segunda-feira, 26 de maio de 2014

Eleições Europeias - O Cego que Não Quer Ver...

A história destas eleições europeias chama-se: "O Cego Que Não Quer Ver". O título caracteriza, por um lado, a campanha eleitoral marcada pela exclusividade das críticas e condenações do governo às oposições e das oposições ao Governo e, por outro lado, o facto de nenhuma das forças político-partidárias candidatas à eleição ter analisado, esclarecido, reflectido, problematizado e discutido a arquitectura institucional europeia, relativamente aos custos da perda da soberania nacional e à limitação das opções político-económicas que condicionam a organização da coesão social e a afirmação da diversidade cultural. A história, consistente e efectivamente ilustrativa do título que aqui se propõe, foi aliás reiterada pelo silêncio conivente dos comentadores e da comunicação social no que se refere à constatação desta objetiva disfuncionalidade (des)informativa da campanha - que é, em si própria, registe-se!, uma táctica ideológica!... A oportunidade e justeza do título confirma-se nos resultados que, esta noite, obtivemos, em Portugal:
 
a) Abstenção: 66,2%
(pergunta: numa Europa que se requer dos cidadãos, quando a abstenção é superior a 60%, deveriam convocar-se novas eleições?!);
b) PSD/CDS: 27,7%
(pergunta: quando uma coligação tem menos de 30%, a ética aconselharia a que continue a assumir a responsabilidade de gestão de um país?);
c) PS: 31,5%
(pergunta: num contexto em que a crise económico-social e política atinge os patamares de gravidade que caracterizam a vida dos portugueses no que ao desemprego, à pobreza, à economia, à saúde, à educação, ao desenvolvimento regional, etc. diz respeito, quando o maior partido da oposição obtém apenas pouco mais que 3% do que a aliança governamental, deve considerar esse resultado uma vitória?);
d) CDU: 12,7%
(pergunta: que ilações retirar do facto de um partido que, sem alterações programáticas mas, com renovação de quadros, num contexto ideológico completamente adverso, sobe de 2 para 3 eurodeputados?);
d) MPT: 7,2%
(pergunta: que ilações retirar do facto de ter sido eleito um protagonista social cuja campanha eleitoral foi completamente ignorada pela comunicação social mas que se tornara conhecido por ter denunciado estratagemas, conluios, maquinações, estratégias e desonestidades de governantes, políticos, bancos e até, com contundência e desassombro sistémico, dos que encarnam os interesses corporativos da classe que representou no mais alto cargo da sua ordem profissional?);
e) BE: 4,6%
(pergunta: que ilações retirar dos resultados de um partido que, num contexto económico-político e sociocultural de crise agravada e sem penalizações provocadas por qualquer desgaste de exercício do poder, perde 2 eurodeputados?);
 
A história "O Cego Que Não Quer Ver" merece ainda 4 apontamentos:
 
1) relativamente ao eventual epifenómeno que se materializa em Marinho Pinto, perguntar se, em verdade!, a acusação de populismo que sobre ele recai é ou não é um argumento retórico de quem não sabe o que dizer perante alguém que se apresentou, à revelia de todos, com uma atitude de denúncia, sem "parti pris" e que, mesmo sem historial ideológico público de suporte, apela à defesa intransigente do exercício da justiça, dos valores, da solidariedade e da liberdade (designadamente de imprensa) - exactamente as matérias que o tornaram conhecido e popular na sociedade portuguesa, pela "gritaria" com que tirou o país da estupefação, da ficção e da intriga dos escândalos político-financeiros conferindo-lhes sentido, significado e intencionalidade, chocando tudo e toda a gente;
 
