domingo, 1 de novembro de 2009

Leituras cruzadas...

Espanta-nos o mundo, como bem demonstra Carlos Barbosa de Oliveira no Crónicas do Rochedo... porque é incansável o nosso esforço na compreensão da humanidade de que somos feitos e que vai, felizmente!, muito além das mesquinhas realidades que vamos permitindo (leia-se o texto de José Manuel Dias no Cogir), dos paradoxos bizarros que alimentamos (de que são bons exemplos os textos de Ricardo Paes Mamede no Ladrões de Bicicletas e Eduardo Pitta no Da Literatura) e dos condicionalismos atávicos de que nem conta nos damos na vaidade dos dias (veja-se o texto de Vitor Oliveira Jorge no Trans-ferir). Vale-nos, a título de contra-argumento contra toda esta inutilidade de enredos em que nos prendem a liberdade enquanto expressão de uma determinada e feliz vontade de existir, os escritos que emancipam e esclarecem a nossa condição como o evidenciam Raimundo Narciso no PuxaPalavra, Eduardo Graça no Absorto, Rui Herbon no Absinto ou Francisco Seixas da Costa no Duas ou Três Coisas... Porque vale a pena contrariar, com a memória e a intervenção, a maré de mediocridades em que nos sentimos envolvidos, continuando a erguer a voz da alma, das causas... e da Esperança.
(Esta rubrica passa, a partir de hoje, a ser publicada também AQUI)

3 comentários:

  1. Cara Ana Paula, agradeço-lhe a referência. E aguardo um momento de contacto futuro, já que não nas exéquias, numa missa que evoque o fantastico espírito do defunto.

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  2. Obrigado por me fazer sorrir com gosto, Rui... esperemos então pela missa :)
    (já agora, para quem não sabe, não se assustem... porque... o defunto é o ... Simplex!!!)
    Grande abraço :)
    Ana Paula

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