sábado, 31 de outubro de 2009

O Lago dos Cisnes segundo Zakharova e Nureyev



... Svetlana Zakharova (2004)...



... e Rudolf Nureyev (1966)...

... e um Tributo ao Bailado... no Masculino



... a Rudolf Nureyev...

Sons Femininos...



"Redoutable" de Véronique Sanson, ícone feminino da mudança na composição musical francesa dos anos 60 e 70.

Contra o Desemprego, Proteger os Cidadãos


Temos hoje, na Europa, 22 milhões de desempregados e, em Portugal, mais de 510.356 de cidadãos sem trabalho... numa economia e numa sociedade como a nossa, onde é indispensável promover, com resultados efectivos, o aumento da produção nacional para, na expressão de Ernâni Lopes, "criar riqueza", a prioridade política é, incontornavelmente, combater o desemprego. O fenómeno, demolidor da estrutura social pelo vertiginoso ritmo de empobrecimento da população, justifica a sua eleição como matéria de interesse nacional que o Governo reconhece, assumindo-o como seu principal objectivo e que, as entidades vocacionadas para a defesa dos direitos das pessoas, designadamente, os sindicatos, desenvolvam meios de pressão política no sentido de serem materializadas as condições indispensáveis ao apoio social aos cidadãos, cada vez mais fragilizados. Felizmente, reconheça-se... porque, por um lado, a questão se inscreve no quadro dos Direitos Humanos e dos Direitos Fundamentais e porque, por outro lado, quando atingidas por processos que aceleram a exclusão social, as pessoas perdem capacidade para resistir a uma realidade que, de forma evidente, transcende a sua esfera de intervenção. Por isso, numa atitude pró-activa de intervenção, a central sindical CGTP lançou uma Petição apela: a) ao alargamento da protecção no desemprego; b) à revogação do factor de sustentabilidade; c) à alteração das regras de actualização das pensões e das prestações. A Petição pode ser lida e assinada AQUI.

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

A Face Oculta...


"Face Oculta" não é título de telenovela ou sequer de um "thriller"... é o nome de mais uma operação judiciária na guerra contra a corrupção, matéria que, pela frequência com que vem emergindo, merece à opinião pública, não apenas atenção mas, acima de tudo, reflexão. Antes de mais, a face oculta da "tentação" a que cedem os que ao poder acedem, denota a falta de competências pessoais para o exercício das funções a que ascendem. A negligência absoluta da noção de serviço em nome do bem-comum atesta a ausência de uma cultura cívica indissociável da inexistência de uma cultura política sustentada e a sistematicidade com que os políticos surgem associados ao crime económico é o pior dos precedentes para a garantia da continuidade democrática. A corrupção, nos estados democráticos, dissemina a valorização do autoritarismo. Perigosa politicamente para as democracias, a corrupção económica assenta numa actuação que facilita o desenvolvimento da própria economia paralela, da delinquência e de todo o tipo de criminalidade. Por isso, em sociedades organizadas com base nas relações de dependência interpessoal, as redes criminosas multiplicam a sua exponencialidade, podendo materializar-se em relações sociais como as que, em Itália, têm um rosto já não oculto mas, assumido à luz do diz. Das pequenas conivências aos favores mal-equacionados em termos de consequências, rapidamente se desenvolvem dinâmicas a que só o carácter e a cultura cívico-política interiorizada no quadro de valores dos cidadãos podem estabelecer limites de legitimidade... Sabendo-se, designadamente por analogia com o que acontece no que se refere ao grau de representatividade real dos dados estatísticos que, apenas cerca de um terço dos indicadores da realidade é, de facto, denotável pela metodologia aplicada, no caso, no que à corrupção respeita podemos imaginar a dimensão do fenómeno que, antes de mais, hipoteca a confiança das pessoas e descredibiliza ainda mais a Justiça e a Democracia.

Caim... na Culturgest...


quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Tarrafal... nunca mais!




