domingo, 1 de fevereiro de 2009

Contestar Davos... Já! ... Yes, We Can!


É urgente que os grupos políticos, económicos e financeiros reconheçam, sem subterfúgios, os custos sociais da pobreza, da exploração e da miséria a que as lógicas subjacentes à sua operacionalização condenam as populações de todo o mundo. A pluralidade de variações decorrentes dos indicadores sociais de cada país não pode servir para continuar a ocultar a crueldade inadmissível provocada, directa ou indirectamente, pelas doutrinas e práticas económico-financeiras que persistem em desenvolver, apesar do seu comprovadissimo fracasso... Apesar da crise, não aprenderam nada!... porque, do Forum Económico Mundial realizado em Davos, não resultou, ao que sabemos pela comunicação social!, um único contributo capaz de atenuar os dramas sociais do planeta, as consequências da interdependência inerente à globalização ou os seus efeitos nas economias nacionais... a completa incapacidade para assumir a urgência da mudança terá preços elevados e muito complexos para a economia mundial... mas, para não sentirem diminuição de lucros imediatos, os protagonistas do poder estão dispostos a arriscar em soluções impossíveis pela sua demonstrada insustentabilidade... é o caso da aposta na completa liberalização do comércio internacional que é ainda reflexo da autista insistência na liberalização dos mercados que apenas agrava a um ritmo assustadoramente crescente a dependência da vida das sociedades e das culturas dos interesses multinacionais e multimilionários anónimos e tentaculares. Tal como à sociedade civil também aos Governos nacionais devem ser exigidos efectivos contributos para obrigar à indispensável e inadiável mudança.

Prioridades...

Dilemas em tempos confusos...



Entre a negligência com que vão passando mensagens que atentam sobre a laicidade do Estado e a defesa dos direitos fundamentais, contrariando o espírito democrático que se reconhece precisar de reforços no contexto de uma crise que, como sempre acontece, tende a desenvolver tendências autoritárias e distraídos que somos pela agenda da comunicação social empenhada no lucro fácil resultante do sensacionalismo, correm os dias, lavados pela chuva e fustigados pelo vento, sem que aprofundemos o pensar sobre os caminhos da continuidade e da mudança.

Primeira Página... precisa-se!


Exige-se mais ao Forum Social Mundial porque precisamos de pensar e discutir em voz alta as alternativas possíveis para um mundo diferente, mais equitativo, solidário e livre! Contudo, é indiscutível a pertinência dos temas tratados em Belém do Pará: a falta de água, os direitos indígenas, o trabalho escravo, a mineração sem escrúpulos, a devastação da Amazónia, o combate à pobreza e, presumo!, mais um sem-número de questões afins que aí terão sido afloradas de que, contudo, não temos conhecimento porque delas não faz eco a comunicação social... É importante não ignorar e, pelo contrário, afirmar que a não elegibilidade deste evento na agenda dos jornalistas e dos media constitui uma vergonha inominável por se tratar de um acontecimento de dimensão internacional, particularmente relevante no contexto da actual crise internacional, a decorrer em simultâneo com a discussão em Davos... aposto que os jornalistas da nossa praça não leram e menos ainda terão percebido alguma coisa da história "Alice do Outro Lado do Espelho"!... mas, para além desta observação de natureza cognitiva e cultural, vale a pena chamar a atenção para a real validade dos conteúdos da comunicação social contemporânea, particularmente, portuguesa: num momento em que, a partir dos 18 milhões de desempregados na Europa, se prevê o aumento deste número para os 50 milhões e em que, só no passado mês de Dezembro, fecharam portas, em Portugal, milhares de empresas, não é principal tema da agenda informativa e do seu debate o teor de Davos e de Belém do Pará!... ridículo!... teremos que consolar-nos olhando para o mundo que nos permite constatar que, pelo menos, 5 Chefes de Estado, designadamente, Lula da Silva, estiveram presentes no Forum Social Mundial, atestando o reconhecimento da importância da sua proximidade aos problemas sociais... e onde, por exemplo, no âmbito das preocupações deste Encontro, foi decidida a plantação de 400 milhões de árvores por unidades familiares rurais... envolver as populações nas soluções do combate à crise é, efectivamente, um dos caminhos em que se deverá, cada vez mais, investir... por um mundo diferente!

