Chile... Um sismo de grau 8.8 a 300km da capital, Santiago, com, pelo menos, uma réplica de 6.9 e um tsunami anunciado... Assusta-nos pensar o medo que sentiram e que sobre vós paira no ar e se vive, no corpo e na alma... Neruda, o poeta, dizia sobre o Medo a única coisa que me ocorre neste momento...
sábado, 27 de fevereiro de 2010
Pelo Chile...
Futebol, Cinema e Música ou... Maradona segundo Kusturica e Manu Chao
Emir Kusturica, o conhecido realizador de cinema, inspirou-se em Maradona para um dos seus filmes e convidou Manu Chao para a banda sonora... Vale a pena ver... e pensar nas razões que juntaram este trio. O assunto mereceu honras televisivas:
... e, feito de extractos do filme de Kusturica, este é o vídeo do tema, fabuloso!, que Manu Chao intitulou "La Vida es una Tombola":
... e, feito de extractos do filme de Kusturica, este é o vídeo do tema, fabuloso!, que Manu Chao intitulou "La Vida es una Tombola":
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010
Ramos-Horta - A Vergonha de um Nobel da Paz...

Quando os interesses estratégicos ultrapassam a ética de responsabilidade internacional implicada pelo respeito dos Direitos Humanos, perde-se a consideração pelos que assumem esta postura ou, no mínimo, é legítima a dúvida sobre a sua autenticidade e honestidade motivacional em eventuais momentos em que os mesmos protagonistas possam ter apelado a causas desta dignidade. É o caso de Ramos-Horta que, na qualidade de Presidente de Timor-Leste, afirmou, em declarações à Lusa (ver AQUI), reconhecer "legitimidade à soberania chinesa em relação ao Tibete" apesar, disse, de admirar o Dalai-Lama por condenar actos de violência no território tibetano. As declarações de Ramos-Horta merecem o repúdio de todos os pacifistas do mundo, por várias razões: a) decorrerem de interesses estratégicos de natureza económica e comercial; b) serem proferidas por um homem que foi agraciado com o Prémio Nobel da Paz; c) denotarem a hipocrisia na avaliação de situações em que se está ou não, pessoalmente envolvido... porque, até por evidentes razões históricas, Timor não merecia mais a independência do que a merece o Tibete. A este propósito, relembro, por um lado, que a ONU, em 3 Resoluções datadas, respectivamente, de 1959, 1961 e 1965, reconheceu os tibetanos como "privados do seu direito à auto-determinação" e que, por outro lado, a impossibilidade de, até hoje, o Tibete ser internacionalmente reconhecido como nação soberana, se deve, exclusivamente, à correlação de forças e interesses dos vários países em relação à China... apesar de toda a violência a que o seu povo tem sido sujeito - ver AQUI - pelas autoridades chinesas! Para ostensiva violação dos Direitos Humanos já bastava... escusava Ramos-Horta de vir fazer o favor ao Governo Chinês de, como Presidente de um país, se prestar a fazer declarações deste inqualificável teor, apenas e só para, a troco de algumas vantagens económicas a preço de saldo, os chineses exibirem a relativização do apoio de Barack Obama, Presidente dos Estados Unidos, à causa tibetana.
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Direitos Humanos; Política; Economia;
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010
Orlando Zapata Tamayo

Após 85 dias de greve da fome, morreu Orlando Zapata Tamayo, no Hospital de Havana. A morte de um preso político, activista dos Direitos Humanos, é, sempre!, um incidente que reforça a necessidade internacional da luta pelo pleno reconhecimento da legitimidade da liberdade de opinião. Em Cuba, a morte de Zapata Tamayo é a primeira que se regista entre prisioneiros políticos, desde os idos anos 70 e vem reavivar uma realidade que desejariamos extinta, justificando o reforço das lutas cívicas pelo direito ao exercício da cidadania. Hoje caiu mais uma vítima de um combate universal que continua prioritário e que não podemos negligenciar em país algum e quaisquer que sejam as razões invocadas: Os Direitos Humanos.
