... se uma imagem vale mais que mil palavras, não vale a pena acrescentar nada... se a palavra consegue enriquecer a imagem então, sugiro que dela se retire a certeza da paz, da coexistência pacífica para além de toda a diferença e da empatia da bondade assente na pureza da alma e da confiança...
sábado, 10 de maio de 2014
sexta-feira, 9 de maio de 2014
Contra a Escravatura, a Violação e o Rapto das Crianças!
... a este propósito, registe-se que, amanhã, em Lisboa, a partir das 17h, dos Restauradores ao Rossio, está marcada uma Marcha de Sensibilização onde todos fazem falta para dar rosto público à solidariedade requerida por esta causa!
terça-feira, 6 de maio de 2014
domingo, 4 de maio de 2014
sábado, 3 de maio de 2014
sexta-feira, 2 de maio de 2014
Bom dia...
...com tanta alegria dentro que seja inequívoco o seu transbordar do coração, pelo sorriso dos olhos e a intensidade dos gestos :)
quinta-feira, 1 de maio de 2014
1º de Maio - Dia do Trabalhador...
... 1º de Maio... Dia do Trabalhador!... Um marco na História da Luta pela Liberdade e a Dignidade contra a Servidão a que é sujeito quem Trabalha... infelizmente, no nosso país mas, também, por muita desta Europa, são cada vez menos os que têm trabalho e é grosseira e assustadoramente, cada vez maior, o número de desempregados!... Por isso, face à necessidade da renovação social e política que temos que exigir, assinalo o 1º de Maio de 2014, evocando o 25 de Abril de 1974 e recordando a celebração do seu 40º aniversário... através de um gesto simbólico que é e foi, acima de tudo!, um apelo à resistência e à Esperança!...
terça-feira, 29 de abril de 2014
GENOCÍDIO POR VIA ADMINISTRATIVA...
O texto de António Lança de Carvalho é paradigmático, merece a nossa melhor atenção e revela o pior do que está a ser feito em prol da destruição do país por via da promoção da sua desertificação social...
"Vivo actualmente no concelho do Alandroal, um concelho com 542 km2 (!) e cerca de 6.000 habitantes. Uma população maioritariamente envelhecida, sem conhecimentos de informática, quanto mais computador, sem transporte próprio, quanto mais dinheiro para táxi!
As cavalgaduras do Terreiro do Paço terão decidido encerrar as Finanças! O que faz com que uma simples ida e volta a uma Repartição de Finanças passe a ser uma jornada de 100 quilómetros para muita da população do Concelho!
A isto eu chamo de GENOCÍDIO POR VIA ADMINISTRATIVA!
Situações como esta repetem-se, às centenas por todo o País!"
As cavalgaduras do Terreiro do Paço terão decidido encerrar as Finanças! O que faz com que uma simples ida e volta a uma Repartição de Finanças passe a ser uma jornada de 100 quilómetros para muita da população do Concelho!
A isto eu chamo de GENOCÍDIO POR VIA ADMINISTRATIVA!
Situações como esta repetem-se, às centenas por todo o País!"
... se me permitem, autor e leitores!, destaco e sublinho a expressão tão rigorosa quanto perigosa:
GENOCÍDIO POR VIA ADMINISTRATIVA!!!!
"Um País, Uma Língua, a Liberdade"!...
Foi no passado dia 09 de Abril, no Quartel do Carmo, que Manuel Alegre a propósito do seu livro "País de Abril" disse, sob o título "Um país, uma língua, a liberdade":
"Há quarenta anos, parece que foi ontem, eu estava ainda no exílio. Vi, em Argel, pela televisão, as imagens da tomada do Quartel do Carmo. Foi um privilégio viver esse momento, ainda que de longe. É um privilégio estar hoje aqui a revivê-lo com todos vós. Sem armas. Com poemas e canções que, em outro contexto histórico, também foram armas. Porque o mal, disse Eduardo Lourenço, combate-se com a criação, a poesia e a música.
E a poesia também foi uma arma contra esse mal português que foi a ditadura do Estado Novo. Poemas que foram armas antes das armas. Ao longo de quase meio século, a poesia portuguesa manteve acesa aquela “luz bruxuleante” de que falou Jorge de Sena. Uma pequena luz, que era a luz do inconformismo e da esperança.
De Afonso Duarte, Miguel Torga, Sophia de Mello Breyner, Eugénio de Andrade, Jorge de Sena, Adolfo Casais Monteiro, José Régio, Carlos de Oliveira, Manuel da Fonseca, David Mourão Ferreira, Natália Correia, Mário Cesariny, José Gomes Ferreira, até aos poetas da minha geração, a poesia portuguesa, na diversidade e pluralidade das suas vozes, criou uma poética da liberdade muito antes da liberdade ser reconquistada. Evoco todos esses poetas, que foram meus mestres e estão aqui comigo, juntamente com todos os resistentes e todos os militares de Abril.
A todos convoco na apresentação desta antologia que é, por um lado uma celebração dos 40 anos do 25 de Abril, por outro um alerta ou, até, talvez, um acto de resistência. O mal está aí outra vez. Não como ditadura e guerra colonial, mas sob a forma do pesadelo da austeridade, do ataque aos serviços públicos de saúde, educação e segurança social, da desvalorização do trabalho, dos cortes de salários e pensões e, talvez pior, do corte da esperança e do futuro. Há de novo um dogma e um pensamento único. Mas há também uma linguagem única, o economês anglo-americano de tecnocratas que gostam de falar em inglês mas muitas vezes falam um mau português.
As nossas palavras estão ocupadas, o poder soberano da língua está cercado por taxas de juro, números, cifrões e vocábulos que não são nossos. Cortam-nos as múltiplas dimensões da vida e a música das vogais. Por isso eu penso que é de novo tempo de poesia para libertar a língua e nos restituir um certo sentido de festa e de liberdade, que é o essencial do 25 de Abril. Somos cigarras do sul e gostamos de cantar, como António Nobre, “o sol, o mar, a fartura da seara reluzente, o vinho, a graça, a formosura, o luar.” Portugal, esse “milagre contínuo”, como disse também Eduardo Lourenço, é uma paixão.
É essa paixão que está nesta antologia, onde há poemas que ainda andam por aí. Alguns foram escritos na guerra, na cadeia, na clandestinidade e no exílio. Mas não vou pedir desculpa pelo facto de terem sido lidos, cantados e de, apesar de várias censuras, terem circulado e continuarem a circular. A poesia é para ser partilhada. E eu não sou daqueles poetas a que João Cabral de Melo Neto chamava, com ironia, “inespaciais e intemporais”. Não me fechei na torre de marfim de uma escrita esteticamente asséptica. A história entrou, sem pedir licença, pelos meus versos dentro e está nos poemas desta antologia. Gostaria que eles fossem de novo um alerta e um apelo.
Ninguém quer perder Portugal como “futuro do passado”. Ninguém quer que a língua portuguesa deixe de ser a pátria que Camões e Pessoa nos legaram. Ninguém quer que o 25 de Abril seja uma data inofensiva no calendário.
Um país, uma língua, a liberdade.
País de Abril. 25 de Abril. Sempre."
Manuel Alegre
domingo, 27 de abril de 2014
sexta-feira, 25 de abril de 2014
Da Poesia como Libertação...
