sexta-feira, 24 de outubro de 2014
Sonoridades Femininas...
... um presente de encantar trazido pelas fadas :)
(via António Pinho e Melo no Facebook)
quarta-feira, 22 de outubro de 2014
Diwali - Tempo de Festejar a Luz...
Hoje celebra-se no calendário hindu mas, também, entre sikhs, budistas e jains, o Diwali, conhecido como Festival das Luzes, símbolo da energia positiva que se renova, coletivamente, todos os anos.
"Que o Festival das Luzes preencha todas as vidas com o brilho da felicidade e da alegria!"
(para conhecer melhor o sentido do Diwali ler aqui).
terça-feira, 21 de outubro de 2014
As comunidades indianas migrantes...
... fotógrafo justamente conceituado deste país maravilhoso que é a Índia, um dos maiores e melhores espelhos da Humanidade, onde a democracia e o sucesso se consolidam, vencendo e mudando progressiva mas, solidamente, uma espécie de caos que parecia eterno, vale a pena conhecer o trabalho de Pablo Bartholomew que, sendo datado e carecendo de alguns anos relevantes no desenvolvimento deste país-continente, é, ainda assim, notável para que possamos conhecer melhor o mundo em que vivemos...
segunda-feira, 20 de outubro de 2014
sábado, 18 de outubro de 2014
Kobani - A Corajosa Luta das Mulheres Kurdas...
... porque, como elas próprias dizem, ´não há diferença entre homens e mulheres"!... particularmente quando se trata do direito à vida, à dignidade, à defesa dos direitos humanos e da paz!...
segunda-feira, 13 de outubro de 2014
Da Crise e das "Ajudas" a Portugal e à Grécia como Resgastes de Bancos Alemães
A notícia, chocante!, decorre da entrevista que, Philippe Legrain concedeu a propósito do lançamento do seu livro European Spring: Why our Economies and Politics are in a mess (ou seja: "A Primavera Europeia: Porque estão uma confusão as nossas Economia e Políticas"). Philippe Legrain foi conselheiro de Durão Barroso, enquanto Presidente da Comissão Europeia e regista, sem dissimulações ou equívocos, a natureza da estratégia das chamadas "ajudas" a Portugal e à Grécia que nos conduziram à pobreza, à inércia e à dependência em que hoje se encontram os países do sul europeu. Publicada no jornal Público, a notícia que aqui transcrevo pode ser lida aqui:
"Philippe Legrain, foi conselheiro económico independente de Durão Barroso, presidente da Comissão Europeia, entre Fevereiro de 2011 e Fevereiro deste ano, o que lhe permitiu acompanhar por dentro o essencial da gestão da crise do euro. A sua opinião, muito crítica, do que foi feito pelos líderes do euro, está expressa no livro que acabou de publicar “European Spring: Why our Economies and Politics are in a mess”.
A tese do seu livro é que a gestão da crise da dívida, ou crise do euro, foi totalmente inepta, errada e irresponsável, e que todas as consequências económicas e sociais poderiam ter sido evitadas. Porque é que as coisas se passaram assim? O que é que aconteceu?Uma grande parte da explicação é que o sector bancário dominou os governos de todos os países e as instituições da zona euro. Foi por isso que, quando a crise financeira rebentou, foram todos a correr salvar os bancos, com consequências muito severas para as finanças públicas e sem resolver os problemas do sector bancário. O problema tornou-se europeu quando surgiram os problemas da dívida pública da Grécia. O que teria sido sensato fazer na altura – e que era dito em privado por muita gente no FMI e que este acabou por dizer publicamente no ano passado – era uma reestruturação da dívida grega. Como o Tratado da União Europeia (UE) tem uma regra de “no bailout” [proibição de assunção da dívida dos países do euro pelos parceiros] – que é a base sobre a qual o euro foi criado e que deveria ter sido respeitada – o problema da Grécia deveria ter sido resolvido pelo FMI, que teria colocado o país em incumprimento, (default), reestruturado a dívida e emprestado dinheiro para poder entrar nos carris. É o que se faz com qualquer país em qualquer sítio. Mas não foi o que foi feito, em parte em resultado de arrogância – e um discurso do tipo ‘somos a Europa, somos diferentes, não queremos o FMI a interferir nos nossos assuntos’ – mas sobretudo por causa do poder político dos bancos franceses e alemães. É preciso lembrar que na altura havia três franceses na liderança do Banco Central Europeu (BCE) – Jean-Claude Trichet – do FMI – Dominique Strauss-Kahn – e de França – Nicolas Sarkozy. Estes três franceses quiseram limitar as perdas dos bancos franceses. E Angela Merkel, que estava inicialmente muito relutante em quebrar a regra do “no bailout”, acabou por se deixar convencer por causa do lobby dos bancos alemães e da persuasão dos três franceses. Foi isto que provocou a crise do euro.