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
Do Continente à Madeira - Recuperação e Reconstrução versus Desenvolvimento
Os custos de uma economia que privilegia o crescimento, concorrem para a promoção de um desenvolvimento fragilizado, dotado de visibilidade mas, destituído de sustentabilidade... porque os grandes investimentos urbanos materializados em grandes construções que abrigam instituições bancárias, hoteleiras, empresariais e superfícies comerciais são, maioritariamente, dependentes do exterior e de fluxos financeiros internacionais, disponíveis para a deslocalização que se encontra nos antípodas do desenvolvimento consolidado. De facto, o desenvolvimento económico-social não é uma consequência directa, necessária e suficiente, do crescimento económico-financeiro, cujo efeito se denota em áreas e sectores económicos específicos, sem qualquer equitatividade distributiva no território ou na pluralidade diversificada dos agentes de desenvolvimento. Por isso, construir uma economia assente apenas em fontes de crescimento económico, cria vulnerabilidades estruturais na rede de investimentos e de produção que, por efeito de causas externas (naturais ou financeiras), podem fazer desaparecer postos de trabalho e agentes produtores de riqueza (dois exemplos evidentes são, num dos extremos desta perspectiva, as autarquias enquanto grandes entidades empregadoras e, noutro extremo, os fluxos turísticos). Contrariar, para evitar, este risco, implica investir num desenvolvimento sustentado assente no recurso à economia social, planificada de forma integrada, por região. Condição prévia da própria sustentabilidade deste modelo de desenvolvimento, para efeitos da sua implementação e execuibilidade, é a existência de estruturas e infra-estruturas básicas, de acessibilidades e serviços eficientes e projectados, em termos de utilidade e qualidade, para o médio e longo prazo. O país precisa urgentemente, para a sua consolidação económico-social, de optar e/ou reforçar políticas que viabilizem, de forma pragmática, objectiva e eficiente, o desenvolvimento sustentado... e a Madeira, como está à vista, também! ... de outra forma não se compreende a urgência da reconstrução acelerada e apressada que a Secretária Regional do Turismo da Madeira hoje afirmou, à revelia do que o conhecimento técnico-científico aconselha e do que o bom-senso reconhece!
"A Carta a Garcia" chegou à blogosfera...
"A Carta a Garcia" é o nome do recém-nascido blogue da autoria de um pequeno colectivo liderado pelo nosso amigo Osvaldo Castro que, anteriormente, podiamos apenas ler no Praça Stephens. Um blogue que vale a pena seguir pelo olhar atento que anuncia relativamente à realidade social e política e ao relevo que sempre atribui à problemática dos Direitos Humanos.
"A Carta a Garcia" pode ser encontrado AQUI.
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Direitos Humanos; Sociedade; Política;
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
Madeira - Entre a Devastação e a Reconstrução



A tragédia que se abateu sobre a Madeira, torna-se mais clara e dolorosa à medida que vamos conhecendo as imagens do Funchal. Assustadora, a força das águas, em enxurrada, rompeu as infra-estruturas e "levantou" o chão da cidade... o medo, a desolação, a tristeza e a ansiedade sentem-se e pressentem-se em cada notícia. Agora, sob a tensão e o stress pós-traumático que, inevitavelmente, se sucede a situações de choque, organiza-se a limpeza do caos e pensa-se a reconstrução. Decretados 3 dias de luto nacional em sinal de respeito e solidariedade pela dôr do povo da Madeira que não pode ainda indicar o número definitivo de vítimas e cujo balanço provisório aponta para 42 mortos, 120 feridos e duas dezenas de desalojados, a Madeira precisa de apoios de emergência. Portugal pediu, através do Secretário de Estado dos Assuntos Europeus, autorização à União Europeia para a activação do Fundo de Solidariedade criado em 2002. É preciso que a reconstrução da Madeira seja sólida, bem planificada e que sejam corrigidas e melhoradas as situações de ordenamento do território e as condições de construção. É sem dúvida uma tarefa hérculea mas indispensável. A Madeira precisa, depois de assegurar a assistência às vítimas, de uma intervenção integrada de carácter cirúrgico, onde a atenção à orografia e à hidrografia sejam, de facto, o primeiro critério para a reconstrução. A esperança, a resiliência e as condições de vida do povo madeirense justificam o empenhamento na mais correcta aplicação dos apoios à reconstrução.