“As palavras estão ocupadas, o país está de novo amordaçado, agora por um poder invisível, o dos mercados, que é totalitário. Já ninguém fala do mar, do amor, do sol, das uvas, do vinho, da poesia. A poesia volta a ser importante como uma forma de resistência, de sublevação contra a linguagem instituída do poder. A poesia tem de voltar a decifrar os sinais, a antecipar o tempo, a subverter a linguagem do cifrão, dos juros, dos ratings, que afunilou a nossa vida e pôs um muro diante de nós”. Manuel Alegre in (A poesia é uma arma - 24-04-2014)
A Grandeza Indizível do Pequeno-Imenso Largo...
Foi pequeno o Largo do Carmo, inundado dos milhares de pessoas que entupiram as ruas que lhe dão acesso!... 40 anos depois, o 25 de Abril esteve, indiscutivelmente!, na Rua!... como se a Poesia de Sofia e os sonhos de uma Humanidade melhor, de um País mais Justo e de uma Vida Digna assumissem protagonismos humanos individuais e anónimos, úteis apenas para testemunhar a universalidade justa destas inquietantes e sempre adiadas ansiedades de que se alimenta a esperança!...
Depois, com indizível honra, com Vasco Lourenço e Edmundo Pedro, prestou-se homenagem às vítimas com que a PIDE fez questão de marcar a sua participação em 25 de Abril de 1974... Estava lá toda a Gente!... e a sensação que transbordava de cada um e de todos, era a de que, além de uma celebração, poderíamos estar a concretizar uma Mudança :)
Depois, com indizível honra, com Vasco Lourenço e Edmundo Pedro, prestou-se homenagem às vítimas com que a PIDE fez questão de marcar a sua participação em 25 de Abril de 1974... Estava lá toda a Gente!... e a sensação que transbordava de cada um e de todos, era a de que, além de uma celebração, poderíamos estar a concretizar uma Mudança :)
São Cravos, Senhores, São Cravos!
... Talvez a despropósito (ou talvez não!) ocorreu-me a frase da Rainha Santa Isabel quando, segundo reza a lenda, surpreendida pela autoridade na prática solidária do gesto dissimulado de distribuir pão pelos mais pobres, disse, num tom que sempre imaginei precipitado - a denotar uma aflição contida, entre a angústia e o medo: "São rosas, Senhor, são rosas!"... Ocorreu-me sim, hoje!, 40 anos depois da extraordinária, generosa e bela Revolução dos Cravos de que nos resta, ao menos!, a Dignidade da Memória!... Pensando bem, de facto!, poderemos sempre dizer, perante os ditadores do passado, do presente e do futuro: "São Cravos, Senhores, São Cravos!"... porém, o que é certo é que a Revolução de 1974 provou que a mudança é possível!... como o provaram antes as Revoluções do Maio de 68, as independências internacionais de todos os colonialismos, a vitória aliada da II Guerra Mundial, a Proclamação dos Direitos Humanos, a Revolução Russa de 1917, a Revolução Americana, a Revolução Industrial, a Revolução Francesa, as Revoluções Sul-Americanas e todas as maiores ou menores que, incontornavelmente, se preparam na dinâmica da História!... as Revoluções acontecem e a Mudança concretiza-se!... Aos povos falta apenas ganhar a experiência da gestão honesta, justa e recta dos Valores e a capacidade de resiliência face aos traumas, aos revanchismos e à tentação da corrupção!... Por tudo isto, vale a pena celebrar a coragem de quem o concretizou e a intenção digna de quem o celebra na sua essência não protocolar mas de integridade de alma... por isso, amanhã, de novo!, todos os rios irão desaguar ao Largo do Carmo!... 25 DE ABRIL, SEMPRE!
quinta-feira, 24 de abril de 2014
quarta-feira, 23 de abril de 2014
Austeridade e Cortes não Serviram para Nada?!!!!
O insuspeito Conselho de Finanças Públicas revelou ontem o seu mais recente Relatório, confirmando as mais assustadoras de todas as expectativas (LER AQUI). De facto, a suspeita era mais do que justificada: os alegados "cortes na despesa" foram feitos quase exclusivamente pela parte da Receita, ou seja, com a gravíssima e escandalosa subida de impostos que reduziu o povo português ao maior grau de pobreza, desemprego e desesperança de que há memória desde que a democracia, há 40 anos, foi implantada no país! ... Pior que isso, só mesmo a indesmentível constatação dos economistas que proferiram esta conclusão e que acrescentaram que as medidas de austeridade não produziram efeitos práticos nenhuns!!! ... No momento em que decorre a 12ªavaliação da troika e em que os credores internacionais continuam a exigir mais "austeridade" (isto é, mais impostos, mais cortes, menores salários e por aí adiante), perante a obediência crua e incontornável da atual governação política nacional, os resultados apresentados pela equipa de Teodora Cardoso falam mais e melhor e são, inequivocamente, arrasadores para o Governo - enquanto espelho da realidade do país em que vivemos... 40 anos depois do 25 de Abril! É PRECISO CRIAR... GENTE!
"Mas o que é Preciso é Criar Desassossego.
Quando começamos a procurar álibis para justificar o nosso conformismo, então está tudo lixado!
Acho que, acima de tudo, é preciso agitar, não ficar parado, ter coragem quer se trate de música ou de política.
Nós, neste país, somos tão pouco corajosos que qualquer dia, estamos reduzidos à condição de homenzinhos e mulherzinhas.
Temos é que Ser Gente, Pá!!"
... Palavras Sentidas e Lúcidas de... Zeca Afonso!
terça-feira, 22 de abril de 2014
Do Nome das Árvores e das Flores...
Chamam-lhe "Árvore do Amor" em Espanha mas, também por cá... e porque o nome faz jus à forma e à cor das flores destas magníficas árvores que florescem entre Março e Maio, cobrindo de cor-de-rosa, o ar e o chão de muitos caminhos da Europa do Sul e da Ásia ocidental, celebro hoje o renascer da vida e da alegria com a homenagem à esplendorosa beleza das Olaias em Flor que, por serem comuns nas paisagens da Judeia, são ainda conhecidas como "Árvore da Judeia"!... Pela descoberta surpreendente a que me conduziste em plena Primavera, num país que se quer de Abril, este post é, com amor, a imagem possível do mais belo poema do mundo desenhado e escrito, como um presente para ti, António...
segunda-feira, 21 de abril de 2014
domingo, 20 de abril de 2014
quinta-feira, 17 de abril de 2014
O Meu Presidente...
JOSÉ MUJICA (Presidente do Uruguay) comentou assim a hipótese de vir a ser galardoado com o Prémio Nobel da Paz: “Estão loucos. Que prémio da paz, nem prémio de nada. Se me derem um prémio desses seria uma honra como ajuda para os humildes do Uruguai para conseguirem uns pesos a mais para fazer casinhas... no Uruguai temos muitas mulheres sozinhas com 4, 5 filhos porque os homens as abandonaram e lutamos para que possam ter um teto digno... Bom, para isso teria sentido. Mas a paz se leva dentro. E o prémio eu já tenho. O prémio está nas ruas do meu país. No abraço dos meus companheiros, nas casas humildes, nos bares, nas pessoas comuns. No meu país eu caminho pela rua e vou comer em qualquer bar sem essa parafernália de gente de Estado.”
Sem Sonhos... nem Ideias...
