Hoje, na Grécia, podem votar 9 milhões de pessoas. O Syriza ocupa o primeiro lugar nas sondagens, a 6 pontos do segundo partido com maior taxa de intenção de votos. Considerado radical, o partido liderado por Alexis Tsipras, pode representar, para toda a Europa, o reacender da esperança. Hoje, Somos Todos Gregos e todos, pelo menos, em Portugal e em Espanha, gostaríamos de aí poder votar porque é incontornável e generalizada, a vontade extrema de mudança face à já insuportável política de austeridade que, sob o comando internacional do FMI, da troika e da política europeia, tem vindo, progressivamente e sem dar tréguas, a sufocar as economias em nome da extorsão de receitas cujo único objetivo é estancar a subida, imparável!, dos juros da famigerada "dívida", liquidando postos de trabalho e direitos fundamentais dos cidadãos: do emprego à saúde e da educação à habitação (para além da apropriação das casas pelos bancos, face à incapacidade das pessoas pagarem empréstimos contraídos em tempos em que tal dificuldade se não colocava, dada a existência de emprego, registe-se, por exemplo, que, na Grécia, 10% das famílias vive já sem eletricidade por ausência de capacidade financeira para pagar os consumos). Ao caos social europeu a que se somam os problemas de segurança acumulados pela dimensão da imigração, designadamente, magrebina, africana e do leste, bem como as péssimas condições de vida em que sobrevivem nos "países de chegada" (dando consistência à lógica de reprodução da pobreza) e o risco de sedução da violência e do extremismo que, face à desigualdade de oportunidades, se exerce sobre os jovens levando a que integrem e protagonizem actos atentatórios dos direitos e da vida das pessoas, a União Europeia e, em particular, os países da Europa do Sul deixaram de dar resposta! - preocupados apenas com os números de que se alimentam os organismos financeiros internacionais de anónimos rostos movidos por insaciáveis interesses accionistas e apesar do custo social que daí decorre, materializado em milhões de pessoas a viver sem trabalho e sem horizontes de esperança! Faz, por isso, todo o sentido, o aparecimento do discurso político do Syriza e, em Espanha, do Podemos, que, finalmente, emergem, anunciando a defesa de posturas políticas diferentes, valorizadoras da vida dos cidadãos e de economias sustentadas, orientadas para a produtividade e a distribuição social da riqueza, com o objetivo de devolver aos cidadãos os direitos que lhes foram usurpados e as condições de vida dignas que a suposta Europa Social garantiria. Da capacidade e competência de levar a cabo tais objetivos, no contexto das forças dominantes antagónicas que reeditaram, de forma incontestável, a luta de classes, falarão os tempos mais próximos. Hoje, os olhos estão postos na Grécia e a responsabilidade social do Syriza é, não só, nacional mas, europeia. Do seu sucesso depende, de certa forma, o nosso futuro! Por isso, hoje, mais uma vez: Somos Todos Gregos!
domingo, 25 de janeiro de 2015
sábado, 17 de janeiro de 2015
quinta-feira, 15 de janeiro de 2015
quarta-feira, 14 de janeiro de 2015
Do Riso - Pela Paz, o Respeito pela Diversidade e a Liberdade de Expressão!
Hoje, em França, estão nas bancas 3 milhões de exemplares do jornal Charlie Hebdo, cuja primeira página surge com este cartoon... Os sobreviventes da tragédia pretendem, com esta publicação, prestar homenagem aos colegas assassinados e afirmar que, de facto, nenhum líder religioso pode, em consciência, defender a violência e a morte como forma de afirmar as suas convicções! ... Quando as crenças alcançam um grau de obscurantismo que leva a considerar que até os bonecos de neve são anti-islâmicos (LER AQUI), é urgente transmitir às crianças e aos jovens que vivem, designadamente, nas sociedades europeias, que a Liberdade é uma forma de viver que não implica o insulto, a ofensa e que respeita a diversidade, promovendo a tolerância em nome da coexistência pacífica (ao contrário do Medo que é castrador do desenvolvimento da personalidade e inibidor da capacidade de exercício dos Direitos Humanos e dos Direitos Fundamentais a que a Democracia nos permite ter acesso)! Porque rir não ofende (já que sentir-se ofendido é, apenas!, uma atitude de quem não é capaz de viver fora do radicalismo demagógico das suas crenças), exorciza o medo e liberta a energia, o riso permite-nos ser melhores para com os que nos rodeiam!... Rir é perceber a ironia, quer na arte, quer na vida!... e é urgente aprendermos a rir de nós próprios para abrirmos um espaço efectivo dentro de nós, capaz de respeitar a diversidade e de contribuir todos os dias para consolidar e promover a coexistência pacífica, indispensável no mundo em que vivemos! Por isso: Viva o Humor! Viva a Alegria! Viva o Amor!... e... Viva a Liberdade!...
segunda-feira, 12 de janeiro de 2015
O Povo é Quem Mais Ordena! Obrigada, Paris! Obrigada, Europa! Viva a Liberdade!
