domingo, 20 de julho de 2014

É Urgente Perceber...



... que o mais importante é a realidade do Ser ao invés da invenção do Parecer... porque física ou eticamente, a aparência sempre se desmoronará no mais inesperado e breve dos instantes, deixando a nu o que sendo belo, por não ser real e ter sido dissimulado, passa a triste!... A beleza do que somos revela-se nas formas de expressão que manifestamos, porque delas onde emana, como de um espelho, a autenticidade do que somos... Quanto ao resto, o resto são camarins e bastidores de uma arte que não ensina e que apenas, gratuitamente, se vende em nome de uma inútil porque ilusória quimera... (o vídeo, fabuloso!, chegou via Isabel Romão e Ana Sofia no Facebook)

sábado, 19 de julho de 2014

Charlie Haden - In Memoriam... Para Sempre!

... ... "Nocturne - Tres Palabras"... de Charlie Haden...

Sonoridades Alentejanas...


(via Maria Albertina Silva no Facebook)

quarta-feira, 16 de julho de 2014

Dos crimes e obscenidades do mundo contemporâneo...

Ainda a propósito "Do Pensar como Coragem da Desesperança e da Transformação", ocorre-me trazer à reflexão o teor de 3 notícias e de alguns comentários sobre a atualidade política (em tempos de pré-campanha eleitoral em Portugal, registe-se!) que, há pouco, ouvi nos noticiários televisivos:
a) a primeira notícia refere-se ao facto de terem já sido referenciadas 50.000 crianças a fugir de maus tratos físicos e psicológicos provocados por abusos sexuais, exploração económica e escravidão, sozinhas e sem qualquer documentação, através da fronteira do México, para os EUA. Prevendo-se que o número de crianças abandonadas e em fuga ascenda aos 90.000, estas crianças têm origem em vários países da América do Sul destacando-se o próprio México e as Honduras e enquanto rosto de uma catástrofe humanitária a que Barack Obama pretende responder com a criação de um fundo de apoio e acompanhamento à reinserção social, a reação que suscitam à direita norte-americana representada pelos republicanos, consubstancia-se em manifestações racistas e que exigem a sua imediata repatriação sem condições;
b) a segunda notícia refere-se ao número de 1 Milhão e 262 Mil desempregados em Portugal que associa ao número oficial de 800.000 pessoas sem emprego, 300.000 desempregados de longa duração que deixaram de procurar trabalho e 162.000 cidadãos destacados em ações provisórias de formação profissional que, sem capacidade de empregabilidade, servem contudo para dissimular a taxa global de inativos em idade ativa no nosso país;
c) a terceira notícia refere-se ao facto de ter sido divulgado o montante dos fundos comunitários destinados a Portugal para o período 2014-2020 no valor de 25 Mil Milhões de Euros;
d) quanto aos comentários que aqui pretendo referir, decorrem dos que hoje foram protagonizados por 2 representantes dos 2 principais partidos "do arco da alternância governativa", a saber PS e PSD, e cujo teor se referia a declarações dos respetivos líderes sobre o drama da natalidade em Portugal atingir a mais baixa taxa europeia na matéria e ainda ao facto de metade do país estar deserto, isto é, sem taxas de ocupação humana relevantes para a área territorial a que correspondem as diminutas taxas de densidade demográfica que as caracterizam (estando concentrada a maior parte da população nacional na faixa litoral entre Viana do Castelo e Setúbal).
Serve este texto para reiterar a necessidade urgente de reeditar o Pensamento como Coragem da Desesperança e da Transformação porque, a realidade é o que é, independentemente da demagogia com que é utilizada! Assim sendo, vale a pena recordar que o teor dos comentários referidos na alínea d) são evidências que apenas se têm continuamente agravado de há 30 anos a esta parte não por falta de aviso dos cientistas sociais (que a política está a conduzir à extinção, registe-se -por motivos óbvios que vale mesmo muito a pena explorar!!!!) e que o facto de em tempos de pré-campanha os partidos que até agora nos governaram evocarem a nudez do país, em nada garante a sua competência ou o seu compromisso credível no sentido de lhes dar solução. A este contexto, some-se o teor da segunda notícia (alínea b) e reforce-se a convicção de que só uma intervenção consistente económico-financeiramente perspetivada a partir de prioridades sociais, pode materializar a coragem política indispensável à aplicação do teor da terceira notícia que aqui trazemos na alínea c). Finalmente, registamos que ao começarmos por enunciar o conteúdo da primeira notícia, sintetizada na alínea a), queremos deixar o testemunho de um dos incontornáveis destinos a que nos pode conduzir a gestão danosa da política que, de múltiplas formas, se aproxima da fraude e da corrupção, condenando os países, os povos e as pessoas à mais inimaginável, trágica e degradante das condições, como é o caso da existência de milhares de crianças em fuga, sozinhas e sem documentos, para escapar aos maus tratos, aos abusos e à escravidão. Em pleno século XXI...

Do Pensar como Coragem da Desesperança e da Transformação...

O princípio é simples e muitíssimo bem explicado por imagens, alegorias e representações: o pensamento, enquanto força motriz, é, antes de mais, "coragem da desesperança" e esta sua dimensão constitui-se como alavanca decisiva para concretizar a mudança. Quem o diz é Giorgio Agamben, o filósofo contemporâneo que deu uma entrevista rara e extraordinária no que respeita à natureza do exercício do pensar... porque é preciso transformar! (Ler Aqui)

terça-feira, 15 de julho de 2014

segunda-feira, 14 de julho de 2014

Educação e Sentido de Responsabilidade Social...

Vivem na rua, nas manilhas que ficam esquecidas/perdidas de obras que se não fizeram ou acabaram. São famílias de Nova Delhi... e, por inacreditável que pareça, vivem mantendo a preocupação da limpeza enquanto materialização de normas que viabilizam e conferem sentido à integração social - como se testemunha na preparação desta menina pela mãe, pouco antes de ir para mais um dia de escola!... O que falta não são, por isso, cidadãos com sentido de responsabilidade social mas, sim, agentes políticos e medidas políticas que a promovam, a respeitem e a façam cumprir!
(Foto: Adnan Abidi/EPA - via Abílio Pereira no Facebook)

À procura de título...

"Respiro o Teu Corpo

Respiro o teu corpo:
sabe a lua-de-água...

ao amanhecer,
sabe a cal molhada,
sabe a luz mordida,
sabe a brisa nua,
ao sangue dos rios,
sabe a rosa louca,

ao cair da noite
sabe a pedra amarga,
sabe à minha boca."

Eugénio de Andrade

Sonoridades... Eternas...



... "Clair de Lune" de Debussy...

sábado, 12 de julho de 2014

Da Interminável Guerra na Palestina...

(o vídeo, absolutamente extraordinário!!!!, chegou via Rui Arimateia, no Facebook)

Criminalidade organizada contra os Direitos das Crianças e das Mulheres...


O número de casamentos forçados e combinados atinge, anualmente, em todo o mundo, os 10 MILHÕES... entretanto, a UNICEF obteve um fundo de 20 milhões para combater este flagelo criminoso contra as crianças no Bangladesh, no Burkina Faso, na Etiópia, no Gana, no Yémen e na Zâmbia. As meninas têm na sua maioria 8. 9 e 10 anos e são compradas em troca de um "dote" pago aos pais que as vendem por lhes não reconhecerem outro direito senão o de se constituírem como capital do poder económico da família, quer pela riqueza que tal "dote" representa, quer pela diminuição de custos que, também, significa. Além destes países onde a realidade é assustadora, os número indicam  que 40% dos casamentos combinados ocorre na Índia; contudo, a verdade é que os casamentos combinados, forçados e com crianças ocorrem também nas sociedades ocidentais, incluindo no Canadá e no Québec. Este problema é uma realidade mal conhecida que se concretiza, designadamente, com o recurso aos períodos de férias das crianças, quando viajam (na maior parte dos casos) até aos países de origem dos pais, para contraírem casamento (a este propósito registe-se que o fenómeno-crime da mutilação genital feminina se materializa através do recurso ao mesmo tipo de estratagemas). Na sequência destas práticas, as crianças abandonam a escola, bem como as atividades no exterior do espaço doméstico e passam a dedicar-se à família. A gravidez precoce, a violência conjugal e os abusos sexuais, além da ameaça social que constituem para os direitos das crianças e das mulheres por lhes retiraram o direito de opção, constituem-se ainda como graves perigos para a sua saúde e segurança a que urge estar atento para, sem tréguas, se combater esta inqualificável e massiva violação dos Direitos das Crianças que é, em tudo, um grau exponencial e incomparável de violação dos Direitos Humanos. (para saber mais LER AQUI)
(o acesso à notícia chegou via Isabel Romão no Facebook)

quinta-feira, 10 de julho de 2014

Palestina - Crónica de um Martírio Repetidamente Anunciado...


