Giorgio Agamben no Blog da Boitempo
José Manuel Correia Pinto no Politeia
Estrela Serrano no Vai e Vem
Alexandre Rosa no Olhares do Litoral
Eduardo Pitta no Da Literatura
Vitor Dias no O Tempo das Cerejas
Rui Bebiano no A Terceira Noite
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sexta-feira, 29 de março de 2013
terça-feira, 12 de fevereiro de 2013
Leituras Cruzadas...
Assim vai o país... incómodo, parado, atónito, bloqueado, transtornado... doente!... ou, se preferirem!, desfilando apático, atrás das máscaras! ... como bem ilustra JM Correia Pinto no Politeia, bem explica Alexandre Abreu no Ladrão de Bicicletas, bem denota Paulo Pedroso no Banco Corrido, bem diz Lopes Guerreiro no Alvitrando, bem comenta Filipe Tourais no O País do Burro e bem exemplificam Carlos Fonseca e Carla Romualdo no Aventar e Val no Aspirina B, não podemos esperar muito de um país e de um tempo em que, afinal, enquanto cruzam os braços em de-negação por não saberem o que fazer ou por não quererem "deitar mãos à obra", os pretensos protagonistas da História perdem a noção da realidade para se embevecer perante o espelho distorcido dos seus egos - apesar dos esforços que, do colectivo quase anónimo, emergem e submergem a lembrar pequenos simulacros de naufrágios imaginados em mares que, afinal!, não navegamos, perdidos cada uns por suas águas... quiçá afogados, quiçá revoltados à mesa do café, quiçá desiludidos e tristes, apagados no fundo da nossa imensa compaixão sobre nós próprios face ao destino injusto e negro que nos devolve, cada vez mais, o fado... apesar dos esforços, dizia eu... sim, esforços... esforços de que ainda se faz eco nas palavras de João Ricardo Vasconcelos no Activismo de Sofá ou no discernimento de que dão nota Franciso Seixas da Costa no Duas ou Três Coisas e Estrela Serrano na moral da história que escreveu no Vai e Vem (aqui já referido no primeiro link deste post), Carlos Barbosa de Oliveira no Crónicas do Rochedo, Paulo Guinote no A Educação do Meu Umbigo ou Joana Lopes no Entre as Brumas da Memória...
domingo, 6 de janeiro de 2013
Leituras Cruzadas...
Viriato Soromenho Marques no DN Opinião
João Ricardo Vasconcelos no Activismo de Sofá
Estrela Serrano no Vai e Vem
João José Cardoso no Aventar
Ariel no Cirandando
Carlos Fonseca no Solos Sem Ensaio
Joana Lopes no Entre as Brumas da Memória
Val no Aspirina B
Ana Cristina Leonardo no Meditação na Pastelaria
Rogério Pereira no Conversa Avinagrada
João Ricardo Vasconcelos no Activismo de Sofá
Estrela Serrano no Vai e Vem
João José Cardoso no Aventar
Ariel no Cirandando
Carlos Fonseca no Solos Sem Ensaio
Joana Lopes no Entre as Brumas da Memória
Val no Aspirina B
Ana Cristina Leonardo no Meditação na Pastelaria
Rogério Pereira no Conversa Avinagrada
quinta-feira, 15 de novembro de 2012
Leituras Cruzadas...