Entre Belém e Davos... o mundo e as pessoas!


Chove em Lisboa... e o vento fustiga todas as existências expostas à intempérie, árvores, casas... pessoas! Os cidadãos sem-abrigo escondem-se do frio e da água sob memórias que lhes surgem, não havendo alternativa, como piores que todas as condições externas... a vulnerabilidade humana já anterior à sua actual condição social, reforçada pelo estatuto nela adquirido, agrava-se duplamente, sempre que a natureza os surpreende... pela evocação das memórias e os contraditórios argumentos com que a mente e o sentir os confronta... por toda a Europa e também em Portugal o risco de exclusão e desintegração social agrava-se e constatá-lo não é uma ideia ou um conjunto de palavras: é uma realidade!... como os milhões de desempregados que, em crescendo, vão tornar incontestável que o mercado, designadamente o mercado de trabalho, nos moldes em que está a ser gerido, não é humana e socialmente, sustentável. Por isso, se, em Davos, se discute ainda a liberalização do comércio mundial ao invés de se assumir que é necessário reestruturar os princípios económico-sociais das democracias contemporâneas e se, em Belém do Pará, além da água e do ambiente, se não equacionam novos modelos socio-económicos de gestão para os povos, continuamos no ponto zero da discussão... quando, dada a gravidade da crise que atinge as nossas sociedades, seria de esperar termos ido mais além na abordagem política do nosso tempo!...

Conservadores... sob o hábito de comentadores!


O alimentar e estimular de suspeições como forma de fazer política inscreve-se na lógica mais reaccionária de tentar o protagonismo na vida pública. É lamentável que, além do interesse comercial em fazer subir audiências e em vender jornais, os comentadores da nossa "praça" percam o seu tempo, investindo no reforço da difamação! Perdem com isso toda a credibilidade... agora e para o futuro! ... e lesam os grupos políticos em que se inscrevem por lhes imporem uma cumplicidade mais ou menos indirecta com a mediocridade e o assumir de pressupostos em tudo contrários a uma democracia transparente! Ficamos assim expostos à total irresponsabilidade dos que pretendem ser vozes públicas quando, das suas palavras, se retira apenas "a vontade da intriga e da má-fé" de quem não percebe (nem quer perceber!) nada da sociedade em que vive... é que, por muito que não queiram, a revolta e a mudança radical que ela, gratuitamente, pode suscitar a título de simples reacção, não conduz a qualquer forma de governabilidade que garanta o funcionamento democrático ou que contribua para melhorar a vida das pessoas... bem pelo contrário! ... obriga ao retrocesso e agrava o que tem contribuido para o impasse em que se arrasta, há demasiado tempo, a sociedade portuguesa! Não discernir o fundamento ou as consequências desta filosofia obsoleta de estar na sociedade e na política nada augura de bom para o futuro!... não é, portanto, com estas pessoas que o país pode contar para combater crises e atrasos estruturais ou, sequer, ajudar a pensar problemas!... quanto mais a resolvê-los - diria! Não... a renovação política não anda por aqui!... porque a lógica que assiste a estas posturas limita-se a reproduzir o que de pior se praticou ao longo da História, no contexto dos meios que cada tempo teve a possibilidade de utilizar.

sábado, 31 de janeiro de 2009

Perspicácia e Informação...

Vale a pena ler em Causa Nossa alguns pormenores de lógica que justificaram o post que aqui coloquei ontem sob o título "Oposição ou Impasse da Demagogia"... aliás, vale também a pena atender aos interessantes resultados que o Margens de Erro divulgou hoje e que a Câmara Corporativa comenta...

