segunda-feira, 16 de junho de 2014

O Fim da Civilização Atual, segundo a NASA...

Um estudo da NASA (LER AQUI) prevê o fim da atual civilização, afirmando que, o mundo tal como o conhecemos, não vai durar mais que algumas décadas.
A conclusão deste estudo patrocinado pela NASA refere que a civilização industrial se está a aproximar do fim, devido à exploração não sustentável de recursos energéticos e à desigualdade económica e social.
Financiado pela NASA (LER AQUI) e divulgado pelo jornal britânico The Guardian, o estudo assegura que a atual civilização industrial está condenada a desaparecer nas próximas décadas por razões que, para os críticos observadores da dinâmica civilizacional não serão surpreendentes - surpreendente é, isso sim, o facto de ser a própria NASA a assumir o impacto social generalizado das assimetrias socio-económicas e de desenvolvimento... isto porque as razões apontadas para esta conclusão consistem no reconhecimento da existência de uma exploração não sustentável dos recursos energéticos e numa insustentável desigualdade na distribuição da riqueza. O grupo de investigadores liderados pelo matemático Safa Motesharri estudaram os fatores que levaram ao declínio das antigas civilizações e concluíram que o “processo de progresso e declínio das civilizações é, na verdade, um ciclo recorrente ao longo da história”, cita o The Guardian. Os investigadores estudaram a dinâmica homem-natureza das várias civilizações que desapareceram ao longo dos séculos e identificaram os fatores (população, clima, água, agricultura e energia) que melhor explicam o declínio civilizacional e que configuram contribuir de forma decisiva para determinar o risco do fim da atual civilização, uma vez que podem levar ao colapso civilizacional quando, ao convergirem, geram “uma exploração prolongada dos recursos energéticos” - com evidente influência no clima e no equilíbrio ecológico. Além disso, a “a estratificação económica da sociedade em elites e massa” é outro dos problemas que contribuem para o fim de um ciclo. Segundo os investigadores, estes fenómenos sociais desempenharam, ao longo dos anos, um “papel central no processo do colapso civilizacional”, constituindo-se também como fatores que vão levar a atual sociedade industrial ao fim. A título de comentário desta notícia que já tem uns meses, resta dizer que, afinal!, a capacidade humana de percepção, compreensão, adaptação e reajustamento é muito mais reduzida do que desejaríamos e que a nossa competência global de sobrevivência não revela nenhum dote eficaz para a garantir!... Aliás, se assim não fosse, como poderíamos justificar e aceitar que uma sociedade tecnologicamente desenvolvida, assente em estruturas económicas e financeiras interdependentes internacionalmente, integre, sem efetivos esforços de correção, a fome, a guerra, a violação das mulheres, os maus tratos a crianças e idosos, a violência social, a pobreza, o desemprego, a degradação do respeito pelos Direitos Humanos, a destruição dos serviços públicos de saúde, educação e proteção social ou que, por exemplo, num pequeno país europeu como Portugal, todos os dias, 80 famílias deixem de poder pagar as prestações da casa, aumentando, exponencial e potencialmente, o número de pessoas sem abrigo ou cada vez mais expostas à vulnerabilidade da exploração multifacetada da economia paralela?!

sexta-feira, 6 de junho de 2014

quarta-feira, 4 de junho de 2014

Sonoridades Femininas...

O Teatro Nacional São Carlos apresenta, até 8 de junho, uma versão da belíssima ópera de Bellini: "NORMA" (VER AQUI)... da ópera vale a pena destacar o tema, sublime!, que a imortalizou: CASTA DIVA... ... nas vozes de Anita Cerquetti, Montserrat Caballe, Anna Netrebko e Cecilia Bartoli: 



  





  

Dependências - Entre o Preço e o Trunfo...


... está, também por isso, nas nossas mãos, muito mais do que pensamos!... para além de muito mais pequenas e grandes coisas que podemos ir fazendo e acrescentando, seria indiscutivelmente relevante se decidíssemos ser consistentes, conscientes e determinados!

domingo, 1 de junho de 2014

Sim... PODEMOS!

Vale mesmo a pena LER AQUI a mensagem política do PODEMOS... para que se acredite que há quem, neste cenário de degradação e empobrecimento contínuo, encontre, promova e defenda outras formas de organização económica, social e política. Porque as alternativas existem e são possíveis de concretizar - se nos não faltar a coragem para tal. De facto, a decepção cívica relativamente ao sistema político-partidário vigente nas chamadas "democracias ocidentais", nomeadamente no que se refere ao designado "arco da governação" que persiste na alternância entre os partidos socialistas (centro-esquerda?!) e os sociais -democratas (centro-direita?) a que a Europa parece reduzida de há muitas décadas a esta parte, encontrou, também em Espanha (e não apenas no Syriza da Grécia), uma expressão relevante no passado domingo, quando, na contagem dos votos das eleições europeias, se constatou que o  movimento PODEMOS, liderado por Pablo Iglesias, um professor universitário de Madrid, marxista, de 35 anos, alcançou 1,2 milhões de votos e elegeu, na primeira vez que se apresentou a eleições, 5 eurodeputados. 
Agregando o património da mensagem política deixada pelo Movimento dos Indignados (15-M) e inspirado no slogan que elegeu Obama "YES, WE CAN", Pablo Iglesias afirma o fim do bipartidarismo, bem como a necessidade de reinvenção da democracia e da criação de um processo constituinte. Num discurso desassombrado, o PODEMOS solicita e apela à derrogação do Tratado de Lisboa, à nacionalização da banca, à suspensão do pagamento da dívida e coloca, sem medo!, a hipótese da saída do euro - considerando que esse cenário não significaria o caos que nos fazem supor. Claro que uma mensagem tão autónoma e pouco comprometida com o sistema de dependências em que a teia político-partidária se desenvolve, suscita e provoca (como não poderia deixar de ser!), reações e acusações de populismo (ler aqui). Porém, o importante é que os eleitores se identificaram com as propostas apresentadas, acreditaram, investiram e conseguiram resultados que merecem o respeito de todos!... por muito que se esforcem para desacreditar os que, não dependendo do poder, lutam contra ele para o devolver à Polis, isto é, a todos nós, cidadãos. 

sexta-feira, 30 de maio de 2014

Da Extrema-Direita como Efeito Colateral...