Porque a decisão de emprestar dinheiro a uma Grécia insolvente transformou de repente os maus empréstimos privados dos bancos em obrigações entre Governos. Ou seja, o que começou por ser uma crise bancária que deveria ter unido a Europa nos esforços para limitar os bancos, acabou por se transformar numa crise da dívida que dividiu a Europa entre países credores e países devedores. E em que as instituições europeias funcionaram como instrumentos para os credores imporem a sua vontade aos devedores. Podemos vê-lo claramente em Portugal: a troika (de credores da zona euro e FMI) que desempenhou um papel quase colonial, imperial, e sem qualquer controlo democrático, não agiu no interesse europeu mas, de facto, no interesse dos credores de Portugal. E pior que tudo, impondo as políticas erradas. Já é mau demais ter-se um patrão imperial porque não tem base democrática, mas é pior ainda quando este patrão lhe impõe o caminho errado. Isso tornou-se claro quando em vez de enfrentarem os problemas do sector bancário, a Europa entrou numa corrida à austeridade colectiva que provocou recessões desnecessariamente longas e tão severas que agravaram a situação das finanças públicas. Foi claramente o que aconteceu em Portugal. As pessoas elogiam muito o sucesso do programa português, mas basta olhar para as previsões iniciais para a dívida pública e ver a situação da dívida agora para se perceber que não é, de modo algum, um programa bem sucedido. Portugal está mais endividado que antes por causa do programa, e a dívida privada não caiu. Portugal está mesmo em pior estado do que estava no início do programa.
Quando diz que os Governos e instituições estavam dominados pelos bancos quer dizer o quê?
Quero dizer que os Governos puseram os interesses dos bancos à frente dos interesses dos cidadãos. Por várias razões. Em alguns casos, porque os Governos identificam os bancos como campeões nacionais bons para os países. Em outros casos tem a ver com ligações financeiras. Muitos políticos seniores ou trabalharam para bancos antes, ou esperam trabalhar para bancos depois. Há uma relação quase corrupta entre bancos e políticos. No meu livro defendo que quando uma pessoa tem a tutela de uma instituição, não pode ser autorizada a trabalhar para ela depois.
Quero dizer que os Governos puseram os interesses dos bancos à frente dos interesses dos cidadãos. Por várias razões. Em alguns casos, porque os Governos identificam os bancos como campeões nacionais bons para os países. Em outros casos tem a ver com ligações financeiras. Muitos políticos seniores ou trabalharam para bancos antes, ou esperam trabalhar para bancos depois. Há uma relação quase corrupta entre bancos e políticos. No meu livro defendo que quando uma pessoa tem a tutela de uma instituição, não pode ser autorizada a trabalhar para ela depois.
Também diz no seu livro que quando foi conselheiro de Durão Barroso, o avisou claramente logo no início sobre o que deveria ser feito, ou seja, limpar os balanços dos bancos e reestruturar a dívida grega. O que é que aconteceu? Ele não percebeu o que estava em causa, ou percebeu mas não quis enfrentar a Alemanha e a França?
Sublinho que isto não tem nada de pessoal. O presidente Barroso teve a abertura de espírito suficiente para perceber que os altos funcionários da Comissão estavam a propôr receitas erradas. Não conseguiram prever a crise e revelaram-se incapazes de a resolver. Ele viu-me na televisão, leu o meu livro anterior (*) e pediu-me para trabalhar para ele como conselheiro para lhe dar uma perspectiva alternativa. O que foi corajoso, e a mim deu-me uma oportunidade de tentar fazer a diferença. Infelizmente, apesar de termos tido muitas e boas conversas em privado, os meus conselhos não foram seguidos.