A Faixa de Gaza continua, a pretexto de qualquer ação ou atentado contra os autodesignados "Escolhidos", a viver, de forma persistente e continuada, até à exaustão!, o massacre a que está sujeita há quase meio século, na terra que o povo palestiniano habita há milhares de anos e que os seus vizinhos judaicos cobiçam sem escrúpulos até ao limite, num desfecho que o conduzirá à condição de um povo destruído pelas armas de Israel ou pelo etnocídio a que uma sociedade recorre, autofagicamente, quando lhe é vedado o acesso às condições pacíficas e/ou armadas que lhe podem garantir a recuperação do território usurpado - e o direito a uma paz duradoura onde se possa construir uma democracia! ... Os conflitos na Faixa de Gaza configuram, mais do que um conflito político, a eficácia de uma manipulação coletiva consolidada ao longo dos anos, no sentido de envolver emocionalmente cada soldado israelita num agente incapaz de se distanciar da prática inequívoca de crimes de ódio... e se é verdade que as vítimas de violência apresentam maiores probabilidades de se tornarem seres violentos (ainda que o possam não ser, pela educação, a cultura e a consciência ética, na medida em que esta relação se não constitui como condição e consequência necessária e suficiente), a verdade é que o Holocausto deveria ter ensinado que há limites para todo o exercício do poder e para toda a violência e que nada mas, absolutamente nada!, justifica o genocídio a que estão a condenar o povo palestiniano, fomentando e incentivando o ódio dos povos árabes contra si - argumento que utilizam para falar em autodefesa e que, a longo prazo, demonstrará ao mundo os efeitos da desinteligência estratégica na política, materializados num sofrimento generalizado que acaba por recair, sempre, também, sobre os que vestem, conjunturalmente, a aparência de vencedores e poderosos. Em nome dos povos e das etnias que habitam a Faixa de Gaza e toda a Palestina, é urgente e fundamental uma Revolução Cultural capaz de criar e disseminar sementes de paz e de resiliência contra a violência, de modo a que a coexistência pacífica seja possível entre vizinhos - como acontece entre o maioritário e significativo número de países do mundo. Quando um povo se limita a olhar para si próprio como vítima, afasta-se da lucidez e da capacidade de reconhecer o seu lugar no mundo, reforçando as razões em que assenta a agressividade incontrolável e gratuita com que, todos os dias, é destruído o futuro! 

Argentina - A Alma do Tango

... "Tango Argentino - A Media Luz" de Carlos Gardel...

quarta-feira, 9 de julho de 2014

Crimes de Ódio Organizado Contra as Mulheres...

A propósito da notícia que se pode LER AQUI, Isabel Romão escreveu no Facebook:
 
"A escravatura das mulheres, as violações repetidas, mulheres obrigadas a prostituir-se. Tudo isto em contextos culturais onde as mulheres devem ser recatadas, invisíveis e, sobretudo, onde as mulheres não são cidadãs.
Este texto é difícil de ler até ao fim. No fim perguntamo-nos: Em que época estamos a viver? Onde está a defesa dos direitos humanos que vamos apregoando. Isto nem sequer é o recurso à violação como arma de guerra é a raiva e o desprezo contra metade da humanidade.
"
... e sim, agradeço sincera e sentidamente à Isabel por ter partilhado a notícia... porque não há argumentos, nem consciência ética, cívica, política ou religiosa que possa ignorar esta legitimação do ódio contra as Mulheres!... E se a alguém ocorrer que tais realidades estão de nós, mulheres ocidentais, afastadas, pensemos na natureza global dos fenómenos, na diversidade da correlação de forças e no que a tradição concorre para o entendimento e a adoção das práticas comportamentais... até porque, por exemplo, por cá, neste dito cantinho "à beira-mar plantado", até este momento, início de julho de 2014, foram assassinadas, só este ano!, 21 mulheres, vítimas de violência doméstica com o rosto da violência de género.

terça-feira, 8 de julho de 2014

segunda-feira, 7 de julho de 2014

Sonoridades Femininas...



... "Dance Me To the End of Love" na versão e na voz de Madeleine Peyroux...