"O tempo não está para brincadeiras" - costuma dizer-se... e, nos dias que correm, politicamente, esta frase tem um sentido inequívoco. Vejamos: os resultados das eleições europeias do passado domingo estão a viabilizar a constituição de um grupo político de extrema-direita no Parlamento Europeu e, na conferência de imprensa dada pelos seus representantes, um deles afirmou: "(...) não podemos ter esses criminosos a atravessar as nossas fronteiras. Com 26 milhões de desempregados, não podemos permitir a livre circulação de pessoas (...)" - como se deduz facilmente, o homem nem sequer estava a falar dos que chegam, mais ou menos clandestinamente, ao espaço comum europeu mas sim, dos europeus que, naturais, residentes e legalizados, integram esta multidão que somos, potencialmente!, todos nós e que o neoliberalismo desenfreado conduziu ao desemprego sem uma contrapartida que permita a manutenção de uma vida digna. Relembremos: há desempregados porque "alguém" extinguiu os seus postos de trabalho!... Porém, parece que a extrema-direita não tem, no seu radicalismo simplista e feroz, entendimento para reconhecer este elementar raciocínio, insistindo na sua propaganda perigosamente xenófoba. Por ora, trata-se de um projeto de intenções porque, para se constituir formalmente, cada grupo deve integrar representantes de 7 países e reunir um número mínimo de 25 deputados... e, neste momento, encontram-se (já!!!) eleitos, por esta formação ideológica, 38 eurodeputados que, contudo!, representam ainda apenas 5 países: França (Frente Nacional), Holanda (Partido da Liberdade), Áustria (Partido da Liberdade da Áustria), Bélgica (partido belga flamengo) e Itália (representantes da Liga do Norte) - (LER AQUI). Além de tudo isto, há ainda os que não se assumem como tal mas, cujo pensamento e práticas se lhes aproximam tanto que nem se percebe o propósito de distanciamento - a não ser por uma questão de marketing e mercado político-partidário, designadamente, interno! Tal é o caso do polaco Janusz Korwin-Mikke (do KNP), também eleito para o Parlamento Europeu, que defende que as mulheres não deviam votar e que afirma que Hitler não teve conhecimento do Holocausto (LER AQUI) Quem puder entender, que retire as ilações adequadas no que se refere, designadamente, aos Direitos Humanos.  

quinta-feira, 29 de maio de 2014

António Costa e o Mestre-Sala do Baile da Pinha...

António Costa decidiu candidatar-se à liderança do PS!... Reiterando o que aqui escrevi, há cerca de um ano atrás, posso agora dizer: finalmente e felizmente! ... porque o país precisa de uma oposição condigna e de um partido capaz de se colocar, depois de 2 oportunidades criadas e negociadas por António Costa com o líder do maior partido da oposição, no sentido de dar um crédito de confiança ao PS liderado por António José Seguro (para que este assumisse o lugar de protagonismo e credibilidade que lhe era requerido pela extrema gravidade da situação social e socio-económica portuguesa), o Partido Socialista alcançou (apenas!) uns míseros 31,5% nas eleições europeias quando, na atual conjuntura político-económica, caso fruísse de credibilidade e confiança junto do eleitorado, não deveria surpreender que tivesse alcançado 38 a 40% dos votos úteis!!!... Por isso, agora, do ponto de vista ético, deontológico e desinteressado, em nome do interesse nacional e à revelia dos tristes e pobres corporativismos partidários revelados precipitadamente por alguns militantes socialistas que ocupam (quiçá há demasiado tempo!) lugares de destaque na AR e no PE (mais surpreendentes ainda pela tradicional imagem de combatentes que tinham ganho e agora desbaratam em nome de "nada"), a António José Seguro resta a dignidade de assumir uma atitude democrática assente na ética cívico-política, através da convocação de um Congresso Extraordinário e da coragem em apoiar a opção pelas "directas", enquanto configuração do modelo eleitoral para o cargo de Secretário Geral. Na realidade, nem vou repetir o que escrevi nos dois textos anteriores e que concorrem para se compreender a legitimidade da decisão de António Costa: é preciso reinventar a Europa e é preciso falar,de forma sustentada ideologicamente, sobre conteúdos, propostas económicas e medidas políticas, capazes de, por um lado, contrariar o radicalismo empobrecedor e cruel da austeridade e de, por outro lado, viabilizar o crescimento e o desenvolvimento económicos através da promoção de políticas sociais sustentáveis e suscetíveis de contrariar o desemprego e de reforçar o Serviço Nacional de Saúde, o Ensino Público e a Segurança Social... É preciso contribuir para devolver aos Estados-membros da União Europeia, um grau de reconhecimento da soberania nacional capaz de permitir a recomposição de um aparelho produtivo que salvaguarde a economia e a independência e que, simultaneamente, garanta a sustentabilidade de um salário mínimo nacional e de pensões mínimas de sobrevivência adequadas a uma existência condigna em termos de alimentação, acesso à saúde, à educação, à habitação, ao rendimento, ao trabalho e à proteção social.
Neste contexto, a atitude da atual liderança do PS que, em "passo de corrida", discreta e subliminarmente, convocou para a expressão pública à manifestação do apoio ao seu protagonismo "de salão", os seus setores mais corporativos e reacionários (Braga, UGT e Madeira, por exemplo) é, verdadeiramente!, apenas mais um sinal de uma humilhação assumida desde o início desta liderança socialista - que, confessemo-lo!, sempre se assemelhou a uma espécie de ritual comandado pelo ocasional e dispensável mestre-sala do Baile da Pinha... Provavelmente, os mais jovens não perceberão o significado da metáfora e da alegoria mas, talvez percebam se explicarmos que, na estação primaveril, as comunidades rurais organizavam bailes que tinham a especificidade de decorrer em salas onde se colocava, pendurada do tecto, uma estrutura de madeira, oval (a Pinha), de onde caíam fitas de várias cores, uma das quais acionava o mecanismo que "abria" a Pinha, soltando, por exemplo, um casal de pombos, conferindo ao casal que a "puxara" o título de "Reis" da Festa ou da Pinha. As fitas eram compradas pelos casais que iam dançar e, como se pode depreender, neste ritual, era inútil a existência de um Mestre-Sala, uma vez que o direito de "puxar" a fita decorria de se ter comprado bilhete para o efeito e que o prémio (a aclamação dos "Reis") resultava de acertar com a fita que acionava o mecanismo de abertura da Pinha... Inútil mas, contudo, irresistível, o  protagonismo do palco...

Parece ser este o caso da atual liderança do PS - luxo ou capricho que, convenhamos!, já teve, a título de tempo de exposição, um excesso que os cidadãos não estão dispostos a alimentar (conforme ficou demonstrado nos resultados das eleições europeias). Alentejana que sou, congratulo-me pelo anúncio que há pouco ouvi na comunicação social de que os autarcas socialistas do distrito de Évora decidiram apoiar António Costa... porque A. Costa garante a capacidade de concretizar alianças à esquerda e de ganhar apoios tácitos e explícitos no mundo empresarial, pelo reconhecimento da sua inteligência estratégica e da sua prática não-dogmática e não-demagógica. Se há altura própria para discutir e esclarecer, em tempo útil, a liderança do maior partido da oposição e de criar condições para concretizar a alteração da correlação de forças entre PS e os partidos da atual maioria governamental, esse tempo é, exatamente!, o momento presente! Por isso, também o aparentemente inesperado anúncio de António Costa é de saudar, enquanto expressão amadurecida de uma decisão que resulta da reflexão face aos factos e não da mera pressão exterior. Pela revitalização da discussão política nacional, pela elevação ideológica da análise socio-económica e política e pela capacidade e competência na construção de propostas alternativas ao atual modelo governativo, a possibilidade de uma alteração na liderança política do maior partido da oposição, António Costa abre a esperança aos portugueses no sentido de vislumbrarem a mudança como luz ao fundo do túnel... sentimento indispensável à recuperação do interesse pela participação política e pelo investimento individual no projeto social coletivo que é, em última análise, o país em que nos inserimos e a cultura de que participamos - realidades relativamente às quais mantemos sentimentos de pertença.   

segunda-feira, 26 de maio de 2014

Eleições Europeias - O Cego que Não Quer Ver...