Sublinho que isto não tem nada de pessoal. O presidente Barroso teve a abertura de espírito suficiente para perceber que os altos funcionários da Comissão estavam a propôr receitas erradas. Não conseguiram prever a crise e revelaram-se incapazes de a resolver. Ele viu-me na televisão, leu o meu livro anterior (*) e pediu-me para trabalhar para ele como conselheiro para lhe dar uma perspectiva alternativa. O que foi corajoso, e a mim deu-me uma oportunidade de tentar fazer a diferença. Infelizmente, apesar de termos tido muitas e boas conversas em privado, os meus conselhos não foram seguidos.
Porquê? Será que a Comissão não percebeu? A Comissão tem a reputação de não ter nem o conhecimento nem a experiência para lidar com uma crise destas. Foi esse o problema?
Foram várias coisas. Claramente a Comissão e os seus altos funcionários não tinham a menor experiência para lidar com uma crise. Era uma anedota! O FMI é sempre encarado como a instituição mais detestada [da troika], mas quando foi juntamente com a Comissão à Irlanda, as pessoas do FMI foram mais apreciadas porque sabiam do que estavam a falar, enquanto as da Comissão não tinham a menor ideia. Por isso, uma das razões foi inexperiência completa e, pior, inexperiência agravada com arrogância. Em vez de dizerem “não sei como é que isto funciona, vou perguntar ao FMI ou ver o que aconteceu com as anteriores crises na Ásia ou na América Latina”, os funcionários europeus agiram como se pensassem “mesmo que não saiba nada, vou na mesma fingir que sei melhor”. Ou seja, foram incapazes e arrogantes. A segunda razão é institucional: não havia mecanismos para lidar com a crise e, por isso, a gestão processou-se necessariamente sobretudo através dos Governos. E o maior credor, a Alemanha, assumiu um ponto de vista particular. Claro que isto não absolve a Comissão, porque antes de mais, muitos responsáveis da Comissão, como Olli Rehn [responsável pelos assuntos económicos e financeiros], partilham a visão alemã. Depois, porque o papel da Comissão é representar o interesse europeu, e o interesse europeu deveria ter sido tentar gerar um consenso de tipo diferente, ou pelo menos suscitar algum tipo de debate. Ou seja, a Comissão poderia ter desempenhado um papel muito mais construtivo enquanto alternativa à linha única alemã. E, por fim, é que, embora seja politicamente fraca, a Comissão tem um grande poder institucional. Todas as burocracias gostam de ganhar poder. E neste caso, a Comissão recebeu poderes centralizados reforçados não apenas para esta crise, mas potencialmente para sempre, que lhe dão a possibilidade de obrigar os países a fazer coisas que não conseguiram impor antes. É por isso que parte da resposta é também uma tomada de poder."
(o conhecimento da notícia chegou via Senhor General José Loureiro dos Santos no Facebook)
Foram várias coisas. Claramente a Comissão e os seus altos funcionários não tinham a menor experiência para lidar com uma crise. Era uma anedota! O FMI é sempre encarado como a instituição mais detestada [da troika], mas quando foi juntamente com a Comissão à Irlanda, as pessoas do FMI foram mais apreciadas porque sabiam do que estavam a falar, enquanto as da Comissão não tinham a menor ideia. Por isso, uma das razões foi inexperiência completa e, pior, inexperiência agravada com arrogância. Em vez de dizerem “não sei como é que isto funciona, vou perguntar ao FMI ou ver o que aconteceu com as anteriores crises na Ásia ou na América Latina”, os funcionários europeus agiram como se pensassem “mesmo que não saiba nada, vou na mesma fingir que sei melhor”. Ou seja, foram incapazes e arrogantes. A segunda razão é institucional: não havia mecanismos para lidar com a crise e, por isso, a gestão processou-se necessariamente sobretudo através dos Governos. E o maior credor, a Alemanha, assumiu um ponto de vista particular. Claro que isto não absolve a Comissão, porque antes de mais, muitos responsáveis da Comissão, como Olli Rehn [responsável pelos assuntos económicos e financeiros], partilham a visão alemã. Depois, porque o papel da Comissão é representar o interesse europeu, e o interesse europeu deveria ter sido tentar gerar um consenso de tipo diferente, ou pelo menos suscitar algum tipo de debate. Ou seja, a Comissão poderia ter desempenhado um papel muito mais construtivo enquanto alternativa à linha única alemã. E, por fim, é que, embora seja politicamente fraca, a Comissão tem um grande poder institucional. Todas as burocracias gostam de ganhar poder. E neste caso, a Comissão recebeu poderes centralizados reforçados não apenas para esta crise, mas potencialmente para sempre, que lhe dão a possibilidade de obrigar os países a fazer coisas que não conseguiram impor antes. É por isso que parte da resposta é também uma tomada de poder."
