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terça-feira, 24 de abril de 2012

Em Abril, a propósito do Dia e da Feira do Livro...

... pelo reconhecimento e a valorização que é preciso devolver à Literatura (dita) Infantil, enquanto caminho da serena construção do pensar e do ser, evoco aqui "O Bosque Mágico" de Maurice Genevoix... um livro que, através da coexistência aparentemente antagónica mas, afinal!, rigorosamente complementar, do Geniozinho do Dia e do Geniozinho da Noite, ensina a compreender o reino maravilhoso da diversidade que, da natureza à cultura, caracteriza a existência e educa o olhar... um dia depois do Dia do Livro e no dia em que começa a Feira do Livro em Lisboa... porque, a poucas horas da celebração do 38º aniversário do 25 de Abril em que, pela primeira vez, os Capitães de Abril não estarão presentes na cerimónia evocativa com que a Assembleia da República assinala a Revolução que instaurou o regime democrático em Portugal, convém lembrar que a cultura é sempre o melhor caminho para manter a lucidez crítica da firmeza e o discernimento indispensável à tomada de decisões que configura o presente e o futuro.  

segunda-feira, 28 de março de 2011

Leituras Cruzadas...

O país, em crise, levou a incapacidade de diálogo político-partidário e o respectivo corporativismo sectário ao ponto de provocar a demissão de um governo que conseguiu (em esforços a que todos, publicamente, assistimos) abrandar a especulação financeira dos mercados e a pressão internacional no sentido de se recorrer ao FMI, cuja metodologia de reequilíbrio das contas públicas, agrava sobremaneira as condições de vida dos cidadãos que, sabemo-lo todos!, estão a raiar o limite do sustentável, não só pela elevadissima taxa de desemprego, como pela redução quer do investimento, quer das prestações sociais... Responsáveis pelo pior cenário que poderiamos esperar são todos e, particularmente, a oposição que não soube "elevar-se" acima dos interesses eleitoralistas, em nome da defesa do interesse nacional que é ou, pelo menos, deveria ser, em última análise, o seu próprio fundamento. Não é, por isso, contornável a referência a alguns dos textos que, nos últimos dias, foram publicados sobre a matéria, pela pertinência que resulta das suas abordagens e de que destaco: Osvaldo Castro no A Carta a Garcia, Vital Moreira no Causa Nossa, Miguel Abrantes no Câmara Corporativa, Weber no Mainstreet, MFerrer no Homem ao Mar e Valupi no Aspirina B... entretanto, partindo deste problema que é hoje a prioridade da agenda política não só nacional mas, europeia, vale a pena ler as notas, sempre brilhantes!, de JMCorreia-Pinto no Politeia e de reparar nas observações que fazem Luís Rainha no Vias de Facto, Sofia Loureiro dos Santos no Defender o Quadrado e João Vasco no Esquerda Republicana ... Finalmente, porque o mundo se não esgota no nosso (ainda que, neste caso, justificável!) "etnocentrismo", quero, para além de agradecer a gentileza da Dani no Dani e suas histórias", sugerir-vos 3 excelentes leituras publicadas por Eduardo Marculino no História Viva... porque, como diz o já citado Valupi, há Palavras Sábias.

quinta-feira, 10 de março de 2011

Leituras Cruzadas...