sábado, 5 de julho de 2014

A Esquerda não Morre! -Considerações sobre a Mudança Europeia


Felizmente, os sinais começam a surgir... Veremos, com o tempo!, se são relevantes e sustentáveis do ponto de vista político-ideológico -no que se refere aos apoios dos respectivos agentes organizacionais. O primeiro sinal veio da Grécia, com a população a vencer a ameaça da tirania dos credores internacionais e a dar um voto de confiança ao SYRIZA (ler aqui)... depois, foi o PODEMOS em Espanha (ler aqui), um movimento emergente da manifestação das massas indignadas e que deu corpo e alma às forças alternativas, promotoras de uma democracia participativa sem medo de testar novas formas organizacionais e cientes que a História da Humanidade nunca viu reduzida a sua evolução aos conservadorismos do poder dominante... Sinais que nasceram dos territórios do sul, vítimas privilegiadas no espaço europeu, das tendências hegemónicas de uma Germânia nunca conformada à perda do império, do poder absoluto e do prazer de sentir os ossos "do outro" estalar sob as suas botas cardadas. Sinais que começam a impor a sua presença no espaço público, político e mediático, revitalizando alguma da esperança perdida no futuro. 
Reconhecer a importância desta redinamização do debate político como um grande sinal das ruas do Sul da Europa, é, aliás, decisivo para as próprias estruturas político-partidárias tradicionais que, se não se adaptarem à mudança sociocultural e economicamente exigida pelos milhares e milhões de cidadãos em estado de pré-ruptura política, podem perder não só a batalha mas, a guerra da preservação da democracia.
É neste contexto que, agora, se fez ouvir a voz desta Europa do Sul de que somos orgulhosamente parte integrante, através de Itália, cujo primeiro-ministro, Matteo Renzi, afirma, por um lado, não ter medo da Alemanha e, por outro lado, pretender com a Presidência da União Europeia (protagonizada por Roma desde o dia 1 de julho), devolver a Europa aos cidadãos e não aos banqueiros (Ler Aqui) - assumindo a determinação de que os bárbaros (agora travestidos de meros gestores financeiros), nos pensaram incapazes - gélida, cruel e injusta convicção que ia crescendo à medida que subia o tom dos seus insultos a uma (tão invejada!) cultura de sol e rua, feita de paixões - contrárias ao fleumático e perigosamente entediante "cinzentismo" alemão de uma pretensa eficácia que destrói sociedades e povos em nome da consolidação de banqueiros, fortunas e desigualdades. A expressão de desafio ao autoritarismo e ao esforço de hegemonia político-financeira liderado pela Alemanha de má-memória, protagonizada atualmente pela Senhora Merkel, vem agora, como dissemos!, de Itália e a notícia, escrita pelo jornalista Sérgio Aníbal, foi publicada no jornal Público (Ler Aqui)... pelo seu interesse, sintomático e paradigmático, partilhamos aqui a sua transcrição:
«Weidmann ataca a Itália, Renzi responde
O confronto entre a nova liderança italiana e a Alemanha continua a subir de tom. Depois da troca de palavras com um deputado europeu do partido de Angela Merkel, Matteo Renzi protagoniza agora uma discussão com o presidente do banco central alemão, Jens Weidmann.
O líder do Bundesbank abriu as hostilidades num discurso feito na quinta-feira à noite, em que disse que o primeiro-ministro italiano, ao comparar a União Europeia com “uma tia velha e aborrecida”, tinha revelado que o seu Governo não estava disposto a abdicar da sua soberania orçamental, isto, apesar de Renzi defender muitas vezes a necessidade de uma união orçamental.
Além disso, Weidmann, em resposta aos apelos de Renzi para que seja dado à Itália mais tempo para cumprir as metas do tratado orçamental, defendeu que “aumentar a dívida não produz crescimento”, acusando a Itália de apenas anunciar reformas, sem as passar à prática.
A resposta de Matteo Renzi não se fez esperar. O primeiro-ministro italiano começou por dizer que não tinha ainda ouvido qualquer comentário negativo às suas políticas orçamentais por parte do Governo alemão. As críticas, disse, vêm dos banqueiros. “O Bundesbank não tem como sua tarefa participar no debate político italiano. Da mesma maneira que eu não falo sobre o Sparkassen ou os Landesbanken”, afirmou numa referência aos bancos regionais alemães que beneficiaram de algumas excepções no apertar das regras de regulação financeira na Europa. “A Europa pertence aos seus cidadãos, não aos banqueiros, sejam eles alemães ou italianos”, finalizou Renzi. Em declarações a vários meios de comunicação italianos, fonte do gabinete do primeiro-ministro italiano respondeu ainda que, “se o objectivo é criarem medo, enganaram-se no país e no governo”.
Este estilo de contra-ataque imediato de Renzi contra a Alemanha já tinha sido ensaiado esta semana no debate de abertura da presidência italiana que teve lugar no Parlamento Europeu. O alemão Manfred Weber, novo líder da bancada do Partido Popular Europeu (PPE, conservador), criticou os apelos italianos a uma maior flexibilidade no tratado orçamental. “Renzi quer mais tempo para fazer as reformas, Barroso deu mais tempo à França, mas ninguém viu as reformas", disse.
O primeiro-ministro respondeu recorrendo também à história recente da UE, lembrando antes o caso da Alemanha em 2004. “Se Weber fala em nome da Alemanha, recordo-lhe que nesta mesma sala, sob a anterior presidência italiana, [a Alemanha] foi o único país ao qual foi concedida flexibilidade e que violou os limites para ser hoje um país que cresce”, disse.»
Porque todos os contributos são importantes e decisivos quando se pretende anunciar a "morte da esquerda" (ler aqui o artigo do Nouvel Observateur) apenas e só porque se pretende reduzir a amplitude do que entendemos por Esquerda aos tradicionais partidos europeus conotados com os comunistas e os socialistas (o que levaria a uma outra discussão cuja especulação não urge, de momento, aqui fazer)... mas, principalmente porque (tal como já aconteceu quando os ditos e auto-designados "pós-modernos" quiseram proclamar a morte da Ideologia e da História), enquanto houver Pessoas, capacidade crítica, racionalidade problematizante e competências para a avaliação ética, tal como acontece com os Direitos Humanos, a Esquerda Não Morre!

PODEMOS ... em Lisboa!



Em Lisboa, no próximo dia 19 de Julho, a Conversa vai ser com ativistas do PODEMOS!
 
Alternativa com medidas concretas de política económica e financeira, o PODEMOS apresenta um projeto organizacionalmente diferente da estrutura partidária tradicional e propõe uma organização social autónoma, efetivamente participada e distanciada da gestão burocrata, distanciada e desumana do estranho e explorador mundo de desumanidade em que se tornou a União Europeia. A conversa em Lisboa é aberta e espera por todos!... porque, afinal, "Juntos, PODEMOS muito mais do que imaginamos"!

sexta-feira, 4 de julho de 2014

quinta-feira, 3 de julho de 2014

Sonoridades Femininas...

Nana Mouskouri em "Serenata" de Schubert e "Una Furtiva Lagrima" de Donizetti:

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Da Manipulação Política aos Crimes Sexuais contra Mulheres...

O nacionalismo indiano assumiu todo o seu fundamentalismo ao atribuir aos trajes de praia, designadamente, bikinis, a causa da violação das mulheres na Índia!!!... Que o argumento era difundido como forma de proteção do "bom nome" dos violadores, já há muito que se sabia... mas que, ideologicamente, fosse integrado como parte da retórica política da manipulação pública ao nível governamental, adquire uma dimensão absolutamente relevante no papel, na imagem e na representação que a Índia contemporânea está a promover sobre si própria... A notícia pode ser lida AQUI, onde se destaca a referência ao Estado de Goa pela sua natureza de destino turístico... Absolutamente lamentável, a ideia vai penalizar profundamente toda a Índia uma vez que protagoniza uma forma efetiva de propaganda de violação dos Direitos Humanos! As mulheres não o merecem, os turistas não o merecem e a população não o merece!... diga-se, aliás e em abono da verdade: esta forma de equacionar o problema é um crime contra as todas as mulheres, todas as crianças e todos os homens... designadamente, os naturais e residentes de toda a Índia!
(a notícia chegou via Isabel Romão no Facebook)

Da Eternidade da Poesia no Feminino - Sofia no Panteão

"Esta Gente

Esta gente cujo rosto
Às vezes luminoso
E outras vezes tosco

Ora me lembra escravos
Ora me lembra reis

Faz renascer meu gosto
De luta e de combate
Contra o abutre e a cobra
O porco e o milhafre

Pois a gente que tem
O rosto desenhado
Por paciência e fome
É a gente em quem
Um país ocupado
Escreve o seu nome



E em frente desta gente
Ignorada e pisada
Como a pedra do chão
E mais do que a pedra
Humilhada e calcada

Meu canto se renova
E recomeço a busca
De um país liberto
De uma vida limpa
E de um tempo justo

Sophia de Mello Breyner Andresen, in "Geografia"

terça-feira, 1 de julho de 2014

Alandroal - Semana do Endovélico 2014

 
Estão Todos Convidados!


Das Pedras no Caminho...


(via Jorge Humberto Filipe no Facebook)

domingo, 29 de junho de 2014

Docemente...



... "Reverie" (1890)... de Claude Debussy... pela alegria e a leveza intensa e pura... feita de mimos que são excessos afectivos loucos, felizes e até improváveis - calibrados e temperados sempre entre a confiança, a serenidade e o respeito... a despertar uma manhã de domingo, clave de sol da pauta com que escreveremos os dias que se lhe seguem...

sexta-feira, 27 de junho de 2014

A Companhia...


(via Chiado Editora no Facebook)

quarta-feira, 25 de junho de 2014

Direitos do Consumidor - Manipulação e Marketing...

.

... selecione as legendas em português, veja, ouça... e pense! Há um binómio, constituído pelo consumismo e o marketing que, para além de nos criar uma certa ilusão de qualidade relativamente à alimentação, contribue, consciente e perigosamente, para nos tornar ignorantes intencionais!... com o intuito, cruel e simples, de garantir o funcionamento do mercado... e o lucro dos seus accionistas! (via Maria de Lurdes Mateus no Facebook)

terça-feira, 24 de junho de 2014

"Portugal Enforcado"... por Nuno Ramos de Almeida

"Portugal Enforcado"
 
por Nuno Ramos de Almeida in "Jornal I - Online"
 