A história destas eleições europeias chama-se: "O Cego Que Não Quer Ver". O título caracteriza, por um lado, a campanha eleitoral marcada pela exclusividade das críticas e condenações do governo às oposições e das oposições ao Governo e, por outro lado, o facto de nenhuma das forças político-partidárias candidatas à eleição ter analisado, esclarecido, reflectido, problematizado e discutido a arquitectura institucional europeia, relativamente aos custos da perda da soberania nacional e à limitação das opções político-económicas que condicionam a organização da coesão social e a afirmação da diversidade cultural. A história, consistente e efectivamente ilustrativa do título que aqui se propõe, foi aliás reiterada pelo silêncio conivente dos comentadores e da comunicação social no que se refere à constatação desta objetiva disfuncionalidade (des)informativa da campanha - que é, em si própria, registe-se!, uma táctica ideológica!... A oportunidade e justeza do título confirma-se nos resultados que, esta noite, obtivemos, em Portugal:
 
a) Abstenção: 66,2%
(pergunta: numa Europa que se requer dos cidadãos, quando a abstenção é superior a 60%, deveriam convocar-se novas eleições?!);
b) PSD/CDS: 27,7%
(pergunta: quando uma coligação tem menos de 30%, a ética aconselharia a que continue a assumir a responsabilidade de gestão de um país?);
c) PS: 31,5%
(pergunta: num contexto em que a crise económico-social e política atinge os patamares de gravidade que caracterizam a vida dos portugueses no que ao desemprego, à pobreza, à economia, à saúde, à educação, ao desenvolvimento regional, etc. diz respeito, quando o maior partido da oposição obtém apenas pouco mais que 3% do que a aliança governamental, deve considerar esse resultado uma vitória?);
d) CDU: 12,7%
(pergunta: que ilações retirar do facto de um partido que, sem alterações programáticas mas, com renovação de quadros, num contexto ideológico completamente adverso, sobe de 2 para 3 eurodeputados?);
d) MPT: 7,2%
(pergunta: que ilações retirar do facto de ter sido eleito um protagonista social cuja campanha eleitoral foi completamente ignorada pela comunicação social mas que se tornara conhecido por ter denunciado estratagemas, conluios, maquinações, estratégias e desonestidades de governantes, políticos, bancos e até, com contundência e desassombro sistémico, dos que encarnam os interesses corporativos da classe que representou no mais alto cargo da sua ordem profissional?);
e) BE: 4,6%
(pergunta: que ilações retirar dos resultados de um partido que, num contexto económico-político e sociocultural de crise agravada e sem penalizações provocadas por qualquer desgaste de exercício do poder, perde 2 eurodeputados?);
 
A história "O Cego Que Não Quer Ver" merece ainda 4 apontamentos:
 
1) relativamente ao eventual epifenómeno que se materializa em Marinho Pinto, perguntar se, em verdade!, a acusação de populismo que sobre ele recai é ou não é um argumento retórico de quem não sabe o que dizer perante alguém que se apresentou, à revelia de todos, com uma atitude de denúncia, sem "parti pris" e que, mesmo sem historial ideológico público de suporte, apela à defesa intransigente do exercício da justiça, dos valores, da solidariedade e da liberdade (designadamente de imprensa) - exactamente as matérias que o tornaram conhecido e popular na sociedade portuguesa, pela "gritaria" com que tirou o país da estupefação, da ficção e da intriga dos escândalos político-financeiros conferindo-lhes sentido, significado e intencionalidade, chocando tudo e toda a gente;
 
2) perguntar porque razão não é motivo primordial de análise e preocupação política o actual mapa da geografia da abstenção em Portugal (66,2%) que demonstra cerca de 70% de abstenção em 5 distritos: Bragança (71,1%), Faro (71,5%), Vila Real (70,4%), Viana do Castelo e Viseu (69%) e apenas menos de 65% de abstenção em 6 distritos: Évora, Lisboa e Porto (62%), Beja e Braga (63%) e Setúbal (64%)... neste contexto, é, simbólica e incontornavelmente!, relevante, a verificação dos custos de proximidade que se denotam no facto de Faro ter 71% de abstenção tal como Trás-os-Montes e o Alto Minho;

3) constitui ou não motivo de séria preocupação o facto de uma sociedade ter um sistema político em que os seus representantes são eleitos por, apenas!, cerca de 35% dos inscritos e merece ou não reflexão a problemática que nos leva a verificar que esta realidade é a expressão de um regime de que as pessoas estão realmente afastadas, cuja arquitectura formalmente democrática, reproduz, objetivamente!, taxas de participação eleitoral de regimes que limitam o direito ao voto - apesar da diferença de, em regimes ditatoriais, não existir o direito de decidir ir ou não votar?!;
 
4) finalmente: nos restantes Estados-membros merecem ainda destaque, pelo paradigma que representam, os resultados obtidos em França pela extrema-direita de Le Pen e a estrondosa e assutadora derrota do Partido Socialista...
 
... diz o povo: "O Pior Cego é Aquele Que Não Quer Ver"!... 
 

sábado, 24 de maio de 2014

Recuperar a Liberdade, Recriar a Europa...

... porque é preciso devolver aos povos o direito a escolher e a decidir, sem submissões incondicionais e sem demagógicas e fictícias conciliações... porque é preciso contribuir para a implosão de um sistema pervertido em termos de valores, princípios, metodologias e práticas... porque é essencial exigir formas sérias, rigorosas e objetivas de gestão da Polis, sem pactuar com a orgânica dos mecanismos e procedimentos financeiros que desvalorizam a vida das pessoas e promovem a desestruturação socio-económica e cultural para nos conduzirem a graus de anomia identitária capazes de nos anular a consciência e a intervenção... porque é indispensável recriar a ideia de Europa enquanto projeto comunitário, espaço de coexistência da diversidade cultural e organizacional dos Estados-membros e enquanto garantia da igualdade de direitos e de tratamento dos cidadãos, no acesso a condições de vida dignas para todos. Pelo Direito à Liberdade e pelos Direitos Humanos! 

sexta-feira, 23 de maio de 2014

Da Intransigente e Decisiva Luta das Mulheres...

