quarta-feira, 23 de abril de 2014

Austeridade e Cortes não Serviram para Nada?!!!!

O insuspeito Conselho de Finanças Públicas revelou ontem o seu mais recente Relatório, confirmando as mais assustadoras de todas as expectativas (LER AQUI). De facto, a suspeita era mais do que justificada: os alegados "cortes na despesa" foram feitos quase exclusivamente pela parte da Receita, ou seja, com a gravíssima e escandalosa subida de impostos que reduziu o povo português ao maior grau de pobreza, desemprego e desesperança de que há memória desde que a democracia, há 40 anos, foi implantada no país! ... Pior que isso, só mesmo a indesmentível constatação dos economistas que proferiram esta conclusão e que acrescentaram que as medidas de austeridade não produziram efeitos práticos nenhuns!!! ... No momento em que decorre a 12ªavaliação da troika e em que os credores internacionais continuam a exigir mais "austeridade" (isto é, mais impostos, mais cortes, menores salários e por aí adiante), perante a obediência crua e incontornável da atual governação política nacional, os resultados apresentados pela equipa de Teodora Cardoso falam mais e melhor e são, inequivocamente, arrasadores para o Governo - enquanto espelho da realidade do país em que vivemos... 40 anos depois do 25 de Abril!   

É PRECISO CRIAR... GENTE!


"Mas o que é Preciso é Criar Desassossego.
Quando começamos a procurar álibis para justificar o nosso conformismo, então está tudo lixado!
Acho que, acima de tudo, é preciso agitar, não ficar parado, ter coragem quer se trate de música ou de política.
Nós, neste país, somos tão pouco corajosos que qualquer dia, estamos reduzidos à condição de homenzinhos e mulherzinhas.
Temos é que Ser Gente, Pá!!"
 
 ... Palavras Sentidas e Lúcidas de... Zeca Afonso!

terça-feira, 22 de abril de 2014

Do Nome das Árvores e das Flores...

Chamam-lhe "Árvore do Amor" em Espanha mas, também por cá... e porque o nome faz jus à forma e à cor das flores destas magníficas árvores que florescem entre Março e Maio, cobrindo de cor-de-rosa, o ar e o chão de muitos caminhos da Europa do Sul e da Ásia ocidental, celebro hoje o renascer da vida e da alegria com a homenagem à esplendorosa beleza das Olaias em Flor que, por serem comuns nas paisagens da Judeia, são ainda conhecidas como "Árvore da Judeia"!... Pela descoberta surpreendente a que me conduziste em plena Primavera, num país que se quer de Abril, este post é, com amor, a imagem possível do mais belo poema do mundo desenhado e escrito, como um presente para ti, António...


domingo, 20 de abril de 2014

quinta-feira, 17 de abril de 2014

O Meu Presidente...


JOSÉ MUJICA (Presidente do Uruguay) comentou assim a hipótese de vir a ser galardoado com o Prémio Nobel da Paz: “Estão loucos. Que prémio da paz, nem prémio de nada. Se me derem um prémio desses seria uma honra como ajuda para os humildes do Uruguai para conseguirem uns pesos a mais para fazer casinhas... no Uruguai temos muitas mulheres sozinhas com 4, 5 filhos porque os homens as abandonaram e lutamos para que possam ter um teto digno... Bom, para isso teria sentido. Mas a paz se leva dentro. E o prémio eu já tenho. O prémio está nas ruas do meu país. No abraço dos meus companheiros, nas casas humildes, nos bares, nas pessoas comuns. No meu país eu caminho pela rua e vou comer em qualquer bar sem essa parafernália de gente de Estado.

Sem Sonhos... nem Ideias...