Paris protagonizou ontem, na maior manifestação de que há memória, o espírito da Europa dos Cidadãos que, justamente, deu corpo ao conceito de Europa Social que, durante duas décadas do projeto de União Europeia, animou as pessoas no sentido de, globalmente, se acreditar na possibilidade efectiva de construção de um mundo melhor para Todos!... Ontem, dia 11 de janeiro de 2015, "o povo saiu à rua" para gritar: Não ao Medo! Não à Violência! Não ao Terrorismo! Sim aos Direitos Humanos! Sim à Liberdade de Expressão e à Liberdade Religiosa! Sim à Democracia!... e aos dois milhões de pessoas que encheram o espaço público francês, em grandes e pequenas cidades, uniram-se muitos mais milhões na comoção, na esperança, na convicção e na determinação de que os valores civilizacionais e culturais que defendemos, não podem ser postos em causa pela ameaça de alguns que, na sua megalomania extremista, pensaram poder derrotar a maior conquista da Humanidade (ou seja, o esforço concertado de respeito pelos Direitos Humanos e o esforço de construção de uma sociedade onde sejam vigentes e inalienáveis os Direitos Fundamentais das Pessoas). Apesar das imperfeições, dos retrocessos e da falta de garantias relativamente aos direitos conquistados (mas, como sabemos!, não adquiridos "ad aeternum" porque vulneráveis à qualidade do pensamento político dominante que rege a gestão da Polis), os Europeus saíram à rua, de lápis na mão, desarmados, a "dar o peito às balas"! E não, não o fizeram egoística, submissa ou inconscientemente, em nome de um seguidismo dos líderes (que se associaram a esta manifestação, garantindo a sua presença na primeira fila do segmento em que se juntou a elite da governação e onde estiveram Mahmud Abbas, Presidente da Autoridade Palestiniana, os reis da Jordânia e outros tantos líderes muçulmanos - que não hesitaram caminhar ao lado dos menos gratos Netanyahu, Merkel e outros, em nome da condenação internacional da violência)! Pelo contrário, foram os milhões de cidadãos que fizeram com que se juntassem e caminhassem, acrescentando o rosto solidário à multidão e evidenciando que "o povo é quem mais ordena"! Não confundir a árvore com a floresta é agora a palavra de ordem! Porque não podemos permitir que a contra-informação, mais ou menos consciente, nos queira fazer parecer ou sequer aparentar dizer que, ao apoiarmos Paris, esquecemos a Palestina, a Nigéria e todos os povos subjugados, massacrados e violentados! Não, não esquecemos! Foi por Todos que o espírito de Paris, sob o nome de "Charlie Hebdo", se animou! Na certeza de que ter consciência do resto do mundo, nos não retira a legitimidade de lutar pelos nossos Direitos! De Luto por todas as Vítimas do Terrorismo em Todo o Mundo, Paris foi o exemplo vivo de que os cidadãos sabem e podem unir-se se as causas forem inequivocamente as que defendem o Bem-Comum! Oportunismos e aproveitamentos há muitos... também aqui, é certo! Mas, a verdade é que não chegam para apagar nem esmagar a força e a intenção de Paz e de defesa da Liberdade que, em Janeiro de 2015, a capital francesa protagonizou!
domingo, 11 de janeiro de 2015
Da República: Laicidade e Liberdades Religiosa e de Expressão!
A República é Laica e integra, a título de Direitos Fundamentais dos Cidadãos, a Liberdade Religiosa e a Liberdade de Expressão! ... Portanto, o que está em causa não é a Liberdade Religiosa mas, a Laicidade e a Liberdade de Expressão que, legitimamente, fazem parte dos valores civilizacionais e culturais que defendemos e que a solidariedade com as vítimas dos assassinatos de Paris e do Charlie Hebdo manifesta. A Lei que orienta os Estados de Direito é igual para Todos e deve, por isso, ser respeitada por Todos! Por isso, o que, por estes dias, se julga e se condena não é qualquer pensamento ou prática religiosa mas, a forma criminosa que os atentados terroristas e os assassinatos materializam! Muitos Estados muçulmanos viveram sob regimes laicos (Jordânia, Tunísia, Turquia, Iraque, Síria e o próprio Irão, para dar só alguns exemplos) que o Ocidente não soube ajudar, apenas e só pela defesa dos interesses económico-financeiros imperialistas e a pretexto (dissimulado!) da defesa do Estado de Israel, a partir de contra-informação a que a ignorância cultural dos protagonistas políticos não soube responder, com inteligência e justeza (LER AQUI). De igual modo, condenámos e condenamos, cultural e civilizacionalmente, a pena de morte e a discriminação! Por isso, há que manter o discernimento, de modo a não acelerarmos o retrocesso social posto em marcha pela referida ignorância cultural que predomina na política contemporânea e que a constante e progressiva perda de Direitos dos Cidadãos, evidencia.