Fawzia Koofi é uma ativista dos direitos das mulheres que, no Parlamento do Afeganistão, luta pela construção de um país onde as raparigas sejam respeitadas como seres humanos. Num espaço social, cultural e politicamente difícil e profundamente trágico, esta é uma guerra feita de coragem e despojada de interesses outros que não sejam exclusivamente o direito a uma existência digna! Há poucas lutas, causas e protagonistas assim... um exemplo que nos exige solidariedade, respeito e cumplicidade! 
 
(a notícia e a imagem chegaram via Isabel Romão no Facebook)

domingo, 18 de maio de 2014

Espelho de Alma...

 
... "Nenúfares"... de Claude Monet.

Sonoridades Femininas...



... a voz de Carmen Paris...

sábado, 17 de maio de 2014

Do Espanto e do Encanto como Aprendizagem do Ser e do Estar!



... o vídeo é longo e talvez a impaciência com que nos habituámos a olhar e a ouvir tudo o que acontece à nossa volta, pelo vertiginoso ritmo da informação e da desinformação, excessiva e intencionalmente desestruturada, nos canse de vez em quando e nos dê vontade de desistir de ouvir tudo, até ao fim... Façam um esforço... vai valer a pena! ... e se é indubitável que, como aprendemos e ensinamos, "A Filosofia nasce do Espanto", a verdade é que, aqui, nas palavras, na voz, na convicção, no brilho do olhar e na autenticidade da teia narrativa de Rubem Alves, ganhamos porque aprendemos, acima de tudo, a pensar e a (re)valorizar o essencial. Tenham um dia tranquilo e sábio!
 
(o vídeo chegou via Isabel de Castro no Facebook)
 

sexta-feira, 16 de maio de 2014

quinta-feira, 15 de maio de 2014

Crimes Contra a Humanidade versus Povos Sacrificados...



"Que esta imagem passe por todo o mundo:
 
O Chefe da Tribo "Kaya po" recebeu a pior notícia de sua vida: Dilma, a presidente do Brasil, deu sua aprovação para a construção de uma grande central hidroeléctrica (a terceira maior do mundo).

A barragem vai inundar cerca de 400 000 hectares de floresta. É a sentença de morte para todos os povos que vivem perto do rio.

Mais de 40 mil índios terão que encontrar novos lugares para viver.

A destruição do habitat natural e o desaparecimento de várias espécies são factos reais!

Este é o preço que estamos dispostos a pagar para garantir a nossa "qualidade de vida" do nosso estilo de vida chamado "moderno"!?!

Não há mais espaço no nosso mundo para aqueles que vivem de forma diferente, onde tudo é nivelado, onde todos em nome da globalização perdem a sua identidade, a sua forma de vida!!!

Por favor, se ficou indignado, partilhe a mensagem...
Obrigado pela vida e biodiversidade."
(via Ruben Menezes, Maria de Fátima Fitas e muitos mais amigos solidários no Facebook)

Efeitos perversos...


"O ofício de ser português - por Baptista Bastos

Ser português não é, somente, uma nacionalidade: é um rude e dificultoso ofício, cujo exercício deixa os seus praticantes depauperados e atormentados. Tudo aquilo que constituía o edifício moral da sociedade foi depredado pela mentira, pelo embuste e pela malevolência. A pecha é transversal: todos os sectores têm sido atingidos e creio ser extremamente difícil remover a nódoa. Começou a campanha eleitoral, e o propósito de esclarecer não melhorou. Como acreditar nos que, até agora, apenas acirraram os nossos desgostos, aumentaram os nossos sofrimentos e acrescentaram o ódio às nossas raivas? A imprensa perdeu o viço e nada esclarece, como lhe competia, a fim de racionalizar o que as televisões noticiam. Os rostos mortos daqueles que tais surgem nos ecrãs com uma persistência que revela a preguiça e a ignorância de quem os alimenta. Perdeu--se o lado humano da vida e admitiu-se como fundamental e regra o número a estatística, a futilidade vaporosa que oculta a verdadeira natureza das coisas.
"A época é de charneira", disse um preopinante de voz grossa e escrita fininha. Um outro, que usa como pseudónimo o patronímico de um português ilustre, proclamou, impávido porque se julga impune, que nada devemos aos capitães de Abril. Claro que são criaturas obnubiladas pelo verdete de se saberem inseguras, fragilizadas pela consciência da sua pessoal menoridade. Mas o mal que têm feito é persistente e cria raízes. O "pensamento" de direita deixou de o ser para se substituir pela inconsistência do oportunismo e da insignificância. É impressionante assistir-se à reescrita da história e à desfaçatez de quem se transformou num democrata instantâneo como o pudim flan, depois de ter sido o que quer que seja de repugnante. A selecção natural do talento, da decência e da honra deixou de exercer o seu império. E a chusma de medíocres alcançou carta de alforria na política, no jornalismo, na literatura, nas ciências sociais. Sem antagonistas, ou porque estes não o querem ser ou por receio de represálias.
Bem desejaria que estes problemas e outros semelhantes, eriçados no nosso país, fossem discutidos entre os candidatos. Não me parece que tal seja possível. Apenas um modesto exemplo: que diferença há entre o Paulo Rangel e o Francisco Assis?, ambos a tocar no mesmo pífaro. Rangel é de direita, e não o esconde. Assis é da ala mais conservadora do PS, e também não faz questão de o dissimular. Foram escolhidos pelas direcções dos seus partidos, e não é preciso acreditar em Deus para se descortinar o porquê das preferências.
Apesar de tudo, chega ser imperioso que votemos. Votemos naqueles que mereçam o favor da nossa consciência e a imposição moral das nossas pessoais opções."
(O texto de Baptista Bastos, publicado ontem no DN, chegou via Ruben Menezes no Facebook

terça-feira, 13 de maio de 2014

"A Lancheira" - Retratos da Alma Escondida da Índia...

"A Lancheira" é um filme indiano, realizado por Ritesh Batra, justamente premiado no Festival de Cannes e actualmente em exibição no nosso país. Os protagonistas, interpretados por Irrfan Khan, Lillete Dubey, Nawazuddin Siddiqui, Nimrat Kaur, dão vida a uma história tão simples que impressiona quem conhece a complexa, sofisticada e trágica realidade da Índia... talvez por denotar o que de mais secreto e inacessível se esconde na alma de cada um: o sonho e o desejo de mudança.

sábado, 10 de maio de 2014

Harmonia...


... se uma imagem vale mais que mil palavras, não vale a pena acrescentar nada... se a palavra consegue enriquecer a imagem então, sugiro que dela se retire a certeza da paz, da coexistência pacífica para além de toda a diferença e da empatia da bondade assente na pureza da alma e da confiança...  

sexta-feira, 9 de maio de 2014

Contra a Escravatura, a Violação e o Rapto das Crianças!


... a este propósito, registe-se que, amanhã, em Lisboa, a partir das 17h, dos Restauradores ao Rossio, está marcada uma Marcha de Sensibilização onde todos fazem falta para dar rosto público à solidariedade requerida por esta causa!
 

domingo, 4 de maio de 2014

sexta-feira, 2 de maio de 2014

Bom dia...