"Em Portugal a corrupção não é um desvio do sistema, é a própria normalidade, num regime em que os pobres pagam os prejuízos do bancos e os ricos têm o dinheiro na Holanda
O responsável máximo da fundação do Pingo Doce, um think tank inteligente do neoliberalismo, declarou, ao jornal i, que os juízes do Tribunal Constitucional tinham mentalidade de funcionários públicos. Como se isso fosse um insulto, como se ser professor, médico, polícia, homem do lixo, funcionário de uma autarquia, bombeiro e enfermeiro desqualificasse as pessoas e significasse que andam a roubar o dinheiro dos outros.
Para certa gente, servir a população é um crime. Todos os serviços públicos e o Estado social são vistos como privilégios de madraços e coisas que em última instância estão a impedir algum negócio chorudo de um amigo privado.
No fundo o Sr. Garoupa tem alguma razão: neste país há duas atitudes mais pronunciadas, uma espécie de ideal de tipo weberiano, que resumiriam as atitudes em disputa: por um lado, temos a maioria da população, que tem "mentalidade de funcionário público", por outro lado, temos os governantes, as fundações, que justificam o nosso sistema, e as elites económicas, que têm mentalidade de banqueiro.
É essa atitude que permite o Sr. Ricardo Salgado ir ter com o primeiro-ministro, que ele ajudou a colocar no poder, e pedir 2500 milhões de euros para tapar um dos buracos no BES. Mentalidade de banqueiro é aquela que acha natural que os lucros da especulação sejam para os accionistas e os prejuízos dessa nobre actividade sejam pagos pelo contribuinte. Foi o que funcionou até agora. Nós pagamos os BPN, os BCP, as parcerias público-privadas e os swaps especulativos com os nossos ordenados, impostos e reformas. Infelizmente, para o líder do BES aproximam-se as eleições e nem mesmo Passos Coelho o pode salvar e tirar mais 2500 milhões de euros da cartola que alimentou tanto rico com o nosso dinheiro.
Mas não sejamos cegos, a crise continua a ser uma máquina ideológica que destrói a vida da maioria da população, aquela que tem a "mentalidade de funcionário público", e permite salvar os negócios da casta que manda neste país. No meio da maior crise que a Europa viu desde a Segunda Guerra Mundial, os mais ricos viram crescer a sua riqueza individual. É caso para usar uma expressão, do na altura primeiro-ministro Cavaco Silva, sobre alguns dos empreendedores portugueses dos anos 80: "Há milionários prósperos que são donos de empresas falidas."
Nos países da periferia da Europa a corrupção não é um acidente. Ela não é combatida pelo sistema porque é a própria garantia da manutenção das elites e da casta que manda e lucra. O capitalismo rentista, em que as fortunas são feitas à conta do Estado e do contribuinte, tem a desigualdade económica e política como condição de existência. Só uma sociedade em que a maioria da população é expulsa do campo da decisão política permite o seu roubo e empobrecimento continuado.
Mas de tanto puxar a corda, as coisas são cada vez mais voláteis. É por isso que ninguém pode dizer que o rei vai nu. Só assim se percebe que um estudante da Universidade do Algarve esteja a responder em tribunal por ter feito uma obra em que denunciava a situação no país. Como fez uma instalação em que enforcava a bandeira nacional, pode ir preso. Aqui em Portugal quem denuncia a pouca-vergonha pode acabar na cadeia, aqueles que na realidade enforcam o país e roubam a sua população ainda ganham medalhas de comendadores. "
Nuno Ramos de Almeida
Editor-executivo
Escreve à terça-feira

segunda-feira, 23 de junho de 2014

domingo, 22 de junho de 2014

Almendres - Solstício de Verão 2014



Solstício de Verão no Cromeleque dos Almendres! 

A celebração começou ao nascer de sol e prolongou-se até às 21h.

Quanto a mim, tive o prazer de a acompanhar a partir das 16.30h com a conferência do arquitecto Pedro Alvim sobre os alinhamentos astronómicos em que o Cromeleque dos Almendres se inscreve.

A título de enquadramento, a iniciativa contou com um atelier de produções tecnológicas das sociedades caçadoras, pastoris e neolíticas, protagonizado pelo Pedro Calado da Associação de Mação "ANDA KATU" e cujo epílogo, qual cereja sobre o bolo!, se festejou com um espectáculo composto pelo belíssimo concerto de piano de Amílcar Vasques-Dias, pontuado pelos amigos... no cante, com Joaquim Soares e um mais jovem cantador do Cantares de Évora, nas marionetas pelo sempre incomparável Manuel Dias e na dança pela performance do Márcio Pereira!



Com o incansável apoio do precioso
António Carlos Silva e da CME, cujos colaboradores ultrapassaram o cansaço que acompanha a preparação da Feira de S. João - solidários e sempre atentos ao discernimento do que é prioritário e não tem preço!- a iniciativa pode ter assinalado o início de um trabalho estratégico de redinamização cultural de excelência internacional!... Eis Évora em plena recuperação do melhor esforço pela reabilitação da cultura e da valorização do património que é da Humanidade! Com votos de muito agradecimento e inestimável regozijo a todos os seus protagonistas e a todos os participantes - de que quero destacar, a Guida, a Leonor Rocha, a Lena, o Takis, o Luís Garcia, o Rúben Menezes, o João Bernardo, a Joana e muitos outros amigos que, por aí estarem, tornaram melhor e maior a honra de participarmos e reconhecermos os 6.000 anos de História de que somos, afinal, a parte que faz do passado a moldura invisível do presente, configurando-o como futuro!... De todos e para todos! Bem-hajam! ... e, se a canção dizia, por "Tanto Mar", dizemos nós agora, por "Tanta Terra, Tanto Fogo e Tanto Ar": AQUELE ABRAÇO :))

sexta-feira, 20 de junho de 2014

Do Genocídio ao Etnocídio dos Índios Guarani-Kaiowá

 
 
"Por Felipe Patury, Época
 
Uma carta assinada pelos líderes indígenas da aldeia Guarani-Kaiowá, do Mato Grosso do Sul, e remetida ao Conselho Indigenista Missionário (CIMI), anuncia o suicídio coletivo de 170 homens, mulheres e crianças se a Justiça Federal mandar retirar o grupo da Fazenda Cambará, onde estão acampados provisoriamente às margens do rio Hovy, no município de Naviraí. Os índios pedem há vários anos a demarcação das suas terras tradicionais, hoje ocupadas por fazendeiros e guardadas por pistoleiros. O líder do PV na Câmara, deputado Sarney Filho (MA), enviou carta ao ministro da Justiça pedindo providências para evitar a tragédia.
Leia a íntegra da carta dos índios ao CIMI:
Nós (50 homens, 50 mulheres e 70 crianças) comunidades Guarani-Kaiowá originárias de tekoha Pyelito kue/Mbrakay, viemos através desta carta apresentar a nossa situação histórica e decisão definitiva diante de da ordem de despacho expressado pela Justiça Federal de Navirai-MS, conforme o processo nº 0000032-87.2012.4.03.6006, do dia 29 de setembro de 2012. Recebemos a informação de que nossa comunidade logo será atacada, violentada e expulsa da margem do rio pela própria Justiça Federal, de Navirai-MS.
Assim, fica evidente para nós, que a própria ação da Justiça Federal gera e aumenta as violências contra as nossas vidas, ignorando os nossos direitos de sobreviver à margem do rio Hovy e próximo de nosso território tradicional Pyelito Kue/Mbarakay. Entendemos claramente que esta decisão da Justiça Federal de Navirai-MS é parte da ação de genocídio e extermínio histórico ao povo indígena, nativo e autóctone do Mato Grosso do Sul, isto é, a própria ação da Justiça Federal está violentando e exterminado e as nossas vidas. Queremos deixar evidente ao Governo e Justiça Federal que por fim, já perdemos a esperança de sobreviver dignamente e sem violência em nosso território antigo, não acreditamos mais na Justiça brasileira. A quem vamos denunciar as violências praticadas contra nossas vidas? Para qual Justiça do Brasil? Se a própria Justiça Federal está gerando e alimentando violências contra nós.  Nós já avaliamos a nossa situação atual e concluímos que vamos morrer todos mesmo em pouco tempo, não temos e nem teremos perspectiva de vida digna e justa tanto aqui na margem do rio quanto longe daqui. Estamos aqui acampados a 50 metros do rio Hovy onde já ocorreram quatro mortes, sendo duas por meio de suicídio e duas em decorrência de espancamento e tortura de pistoleiros das fazendas.
Moramos na margem do rio Hovy há mais de um ano e estamos sem nenhuma assistência, isolados, cercado de pistoleiros e resistimos até hoje. Comemos comida uma vez por dia. Passamos tudo isso para recuperar o nosso território antigo Pyleito Kue/Mbarakay. De fato, sabemos muito bem que no centro desse nosso território antigo estão enterrados vários os nossos avôs, avós, bisavôs e bisavós, ali estão os cemitérios de todos nossos antepassados.
Cientes desse fato histórico, nós já vamos e queremos ser mortos e enterrados junto aos nossos antepassados aqui mesmo onde estamos hoje, por isso, pedimos ao Governo e Justiça Federal para não decretar a ordem de despejo/expulsão, mas solicitamos para decretar a nossa morte coletiva e para enterrar nós todos aqui.
Pedimos, de uma vez por todas, para decretar a nossa dizimação e extinção total, além de enviar vários tratores para cavar um grande buraco para  jogar e enterrar os nossos corpos. Esse é nosso pedido aos juízes federais. Já aguardamos esta decisão da Justiça Federal. Decretem a nossa morte coletiva Guarani e Kaiowá de Pyelito Kue/Mbarakay e enterrem-nos aqui. Visto que decidimos integralmente a não sairmos daqui com vida e nem mortos.
Sabemos que não temos mais chance em sobreviver dignamente aqui em nosso território antigo, já sofremos muito e estamos todos massacrados e morrendo em ritmo acelerado. Sabemos que seremos expulsos daqui da margem do rio pela Justiça, porém não vamos sair da margem do rio. Como um povo nativo e indígena histórico, decidimos meramente em sermos mortos coletivamente aqui. Não temos outra opção esta é a nossa última decisão unânime diante do despacho da Justiça Federal de Navirai-MS.     
Atenciosamente, Guarani-Kaiowá de Pyelito Kue/Mbarakay"
(Portal do Luis Nassif)
(via Fernando Pinto no Facebook)