A Europa está na rua! Ontem, 14 de novembro, os sindicatos de 23 países aderiram à greve e as manifestações foram o rosto do espaço público das principais cidades europeias... Pela mobilização sintonizada dos cidadãos, torna-se incontornável a razão que cada povo, sózinho, tem mais dificuldade em demonstrar em termos de eficácia, ou seja, no que se refere ao impacto político das reivindicações. O exercício da cidadania é, de facto!, um instrumento poderoso de pressão no sentido da urgente mudança social que é preciso levar à prática, sob pena da violência se tornar o rosto da contestação cívica. Em Portugal, a greve foi um sucesso e é fundamental não confundir "árvores e florestas", contrariar o medo e manter a lucidez!... porque as imagens da violência que agora nos chegam já tão de perto, nas ruas de Lisboa, não podem substituir a leitura de uma realidade que significa que o país se aproxima a ritmo vertiginoso de ter, numa já demograficamente deficitária população activa, cerca de 1 milhão de desempregados!... Um número desta ordem é, incontestavelmente, assustador e sinónimo de que o caos social atingiu as famílias portuguesas a um tal ponto que se justifica a adesão massiva às sucessivas manifestações que contestam, mais que justamente, a designada política "de austeridade"... e se ao facto, acrescentarmos os dados do desemprego que atinge os jovens e que se aproxima, perigosamente, dos 40%, há uma leitura política que a União Europeia e os Governos não podem deixar de fazer sob pena da situação social se degradar até ao descontrole gratuito... Neste contexto, das duas, uma: ou mudam as regras da (des)regulação económico-financeira europeia ou podemos preparar para a emergência de extremismos que criam condições para a consolidação dos movimentos ditatoriais. A violência gera violência e os confrontos vão deixando rasto nas ruas de uma Europa que viveu em paz durante décadas mas que, abusivamente, a ideologia política dominante não soube aproveitar e valorizar, legitimando uma degradação de que não pode resultar outra coisa senão o conflito que penaliza inocentes, enfraquece a democracia e reforça o uso da força. Ontem, 14 de novembro, os povos europeus ganharam pela convergência de uma justa contestação!... mas, como não podia deixar de ser, aos olhos de quem conhece e analisa os fenómenos relativos às dinâmicas da violência social, houve provocações, exibições, sangue, medo, perseguições e demagogia... Agora, sentimo-nos, todos!, lesados na reivindicação de uma justiça social que queremos continuar a defender... porque é pela associação da violência política e da violência física que a razão e a paz costumam perder as guerras...
Ricardo Alves no Esquerda RepublicanaCarlos Fonseca no Solos Sem Ensaio
Alexandre Rosa* no Olhares do Litoral
Estrela Serrano no Vai e Vem
Valupi no Aspirina B
Rui Bebiano no A Terceira Noite
Sofia Loureiro dos Santos no Defender o Quadrado
João Ricardo Vasconcelos no Activismo de Sofá
Carlos Barbosa de Oliveira no Crónicas do Rochedo
Francisco Clamote no Terra dos Espantos
(o link para o texto assinalado com * foi acrescentado ao fim do dia)
quarta-feira, 25 de abril de 2012
Leituras Cruzadas...
... 25 textos... no 38º aniversário do 25 de Abril de 1974:
Luís Moreira no Pegada
Kaos no We Have Kaos in the Garden
Ricardo Santos Pinto no Aventar
Carlos Barbosa de Oliveira no Crónicas do Rochedo
Galopim de Carvalho no Sopas de Pedra
Francisco Seixas da Costa no Duas ou Três Coisas
Osvaldo Castro no A Carta a Garcia
Rodrigo Henriques no Folha Seca
Ricardo Alves no Esquerda Republicana
Joana Lopes no Entre as Brumas da Memória
Eduardo Graça no Absorto
Manuela Freitas no Light
Porfírio Silva no Machina Speculatrix
Mariana Vieira da Silva no Jugular
Miguel e Tiago Mota Saraiva no Cinco Dias
Weber no Mainstreet
Ferreira no On The Road
Leonor Barros e Patrícia Reis no Delito de Opinião
Miguel Serras Pereira no Vias de Facto
Cont(R)a Corrente no Cont(R)a Corrente
Luís Moreira no Pegada
Kaos no We Have Kaos in the Garden
Ricardo Santos Pinto no Aventar
Carlos Barbosa de Oliveira no Crónicas do Rochedo
Galopim de Carvalho no Sopas de Pedra
Francisco Seixas da Costa no Duas ou Três Coisas
Osvaldo Castro no A Carta a Garcia
Rodrigo Henriques no Folha Seca
Ricardo Alves no Esquerda Republicana
Joana Lopes no Entre as Brumas da Memória
Eduardo Graça no Absorto
Manuela Freitas no Light
Porfírio Silva no Machina Speculatrix
Mariana Vieira da Silva no Jugular
Miguel e Tiago Mota Saraiva no Cinco Dias
Weber no Mainstreet
Ferreira no On The Road
Leonor Barros e Patrícia Reis no Delito de Opinião
Miguel Serras Pereira no Vias de Facto
Cont(R)a Corrente no Cont(R)a Corrente
quinta-feira, 28 de julho de 2011
Leituras Cruzadas...