2) perguntar porque razão não é motivo primordial de análise e preocupação política o actual mapa da geografia da abstenção em Portugal (66,2%) que demonstra cerca de 70% de abstenção em 5 distritos: Bragança (71,1%), Faro (71,5%), Vila Real (70,4%), Viana do Castelo e Viseu (69%) e apenas menos de 65% de abstenção em 6 distritos: Évora, Lisboa e Porto (62%), Beja e Braga (63%) e Setúbal (64%)... neste contexto, é, simbólica e incontornavelmente!, relevante, a verificação dos custos de proximidade que se denotam no facto de Faro ter 71% de abstenção tal como Trás-os-Montes e o Alto Minho;

3) constitui ou não motivo de séria preocupação o facto de uma sociedade ter um sistema político em que os seus representantes são eleitos por, apenas!, cerca de 35% dos inscritos e merece ou não reflexão a problemática que nos leva a verificar que esta realidade é a expressão de um regime de que as pessoas estão realmente afastadas, cuja arquitectura formalmente democrática, reproduz, objetivamente!, taxas de participação eleitoral de regimes que limitam o direito ao voto - apesar da diferença de, em regimes ditatoriais, não existir o direito de decidir ir ou não votar?!;
 
4) finalmente: nos restantes Estados-membros merecem ainda destaque, pelo paradigma que representam, os resultados obtidos em França pela extrema-direita de Le Pen e a estrondosa e assutadora derrota do Partido Socialista...
 
... diz o povo: "O Pior Cego é Aquele Que Não Quer Ver"!... 
 

sábado, 24 de maio de 2014

Recuperar a Liberdade, Recriar a Europa...

... porque é preciso devolver aos povos o direito a escolher e a decidir, sem submissões incondicionais e sem demagógicas e fictícias conciliações... porque é preciso contribuir para a implosão de um sistema pervertido em termos de valores, princípios, metodologias e práticas... porque é essencial exigir formas sérias, rigorosas e objetivas de gestão da Polis, sem pactuar com a orgânica dos mecanismos e procedimentos financeiros que desvalorizam a vida das pessoas e promovem a desestruturação socio-económica e cultural para nos conduzirem a graus de anomia identitária capazes de nos anular a consciência e a intervenção... porque é indispensável recriar a ideia de Europa enquanto projeto comunitário, espaço de coexistência da diversidade cultural e organizacional dos Estados-membros e enquanto garantia da igualdade de direitos e de tratamento dos cidadãos, no acesso a condições de vida dignas para todos. Pelo Direito à Liberdade e pelos Direitos Humanos! 

sexta-feira, 23 de maio de 2014

Da Intransigente e Decisiva Luta das Mulheres...

Fawzia Koofi é uma ativista dos direitos das mulheres que, no Parlamento do Afeganistão, luta pela construção de um país onde as raparigas sejam respeitadas como seres humanos. Num espaço social, cultural e politicamente difícil e profundamente trágico, esta é uma guerra feita de coragem e despojada de interesses outros que não sejam exclusivamente o direito a uma existência digna! Há poucas lutas, causas e protagonistas assim... um exemplo que nos exige solidariedade, respeito e cumplicidade! 
 
(a notícia e a imagem chegaram via Isabel Romão no Facebook)

domingo, 18 de maio de 2014

Espelho de Alma...

 
... "Nenúfares"... de Claude Monet.

Sonoridades Femininas...



... a voz de Carmen Paris...

sábado, 17 de maio de 2014

Do Espanto e do Encanto como Aprendizagem do Ser e do Estar!



... o vídeo é longo e talvez a impaciência com que nos habituámos a olhar e a ouvir tudo o que acontece à nossa volta, pelo vertiginoso ritmo da informação e da desinformação, excessiva e intencionalmente desestruturada, nos canse de vez em quando e nos dê vontade de desistir de ouvir tudo, até ao fim... Façam um esforço... vai valer a pena! ... e se é indubitável que, como aprendemos e ensinamos, "A Filosofia nasce do Espanto", a verdade é que, aqui, nas palavras, na voz, na convicção, no brilho do olhar e na autenticidade da teia narrativa de Rubem Alves, ganhamos porque aprendemos, acima de tudo, a pensar e a (re)valorizar o essencial. Tenham um dia tranquilo e sábio!
 