Faz agora 73 anos que foi inaugurado o Tarrafal, "Campo da Morte" português. A Ilha de Santiago, em Cabo Verde foi o local escolhido pelo Estado Novo para sujeitar os deportados ao conhecido regime de "morte lenta", caracterizado pelo recurso a espancamentos, trabalhos forçados, semanas a fio na "frigideira" (uma espécie de caixa de cimento, exposta permanentemente ao sol, com apenas 2 orifícios para permitir a respiração, internamente dividida em 2 celas com capacidade para 2 a 3 prisioneiros cada mas, onde chegaram a estar 12 homens no exíguo espaço de 9 metros quadrados), à péssima alimentação e à contaminação por doença (designadamente, paludismo) numa das mais inóspitas regiões do arquipélago... Campo de concentração ainda sem a sofisticação das câmaras de gaz celebrizadas pelos nazis, nele morreram 32 dos que aí foram desterrados, entre os quais se contam participantes nas greves de 18 de Janeiro de 1934, participantes na revolta dos marinheiros de 1936, anarquistas, sindicalistas, comunistas e antifascistas que, à chegada ao degredo, ouviam anunciar pela voz do Director do Campo: "Quem vem para o Tarrafal, vem para morrer!" O tempo de prisão dos 340 prisioneiros que passaram pelo Campo somou 2.000 anos, cinco meses e onze dias! O Tarrafal foi extinto em 1954, tendo sido utilizado na década de 60 para os que lutavam e apoiavam os movimentos de libertação dos agora PALOP's! Os corpos dos 32 mortos no Campo da Morte só vieram para Portugal depois do 25 de Abril de 1974!... Para que se não esqueça, A Nossa Candeia associa-se a todos os que trazem à memória o exemplo do que não podemos deixar que volte a acontecer... e ficam as imagens, indesmentíveis, das instalações do campo, do cemitério e da "frigideira"do Tarrafal!

(Este post tem publicação simultânea no A Regra do Jogo)

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Escravaturas...



No dia em que ficámos a saber que mais cidadãos emigrantes, de nacionalidade portuguesa, foram escravizados, a partir de uma demanda de trabalho, fica-nos a ideia de que toda a atenção é pouca perante as novas/velhas estratégias de exploração dos seres humanos... por ora, fica o som de um exemplo de libertação e afirmação... India's Song por India Arie!...

terça-feira, 27 de outubro de 2009

A Guerra da Água


A Guerra da Água atingiu proporções dramáticas: 80% da água potável disponível na Cisjordânia é consumida por Israel que impede o seu acesso aos Palestinianos... com a inverosímil, ridícula e nefasta justificação de que foram os israelitas a descobrir primeiro (?!?!?!) as fontes deste vital recurso natural... para além de pura provocação, esta atitude é uma evidência da adopção dessa prática genocida que consiste no retirar os meios elementares de subsistência a um povo inteiro. Inadmissível Crueldade que serve apenas para ceifar a vida da população palestina e que contribui decisivamente para a falta de respeito que a Humanidade nutre já por Israel que continua a investir nos caminhos da guerra, da fome e da guerra como forma de relacionamento com os povos vizinhos. A Amnistia Internacional veio a público denunciar a situação.

(Este post tem publicação simultânea no Forum Palestina e no A Regra do Jogo)

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Tragédias Contemporâneas: o Mundo Laboral entre o Desemprego e o Mau-Emprego...