quinta-feira, 19 de junho de 2014

Homenagem a Osvaldo Castro

A justa e merecida Homenagem a Osvaldo Castro, uma referência incontornável no panorama político português nomeadamente no que se refere à defesa dos Direitos Humanos e dos valores democráticos da igualdade, da liberdade e da solidariedade,  vai acontecer amanhã, 6ªfeira, dia 20 de Junho, pelas 18h, na Biblioteca-Museu República e Resistência. Serão oradores: Maria de Belém Roseira, Telmo Ferraz, Vitor Faria, Rui Namorado e António José Pimpão...
... para quem o conheceu e dele teve a honra de ser amigo mas, também, para todos os que o não conheceram, deixo o link para um belo e sentido texto a ler AQUI, escrito por Rui Namorado em memória do Osvaldo... Osvaldo Castro o que, tempos antes, escrevera e dissera, no seu último discurso sobre o 25 de Abril, na Assembleia da República, o que se pode ler AQUI.

terça-feira, 17 de junho de 2014

Sonoridades...



... O tributo de Manu Chao para a eterna "Bella Ciao" cujo poema podeis acompanhar, cantando:

"Esta mañana me he levantado.
O bella ciao, bella ciao, bella ciao, ciao, ciao.
Esta mañana me he levantado
y he descubierto al invasor.

?Oh! Partigiano,me voy contigo.
O bella ciao, bella ciao, bella ciao, ciao, ciao.
Partigiano, me voy contigo
porque me siento aqui morir.

Y si yo caigo, en la guerrilla.
O bella ciao, bella ciao, bella ciao, ciao, ciao.
Si yo caigo, en la guerrilla,
es dejar el mi fusil.
(v. original: tu me debes sepultar)

Cava una fosa en la montaña.
O bella ciao, bella ciao, bella ciao, ciao, ciao.
Cava una fosa en la montaña
bajo la sombra de una flor.

Así la gente cuando la vea.
O bella ciao, bella ciao, bella ciao, ciao, ciao.
Así la gente cuando la vea
gritará: revolución!

Esta es la historia de un guerrillero,
O bella ciao, bella ciao, bella ciao, ciao, ciao.
Esta es la historia de un guerrillero,
muerto por la libertad.

Questa es fiore de un partigiano,
O bella ciao, bella ciao, bella ciao, ciao, ciao.
Questa es fiore de un partigiano
muerto per la libertad.
Questa es fiore de un partisano
muerto por la libertad.

Esta es la historia de un guerrillero
Muerto por la libertad."

... quanto ao original, em língua italiana, aqui fica:

"Una mattina mi son svegliato
O bella ciao, bella ciao, bella ciao ciao ciao
Una mattina mi son svegliato
Eo ho trovato l'invasor.

O partigiano porta mi via
O bella ciao, bella ciao, bella ciao ciao ciao
O partigiano porta mi via
Che mi sento di morir

E se io muoio da partigiano
O bella ciao, bella ciao, bella ciao ciao ciao
E se io muoio da partigiano
Tu mi devi seppellir

Mi seppellire lassù in montagna
O bella ciao, bella ciao, bella ciao ciao ciao
Mi seppellire lassù in montagna
Sotto l'ombra di un bel fiore

E le genti che passeranno
O bella ciao, bella ciao, bella ciao ciao ciao
E le genti che passeranno
Mi diranno: "Che bel fior"

È questo il fiore del partigiano
O bella ciao, bella ciao, bella ciao ciao ciao
È questo il fiore del partigiano
Morto per la libertà."

segunda-feira, 16 de junho de 2014

O Fim da Civilização Atual, segundo a NASA...

Um estudo da NASA (LER AQUI) prevê o fim da atual civilização, afirmando que, o mundo tal como o conhecemos, não vai durar mais que algumas décadas.
A conclusão deste estudo patrocinado pela NASA refere que a civilização industrial se está a aproximar do fim, devido à exploração não sustentável de recursos energéticos e à desigualdade económica e social.
Financiado pela NASA (LER AQUI) e divulgado pelo jornal britânico The Guardian, o estudo assegura que a atual civilização industrial está condenada a desaparecer nas próximas décadas por razões que, para os críticos observadores da dinâmica civilizacional não serão surpreendentes - surpreendente é, isso sim, o facto de ser a própria NASA a assumir o impacto social generalizado das assimetrias socio-económicas e de desenvolvimento... isto porque as razões apontadas para esta conclusão consistem no reconhecimento da existência de uma exploração não sustentável dos recursos energéticos e numa insustentável desigualdade na distribuição da riqueza. O grupo de investigadores liderados pelo matemático Safa Motesharri estudaram os fatores que levaram ao declínio das antigas civilizações e concluíram que o “processo de progresso e declínio das civilizações é, na verdade, um ciclo recorrente ao longo da história”, cita o The Guardian. Os investigadores estudaram a dinâmica homem-natureza das várias civilizações que desapareceram ao longo dos séculos e identificaram os fatores (população, clima, água, agricultura e energia) que melhor explicam o declínio civilizacional e que configuram contribuir de forma decisiva para determinar o risco do fim da atual civilização, uma vez que podem levar ao colapso civilizacional quando, ao convergirem, geram “uma exploração prolongada dos recursos energéticos” - com evidente influência no clima e no equilíbrio ecológico. Além disso, a “a estratificação económica da sociedade em elites e massa” é outro dos problemas que contribuem para o fim de um ciclo. Segundo os investigadores, estes fenómenos sociais desempenharam, ao longo dos anos, um “papel central no processo do colapso civilizacional”, constituindo-se também como fatores que vão levar a atual sociedade industrial ao fim. A título de comentário desta notícia que já tem uns meses, resta dizer que, afinal!, a capacidade humana de percepção, compreensão, adaptação e reajustamento é muito mais reduzida do que desejaríamos e que a nossa competência global de sobrevivência não revela nenhum dote eficaz para a garantir!... Aliás, se assim não fosse, como poderíamos justificar e aceitar que uma sociedade tecnologicamente desenvolvida, assente em estruturas económicas e financeiras interdependentes internacionalmente, integre, sem efetivos esforços de correção, a fome, a guerra, a violação das mulheres, os maus tratos a crianças e idosos, a violência social, a pobreza, o desemprego, a degradação do respeito pelos Direitos Humanos, a destruição dos serviços públicos de saúde, educação e proteção social ou que, por exemplo, num pequeno país europeu como Portugal, todos os dias, 80 famílias deixem de poder pagar as prestações da casa, aumentando, exponencial e potencialmente, o número de pessoas sem abrigo ou cada vez mais expostas à vulnerabilidade da exploração multifacetada da economia paralela?!

sexta-feira, 6 de junho de 2014

quarta-feira, 4 de junho de 2014

Sonoridades Femininas...