«A entrevista de Pedro Passos Coelho à SIC foi a imagem de um regime que deixou de sonhar. Vive confinado a um desígnio económico e financeiro: debelar a dívida. Tudo o mais não existe no pensamento político do primeiro-ministro. Nem sequer tem sonhos para partilhar. E, não os havendo, que sentido político e social há para tamanho sacrifício? A mensagem de Passos Coelho foi uma pobreza total: de sonhos, mas sobretudo de ideias. O País pode estar melhor mas vive uma enorme insolvência de ideais, de ética, de moral e de cultura. E nisso Passos não está sozinho. Basta escutar a oposição.»
Fernando Sobral in Jornal de Negócios
(via Pedro Correia no blogue "Delito de Opinião")
Sonoridades...
... do Azerbaijão, as vozes de Alim Qasimov e Fargana Qasimov...
(via Pedro Faria Bravo que aproveita para dizer no FB: "Habitamos Todos o Mesmo Mundo")
quarta-feira, 16 de abril de 2014
segunda-feira, 14 de abril de 2014
domingo, 13 de abril de 2014
Reinvenção de "A Morte do Cisne"...
... a eternidade da Arte reside na capacidade infinita da sua reinvenção...
Etiquetas:
Antropologia; Cultura; Música; Dança; Arte;
sexta-feira, 11 de abril de 2014
quinta-feira, 10 de abril de 2014
O Inoportunismo - de Manuel Alegre...
A escrita de Manuel Alegre revela, na íntegra da essência de cada texto, pensamentos e mensagens que se constituem como as mais raras manifestações de lucidez e desassombro a que a mediocridade política dos dias nos permite aceder... Para quem não chegou a ler, partilho o que escreveu, no passado mês de Março, no DN:
Antigamente nunca era oportuno. Quem discordasse do governo era comunista. Quem se opusesse à guerra colonial era traidor à Pátria. Quem, no exílio, criticasse o regime e defendesse a liberdade era acusado de calcar a bandeira nacional. Eis que ressurgiu uma linguagem que parece vinda do passado. Começou com Paulo Rangel. Desde que emagreceu, perdeu o ar de intelectual bonacheirão e tornou-se agressivo.
Primeiro no Congresso do PSD, onde apresentou como programa para as europeias um ataque descabelado ao PS a quem acusou de estar isolado por não seguir a capitulação de alguns congéneres europeus perante a via única da política de austeridade e de submissão ao neoliberalismo. Ora isso não é fraqueza, pode até ser força do PS e de Seguro, desde que resistam à tentação de ser iguais aos outros.
Depois foi o destempero do ataque às declarações feitas por Seguro em Londres. Quem é contra a linha fundamentalista do governo é contra o interesse nacional. Pouco faltou para dizer que Seguro tinha calcado a bandeira.
Entretanto apareceu o documento dos 70, em boa hora. Estou-lhes grato como português. Mudaram o debate e vieram demonstrar que o consenso entre pessoas de quadrantes diferentes é possível, desde que não seja para condenar o país ao empobrecimento e à sujeição, mas para procurar soluções que permitam pagar a dívida sem sacrificar duas ou três gerações, que foi a única conclusão possível de retirar do prefácio do último “Roteiros” do Presidente da República.
Lá vem o coro: não é oportuno. Desde o Primeiro Ministro, passando pelos porta-vozes na comunicação social até ao Presidente da República, que, desta vez, não hesitou, exonerando no mesmo dia os dois assessores que tiveram a coragem de assinar o documento. Mas não era oportuno. Nunca é oportuno ser livre nem pôr em causa o pensamento único e a subserviência perante essa nova forma de totalitarismo que é a ditadura dos mercados.
Procurar outra via que não a de conduzir a um protectorado não é oportuno. Não é oportuno resistir a este novo “ansschluss” económico, que não precisa de tropas porque as suas armas são as dos governos que se submetem. Setenta portugueses a quem presto homenagem recusaram-se a ser colaboracionistas. Puseram o essencial, o país, acima do económico. Mas não era oportuno. Nunca é. Quarenta anos depois do 25 de Abril voltámos ao reino do inoportunismo. Que é, como se sabe, uma ideologia do poder. Ideologia dos fracos, dos cobardes, dos submissos e dos oportunistas."
(Artigo de Manuel Alegre no DN em 14-03-2014)
quarta-feira, 9 de abril de 2014
"País de Abril" de Manuel Alegre - Quartel do Carmo
Hoje, pelas 18.30h, no extraordinariamente simbólico espaço do Quartel do Carmo, em Lisboa, Manuel Alegre vai lançar a sua Antologia "Pais de Abril". Em tempo de celebração do 40º aniversário da Revolução do 25 de Abril de 1974, numa altura em que os ideários políticos se encontram condicionados, pelo pensamento único ditado pelas lógicas corporativas partidárias e em que, o contexto económico e financeiro determina a limitação social dos direitos humanos e dos trabalhadores ao ponto da condição de "desempregados" e "pobres" se tornar uma espécie de condição "natural", a iniciativa é, seguramente!, um grito de alerta em defesa dos Direitos Humanos - nomeadamente, do direito ao trabalho, à saúde, à educação, à segurança social e às condições de vida digna - de que a inexistência do direito à autodeterminação política e económica nos priva, tolhendo-nos a liberdade de decisão e condicionando, de forma intencional, manipulatória, injusta e cruel, a existência e o pensamento. Ao Quartel do Carmo, pela memória e a esperança sempre viva de um "País de Abril"!
terça-feira, 8 de abril de 2014
"Santuários - Cultura, Arte, Romarias, Peregrinações, Paisagens e Pessoas"
Entre 12 e 14 de Setembro, vai realizar-se, no Forum Cultural Transfronteiriço de Alandroal, o I Congresso Internacional dos Santuários, intitulado: "Santuários - Cultura, Arte, Romarias, Peregrinações, Paisagens e Pessoas". A iniciativa, internacionalmente inédita, nestes moldes, pretende trazer à visibilidade pública, o conhecimento e a divulgação de todas as formas de manifestação do que subjaz ao conceito de "santuários" em que, à dimensão religiosa, estão sempre associadas dimensões telúricas, sociais, culturais, políticas, estéticas, comerciais e lúdicas. Da Antiguidade mais remota aos nossos dias, a existência e a importância dos santuários tem acompanhado a vida humana e, podemos dizê-lo!, ocupado um papel de relevo na sua dimensão psico-social e cultural. A iniciativa, promovida e organizada pela Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa, a Unidade de Arqueologia da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, o Instituto de Sociologia e Etnologia das Religiões da Universidade Nova de Lisboa e o Centro de Estudos do Endovélico em articulação com a Câmara Municipal de Alandroal, atendendo ao valor inestimável do lugar de S. Miguel da Mota e do culto a Endovélico, justificam a escolha do local; quanto à diversidade multifacetada e pluridisdisplinar da temática dela temos reflexo na composição internacional da sua Comissão Científica que integra académicos e cientistas portugueses, brasileiros, espanhóis, italianos, gregos e até de Malta e da Escócia, demonstrando bem que a abrangência da abordagem se não irá reduzir a restritas elites académicas mas que se reveste de um profundo interesse geral pela quantidade de informação inédita, curiosa e valiosa que trará ao público, proporcionando a sua análise e discussão. A divulgação do Congresso pode ser acompanhada na nossa página de Facebook, através do acesso que aqui se indica: https://www.facebook.com/congresso.santuarios?notif_t=page_invite_accepted e no site do Congresso onde se pode aceder a toda a informação bem como à inscrição para participantes e oradores (a chamada de trabalhos está a decorrer até 30 de Abril) pode aceder-se aqui: http://santuarios.fba.ul.pt/index.html. Apareçam e divulguem! Vai ser uma revelação :))
domingo, 6 de abril de 2014
quinta-feira, 3 de abril de 2014
Retrato...
