Se méritos socio-económicos positivos não tem, a verdade é que a discussão sobre o Orçamento de Estado para 2015 revitalizou o debate político em Portugal, devolvendo ao país um PS com capacidade crítica e analítica. De facto, há muito que se não ouviam intervenções substantivas como as de Vieira da Silva e de Ferro Rodrigues (as quais, apesar de terem sido transmitidas em direto na televisão, não consegui, à data inicial deste escrito, encontrar disponíveis na internet mas cujos links, posteriormente, um leitor me indicou tal como se pode ver abaixo) que fizeram, com rigor e qualidade, o diagnóstico do país real que somos porque para aqui fomos conduzidos e a que se seguiu o indispensável compromisso de António Costa sobre o cumprimento da Constituição, determinado pela decisão do TC, relativamente à reposição dos cortes salariais que o actual Primeiro-Ministro insiste em espartilhar, de acordo com interesses que ferem a justiça, a legalidade e a boa-fé requeridas pela defesa do Bem-Comum. E se do debate vale a pena voltar a salientar a qualidade da intervenção de Vieira da Silva (ouvir aqui) e o discurso de Ferro Rodrigues (ouvir aqui), a verdade é que é necessário muito mais trabalho e reflexão para a apresentação de propostas credíveis e viáveis por parte do PS, para que um programa orçamental alternativo justifique a confiança dos portugueses - que, da contundência das intervenções de ontem e hoje, pode sentir o começo do atear de alguma esperança. Entretanto, merece registo a referência de Passos Coelho à viragem económica que o Governo anuncia para 2015 porque, se era para "levar a sério", pensando no calendário eleitoral legislativo do próximo ano, o momento escolhido para o anúncio tem a credibilidade... de uma brincadeira própria do Halloween?!sexta-feira, 31 de outubro de 2014
Do Orçamento de Estado 2015...
Se méritos socio-económicos positivos não tem, a verdade é que a discussão sobre o Orçamento de Estado para 2015 revitalizou o debate político em Portugal, devolvendo ao país um PS com capacidade crítica e analítica. De facto, há muito que se não ouviam intervenções substantivas como as de Vieira da Silva e de Ferro Rodrigues (as quais, apesar de terem sido transmitidas em direto na televisão, não consegui, à data inicial deste escrito, encontrar disponíveis na internet mas cujos links, posteriormente, um leitor me indicou tal como se pode ver abaixo) que fizeram, com rigor e qualidade, o diagnóstico do país real que somos porque para aqui fomos conduzidos e a que se seguiu o indispensável compromisso de António Costa sobre o cumprimento da Constituição, determinado pela decisão do TC, relativamente à reposição dos cortes salariais que o actual Primeiro-Ministro insiste em espartilhar, de acordo com interesses que ferem a justiça, a legalidade e a boa-fé requeridas pela defesa do Bem-Comum. E se do debate vale a pena voltar a salientar a qualidade da intervenção de Vieira da Silva (ouvir aqui) e o discurso de Ferro Rodrigues (ouvir aqui), a verdade é que é necessário muito mais trabalho e reflexão para a apresentação de propostas credíveis e viáveis por parte do PS, para que um programa orçamental alternativo justifique a confiança dos portugueses - que, da contundência das intervenções de ontem e hoje, pode sentir o começo do atear de alguma esperança. Entretanto, merece registo a referência de Passos Coelho à viragem económica que o Governo anuncia para 2015 porque, se era para "levar a sério", pensando no calendário eleitoral legislativo do próximo ano, o momento escolhido para o anúncio tem a credibilidade... de uma brincadeira própria do Halloween?!sábado, 15 de fevereiro de 2014
Pedro Santos Guerreiro "Vende-se, Bom Preço"...
A realidade da política nacional e europeia é deprimente: incapaz de se renovar porque os seus protagonistas não têm a coragem, a capacidade, a competência e o arrojo de romper com os mecanismos da dependência financeira internacional, eis que, a poucos meses das eleições europeias, os partidos se relançam em campanhas de todos conhecidas - por tão repetidamente denotarem o quão pouco são capazes de editar a mobilização da vontade coletiva... A recusa (ultrapassadíssima, como o demonstrará a História!) da releitura do pensamento marxista e do seu estudo articulado com o que de melhor conseguimos analisar face às atuais lógicas de gestão e aos respetivos instrumentos de recurso, não ajuda à mudança de atitude nem à renovação do pensamento económico ou político que, como tudo o que de novo é bem-sucedido, requer pontos de partida válidos e interessantes que se constituam como desafios disponíveis para a reconstrução... Neste marasmo de inércia, neste deserto de ideias e nesta depressão coletiva a que a crise nos conduziu, anestesiando e boicotando os próprios percursos da dinâmica político-partidária, hoje, no Expresso (onde também merecem destaque a entrevista de António Capucho e a coluna da pg.5 assinada por Ricardo Costa), li um artigo que refiro pela qualidade reflexa da imagem essencial e paradigmática do mundo em que, de facto!, vivemos em Portugal: o seu autor é Pedro Santos Guerreiro, o texto intitula-se "VENDE-SE, BOM PREÇO" e termina assim: domingo, 29 de maio de 2011
Governar em Cima do Joelho ou... Afinal, em que ficamos?
sexta-feira, 6 de maio de 2011
Uma Sondagem feita depois do "Chumbo" do IV PEC e Divulgada depois do Acordo com a Troika*...