A Pedra...


"A Pedra


O distraído nela tropeçou.


O bruto a usou como projétil.


O empreendedor, usando-a, construiu.


O camponês, cansado da lida, dela fez assento.


Para meninos, foi brinquedo.


Drummond a poetizou.


Já David matou Golias,


e Michelangelo extraiu-lhe a mais bela escultura...


E em todos esses casos, a diferença não esteve na pedra, mas no homem!


Não existe "pedra" no seu caminho que você não possa aproveitá-la para o seu próprio crescimento."


(Texto de autor não identificado enviado por Paula Brito)

O Divórcio - a Lei, a Mudança e a Ideologia



Um barco desliza no Tejo, avançando quase imperceptivelmente na manhã que funde a luz translúcida do céu e das águas... vejo-o da minha janela enquanto a imagem se me escreve na mente, reiterando o sentimento de que a a realidade segue o seu próprio curso para além de todo o ruído e apesar dos escolhos gratuitos que se vão imputando à democracia... diz a comunicação social de hoje que Alberto João Jardim acusa o Governo de "destruir" o país, enquanto na blogosfera surge a ideia de que Dias Loureiro é Presidente do Conselho Fiscal da Fundação Champalimaud... as notícias não são desenvolvidas ou melhor, surgem como simples apontamentos... o barco continua o seu percurso sobre o rio e penso... penso nos critérios de análise e de ajuizamento que, em Portugal, jornalistas e políticos utilizam para as suas afirmações e as suas "investigações"... concluo pela constatação do recurso demagógico e sensacionalista de uma sociedade que se satisfaz no escândalo fácil e na especulação oportunista... uma sociedade provinciana e mediática que ainda não assimilou o conhecimento e a consciência cívica disponível no nosso tempo... sintomático e evidente, o relacionar a Lei do Divórcio com o aumento da pobreza é uma especulação gratuita que reitera esta constatação... o divórcio é um direito fundamental dos cidadãos!... esquecer este "detalhe" que legitima o acesso das pessoas à libertação de um compromisso contratual é recorrer a um princípio demagógico contrário à cidadania, resultante de uma velha confusão relativa à separação de poderes entre o Estado e a Religião! Presumir, em pleno século XXI, que o casamento é uma realidade "ad aeternum" e recusar aos homens e às mulheres o direito a decidir o caminho da sua própria vida, reflecte a incapacidade de interpretar o mundo contemporâneo e o ignorar da importância da liberdade individual e do direito à mudança. A necessidade do reforço das competências sociais no sentido do divórcio ser encarado como um direito, permitindo que a sociedade não penalize com infundadas culpabilizações de senso comum os cidadãos divorciados, seria uma observação pertinente e justa sobre o impacto social da nova lei... condená-la é, apenas!, uma postura ideológica que muito deixa perceber sobre as representações sociais de quem a veicula! ... contra a cidadania, a liberdade e os direitos fundamentais!

Sons... de hoje!

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Oposição ou Impasse da Demagogia?...

Em entrevista à RTP 2, António Borges proclama uma série de críticas à governação... com um raciocínio construido sobre a crítica do actual Governo, afirma uma série de princípios sem sustentabilidade, conhecidos de todos como slogans gratuitos... entre muitos outros lugares-comuns que o mundo constatou terem falhado, condena o envolvimento do Estado no apoio ao combate à crise e avança, divergindo por todos os caminhos, em apelos à completa liberdade do mercado(?), à capacidade dos empresários (?), ao fim do apoio ao consumo (?) e à redução minimalista do papel do próprio Estado... negando que o apoio ao consumo dinamiza a economia, afirmando que os empresários não precisam do Estado, que as PME's são a solução para a crise e que em Portugal circula a ideia de que, entre nós, ninguém vai à falência(?), o entrevistado denota uma total ausência de sensibilidade social e de estratégia político-económica... um pensamento ultrapassado pela realidade contemporânea e uma inutilidade de efeitos gravosos para as condições de vida dos portugueses... esperemos que se não instale o vazio criado, alimentado pela desconfiança, o medo e o desemprego capaz de, por simples expressão de descontentamento, dar crédito à demagogia... porque aí sim, sem sombra de dúvida, a crise iria instalar-se "a frio" sobre todos nós, de uma forma verdadeiramente insustentável... porque a tese defendida assenta no princípio de que é preciso que as pessoas vivam pior em nome de uma crise -que, estranhamente, o entrevistado insistiu em reduzir a culpas atribuíveis ao Governo!!...