O Teatro Nacional São Carlos apresenta, até 8 de junho, uma versão da belíssima ópera de Bellini: "NORMA" (VER AQUI)... da ópera vale a pena destacar o tema, sublime!, que a imortalizou: CASTA DIVA... ... nas vozes de Anita Cerquetti, Montserrat Caballe, Anna Netrebko e Cecilia Bartoli: 



  





  

Dependências - Entre o Preço e o Trunfo...


... está, também por isso, nas nossas mãos, muito mais do que pensamos!... para além de muito mais pequenas e grandes coisas que podemos ir fazendo e acrescentando, seria indiscutivelmente relevante se decidíssemos ser consistentes, conscientes e determinados!

domingo, 1 de junho de 2014

Sim... PODEMOS!

Vale mesmo a pena LER AQUI a mensagem política do PODEMOS... para que se acredite que há quem, neste cenário de degradação e empobrecimento contínuo, encontre, promova e defenda outras formas de organização económica, social e política. Porque as alternativas existem e são possíveis de concretizar - se nos não faltar a coragem para tal. De facto, a decepção cívica relativamente ao sistema político-partidário vigente nas chamadas "democracias ocidentais", nomeadamente no que se refere ao designado "arco da governação" que persiste na alternância entre os partidos socialistas (centro-esquerda?!) e os sociais -democratas (centro-direita?) a que a Europa parece reduzida de há muitas décadas a esta parte, encontrou, também em Espanha (e não apenas no Syriza da Grécia), uma expressão relevante no passado domingo, quando, na contagem dos votos das eleições europeias, se constatou que o  movimento PODEMOS, liderado por Pablo Iglesias, um professor universitário de Madrid, marxista, de 35 anos, alcançou 1,2 milhões de votos e elegeu, na primeira vez que se apresentou a eleições, 5 eurodeputados. 
Agregando o património da mensagem política deixada pelo Movimento dos Indignados (15-M) e inspirado no slogan que elegeu Obama "YES, WE CAN", Pablo Iglesias afirma o fim do bipartidarismo, bem como a necessidade de reinvenção da democracia e da criação de um processo constituinte. Num discurso desassombrado, o PODEMOS solicita e apela à derrogação do Tratado de Lisboa, à nacionalização da banca, à suspensão do pagamento da dívida e coloca, sem medo!, a hipótese da saída do euro - considerando que esse cenário não significaria o caos que nos fazem supor. Claro que uma mensagem tão autónoma e pouco comprometida com o sistema de dependências em que a teia político-partidária se desenvolve, suscita e provoca (como não poderia deixar de ser!), reações e acusações de populismo (ler aqui). Porém, o importante é que os eleitores se identificaram com as propostas apresentadas, acreditaram, investiram e conseguiram resultados que merecem o respeito de todos!... por muito que se esforcem para desacreditar os que, não dependendo do poder, lutam contra ele para o devolver à Polis, isto é, a todos nós, cidadãos. 

sexta-feira, 30 de maio de 2014

Da Extrema-Direita como Efeito Colateral...

"O tempo não está para brincadeiras" - costuma dizer-se... e, nos dias que correm, politicamente, esta frase tem um sentido inequívoco. Vejamos: os resultados das eleições europeias do passado domingo estão a viabilizar a constituição de um grupo político de extrema-direita no Parlamento Europeu e, na conferência de imprensa dada pelos seus representantes, um deles afirmou: "(...) não podemos ter esses criminosos a atravessar as nossas fronteiras. Com 26 milhões de desempregados, não podemos permitir a livre circulação de pessoas (...)" - como se deduz facilmente, o homem nem sequer estava a falar dos que chegam, mais ou menos clandestinamente, ao espaço comum europeu mas sim, dos europeus que, naturais, residentes e legalizados, integram esta multidão que somos, potencialmente!, todos nós e que o neoliberalismo desenfreado conduziu ao desemprego sem uma contrapartida que permita a manutenção de uma vida digna. Relembremos: há desempregados porque "alguém" extinguiu os seus postos de trabalho!... Porém, parece que a extrema-direita não tem, no seu radicalismo simplista e feroz, entendimento para reconhecer este elementar raciocínio, insistindo na sua propaganda perigosamente xenófoba. Por ora, trata-se de um projeto de intenções porque, para se constituir formalmente, cada grupo deve integrar representantes de 7 países e reunir um número mínimo de 25 deputados... e, neste momento, encontram-se (já!!!) eleitos, por esta formação ideológica, 38 eurodeputados que, contudo!, representam ainda apenas 5 países: França (Frente Nacional), Holanda (Partido da Liberdade), Áustria (Partido da Liberdade da Áustria), Bélgica (partido belga flamengo) e Itália (representantes da Liga do Norte) - (LER AQUI). Além de tudo isto, há ainda os que não se assumem como tal mas, cujo pensamento e práticas se lhes aproximam tanto que nem se percebe o propósito de distanciamento - a não ser por uma questão de marketing e mercado político-partidário, designadamente, interno! Tal é o caso do polaco Janusz Korwin-Mikke (do KNP), também eleito para o Parlamento Europeu, que defende que as mulheres não deviam votar e que afirma que Hitler não teve conhecimento do Holocausto (LER AQUI) Quem puder entender, que retire as ilações adequadas no que se refere, designadamente, aos Direitos Humanos.  

quinta-feira, 29 de maio de 2014

António Costa e o Mestre-Sala do Baile da Pinha...

António Costa decidiu candidatar-se à liderança do PS!... Reiterando o que aqui escrevi, há cerca de um ano atrás, posso agora dizer: finalmente e felizmente! ... porque o país precisa de uma oposição condigna e de um partido capaz de se colocar, depois de 2 oportunidades criadas e negociadas por António Costa com o líder do maior partido da oposição, no sentido de dar um crédito de confiança ao PS liderado por António José Seguro (para que este assumisse o lugar de protagonismo e credibilidade que lhe era requerido pela extrema gravidade da situação social e socio-económica portuguesa), o Partido Socialista alcançou (apenas!) uns míseros 31,5% nas eleições europeias quando, na atual conjuntura político-económica, caso fruísse de credibilidade e confiança junto do eleitorado, não deveria surpreender que tivesse alcançado 38 a 40% dos votos úteis!!!... Por isso, agora, do ponto de vista ético, deontológico e desinteressado, em nome do interesse nacional e à revelia dos tristes e pobres corporativismos partidários revelados precipitadamente por alguns militantes socialistas que ocupam (quiçá há demasiado tempo!) lugares de destaque na AR e no PE (mais surpreendentes ainda pela tradicional imagem de combatentes que tinham ganho e agora desbaratam em nome de "nada"), a António José Seguro resta a dignidade de assumir uma atitude democrática assente na ética cívico-política, através da convocação de um Congresso Extraordinário e da coragem em apoiar a opção pelas "directas", enquanto configuração do modelo eleitoral para o cargo de Secretário Geral. Na realidade, nem vou repetir o que escrevi nos dois textos anteriores e que concorrem para se compreender a legitimidade da decisão de António Costa: é preciso reinventar a Europa e é preciso falar,de forma sustentada ideologicamente, sobre conteúdos, propostas económicas e medidas políticas, capazes de, por um lado, contrariar o radicalismo empobrecedor e cruel da austeridade e de, por outro lado, viabilizar o crescimento e o desenvolvimento económicos através da promoção de políticas sociais sustentáveis e suscetíveis de contrariar o desemprego e de reforçar o Serviço Nacional de Saúde, o Ensino Público e a Segurança Social... É preciso contribuir para devolver aos Estados-membros da União Europeia, um grau de reconhecimento da soberania nacional capaz de permitir a recomposição de um aparelho produtivo que salvaguarde a economia e a independência e que, simultaneamente, garanta a sustentabilidade de um salário mínimo nacional e de pensões mínimas de sobrevivência adequadas a uma existência condigna em termos de alimentação, acesso à saúde, à educação, à habitação, ao rendimento, ao trabalho e à proteção social.
Neste contexto, a atitude da atual liderança do PS que, em "passo de corrida", discreta e subliminarmente, convocou para a expressão pública à manifestação do apoio ao seu protagonismo "de salão", os seus setores mais corporativos e reacionários (Braga, UGT e Madeira, por exemplo) é, verdadeiramente!, apenas mais um sinal de uma humilhação assumida desde o início desta liderança socialista - que, confessemo-lo!, sempre se assemelhou a uma espécie de ritual comandado pelo ocasional e dispensável mestre-sala do Baile da Pinha... Provavelmente, os mais jovens não perceberão o significado da metáfora e da alegoria mas, talvez percebam se explicarmos que, na estação primaveril, as comunidades rurais organizavam bailes que tinham a especificidade de decorrer em salas onde se colocava, pendurada do tecto, uma estrutura de madeira, oval (a Pinha), de onde caíam fitas de várias cores, uma das quais acionava o mecanismo que "abria" a Pinha, soltando, por exemplo, um casal de pombos, conferindo ao casal que a "puxara" o título de "Reis" da Festa ou da Pinha. As fitas eram compradas pelos casais que iam dançar e, como se pode depreender, neste ritual, era inútil a existência de um Mestre-Sala, uma vez que o direito de "puxar" a fita decorria de se ter comprado bilhete para o efeito e que o prémio (a aclamação dos "Reis") resultava de acertar com a fita que acionava o mecanismo de abertura da Pinha... Inútil mas, contudo, irresistível, o  protagonismo do palco...