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Recado para a Madeira - Saudades do Futuro
sábado, 20 de fevereiro de 2010
Temporal na Madeira - Solidariedade, Precisa-se!

Solidariedade com a Madeira... porque as populações não podem ficar reféns dos efeitos das opções políticas de construção e planeamento!
Através de um madeirense a quem, por esta via, agradeço a proximidade que nos permite, podem ver AQUI sete vídeos que ilustram a calamidade que se abateu sobre a Ilha e que evidenciam a urgência da intervenção solidária de todos nós.
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010
Leituras Cruzadas - Especial - Eleições Presidenciais
Hoje, em Coimbra, Manuel Alegre janta com apoiantes e conta com a presença de António Arnaut, personalidade incontestada da democracia portuguesa e responsável pela criação do Serviço Nacional de Saúde. Entretanto, Fernando Nobre, mais ou menos na mesma altura, anuncia a sua candidatura no Padrão dos Descobrimentos. Independentemente do texto que, há já alguns dias, aqui escrevi e cujo teor continuo, naturalmente! a subscrever, a controvérsia que o anúncio desta última candidatura suscitou, merece a nossa melhor atenção. A Presidência da República não é um cargo simbólico designadamente porque, como sabemos, o nosso sistema político se aproxima do conhecido modelo semi-presidencialista (atente-se apenas no facto do PR ter o poder, no âmbito das suas competências, de dissolução da Assembleia da República apesar da sua eleição por sufrágio universal directo)... e se mais não fosse, esta é uma razão essencial para debater, com seriedade e sentido de responsabilidade, o problema. Na minha opinião, está, de novo, "na mesa" e em causa, o interesse nacional. Sugiro, por tudo isto e por tudo o mais que ainda está por discutir, a título de informação e de contributo para a reflexão, as seguintes leituras cruzadas:
O nosso Mahatma - Rui Bebiano in A Terceira Noite
Não há Duas sem Oito e Nobreza? - João Rodrigues in Arrastão
Confirma-se o Azul e Branco em Belém - Nuno Castel-Branco in Aventar
A Coroação do Presidente - Sérgio Lavos in Arrastão
As Presidenciais e a Esquerda - João Abel de Freitas in PuxaPalavra
O Candidato Válvula de Escape - Ferreira-Pinto in Abirritante
A Propósito de Fernando Nobre - Valupi in Aspirina B
Presidenciais -Fernando Cardoso in Ayappa Express
As Faces de Janus - Bruno Sena Martins in Arrastão
Para Mais Tarde Recordar - Joana Lopes in Entre as Brumas da Memória
E a Lebre Chama-se - João Tunes in Água Lisa
As Primeiras Razões porque Não Apoio o Dr. Fernando Nobre - T.Mike in Vermelho Côr de Alface (introduzido às 22.55h)
Axioma - Rui Herbon in Jugular (introduzido às 23.11h)
Manobras Presidenciais - Eduardo Graça in Absorto (introduzido às primeiras horas do dia seguinte ao da publicação inicial deste Leituras Cruzadas)
Nobre é o Spam quando vem da Causa Monárquica - João Tunes in Água Lisa (introduzido às últimas horas do dia seguinte ao da publicação inicial deste post).