De Belém a Davos... ideologia e intervenção!


De Belém a Davos vai a distância de um mundo... desse mundo relativamente ao qual queremos acreditar que um mundo diferente é possível!... de Belém a Davos vão todas as possibilidades que encontramos entre duas extremidades: uma recta feita de um número infindável de pontos!... Duas expressões ideológicas manifestas e assumidas publicamente, reflexo de interesses antagónicos e presentes -omnipresentes!- em todos os cantos do mundo!... Hoje, num tempo em que a dicotomia "Leste/Ocidente" se diluiu sob a égide de um alegado "fim das ideologias", Davos e Belém do Pará representam as vozes dos colectivos que se organizam para justificar os silêncios e as posturas... em Davos, a argumentação de Shimon Peres, levou Erdogan a abandonar a sala, contribuindo para, a título de preço por um pedacinho de propaganda de impacto internacional, incendiar as relações, já tão tensas!, entre países árabes e outros... em Belém alude-se a um novo socialismo... falta explicar aos protagonistas que não se pode utilizar Davos para palco de justificação da injustiça e da crueldade porque, em política, não vale tudo e que se exige a Belém algo mais do que um slogan... Porque é realmente possível um mundo diferente!

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Assertivo e Directo...!

Interessante observação a ler no "Da Literatura".

Paz - entre a Água, a Terra e a Coragem!


Yasser Arafat e Yitzhak Rabin ousaram olhar-se nos olhos, estendendo, em simultâneo, as suas mãos, sedentas de paz... desse gesto cruzado e forte, nasceu o Estado da Palestina, fruto de uma decisão ditada pela coragem e a bondade de uma condescendência disposta a ultrapassar divergências e mágoas... dois povos sofridos podem entender-se melhor na construção da Paz se, para tal, as suas lideranças manifestarem vontade, determinação e capacidade... a Paz é um poder, a Terra é de todos e a Água um bem precioso... para todos! Pelo direito à vida e à dignidade... de todos... e para todos!

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

A Memória...


Visitei Auschwitz sózinha... Eram 7h da manhã, de uma manhã fria e cinzenta... o campo de concentração, agora musealizado, acabara de abrir... percorri-o rua a rua, bloco a bloco, forno a forno... e enquanto caminhava naquele espaço exíguo, com a consciência do sofrimento indizível e da morte de milhões de pessoas que ali foram conduzidas para o extermínio, tornava-se-me quase impossível imaginar fosse o que fosse e até pensar - por tão ridícula ser, face ao horror, qualquer lógica... As Vítimas do Holocausto são anualmente relembradas em todo o mundo no dia 27 de Janeiro... foi ontem! ... é hoje... o dia 27 de Janeiro é todos os dias!... porque todos os dias são dias de não esquecer a crueldade de que é capaz a espécie humana!... para que se não repita!... nunca mais!

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Deontologia e Comunicação Social...

Vale a pena ler Valupi, no Aspirina B, neste perspicaz pedaço de prosa a propósito da deontologia profissional dos jornalistas...

