
"Dies irae
Apetece cantar, mas ninguém canta.
Apetece cantar, mas ninguém canta.
Apetece chorar, mas ninguém chora.
Um fantasma levanta
A mão do medo sobre a nossa hora.
Apetece gritar, mas ninguém grita.
Apetece fugir, mas ninguém foge.
Um fantasma limita
Todo o futuro a este dia de hoje.
Apetece morrer, mas ninguém morre.
Apetece matar, mas ninguém mata.
Um fantasma percorre
Os motins onde a alma se arrebata.
Oh! maldição do tempo em que vivemos,
Sepultura de grades cinzeladas,
Que deixam ver a vida que não temos
E as angústias paradas!"
Miguel Torga
(Poema e Fotografia enviados por: Paula Brito)
Obrigado!... aqui fica para divulgação!
ResponderEliminarOi!!
ResponderEliminarAdorei o blog...
Amo poesia e esse texto do Torga
é maravilhoso!!!
Olá Lu!
ResponderEliminarObrigado por ter vindo e ter gostado deste bloguezinho onde se partilha o que vamos pensando e sentindo... obrigado também pelas suas palvras e por querer continuar por aqui.
Um abraço :)