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Dalai-Lama na Casa Branca

Apesar da pressão exercida pelas autoridades chinesas junto do Governo dos EUA e da pressão dos comentadores que insistiam na prudência e na atenção devida aos avisos chineses, em função dos interesses subjacentes às relações económicas entre os dois países, Barack Obama recebeu ontem, na Casa Branca, o Dalai-Lama do Tibete. O "press release" do encontro foi divulgado, entre nós, entre os apoiantes e amigos do Grupo de Apoio ao Tibete e está disponível no Blogue da própria Casa Branca (ler AQUI).
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
Leituras Cruzadas
O Leituras Cruzadas de hoje tem um único tema: trata-se de um pseudo-caso que se constitui como uma vergonha, a corroborar a lógica mercantil de produção noticiosa com que Portugal se vê, frequentemente, agraciado. Refiro-me ao que ontem foi noticiado pelo Correio da Manhã e que, por ter integrado a equipa do Simplex, não posso deixar de comentar - designadamente pela gravidade que significa o levantar de suspeições relativas a eventuais pagamentos a pessoas que se limitaram a colaborar num projecto, colectivo e assumido, de exercício da cidadania, a saber, um blogue que acompanhou a campanha eleitoral como espaço de opinião.
Contudo, este Leituras Cruzadas justifica-se, acima de tudo, porque considero inadmissível:
1 - o julgamento em praça pública, feito de forma abusiva e generalizada, a cidadãos livres que utilizam a blogosfera para exercer a liberdade de expressão e opinião;
2 - o envolvimento abusivo de pessoas com responsabilidades públicas que, "a reboque" de informalidades que comprometem apenas os seus intervenientes directos, são evocados e associados a factos que, provavelmente, nem lhes mereceram atenção;
3 - a denúncia provocada pela vaidade e a vontade de atrair a atenção, à revelia da ética, do bom-senso e da justiça (que, aliás, me fizera abandonar outro blogue colectivo, a saber, A Regra do Jogo quando conversas privadas e acusações públicas se tornaram incontornavelmente persistentes e gravosas, numa escalada de violência insustentável para a erroneamente evocada ética republicana).
Não podiam, por tudo isto, deixar de se pronunciar os que, co-autores do Simplex, se sentiram, como eu, lesados por toda esta irresponsabilidade infame, resultante de uma inaceitável promiscuidade entre vaidade, ausência de ética e especulação mediática e que reagiram, escrevendo textos de que vale a pena destacar:
Da Ética - Luís Novaes Tito in A Barbearia do Senhor Luís
O País onde Vivemos - José Reis Santos in Blogue de Esquerda
Anatomia de um Oligoqueta - Palmira Silva in Jugular
Chamar os Bois pelos Nomes - Tomás Vasques in Hoje Há Conquilhas... Amanhã Não Sabemos
A Ética do Bufo - Rogério Costa Pereira in Jugular
Da Verdadeira Ética Republicana - João Galamba in Jugular
Da Ética Republicana ou de Qualquer Outra- Francisco Clamote in Terra de Espantos
Eu Não Me Escondo - Porfírio Silva in Machina Speculatrix
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terça-feira, 16 de fevereiro de 2010
Das Causas e Funções Cívicas às Causas e Funções Políticas... e Presidenciais
O Professor Alfredo Bruto da Costa dizia há dias -com razão!- que, em Portugal, se manifestam alguns indicadores próprios de um país sub-desenvolvido... e dava como exemplo o facto de precisarmos de ter, a tempo inteiro, activo, um Banco Alimentar Contra a Fome... podemos somar a este indicador, outros tais como o do número de mortes por frio devido à falta de isolamento -leia-se aquecimento- e até mesmo, porque não?, o facto de sermos o 8º país com maior taxa de envelhecimento (indicador que, em países ricos, se não interpreta desta forma porque, como todos os dados sociológicos, deve ser considerado em função do contexto em que se manifesta) já que, no nosso caso, significa concorrer para o empobrecimento pelo reflexo que implica para o potencial de produtividade nacional. O Professor Alfredo Bruto da Costa é uma autoridade, ética e científica, no panorama nacional e