(o vídeo chegou via Isabel de Castro no Facebook)
 

sexta-feira, 16 de maio de 2014

quinta-feira, 15 de maio de 2014

Crimes Contra a Humanidade versus Povos Sacrificados...



"Que esta imagem passe por todo o mundo:
 
O Chefe da Tribo "Kaya po" recebeu a pior notícia de sua vida: Dilma, a presidente do Brasil, deu sua aprovação para a construção de uma grande central hidroeléctrica (a terceira maior do mundo).

A barragem vai inundar cerca de 400 000 hectares de floresta. É a sentença de morte para todos os povos que vivem perto do rio.

Mais de 40 mil índios terão que encontrar novos lugares para viver.

A destruição do habitat natural e o desaparecimento de várias espécies são factos reais!

Este é o preço que estamos dispostos a pagar para garantir a nossa "qualidade de vida" do nosso estilo de vida chamado "moderno"!?!

Não há mais espaço no nosso mundo para aqueles que vivem de forma diferente, onde tudo é nivelado, onde todos em nome da globalização perdem a sua identidade, a sua forma de vida!!!

Por favor, se ficou indignado, partilhe a mensagem...
Obrigado pela vida e biodiversidade."
(via Ruben Menezes, Maria de Fátima Fitas e muitos mais amigos solidários no Facebook)

Efeitos perversos...


"O ofício de ser português - por Baptista Bastos

Ser português não é, somente, uma nacionalidade: é um rude e dificultoso ofício, cujo exercício deixa os seus praticantes depauperados e atormentados. Tudo aquilo que constituía o edifício moral da sociedade foi depredado pela mentira, pelo embuste e pela malevolência. A pecha é transversal: todos os sectores têm sido atingidos e creio ser extremamente difícil remover a nódoa. Começou a campanha eleitoral, e o propósito de esclarecer não melhorou. Como acreditar nos que, até agora, apenas acirraram os nossos desgostos, aumentaram os nossos sofrimentos e acrescentaram o ódio às nossas raivas? A imprensa perdeu o viço e nada esclarece, como lhe competia, a fim de racionalizar o que as televisões noticiam. Os rostos mortos daqueles que tais surgem nos ecrãs com uma persistência que revela a preguiça e a ignorância de quem os alimenta. Perdeu--se o lado humano da vida e admitiu-se como fundamental e regra o número a estatística, a futilidade vaporosa que oculta a verdadeira natureza das coisas.
"A época é de charneira", disse um preopinante de voz grossa e escrita fininha. Um outro, que usa como pseudónimo o patronímico de um português ilustre, proclamou, impávido porque se julga impune, que nada devemos aos capitães de Abril. Claro que são criaturas obnubiladas pelo verdete de se saberem inseguras, fragilizadas pela consciência da sua pessoal menoridade. Mas o mal que têm feito é persistente e cria raízes. O "pensamento" de direita deixou de o ser para se substituir pela inconsistência do oportunismo e da insignificância. É impressionante assistir-se à reescrita da história e à desfaçatez de quem se transformou num democrata instantâneo como o pudim flan, depois de ter sido o que quer que seja de repugnante. A selecção natural do talento, da decência e da honra deixou de exercer o seu império. E a chusma de medíocres alcançou carta de alforria na política, no jornalismo, na literatura, nas ciências sociais. Sem antagonistas, ou porque estes não o querem ser ou por receio de represálias.
Bem desejaria que estes problemas e outros semelhantes, eriçados no nosso país, fossem discutidos entre os candidatos. Não me parece que tal seja possível. Apenas um modesto exemplo: que diferença há entre o Paulo Rangel e o Francisco Assis?, ambos a tocar no mesmo pífaro. Rangel é de direita, e não o esconde. Assis é da ala mais conservadora do PS, e também não faz questão de o dissimular. Foram escolhidos pelas direcções dos seus partidos, e não é preciso acreditar em Deus para se descortinar o porquê das preferências.
Apesar de tudo, chega ser imperioso que votemos. Votemos naqueles que mereçam o favor da nossa consciência e a imposição moral das nossas pessoais opções."
(O texto de Baptista Bastos, publicado ontem no DN, chegou via Ruben Menezes no Facebook

terça-feira, 13 de maio de 2014

"A Lancheira" - Retratos da Alma Escondida da Índia...