(o conhecimento da notícia chegou via Senhor General José Loureiro dos Santos no Facebook)
sábado, 11 de outubro de 2014
Do Nobel da Paz à Violência...
Um dia depois de ter sido atribuído a Malala Yousafzai (paquistanesa) e a Kailash Satyarthi (indiano), o Prémio Nobel da Paz 2014, pelo protagonismo na luta contra a crueldade, a ignorância e a defesa dos direitos das crianças, surge, brutal!, a notícia da Unicef que se pode ler aqui e que passo a transcrever:
"O Fundo das Nações Unidas para a Infância - UNICEF chamou hoje a atenção para «a magnitude da violência» contra as adolescentes, a propósito do Dia Internacional da Rapariga, que se assinala no sábado. Quase metade das adolescentes considera que, nalguns casos, é admissível que um parceiro bata na mulher, indica um relatório da UNICEF.
Quase uma em cada quatro raparigas adolescentes é vítima de violência física”, ou seja, aproximadamente 70 milhões, entre os 15 e os 19 anos, recordou num comunicado.
A agência da ONU faz uma nova compilação da dados já divulgados, nomeadamente no relatório apresentado publicamente no início de setembro “Escondido à vista (Hidden in plain sight)”, o maior trabalho alguma vez realizado sobre violência contra as crianças, baseado em dados de 190 países.
“Cerca de 120 milhões de raparigas menores de 20 anos (cerca de uma em cada 10) tiveram experiências de relações sexuais forçadas ou outro tipo de atos sexuais forçados”, assinalou.
A UNICEF lembrou ainda que “mais de 700 milhões de mulheres hoje vivas casaram antes dos 18 anos” e “mais de uma em cada três (cerca de 250 milhões) entraram numa união antes dos 15 anos”.
No comunicado, a organização revela igualmente preocupação com as “perceções erradas e prejudiciais sobre a aceitação da violência, particularmente entre as raparigas”: a recusa de relações sexuais, o sair de casa sem autorização, discutir ou queimar o jantar são justificação para que um homem bata na companheira para quase metade das raparigas entre os 15 e os 19 anos, de acordo com os dados.
“Estes números refletem uma mentalidade que tolera, perpetua e até justifica a violência – e devem fazer soar um alarme a toda a gente, em todo o lado,” afirmou Geeta Rao Gupta, directora-adjunta da UNICEF.
Manter as raparigas na escola para que adquiram “competências cruciais”, dialogar com as comunidades e reforçar os serviços judiciais, criminais e sociais podem prevenir a violência, aconselha a organização."
(via Diário Digital/Lusa)
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Sociedade; Violência; Educação;
quinta-feira, 9 de outubro de 2014
PODEMOS - Um Rasgo de Coragem...
Provavelmente, haverá quem estranhe o quão pouco tenho escrito sobre a política nacional, a governação e a própria oposição, apesar da gravidade com que vertiginosamente quebram e desfazem o que resta do país... Pois... confesso que é intencional porque, sinceramente, não tenho vontade de perder tempo com intrigas e conversinhas "de café", a propósito do que é, por natureza, profundamente sério! Não tenho, por isso, qualquer motivação para gastar tempo a falr ou a escrever sobre quem é completamente incapaz de pensar solidária e objetivamente, ignorando a falta de nobreza e de responsabilidade social inerente às práticas que trocam a vida das pessoas e a soberania de um povo pelos interesses dos mercados e dos credores internacionais, sem argumentação minimamente válida, numa demonstração absoluta de inércia mental e cultural, capaz de optar pela crueldade, fingindo-a trágica, como se um destino pré-racional se tratasse... Talvez o meu silêncio seja a expressão da minha revolta e da minha decisão de não pactuar de forma alguma com este regime... entretanto, felizmente, vamos encontrando sinais de atitudes corajosas como convém à humanidade e à vida... e disso são pequenos exemplos a intervenção de Pablo Iglesias e as abordagens frontais do movimento espanhol PODEMOS que está em fase de preparação das Jornadas para o seu processo de constituição e que, aqui, partilho:
"Señora Morgerini, decía Woody Allen que no podía escuchar a Wagner porque le entraban ganas de invadir Polonia, y en esta comisión algunos escuchan tanto a Wa...gner que le entran ganas de invadir Rusia. Le pregunto si la actitud europea tan beligerante hacia Rusia no le parece que contrasta con la tolerancia y benevolencia europea respecto a Israel que incumple continuamente los derechos humanos y la legalidad internacional".
