e apesar das aparências!, aquela em que vivemos e contra a qual é preciso desenvolver todos os esforços... até retomarmos o caminho do Progresso, da Igualdade, da Liberdade, da Justiça Social e da efectiva proteção e promoção dos Direitos Humanos! Viva o 1º de Maio!

terça-feira, 30 de abril de 2013

Do Fardo Cultural Português ao Sentido de Abril, Hoje...


... só hoje ouvi a intervenção de Catarina Martins, na Assembleia da República, no 25 de Abril de 2013. Depois das palavras de António Arnaut (ler Aqui, partilho-o na qualidade de um dos mais elucidativos testemunhos retirados à vivência que, nos últimos tempos, foi verbalizado publicamente e que faz parte relembrar - para que se não esqueça que nem todos estamos interessados na política por atávicas razões corporativas... e que, à atitude de muitos, subjaz o Caráter e a Dignidade que a profissão partidarizante despreza e tem "engolido" em muitos setores da nossa sociedade, dando razão a esse lema indigno do que Somos que procurou conformar-nos ao resultado da sua mesquinha e medíocre prática: "um povo condenado a ser pobre..."

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Manuel Alegre, Hoje...




O novo romance de Manuel Alegre, "Tudo É e não É" é lançado hoje, dia 29 de Abril, no Palácio das Galveias, em Lisboa, pelas 19.15h, com edição das Publicações Dom Quixote... segundo as palavras escolhidas para a sua divulgação "um livro diferente e perturbador, escrito a partir de sonhos, porque, como diz o autor, citando Shakespeare, "somos feitos da mesma matéria de que são feitos os sonhos." O livro será apresentado por Maria Teresa Horta." A entrada é, naturalmente!, livre.


domingo, 28 de abril de 2013

"A Priori"...

"Amar:

Fechei os olhos para não te ver
e a minha boca para não dizer...
E dos meus olhos fechados desceram lágrimas que não enxuguei,
e da minha boca fechada nasceram sussurros
e palavras mudas que te dediquei...

O amor é quando a gente mora um no outro.
"
Mario Quintana

Sonoridades...

sábado, 27 de abril de 2013

Sonoridades Femininas...


O Poder do Querer...

... também na política, na economia, nas finanças, nos consensos, nas decisões, nas rupturas, nas alternativas, nos combates, nas estratégias e nos objetivos...
 
(o "cartaz" chegou via Alberto Goes Reis no Facebook)

Sonoridades Intemporais...


sexta-feira, 26 de abril de 2013

Do Euro Alemão à Desigualdade de Estados...

... vale a pena ouvir o economista João Ferreira do Amaral (o vídeo chegou partilhado por Rogério V.Pereira)

quinta-feira, 25 de abril de 2013