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sábado, 5 de janeiro de 2013
domingo, 19 de fevereiro de 2012
Olivença - o reabrir da polémica...
A polémica reacendeu-se a propósito da "peregrina" ideia do Partido Popular que, em Olivença, através do seu "Exmo Ayuntamiento", resolveu celebrar a ocupação e anexação do território oliventino pela administração espanhola. Refira-se, antes de mais, que esta ocupação/anexação foi protagonizada por um conjunto de forças militares europeias (franco-britânicas e espanholas -claramente integradas no espírito da conquista napoleónica, cuja validade foi reconhecida como ilegítima e anulada 14 anos depois, em 1815, pelo célebre Tratado de Viena e em particular pelo seu artigo 105º - LER AQUI), cujo intuito se caracterizou por ser inquestionavelmente alheio não só ao Direito Internacional mas, também aos interesses regionais e, em particular, à época, das populações. Ridícula, por extemporânea e, porque não dizê-lo?, anti-democrática, a iniciativa é apenas uma "manobra de diversão" de um poder político agravadamente contestado em função da crise e do desemprego, que visa a dissimulação através do acender dos "fantasmas" das rivalidades vizinhas numa região de fronteira. A questão não é de somenos e, felizmente!, em Portugal, o Partido Socialista reagiu já (LER AQUI) de forma pública, colocando o problema à tutela ministerial adequada (MNE). Esperemos que a razão e o rigor se sobreponham às estratégias ideológicas e partidárias do Partido Popular que não tem o direito ético de, por mero interesse conjuntural, hipotecar a verdade e a convivência pacífica com que as populações das duas margens do Guadiana têm vivido ao longo da história das democracias portuguesa e espanhola, ressuscitando tempos de uma má-memória franquista que, por toda a região, não colhe felizmente!, senão resistência! ... porque o pretexto de, entre os oliventinos, o interesse pela língua e a cultura portuguesa, ter aumentado significativamente nos últimos anos não justifica procedimentos políticos tão empobrecedores da riqueza cultural e do património que nos une!... a não ser perante uma visão imperialista e autoritária, receosa das regras de solidariedade que a vivência comunitária ensinou às populações, cujas práticas democráticas são exemplo não só de tolerância mas, essencialmente, de entreajuda e confiança recíproca!... porque a amizade, a dignidade e o respeito pela identidade cultural das populações é um Direito que se não pode tratar no tabuleiro dos jogos dissimuladamente "didácticos" ou diplomáticos!
segunda-feira, 8 de agosto de 2011
Conflitos e Consciência... de Londres, Hoje... a Zeca, Sempre!
Estranho?!... estranhemos ou não, a realidade são as sucessivas manifestações cívicas que desde o início do ano, com a "revolução do jasmin" na Tunísia a que seguiram as manifestações do Egipto, na Praça Tahir, no Cairo, têm marcado este início da 2ª década do século XXI a que se seguiu o "15 M", o movimento dos "Indignados" manifesto em Espanha mas que encontrou em Stéphane Hessel um pensador da sustentabilidade do problema universal que nos afecta e ao qual, de várias formas, vamos reagindo, da Síria a Israel e à Londres de hoje, passando pela loucura da psicopatia protagonizada pela extrema-direita na Noruega... uma realidade que, particularmente significativa pelo facto de decorrer em simultâneo, com a constante e vertiginosa queda das "bolsas" dos mercados internacionais (sim, já tocou o Dubai e o conjunto das economias asiáticas e árabes!), continua a ser ignorada e minimizada pelos Estados e os governos... até quando? e com que objectivo? - eis as perguntas que, justamente!, se nos colocam - quando sabemos, de antemão!, que os serviços de prevenção dos conflitos e das guerras podem prever, a partir do número inequívoco de sinais que a sociedade emana, a perigosa aproximação ao descontrole socio-económico e político...
(... ou será que nos chega a consciência do que Claude Henri escreve no Os Furúnculos de Pandora?)
domingo, 7 de agosto de 2011
Vertigem... do Cante...
Rondel do Alentejo
Em minarete
mate
bate
leve
verde neve
minuete
de luar.
Meia-noite
do Segredo
no penedo
duma noite
de luar.
Olhos caros
de Morgada
enfeitada
com preparos
de luar.
Rompem fogo
pandeiretas
morenitas,
bailam tetas
e bonitas,
bailam chitas
e jaquetas,
são as fitas
desafogo
de luar.
Voa o xaile
andorinha
pelo baile,
e a vida
doentinha
e a ermida
ao luar.
Laçarote
escarlate
de cocote
alegria
de Maria
la-ri-rate
em filia
de luar.
Giram pés
giram passos
girassóis
e os bonés,
e os braços
destes dois
giram laços
ao luar.
O colete
desta Virgem
endoidece
como o S
do foguete
em vertigem
de luar.
Em minarete
mate
bate
leve
verde neve
minuete
de luar.
(Almada Negreiros)
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