... Da sistematicidade da denúncia não corporativa do PODEMOS, temos também exemplo aqui:
"Falta de transparencia, de control para no permitir la corrupción del 1% enriquecido y, obviamente, falta de democracia por parte de los partidos del 78. Esto define los titulares sobre los avances en la investigación de las tarjetas Blacks... de Caja Madrid.
-Caja Madrid también concedió 62 millones en préstamos a 34 usuarios de las tarjetas.
-La dirección de Caja Madrid se negó a entregar a uno de sus consejeros un listado con movimiento de su tarjeta corporativa, esas que ahora investiga corrupción.
-Virgilio Zapatero, el exconsejero de la entidad financiera, acusa al PSOE de no buscar la verdad en el caso de las tarjetas y asegura que las declaraciones de Pedro Sánchez sobre el tema parecen buscar titulares de prensa más que la verdad y la justicia.
- El PP no dice cómo investigará si sus afiliados usaron la tarjeta Black de Caja Madrid, eso sí, les conceden el beneficio de la duda porque "muchos podían pensar que eso era legal".
-Caja Madrid también concedió 62 millones en préstamos a 34 usuarios de las tarjetas.
-La dirección de Caja Madrid se negó a entregar a uno de sus consejeros un listado con movimiento de su tarjeta corporativa, esas que ahora investiga corrupción.
-Virgilio Zapatero, el exconsejero de la entidad financiera, acusa al PSOE de no buscar la verdad en el caso de las tarjetas y asegura que las declaraciones de Pedro Sánchez sobre el tema parecen buscar titulares de prensa más que la verdad y la justicia.
- El PP no dice cómo investigará si sus afiliados usaron la tarjeta Black de Caja Madrid, eso sí, les conceden el beneficio de la duda porque "muchos podían pensar que eso era legal".
.. e aqui:
"Un Tribunal de Cuentas donde de 600 empleados 100 tienen lazos de parentesco, y en el que los 12 miembros de la cúpula directiva son elegidos por los partidos de la casta y cobran una media de 112.000 al año, es una vergüenza. Estas prácticas violan la igualdad de oportunidades que sanciona la Constitución para el acceso a los puestos públicos.
¡Podemos y debemos acabar con esto!"
¡Podemos y debemos acabar con esto!"
...Saudável é também ver os argumentos de quem, com prestígio e honra, se lhes associa, com orgulho, declarando que as propostas do PODEMOS concretizam o que, até aqui, era uma espécie de argumentos censurados pelo(s) regime(s)... LER AQUI.
domingo, 5 de outubro de 2014
quinta-feira, 2 de outubro de 2014
Da homenagem a Mahatma Gandhi à Saudação a Alfredo Bruto da Costa
Mahatma Gandhi, de seu nome Mohandas Gandhi, o Gandhiji de todos os que nele reconheceram o grande, imenso e inesquecível trabalho que fez em prol da Índia e do Mundo, nasceu, faz hoje 145 anos, em Porbandar, na Índia. A homenagem pelo seu inexcedível esforço e pela luta indefectível com que concretizou a Não-Violência como prática política, é, por isso, incontornável.