Fernando Cardoso no Ayyapa Express
Renato Teixeira no Cinco Dias
Pedro Soares de Albergaria no Sine Die
Ricardo Alves no Esquerda Republicana
Miguel Madeira no Vento Sueste
Jorge Bateira no Ladrões de Bicicletas
Rodrigo no Folha Seca
Sérgio de Almeida Correia no Delito de Opinião
Carlos Fonseca no Solos Sem Ensaio
Ana Cristina Leonardo no Meditação na Pastelaria
Francisco Seixas da Costa no Duas ou Três Coisas
Renato Teixeira no Cinco Dias
Pedro Soares de Albergaria no Sine Die
Ricardo Alves no Esquerda Republicana
Miguel Madeira no Vento Sueste
Jorge Bateira no Ladrões de Bicicletas
Rodrigo no Folha Seca
Sérgio de Almeida Correia no Delito de Opinião
Carlos Fonseca no Solos Sem Ensaio
Ana Cristina Leonardo no Meditação na Pastelaria
Francisco Seixas da Costa no Duas ou Três Coisas
terça-feira, 7 de junho de 2011
Leituras Cruzadas...
Estas são as primeiras Leituras Cruzadas depois de 5 de Junho... elucidativas, na minha opinião. Elucidativas, designadamente em relação ao "estado da arte" que caracteriza esta transferência de poder associada ao fim de um ciclo e ao início de um outro, sob a forma de ruptura -apesar de, sobre o eventual efectivo carácter de ruptura, só o futuro poder dar testemunho. Da noite eleitoral, vale a pena dedicar um pouco da nossa atenção, em jeito de inspiração para um balão oxigenado de massa crítica, às observações de JM Correia Pinto que, logo em seguida, apresenta a primeira síntese sobre o ciclo político que o dia 5 de Junho legitimou, no seu Politeia. Assim, face à constatação dos dias (leia-se o post de Nanda no Sacode as Nuvens), escalpelizada e desmistificada sucintamente por Vital Moreira no Causa Nossa e de Francisco Clamote no Terra dos Espantos*, na sequência de dados adquiridos para uma opinião pública que se sente, justamente, negligenciada no uso das reflexões que vai produzindo (leiam-se os textos de João Tunes no Água Lisa, de Valupi no Aspirina B e de Vitor Dias no Tempo das Cerejas), vale a pena constatar que os protagonistas da democracia representativia estão em movimento, não só na maioria que vai formar governo mas, também, na oposição. É o caso da prevista candidatura a Secretário Geral do PS de António José Seguro, da tímida manifestação de vontade de também o fazer, por parte de Maria de Belém Roseira -as quais, registe-se!, ainda não vi promovidas com apoios na blogosfera!- que acrescem à reserva de Francisco Assis em "entrar na corrida", caso António Costa se candidate (vale a pena ler Rui Namorado no O Grande Zoo* e Eduardo Graça no Absorto) - destaque-se que António Costa vai hoje pronunciar-se sobre a sua posição relativamente a este cargo, na Comissão Nacional do PS! Mas, se além dos resultados das esperadas reuniões do Comité Central do PCP e dos orgãos centrais do BE e do CDS, a democracia é, ainda!, muito mais que isso, vale a pena destacar a justa e pertinente chamada de atenção de Weber no Mainstreet para o empobrecimento da democracia, o interesse que nos suscita o futuro da blogosfera (leia-se Seixas da Costa no Duas ou Três Coisas) e o "pano de fundo" sobre o qual andamos, ilusoriamente!, a trabalhar sob comandos suspeitos (leia-se o texto de A.Pedro Correira no Aventar).
(Obs: por serem posteriores à hora original de publicação deste post, dois dos links de hoje estão assinalados com asterisco)
(Obs: por serem posteriores à hora original de publicação deste post, dois dos links de hoje estão assinalados com asterisco)
terça-feira, 31 de maio de 2011
Leituras Cruzadas...