...com tanta alegria dentro que seja inequívoco o seu transbordar do coração, pelo sorriso dos olhos e a intensidade dos gestos :)



quinta-feira, 1 de maio de 2014

1º de Maio - Dia do Trabalhador...


... 1º de Maio... Dia do Trabalhador!... Um marco na História da Luta pela Liberdade e a Dignidade contra a Servidão a que é sujeito quem Trabalha... infelizmente, no nosso país mas, também, por muita desta Europa, são cada vez menos os que têm trabalho e é grosseira e assustadoramente, cada vez maior, o número de desempregados!... Por isso, face à necessidade da renovação social e política que temos que exigir, assinalo o 1º de Maio de 2014, evocando o 25 de Abril de 1974 e recordando a celebração do seu 40º aniversário... através de um gesto simbólico que é e foi, acima de tudo!, um apelo à resistência e à Esperança!...

Ver ... e Aprender...


terça-feira, 29 de abril de 2014

GENOCÍDIO POR VIA ADMINISTRATIVA...

O texto de António Lança de Carvalho é paradigmático, merece a nossa melhor atenção e revela o pior do que está a ser feito em prol da destruição do país por via da promoção da sua desertificação social...
 
"Vivo actualmente no concelho do Alandroal, um concelho com 542 km2 (!) e cerca de 6.000 habitantes. Uma população maioritariamente envelhecida, sem conhecimentos de informática, quanto mais computador, sem transporte próprio, quanto mais dinheiro para táxi!
As cavalgaduras do Terreiro do Paço terão decidido encerrar as Finanças! O que faz com que uma simples ida e volta a uma Repartição de Finanças passe a ser uma jornada de 100 quilómetros para muita da população do Concelho!
A isto eu chamo de GENOCÍDIO POR VIA ADMINISTRATIVA!
Situações como esta repetem-se, às centenas por todo o País!"
 
... se me permitem, autor e leitores!, destaco e sublinho a expressão tão rigorosa quanto perigosa:
 
GENOCÍDIO POR VIA ADMINISTRATIVA!!!!

"Um País, Uma Língua, a Liberdade"!...

Foi no passado dia 09 de Abril, no Quartel do Carmo, que Manuel Alegre a propósito do seu livro "País de Abril" disse, sob o título "Um país, uma língua, a liberdade":
 
"Há quarenta anos, parece que foi ontem, eu estava ainda no exílio. Vi, em Argel, pela televisão, as imagens da tomada do Quartel do Carmo. Foi um privilégio viver esse momento, ainda que de longe. É um privilégio estar hoje aqui a revivê-lo com todos vós. Sem armas. Com poemas e canções que, em outro contexto histórico, também foram armas. Porque o mal, disse Eduardo Lourenço, combate-se com a criação, a poesia e a música.

E a poesia também foi uma arma contra esse mal português que foi a ditadura do Estado Novo. Poemas que foram armas antes das armas. Ao longo de quase meio século, a poesia portuguesa manteve acesa aquela “luz bruxuleante” de que falou Jorge de Sena. Uma pequena luz, que era a luz do inconformismo e da esperança.

De Afonso Duarte, Miguel Torga, Sophia de Mello Breyner, Eugénio de Andrade, Jorge de Sena, Adolfo Casais Monteiro, José Régio, Carlos de Oliveira, Manuel da Fonseca, David Mourão Ferreira, Natália Correia, Mário Cesariny, José Gomes Ferreira, até aos poetas da minha geração, a poesia portuguesa, na diversidade e pluralidade das suas vozes, criou uma poética da liberdade muito antes da liberdade ser reconquistada. Evoco todos esses poetas, que foram meus mestres e estão aqui comigo, juntamente com todos os resistentes e todos os militares de Abril.

A todos convoco na apresentação desta antologia que é, por um lado uma celebração dos 40 anos do 25 de Abril, por outro um alerta ou, até, talvez, um acto de resistência. O mal está aí outra vez. Não como ditadura e guerra colonial, mas sob a forma do pesadelo da austeridade, do ataque aos serviços públicos de saúde, educação e segurança social, da desvalorização do trabalho, dos cortes de salários e pensões e, talvez pior, do corte da esperança e do futuro. Há de novo um dogma e um pensamento único. Mas há também uma linguagem única, o economês anglo-americano de tecnocratas que gostam de falar em inglês mas muitas vezes falam um mau português.

As nossas palavras estão ocupadas, o poder soberano da língua está cercado por taxas de juro, números, cifrões e vocábulos que não são nossos. Cortam-nos as múltiplas dimensões da vida e a música das vogais. Por isso eu penso que é de novo tempo de poesia para libertar a língua e nos restituir um certo sentido de festa e de liberdade, que é o essencial do 25 de Abril. Somos cigarras do sul e gostamos de cantar, como António Nobre, “o sol, o mar, a fartura da seara reluzente, o vinho, a graça, a formosura, o luar.” Portugal, esse “milagre contínuo”, como disse também Eduardo Lourenço, é uma paixão.

É essa paixão que está nesta antologia, onde há poemas que ainda andam por aí. Alguns foram escritos na guerra, na cadeia, na clandestinidade e no exílio. Mas não vou pedir desculpa pelo facto de terem sido lidos, cantados e de, apesar de várias censuras, terem circulado e continuarem a circular. A poesia é para ser partilhada. E eu não sou daqueles poetas a que João Cabral de Melo Neto chamava, com ironia, “inespaciais e intemporais”. Não me fechei na torre de marfim de uma escrita esteticamente asséptica. A história entrou, sem pedir licença, pelos meus versos dentro e está nos poemas desta antologia. Gostaria que eles fossem de novo um alerta e um apelo.

Ninguém quer perder Portugal como “futuro do passado”. Ninguém quer que a língua portuguesa deixe de ser a pátria que Camões e Pessoa nos legaram. Ninguém quer que o 25 de Abril seja uma data inofensiva no calendário.

Um país, uma língua, a liberdade.
País de Abril. 25 de Abril. Sempre."
Manuel Alegre

sexta-feira, 25 de abril de 2014

Da Poesia como Libertação...

“As palavras estão ocupadas, o país está de novo amordaçado, agora por um poder invisível, o dos mercados, que é totalitário. Já ninguém fala do mar, do amor, do sol, das uvas, do vinho, da poesia. A poesia volta a ser importante como uma forma de resistência, de sublevação contra a linguagem instituída do poder. A poesia tem de voltar a decifrar os sinais, a antecipar o tempo, a subverter a linguagem do cifrão, dos juros, dos ratings, que afunilou a nossa vida e pôs um muro diante de nós”.
Manuel Alegre in (A poesia é uma arma - 24-04-2014)

A Grandeza Indizível do Pequeno-Imenso Largo...