A propósito de uma das frases que o celebrizaram, aproveito a oportunidade para saudar publicamente o Professor Doutor Alfredo Bruto da Costa que, ao entrar no Conselho de Estado, dignifica um dos mais simbólicos órgãos de soberania da República Portuguesa. Pena é que não seja um cargo permanente porque de tudo o que vai ensinar, muito mais haveria a aproveitar por todos quantos aí irão aprender, perdendo o direito a invocar o desconhecimento do diagnóstico e das soluções que configuram a prioridade inequívoca da intervenção política enquanto intervenção social. Porque é urgente -e é possível!- uma Humanidade Melhor!segunda-feira, 29 de setembro de 2014
António Costa - "Este Cravo é Vosso"
António Costa é o novo Secretário Geral do Partido Socialista. Com uma vitória esmagadora sobre a liderança de António José Seguro que, nos últimos anos, retirou toda a visibilidade e credibilidade ao único partido com um historial capaz de vencer eleições legislativas e, no caso, vencer a coligação PSD/CDS, a frase da noite foi: "Este cravo é vosso!"!... E é... é um cravo que pertence a todos os portugueses que se mobilizaram para ir votar nas primeiras eleições primárias realizadas em Portugal e que dão a António Costa o protagonismo de ser o primeiro candidato a Primeiro-Ministro escolhido pelos cidadãos e não, apenas, pelos militantes de um partido.
A escolha do cravo e a frase que proferiu fazem jus à confiança que a sociedade nele depositou e acredito que António Costa honrará o povo e o cravo, como político inteligente, inovador, dotado de capacidade de iniciativa, capaz de trabalhar por objetivos e de os concretizar! António Costa é, além de uma pessoa muito inteligente, um homem de princípios e um homem de cultura! Foi bonito vê-lo com o cravo, ladeado por Manuel Alegre e Ferro Rodrigues! A sério: "Foi bonita a Festa, pá!"... agora, só falta o programa para fazer vencer o país, aproveitando os fundos estruturais da forma séria e competente que o País merece e propondo as reformas que devolverão alguma da dignidade perdida às condições de vida e aos serviços públicos que a Constituição consagrou como um Direito de Todos!... ah, sim... e transformar o Partido Socialista - ou, pelo menos, dinamizar processos no PS capazes de o tornarem um partido que o mereça... e ao Cravo... que é, como bem disse: Nosso!.
sexta-feira, 26 de setembro de 2014
Histórias Inesquecíveis...
... hoje, recuperei um exemplar da 1ª edição de "Bela e Sebastião", da autoria de Cecile Aubry, publicado em Portugal em 1968, o ano em que a RTP transmitia, às 19h, a série do mesmo nome, de uma beleza ímpar pela autenticidade que transparecia das interpretações e dos cenários... Partilho aqui o genérico dessa série inesquecível que me fez apaixonar pela leitura de livros "a sério" e aproveito para deixar recordar quem dela se lembra, com algumas das suas imagens originais que são, naturalmente, fáceis de identificar por serem a preto e branco!... Entretanto, parece que há um realizador que decidiu voltar a filmar a história tal como foi contada nesta série que correu a Europa em 68... espero que seja verdade e que a qualidade não desmereça as vantagens que a tecnologia contemporânea proporciona!... porque, há uns anos, alguém se lembrou se fazer uma série de desenhos animados inspirada nesta magnífica história, retirando-lhe o dramatismo e a beleza que a tornam única e eu, simplesmente, fui incapaz de ver!... Senhoras e Senhores, "Bela e Sebastião" :))
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quarta-feira, 24 de setembro de 2014
Sonoridades Femininas...
... uma versão acústica de "Bimpé" na voz de Bukola Elemide ou Aṣa (pronunciado "Asha"), cantora e compositora francesa de origem nigeriana...
terça-feira, 23 de setembro de 2014
Agradecer as Palavras, a Intenção e o Tempo...
Como agradecer, em simultâneo, todas as belas palavras, imagens e mensagens, expressões de amizade, antiga, recente ou virtual que, como um rito de encantamento, me dirigiram tod@s quant@s me felicitaram, no passado domingo, pelo meu aniversário? Talvez com a imagem mais pura da beleza! A tod@s o meu muito obrigado!
... porque: "O essencial é invisível aos olhos. Só se vê bem com o coração"
(in "O Principezinho" de Antoine de St. Exupéry)
segunda-feira, 22 de setembro de 2014
Da Literatura como Construção da Cidadania - "Anuro, o Sapo, Sapinho..."