... descansar o corpo... de alma e coração!... além do amor e da autenticidade, é na Arte que se diz a essência do ser e do sentir...
terça-feira, 1 de abril de 2014
segunda-feira, 31 de março de 2014
REESTRUTURAR A DÍVIDA... JÁ!
domingo, 30 de março de 2014
Pedagogia e Didáctica das Fadas...
"RECEITA DE PÓ DE FADAS
O pó de fadas encanta as crianças e as pessoas adultas porque funciona mesmo, principalmente se usado nas noites de lua cheia.
...
Material:
Um bom punhado de pétalas de rosas secas.*
Glíter das cores do arco-íris.
Purpurina das cores do arco-íris.
Uma pitadinha de terra (seca) do pé de uma flor de preferência amarela
(pode ser colhida no jardim, no campo ou no matinho).
Modo de fazer:
Esvazie a sua mente de problemas e preocupações.
Lave e seque bem as mãos e esfregue-as com um perfume agradável
O pó de fadas encanta as crianças e as pessoas adultas porque funciona mesmo, principalmente se usado nas noites de lua cheia.
...
Material:
Um bom punhado de pétalas de rosas secas.*
Glíter das cores do arco-íris.
Purpurina das cores do arco-íris.
Uma pitadinha de terra (seca) do pé de uma flor de preferência amarela
(pode ser colhida no jardim, no campo ou no matinho).
Modo de fazer:
Esvazie a sua mente de problemas e preocupações.
Lave e seque bem as mãos e esfregue-as com um perfume agradável
(tenha atenção para que as mãos não fiquem húmidas)
Esfarele bem as pétalas das rosas - mesmo, mesmo muito bem!
Esfarele bem as pétalas das rosas - mesmo, mesmo muito bem!
Depois de as ir esfarelando bem ao mesmo tempo que lhes vai juntando
muitos sentimentos felizes, pensamentos bons (expressão da ética que nos torna todos melhores, mais justos, solidários, honestos e felizes) e poderosas por bondosas energias, coloque as pétalas esfareladas e misturadas com os pensamentos e energias alegres e benfazejos, na batedeira (ou liquidificador) e bata tudo até virar pó.
Depois, é só misturar o resto dos ingredientes, muito bem misturadinho.
Modo de uso:
Uma pequenina pitadinha assoprada por cima da cabeça (pode ser sobre a sua própria cabecinha), acompanhada de um sorriso e com desejos fortes de alegria e felicidade.
Acredite: é o suficiente para fazer acontecer coisas lindas.
Ou...
Pode usar o pó para chamar uma fada, salpicando uma pitada no jardim ou num vaso de planta. Diga às crianças que quando chamam uma fada devem ficar bem quietinhas porque irão sentir a fada falando com elas nos seus corações.
Acredite: vai assistir a qualquer coisa de lindo e mágico.
(Ah, pois... atenção: as pétalas têm mais poder, se as rosas forem oferecidas por alguém com muito amor e carinho.)
Faça este trabalho numa oficina de crianças e veja como elas ficam encantadas, entusiasmadas e a expressar votos de saúde, paz, amor, alegria para todas as pessoas de quem gostam... é lindo e gratificante ver e ouvir o que vão dizendo enquanto esfarelam as pétalas.
Acredite: vai assistir a qualquer coisa de lindo e mágico.
(Ah, pois... atenção: as pétalas têm mais poder, se as rosas forem oferecidas por alguém com muito amor e carinho.)
Faça este trabalho numa oficina de crianças e veja como elas ficam encantadas, entusiasmadas e a expressar votos de saúde, paz, amor, alegria para todas as pessoas de quem gostam... é lindo e gratificante ver e ouvir o que vão dizendo enquanto esfarelam as pétalas.
Se fizer numa oficina com muitas crianças, utilize uma tijela grande para poderem caber muitas mãozinhas e se forem mesmo muitas crianças, o melhor é fazer grupinhos, marcando um tempo para a concretizar a operação, de modo a poder trocar os grupos e repetir, com todos, a Magia do Pó das Fadas.
A terminar, deve colocar-se um pouco do pó das fadas acabado de fazer, num frasquinho de vidro que se dá a cada criança, dizendo-lhe para o guardar com muito carinho, usando-o só de vez em quando para não perder o poder."
(A inspiradora e bela lição que aqui partilho, chegou via Rui Arimateia no Facebook e eu, depois de a adaptar para a língua portuguesa, dedico-a a todas as educadoras de infância, mães, profissionais e amigas dos pequeninos seres humanos que são, desde que nascem, os potenciais construtores do futuro... mas, se me permitem, esta dedicatória vai direitinha, antes de mais, para a MARIA JOSÉ MANUELITO e para a MARIA JOÃO MOURA... com um suave bater de asas de uma "Amiga das Fadas")
(A inspiradora e bela lição que aqui partilho, chegou via Rui Arimateia no Facebook e eu, depois de a adaptar para a língua portuguesa, dedico-a a todas as educadoras de infância, mães, profissionais e amigas dos pequeninos seres humanos que são, desde que nascem, os potenciais construtores do futuro... mas, se me permitem, esta dedicatória vai direitinha, antes de mais, para a MARIA JOSÉ MANUELITO e para a MARIA JOÃO MOURA... com um suave bater de asas de uma "Amiga das Fadas")
sábado, 29 de março de 2014
Pobreza - a Bem da Nação?!...
Em Julho de 2005, num concerto em Joanesburgo, Nelson Mandela afirmou: "A eliminação da pobreza não é um gesto de caridade. É um ato de justiça". Hoje, em Portugal, o número de pessoas a viver em risco severo de privação e pobreza é de 2 milhões (LER AQUI)... ou seja, 20% da população!... Contudo, a trágica face do problema não é reconhecida com rigor na enormidade quase insultuosa destes números!... Porquê? ... Vejamos... Os dados trabalhados e apresentados agora pelo INE dizem respeito a 2012 e desde essa altura até agora, a realidade agravou-se, exponencial e drasticamente - tanto no desemprego jovem como no de longa duração mas, também, de forma inusitada, nas alterações sofridas por essa imensa massa flutuante de trabalhadores precários, cujos contratos não foram renovados!... acresce a esta observação, a realidade da quebra do número de subsídios de apoio social a cidadãos e famílias que, tendo terminado, legalmente, os respetivos prazos de atribuição, não contam para a estatística - apesar de, provavelmente!, o número de pessoas com rendimento zero configurar uma percentagem elevadíssima da população em idade ativa, tornada "invisível" no discurso político (LER AQUI)!... Registe-se ainda, relativamente a esta vertiginosa mudança social que caracteriza de forma inequívoca, para a História, a última década, que, como se não bastassem os dados conhecidos, a verdade se esconde sob uma outra perspetiva que é a de que todos os indicadores estatísticos a que, atualmente, se recorre (sociológica, estatística e institucionalmente), em termos comparativos, apesar de evidenciarem aumentos dramáticos em todas as áreas (designadamente: pobreza, desemprego, natalidade e desertificação humana), não terem em conta a percentagem de pessoas que, entretanto, emigrou e que será provavelmente, a grande responsável por não estarmos com taxas de empobrecimento e falta de emprego da ordem dos 25 a 30%. Porém, porque hoje é sábado e não ajuda pedagogicamente à libertação mental indispensável aos fins-de-semana (para quem ainda os tem em termos de descanso do trabalho ou de capacidade para se descontrair!), termino apenas com um detalhe que, se me permitem, considero elucidativo: doravante, como há mais de 40 anos atrás!, a terminologia política vai deixar de recorrer ao termo "desempregados" e passar a falar de "pobres"... porquê? Porque, no entendimento do poder económico-financeiro internacional, em cuja lógica se inscrevem as governações e ideologias do poder, o Direito ao Trabalho não é um direito universal mas, apenas, uma possibilidade ditada pelas oportunidades criadas pelos mercados!!!... deveríamos, por isso, refletir, ponderada e seriamente, no que estamos a fazer e a permitir que aconteça nas sociedades democráticas ocidentais (porque os negros cenários do futuro decorrem das decisões e opções contemporâneas): se a condição de "trabalhador" deixa de ser o estatuto condigno inerente à existência cívica de cada pessoa, consequentemente, o direito a uma vida digna dependerá, cada vez mais, numa espécie de "reductio ad absurdum", das flutuações oportunistas do exercício público da caridade dos governantes...