internacional; contudo, foi substituído por Silva Peneda, um tecnocrata social-democrata com experiência político-partidária, na presidência do Conselho Económico-Social. Chocou-me! Chocou-me a incapacidade cívica e a incompetência política dos que o nomearam!... como me choca a notícia de que, eventualmente, tenha sido convidado para se candidatar à Presidência da República, o Dr. Fernando Nobre, presidente da AMI. Porquê? Porque considero altamente lesivo para a transparência democrática e para a efectiva prática de uma cultura de mérito, o facto de personalidades de prestígio cívico e científico serem afastadas de funções que desempenhavam no âmbito das suas competências, para serem substituídas por candidatos de oportunidade (é o caso da substituição de A.Bruto da Costa por Silva Peneda)... e é por isso que, também que me choca o manipular do interesse público em nome da demagogia, recorrendo-se à escolha de uma figura de prestígio, manifestamente útil à causa pública da ajuda humanitária internacional (o Dr.Fernando Nobre) para o exercício do mais alto cargo político da Nação quando nem o perfil técnico-científico ou a experiência política dessa personalidade o justificam. Espero que o Dr.Fernando Nobre, no caso de ter sido convidado, não aceite um convite inquinado politicamente por quem tem a aleivosia de trocar o interesse nacional pela revanche partidária contra Manuel Alegre. Porque, como todos nós, o Dr. Fernando Nobre sabe que a Presidência da República não se exerce com o simples recurso à bondade natural ou pelo impacto social do carácter humanitário da sua experiência cívica e profissional... porque essa escolha relega para segundo plano o interesse nacional, viabilizando, dissimuladamente, a vitória do actual PR, Cavaco Silva e porque, de facto, hipoteca o prestígio internacional de uma figura cívica, aos pequenos interesses de um grupo partidário que, pelos vistos, não se incomoda com o evidenciar de que está disposto a tudo comprar... ora, de quem assim age ou é conivente com estas práticas, é legítimo pensar que estamos perante quem considera que, afinal, tudo tem um preço. Esperemos que não!
segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010
A Face Oculta do Caleidoscópio Nacional

"Quem vê caras, não vê corações" - diz o saber popular que ocorre, cada vez mais frequentemente, ao ritmo de notícias e especulações que vão chegando, a conta-gotas, à luz do dia... veja-se o caso "Face Oculta" que mais parece um jogo de espelhos onde cada imagem revelada deixa entrever outras tantas!... Tem destas coisas, o "oculto" que, pela sua própria natureza se não deixa esgotar no que se pensa - e muitos desejam! - ser a revelação, para gáudio dos que perseguem um ou outro protagonista e dos que procuram pretextos a justificar fins menos transparentes... felizmente, o mundo não gira à volta da produção mediática de acusações e, neste pequeno país, o oitavo a envelhecer a maior ritmo, as redes de negócios continuam a revelar-se de malha estreita apesar de tudo o que se diz sobre a Justiça e de toda a propaganda mediática que persegue o "fechar" de processos a cada suspeita e independentemente da sua fundamentação... o que, diga-se em abono da verdade, seria, para alguns - quiçá para muitos! - conveniente para não serem "desocultados" outros intervenientes...
domingo, 14 de fevereiro de 2010
Sem Palavras...
... as imagens de uma metáfora sobre o poder do sentir solidário... com a animação dos Beatles em "All You Need Is Love" e a voz de Elis Regina com o autor do poema "Tiro ao Álvaro", Adoniran Barbosa... porque hoje se celebram os afectos e... o Amor!
Losar 2010

Hoje, 14 de Fevereiro, no Tibete, entre as comunidades tibetanas de todo o mundo e em todas as que apoiam a sua causa,celebra-se o Losar e a entrada no Ano do Tigre de Ferro de 2137. A história do LOSAR (LO=Ano + SAR=Novo) inscreve-se nas mais antigas tradições culturais do Tibete (cultura BON) e iniciou-se no âmbito das celebrações das colheitas que marcavam a vida dos agricultores e camponeses do Tecto do Mundo.