«A entrevista de Pedro Passos Coelho à SIC foi a imagem de um regime que deixou de sonhar. Vive confinado a um desígnio económico e financeiro: debelar a dívida. Tudo o mais não existe no pensamento político do primeiro-ministro. Nem sequer tem sonhos para partilhar. E, não os havendo, que sentido político e social há para tamanho sacrifício? A mensagem de Passos Coelho foi uma pobreza total: de sonhos, mas sobretudo de ideias. O País pode estar melhor mas vive uma enorme insolvência de ideais, de ética, de moral e de cultura. E nisso Passos não está sozinho. Basta escutar a oposição.»
 
Fernando Sobral in Jornal de Negócios

(via Pedro Correia no blogue "Delito de Opinião")

Da Ditadura Perfeita...


(via António Lança de Carvalho no Facebook)

Sonoridades...



... do Azerbaijão, as vozes de Alim Qasimov e Fargana Qasimov...

(via Pedro Faria Bravo que aproveita para dizer no FB: "Habitamos Todos o Mesmo Mundo")

domingo, 13 de abril de 2014

Reinvenção de "A Morte do Cisne"...

... a eternidade da Arte reside na capacidade infinita da sua reinvenção...

sexta-feira, 11 de abril de 2014

quinta-feira, 10 de abril de 2014

O Inoportunismo - de Manuel Alegre...

A escrita de Manuel Alegre revela, na íntegra da essência de cada texto, pensamentos e mensagens que se constituem como as mais raras manifestações de lucidez e desassombro a que a mediocridade política dos dias nos permite aceder... Para quem não chegou a ler, partilho o que escreveu, no passado mês de Março, no DN:
 
"O inoportunismo
 
Antigamente nunca era oportuno. Quem discordasse do governo era comunista. Quem se opusesse à guerra colonial era traidor à Pátria. Quem, no exílio, criticasse o regime e defendesse a liberdade era acusado de calcar a bandeira nacional. Eis que ressurgiu uma linguagem que parece vinda do passado. Começou com Paulo Rangel. Desde que emagreceu, perdeu o ar de intelectual bonacheirão e tornou-se agressivo.
Primeiro no Congresso do PSD, onde apresentou como programa para as europeias um ataque descabelado ao PS a quem acusou de estar isolado por não seguir a capitulação de alguns congéneres europeus perante a via única da política de austeridade e de submissão ao neoliberalismo. Ora isso não é fraqueza, pode até ser força do PS e de Seguro, desde que resistam à tentação de ser iguais aos outros.
Depois foi o destempero do ataque às declarações feitas por Seguro em Londres. Quem é contra a linha fundamentalista do governo é contra o interesse nacional. Pouco faltou para dizer que Seguro tinha calcado a bandeira.
Entretanto apareceu o documento dos 70, em boa hora. Estou-lhes grato como português. Mudaram o debate e vieram demonstrar que o consenso entre pessoas de quadrantes diferentes é possível, desde que não seja para condenar o país ao empobrecimento e à sujeição, mas para procurar soluções que permitam pagar a dívida sem sacrificar duas ou três gerações, que foi a única conclusão possível de retirar do prefácio do último “Roteiros” do Presidente da República.
Lá vem o coro: não é oportuno. Desde o Primeiro Ministro, passando pelos porta-vozes na comunicação social até ao Presidente da República, que, desta vez, não hesitou, exonerando no mesmo dia os dois assessores que tiveram a coragem de assinar o documento. Mas não era oportuno. Nunca é oportuno ser livre nem pôr em causa o pensamento único e a subserviência perante essa nova forma de totalitarismo que é a ditadura dos mercados.
Procurar outra via que não a de conduzir a um protectorado não é oportuno. Não é oportuno resistir a este novo “ansschluss” económico, que não precisa de tropas porque as suas armas são as dos governos que se submetem. Setenta portugueses a quem presto homenagem recusaram-se a ser colaboracionistas. Puseram o essencial, o país, acima do económico. Mas não era oportuno. Nunca é. Quarenta anos depois do 25 de Abril voltámos ao reino do inoportunismo. Que é, como se sabe, uma ideologia do poder. Ideologia dos fracos, dos cobardes, dos submissos e dos oportunistas."
 