"A Lancheira" é um filme indiano, realizado por Ritesh Batra, justamente premiado no Festival de Cannes e actualmente em exibição no nosso país. Os protagonistas, interpretados por Irrfan Khan, Lillete Dubey, Nawazuddin Siddiqui, Nimrat Kaur, dão vida a uma história tão simples que impressiona quem conhece a complexa, sofisticada e trágica realidade da Índia... talvez por denotar o que de mais secreto e inacessível se esconde na alma de cada um: o sonho e o desejo de mudança.

sábado, 10 de maio de 2014

Harmonia...


... se uma imagem vale mais que mil palavras, não vale a pena acrescentar nada... se a palavra consegue enriquecer a imagem então, sugiro que dela se retire a certeza da paz, da coexistência pacífica para além de toda a diferença e da empatia da bondade assente na pureza da alma e da confiança...  

sexta-feira, 9 de maio de 2014

Contra a Escravatura, a Violação e o Rapto das Crianças!


... a este propósito, registe-se que, amanhã, em Lisboa, a partir das 17h, dos Restauradores ao Rossio, está marcada uma Marcha de Sensibilização onde todos fazem falta para dar rosto público à solidariedade requerida por esta causa!
 

domingo, 4 de maio de 2014

sexta-feira, 2 de maio de 2014

Bom dia...


...com tanta alegria dentro que seja inequívoco o seu transbordar do coração, pelo sorriso dos olhos e a intensidade dos gestos :)



quinta-feira, 1 de maio de 2014

1º de Maio - Dia do Trabalhador...


... 1º de Maio... Dia do Trabalhador!... Um marco na História da Luta pela Liberdade e a Dignidade contra a Servidão a que é sujeito quem Trabalha... infelizmente, no nosso país mas, também, por muita desta Europa, são cada vez menos os que têm trabalho e é grosseira e assustadoramente, cada vez maior, o número de desempregados!... Por isso, face à necessidade da renovação social e política que temos que exigir, assinalo o 1º de Maio de 2014, evocando o 25 de Abril de 1974 e recordando a celebração do seu 40º aniversário... através de um gesto simbólico que é e foi, acima de tudo!, um apelo à resistência e à Esperança!...

Ver ... e Aprender...


terça-feira, 29 de abril de 2014

GENOCÍDIO POR VIA ADMINISTRATIVA...

O texto de António Lança de Carvalho é paradigmático, merece a nossa melhor atenção e revela o pior do que está a ser feito em prol da destruição do país por via da promoção da sua desertificação social...
 
"Vivo actualmente no concelho do Alandroal, um concelho com 542 km2 (!) e cerca de 6.000 habitantes. Uma população maioritariamente envelhecida, sem conhecimentos de informática, quanto mais computador, sem transporte próprio, quanto mais dinheiro para táxi!
As cavalgaduras do Terreiro do Paço terão decidido encerrar as Finanças! O que faz com que uma simples ida e volta a uma Repartição de Finanças passe a ser uma jornada de 100 quilómetros para muita da população do Concelho!
A isto eu chamo de GENOCÍDIO POR VIA ADMINISTRATIVA!
Situações como esta repetem-se, às centenas por todo o País!"
 
... se me permitem, autor e leitores!, destaco e sublinho a expressão tão rigorosa quanto perigosa:
 
GENOCÍDIO POR VIA ADMINISTRATIVA!!!!

"Um País, Uma Língua, a Liberdade"!...