Parece ser este o caso da atual liderança do PS - luxo ou capricho que, convenhamos!, já teve, a título de tempo de exposição, um excesso que os cidadãos não estão dispostos a alimentar (conforme ficou demonstrado nos resultados das eleições europeias). Alentejana que sou, congratulo-me pelo anúncio que há pouco ouvi na comunicação social de que os autarcas socialistas do distrito de Évora decidiram apoiar António Costa... porque A. Costa garante a capacidade de concretizar alianças à esquerda e de ganhar apoios tácitos e explícitos no mundo empresarial, pelo reconhecimento da sua inteligência estratégica e da sua prática não-dogmática e não-demagógica. Se há altura própria para discutir e esclarecer, em tempo útil, a liderança do maior partido da oposição e de criar condições para concretizar a alteração da correlação de forças entre PS e os partidos da atual maioria governamental, esse tempo é, exatamente!, o momento presente! Por isso, também o aparentemente inesperado anúncio de António Costa é de saudar, enquanto expressão amadurecida de uma decisão que resulta da reflexão face aos factos e não da mera pressão exterior. Pela revitalização da discussão política nacional, pela elevação ideológica da análise socio-económica e política e pela capacidade e competência na construção de propostas alternativas ao atual modelo governativo, a possibilidade de uma alteração na liderança política do maior partido da oposição, António Costa abre a esperança aos portugueses no sentido de vislumbrarem a mudança como luz ao fundo do túnel... sentimento indispensável à recuperação do interesse pela participação política e pelo investimento individual no projeto social coletivo que é, em última análise, o país em que nos inserimos e a cultura de que participamos - realidades relativamente às quais mantemos sentimentos de pertença.   

segunda-feira, 26 de maio de 2014

Eleições Europeias - O Cego que Não Quer Ver...

A história destas eleições europeias chama-se: "O Cego Que Não Quer Ver". O título caracteriza, por um lado, a campanha eleitoral marcada pela exclusividade das críticas e condenações do governo às oposições e das oposições ao Governo e, por outro lado, o facto de nenhuma das forças político-partidárias candidatas à eleição ter analisado, esclarecido, reflectido, problematizado e discutido a arquitectura institucional europeia, relativamente aos custos da perda da soberania nacional e à limitação das opções político-económicas que condicionam a organização da coesão social e a afirmação da diversidade cultural. A história, consistente e efectivamente ilustrativa do título que aqui se propõe, foi aliás reiterada pelo silêncio conivente dos comentadores e da comunicação social no que se refere à constatação desta objetiva disfuncionalidade (des)informativa da campanha - que é, em si própria, registe-se!, uma táctica ideológica!... A oportunidade e justeza do título confirma-se nos resultados que, esta noite, obtivemos, em Portugal:
 
a) Abstenção: 66,2%
(pergunta: numa Europa que se requer dos cidadãos, quando a abstenção é superior a 60%, deveriam convocar-se novas eleições?!);
b) PSD/CDS: 27,7%
(pergunta: quando uma coligação tem menos de 30%, a ética aconselharia a que continue a assumir a responsabilidade de gestão de um país?);
c) PS: 31,5%
(pergunta: num contexto em que a crise económico-social e política atinge os patamares de gravidade que caracterizam a vida dos portugueses no que ao desemprego, à pobreza, à economia, à saúde, à educação, ao desenvolvimento regional, etc. diz respeito, quando o maior partido da oposição obtém apenas pouco mais que 3% do que a aliança governamental, deve considerar esse resultado uma vitória?);
d) CDU: 12,7%
(pergunta: que ilações retirar do facto de um partido que, sem alterações programáticas mas, com renovação de quadros, num contexto ideológico completamente adverso, sobe de 2 para 3 eurodeputados?);
d) MPT: 7,2%
(pergunta: que ilações retirar do facto de ter sido eleito um protagonista social cuja campanha eleitoral foi completamente ignorada pela comunicação social mas que se tornara conhecido por ter denunciado estratagemas, conluios, maquinações, estratégias e desonestidades de governantes, políticos, bancos e até, com contundência e desassombro sistémico, dos que encarnam os interesses corporativos da classe que representou no mais alto cargo da sua ordem profissional?);
e) BE: 4,6%
(pergunta: que ilações retirar dos resultados de um partido que, num contexto económico-político e sociocultural de crise agravada e sem penalizações provocadas por qualquer desgaste de exercício do poder, perde 2 eurodeputados?);
 
A história "O Cego Que Não Quer Ver" merece ainda 4 apontamentos:
 
1) relativamente ao eventual epifenómeno que se materializa em Marinho Pinto, perguntar se, em verdade!, a acusação de populismo que sobre ele recai é ou não é um argumento retórico de quem não sabe o que dizer perante alguém que se apresentou, à revelia de todos, com uma atitude de denúncia, sem "parti pris" e que, mesmo sem historial ideológico público de suporte, apela à defesa intransigente do exercício da justiça, dos valores, da solidariedade e da liberdade (designadamente de imprensa) - exactamente as matérias que o tornaram conhecido e popular na sociedade portuguesa, pela "gritaria" com que tirou o país da estupefação, da ficção e da intriga dos escândalos político-financeiros conferindo-lhes sentido, significado e intencionalidade, chocando tudo e toda a gente;
 
2) perguntar porque razão não é motivo primordial de análise e preocupação política o actual mapa da geografia da abstenção em Portugal (66,2%) que demonstra cerca de 70% de abstenção em 5 distritos: Bragança (71,1%), Faro (71,5%), Vila Real (70,4%), Viana do Castelo e Viseu (69%) e apenas menos de 65% de abstenção em 6 distritos: Évora, Lisboa e Porto (62%), Beja e Braga (63%) e Setúbal (64%)... neste contexto, é, simbólica e incontornavelmente!, relevante, a verificação dos custos de proximidade que se denotam no facto de Faro ter 71% de abstenção tal como Trás-os-Montes e o Alto Minho;

3) constitui ou não motivo de séria preocupação o facto de uma sociedade ter um sistema político em que os seus representantes são eleitos por, apenas!, cerca de 35% dos inscritos e merece ou não reflexão a problemática que nos leva a verificar que esta realidade é a expressão de um regime de que as pessoas estão realmente afastadas, cuja arquitectura formalmente democrática, reproduz, objetivamente!, taxas de participação eleitoral de regimes que limitam o direito ao voto - apesar da diferença de, em regimes ditatoriais, não existir o direito de decidir ir ou não votar?!;
 
4) finalmente: nos restantes Estados-membros merecem ainda destaque, pelo paradigma que representam, os resultados obtidos em França pela extrema-direita de Le Pen e a estrondosa e assutadora derrota do Partido Socialista...
 