A convite do meu amigo António Luís Carlos, o premiado autor de literatura infantil Carlos Canhoto, escrevi o texto que agora, aqui, partilho! Recomendo vivamente a sua leitura atenta, em casa, nas escolas e em todos os espaços onde haja crianças e se cumpra a missão de as educar com o objetivo de delas fazermos cidadãos melhores, capazes de ajudar a resgatar a esperança do mundo em que vivemos! Depois de o lerem, espero que o comprem porque é, de facto, uma obra-prima da literatura infantil!
"
A Literatura Infantil é uma
festa!... Tem que ser uma festa! Tem que ser uma festa porque, enquanto instrumento
de transmissão e valorização do conhecimento, enquanto veículo de aprendizagem
e meio de formação, a literatura infantil tem a extraordinária responsabilidade
social de ajudar a configurar as formas de ser e de estar dos mais pequenos, de
lhes parametrizar os gostos estéticos e os juízos, as tendências e a ética.
Nesse jogo complexo de interações
entre o objeto que é o livro infantil e a criança que o lê, há uma densidade
carregada de sentido de que o autor tem que ser, necessariamente, consciente
porque é essa densidade de “mais-valia”,
com a capacidade transformadora de acrescentar qualquer coisa ao que se sabe,
que as crianças procuram nos livros e nas histórias.
Se o livro desaparecer como
tantos vaticinam, a perda e o retrocesso do ritmo de aprendizagem seria tal
que, provavelmente, aumentaria exponencialmente o grau de agressividade e de
violência social a que estamos constantemente sujeitos, também nas escolas sob
a forma de bullying e assédio em
função das mais discriminatórias e gratuitas razões – particularmente, porque
os jogos tecnológicos com que as crianças e os adolescentes se distraem, veriam
significativamente aumentado o seu grau de influência, em termos de capacidade
alienante e de ameaça face ao desenvolvimento integral e harmonioso que é
preciso promover nas populações mais jovens.
De facto, os jogos electrónicos
assentam no desafio, na concorrência e na competitividade enquanto os livros
assentam num estrutura narrativa consistente que requer reflexão e, por isso,
os jogos despertam adrenalina e tensão ao invés dos livros que despertam
tranquilidade e imaginação.
Carlos Canhoto, pseudónimo do
autor do livro que hoje aqui vamos apresentar, materializa, com o suporte
cromático vivo e simples da excelente ilustradora Rita Goldrajch a competência
pedagógica e a natureza intrínseca da literatura infantil através de histórias
que, com os pés assentes na terra, fazem sonhar, a propósito de realidades
simples.
Carlos Canhoto descobre, revela e
pinta narrativamente a realidade do mundo que habitamos e do chão que pisamos,
conferindo-lhe a beleza que só a poesia do olhar pode encontrar. É disso que é
testemunho a história de Anuro, o sapo sapinho que tinha um tesouro, um tesouro
que, apesar de conhecido, se manifesta estranho, surpreendente e encantado
perante a maneira de o contar.
Esta é uma arte rara, a de contar
o mundo como se de um conto de fadas se tratasse (e talvez assim seja, se
pensarmos na extraordinária oportunidade que temos de embelezar e aperfeiçoar a
realidade dos dias) e conseguir transmitir essa ideia a todos, em particular,
os mais novos.
Anuro é o sapo, sapinho que não
precisa de se transformar em Príncipe, porque é belo e bom tal como é! Anuro é
o sapinho que nos faz gostar, respeitar e sentir ternura até pelos sapos…
Anuro é um antídoto contra a
discriminação introduzida nos pequenos espaços públicos para afastar pessoas de
etnia cigana!
Anuro conquista, convence… e
vence! Vence o mercado, a produção em massa, os clichés que sempre se deixam
dizer nestas palavras.
Anuro é uma história simples,
verdadeira, ilustrada com uma intensidade sem par que, compondo o seu próprio
mundo, o partilha e que as Edições Poejo, com brio, dão hoje à estampa e a
todos os públicos que tanto dele podem, construtivamente, aproveitar.
Anuro vai ser, talvez, o primeiro sinal de
mudança que remete para a revalorização da natureza enquanto paisagem e terra
firme da criação, dos alimentos saudáveis e da alegria.