Apesar do que ocorre a muitos dos que, desinteressada e honestamente, observam criticamente os tempos que correm, sem reconhecerem objectividade, justeza e adequação às necessidades sociais, nos argumentos, nas estratégias e nas medidas disponibilizadas pelos programas partidários (leia-se o texto de Fernando Cardoso no Ayyapa Express) , nomeadamente num contexto em que a própria "ajuda externa" tem vindo a denotar resultados insatisfatórios e em que, no plano nacional, os aparelhos partidários não garantem (pelo menos, na maior parte dos casos!), o recurso a critérios que garantam a qualidade e o mérito requeridos aos potenciais representantes dos cidadãos (leiam-se os textos de JM Correia Pinto no Politeia), o facto é que temos eleições no próximo dia 5 de Junho e que do resultado eleitoral desse dia dependerá o futuro próximo dos portugueses... ora, se é correcta a alegação de que o próximo programa de Governo está configurado pelo estabelecido no Memorandum que os 3 maiores partidos assinaram com as instâncias financeiras internacionais, a verdade é que, nas eleições do próximo domingo, o que está em causa é a escolha dos métodos a adoptar para executar o acordo entre Portugal e a chamada troika, quer seja no que se refere ao cumprimento do agendado pagamento da dívida externa, quer no que respeita à forma como irão ser orientadas as políticas para o incentivo à economia (leia-se o texto de Ana Gomes no Causa Nossa, a citação de Vital Moreira por Miguel Abrantes no Câmara Corporativa) ... e, acreditem!, há diferenças nos modos de execução dessas rigorosas linhas orientadoras da gestão política que, podendo até não ser muito evidentes à partida, farão toda a diferença no Portugal do futuro... Falamos da Escola Pública, da sua qualidade e equitatividade social, da qualidade e extensão do Serviço Nacional de Saúde, da garantia pública da não privatização da Caixa Geral de Depósitos, da defesa da Segurança Social para Todos e da preocupação com os direitos fundamentais dos cidadãos... mas, falamos também do tipo de políticas de emprego a seguir que podem -ou não- acentuar mais e mais gravemente a já preocupante "flexibilidade", ao ponto de institucionalizar a precariedade como o mecanismo mais moderno do mercado laboral, tornando cada vez mais invisível a dimensão do crescimento do desemprego, aumentando os preços dos serviços de apoio social a crianças e idosos em particular no sector público, como incentivo a uma maior aposta no privado, etc., etc., etc... Deixo à consideração do leitor a panóplia de medidas criativas que as entidades patronais não vinculadas à Concertação Social vão requerer, adoptar e reivindicar e os argumentos precários que o neoliberalismo vai invocar para os legitimar... Acontece que o preço da opção do próximo domingo é, ele próprio, um preço precário, bem ilustrado na difícil "descolagem" das intenções de voto entre os dois partidos que, em regimes democráticos representativos como o nosso, tendem a disputar a vitória e a viabilizar alianças que podem caracterizar ideologicamente eventuais maiorias parlamentares (veja-se a recente publicação de Weber no Mainstreet)... Numa Europa e num país onde assistimos a tomadas públicas de decisões que comprometem e envergonham os mais elementares princípios da ética democrática e humanista (leiam-se os textos de MFerrer no Homem ao Mar, de Filipe Castro no Esquerda Republicana e de F. no Jugular -onde também vale a pena ler o texto de Rui Herbon), penso que não podemos ficar descansados nem sobre o presente, nem sobre o futuro, deixando-os ao "acaso" - a que me sentiria condescender, se preferisse não participar no acto cívico que se aproxima!... E é por isso que vou votar!... para não me ficar na consciência o peso do pior!
quarta-feira, 25 de maio de 2011
Leituras Cruzadas...