sexta-feira, 28 de março de 2014
terça-feira, 25 de março de 2014
domingo, 23 de março de 2014
Espanha - ou da Europa entre a ameaça da fome e a extrema-direita...
As democracias ocidentais estão a atravessar a maior crise da História! Não decidi o que será mais legítimo concluir: se os políticos não têm consciência dos barris de pólvora que estão a expor aos incêndios sociais, acreditando que vão continuar a ser eleitos, por tempo indeterminado, apesar dos custos sociais decorrentes das suas opções ideológicas (e consequentemente, económico-financeiras) ou, se estão mesmo disponíveis (e preparados!) para assumir formas ditatoriais, repressivas e violentas de governação que, necessariamente, terão que recorrer às prisões políticas, à tortura e à crueldade! A verdade é que, por exemplo, ontem, em Madrid, em nome de "Pão, Trabalho e Tecto", a chamada "Marcha da Dignidade" trouxe à rua, contra os cortes orçamentais e a austeridade, milhões de pessoas e a violência acabou por desvirtuar o pacifismo de mais uma extraordinária manifestação da cidadania (ler Aqui e Aqui)... Façam o que fizerem, digam o que disserem, manipulem como manipularem, a verdade é que, cada vez mais, a violência vai acontecer porque é impossível que as pessoas aceitem a pobreza, a miséria e a violência social a que a primeira década do século XXI conduziu indivíduos e famílias. Em Espanha, a taxa de desemprego é de 25%, o que significa 25 milhões de pessoas sem trabalho... dito de outro modo, 1 em cada 4 pessoas não tem forma de subsistência! Espanha é, apenas um exemplo!... Porque todo o continente europeu está, de uma ou de outra forma, a atravessar a mesma crise estrutural... curiosamente, porque se a História se não repete, incontornáveis são, porém!, as suas lições, a verdade é que foi no início do século XX que surgiu a ideologia nazi a que a Grande Depressão de 1929 deu oportunidade de governação política... até que, em 1936, deflagrou a Guerra Civil de Espanha, seguindo-se-lhe (apenas 3 anos depois!), em 1939, a eclosão da II Guerra Mundial (ler Aqui)... Hoje, em França (a tal França socialista, democrata, da igualdade, liberdade e fraternidade!!!), a extrema-direita foi a grande vencedora de umas eleições municipais em que a abstenção atinge 2 em cada 5 eleitores, ameaçando a perigosa e receada aproximação aos 50%. Entretanto, as "troikas" que sempre desencadearam e agravaram as crises endógenas dos países (e nunca impediram as guerras!), continuam a impor mais exigências dessa alegada austeridade que os governos, ideologicamente e sem dignidade!, aceitam e aplicam de forma acéfala, sem sentido de Estado e de interesse público (e, ao contrário, do que eles próprios pensam e propagandeiam, contra o interesse nacional!). Por tudo isto e pelo significado que tem a cultura e o conhecimento, em tempo de crise, desinveste-se no estudo e na promoção das Ciências Sociais de modo a reduzir o impacto da informação na consciência colectiva... estamos, repito-o!, cada vez mais próximos do que mais receamos e do que temos tentado evitar, enquanto cidadãos dotados de capacidade crítica, de sentido de responsabilidade social e de valores éticos! Hoje, morreu Adolfo Suarez!... e, neste momento, enquanto os protagonistas europeus de uma História de Mudança e de valorização dos Direitos Humanos, das Liberdades e do espírito igualitário que presidiu à edificação das Democracias, vão desaparecendo, diluem-se os símbolos de uma luta que nos deixa mais órfãos e com a noção de que a mensagem de resistência, alternativa e resiliência não foi transmitida com a eficácia que garantiria a impossibilidade dos piores retrocessos sociais... e a preservação da Paz!
Da Dignidade...
"The Monuments Men" realizado por George Clooney, interpretado por uma dezena de alguns dos melhores atores do momento (Matt Damon, Bill Murray, John Goodman, Hugh Bonneville, Jean Dujardin e Cate Blanchett), é um filme que, inspirado numa história verídica, depois de o ter visto, só consegui classificar como sendo um filme sobre a Dignidade! Considero, antes de mais!, curiosa a classificação deste drama como "comédia" mas, presumo que o facto se enquadra na mesma lógica que permitiu a tradução do seu título como "Caçadores de Tesouros" - testemunho do recurso a uma racionalidade em que o sentido da responsabilidade histórica, bem como os valores subjacentes ao desempenho de uma qualquer missão, submergem sempre, face aos interesses dominantes - que transformam em caricatura o que pretendem não ver justamente reconhecido, na exata medida da sua validade e do seu significado!... Cabe-me, aliás, neste contexto, dizer que o grupo de protagonistas da realização cinematográfica norte-americana que saltou do primeiro plano da interpretação para a cadeira da realização, de Robert Redford a Ben Affleck, a Matt Damon ou George Clooney, tem o extraordinário mérito de ter trazido para as "luzes da ribalta" uma geração de cidadãos norte-americanos que, mais do que defender a imagem do país que o mundo lhes reconhece (nas guerras e na exibição da potencialidade económico-financeira e política), pretende defender a imagem de uma América que é a sua, enquanto cidadãos livres, críticos e socio-politicamente ativos como agentes e intervenientes que assumem, conscientemente e de cabeça erguida (porque podem, é certo! - isto é, porque têm dinheiro!), uma postura distanciada do poder - a que recorrem para o usar, em nome de causas próprias, elas sim, coincidentes com os interesses públicos!... E se faço esta ressalva é para prevenir interpretações escusas apenas e só!, porque, a dado momento, a título de exemplo do que pratica a ação humana em contexto de competição e de guerra, a bandeira americana surge... fazendo até sorrir... um russo!!!... Sim, o filme faz rir ou, pelo menos!, sorrir... e chorar!... e se os pobres classificadores dos filmes em exibição marcaram "The Monuments Men" como "comédia" é por terem ficado no registo inicial e básico que fez o realizador não incorrer na exploração da violência gratuita, tentando desenvolver a narrativa de acordo com a capacidade humana de relativizar os contextos, caracterizando-os com normalidade (dimensão que é absolutamente realística, se nos situarmos em contexto de guerra, onde a vivência diária não pode ser enfrentada com o espanto e a indignação permanente que nos suscita o distanciamento!). Inspirado em realizações de boa memória de que me ocorreram, assim, espontaneamente: "A Farsa" de Giuseppe Tornatore, "Ocean's Eleven" de Steven Soderbergh, "A Vida é Bela" de Roberto Benigni , "O Código da Vinci" de Ron Howard , "Good Night and Good Luck" também de G. Clooney ou "Regra de Silêncio" de Robert Redford, porque (presumo-o!) Clooney quis homenagear quem faz cinema para além do espetáculo, demonstrando que os conteúdos têm a capacidade de, além da divulgação da verdade e da promoção da arte, garantir público... e que, consequentemente!, a velha receita que defende as teses promotoras de audiências, assentes na exacerbação da violência, do sexo e dos efeitos especiais, é um "engodo" comercial, alienante e gratuito... próprio, se me permitem!, de quem não sabe fazer cinema!... A este propósito, deixem aliás, que diga, a "talhe de foice", que, um dia destes, felizmente!, acontecerá o mesmo ao jornalismo, quando alguns dos seus protagonistas deixarem de ser simples leitores das mensagens manipuladoras de que se travestiu a comunicação social nos tempos que correm e se conseguirem emancipar relativamente ao poder económico dos atuais proprietários e gestores, fazendo alinhamentos noticiosos condignos com o direito à informação e com o acesso à livre formação da opinião... Sim, é verdade!... não conto nem comento nada do filme... porque penso que vão gostar de ver!... e repito: se alguma coisa dele se pode dizer é que é um filme sobre a Dignidade!...