Foi pequeno o Largo do Carmo, inundado dos milhares de pessoas que entupiram as ruas que lhe dão acesso!... 40 anos depois, o 25 de Abril esteve, indiscutivelmente!, na Rua!... como se a Poesia de Sofia e os sonhos de uma Humanidade melhor, de um País mais Justo e de uma Vida Digna assumissem protagonismos humanos individuais e anónimos, úteis apenas para testemunhar a universalidade justa destas inquietantes e sempre adiadas ansiedades de que se alimenta a esperança!...

Depois, com indizível honra, com Vasco Lourenço e Edmundo Pedro, prestou-se homenagem às vítimas com que a  PIDE fez questão de marcar a sua participação em 25 de Abril de 1974... Estava lá toda a Gente!... e a sensação que transbordava de cada um e de todos, era a de que, além de uma celebração, poderíamos estar a concretizar uma Mudança :)
  

São Cravos, Senhores, São Cravos!


... Talvez a despropósito (ou talvez não!) ocorreu-me a frase da Rainha Santa Isabel quando, segundo reza a lenda, surpreendida pela autoridade na prática solidária do gesto dissimulado de distribuir pão pelos mais pobres, disse, num tom que sempre imaginei precipitado - a denotar uma aflição contida, entre a angústia e o medo: "São rosas, Senhor, são rosas!"... Ocorreu-me sim, hoje!, 40 anos depois da extraordinária, generosa e bela Revolução dos Cravos de que nos resta, ao menos!, a Dignidade da Memória!... Pensando bem, de facto!, poderemos sempre dizer, perante os ditadores do passado, do presente e do futuro: "São Cravos, Senhores, São Cravos!"... porém, o que é certo é que a Revolução de 1974 provou que a mudança é possível!... como o provaram antes as Revoluções do Maio de 68, as independências internacionais de todos os colonialismos, a vitória aliada da II Guerra Mundial, a Proclamação dos Direitos Humanos, a Revolução Russa de 1917, a Revolução Americana, a Revolução Industrial, a Revolução Francesa, as Revoluções Sul-Americanas e todas as maiores ou menores que, incontornavelmente, se preparam na dinâmica da História!... as Revoluções acontecem e a Mudança concretiza-se!... Aos povos falta apenas ganhar a experiência da gestão honesta, justa e recta dos Valores e a capacidade de resiliência face aos traumas, aos revanchismos e à tentação da corrupção!... Por tudo isto, vale a pena celebrar a coragem de quem o concretizou e a intenção digna de quem o celebra na sua essência não protocolar mas de integridade de alma... por isso, amanhã, de novo!, todos os rios irão desaguar ao Largo do Carmo!... 25 DE ABRIL, SEMPRE!

quarta-feira, 23 de abril de 2014

Austeridade e Cortes não Serviram para Nada?!!!!

O insuspeito Conselho de Finanças Públicas revelou ontem o seu mais recente Relatório, confirmando as mais assustadoras de todas as expectativas (LER AQUI). De facto, a suspeita era mais do que justificada: os alegados "cortes na despesa" foram feitos quase exclusivamente pela parte da Receita, ou seja, com a gravíssima e escandalosa subida de impostos que reduziu o povo português ao maior grau de pobreza, desemprego e desesperança de que há memória desde que a democracia, há 40 anos, foi implantada no país! ... Pior que isso, só mesmo a indesmentível constatação dos economistas que proferiram esta conclusão e que acrescentaram que as medidas de austeridade não produziram efeitos práticos nenhuns!!! ... No momento em que decorre a 12ªavaliação da troika e em que os credores internacionais continuam a exigir mais "austeridade" (isto é, mais impostos, mais cortes, menores salários e por aí adiante), perante a obediência crua e incontornável da atual governação política nacional, os resultados apresentados pela equipa de Teodora Cardoso falam mais e melhor e são, inequivocamente, arrasadores para o Governo - enquanto espelho da realidade do país em que vivemos... 40 anos depois do 25 de Abril!   

É PRECISO CRIAR... GENTE!


"Mas o que é Preciso é Criar Desassossego.
Quando começamos a procurar álibis para justificar o nosso conformismo, então está tudo lixado!
Acho que, acima de tudo, é preciso agitar, não ficar parado, ter coragem quer se trate de música ou de política.
Nós, neste país, somos tão pouco corajosos que qualquer dia, estamos reduzidos à condição de homenzinhos e mulherzinhas.
Temos é que Ser Gente, Pá!!"
 
 ... Palavras Sentidas e Lúcidas de... Zeca Afonso!

terça-feira, 22 de abril de 2014

Do Nome das Árvores e das Flores...

Chamam-lhe "Árvore do Amor" em Espanha mas, também por cá... e porque o nome faz jus à forma e à cor das flores destas magníficas árvores que florescem entre Março e Maio, cobrindo de cor-de-rosa, o ar e o chão de muitos caminhos da Europa do Sul e da Ásia ocidental, celebro hoje o renascer da vida e da alegria com a homenagem à esplendorosa beleza das Olaias em Flor que, por serem comuns nas paisagens da Judeia, são ainda conhecidas como "Árvore da Judeia"!... Pela descoberta surpreendente a que me conduziste em plena Primavera, num país que se quer de Abril, este post é, com amor, a imagem possível do mais belo poema do mundo desenhado e escrito, como um presente para ti, António...


domingo, 20 de abril de 2014

quinta-feira, 17 de abril de 2014

O Meu Presidente...


JOSÉ MUJICA (Presidente do Uruguay) comentou assim a hipótese de vir a ser galardoado com o Prémio Nobel da Paz: “Estão loucos. Que prémio da paz, nem prémio de nada. Se me derem um prémio desses seria uma honra como ajuda para os humildes do Uruguai para conseguirem uns pesos a mais para fazer casinhas... no Uruguai temos muitas mulheres sozinhas com 4, 5 filhos porque os homens as abandonaram e lutamos para que possam ter um teto digno... Bom, para isso teria sentido. Mas a paz se leva dentro. E o prémio eu já tenho. O prémio está nas ruas do meu país. No abraço dos meus companheiros, nas casas humildes, nos bares, nas pessoas comuns. No meu país eu caminho pela rua e vou comer em qualquer bar sem essa parafernália de gente de Estado.

Sem Sonhos... nem Ideias...

«A entrevista de Pedro Passos Coelho à SIC foi a imagem de um regime que deixou de sonhar. Vive confinado a um desígnio económico e financeiro: debelar a dívida. Tudo o mais não existe no pensamento político do primeiro-ministro. Nem sequer tem sonhos para partilhar. E, não os havendo, que sentido político e social há para tamanho sacrifício? A mensagem de Passos Coelho foi uma pobreza total: de sonhos, mas sobretudo de ideias. O País pode estar melhor mas vive uma enorme insolvência de ideais, de ética, de moral e de cultura. E nisso Passos não está sozinho. Basta escutar a oposição.»
 
Fernando Sobral in Jornal de Negócios

(via Pedro Correia no blogue "Delito de Opinião")

Da Ditadura Perfeita...