Nos tempos que correm, exemplos há que nos recordam o facto de, ainda!, termos nas mãos o mapa onde podemos traçar e escolher o caminho mais curto para o futuro (leiam-se os textos de Raimundo Narciso no PuxaPalavra)... apesar de tudo e do quão profundamente se reflecte no mais insuspeito quotidiano (leia-se o texto de Fernando Moreira de Sá no Albergue Espanhol) a violência de uma sociedade que já não pode ocultar as disfuncionalidades graves dos comportamentos, dos valores e das realidades individuais, familiares e de uma diversidade coexistente de grupos sociais, onde vemos, como num espelho!, o retrato do que andamos, afinal!, a construir... E é aí, nesse lugar a que acedemos "do outro lado do espelho" (qual Alice que no absurdo descobre maravilhas) que nasce o nosso direito e se funda a nossa razão em reivindicar mais e melhor, a quem tem acesso privilegiado aos tempos de antena para efeitos de uma campanha eleitoral (vejam-se e leiam-se as publicações de Carta a Garcia no A Carta a Garcia, de Miguel Abrantes e de João Magalhães no Câmara Corporativa e de Ariel no Cirandando) que precisamos mais ambiciosa, séria e credível para que sejam evitáveis mais previsíveis danos (leia-se o texto de Vital Moreira no Causa Nossa)... porque a realidade não é (sabemo-lo desde sempre, dos magos aos pré-socráticos ou à sabedoria popular), de facto!, o que parece (leiam-se os textos de JM Correia Pinto no Politeia e de Pedro Melo Biscaia no Socialismo-Cultura)!... porém, para que nos não esgotemos neste desfiar de constatações, vale a pena manter a alma viva e o olhar desperto, para o que ainda se vai fazendo e preservando no país que também somos - esse sim, o que não queremos, de modo algum!, perder ou ver perdido (leia-se o texto publicado por Camões no Poet'Anarquista e veja-se o documento editado por Folha Seca no Folha Seca).
sábado, 12 de fevereiro de 2011
Leituras Cruzadas...
Sobre as razões que sustentam a moção de censura ao Governo que o BE vai apresentar, vale a pena ler o texto de Rui Herbon no Jugular e assistir a um momento relevante da abordagem do tema a que Miguel Abrantes no Câmara Corporativa nos permite aceder... Contudo, sobre a política nacional são ainda de referir outros dados caricatos recentes, como bem o lembra João Abel de Freitas no PuxaPalavra e o explica Osvaldo Castro no A Carta a Garcia... Felizmente, por estes dias, a luta do povo egípcio reacende-nos a esperança, reforçando, depois da Tunísia, a vontade de libertação dos povos do Magreb onde é preciso coragem para ultrapassar as dificuldades inerentes aos combates em contextos ditatoriais e autoritários, militares ou não, sobre as quais, a propósito da Argélia, escreveu Carlos Fonseca no Aventar... porque é bom lembrar a quem luta pela esperança, que as sociedades podem realmente mudar se para tanto existirem condições para o efeito (leia-se o texto publicado por Eduardo Marculino no História Viva)... e porque as pessoas têm, além de memória, inteligência, vale a pena tomar nota da observação de Carlos Barbosa de Oliveira no Crónicas do Rochedo... entretanto, quanto ao que, de facto!, necessitamos, por cá e em todos os estados-membros da União Europeia é de, enquanto cidadãos, juntarmos as nossas vozes para dizer às governações nacionais que não queremos sobrancerias demagógicas nem populismos (leiam-se as excelentes observações de Francisco Seixas da Costa no Duas ou Três Coisas, de Ricardo Vicente no Albergue Espanhol e de Nuno Serra no Ladrões de Bicicletas) mas, isso sim, de uma actuação coerente, articulada, integrada e sustentada capaz de promover um desenvolvimento real (a este propósito sugiro a leitura de um clarividente texto publicado por António Carlos Valera no Irrealidade Prodigiosa).
terça-feira, 4 de janeiro de 2011
Leituras Cruzadas...
Regresso à realidade... do país que é nosso e onde a premeditação sem rosto viaja por múltiplas vozes aparentemente sem ligação entre si mas cujo resultado efectivo ilustra uma coerência que não edifica a dignidade cívica de um povo e dita o destino branqueado dos cidadãos que não chegam a exercer os direitos de liberdade, igualdade e cidadania que lhe assistem... - eis as considerações sobre as quais me apetecia dissertar não fosse o cansaço tolher-me o esforço da metáfora... ficam por isso, sugestões de boas leituras, esclarecedoras para o retrato subliminar do que da realidade dão a pensar os protagonistas dos dias que fazem o nosso presente... das presidenciais à economia e às representações institucionais que se opõem à imagem do que cultivamos e defendemos como boas práticas e valores... Começo por referir um texto lúcido e revelador da liberdade de pensamento, rara nos tempos que correm em que as "modas" e as demagogias tudo legitimam, escrito por Vital Moreira no Causa Nossa. Depois, já a propósito do "estado da arte" e daquilo que se pretende dele fazer, relativamente às eleições presidenciais de Janeiro, vale a pena ler os textos de JMCorreia-Pinto no Politeia, de Porfírio Silva no Machina Speculatrix, de Sofia Loureiro dos Santos no Defender o Quadrado e de MFerrer no Homem ao Mar... já quanto ao dinamismo da relação entre política e economia, limito-me a referir dois post's: um de João Tunes no Água Lisa e outro de Emídio Fernando no Correio Preto; finalmente, a terminar e porque as oposições salientam a essência da diferença, volto a citar João Tunes num outro post publicado também no Água Lisa, Camões no Poet'Anarquista e Manuela Araújo no Sustentabilidade é Acção.