O desemprego é hoje o maior desafio do mundo ocidental que integra o número de países ditos desenvolvidos. Na verdade, a constatação do fenómeno decorre, não da sua imprevisibilidade (na medida em que o desenvolvimento tecnológico o implica e anuncia com significativa antecipação) mas, isso sim, na incapacidade (objectiva por razões de negligência e cálculo de redução de custos que se presumem no não investimento da prevenção) de encontrar respostas diversas, inovadoras e alternativas no quadro da oferta dos empregos, trabalhos e tarefas que sabemos irem reflectir a dispensa de mão-de-obra por motivos vários mas, repito-o!, previsíveis. O problema do desemprego não pode ser resolvido sem a coragem política coordenada e integrada de apoio à criação de empresas e à contratualização em áreas inovadoras relativamente ao mercado tradicional... não, não se trata apenas de alimentar as cadeias das novas, tecnologias da informação, tecnologias de vanguarda, "de ponta", etc... trata-se, isso sim, de investir fortemente no apoio à revitalização e à criatividade no sector das indústrias transformadoras, designadamente de pequena e média dimensão, de modo a reconfigurar os aparelhos produtivos que viabilizam a sustentabilidade do desenvolvimento à escala nacional, por toda a Europa... da agricultura aos serviços, precisamos urgentemente de perceber que interesses, competências e oportunidades nos oferecem as existências e qualificações de que dispomos para reinventar uma rede económica diversificada que se não esgote nos modelos e práticas tradicionais... hoje, conforme o provam os suicídios na maior empresa de telecomunicações francesa (leia-se o excelente artigo publicado pelo Alternatives Économiques), o trabalho sob tensão, contrariando vocações e formações, competências e consciências, conduz a uma tal baixa auto-estima, a uma tal redução das expectativas sociais e a níveis de qualidade de vida tão pouco gratificantes que se pode já tirar conclusões que não podemos continuar a ignorar (leia-se o artigo de Beja Santos no Vidas Alternativas). Referimo-nos à degradação das condições de trabalho (com causas muito próximas do abuso da flexibilidade e mobilidade utilizadas em ritmos que contrariam toda a organização bio-psico-social tal como a conhecemos e vamos culturalmente), associada às cada vez menos visíveis solidariedades colectivas (que nos alertam para o desfasamento entre interesses de trabalhadores e culturas organizacionais sindicais)... sem querer comparar o desespero do desemprego com a fraude psico-social e cultural que representa o mercado de trabalho de hoje, é importante que se tenha uma visão objectiva de conjunto destas realidades que apelam, inexoravelmente, à revisão ideológica do mundo laboral nas sociedades contemporâneas... aliás, foi esta a grande lição da crise que só não é assumida politica e colectivamente pelo receio da quebra dos lucros imediatos dos que ainda se constituem como pilares económico-financeiros... contudo, mesmo para estes, a situação é progressivamente incontrolável, dada a crescente instabilidade dos mercados cujos equilíbrios são cada vez mais precários... a Humanidade não pode ser forçada a mudar a sua própria natureza cuja capacidade de resistência e adaptação tem, apesar das aparências, limites, em nome dos rendimentos dos detentores do poder económico actual cuja cultura não está à altura do exercício desse poder... porque se estivesse, a economia estaria ao serviço das pessoas e da qualidade de vida para todos!
(Este post tem publicação simultânea no A Regra do Jogo)

A alma dos dias...



... soa à "Serenade" de Franz Schubert e lembra a beleza do silêncio de algumas paisagens nórdicas...

domingo, 25 de outubro de 2009

Leituras cruzadas...

Um apontamento sobre o que subsiste na cultura e na sociedade portuguesas independentemente da aparência da mudança, pode ser aferido na leitura de um recente texto de Valupi no Aspirina B que nos reactualiza a dimensão complexa do Portugal que somos e de que nos dão exemplos: Tomás Vasques no Hoje há Conquilhas, Sofia Loureiro dos Santos no Defender o Quadrado ou João Carvalho e José Gomes André no Delito de Opinião. Considerando o que vai pelo mundo, onde se trocam ilusões por realidades (vale a pena ler os textos de Filipe Tourais no País do Burro e de Carlos Santos no O Valor das Ideias) e se tende a confundir árvores com florestas, concorrendo para aumentar demagogias em nome da sua pretensa resolução (de que são excelentes exemplos os textos de João Tunes no Água Lisa e o de T.Mike no Vermelho Côr de Alface), vale a pena registar testemunhos que nos trazem reflexos vários de outras realidades a considerar e de que nos dão conta: Rui Caetano no Urbanidades da Madeira, António Serzedelo no Vidas Alternativas, Eduardo Maia Costa no Sine Die e... com um destaque muito especial, os 9 redactores do Caminhos da Memória.

