A música l'imzad dos tuareges reconhecida, como património cultural imaterial da Humanidade, pela Unesco! (Ler Aqui)
(a notícia chegou via Flávio Pinho no Facebook)
Hoje, as Forças de Segurança (da Polícia de Segurança Pública à Polícia Judiciária e do SEF à ASAE) manifestaram-se publicamente em frente da Assembleia da República. O número que chegou à comunicação social foi de 10.000 manifestantes e o inédito da situação residiu no facto dos agentes de segurança terem rompido as "barreiras" que as Forças de Intervenção costumam interpor entre os manifestantes e o acesso à escadaria da AR... Independentemente do grau de simbolismo do acesso, da cumplicidade solidária e das reivindicações corporativas (que, diga-se em abono da verdade!, vêm de há muito, confrontando-se sistematicamente com a representação de que as forças de segurança são "fidelíssimos servidores do poder político"), a verdade é que o regime foi, clara e inequivocamente, provocado!... O alerta coincidiu com a organização de uma grande Conferência que Mário Soares classificou como Encontro de Patriotas, na Aula Magna e onde estiveram presentes, em consonância, não só o Bloco de Esquerda, o Partido Comunista Português e figuras protocolares do Partido Socialista mas, também, a Associação 25 de Abril (protagonizada pelo General Vasco Lourenço), Pacheco Pereira e, ainda que sob a forma de apoios escritos, Jorge Sampaio, António Capucho e outros que converteram esta iniciativa num movimento global pela salvação do país!... No mesmo dia foi conhecido o corte institucional de relações entre o Governo e o Conselho de Reitores, que considera o orçamento de 2014 absolutamente inviável para a manutenção dos serviços mínimos do espólio que deveria constituir-se como demonstração e incentivo da eficácia do presente em nome do futuro! A conferência na Aula Magna apela à demissão do Governo e do Presidente da República, sob o lema da defesa da Constituição da República!... Há, na emergência destes sinais, a imagem subjacente de uma efetiva e comum reivindicação de novas eleições... Contudo, curiosa e infelizmente, o "aparelho" e o Secretariado do Partido Socialista desapareceram na voragem da realidade, emitindo uma mensagem contrária à que o interesse público lhe exige: a de se colocar ao lado das populações!... O problema é a real ausência de programas económicos alternativos e o espetáculo da política como opção que agrava a descrença pública na mudança! ... quanto ao drama, o drama reside na viabilidade da violência como solução a médio prazo para a emergência da contestação social... até lá, viveremos na aparência de um regime democrático ou entraremos na pele de uma outra forma de manifestação das ditaduras que a manipulação das massas configura, à imagem e à medida das tecnologias e das narrativas contemporâneas... Estamos, "de jure" e "de factu", muito longe da democracia que acreditámos ter construído! - e que, percebemo-lo agora!, se tratou de um exercício experimental que serviu apenas para que os mecanismos financeiros internacionais recuperassem a "margem de manobra" perdida com as dinâmicas da "Guerra Fria"... Voltamos à estaca zero? Não!... se soubermos tirar ilações e aproveitar os ensinamentos que esta lição nos permite retirar!
... é exemplo crasso a proposta que legitima o financiamento público de opções por escolas privadas! Ontem, no Expresso da Meia Noite, José Castro Caldas colocou a questão com pertinência ao evidenciar que esta é uma forma de, a médio e longo prazo, permitir um tal incremento do ensino privado que serão as escolas a escolher os alunos e não o contrário - com todos os riscos associados e assumidos (desde já!) de discriminação económico-social. É, por isso, ainda mais imoral (porque demagógica, dissimuladora e manipuladora) a designação "cheque-ensino" que cativa as famílias e lhes induz lógicas de apoio à governação - quando, de facto, governar contra os cidadãos não é governar!... é, apenas, gerir interesses!... 
"«Roubaram o cajado ao pastor mas não me preocupei porque não era pastor. Roubaram a caneta ao escritor mas não me preocupei porque não era escritor. Roubaram as palavras ao poeta mas não me preocupei porque não era poeta. Tiraram a carta ao taxista mas não me preocupei porque não era taxista. Roubaram o emprego ao operário mas não me preocupei porque não era operário. Com todo o respeito... mas agora é tarde!!!!!!!!!!!»"