Foi no passado dia 09 de Abril, no Quartel do Carmo, que Manuel Alegre a propósito do seu livro "País de Abril" disse, sob o título "Um país, uma língua, a liberdade":
 
"Há quarenta anos, parece que foi ontem, eu estava ainda no exílio. Vi, em Argel, pela televisão, as imagens da tomada do Quartel do Carmo. Foi um privilégio viver esse momento, ainda que de longe. É um privilégio estar hoje aqui a revivê-lo com todos vós. Sem armas. Com poemas e canções que, em outro contexto histórico, também foram armas. Porque o mal, disse Eduardo Lourenço, combate-se com a criação, a poesia e a música.

E a poesia também foi uma arma contra esse mal português que foi a ditadura do Estado Novo. Poemas que foram armas antes das armas. Ao longo de quase meio século, a poesia portuguesa manteve acesa aquela “luz bruxuleante” de que falou Jorge de Sena. Uma pequena luz, que era a luz do inconformismo e da esperança.

De Afonso Duarte, Miguel Torga, Sophia de Mello Breyner, Eugénio de Andrade, Jorge de Sena, Adolfo Casais Monteiro, José Régio, Carlos de Oliveira, Manuel da Fonseca, David Mourão Ferreira, Natália Correia, Mário Cesariny, José Gomes Ferreira, até aos poetas da minha geração, a poesia portuguesa, na diversidade e pluralidade das suas vozes, criou uma poética da liberdade muito antes da liberdade ser reconquistada. Evoco todos esses poetas, que foram meus mestres e estão aqui comigo, juntamente com todos os resistentes e todos os militares de Abril.

A todos convoco na apresentação desta antologia que é, por um lado uma celebração dos 40 anos do 25 de Abril, por outro um alerta ou, até, talvez, um acto de resistência. O mal está aí outra vez. Não como ditadura e guerra colonial, mas sob a forma do pesadelo da austeridade, do ataque aos serviços públicos de saúde, educação e segurança social, da desvalorização do trabalho, dos cortes de salários e pensões e, talvez pior, do corte da esperança e do futuro. Há de novo um dogma e um pensamento único. Mas há também uma linguagem única, o economês anglo-americano de tecnocratas que gostam de falar em inglês mas muitas vezes falam um mau português.

As nossas palavras estão ocupadas, o poder soberano da língua está cercado por taxas de juro, números, cifrões e vocábulos que não são nossos. Cortam-nos as múltiplas dimensões da vida e a música das vogais. Por isso eu penso que é de novo tempo de poesia para libertar a língua e nos restituir um certo sentido de festa e de liberdade, que é o essencial do 25 de Abril. Somos cigarras do sul e gostamos de cantar, como António Nobre, “o sol, o mar, a fartura da seara reluzente, o vinho, a graça, a formosura, o luar.” Portugal, esse “milagre contínuo”, como disse também Eduardo Lourenço, é uma paixão.

É essa paixão que está nesta antologia, onde há poemas que ainda andam por aí. Alguns foram escritos na guerra, na cadeia, na clandestinidade e no exílio. Mas não vou pedir desculpa pelo facto de terem sido lidos, cantados e de, apesar de várias censuras, terem circulado e continuarem a circular. A poesia é para ser partilhada. E eu não sou daqueles poetas a que João Cabral de Melo Neto chamava, com ironia, “inespaciais e intemporais”. Não me fechei na torre de marfim de uma escrita esteticamente asséptica. A história entrou, sem pedir licença, pelos meus versos dentro e está nos poemas desta antologia. Gostaria que eles fossem de novo um alerta e um apelo.

Ninguém quer perder Portugal como “futuro do passado”. Ninguém quer que a língua portuguesa deixe de ser a pátria que Camões e Pessoa nos legaram. Ninguém quer que o 25 de Abril seja uma data inofensiva no calendário.

Um país, uma língua, a liberdade.
País de Abril. 25 de Abril. Sempre."
Manuel Alegre