Nota Final: quando saí e soube da Manifestação em Madrid (ler AQUI),ocorreu-me que, se a Dignidade fosse hoje um valor, não correríamos o risco de voltar a ver repetir-se a fenomenologia que constitui a essência do filme... infelizmente, a Dignidade continua a ser uma referência individual, de que os grupos dominantes falarão sempre como "relativizável" (bem aproveitado por uns e desvirtuado por outros) no persistente esforço de que não venha a integrar, de forma vinculativa, o espírito da "(Nova?) Ordem Internacional"... sábado, 22 de março de 2014
sexta-feira, 21 de março de 2014
quinta-feira, 20 de março de 2014
Dos Jardins Encantados...
Todos os jardins encantados o são por serem (pelo menos, para nós!), uma espécie de jardins secretos ou seja, uma espécie de recantos de deslumbramento que fazem despertar sentimentos de usufruto de uma beleza privada que, de certo modo, reconhecemos absoluta e única - por razões que só a cada um pertencem, apesar da universalidade susceptível de ser reconhecida à evocação da exuberância e da perfeição das árvores e das flores, mais ou menos trabalhadas pela mão sábia e cuidadora dos seres humanos e sustentada pelas águas e as formas várias da vida animal de que é incontornável, o belo canto dos passarinhos que tornam mágicas as manhãs, os fins de tarde e os próprios dias!... A mim, os jardins encantados e a dimensão extraordinária e transcendental para que remetem, ficaram bem retratados, simbólica e metaforicamente, no filme de 1993, realizado por Agnieszka Holland "O Jardim Secreto" (cuja sinopse é uma leitura que não aconselho por se tratar, de facto, de uma síntese demasiado pobre e simplista para a extraordinária dimensão do filme)...
E se, hoje, evoco todas estas homenagens em nome do melhor do ser-se Humano e da Natureza é porque, no ano em curso, 2014, é nesta 5ªfeira, dia 20 de março, que, pelas 16.57h, devemos assinalar o Equinócio da Primavera, essa data mística do renascimento da vida que o calendário optou por assinalar no dia 21 de março!... simplesmente, porque, como todos sabemos!, antes do rigor científico, o conhecimento contava (apenas?!) com o extraordinário grau de aproximação permitido pela sabedoria tradicional transmitida de geração em geração (LER AQUI). Celebremos pois a Primavera! Viva a Vida!
quarta-feira, 19 de março de 2014
Perspectiva... - evocação de Medeiros Ferreira!

Primeiro, fiquei triste, desalentada e, entre um baixar de olhos e um lento, quiçá imperceptível!, menear de cabeça, pensei qualquer coisa como "menos um..."... Depois, esta manhã, surgiu-me a frase: Era um Homem que, apesar da força da convicção e para além da opinião, mantinha sempre a consciência da Perspetiva!... pensei não escrever... pensei que a noção de "perspetiva" protegeria o silêncio... mas, fiquei incomodada - por querer dizer, não qualquer coisa mas, não mais que a medida certa... até porque Medeiros Ferreira merecia mais do que lhe dedicaram, publicamente, desde ontem!... Felizmente, surgiu, no Facebook, o texto de José Magalhães e, de súbito, visualizei a articulação entre a frase que persistia na minha cabeça, o conhecimento quase-telúrico de que José Magalhães dá testemunho e a magnífica imagem que aqui partilho e que vira publicada no Facebook de Diamantina Evaristo... Se me permitem, faço desta "composição" a minha homenagem a José Medeiros Ferreira!
"José Medeiros Ferreira
"José Medeiros Ferreira
Nos últimos tempos, publicava menos no blog,mas viajava no seu lugar, com estoicismo assumido sem alardes, selectivo na administração da energia. Colocava nos lugares certos os seus sinais, as disposições finais,vendo uns, falando ou não falando com outros. Sem pressa, como se tivesse à frente todo o tempo do mundo, deu entrevistas de balanço, sem concessões nem meias-tintas. Cortantes, mas sem acrimónia, com a panache de quem cumpriu o seu dever e mais teria cumprido se tivessem sabido pedir-lhe. Mas não pediram,apesar de saberem sobejamente do que era capaz. Conseguiu coisas formidáveis, mas era absolutamente incapaz de fingir crer no que não lhe merecia crédito. Por isso fez tantas vezes o seu percurso em contra-corrente. Vi-o argumentar com brilho impressionante em causas desesperadas e travar batalhas perdidas com fleumática energia, sorriso irónico nos lábios e nos olhos No Congresso do PS de 2004,com o Osvaldo de Castro, Marques Júnior e Maria de Belém , apoiámos Manuel Alegre. Assim foi eleito para órgãos do PS , cargo a que renunciou dois anos depois. Um dos últimos posts que assinou espelha bem o estilo e o homem, fiel aos amigos e a uma forma especial de sabedoria: "Ontem fui a Coimbra participar num colóquio organizado pelo «Clube- Manifesto para uma Renovação Socialista», ou seja organizado Pelo Rui Namorado-que conheço desde as expulsões políticas da Universidade nos anos sessenta! O tema era o da questão europeia, vista esta mais de uma perspectiva social do que propriamente MACRO que tanto atrai os nossos pensadores. Rui Namorado conseguiu reunir pessoas como Maria de Belém,presidente do PS, Carlos Silva o novo Secretário-Geral da UGT. O meu painel, intitulado «A Europa em tempo de crise» foi moderado por outro membro do Clube da Renovação Socialista, Jorge Strecht Ribeiro, e contou ainda com a participação do Luis Marinho, que não via praticamente dos tempos do PE. Foi um dia de intensos debates sobre a Europa Social e o papel dos partidos socialistas na actual fase da crise europeia. Tudo isto graças ao Rui Namorado, sem subsídios nem apoios dos gabinetes da dogmática situacionista." Em poucas palavras : que coisas pode dizer um livre pensador, quando se põe a pensar!" (José Magalhães in "Facebook-José Magalhães")
Portugal, Risco de Extinção? - Retrato Demográfico de um País
Portugal pode extinguir-se em 2204?... Eis uma forma abrupta de colocar o problema mas, é exatamente assim que o faz o Courrier International (LER AQUI). De facto, a caraterização demográfica da realidade nacional, é cada vez mais dramática - apesar de se tratar de uma realidade para a qual se vêm fazendo alertas desde há décadas... Alertas que, contudo, os políticos (com muito raras e muito honrosas excepções) sempre relevaram, considerando que seriam "miudezas da especulação científica"! Por isso, as atuais preocupações do Presidente da República constituem-se, neste momento, elas sim!, como recados protocolares ou, de outro modo dito, "miudezas" da propaganda de um regime que se pretende esclarecido e atento. Porquê? Porque as regras do crescimento demográfico não decorrem do voluntarismo (cristão ou não!) dos cidadãos, dos casais ou das famílias mas sim, das dinâmicas socio-económicas - em função dos contextos políticos, culturais e ideológicos do tempo histórico... Haja desenvolvimento e combate efetivo da pobreza e do desemprego! Nessa altura, incontornavelmente, haverá alterações estruturais no tecido social português... porque o facto de termos chegado ao ponto em que nos encontramos é, apenas, o indicador inquestionável da lógica de contínua e sistémica degradação das condições de vida do povo português, iniciada nos anos 80 e ainda, por tempo indeterminado, a crescer de forma galopante - e porque não dizê-lo?, vertiginosa!...