quarta-feira, 4 de maio de 2011
Do incómodo de Um Bom Acordo...
O Acordo entre o governo e a troika foi anunciado esta noite por José Sócrates para, confesse-se!, surpresa de todos os que proclamavam, em tom de prenúncio trágico, não se saber quando estaria concluido e, mais ainda!, para surpresa de todos os que deram por certa a adopção das medidas que mais afectariam, no imediato, a vida dos cidadãos - as quais, afinal de contas!, se não irão -felizmente!!!- concretizar. Refiro-me ao facto deste acordo ter conseguido garantir o pagamento de subsídios de férias e 13º mês, a não redução do salário mínimo, a inexistência de cortes nas pensões abaixo dos 1.500 euros, o não despedimento na Função Pública, a não privatização da Segurança Social e da Caixa Geral de Depósitos, a continuidade da tendência para a gratuitidade da Escola Pública e do Serviço Nacional de Saúde e a não necessidade de mais medidas orçamentais em 2011. É ou não - sejamos honestos!! - um excelente acordo, face a tudo o que se poderia esperar e contra tudo o que foi antecipado precipitadamente, justificando o secretismo das negociações? Repito! Sejamos honestos! É certo que não conhecemos todo o acordo e que, para já, sabemos que o défice deverá atingir os quase 5% no primeiro ano, os quase 6% no segundo ano e os 3% em 2013 - dado que a "ajuda externa" decorrerá pelo período de 3 anos. É difícil para todos nós? É. Poder-se-ia esperar outra coisa? Não. A verdade é que o ideal seria termos uma economia em expansão, contrariando tudo o que se passa à nossa volta!... mas, a verdade é que somos apenas mais um país entre muitos com quem partilhamos a mesma lógica (injusta, é certo!) de gestão económica. Por isso, dada a gravidade da situação nacional a que a crise reduziu a nossa vulnerável (de há muitas décadas! - sublinhe-se!) economia, conduzindo-nos (mau grado a sucessão de PEC's que suscitaram o cansaço e a desistência sem alternativas efectivamente viáveis de uma oposição que se limitou a dizer Não ao IV PEC) à inevitabilidade do pedido de "ajuda externa", podia o país esperar mais do que o que foi hoje anunciado? Não, não podia. E o que é triste é ver a hipocrisia demagógica pré-eleitoral chorar "lágrimas de crocodilo" e reivindicar "louros" por um problema sério que pretenderam dramatizar até à exaustão e por uma vitória "suada" e, imprevisivelmente!, alcançada! Foi um excelente acordo, sim senhor! E os portugueses sabem e reconhecem isso, porque seriam eles a sentir "na pele" o custo que significaria não termos obtido estas garantias... fez o Primeiro-Ministro bem em ter anunciado apenas o que não foi perdido, antes de serem conhecidos outros dados que denotarão o preço deste compromisso? Fez bem, sim senhor! Sabem porquê? Porque os cidadãos portugueses estavam em pânico com todo o alarde que a oposição e os "media" criaram a propósito de uma especulação assustadora para quem vive dos rendimentos do seu trabalho!... e sim, para infelicidade dos demagogos!, ficaram agora muitissimo mais aliviados e capazes de enfrentar o futuro com algum ânimo, coragem e confiança - apesar da consciência das dificuldades que sabem e compreendem não terem deixado de existir!
sábado, 9 de abril de 2011
Partido Socialista - o Congresso de 2011
... vale também a pena registar duas intervenções que considero importantes para a sociedade portuguesa. Refiro-me, por um lado, à intervenção de Manuel Alegre feita hoje no Congresso do PS:
... um Congresso onde o próprio José Sócrates desmascarou evidências que a maior parte da população desconhece mas que é preciso revelar, para que os cidadãos saibam quais são, de facto!, os objectivos que justificaram o investimento do PSD na marcação de eleições legislativas antecipadas, num dos piores e mais difíceis momentos da história recente da Europa e do país:
(nota "a posteriori": o vídeo sobre Ferro Rodrigues e Francisco Assis não estava disponível à hora de publicação deste post, tendo sido acrescentado já tarde, na noite, surripiado ao A Carta a Garcia!, em substituição do link para a notícia sobre o anúncio que, contudo, é preferível ver e ouvir)
quinta-feira, 13 de janeiro de 2011
Precisamos de um Portugal Sem Medo...
Portugal não pode, nem deve!, ter medo de enfrentar as pressões externas... e se temos bem feito o trabalho que nos exigem, como o disseram ontem e hoje os alemães, apesar dos custos que desse trabalho têm decorrido, com a dura penalização dos cidadãos, cabe-nos agora eleger um Presidente da República capaz de dialogar e apoiar o diálogo com o exterior, defendendo a soberania nacional... Hoje, o Presidente do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy, afirmou que as taxas de juro das dívidas de Portugal e Espanha são "absurdas", tornando inequívoca a nossa consideração de que os países mais frágeis da UE estão sob um forte ataque especulativo dos mercados. Por isso, ouvir dizer a Cavaco Silva que não se pode, nem deve!, criticar "quem nos empresta dinheiro" é, de facto, depararmo-nos com uma atitude subserviente e não-combativa, contrária à que tem defendido, em alto e bom som, Manuel Alegre, para quem a defesa da autonomia nacional assume um papel prioritário... nos tempos que correm, precisamos de um Presidente da República capaz de se colocar ao lado dos cidadãos e não de complacência perante os ditadores. Recorrentemente, a este propósito, escrevi ontem, com uma intenção demonstrativa o post que se pode ler aqui no Alegro Pianissimo... e hoje, depois dos bons sinais resultantes do leilão onde foi apresentada a dívida portuguesa, mais do que nunca, sabemos que não devemos desistir da nossa razão e não podemos ignorar que um Presidente da República com o perfil de Manuel Alegre seria fundamental para a confiança e a auto-estima que, enquanto portugueses, sabemos que o nosso país merece!
domingo, 7 de novembro de 2010
Um País, Um Povo, Um Presidente!