Viva a República! Viva a Democracia! Viva a Liberdade!
Das palavras de A. Rimbaud à voz de S. Regianni, fica a sonoridade de um percurso entre a liberdade individual e a ideologia do poder...
sábado, 10 de janeiro de 2015
O Preço da Liberdade: entre a Xenofobia e a Igualdade de Oportunidades
JE SUIS CHARLIE! - A Europa e o mundo uniram-se para gritar o apoio às vítimas do jornal Charlie Hebdo -um total de dezassete pessoas assassinadas em nome da oposição à Liberdade de Expressão! De facto, apesar do pretexto do massacre ser, do ponto de vista fundamentalista dos atacantes, a "vingança" do Profeta, a verdade é que o seu significado é a oposição à Liberdade de Expressão e só a cegueira integrista das mentes manipuladas pode reduzi-la à defesa de uma causa, no caso, a ficção psicótica de uma figura da história das religiões que, como todas as lideranças, passou a uma dimensão lendária que serve, também!, a construção e disseminação de um conhecimento deturpado dos factos e da teoria. O processo de alienação de massas ocorre entre os que se limitam a adquirir conhecimento pela transmissão oral de líderes que escondem, sob o pretenso ensino da respetiva doutrina, interesses materiais e obscuros com que escravizam os seus seguidores, conduzindo ao despertar de crenças e práticas elementares que servem esses propósitos, e que prosseguem alimentando e legitimando tráficos de armas, drogas e até de pessoas (pensemos nos raptos colectivos que aconteceram recentemente na Nigéria), numa lógica de consolidação de poder que dá às elites o enriquecimento e a visibilidade pública que decorrem da alienação e do medo, em troca da aquisição de um poder negocial que lhes é conferido pelo domínio dos recursos naturais e da exploração social dos territórios e dos povos em que encontram condições para se afirmar. O problema, complexo e multifacetado, não apresenta um só rosto e resulta da convergência de uma interação sistemática de circunstâncias estruturais e conjunturais, consolidada no tempo e que adoptou, a título de instrumento estratégico, a ideia de "expansão" para além dos limites geográficos originais da emergência ideológica que fundamenta o uso e o recurso ao pensamento religioso, no caso, islâmico. No mundo globalizado em que vivemos, a circulação de pessoas e bens, associada ao acesso público da comunicação através das redes sociais, facilita a difusão destes propósitos e generaliza a possibilidade de recrutamento de indivíduos que, fascinados pelo reconhecimento "dos seus" e a notoriedade pública que lhes é garantida pelos meios de comunicação, se disponibilizam para matar e morrer! E se a questão pode ser mais facilmente entendida em contextos espaciais e culturais generalizadamente pobres ou empobrecidos, onde a revolta colectiva justifica a adesão ao autoritarismo (simbolizado por uma ordem social imaginária que só a repressão concretiza), em contextos ocidentais, assentes em arquitecturas de valores inspirados pelos ideiais de Democracia e Liberdade, o problema torna-se, efectivamente, uma ameaça grave à segurança das pessoas e à preservação desses valores. Depois do 11 de Setembro de 2001 que assinalou com o terror, o medo e a morte, simbolicamente!, a abertura de uma guerra com repercurssões financeiras (até agora incontornáveis!) entre os representantes de dois dos modos civilizacionais que caracterizam o mundo contemporâneo, o confronto assumiu uma escalada de violência que se materializou, esta semana, em 3 dias de terror que jamais esqueceremos: os crimes perpetrados em Paris e o cruel e inesquecível ataque ao Charlie Hebdo, símbolo da liberdade de expressão, da criatividade e do livre exercício da cidadania! Temos agora, por tudo isto, que já implica uma dimensão de crime organizado contra as pessoas e a organização social, um problema para resolver e para o qual intelectuais, pensadores políticos, filósofos e líderes religiosos têm vindo a chamar a atenção com a contundência possível: o problema da segurança e da preservação inalienável dos nossos valores culturais e civilizacionais. Neste contexto, convém fazer convergir a nossa atenção sobre a problemática inerente à capacidade de proliferação de um pensamento autoritário e sanguinário numa cultura que, desde o final da II Guerra Mundial, tem cultivado a ideia da coexistência pacífica e que, designadamente, na sequência da construção política do espaço comum europeu, começou, exatamente pela previsibilidade da emergência da conflitualidade social, face à desigualdade e às assimetrias económicas, a falar e a esboçar ações e medidas que visam promover o Diálogo Inter-Religioso e as Políticas Sociais. A dramática realidade da exclusão social, da inexistente igualdade de oportunidades que sempre deixa de fora "as