sexta-feira, 26 de novembro de 2010
Leituras Cruzadas...
Na sequência do post anterior, deixo hoje algumas sugestões de leitura sobre os dias que atravessamos quando o frio aperta sem que a vontade de resistir esmoreça, sinais do país que fomos e do país que somos (JMCorreia-Pinto no Politeia), para além da neutra leitura da realidade (Marina Costa Lobo no Tempo Político) à coragem de tentar a mudança (João Ricardo Vasconcelos no Activismo de Sofá) apesar da gratuita manipulação (Carlos Barbosa de Oliveira no Crónicas do Rochedo e Miguel Abrantes no Câmara Corporativa) ou da contradição instalada que nos faz temer o pior (Carlos Fonseca no Aventar, João Pinto e Castro no Jugular, Correio da Manhã, Weber no Mainstreet, Eduardo Pitta no Da Literatura, João Tunes no Vias de Facto, João José Cardoso também no Aventar, João Torgal no Cinco Dias e Vitor Dias no O Tempo das Cerejas)... Ainda bem que alguma coisa avança (Osvaldo Castro no A Carta a Garcia) - para que a conversa passe a ser outra (Pedro Correia no Delito de Opinião).
quarta-feira, 10 de novembro de 2010
Leituras Cruzadas...
Vão em jeito de "a seco" estas propostas de leituras que hoje aqui sugerimos, por mérito dos autores... na verdade, nem pensara em fazer esta noite umas Leituras Cruzadas; porém, alguns dos textos que aqui proponho são demasiado interessantes para aguardarem o merecido destaque... e, de facto!, vale a pena ler as seguintes publicações:
João Tunes no Água Lisa;
Rafael Fortes no Cinco Dias;
Filipe Tourais no O País do Burro;
Carlos Barbosa de Oliveira no Crónicas do Rochedo;
T.Mike no Vermelho Cor de Alface;
Sérgio de Almeida Correia no Delito de Opinião;
Miguel Abrantes no Câmara Corporativa;
João José Cardoso no Aventar;
MFerrer no Homem ao Mar;
Donatien Alphonse François no Donatien Alphonse François...
... até porque, assim, de um ou de outro modo, nos vamos revemos uns nos outros, caleidoscópio dos dias em ecos de diversos mas coerentes pensares e sentires...
sábado, 23 de outubro de 2010
Leituras Cruzadas...
Enquanto por cá os partidos políticos continuam a sua lição de esgrima, entre argumentos e atitudes que tornam cada vez mais difícil a percepção pública da diferença ideológica dos valores e propostas que defendem (leiam-se os textos de Osvaldo Castro no A Carta a Garcia e de José Freitas no Aventar), a tentativa de manipulação continua a grassar, demagógica, da Europa (leiam-se os textos de Carlos Fonseca no Aventar e de Rogério Pereira no Conversa Avinagrada) ao Brasil (leia-se o texto de JMCorreia-Pinto no Politeia), denotando a incapacidade do poder em se afirmar de acordo com a transparência e a verdade (leiam-se os textos de João José Cardoso no Aventar e o de Carlos Barbosa de Oliveira no Crónicas do Rochedo)... e se é verdade que a realidade do quotidiano já não nos surpreende, a verdade é que, felizmente!, ainda nos indigna (leiam-se os textos de Miguel Gomes Coelho no Vermelho Cor de Alface, de Fernando Cardoso no Ayappa Express e o artigo publicado no DN )... por isso, apenas temos a ganhar quando enveredamos pelo repensar de algumas lições da História - que nos é, afinal!, mais próxima do que o tempo e a mudança nos incentivam pensar (leiam-se os post's publicados por Eduardo Marculino no História Viva).