Leituras Cruzadas
A braços com questões económico-sociais graves, o país defronta-se agora com o ruído inútil que tende a persistir a propósito de tudo e de nada, o qual, provavelmente, terá levado, com as devidas distâncias, Estrabão a escrever que existia por aqui "um povo que não se governa, nem se deixa governar" e que justifica textos actuais como o que podemos ler no Caderno de Saramago. Neste contexto, bem caracterizado por Raimundo Narciso no PuxaPalavra, apesar dos esclarecimentos de que dão nota Francisco Clamote no Terra dos Espantos e T.Mike no Vermelho Côr de Alface e da respectiva complexidade (leia-se o texto de JMCorreia Pinto no Politeia), as lutas intra-partidárias emergem como o centro do mundo político (leiam-se os textos de João Ricardo Vasconcelos no Activismo de Sofá, do autor do blogue com o seu próprio nome Pedro Santana Lopes e de João Moreira Pinto no 31 da Armada)... e enquanto alguns se interrogam sobre o sentido e o significado profundo subjacente à especulação que serve de pretexto a lógicas que se não parecem esgotar nos factos (leiam-se os textos de Ana Gomes no Causa Nossa, de João Magalhães no Câmara Corporativa e de Paulo Pedroso no Banco Corrido), surgem observações que vale a pena reter, apesar de pouco destacadas nos dias que correm (leia-se o texto de Rui Herbon no A Escada de Penrose, de Lopes Guerreiro no Alvitrando e de Adolfo Mesquita Nunes no Delito de Opinião).
sábado, 13 de fevereiro de 2010
Contra-a-Corrente - Sinais Positivos na Sociedade e na Economia
A democracia tem, felizmente!, destas coisas: apesar da gritaria do PSD e da comunicação social, a mais recente Sondagem, realizada conjuntamente pelo Expresso/Sic/RR, indica que os portugueses voltariam a eleger, em maioria relativa, o Partido Socialista, para lhe confiar a gestão governativa. Ao contrário dos líderes sociais-democratas que tentam relativizar as dificuldades internas com a transmissão da mensagem sobre a pretensa urgência em substituir o Governo eleito, há menos de 6 meses (faça-se justiça a João Pedro Aguiar Branco que já fez notar que este objectivo não serve o interesse nacional, presumindo-se que não elege esta questão como prioridade a justificar a reorganização do seu partido), os portugueses reconhecem os esforços do Governo de José Sócrates e, apesar do incómodo causado e sentido por todos relativamente às constantes suspeitas que contra ele vão emergindo, preferem confiar no PS do que em qualquer alternativa da oposição que não consideram merecer a sua credibilidade. A reiterar a fundamentação desta opção aferida pela sondagem hoje divulgada, estão as declarações de responsáveis nacionais que, apesar do ruído envolvente, os portugueses conseguem ouvir, nomeadamente, o Presidente do Supremo Tribunal de Justiça, Noronha do Nascimento e o Bastonário da Ordem dos Advogados, Marinho Pinto que, justamente, vieram a público esclarecer o lodaçal em que a especulação tem envolvido a Justiça e o Governo. O acto reitera a saúde da democracia portuguesa e contraria a demagogia que insiste em falar em limites autoritários à liberdade. Entretanto, vale a pena saudar, até por se justificar neste contexto de confiança popular na governação, a adopção de algumas medidas que, na Economia, cumprem requisitos reconhecidos e reivindicados (do PCP ao CDS) como essenciais: apoio às PME's (750 milhões de euros), incentivo à produção nacional (75 milhões de euros para os vinhos portugueses) e internacionalização dos produtos agro-florestais e das pescas (medida indispensável à revitalização destes sectores). Não chega?... claro que, no actual quadro económico nacional, não é suficiente mas é, indiscutivelmente, o sinal positivo que nos confirma a esperança da recuperação.