O Interesse Nacional, o Direito e a Ideologia


O que é o "interesse nacional"? O conceito, vastissimo e sem delimitação significante, conduz sempre à consideração simultânea dos termos da lei e do "bom-senso"... porque é inegável a densidade da relação deste conceito com a ideologia... na verdade, quando, como acontece actualmente, os governos democráticos exercem o poder mais em função da agenda económica e social, no quadro da legitimidade que lhes é conferida por resultados eleitorais não questionados, sabemos que não é a vertente ideológica a sua principal fonte doutrinária, apesar da doutrina jurídico-política e económica ser o seu referencial... neste contexto, entende-se que os governos de gestão não podem decidir sobre questões relevantes para o país como é o caso da aprovação de Orçamentos de Estado, iniciar ou fechar relações diplomáticas e relações internacionais, decidir da participação nacional num conflito bélico mas podem decidir sobre assuntos da designada "gestão corrente", expressão que se aplica, por exemplo, à conclusão de processos em curso, "despachados" em tempo útil... se a legislação coincide ou não com o que cada cidadão interpreta como objecto de "interesse nacional", essa é outra questão!... se o Direito é criticável e pode ser melhorado, isso depende das sugestões feitas e da capacidade do seu exercício... mas, um projecto de âmbito local e de carácter sectorial não é, necessária e indiscutivelmente, um assunto de "interesse nacional"... entre ideologia, ética e legalidade o caminho não é estreito... por isso, nos tempos que correm, exige-se que falemos com rigor e saibamos distinguir "o trigo do joio"... para que nos não distraiam daquilo que efectivamente é, reconhecidamente, o interesse nacional: garantir a continuidade democrática e evitar a ruptura social sem retorno... e aqui, voltamos de novo à subreptícia e sempre presente questão da ideologia...

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Esclarecendo suspeições...

Não sou jurista e como tal não poderia produzir as afirmações que aqui vale a pena ler... pelo carácter esclarecedor que o seu autor, num texto intitulado "Freeport: Mário Crespo também dá «barraca» - A ignorância dos jornalistas portugueses", permite aos leitores, dando a conhecer a legalidade de alguns procedimentos susceptíveis de, à luz do senso comum, causarem perplexidade e suspeição. Quanto se trata de assuntos que adquiriram, na opinião pública, a dimensão deste dossier, convém saber do que falamos...

Citações ... analógicas!

"(...) Creio que na cabeça de salomão o não querer e o não saber se confundem numa grande interrogação sobre o mundo em que o puseram a viver, aliás, penso que nessa interrogação nos encontramos todos, nós e os elefantes.(...)" (pg.120)

"(...) Uma pena. Somos, cada vez mais, os defeitos que temos, não as qualidades.(...)" (pg.147)

José Saramago in A Viagem do Elefante, 6ªed., ed. Caminho

domingo, 25 de janeiro de 2009

Tentações - entre a honestidade e o escândalo

"(...) Ora, dois homens que tenham de caminhar juntos durante duas ou três horas seguidas, mesmo imaginando que seja grande o desejo de comunicação, acabarão fatalmente, mais cedo ou mais tarde, por cair em contrafeitos silêncios, quem sabe mesmo se odiar-se. Algum desses homens poderia não ser capaz de resistir à tentação de atirar o outro por uma ribanceira abaixo. Razão têm, portanto, as pessoas que dizem que três foi a conta que deus fez, a conta da paz, a conta da concórdia. Em três, ao menos, um qualquer poderá estar calado durante alguns minutos sem que se note demasiado. O pior é se um deles que tenha andado a pensar em eliminar outro para lhe ficar com o farnel, por exemplo, convida o terceiro a colaborar na repreensiva acção, e este responde, pesaroso, Não posso, já estou comprometido em ajudar a matar-te a ti.(...)" (José Saramago in A Viagem do Elefante).

Assim, por precaução recomendada pela sabedoria e o bom-senso, de igual modo, quando duas partes trazem a público assuntos que põem em causa a integridade das pessoas, é avisado falar com outros intervenientes... de preferência, vários... para que o juízo e o resultado do falatório se aproxime mais da verdade, da transparência e da justeza do que da injustiça, do ruído e do espectáculo.