franjas" sociais isoladas nas periferias urbanas (ghettos de desemprego e de desenvolvimento de perigosas formas de economia paralela), assumiu-se, nos últimos 20 anos, como uma frente de combate a que é preciso dar resposta para evitar a "explosão social" manifesta na existência indesmentível de milhões de pessoas sem trabalho por esta Europa fora, votados ao abandono e ao estigma da marginalidade. Porém, os interesses financeiros e a ideologia dominante assente na valorização extrema do neoliberalismo económico, concorreram para levar ao poder, personagens políticos que ignoraram, progressivamente, a responsabilidade social e que, a pretexto da "crise" e do "resgate da banca", abandonaram o projeto de construção da Europa Social em nome da consolidação da economia do "Euro" - uma ditadura protagonizada pela Alemanha da Senhora Merkel a que os Aznar's, os Barrosos, os Blair's, os Cameron's e os Sarkozy's deram sustentação - quais Césares fascinados pelo protagonismo e o poder que, do alto do seu pedestal sustentado pela profunda ignorância histórica e cultural e pela ausência radical da sua consciência da necessidade de promoção efectiva de uma verdadeira política de solidariedade social, (que se não confunde com caridade e que é, apenas, a designação de uma Política de combate à privação material e de investimento numa efectiva igualdade de oportunidades) desprezaram a dimensão humana dos indivíduos e dos povos. De facto, se não há soluções para resolver ou evitar os problemas da violência social e da insegurança pública, a única alternativa é, além da penalização dos actos criminosos, investir na Educação e na Igualdade de acesso ao emprego e à integração social, a título de contributo para o desenvolvimento de uma resiliência que impermeabilize mais os jovens, face à potencial sedução que o integrismo e o fundamentalismo podem, sobre eles, exercer, na ilusória promessa de um protagonismo e de um sentido para a existência. Tudo o mais são paliativos demagógicos que servirão apenas para nos conduzir a incontornáveis dinâmicas de criminalidade e repressão! Fechar o Espaço Schengen, perseguir pessoas, fomentar a xenofobia e o racismo, propagandear ideias de Ordem Pública (de má-memória!) assentes na opressão e no medo, reduzindo as liberdades e os Direitos Fundamentais dos Cidadãos é o caminho para agravar a intensidade da tensão social em que vivemos, simbolizada, de forma trágica!, nos assassinatos que sacrificaram o Charlie Hebdo!... mas, para isso, precisamos de pessoas sérias, cultas, determinadas e incorruptíveis na Política, capazes de agir em função de prioridades sociais! A Europa precisa, urgentemente, de mudar de rumo na gestão política! É urgente uma ação, dita política!, que se converta numa efectiva gestão ética da Polis, e não em formas de governação protagonizadas por ignorantes, avarentos e submissos aos ditames dos organismos financeiros internacionais que representam os interesses particulares dos que são accionistas dos mecanismos que tutelam e em cujo topo não há religião, nem etnia mas, apenas e só!, a indefectível fé na defesa do lucro! É preciso devolver às pessoas os Direitos que lhes garantem que o espaço e a sociedade onde vivem é, efectivamente, o seu porque é de Todos!... Sim, JE SUIS CHARLIE!... Sim, JE SUIS AHMED! ... e não!... NÃO TEMOS MEDO! sexta-feira, 9 de janeiro de 2015
Da Liberdade como Sonoridade Intemporal...
... Georges Moustaki e Serge Regianni em "MA LIBERTÉ"!!!
... Para Sempre!
quinta-feira, 8 de janeiro de 2015
Hoje em Lisboa: Somos Todos Charlie! ...
Hoje, em Lisboa, celebrámos um minuto de silêncio pelos jornalistas/cartoonistas assassinados do jornal "Charlie Hebdo" e levantámos a voz pela Liberdade, a Democracia, a Tolerância, a Liberdade Religiosa, a Igualdade e a Liberdade de Expressão! ... porque não podemos pactuar com a eliminação dos Direitos Humanos e a redução do exercício de uma Cidadania Livre e Plural em nome do medo, do terror, do ódio, da morte e dos fundamentalismos! Hoje, Todos Juntos!, dissemos: Eu Sou Charlie! Eu Sou Ahmed!... Hoje: Somos Todos Charlie!
quarta-feira, 7 de janeiro de 2015
quinta-feira, 25 de dezembro de 2014
Do Deus-Menino...
... o culto que, do Tibet, no Tecto do Mundo, passando pela Índia e pela Europa Central, conhecemos neste extremo ocidental da Europa, por Menino Jesus...
quarta-feira, 24 de dezembro de 2014
Natal dos Adultos...
Parece que crescemos mas não.
Somos sempre do mesmo tamanho.
As coisas que à volta estão
é que mudam de tamanho.
Parece que crescemos mas não crescemos.
São as coisas grandes que há,
o amor que há, a alegria que há,
que estão a ficar mais pequenos.
Ficam de nós tão distantes
Que às vezes já mal os vemos.
Por isso parece que crescemos
e que somos maiores que dantes.