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010
Noronha do Nascimento - Uma Voz na Guerra de Audiências e Escutas
A guerra de audiências nas estações televisivas está ao rubro e, curiosamente, denota-se perfeitamente compatível com o aparente corporativismo que tem emoldurado o mais recente caso sobre "escutas". O exemplo maior desta realidade foi apresentado ontem aos portugueses que, conhecedores da anunciada entrevista ao Presidente do Supremo Tribunal de Justiça, Noronha do Nascimento, à RTP 1, no programa "Grande Entrevista" com Judite de Sousa, foram surpreendidos, nos 30m que antecederam a transmissão, com uma entrevista realizada por Clara de Sousa, na SIC, ao mesmo magistrado. Num tom acusatório e à revelia da ética da cidadania que nos dita a consideração e a boa-fé perante os entrevistados, ambas adoptaram como forma de entrevistar o Presidente do Supremo Tribunal de Justiça, o recurso a perguntas insistentes e manipulatórias que visavam a obtenção de respostas que, para si-próprias, pareciam pré-definidas como ideais, no sentido de virem a corroborar afirmações lesivas da Justiça e da lisura da actuação de Noronha do Nascimento. Os tele-espectadores puderam assim assistir a um lamentável episódio da comunicação social portuguesa muito mais evidente do que a alegada falta de liberdade de imprensa... ao ponto do entrevistado ter que perguntar a Clara de Sousa (que afirmara a idoneidade dos que acusam a sentença de destruição das escutas como uma espécie de "favor" aos escutados) se, na opinião da própria, ele próprio merece ou não a mesma consideração de idoneidade.... ou de ter que confrontar Judite de Sousa com a evidência jurídica dos procedimentos legais, enunciando um exemplo paradigmático: se alguém diz que vai cometer um crime, pode essa afirmação ser considerada prova do próprio crime?... Não, claro que não! Como Noronha do Nascimento bem explicou, a "escuta" não é meio de prova, podendo, como acontece em alguns países como Portugal, ser considerada indício susceptível de levantar uma investigação se, naturalmente!, nela existirem indícios de ilícitos criminais. É tudo! A ignorância sobre procedimentos jurídicos foi aliás, perfeitamente clara quando se percebeu que a entrevistadora nem sequer concebera que a validação de um dado instrumento processual pode -e, no caso, era!- ser objecto de juízo conjuntural sem implicar necessariamente a análise ou a pronúncia sobre todo o processo... tal como a revelação de que não percebiam como é que a não-validação das mesmas não implica a condenação formal da sentença do Tribunal de Aveiro que se referia a todo o processo e não, apenas, a este instrumento. Enfim!... Como disse o próprio Presidente do Supremo, podem ser solicitados esclarecimentos sobre a responsabilidade política das afirmações escutadas mas, não sobre a sua natureza criminal que, materialmente, não existiu. O problema está a ultrapassar os limites do razoável e já ultrapassou em muito o âmbito da informação... a guerra é uma guerra que está para além da liberdade de imprensa ou do esclarecimento de dúvidas suscitadas por "escutas" a conversas privadas... mas os jornais vendem, particularmente porque, em contextos onde se aplica o ditado "casa onde não há pão, todos ralham e ninguém tem razão", os cidadãos ficam disponíveis e expostos à manipulação que pode servir de bode expiatório aos seus reais problemas e dificuldades. Entretanto, enquanto os jornais se alimentam de polémicas que, à opinião pública, soam a "enredos" e "lavagem de roupa suja" e que evoluem para narrativas que efabulam sobre processos de intenção dirigidos ao Governo acusado de ter tido um plano de compra de dois grandes grupos que são proprietários de vários meios de comunicação social (Cofina - CM e Controlinveste - DN, JN e TSF) , o país continua a precisar que todos se empenhem na sua recuperação mas, pelo que podemos constatar, uns estão nisso interessados, outros não! ... certo é que, de qualquer modo, Cultura Cívica e Política, Precisa-se!
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