(Artigo de Manuel Alegre no DN em 14-03-2014)

quarta-feira, 9 de abril de 2014

"País de Abril" de Manuel Alegre - Quartel do Carmo

Hoje, pelas 18.30h, no extraordinariamente simbólico espaço do Quartel do Carmo, em Lisboa, Manuel Alegre vai lançar a sua Antologia "Pais de Abril". Em tempo de celebração do 40º aniversário da Revolução do 25 de Abril de 1974,  numa altura em que os ideários políticos se encontram condicionados, pelo pensamento único ditado pelas lógicas corporativas partidárias e em que, o contexto económico e financeiro determina a limitação social dos direitos humanos e dos trabalhadores ao ponto da condição de "desempregados" e "pobres" se tornar uma espécie de condição "natural", a iniciativa é, seguramente!, um grito de alerta em defesa dos Direitos Humanos - nomeadamente, do direito ao trabalho, à saúde, à educação, à segurança social e às condições de vida digna - de que a inexistência do direito à autodeterminação política e económica nos priva, tolhendo-nos a liberdade de decisão e condicionando, de forma intencional, manipulatória, injusta e cruel, a existência e o pensamento. Ao Quartel do Carmo, pela memória e a esperança sempre viva de um "País de Abril"!  

terça-feira, 8 de abril de 2014

"Santuários - Cultura, Arte, Romarias, Peregrinações, Paisagens e Pessoas"

Entre 12 e 14 de Setembro, vai realizar-se, no Forum Cultural Transfronteiriço de Alandroal, o I Congresso Internacional dos Santuários, intitulado: "Santuários - Cultura, Arte, Romarias, Peregrinações, Paisagens e Pessoas". A iniciativa, internacionalmente inédita, nestes moldes, pretende trazer à visibilidade pública, o conhecimento e a divulgação de todas as formas de manifestação do que subjaz ao conceito de "santuários" em que, à dimensão religiosa, estão sempre associadas dimensões telúricas, sociais, culturais, políticas, estéticas, comerciais e lúdicas. Da Antiguidade mais remota aos nossos dias, a existência e a importância dos santuários tem acompanhado a vida humana e, podemos dizê-lo!, ocupado um papel de relevo na sua dimensão psico-social e cultural. A iniciativa, promovida e organizada pela Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa, a Unidade de Arqueologia da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, o Instituto de Sociologia e Etnologia das Religiões da Universidade Nova de Lisboa e o Centro de Estudos do Endovélico em articulação com a Câmara Municipal de Alandroal, atendendo ao valor inestimável do lugar de S. Miguel da Mota e do culto a Endovélico, justificam a escolha do local; quanto à diversidade multifacetada e pluridisdisplinar da temática dela temos reflexo na composição internacional da sua Comissão Científica que integra académicos e cientistas portugueses, brasileiros, espanhóis, italianos, gregos e até de Malta e da Escócia, demonstrando bem que a abrangência da abordagem se não irá reduzir a restritas elites académicas mas que se reveste de um profundo interesse geral pela quantidade de informação inédita, curiosa e valiosa que trará ao público, proporcionando a sua análise e discussão. A divulgação do Congresso pode ser acompanhada na nossa página de Facebook, através do acesso que aqui se indica: https://www.facebook.com/congresso.santuarios?notif_t=page_invite_accepted e no site do Congresso onde se pode aceder a toda a informação bem como à inscrição para participantes e oradores (a chamada de trabalhos está a decorrer até 30 de Abril) pode aceder-se aqui: http://santuarios.fba.ul.pt/index.html. Apareçam e divulguem! Vai ser uma revelação :))

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Retrato...

... descansar o corpo... de alma e coração!... além do amor e da autenticidade, é na Arte que se diz a essência do ser e do sentir... 

terça-feira, 1 de abril de 2014

Sonoridades Intemporais... 25 de Abril, Sempre!

(a inspiração chegou via Rui Arimateia no Facebook)