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quarta-feira, 20 de agosto de 2014

A Essência da Arte - Homenagem à Escola António Arroio!

A Arte é ... a Arte! Faz-lhe jus o gradeamento da Escola António Arroio que fotografei e partilho convosco.


 
 
 
Escola Viva, esta é uma Escola que está habituada  a respirar sob um símbolo particular de liberdade  e um singular e belo lema: "AMO-TE". 
 
 
 
 
 
Escola de Artes, esta obra da António Arroio denota, nos nossos dias, que, além de tudo o mais que a não esgota, a Arte é (ainda e sempre!) a Perspectiva, cuja alma os seus Habitantes reinventaram, de  forma criativa, simples e extraordinária! 
 
Vi a Obra quando, inadvertidamente, olhei de soslaio o branco do gradeamento e li a palavra: "AMOR"!... contudo, uns metros depois, voltei a olhar e nada mais vi do que o ferro, em inócuas riscas de branco pintadas, como de costume!
 
Dias depois, voltei a passar, devagarinho e a olhar, no ângulo exacto da fotografia que aqui vos trago e eis que, de novo!, como um presente, voltou a surgir a palavra: AMOR!... continuei lentamente e, uma vez mais, uns metros depois, voltei-me para trás para tentar perceber se, do mesmo ângulo mas, em sentido contrário, a palavra seria também perceptível?!... Surpresa das Surpresas!!!... Como podem constatar, apareceu escrita a palavra: "ÓDIO"!... E pronto... Sorri, sorri muito, feliz!... Sim! ... porque, afinal!, é isto a Arte: a admirável capacidade de surpreender pela inequívoca comunicação com o espectador, na transmissão intencional, clara e complexa de uma mensagem universal!... Confesso! Adorei!... e ocorreu-me que esta é uma obra rara porque confere visibilidade à invisibilidade da dualidade mais profunda do Ser-se Humano e do "Oculto" :))
 
Obrigada, Escola António Arroio! Obrigado por tornarem real um sinal indiscutível de esperança... no Futuro!
 

quinta-feira, 24 de julho de 2014

sábado, 3 de agosto de 2013

Legados...

TESTAMENTO
Maria Helena Vieira da Silva (1908-1993)

"Eu lego aos meus amigos

... Um azul cerúleo para voar alto.
Um azul cobalto para a felicidade.
Um azul ultramarino para estimular o espírito.
Um vermelhão para o sangue circular alegremente.
Um verde musgo para apaziguar os nervos.
Um amarelo ouro: riqueza.
Um violeta cobalto para o sonho.
Um garança para deixar ouvir o violoncelo.
Um amarelo barife: ficção científica e brilho; resplendor.
Um ocre amarelo para aceitar a terra.
Um verde veronese para a memória da primavera.
Um anil para poder afinar o espírito com a tempestade.
Um laranja para exercitar a visão de um limoeiro ao longe.
Um amarelo limão para o encanto.
Um branco puro: pureza.
Terra de siena natural: a transmutação do ouro.
Um preto sumptuoso para ver Ticiano.
Um terra de sombra natural para aceitar melhor a melancolia negra.
Um terra de siena queimada para o sentimento de duração."

Nota: texto encontrado entre os papéis de Maria Helena Vieira da Silva após a sua morte, onde nos transmite a convicção de que as cores, simples matéria pigmentada, contêm afinal todo o arco-iris de que a vida é composta.
 
(via Isabel de Castro no Facebook)

domingo, 9 de junho de 2013

Do Poder Catártico da Arte...




... de Jean Metzinger, La Femme au Cheval (1911-1912)

(via Teresa Cristina Xavier no Facebook)

sexta-feira, 13 de abril de 2012

O Beijo...


... da autoria de Anthony Micallef (via Maria João Fitas no Facebook)

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Malangatana, o Pintor...


Malangatana, o pintor moçambicano que imortalizou a imagem africana na pintura mais quente e humanizada que conheço, morreu esta noite, aos 74 anos, no Hospital Pedro Hispano, em Matosinhos... Malangatana, cuja experiência de vida lhe concedeu uma visão do mundo capaz de transcender os espaços físicos, levando sempre consigo, a identidade cultural dos seus territórios interiores, foi colaborador da Unicef e, em 1997, foi nomeado pela Unesco "Artista pela Paz" (ler Aqui e Aqui)... Em silêncio, deixamos a evocação da extraordinária obra a que a sua vida deu alma.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

As Cidades são para Ler...



Se a cidade
parasse
como um livro
que
quieto e folheado
se deixasse ler...

dir-te-ia
amor
que o saber
é uma escadaria
do haver
e
conhecer
por dentro
dos dias
o pensar, o sentir
e o ser.
(Imagens de quadros de Vieira da Silva: à esquerda "Cidade à Beira-Mar"; à direita, da série "Bibliotecas")