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quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Territórios de Gaza...


O paradoxo continua instalado no terreno... enquanto, por um lado, alega querer a coexistência de dois Estados independentes, Israel continua a armadilhar a fronteira com Gaza e a ocupar os seus territórios (veja-se o texto de JM Correia Pinto no Politeia).

sábado, 17 de janeiro de 2009

Opções - entre a Discriminação e a Crueldade!



Durante a tarde, em nota de rodapé, um dos noticiários de uma das estações televisivas nacionais anunciava o apoio do Papa à população cristã de Gaza... vi e ouvi, pouco depois, na internet, o vídeo que aqui reproduzo... perante estas declarações como pode Bento XVI apoiar ajuda humanitária "aos cristãos de Gaza"?!... A decisão, grave, coloca o dedo sobre a ferida: onde está a bondade e a não-discriminação exigível por todos os cidadãos do mundo ao pensamento e à prática das religiões?... em particular, ao catolicismo que tanto pretende afirmar-se como "civilizado"!?

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Gaza - Sofrimento e Coragem


Continuam os inomináveis e indefensáveis ataques contra Gaza! Bombardeamentos massivos, fósforo branco, a violação de todas as Convenções Internacionais de defesa das populações... uma chacina que o agressor persiste em alardear como objectivo de uma guerra de usurpação de território e massacre descontrolado sobre vítimas, condenadas ao sofrimento, aos sentimentos de dôr e de revolta e à invenção de uma coragem feita dos destroços de um sentir que, cruelmente, o mundo recusa perceber na invocação gratuita de argumentos sem sentido à luz de um genocídio que não podemos continuar a ignorar!

sábado, 10 de janeiro de 2009

Crimes de Guerra - Dignidade e Resistência


Nada impressiona mais do que o silêncio de uma dôr sem nome e a dignidade irredutível da consciência de um genocídio que o mundo recusa reconhecer!

sábado, 3 de janeiro de 2009

Encurralados pela Guerra!


A invasão de Gaza está em curso! A ofensiva terrestre levada a cabo por Israel ocorreu hoje, uma vez mais, mas, desta vez depois de assumida pública e mediaticamente a brutalidade com que os invasores estão dispostos a concretizar a agressão! Encurralados pela Guerra, entre o país invasor e o mar, os Palestinianos estão a viver em condições absolutamente inaceitáveis, no quadro de um total desrespeito por todos os Direitos inerentes e inalienáveis da dignidade humana! Sem alimentos, sem electricidade, sem apoio médico e sujeito à tripla violência material, física e psicológica, o Povo Palestiniano está no limiar da sua resistência, acossado pela agressão e fechado no espaço do seu território! Com este ritmo de agressões ninguém pode esperar o perdão gratuito e o ignorar da dôr e do sofrimento de um povo cujas novas gerações estão, pelo passado, remoto e recente e pelo presente, hipotecadas no corpo, na alma e no coração, ao medo e à violência como forma de reacção!... Até quando esperarão as Nações Unidas para condenar e agir em conformidade e de forma proporcional à dimensão de mais este Crime contra a Humanidade? ...

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Pensar as Culpas


Do Afeganistão à Palestina ou da China a Israel os atentados contra os povos sucedem-se a ritmos perfeitamente inaceitáveis... o recurso à violência e a diversas formas tentadas de extermínio assume contornos que, pela sua crueldade cega e pela sua duração, não podemos ignorar ou, pelo menos, de deixar de nos interrogar sobre a efectiva eficácia da guerra como forma de resposta às agressões, mesmo se sistémicas... porque não há Razão ou Direito que legitime a opção pelo direito à vida ou à morte de um qualquer cidadão e, muito menos, de milhares ou, num balanço mais alargado da História, de milhões de pessoas... dá vontade de dizer aos senhores de Israel: "Basta! Não foram os palestinianos a fazer o Holocausto" ou aos da China: "A imagem megalómana de uma sociedade não pode justificar o genocídio tibetano"... mas, os povos e os governos são feitos de homens e mulheres que pensam, no contexto dos seus quadros mentais e culturais... e ninguém pode optar pelo que não conhece ou, sequer, pelo que não lhe foi dado pensar como possível, dado o enredo histórico-familiar das representações e memórias de violência e violação de todos os pressupostos da paz, de forma continuada... Há, efectivamente culpados, em todo e qualquer processo de genocídio e agressão! Contudo, a questão que se nos coloca hoje é a de definir formas inteligentes de resposta a esses atentados que não perpetuem respostas primárias sempre, mais e mais, destruidoras do mais valioso património humano por indução do sofrimento e da injustiça.

domingo, 28 de dezembro de 2008

Do Conflito à Ocupação e à Guerra



O conflito israelo-palestiniano é, indiscutivelmente, uma Guerra!... uma guerra intermitente, sistémica... cruel! ... às portas do Mediterrâneo e, como tal, da Europa... Em Estrasburgo, há talvez 10 anos, um animador social palestiniano que desenvolvia trabalho em campos de refugiados, perguntava, assustado:"Como é que aquelas crianças poderão envolver-se numa construção social pacífica se o que pensam do mundo está diariamente marcado pela guerra com sequelas na memória e nos sentimentos?"... Dez anos depois, a violência persiste... é caso para perguntar: que tempo de resistência se exige à prossecução da crueldade para que seja intolerável perante a consciência e a opinião pública?... que marcas exige a política internacional para agir com eficácia? A História não abona em nome dos critérios de imparcialidade das instituições internacionais... veja-se o caso do Tibete!... veja-se a Palestina! Todas as guerras são cruéis... não há guerras boas!... nem cirúrgicas!... nem justas!... há critérios ideológicos: dois pesos, duas medidas!...
Até quando?

sábado, 27 de dezembro de 2008

Irracionalidades brutais


A duração do conflito israelo-palestiniano é absurda e verdadeiramente intolerável no quadro de um mundo globalizado onde a defesa dos Direitos Humanos e da Paz se reconhecem como princípios universais e inalienáveis. Por isso, não se compreende o insucesso da incapacidade de intervenção. designadamente ao nível diplomático, de instituições como as Nações Unidas ou o Tribunal Penal Internacional que se encontram justamente desacreditadas política e civicamente... neste contexto, têm razão para efectivamente suspeitar da filantropia das relações políticas os que perspectivam os conflitos bélicos como oportunidades de negócio para o tráfico de armas e outros que para ele concorrem... Do Congo ao Zimbabué e ao Afeganistão, da China ao Tibete, do Paquistão à Índia, da Cisjordânia e Gaza a Israel, um pouco por todo o lado, o recurso à violência que se socorre da fome, da miséria e do morticínio tornou-se um argumento corrente entre governos e povos que deixaram de utilizar o diálogo e a negociação para fazer valer posturas, independentemente dos genocídios, do sofrimento e da miséria infligida às populações... ninguém poderá jamais legitimar a gratuidade desta escalada de mortes que hipoteca o futuro da Humanidade... porque é impossível que os traumas destes acontecimentos não afectem e distorçam o crescimento mental saudável de gerações e gerações de seres humanos, os tais que, justamente, integram a contundente e dolorosa constatação de Soeiro Pereira Gomes sobre "os filhos dos homens que nunca foram meninos"...