(via António Lança de Carvalho no Facebook)

Sonoridades...



... do Azerbaijão, as vozes de Alim Qasimov e Fargana Qasimov...

(via Pedro Faria Bravo que aproveita para dizer no FB: "Habitamos Todos o Mesmo Mundo")

domingo, 13 de abril de 2014

Reinvenção de "A Morte do Cisne"...

... a eternidade da Arte reside na capacidade infinita da sua reinvenção...

sexta-feira, 11 de abril de 2014

quinta-feira, 10 de abril de 2014

O Inoportunismo - de Manuel Alegre...

A escrita de Manuel Alegre revela, na íntegra da essência de cada texto, pensamentos e mensagens que se constituem como as mais raras manifestações de lucidez e desassombro a que a mediocridade política dos dias nos permite aceder... Para quem não chegou a ler, partilho o que escreveu, no passado mês de Março, no DN:
 
"O inoportunismo
 
Antigamente nunca era oportuno. Quem discordasse do governo era comunista. Quem se opusesse à guerra colonial era traidor à Pátria. Quem, no exílio, criticasse o regime e defendesse a liberdade era acusado de calcar a bandeira nacional. Eis que ressurgiu uma linguagem que parece vinda do passado. Começou com Paulo Rangel. Desde que emagreceu, perdeu o ar de intelectual bonacheirão e tornou-se agressivo.
Primeiro no Congresso do PSD, onde apresentou como programa para as europeias um ataque descabelado ao PS a quem acusou de estar isolado por não seguir a capitulação de alguns congéneres europeus perante a via única da política de austeridade e de submissão ao neoliberalismo. Ora isso não é fraqueza, pode até ser força do PS e de Seguro, desde que resistam à tentação de ser iguais aos outros.
Depois foi o destempero do ataque às declarações feitas por Seguro em Londres. Quem é contra a linha fundamentalista do governo é contra o interesse nacional. Pouco faltou para dizer que Seguro tinha calcado a bandeira.
Entretanto apareceu o documento dos 70, em boa hora. Estou-lhes grato como português. Mudaram o debate e vieram demonstrar que o consenso entre pessoas de quadrantes diferentes é possível, desde que não seja para condenar o país ao empobrecimento e à sujeição, mas para procurar soluções que permitam pagar a dívida sem sacrificar duas ou três gerações, que foi a única conclusão possível de retirar do prefácio do último “Roteiros” do Presidente da República.
Lá vem o coro: não é oportuno. Desde o Primeiro Ministro, passando pelos porta-vozes na comunicação social até ao Presidente da República, que, desta vez, não hesitou, exonerando no mesmo dia os dois assessores que tiveram a coragem de assinar o documento. Mas não era oportuno. Nunca é oportuno ser livre nem pôr em causa o pensamento único e a subserviência perante essa nova forma de totalitarismo que é a ditadura dos mercados.
Procurar outra via que não a de conduzir a um protectorado não é oportuno. Não é oportuno resistir a este novo “ansschluss” económico, que não precisa de tropas porque as suas armas são as dos governos que se submetem. Setenta portugueses a quem presto homenagem recusaram-se a ser colaboracionistas. Puseram o essencial, o país, acima do económico. Mas não era oportuno. Nunca é. Quarenta anos depois do 25 de Abril voltámos ao reino do inoportunismo. Que é, como se sabe, uma ideologia do poder. Ideologia dos fracos, dos cobardes, dos submissos e dos oportunistas."
 
(Artigo de Manuel Alegre no DN em 14-03-2014)

quarta-feira, 9 de abril de 2014

"País de Abril" de Manuel Alegre - Quartel do Carmo

Hoje, pelas 18.30h, no extraordinariamente simbólico espaço do Quartel do Carmo, em Lisboa, Manuel Alegre vai lançar a sua Antologia "Pais de Abril". Em tempo de celebração do 40º aniversário da Revolução do 25 de Abril de 1974,  numa altura em que os ideários políticos se encontram condicionados, pelo pensamento único ditado pelas lógicas corporativas partidárias e em que, o contexto económico e financeiro determina a limitação social dos direitos humanos e dos trabalhadores ao ponto da condição de "desempregados" e "pobres" se tornar uma espécie de condição "natural", a iniciativa é, seguramente!, um grito de alerta em defesa dos Direitos Humanos - nomeadamente, do direito ao trabalho, à saúde, à educação, à segurança social e às condições de vida digna - de que a inexistência do direito à autodeterminação política e económica nos priva, tolhendo-nos a liberdade de decisão e condicionando, de forma intencional, manipulatória, injusta e cruel, a existência e o pensamento. Ao Quartel do Carmo, pela memória e a esperança sempre viva de um "País de Abril"!  

terça-feira, 8 de abril de 2014

"Santuários - Cultura, Arte, Romarias, Peregrinações, Paisagens e Pessoas"

Entre 12 e 14 de Setembro, vai realizar-se, no Forum Cultural Transfronteiriço de Alandroal, o I Congresso Internacional dos Santuários, intitulado: "Santuários - Cultura, Arte, Romarias, Peregrinações, Paisagens e Pessoas". A iniciativa, internacionalmente inédita, nestes moldes, pretende trazer à visibilidade pública, o conhecimento e a divulgação de todas as formas de manifestação do que subjaz ao conceito de "santuários" em que, à dimensão religiosa, estão sempre associadas dimensões telúricas, sociais, culturais, políticas, estéticas, comerciais e lúdicas. Da Antiguidade mais remota aos nossos dias, a existência e a importância dos santuários tem acompanhado a vida humana e, podemos dizê-lo!, ocupado um papel de relevo na sua dimensão psico-social e cultural. A iniciativa, promovida e organizada pela Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa, a Unidade de Arqueologia da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, o Instituto de Sociologia e Etnologia das Religiões da Universidade Nova de Lisboa e o Centro de Estudos do Endovélico em articulação com a Câmara Municipal de Alandroal, atendendo ao valor inestimável do lugar de S. Miguel da Mota e do culto a Endovélico, justificam a escolha do local; quanto à diversidade multifacetada e pluridisdisplinar da temática dela temos reflexo na composição internacional da sua Comissão Científica que integra académicos e cientistas portugueses, brasileiros, espanhóis, italianos, gregos e até de Malta e da Escócia, demonstrando bem que a abrangência da abordagem se não irá reduzir a restritas elites académicas mas que se reveste de um profundo interesse geral pela quantidade de informação inédita, curiosa e valiosa que trará ao público, proporcionando a sua análise e discussão. A divulgação do Congresso pode ser acompanhada na nossa página de Facebook, através do acesso que aqui se indica: https://www.facebook.com/congresso.santuarios?notif_t=page_invite_accepted e no site do Congresso onde se pode aceder a toda a informação bem como à inscrição para participantes e oradores (a chamada de trabalhos está a decorrer até 30 de Abril) pode aceder-se aqui: http://santuarios.fba.ul.pt/index.html. Apareçam e divulguem! Vai ser uma revelação :))

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Retrato...