Sons Femininos ... de 1969



Um ícone da mudança... fica aqui, por ora, o tema "Maybe" que pode justificar, por razões de gravação, um pouco mais de volume... ao vosso critério! Revi e não resisti a partilhar... cá está: Janis Joplin!

sábado, 24 de outubro de 2009

A Bíblia e o Corão - entre a "Letra" do Texto e as Sociedades Laicas

Nota Prévia: A poucos dias da acesa polémica suscitada por "Caim" de José Saramago, hoje saiu mais um livro potencialmente polémico que também ainda não li: "A Fúria Divina" de J.Rodrigues dos Santos. Ressalve-se, antes de mais, que o texto que aqui vos apresento não tem qualquer intento comparativo entre autores, seja ao nível da qualidade literária ou sequer do posicionamento ideológico e reitere-se que não li nem um nem outro. O que me ocorre dizer está a jusante das obras enquanto tal e refere-se apenas à exposição de uma perspectiva sobre o facto de estarmos perante dois livros que interpelam dois dos mais célebres "Livros Sagrados", a saber, Bíblia e Corão. Posto isto, aqui fica o registo desta reflexão:
Quando os livros, nomeadamente, os ditos "Sagrados", são apresentados como códigos de valores, exemplos de práticas e modelos de comportamentos, o seu sentido literal é, inequivocamente, em termos lógicos, fundamental. Penso que é para esta dimensão do problema
que os livros "Caim" de José Saramago e "Fúria Divina" de José Rodrigues dos Santos, chamam a nossa atenção... a propósito de narrativas diferentes e de ficções distintas e independentemente dos contextos diversos em que, Bíblia e Corão, se foram construindo. Contudo, esta tem sido, uma perspectiva ausente dos debates proporcionados sobre o tema. Estranhamente, diria! De qualquer modo, num mundo que precisa de, continuamente, se pensar a si próprio, faz sentido que a sociedade possa conhecer e discutir estas tão sérias problemáticas para as sociedades contemporâneas, designadamente, porque não podemos ignorar que, para além dos discursos institucionais e ecléticos sobre a dimensão simbólica dos Textos Sagrados, a sua leitura, interpretação e representação, por parte dos respectivos crentes, tende a aproximar-se do sentido mais literal das referências escritas e reproduzidas nomeadamente por via oral - inclusivé por razões que se adequam à defesa da fé e, mais ainda, do dogmatismo.
A questão é, aliás, crucial e reconhecida como tal. Vejamos: é ou não desta problemática que emerge o sentido da promoção e defesa de valores e princípios como são os que se referem às sociedades laicas à liberdade religiosa, à diversidade social e à multiculturalidade?... mais: é ou não do reconhecimento deste problema que decorre a justificação do esforço pelo desenvolvimento do Diálogo Inter-Religioso em que se têm envolvido os mais prestigiados líderes das diferentes religiões do planeta? ... é ou não aqui que reside parte significativa do fundamento do Diálogo Inter-Cultural?... afinal de contas, é da PAZ ou melhor, da construção social das condições culturais necessárias e suficientes para a sua consolidação e do respeito pelos Direitos Humanos, que se trata... e aqui, convém não esquecer!, é fundamental - senão mesmo determinante!- a médio e longo prazo, o papel da Educação e da Escola.
(Este texto será também publicado no A Regra do Jogo)

Um Destaque de Alerta... pelo Ambiente, a Vida e a Cidadania!

Há situações urgentes no nosso país a que é preciso dar resposta! ... uma delas, surpreendente pela dimensão da sua gravidade, pode ser conhecida AQUI.
(Permitam-me que vos recomende, com particular ênfase dada a importância da informação em causa, a leitura, visualização e audição do texto e do vídeo que este post que aqui vos disponibilizo, da autoria de Manuela Araújo no Sustentabilidade É Acção, permite a quem, como eu, não teve oportunidade de ver a reportagem a que se refere e que possa não ter tido conhecimento da respectiva notícia).

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Obras Públicas, Agricultura, Educação, Ciência e Ambiente