sábado, 16 de outubro de 2010
Leituras Cruzadas
Esta semana ficará registada para sempre na História e na Memória, pelo extraordinário resgate dos 33 chilenos "atrapados" durante 69 dias a 700 m da superfície, na Mina de San Jose, possível graças a um extraordinário investimento científico e político internacional que a surpresa da sobrevivência dos mineiros provocou, 17 dias depois do seu desaparecimento sob o desabamento de uma mina que nem devia ter estado em funcionamento por falta de condições de segurança (vale a pena ler os textos de Raul Iturra no Aventar, de Osvaldo Castro no A Carta a Garcia e de Weber no Mainstreet). Contudo, se no plano internacional outras surpresas têm vindo a emergir, permitindo-nos repensar e reproblematizar a demagogia e o juízo fácil (vale a pena ler o que escreveu Carlos Barbosa de Oliveira no Crónicas do Rochedo e João Rodrigues no Jornal de Negócios), no nosso país, os factos sucedem-se diversos mas, igualmente, inaceitáveis em tantas dimensões da nossa vida socio-económica comum (vale a pena ler dois textos de JMCorreia-Pinto no Politeia e o de João José Cardoso no Aventar) que nos sugerem e inspiram a ironia como registo adequado à sua evocação (vale a pena ler os textos de Raimundo Narciso no PuxaPalavra e o post de João Carvalho no Delito de Opinião)... Por tudo isto, vale a pena ter presente a realidade dos dias (leia-se o texto de Francisco Seixas da Costa no Duas ou Três Coisas) e sem deixar de evocar memórias curiosas (como a que Joana Lopes exemplifica no Entre as Brumas da Memória), continuar a ter no horizonte as palavras que nos permitem a consciência permanente do sentido da poesia (leia-se o poema seleccionado pelo Bípede Falante no Mínimo Ajuste).
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
Leituras Cruzadas...
Enquanto a Europa vive entre dois mundos (leiam-se os textos de Ricardo Paes Mamede no Ladrões de Bicicletas e de Ana Gomes no Causa Nossa), por cá, o panorama político partidário bicéfalo divide-se entre perplexidades e estratégias (vale a pena ler os textos de Valupi no Aspirina B e de Adolfo Mesquita Nunes no Delito de Opinião), dadas as complexidades em que se enquadra o debate do Orçamento de Estado para 2011 (leiam-se os textos de JM Correia-Pinto no Politeia, de Nuno Ramos de Almeida no Cinco Dias e de Rogério Pereira no Conversa Avinagrada). Considerando que algumas das considerações infelizes não concorrem para o sucesso do delicado tecer dos indispensáveis apoios à governabilidade do país (como bem nota Joana Lopes no Entre as Brumas da Memória) e que algumas posturas do passado recente nos dificultam a esperança (leia-se o texto de Osvaldo Castro no A Carta a Garcia), vale a pena, por analogia, ter em conta que quase sempre se verifica na realidade que nem sempre quem mais pode é quem melhor pensa (leia-se a observação de Paulo Pedroso no Banco Corrido) e que, muitas vezes, vale a pena deixar repousar o olhar na arte, como catarse do mundo (veja-se a sugestão de Medeiros Ferreira no Cortex Frontal).
segunda-feira, 30 de agosto de 2010
Prémio Especial 25 Blogs

A Nossa Candeia tem a honra e a imensa alegria de aqui partilhar a atribuição do prémio com que Eduardo Marculino, do extraordinário blogue História Viva, nos agraciou e que muito agradecemos, designadamente pela qualidade ímpar do trabalho que nele se publica. O prémio intitula-se Prémio História - Especial 25 Blogs.
quinta-feira, 26 de agosto de 2010
Leituras cruzadas...