terça-feira, 4 de maio de 2010
Um Conselho Consultivo Financeiro em Belém?
sábado, 3 de outubro de 2009
Ainda o Compromisso à Esquerda - Responsabilidades Sociais e Políticas...

quinta-feira, 1 de outubro de 2009
Precipitações Contraproducentes...
segunda-feira, 28 de setembro de 2009
O sentido do voto...

segunda-feira, 14 de setembro de 2009
Democracias Ibéricas e Desenvolvimento Peninsular

Entre o TGV e a Comunicação Social...
terça-feira, 8 de setembro de 2009
Demagogia - A Estaca Zero do Desenvolvimento...
Entre o aparentemente tácito apoio de Manuela Ferreira Leite a muitas das generalidades de Francisco Louçã e as recentes descobertas de Paulo Portas no que respeita às PME's (agora referidas 34 vezes no seu programa contra 0-zero referências no anterior programa) e ao papel do Estado no Serviço Nacional de Saúde ou na Segurança Social, fica clara, perante a opinião pública, a extraordinária natureza plástica da demagogia, capaz de, num mesmo facto ou princípio, o reconhecer com tanta legitimidade como ao seu contrário... felizmente, para os eleitores avisados fica a evidência de que confiar em demagogos é, seguramente, negligenciar o sentido do voto e desperdiçar uma oportunidade para contribuir, de forma racional e positiva, para um projecto de governação do país que não pode, sustentadamente, emergir de ressentimentos que reconduziriam os eixos da governação à estaca zero para reeditar interesses corporativos de má-memória que aguardam, a cada esquina, oportunidade para voltar ao poder.sexta-feira, 21 de agosto de 2009
Sem conteúdo...
tentar perceber ao que se referiria já que ninguém reconhece nas intervenções de José Sócrates uma tal atitude na forma como tem comentado as questões que lhe são colocadas... finalmente, Manuela Ferreira Leite veio falar do "medo de escutas" suscitando mais uma série de suspeitas e fantasmas que, do ponto de vista político, reitera que toda a sua argumentação se resume a evocações vagas e ambíguas, representativas de um pensamento e de uma estratégia que se esgota na mais vulgar demagogia que culminou com o "agitar de cenoura" da conversa estereotipada em tempo de eleições sobre o não aumento de impostos e a eventual baixa de alguns... de facto, Manuela Ferreira Leite não é notícia simplesmente porque nada tem para dizer aos portugueses! 