(a notícia do Courrier International chegou via João Maria Grilo no Facebook)
segunda-feira, 17 de março de 2014
Não te Rendas...
"Não te rendas
Não te rendas, ainda é tempo
De se ter objetivos e começar de novo,
Aceitar tuas sombras,
Enterrar teus medos
Soltar o lastro,
Retomar o voo.
Não te rendas que a vida é isso,
Continuar a viagem,
Perseguir teus sonhos,
Destravar o tempo,
Correr os escombros
E destapar o céu.
Não te rendas, por favor, não cedas,
Ainda que o frio queime,
Ainda que o medo morda,
Ainda que o sol se esconda,
E o vento se cale,
Ainda existe fogo na tua alma.
Ainda existe vida nos teus sonhos.
Porque a vida é tua e teu também o desejo
Porque o tens querido e porque eu te quero
Porque existe o vinho e o amor, é certo.
Porque não existem feridas que o tempo não cure.
Abrir as portas,
Tirar as trancas,
Abandonar as muralhas que te protegeram,
Viver a vida e aceitar o desafio,
Recuperar o sorriso,
Ensaiar um canto,
Baixar a guarda e estender as mãos
Abrir as asas
E tentar de novo
Celebrar a vida e se apossar dos céus.
Não te rendas, por favor, não cedas,
Ainda que o frio te queime,
Ainda que o medo te morda,
Ainda que o sol se ponha e se cale o vento,
Ainda existe fogo na tua alma,
Ainda existe vida nos teus sonhos
Porque cada dia é um novo começo,
Porque esta é a hora e o melhor momento
Porque não estás sozinho, porque eu te amo."
Mario Benedetti
sábado, 15 de março de 2014
Do Tempo dos Monstros...
“O velho mundo está morrendo, e o novo mundo luta para nascer: agora é o tempo dos monstros” Gramsci
(citação via Nuno Ramos de Almeida, via Facebook)
quinta-feira, 13 de março de 2014
Pobreza e Violência - Representações Sociais e Políticas
Por ser particularmente sensível, crítica e atenta ao discurso dos Técnicos Superiores de Serviço Social (Assistentes Sociais), por quem, regra geral, nutro o maior respeito, na medida em que conheço diversas gerações de licenciados nesta área, com as quais trabalhei e para quem tive a honra de lecionar durante 12 anos, quero partilhar o texto de um profissional que põe o dedo na ferida da contemporaneidade da sociedade portuguesa, com a autoridade moral de quem conhece a realidade onde se vivem os dramas maiores que possamos imaginar e que, também ou essencialmente por isso, legitimam considerações, cuja leitura vos sugiro AQUI. Num momento em que, em Portugal, estranhamente (ou talvez não!?), a ditadura dos mercados é utilizada para justificar a penalização da liberdade de opinião, em que a "confiança política" exige a abdicação do exercício de pensar e de se associar (veja-se o caso extremo das recentes exonerações de Sevinate Pinto e Vitor Martins) e em que a Europa dos Direitos Sociais "verga" aos pés de uma Alemanha economicamente militarizada que exerce, "sem peias", o abuso do poder numa Comissão Europeia transformada em mera gestora de interesses, alheada da sua natureza e dimensão supranacional fundadora (da qual, aliás, suspeitaram, desde a primeira hora!, os mais prudentes e inteligentes académicos da jurisprudência institucional e económica alertando, já no final dos anos 80, para os riscos confirmados agora, quase 30 anos depois), o quotidiano não é mais do que o palco de uma associação estrutural entre pobreza e violência, que se configura em representações sociais e políticas cada vez mais perigosas e mais afastadas do interesse público - a que, também legitimamente, se pode chamar interesse nacional!... Neste contexto, parece agonizante toda a dinâmica democrática porque, como se não bastasse o drama que esta realidade significa para o exercício dos direitos de cidadania e para a sobrevivência e qualidade de vida das pessoas e das famílias, não há oposições políticas credíveis e competentes... de outro modo dito, quiçá porque os políticos são reflexo da sociedade de que emergem e, consequentemente, porque a sua qualidade não contribui para tornar mais coesa e autónoma a sociedade em que se inscrevem, estamos em plena "travessia do deserto", designadamente porque, como diz Adriano Moreira, não dispomos de lideranças, nem estadistas capazes!... E a esta afirmação permitam-me que acrescente: não temos lideranças nem estadistas capazes de compreender, enfrentar e procurar soluções para a sociedade, a economia e interdependência globalizada em que a ambição dos mercados transformou a vida societária, levando a que o provincianismo político, dominante nos Estados-nação, "vendesse" aparelhos produtivos e soberanias, a troco de um pseudo-prestígio de curta duração... num ciclo que, como sempre acontece com culpados que se não assumem como tal!, tende a insistir nos métodos e princípios de que resultou o agravamento e a generalização da pobreza... e da violência!...
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Direitos Humanos; Política; Economia;
domingo, 9 de março de 2014
Sonoridades Femininas... Homenagem Maior!
... Eternamente, Elis Regina!...
... das causas sociais em "Saudosa Maloca"...
... ou em "O Bêbado e o Equilibrista"...
... à genuinidade da existência, com Adoniran Barbosa em "Tiro ao Álvaro"...
... ou à sua estranheza em "Alô, Alô Marciano"...
... ao ritmo incomparável do Brasil de Dorival Caimy, João Gilberto, Gilberto Gil e Caetano Veloso, em "Aquele Abraço"...
... à voz do tempo em "As Águas de Março"...