Não, não foi esquecimento... no post anterior, não me referi particularmente aos Ministérios das Obras Públicas, da Agricultura, da Educação, do Ambiente ou da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior... fi-lo por considerar que estas "pastas" proporcionam uma referência específica. De facto, a importância estratégica que o trabalho do Ministério das Obras Públicas pode significar para o país, designadamente em termos de criação de emprego e planeamento concertado para a dinamização económica do território nacional, é muito relevante, merecendo, por isso, uma palavra especial de apreço a escolha do Ministro António Mendonça a cuja visão técnico-política deve corresponder o peso que a situação económica nacional justifica. Esperemos que a articulação entre este Ministério e os Ministérios da Economia e do Trabalho seja profícua, nos termos do investimento de um trabalho político em rede em que deve, também, ser integrado o novo Ministro da Agricultura, António Serrano, cuja capacidade de trabalho e diálogo deverá ser rentabilizada não só para amenizar o diálogo com os agricultores mas, fundamentalmente, relativamente à gestão racional e objectiva dos fundos estruturais e à visão de futuro indispensável à revitalização do mundo rural. E é precisamente no âmbito da promoção e desenvolvimento deste trabalho político em rede que penso dever ser pensada a articulação entre as pastas da Educação, da Ciência, Teconologia e Ensino Superior e do Ambiente. Porque a Educação é hoje um desafio que transcende a negociação com os professores e com a questão do respectivo sistema de avaliação, carecendo de um redimensionamento em termos da formação científica e técnico-pedagógica dos docentes, colocando a Ministra Isabel Alçada perante uma responsabilidade que implica co-responsabilização ministerial com os Ministérios da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (cuja actuação do Ministro Mariano Gago deveria, pelo menos desta vez, investir mais na área das Ciências Sociais não só ao nível teórico mas da intervenção/acção para efeitos de efectiva promoção da qualificação dos serviços técnicos dos recursos humanos institucionais, públicos e privados) e do Ambiente que, no nosso país, requer maior intervenção política da agora Ministra Dulce Pássaro no mercado produtivo industrial mas, também, nos sectores educativo e científico nacionais.

(Este post tem publicação simultânea no A Regra do Jogo)

Expectativas nacionais...

Um governo equilibrado e adequado à actual situação socio-política nacional é o que teremos a partir de 2ªfeira. Com Ministros-Chave nos grandes Ministérios (Economia, Finanças e Presidência), cuja preparação política nos garante consistência e seriedade, dada a experiência política em sectores decisivos (Assuntos Parlamentares, Justiça e Defesa) e a inovação qualificada em sectores importantes (Trabalho, Educação, Cultura e Ambiente), a sociedade portuguesa pode ter, neste Governo, um representante à altura dos seus desafios... Construido pragmática e ponderadamente, o novo Governo assume um rosto multifacetado claramente direccionado para os públicos com que a Governação se irá confrontar. Pedro Silva Pereira, Teixeira dos Santos e Vieira da Silva asseguram a coesão programática e intervenção estratégica da acção governativa, Jorge Lacão assume a responsabilidade da gestão relacional vital do Governo com a AR, Alberto Martins e Augusto Santos Silva enfrentam dois importantes desafios onde o respectivo peso político será avaliado pelo reconhecimento da sua acção concreta e pelo discernimento que mantiverem nas relações com esferas onde o corporativismo impera... entretanto, Helena André tem o perfil adequado à negociação com os parceiros sociais e Gabriela Canavilhas pode vir a desenvolver um trabalho interactivo interessante com a multiplicidade de actores da esfera cultural que, indiscutivelmente, precisa de um interlocutor dinâmico, flexível e consciente das dificuldades com que o sector se debate. Com esta imagem, multifacetada, competente e diligente, se, de facto, a oposição trabalhar com seriedade e sentido de responsabilidade, poderemos vencer mais esta grande etapa da crise que constantemente tem assombrado Portugal e a que urge dar resposta... com a criação de emprego e o aumento da produtividade. Votos de muito sucesso num quadro de conciliação e entendimento com visão política do interesse nacional é, afinal, o que de melhor podemos e devemos desejar para o país.
(Este post teve publicação simultânea no A Regra do Jogo)

Sonata...



... Sonata ao Luar... de Ludwig Beethoven...

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Just Perfect...


A blogosfera, a par da exposição opinativa e analítica, da crítica e da argumentação, tem, também destas coisas: simpatias, amabilidades, empatias, reconhecimentos, cumplicidades. Dimensões gratificantes, convenhamos... às vezes, muito gratificantes. Como o foi receber da Manuela Araújo a quem envio um grande abraço pela qualidade do Sustentabilidade é Acção que nos brinda com um prémio que merece ser retribuído; refiro-me ao Selo VIP "Just Perfect" que aqui reproduzo e partilho pelos seguintes congéneres, dedicando-lhes a frase com que devemos justificar a atribuição deste Selo: "Your Blog is just perfect to learn something every day":













quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Regras... do mercado

Acabei de escrever no A Regra do Jogo um texto que pode ser lido AQUI.