... diz o povo: "O Pior Cego é Aquele Que Não Quer Ver"!... 
 

sábado, 24 de maio de 2014

Recuperar a Liberdade, Recriar a Europa...

... porque é preciso devolver aos povos o direito a escolher e a decidir, sem submissões incondicionais e sem demagógicas e fictícias conciliações... porque é preciso contribuir para a implosão de um sistema pervertido em termos de valores, princípios, metodologias e práticas... porque é essencial exigir formas sérias, rigorosas e objetivas de gestão da Polis, sem pactuar com a orgânica dos mecanismos e procedimentos financeiros que desvalorizam a vida das pessoas e promovem a desestruturação socio-económica e cultural para nos conduzirem a graus de anomia identitária capazes de nos anular a consciência e a intervenção... porque é indispensável recriar a ideia de Europa enquanto projeto comunitário, espaço de coexistência da diversidade cultural e organizacional dos Estados-membros e enquanto garantia da igualdade de direitos e de tratamento dos cidadãos, no acesso a condições de vida dignas para todos. Pelo Direito à Liberdade e pelos Direitos Humanos! 

sexta-feira, 23 de maio de 2014

Da Intransigente e Decisiva Luta das Mulheres...

Fawzia Koofi é uma ativista dos direitos das mulheres que, no Parlamento do Afeganistão, luta pela construção de um país onde as raparigas sejam respeitadas como seres humanos. Num espaço social, cultural e politicamente difícil e profundamente trágico, esta é uma guerra feita de coragem e despojada de interesses outros que não sejam exclusivamente o direito a uma existência digna! Há poucas lutas, causas e protagonistas assim... um exemplo que nos exige solidariedade, respeito e cumplicidade! 
 
(a notícia e a imagem chegaram via Isabel Romão no Facebook)

domingo, 18 de maio de 2014

Espelho de Alma...

 
... "Nenúfares"... de Claude Monet.

Sonoridades Femininas...



... a voz de Carmen Paris...

sábado, 17 de maio de 2014

Do Espanto e do Encanto como Aprendizagem do Ser e do Estar!



... o vídeo é longo e talvez a impaciência com que nos habituámos a olhar e a ouvir tudo o que acontece à nossa volta, pelo vertiginoso ritmo da informação e da desinformação, excessiva e intencionalmente desestruturada, nos canse de vez em quando e nos dê vontade de desistir de ouvir tudo, até ao fim... Façam um esforço... vai valer a pena! ... e se é indubitável que, como aprendemos e ensinamos, "A Filosofia nasce do Espanto", a verdade é que, aqui, nas palavras, na voz, na convicção, no brilho do olhar e na autenticidade da teia narrativa de Rubem Alves, ganhamos porque aprendemos, acima de tudo, a pensar e a (re)valorizar o essencial. Tenham um dia tranquilo e sábio!
 
(o vídeo chegou via Isabel de Castro no Facebook)
 

sexta-feira, 16 de maio de 2014

quinta-feira, 15 de maio de 2014

Crimes Contra a Humanidade versus Povos Sacrificados...



"Que esta imagem passe por todo o mundo:
 
O Chefe da Tribo "Kaya po" recebeu a pior notícia de sua vida: Dilma, a presidente do Brasil, deu sua aprovação para a construção de uma grande central hidroeléctrica (a terceira maior do mundo).

A barragem vai inundar cerca de 400 000 hectares de floresta. É a sentença de morte para todos os povos que vivem perto do rio.

Mais de 40 mil índios terão que encontrar novos lugares para viver.

A destruição do habitat natural e o desaparecimento de várias espécies são factos reais!

Este é o preço que estamos dispostos a pagar para garantir a nossa "qualidade de vida" do nosso estilo de vida chamado "moderno"!?!

Não há mais espaço no nosso mundo para aqueles que vivem de forma diferente, onde tudo é nivelado, onde todos em nome da globalização perdem a sua identidade, a sua forma de vida!!!

Por favor, se ficou indignado, partilhe a mensagem...
Obrigado pela vida e biodiversidade."
(via Ruben Menezes, Maria de Fátima Fitas e muitos mais amigos solidários no Facebook)

Efeitos perversos...


"O ofício de ser português - por Baptista Bastos

Ser português não é, somente, uma nacionalidade: é um rude e dificultoso ofício, cujo exercício deixa os seus praticantes depauperados e atormentados. Tudo aquilo que constituía o edifício moral da sociedade foi depredado pela mentira, pelo embuste e pela malevolência. A pecha é transversal: todos os sectores têm sido atingidos e creio ser extremamente difícil remover a nódoa. Começou a campanha eleitoral, e o propósito de esclarecer não melhorou. Como acreditar nos que, até agora, apenas acirraram os nossos desgostos, aumentaram os nossos sofrimentos e acrescentaram o ódio às nossas raivas? A imprensa perdeu o viço e nada esclarece, como lhe competia, a fim de racionalizar o que as televisões noticiam. Os rostos mortos daqueles que tais surgem nos ecrãs com uma persistência que revela a preguiça e a ignorância de quem os alimenta. Perdeu--se o lado humano da vida e admitiu-se como fundamental e regra o número a estatística, a futilidade vaporosa que oculta a verdadeira natureza das coisas.
"A época é de charneira", disse um preopinante de voz grossa e escrita fininha. Um outro, que usa como pseudónimo o patronímico de um português ilustre, proclamou, impávido porque se julga impune, que nada devemos aos capitães de Abril. Claro que são criaturas obnubiladas pelo verdete de se saberem inseguras, fragilizadas pela consciência da sua pessoal menoridade. Mas o mal que têm feito é persistente e cria raízes. O "pensamento" de direita deixou de o ser para se substituir pela inconsistência do oportunismo e da insignificância. É impressionante assistir-se à reescrita da história e à desfaçatez de quem se transformou num democrata instantâneo como o pudim flan, depois de ter sido o que quer que seja de repugnante. A selecção natural do talento, da decência e da honra deixou de exercer o seu império. E a chusma de medíocres alcançou carta de alforria na política, no jornalismo, na literatura, nas ciências sociais. Sem antagonistas, ou porque estes não o querem ser ou por receio de represálias.
Bem desejaria que estes problemas e outros semelhantes, eriçados no nosso país, fossem discutidos entre os candidatos. Não me parece que tal seja possível. Apenas um modesto exemplo: que diferença há entre o Paulo Rangel e o Francisco Assis?, ambos a tocar no mesmo pífaro. Rangel é de direita, e não o esconde. Assis é da ala mais conservadora do PS, e também não faz questão de o dissimular. Foram escolhidos pelas direcções dos seus partidos, e não é preciso acreditar em Deus para se descortinar o porquê das preferências.
Apesar de tudo, chega ser imperioso que votemos. Votemos naqueles que mereçam o favor da nossa consciência e a imposição moral das nossas pessoais opções."
(O texto de Baptista Bastos, publicado ontem no DN, chegou via Ruben Menezes no Facebook

terça-feira, 13 de maio de 2014

"A Lancheira" - Retratos da Alma Escondida da Índia...

"A Lancheira" é um filme indiano, realizado por Ritesh Batra, justamente premiado no Festival de Cannes e actualmente em exibição no nosso país. Os protagonistas, interpretados por Irrfan Khan, Lillete Dubey, Nawazuddin Siddiqui, Nimrat Kaur, dão vida a uma história tão simples que impressiona quem conhece a complexa, sofisticada e trágica realidade da Índia... talvez por denotar o que de mais secreto e inacessível se esconde na alma de cada um: o sonho e o desejo de mudança.