... descansar o corpo... de alma e coração!... além do amor e da autenticidade, é na Arte que se diz a essência do ser e do sentir... 

terça-feira, 1 de abril de 2014

Sonoridades Intemporais... 25 de Abril, Sempre!

(a inspiração chegou via Rui Arimateia no Facebook)

domingo, 30 de março de 2014

Pedagogia e Didáctica das Fadas...

 
"RECEITA DE PÓ DE FADAS
O pó de fadas encanta as crianças e as pessoas adultas porque funciona mesmo, principalmente se usado nas noites de lua cheia.
...
Material:

Um bom punhado de pétalas de rosas secas.*
Glíter das cores do arco-íris.
Purpurina das cores do arco-íris.
Uma pitadinha de terra (seca) do pé de uma flor de preferência amarela
(pode ser colhida no jardim, no campo ou no matinho).

Modo de fazer:

Esvazie a sua mente de problemas e preocupações.
Lave e seque bem as mãos e esfregue-as com um perfume agradável
(tenha atenção para que as mãos não fiquem húmidas)
Esfarele bem as pétalas das rosas - mesmo, mesmo muito bem!
 
Depois de as ir esfarelando bem ao mesmo tempo que lhes vai juntando
muitos sentimentos felizes, pensamentos bons (expressão da ética que nos torna todos melhores, mais justos, solidários, honestos e felizes) e poderosas por bondosas energias, coloque as pétalas esfareladas e misturadas com os pensamentos e energias alegres e benfazejos, na batedeira (ou liquidificador) e bata tudo até virar pó.

Depois, é só misturar o resto dos ingredientes, muito bem misturadinho.

Modo de uso:

Uma pequenina pitadinha assoprada por cima da cabeça (pode ser sobre a sua própria cabecinha),  acompanhada de um sorriso e com desejos fortes de alegria e felicidade.
Acredite: é o suficiente para fazer acontecer coisas lindas.
Ou...
Pode usar o pó para chamar uma fada, salpicando uma pitada no jardim ou num vaso de planta. Diga às crianças que quando chamam uma fada devem ficar bem quietinhas porque irão sentir a fada falando com elas nos seus corações.
Acredite: vai assistir a qualquer coisa de lindo e mágico.

(Ah, pois... atenção: as pétalas têm mais poder, se as rosas forem oferecidas por alguém com muito amor e carinho.)

Faça este trabalho numa oficina de crianças e veja como elas ficam encantadas, entusiasmadas e a expressar votos de saúde, paz, amor, alegria para todas as pessoas de quem gostam... é lindo e gratificante ver e ouvir o que vão dizendo enquanto esfarelam as pétalas.

Se fizer numa oficina com muitas crianças, utilize uma tijela grande para poderem caber muitas mãozinhas e se forem mesmo muitas crianças, o melhor é fazer grupinhos, marcando um tempo para a concretizar a operação, de modo a poder trocar os grupos e repetir, com todos, a Magia do Pó das Fadas.
 
A terminar, deve colocar-se um pouco do pó das fadas acabado de fazer, num frasquinho de vidro que se dá a cada criança, dizendo-lhe para o guardar com muito carinho, usando-o só de vez em quando para não perder o poder."

(A inspiradora e bela lição que aqui partilho, chegou via Rui Arimateia no Facebook e eu, depois de a adaptar para a língua portuguesa, dedico-a a todas as educadoras de infância, mães, profissionais e amigas dos pequeninos seres humanos que são, desde que nascem, os potenciais construtores do futuro... mas, se me permitem, esta dedicatória vai direitinha, antes de mais, para a MARIA JOSÉ MANUELITO e para a MARIA JOÃO MOURA... com um suave bater de asas de uma "Amiga das Fadas")

sábado, 29 de março de 2014

Pobreza - a Bem da Nação?!...

Em Julho de 2005, num concerto em Joanesburgo, Nelson Mandela afirmou: "A eliminação da pobreza não é um gesto de caridade. É um ato de justiça". Hoje, em Portugal, o número de pessoas a viver em risco severo de privação e pobreza é de 2 milhões (LER AQUI)... ou seja, 20% da população!... Contudo, a trágica face do problema não é reconhecida com rigor na enormidade quase insultuosa destes números!... Porquê? ... Vejamos... Os dados trabalhados e apresentados agora pelo INE dizem respeito a 2012 e desde essa altura até agora, a realidade agravou-se, exponencial e drasticamente - tanto no desemprego jovem como no de longa duração mas, também, de forma inusitada, nas alterações sofridas por essa imensa massa flutuante de trabalhadores precários, cujos contratos não foram renovados!... acresce a esta observação, a realidade da quebra do número de subsídios de apoio social a cidadãos e famílias que, tendo terminado, legalmente, os respetivos prazos de atribuição, não contam para a estatística - apesar de, provavelmente!, o número de pessoas com rendimento zero configurar uma percentagem elevadíssima da população em idade ativa, tornada "invisível" no discurso político (LER AQUI)!... Registe-se ainda, relativamente a esta vertiginosa mudança social que caracteriza de forma inequívoca, para a História, a última década, que, como se não bastassem os dados conhecidos, a verdade se esconde sob uma outra perspetiva que é a de que todos os indicadores estatísticos a que, atualmente, se recorre (sociológica, estatística e institucionalmente), em termos comparativos, apesar de evidenciarem aumentos dramáticos em todas as áreas (designadamente: pobreza, desemprego, natalidade e desertificação humana), não terem em conta a percentagem de pessoas que, entretanto, emigrou e que será provavelmente, a grande responsável por não estarmos com taxas de empobrecimento e falta de emprego da ordem dos 25 a 30%. Porém, porque hoje é sábado e não ajuda pedagogicamente à libertação mental indispensável aos fins-de-semana (para quem ainda os tem em termos de descanso do trabalho ou de capacidade para se descontrair!), termino apenas com um detalhe que, se me permitem, considero elucidativo: doravante, como há mais de 40 anos atrás!, a terminologia política vai deixar de recorrer ao termo "desempregados" e passar a falar de "pobres"... porquê? Porque, no entendimento do poder económico-financeiro internacional, em cuja lógica se inscrevem as governações e ideologias do poder, o Direito ao Trabalho não é um direito universal mas, apenas, uma possibilidade ditada pelas oportunidades criadas pelos mercados!!!... deveríamos, por isso, refletir, ponderada e seriamente, no que estamos a fazer e a permitir que aconteça nas sociedades democráticas ocidentais (porque os negros cenários do futuro decorrem das decisões e opções contemporâneas): se a condição de "trabalhador" deixa de ser o estatuto condigno inerente à existência cívica de cada pessoa, consequentemente, o direito a uma vida digna dependerá, cada vez mais, numa espécie de "reductio ad absurdum", das flutuações oportunistas do exercício público da caridade dos governantes...     

sexta-feira, 28 de março de 2014

A Porta...

... em GOA (Índia)...