Mas somos sempre como dantes.
Talvez até mais pequenos
quando o amor e o resto estão tão distantes
que nem vemos como estão distantes.
Então julgamos que somos grandes.
E já nem isso compreendemos.
Manuel António Pina (1983). O Pássaro da Cabeça. Lisboa:
A Regra do Jogo
quinta-feira, 27 de novembro de 2014
Do Cante Alentejano como Património Imaterial da Humanidade...
... O Alentejo espera hoje que a Unesco integre o Cante na Lista Representativa do Património Cultural Imaterial da Humanidade!
terça-feira, 25 de novembro de 2014
De um Ex-Primeiro Ministro a um País sem Política...
O ex-Primeiro Ministro José Sócrates está detido a aguardar julgamento em regime de prisão preventiva, após 4 dias de detenção que integraram buscas domiciliárias, presença perante o Juiz e interrogatório. As acusações são de fraude qualificada, branqueamento de capitais e corrupção. Os outros arguidos, detidos no âmbito da "Operação Marquês", foram condenados a prisão preventiva: no caso do motorista, indiciado por fraude qualificada, branqueamento de capitais e porte de arma ilegal e no caso do empresário amigo de J. Sócrates, indiciado por branqueamento de capitais e corrupção. Quanto ao advogado deste empresário foi proibido de contactar os arguidos, tendo sido privado de passaporte e compelido à obrigatoriedade presencial semanal perante as forças de segurança, sendo o único a não ser condenado a pena de prisão. Independentemente do chamado "circo mediático"montado à volta da figura do ex-Primeiro Ministro (ler aqui a crónica de Clara Ferreira Alves), da figura constitucional da "presunção de inocência" (ler aqui diversos depoimentos sobre a questão), das desigualdades provocadas pela suspeição de judicialização da política e de politização da justiça (ler aqui a crónica de Marinho Pinto) até "prova de culpa transitada em julgado" e da legitimidade (ou não) da exposição pública de um suspeito... a verdade é que, de facto, "ninguém está (nem pode estar!) acima da lei". Por isso, o mínimo que um Estado de Direito Democrático exige ou exigiria (pelo menos a partir de hoje!), de forma inquestionável, seria, naturalmente!, a igualdade de tratamento e de oportunidades perante a lei!... Por isso, muitos mais deveriam estar a aguardar julgamento em "prisão preventiva" - se os juízes tivessem o discernimento e a coragem de levar até ao fim, no rigor da lei e da objetividade assertiva e prudente dos factos e dos indícios, as dezenas de processos graves que, nos últimos anos, têm avassalado o país (BPN, PT, Vistos Gold, BES - só para referir os mais recentes!). O problema é que vivemos num pequeno quintal onde o tráfico de influências assenta em, digamos assim, relações de vizinhança!, onde todos os que chegam ao exercício da política, o fazem em meandros onde a promiscuidade com o poder económico e a comunicação social é considerada normal e onde a teia de contactos e compromissos se sobrepõe ao interesse da exatidão da análise política e da decisão jurídica. Como disse Clara Ferreira Alves muito fica por explicar e como disse Marinho Pinto fica a suspeita da relação entre "Justiça e Vingança". Contudo, para além do exercício legítimo de toda a racionalidade especulativa, a verdade é que precisamos de um país com pessoas mais cultas e mais sérias, capazes de separar e respeitar a divisão de poderes, de não imiscuir (e de não cederem à sedução aparentemente fácil de imiscuir) os interesses públicos e pessoais e de manifestarem um efetivo sentido de responsabilidade social e sentido de Estado, capaz de resistir a todas as tentações financeiras a que cedem os pequenos "barões" e "marqueses" que, à falta de heranças nobiliárquicas, pensam que o mercado lhes legitima a apropriação sem critério, nas tramas discretas do tráfico de influências. Quanto ao oportunismo político das decisões é um efeito colateral... se não houver factos, nem suspeitas com dimensão que justifiquem a constituição de enredos processuais fundamentados, não haverá prisões preventivas por "excesso de zelo" ou simples rigor analítico, desta natureza e desta dimensão (a não ser que estejamos perante "polícias políticas" de má-memória). Incontornável é o facto do exercício dos cargos públicos implicar um perfil humano e profissional de excepção, incorruptível. Quem o não tiver, por sistema ou fraqueza pontual, ficará sujeito a estas realidades. Faltam os outros!... A operação "Mãos Limpas" em Portugal "encalha" a toda a hora em esquinas, disfarçadas por apenas uma "demão" de cal... e ninguém, por razões várias, raspa a camadinha do calcário para revelar o que se facto se oculta sob o "branco"! Ao invés de fazerem de conta que não é com eles, cada um dos que se reconhecem neste quadro abstrato de caracterização genérica, deveria, amanhã de manhã, manifestar a sua indisponibilidade (até podia ser "por razões de saúde" ou "motivos pessoais") para continuar a exercer cargos públicos! Quem terá a coragem de o fazer? Aposto que ninguém!... É pena!... E é por isso que continuaremos a viver entre lógicas políticas mesquinhas de vingança, retaliação, cumplicidade e corrupção!... Além disso, vem, "a talhe de foice", a referência de que, para além do valor analgésico da tentação do dinheiro, predominam a vaidade, a arrogância, o orgulho e o excesso de autoestima entre os protagonismos do nosso panorama político partidário que gera, por exemplo, oposições aparentemente mais radicais... tricéfalas!!!... e a impedir que o país se una, concertado, firme e viável numa alternativa que nos devolva a esperança e nos faça acreditar que... PODEMOS!... portanto, tristemente, a moral da história é apenas esta: "A Oeste Nada de Novo!"
