domingo, 10 de março de 2013

Da Resiliência...

A sobrevivência do Euro fez-se à custa da destruição de instituições sociais e de uma enorme taxa de desemprego na periferia. Isso é um desastre." (James K. Galbraith). Oportuna, a citação que acabei de ler no mural de Flávio Pinho, deu-me o mote: não há muito a acrescentar perante os factos, designadamente quando a necessidade de intervir é tão inequívoca... Afinal, só a China proclama acreditar na UE por estar segura de que o seu expansionismo de mercado tem aqui todas as garantias... sim, a mesma China que executa milhares/milhões de pessoas em nome de um controle político que ninguém reconhece como legítimo - a não ser nos termos da desresponsabilização coletiva com que os governos e as sociedades estão, cada vez mais, a deixar de pensar e de exigir o respeito pelos Direitos Humanos (ler aqui). Por cá, o absurdo demagógico de uma "política de poder" (dominante e oposicionista) que deixa silenciada a chamada "magistratura de influência", reforçando a inflexibilidade da subordinação política do governo aos interesses das instâncias internacionais, arrefece, progressivamente, a pressentida ausência de convições e alternativas do principal partido opositor da designada democracia representativa... Participativa e/ou representativa, a forma democrática subjacente ao sistema eleitoral está nas mãos dos cidadãos... e ainda que o seu horizonte seja tão repetitivo e insatisfatório como o panorama protagonizado pelos protagonistas políticos dos nossos dias, a esperança, resiliente!, continua a tentar encontrar caminho...  

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