Hoje limito-me a enunciar uma série de sugestões de leituras... deixo a todos o cruzamento das informações e opiniões que refiro para que cada um conclua dos esforços de honestidade, do seu contrário e de algumas interessantes e penosas variáveis recorrentes, com que se vai construindo o país que temos e a compreensão do mundo em que vivemos:
Notas sobre o Monstro de João Rodrigues, no Arrastão;
Mais Fantasias Neoliberais de JM Correia Pinto, no Politeia;
Ele Disse Isso? e Desculpem se me enganei... de Carlos Barbosa de Oliveira, no Crónicas do Rochedo;
Cavaco, o Inevitável de Rogério da Costa Pereira, no Pegada;
Pinto Monteiro quer explicações... de Osvaldo Castro, no A Carta a Garcia;
... Esta é uma história verdadeira... de F.Seixas da Costa, no Delito de Opinião;
Como afugentar ciganos... de Bruno Gonçalves, no Aventar;
Pura Estupidez de Pedro Correia, no Delito de Opinião;
Os Miseráveis do Século XIX... de Eduardo Marculino, no História Viva.
terça-feira, 27 de julho de 2010
Leituras Cruzadas...
Não é apenas demagógico mas dramático e perigoso, o facto dos políticos das mais representativas forças partidárias evocarem, como prioridade da sua agenda, questões estruturantes da vida democrática que configuram decisivas alterações na qualidade de vida dos cidadãos (vale a pena ler o texto de Pedro Adão e Silva no Arquivo), nomeadamente, se tal postura decorre ou coincide com a opção dos meios de comunicação social com maior audiência, pelo desenvolvimento de temas sensacionalistas (ler aqui o texto de Osvaldo Castro no A Carta a Garcia)... perspectivado pelos seus autores como "modus operandi" da política, este tipo de procedimentos sustenta as declarações do Ministro dos Negócios Estrangeiros que acusa o debate político português sobre o mundo contemporâneo de se caracterizar por uma confrangedora pobreza... porque a política é muito mais do que o etnocentrismo nacionalista de pendor autoritário que subjaz à ideologia liberal do mercado e que traz à memória associações de ideias aparentemente anacrónicas mas dignas de reflexão (vale a pena ler os textos de Miguel Abrantes no Câmara Corporativa, de Weber no Mainstreet, de Carlos Barbosa de Oliveira no Crónicas do Rochedo e de Porfírio Silva no Machina Speculatrix)... e porque a realidade é muito mais importante e complexa do que nos querem fazer crer os compradores de votos que omitem a verdade e as consequências dos modelos liberais que defendem (vale a pena ler os textos de Ricardo Noronha no Vias de Facto e de Paulo Jorge Vieira no Cinco Dias).
terça-feira, 13 de julho de 2010
Leituras Cruzadas...
A propósito das recentes decisões da Ministra da Cultura, para além da estranheza causada pela nomeação de João Aidos verdadeiramente pouco conhecido ou reconhecido, é caso para se perguntar se o dito "recuo" nos generalizados cortes de 10% para o sector, decorre de se ter efectivado a demissão de Xavier Barreto e se, nesse caso, a divulgação dessa medida redutora deve ser entendida como forma de pressionar a decisão do demissionário... Seria pena, é certo mas, coincidências deste género em tão curto espaço de tempo, legitimam, pelo menos!, a interrogação (a este propósito vale a pena ler os textos de João Ricardo Vasconcelos no Activismo de Sofá e de Filipe Tourais em O Pais do Burro). Enquanto isto, decorrem as Jornadas Parlamentares do PSD que, sem qualquer alternativa político-económica credível, aproveitam a mediatização para fazer campanha com senso-comum e demagogia que muitos dos que se querem respeitados e ilustres não têm peias em protagonizar (leia-se o texto de Eduardo Pitta no Da Literatura). Fica o país na mesma sem rasgos de lucidez ou criatividade que estimulem a auto-estima lusitana (leia-se o texto de Carlos Barbosa de Oliveira no Crónicas do Rochedo e de Luís Rainha no Vias de Facto), a não ser que se adoptem e assumam procedimentos corajosos e legítimos não só de carácter endógeno mas também no que a relações externas respeitam (leiam-se os textos de JMCorreia-Pinto no Politeia, de Osvaldo Castro no Carta a Garcia e do Vidas Alternativas).
(Nota: o texto de Luís Rainha foi integrado posteriormente ao momento inicial de publicação deste post)
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