
As urnas fecharam às 19h. Por todo o país, nas mesas de voto, a percepção era comum: uma abstenção preocupante que atingiu, em algumas capitais de distrito, taxas que não alcançavam os 20% às 14h... começava a tornar-se real o cenário anunciado. 19.10h: na RTP1, é divulgada a taxa de abstenção prevista pela Universidade Católica a oscilar entre os 61 e os 65%... uma amiga, com pouco mais de 30 anos, perguntara-me há dois dias: "Oh, Ana Paula, que taxa de abstenção é que obriga a anular as eleições?"... sorri... e respondi ao seu rosto surpreendido: "Nenhuma, Inês!"... Pois é... nenhuma!... e deveria talvez existir... não para impôr o voto aos eleitores mas, para obrigar os partidos a respeitarem o eleitorado, realizando campanhas esclarecidas e verdadeiras sobre o que, efectivamente, está em causa!... curiosamente, a inteligência dos eleitores não correu atrás, massivamente, do apelo ao "cartão vermelho" à governação mas, também não foi votar gratuitamente... como dizia, há pouco, António Vitorino, na RTP, se foi este o conteúdo de uma campanha para as europeias, o que poderemos esperar da campanha para as legislativas?!... tudo isto é lamentável... principalmente, como disse António Costa, também na RTP1, porque: "as pessoas ainda não perceberam como as decisões da Europa contam para a vida delas, mas como, também, dependem delas."... ah!, claro que eu fui votar!
(Caros Amigos e Leitores, informo-vos que também publiquei este post no blog do Público "Eleições 2009")
Cara Ana,
ResponderEliminarO meu "pensamento" sente que está em silêncio.. Abraço.
Obrigado, minha amiga! ... Abraço.
ResponderEliminarMinha Cara,
ResponderEliminarNos momentos baixos, preparam-se os altos...
O que é preciso é manter a serenidade e o discernimento.
A democracia é isto mesmo...Ganhar e perder.
Abraço,
Obrigado, Sokinus... tem toda a razão: "Nos momentos baixos, preparam-se os altos"... é isso que está a acontecer na sociedade portuguesa... esperemos não começar os caminhos que vamos vendo pela Holanda e a Itália onde, como diz Saramago, "a coisa Berlusconi" se apropria do desencantamento e da necessidade de fuga à relaidade dos cidadãos. Um grande abraço.
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