E se dúvidas houvesse sobre a
eficácia e a concretização dos objectivos expostos, Carlos Canhoto dá a
resposta com um conjunto de iniciativas anexas à história de Anuro, que o
tornam exemplar na concretização de todas as iniciativas pedagógicas: Anuro
traz um jogo para os mais pequenos jogarem, uma canção (belíssima!!!) para
todos cantarmos e um espaço em branco para que se possa pintar – recursos
através dos quais Anuro se transforma num sapinho personalizado de fácil e
empática apropriação afectiva por todos os leitores, qualquer que seja a sua
idade.
E é de leitores, narradores,
animadores e professores que, agora, Anuro precisa para que seja possível
conferir mais beleza à realidade e mais sentido a todas as coisas…
… como o vem fazendo António Luís
Carlos, um inventor dos dias e um criador de sonhos que, como uma espécie de
alma guardiã e protectora, passa há décadas sobre as casas e as gentes, na
forma de uma sombra discreta promotora da esperança que atravessa os campos que
habita como um fôlego e que, como uma luz, dá, serena e discretamente, à
comunidade, a vida, a cultura e a alegria com que, decisivamente, contagiou e
fez crescer Mora.
Votos de Boa Leitura para todos os que irão
conhecer e amar Anuro, o Sapo, Sapinho!"
Este meu texto de apresentação de "Anuro, o Sapo Sapinho" foi publicado no Jornal online "Alentejo em Linha" que vale a pena conhecer e pode ser lido também AQUI!
sexta-feira, 19 de setembro de 2014
Da Fala ...

"Alentejanismos… com tradução
Eu - Abalei às 15h…
Ele - Tu o quê??...
Eu - Abalei…
Ele - O que é isso?
Eu - Ora, fui-me embora…
Todo o bom alentejano “abala”, para um sítio qualquer, que normalmente é já ali. O ser já ali é uma forma de dizer que não é muito longe, mas claro que qualquer aldeia perto aqui no Alentejo está no mínimo a cerca de 30km. Só um alentejano sabe ser alentejano!
Um alentejano “amanha” as suas coisas, não as arranja, um alentejano tem “cargas de fezes”, não tem problemas, um alentejano vai “à do" ou "à da"…” não vai "a casa de"…, um alentejano “inteira-se das coisas” não fica a saber… No Alentejo não há aldrabões há “pantomineiros” e aqui também não se brinca, “manga-se”.
No Alentejo não se deita nada fora, “aventa-se” qualquer coisa e come-se “ervilhanas” ou “alcagoitas” (amendoins) e “malacuecos” (farturas). Os alentejanos não espreitam nada nem ninguém, apenas se “assomam”… E quando se “assomam” muitas vezes podem mesmo ter dores nos “artelhos” (tornozelos)!
As coisas velhas são “caliqueiras” e muitas vezes viaja-se de “furgonete” (carrinha de caixa aberta), algo que pode deixar as pessoas “alvoreadas” (desassossegadas). Quando algo não corre bem, é uma “moideira” (chatice) e ficamos “derramados” (aborrecidos) com a situação, levando muitas a vezes a que as pessoas acabem por “garrear” (discutir) umas com as outras e a fazerem grandes “descabeches” (alaridos).
“Ainda-bem-não” (regularmente) as pessoas tem que puxar pela “mona” (cabeça) para se desenrascarem quando muitas vezes a solução dos seus problemas está mesmo “escarrapachada” (bem visível) à sua frente.
Não estou “repesa” (arrependida) de ter escrito esta pequena crónica, com vista a lembrar detalhes do património oral que nos é tão próximo e muitas vezes de “bradar” aos céus. “Dei fé” (pesquisei) a algumas expressões e tentei não vos criar, a vós leitores, uma grande “moenga”, apenas quero que guardem algumas destas expressões na vossa “alembradura” (lembrança)!"
MARIA FLORINDO
Tribuna Alentejo: http://tribunaalentejo.pt/…/983-alentejanismos-com-traducao…
Tribuna Alentejo: http://tribunaalentejo.pt/…/983-alentejanismos-com-traducao…
(via Miguel Madeira no Facebook)
quarta-feira, 17 de setembro de 2014
Sonoridades...
... Oswaldo Montenegro em "Metade"... (ah... já agora, a palavra "anseio" está mal escrita na legendagem deste maravilhoso poema-canção... mas, neste contexto, isso não interessa nada!)...
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