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sexta-feira, 21 de novembro de 2014
Da Música como Linguagem Universal...
... para homenagear Carlos do Carmo pela atribuição do 1º Grammy a uma voz portuguesa, a Rádio Comercial convidou 35 vozes que dão luz e cor ao Fado e aproximam Lisboa do coração do mundo! Vale a pena ouvir... e ver!
quarta-feira, 19 de novembro de 2014
Sonoridades Intemporais...
... e a celebração do "Grammy Latino de Carreira" para Carlos do Carmo (ler aqui).
sábado, 15 de novembro de 2014
Repensar a Educação...
Excertos da minha intervenção na IV Edição do "Pensar com Arte" (Alandroal):
"(...) segundo o autor de “Peter Pan”, J.M. Barrie (com a qual, aliás, se inicia também a obra de Bruno Bettelheim, Psicanálise dos Contos de Fadas):
"(...) segundo o autor de “Peter Pan”, J.M. Barrie (com a qual, aliás, se inicia também a obra de Bruno Bettelheim, Psicanálise dos Contos de Fadas):
«Quando
um bebê ri pela primeira vez, o seu riso quebra-se num milhão de pedaços que
saem pulando por ai. É assim que nascem as fadas.»
(...) Universais, os arquétipos em que assenta a
estrutura narrativa dos “contos”
integram seres fantásticos, dotados de poderes desejáveis mas não controláveis
pelos seres humanos, que sobreviveram ao tempo pelo facto de representarem
referências culturais fundamentais quer para a coexistência pacífica
indispensável à sobrevivência societária, quer para a compreensão dos desafios
perante os quais a dinâmica da vida coloca, desde logo, as crianças, e as expõe
ao longo de todo o seu crescimento e desenvolvimento. Analogicamente, para melhor entendermos o papel
dos personagens imaginários que integram, de forma estruturante, a maior parte
das histórias, podemos dizer que, no caso da religião, falamos de deuses e, no
caso da razão que se pretende subjacente à condução do imaginário na estrutura
narrativa dos contos, falamos de seres invisíveis, dotados de vida, por virtude
da arte ficcional da efabulação. (...) A importância da narrativa para o desenvolvimento
intelectual dos mais novos torna-se crucial se pensarmos que é a partir do que
vão conhecendo do mundo exterior que os pequeninos seres vão estruturando a sua
forma de organizar ideias e que toda a verbalização se constitui como elemento
integrável nessa narrativa - uma vez que ainda não detêm critérios culturais
que lhes permitam classificar o que ouvem e o que observam, como mais ou menos
autêntico e que a tudo, nessa fase, conferem significado (...). Confrontadas
com a diversidade de situações a que a interação humana as expõe, as crianças
precisam de ter disponível na sua mente, um quadro de possibilidades múltiplas
de ações/reações consideradas adequadas perante o novo e o inesperado (ou o
repetido mas não compreendido), a que possam recorrer não só para resolver
problemas de forma autónoma mas, também, como forma de reação para evitar a
reprimenda que rapidamente interiorizam como atitude dos adultos face às suas
respostas consideradas desadequadas. (...)