... e à arte maior da emoção em "Atrás da Porta"...
sábado, 8 de março de 2014
Da Europa - entre a Discriminação e o Pesadelo Cívico-Político
A extrema-direita é hoje uma realidade política inquestionável (ler AQUI, AQUI, AQUI, AQUI e AQUI) e apesar da crescente evidência dos seus sinais (ler AQUI, AQUI, AQUI, AQUI e AQUI), continuamos a tentar pensar que, enquanto regime político e apesar da gravidade da situação socio-económica contemporânea, a democracia prossegue, sem sobressaltos de relevo, o ritmo próprio a que nos habituou e que podemos designar como "estabilidade em alternância"... Contudo, a UE com que agora contamos, caracteriza-se pelo facto dos pequenos países que a integram, estarem todos sob uma vigilância financeira legitimada por essa dimensão supranacional de que tanto se falou nos respetivos períodos de adesão ao espaço comum europeu e que, atualmente, parece já não ser fonte de preocupações nem sequer de problematização... Porém, o impacto desta realidade na geopolítica do continente europeu complexificou e alterou de tal modo a dinâmica das relações entre os países que, provavelmente, a nossa forma de apreensão, ainda não interpretou, com propriedade, a multidimensionalidade destas alterações e, consequentemente, não nos permite, por ora, ter uma noção aproximada dos seus efeitos (por remota analogia, pensemos na alegação dos EUA lamentando não ter previsto a crise na Crimeia!). O facto é que o estilhaçar das frágeis economias nacionais perante uma globalização dominadora em que as regras do lucro e o princípio da competição se sobrepõem, inquestionavelmente, a todos os interesses sociais (depois de Jacques Delors, quantas mais vezes se assumiu no discurso político da União Europeia, o interesse coletivo e o princípio da solidariedade em que assentaram as ideias da Europa Social e da Europa dos Cidadãos?), acabou por demonstrar o que mais se temia e que era, exatamente, o "re-despertar" dos fantasmas de uma ideologia que hoje é parte incontornável do nosso quotidiano. Não, a História não se repete... mas, ensina-nos que nada está erradicado nem garantido. Para o bem e para o mal. E hoje, dia 8 de março, quando se celebra o início da luta pelos Direitos das Mulheres, o simbolismo deste combate deve alargar-se a todas as frentes, contra todas as discriminações, em nome da solidariedade por uma sociedade mais justa, num tempo em que a regressão social dos direitos fundamentais e o desemprego nos aproximam do abismo económico... e do pesadelo cívico e político.quinta-feira, 6 de março de 2014
Violência, Desigualdade e Discriminação de Género...
Um estudo realizado em todos os países da União Europeia revela que 97% das mulheres já foram vítimas de abusos físicos, sexuais e psicológicos (ler Aqui e Aqui). Indesmentível, a realidade assusta e demonstra que a violência inscrita nos comportamentos sociais é cada vez mais percetível, designadamente pelas suas maiores vítimas, as mulheres mas, também, pela comunicação social e pelo trabalho institucional que vai refletindo o que ocorre no tecido social. Os resultados deste trabalho que, associado à constatação de que as mulheres precisam de trabalhar mais 65 dias que os homens para ganharem o mesmo, denotam a efetiva desigualdade de género no mundo laboral e na dinâmica das relações sociais e interpessoais. Cabe, neste contexto, referir que a revelação dos dados evidencia a manifestação dos bons resultados emergentes das campanhas ligadas ao exercício das políticas públicas para a igualdade, através das quais tem sido conferida visibilidade à problemática da violência e da desigualdade de género, reforçando o ideário de igualdade e contribuindo decisivamente para o reforço da autoestima, da coragem e da capacidade das pessoas para assumirem a fragilidade dos laços a que, psicologicamente, permanecem agrilhoadas. Contudo, seria profundamente incorreto e injusto, não chamar a atenção para uma faceta menos visível mas, nem por isso, de menos relevo, destas problemáticas: os homens também são vítimas de discriminação laboral e de violência de género, enquanto agentes e participantes de uma vivência comunitária onde a dinâmica das relações societárias, assente em estereótipos, os reforça, fazendo vítimas de ambos os "lados da barricada" da desigualdade. Urge, por isso, com objetividade e cientificidade, trabalhar, estudar, conferir visibilidade e desenvolver meios que permitam uma abordagem e correção sistémica do problema, sem dogmatismos, nem demagogias e sem, naturalmente, deixar de refletir, a densidade das temáticas associadas à problemática em função do sexo. Desse confronto de conhecimento honesto, justo e corajoso poderá, então, finalmente!, emergir matéria capaz de permitir a elaboração de metodologias e de modelos de intervenção, suscetíveis de aperfeiçoar as relações humanas e minimizar os seus custos, na construção efetiva de um mundo melhor para todos. quarta-feira, 5 de março de 2014
domingo, 2 de março de 2014
Atitude e Educação, um Caminho a Descobrir...
A intensidade da atenção e o envolvimento da atitude humana perante a vida e o mundo em que coexistimos, decorre do processo e do percurso das vivências que acumulamos, em cujo contexto, as formas de educação de que somos palco e objeto, ocupam um papel de relevância extrema, quase determinante. Seremos e agiremos sempre em conformidade com os padrões e os valores que a interação com os outros, em nós sedimentarem. Porém, tal interação não se basta a si própria, articulando-se, de forma essencial, com o espaço de liberdade e de reflexão que, ao longo do nosso crescimento, nos foi permitido, e que, decisivamente, concorre para a definição do nosso modo de gestão do "pensar o mundo"... Apesar de aparentemente vaga, a observação que aqui partilho inscreve-se também na forma como entendemos e devemos estudar a forma de reação perante a política e as lideranças que encontramos pelos caminhos que cruzamos ao longo da vida... porque os líderes, designadamente políticos!, e as configurações ideológicas com que se identificam (ou de que se aproximam) correspondem, essencialmente, às redes de interesses que reconhecem como válidas em resultado de uma educação que, para tal, os "formatou". De facto, a formatação geral da moral de uma sociedade hierárquica, segregadora, discriminatória, assente na culpa, no castigo e no prémio, na valorização da competição e do "ter", resulta na promoção de pessoas, de modos de ação e de atitudes que assentam em visões do mundo egocêntricas e imediatistas, enaltecidas numa autoestima infundada e extemporânea, cujo reflexo moral se caracteriza no reconhecimento de valores em que as palavras "prioridade" e "dever" protagonizam atitudes promotoras de interesses corporativos, por incapacidade de exercício de um pensamento crítico e autónomo, capaz de distanciar a consciência em si própria dos interesses das redes em que, socialmente, estamos inscritos... Não há, por isso, modelo político capaz de vencer a interiorizada forma de submissão às estruturas de poder, mais ou menos evidentes mas, sempre presentes e subjacentes, à tomada de decisão individual e coletiva... Por isso, as ditaduras também emergem em contextos político-partidários democráticos nos quais, por um lado, se assiste ao aumento desmesurado e quase incontrolável da violência e, por outro lado, se constata uma identificação cada vez maior do descontentamento à extrema-direita na exata medida em que, proporcionalmente, constatamos a diluição de uma mensagem política tradicionalmente identificada com a esquerda e com uma radical intransigência relativamente à defesa dos Direitos Humanos, com a mensagem do poder dominante que utiliza o recurso retórico aos valores da igualdade e da responsabilidade para justificar as práticas promotoras da injustiça e da reprodução da desigualdade.
sábado, 1 de março de 2014
quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014
Sonoridades Intemporais... In Memoriam... Paco de Lucia!
... "Entre Dos Aguas" e "Concierto para Aranjuez - Adagio"...
Inesquecível... e ... Incomparável... a alma nos dedos, o coração nos acordes, o sentir no ouvido e a boca nas cordas... Paco de Lucia, Siempre!
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