(...) [Porém, veja-se o que acontece] no
caso das produções contemporâneas em que [o mundo do] fantástico [evidencia o] afastamento da realidade [através do protagonismo de] “monstros” ou outros seres de natureza sobre-humana (como é o caso
de crianças que habitam áreas espaciais onde são dotadas de poderes
extraordinários e que remetem para o “futuro”),
sem o menor grau de proximidade com a vivência quotidiana das próprias crianças,
(condição indispensável para que se operacionalize a transferência que viabiliza
a “catarse” e a “sublimação”), porque a sua natureza, bizarra e aberrante, dificulta a
adesão complexa das emoções, minimizando o efeito das narrativas que, por muito
básicas e lineares, rapidamente vão cair no esquecimento de quem as vê ou as
ouve, no registo multimédia dominante que caracteriza a sua transmissão. De certo modo, o mundo da narração e da
literatura infantil caminhou no sentido de incentivar o distanciamento entre
personagens e ouvintes (ou leitores), provavelmente pela crença quase
positivista (extemporânea, porque deslocada no tempo!) de que o excesso de
fantasia pode afastar as crianças da realidade. E este é, se me permitem, um erro crasso porque,
efetivamente, o mérito e a competência da narrativa inerente aos contos ditos “de encantar” ou “de fadas”, consiste exatamente no anular desse distanciamento, pela
densidade descritiva dos cenários e da pluralidade de situações a que os
personagens estão sujeitos, permitindo à criança libertar-se do mundo
condicionado da realidade e projetar apenas o que de mais íntimo e menos
verbalizado a possui (sonhos, medos, dúvidas, curiosidades e inquietações), num
processo de libertação de inibitórios sentimentos que deixa a nu e sem vergonha
de ser exposto, o oceano de perguntas que pode, a pretexto dos dramas e
tragédias dos personagens, colocar aos adultos, para obter respostas que
utilizará, na solidão da sua individualidade, a título de contributos para a
construção de um lento mas firme processo de auto-esclarecimento, decisivo para
a formação da sua personalidade e para a criação de modelos de avaliação com
que tem que ir, incontornavelmente, pensando o mundo. (...)
(...) Pela sua competência descritiva e complexidade
narrativa, os chamados “contos de fadas”
são histórias dotadas de um potencial imagético quase cinematográfico que, do
ponto de vista antropológico, resultam de um trabalho sofisticado ao nível
literário (pensemos em Hans Christian Andersen, Charles Perrault ou nos
próprios Irmãos Grimm) sobre antigas crenças e superstições populares (estou a
lembrar-me do filme “Os Irmãos Grimm”
que tão bem caracteriza esta sua vertente) ou sobre problemas suscitados por
realidades sociais complexas que colocam o indivíduo perante situações difíceis
que urge resolver, como acontece, entre outros, nos “blocos” de casos que passo a citar: a) “Branca de Neve e os Sete Anões”, “Cinderela, a Gata Borralheira”, “A Bela e o Monstro” ou “A Bela Adormecida” em que a inexistência
de uma figura materna protectora e a exposição a figuras como as “más madrastras”, as “más irmãs” ou as “fadas más” e os pais ausentes (no sentido físico ou figurado)
colocam as protagonistas como figuras indefesas, perante sentimentos de
injustiça e sofrimento; b) “Hansel e Gretel” (história também
conhecida pelo título: ”A Casinha de
Chocolate”), “Rapunzel”, “A Princesa no Monte de Vidro” ou o “Gato das Botas” em que os protagonistas
são sujeitos a desafios que requerem a ousadia do espírito de iniciativa e do
exercício da auto-estima; c) “A Sereiazinha”, “Aladino e a Lâmpada Maravilhosa”, “O Rapaz que tinha um Segredo” ou “A Leste do Sol e a Oeste da Lua” em que os desejos dos personagens
requerem o voluntarismo e a determinação através da realização de sacrifícios
que implicam o cumprimento de penosas tarefas; d) “Sinbad, o Marinheiro”, “Ali-Bábá e os Quarenta Ladrões”, “A Rainha das Neves” e “O Anel de Bronze”, em que o esforço e a
coragem dos personagens são premiados com a realização dos seus desejos, muitas
vezes de forma imprevista.
(...) O que caracteriza estas composições é sempre, de
qualquer modo, um mundo complexo em que o personagem principal (uma criança ou
um jovem) se apresenta vitimizado pelo facto de ter sido surpreendido por realidades
que, pela sua natureza dramática, lhe impõem sacrifícios e criam ambientes de
desesperança, permitindo à criança uma projeção por analogia do seu “desconcerto” face ao mundo dos adultos,
cujas regras não são, naturalmente, evidentes, aos olhos da impetuosidade
infantil. Esta cumplicidade com os personagens, num quadro
de solidão e incerteza face à necessidade de alteração ou entendimento dessas
realidades, encontra então, nos contos clássicos, respostas que são, regra
geral, suficientes, no sentido de se constituírem como contributos preciosos
para que a criança construa a tríade cognitiva e comportamental de que precisa
para sobreviver e coexistir: 1) ser
paciente em relação à sua própria inquietude; 2) desenvolver
uma atitude pró-activa de auto-estima que lhe facilite a integração social
pacífica, sem perder a consciência crítica; 3) criar
resiliência através da esperança decorrente de acreditar na resolução dos
problemas.
Nos dias que correm, pedagogos e psicólogos,
educadores e pais, parecem desejar e pretender que as crianças, através de uma
espécie de “domesticação” forçada
pela ocupação maximizada dos seus tempos livres, sejam conduzidas,
automaticamente, aos resultados supra-enunciados - como se a personalidade de
uma criança pudesse reduzir-se à produção de um “reflexo condicionado” pela simples ocupação estruturada do seu
tempo, com práticas que, contudo, decorrem do leque de escolhas disponibilizado
pelos adultos. (...) De facto, tal como se constata em relação a uma
maioria significativa das novas gerações que, não tendo sido confrontadas com
privações materiais (porque os pais conseguiram níveis de vida capazes de as
resguardar das dificuldades de subsistência, com que, em particular em
Portugal, as pessoas estiveram familiarizadas até aos anos 70 do século XX),
não se revelaram mais competentes no que respeita à integração societária,
desenvolvendo, inclusive, formas graves de violência de grupo que se reveem,
por exemplo, no bullying e na violência no namoro e a que não é alheia
(antes, pelo contrário!) a influência dos modelos comportamentais mediatizados
pelos jogos tecnológicos, os media e
a própria cinematografia onde a violência emerge como forma de comunicação e de
resolução de conflitos, contrariando o que a sociedade e a escola procuram,
teoricamente, refletir em termos de valores democráticos, designadamente, a
solidariedade e o respeito pela diversidade. Cientes de que a educação determina (ainda que
não de forma exclusiva!) aquilo que podemos designar por “visão do mundo” e que subjaz às atitudes e práticas das crianças e
dos jovens, cabe por isso, trazer à reflexão a presente temática do papel da
narrativa que os contos materializam, através da qual se promove a comunicação
e a interação e se pode desenvolver a reflexão sobre as formas de responder às
dificuldades, reforçando a resiliência e incentivando a não-violência. (...)
(...) De facto, apesar do mundo de hoje se encontrar
repleto de materiais de lazer e entretenimento, a verdade é que, nos últimos
anos, se acentuaram as desigualdades sociais e, consequentemente, em virtude do
constante aumento de uma pobreza que se pensava pertencer ao passado, estão
também em crescendo, as dificuldades no que respeita à igualdade no acesso aos
meios didáticos. Porém, às nossas crianças falta também o tempo de
partilha de reflexão que os contos podem permitir através da audição, leitura e
debate nos ATL’s e nas escolas… e esse é um recurso que não podemos dar-nos ao
luxo de dispensar porque, para além de recursos materiais, de afeto e de
atenção, as crianças carecem, fundamentalmente, de espaço para o exercício da
liberdade de pensar, ouvir e tentar compreender-se a si próprias e ao mundo
onde vivem. E isso é trabalho de reflexão… é trabalho de
reflexão, essa dimensão pedagógica muitas vezes subvalorizada e à qual urge
conferir visibilidade, tornando-a uma prioridade do trabalho educativo,
independentemente do escalão etário com que se trabalha.(...)
(...) As crianças precisam das fadas e da magia porque
só o reino do imaginário lhes permite libertar-se dos constrangimentos do real
quotidiano e só as narrativas com heróis com que se possam identificar, lhes
viabilizam a possibilidade de encontrar formas de reação aos problemas e aos
desafios que o dia-a-dia coloca. Nos “contos
de fadas” não se ocultam os problemas sérios da vida como são a morte, a
doença, a pobreza, a injustiça, a crueldade, a tristeza ou o desalento… mas,
nos “contos de fadas” há também a
celebração do esforço, da persistência, da bondade, da compensação pelo
sacrifício, da alegria, da riqueza e do amor! Os “contos
de encantar” são as narrativas em que “as
fadas”, o acaso ou o mistério do inexplicável porque desconhecido, operam
como promotores de factos que compensam os sacrifícios e o sofrimento,
viabilizando a esperança e reforçando, no sub-consciente, a resiliência. É fundamental dar às crianças instrumentos que as
não façam fugir de si próprias para se esconderem (distraídas em jogos
desumanizados e repetitivos) mas que lhes permitam, pelo contrário, pensar,
imaginar, distanciar-se de si próprias e do seu mundo para, pensando em
personagens que lhes criam empatia em cenários complexos, se devolverem a si próprias
mais ricas e com mais recursos para enfrentar os dias, as famílias, a escola e
o mundo de competição e agressividade em que o ambiente social se está a
transformar, cada vez mais vertiginosamente. Se pensarmos com cuidado, no mundo de encantar
dos contos clássicos em que a magia e as “fadas”
são fatores e personagens que interagem com o real, nenhum personagem resolve
os seus problemas com violência (mesmo quando são vítimas da coação, da
violência psicológica ou de maus-tratos) e sem passar por um período de
dificuldades que, no final, consegue ultrapassar!… É essa a mensagem que é preciso que as nossas
crianças interiorizem: tudo muda!... tudo é passageiro e todas as dificuldades
se ultrapassam sem que necessitemos de recorrer à violência, com confiança,
auto-estima, perseverança, esforço e… bondade! Por tudo isto, penso que não vale a pena insistir
em desenvolver mais a mensagem que aqui vos trago: contem, leiam, comentem e
estimulem a leitura, em todas as áreas deste magnífico trabalho que é a
educação, dos chamados “contos de fadas”.(...)".
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