Apesar de tudo se encaminhar no sentido de nos deixar preparados para o futuro próximo que ontem teve direito a efeméride (leia-se o texto de Osvaldo de Castro no A Carta a Garcia e de Carlos Barbosa de Oliveira no Crónicas do Rochedo), a verdade é que, justamente na ordem do dia, o discurso da tomada de posse do reeleito Presidente da República, não deixou de causar estupefação entre os cidadãos conscientes e preocupados, que esperavam da 1ªfigura do Estado, maior sentido de responsabilidade e ponderação. Proporcionalmente, no lado oposto, os portugueses que guardam reservas no que ao regime democrático respeita e os que já se não conseguem conter na ânsia de exercício de um poder de há muito adiado, congratularam-se e quase gritaram, desajustada e euforicamente, durante o discurso de Cavaco Silva. Não será, por isso, demais, lembrar as observações, comentários e análises rigorosas e avisadas que, felizmente!, ainda vão vendo a luz do dia - até que o silêncio e o medo já enunciados nas linhas programáticas propostas pelo PSD para a governação, nos reduzam não só a esperança mas, a capacidade de pensar e dizer em voz alta, o que nos vai na alma perante a asfixia que anunciam. Por esta razão, sugiro a leitura dos textos de JMCorreia-Pinto aqui no Politeia, de Miguel Abrantes no Câmara Corporativa, Ricardo Alves no Esquerda Republicana, de Paulo Pedroso no Banco Corrido e de Adolfo Mesquita Nunes no Delito de Opinião... Porém, porque o mundo não acaba aqui, vale ainda a pena destacar outras matérias reflectidas em textos sintomáticos sobre o que vai pelo mundo e que, de uma ou de outra forma, com maior ou menos contundência, nos afecta os dias e o pensar (é o caso de Raimundo Narciso no PuxaPalavra e de Manuela Araújo no Sustentabilidade é Acção -a que vale a pena acrescentar os já referidos mas pertinentes Politeia e A Carta a Garcia). Finalmente, porque há causas que persistem vivas, hoje é dia de aqui lembrar que o Tibete precisa da solidariedade de todos.

terça-feira, 1 de março de 2011

Leituras Cruzadas

... hoje sem comentários, ficam algumas sugestões para a útil reflexão colectiva que é bom não "perder de vista":

JMCorreia-Pinto no Politeia
Bruno Carvalho no Cinco Dias
João Abel de Freitas no PuxaPalavra
Paulo Guinote no A Educação do Meu Umbigo
Paulo Pedroso no Banco Corrido
Rogério Pereira no Conversa Avinagrada
Paulo Granjo no Antropocoiso
Raul Iturra no Aventar...

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

A Raposa e a Ovelhinha Preta...


... a "Ovelhinha Preta" é a história que a minha amiga M.José publicou na caixa de comentários do post "Da Crise à Estratégia 20 20"... pela partilha, fica este post inspirado na imortal criação de Saint-Exupéry: "O Principezinho".

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Blog d' Ouro - Leituras Cruzadas - Especial

2010 está a chegar ao fim... por isso, vale a pena destacar os Bloggers e Blogues que, ao longo deste ano, valeu mesmo a pena ler e que, por isso, admiro:
Ana Gomes e Vital Moreira no A Aba da Causa

Carlos Barbosa de Oliveira no Crónicas do Rochedo

Fernando Cardoso no Ayyapa Express

Eduardo Marculino no História Viva


José Manuel Correia-Pinto no Politeia

Manuela Araújo no Sustentabilidade é Acção

Osvaldo Castro no A Carta a Garcia

Rogério Pereira no Conversa Avinagrada

Valupi no Aspirina B



Vários no Vias de Facto

Weber no Mainstreet.

... continuemos pois, rumo a um 2011 que precisa de todos e que muito nos dará a pensar e a dizer! Feliz Ano Novo!

domingo, 21 de novembro de 2010

Leituras Cruzadas - Especial Cimeira Lisboa e não só...

A Cimeira da Nato que ontem terminou em Lisboa, suscitou o correr de muita tinta nos jornais, edições televisivas especiais e, naturalmente, o interesse de todos. O mundo parou, aguardando notícias de Lisboa, a capital de um país que tem merecido a maior desconfiança dos mercados financeiros, dada a situação das suas contas públicas no contexto de uma União Europeia em crise. A Cimeira foi um sucesso político inquestionável apesar dos dossiers sensíveis que, sem resolução definitiva (de que se destacam a questão da adesão da Turquia à UE e, entre outros, o aparente silêncio da relação organizacional com o Mediterrâneo) foram ultrapassados com o avanço de compromissos importantes para todos os envolvidos, designadamente, a segurança comum que, pela primeira vez,obteve a parceria russa, a cooperação económica na convergência de esforços no reconhecimento da urgência da criação de emprego e no reforço do comércio EUA-UE que, para Portugal, pode ter um importante estímulo na exportação de energias limpas e o planeamento do período de transição para a retirada de forças internacionais no Afeganistão. Mas a Nato tem uma história que justifica a reserva dos cidadãos e dos pensadores... podemos até supor que, talvez por isso, não tenha sido tão grande o impacto positivo na comunicação social que, salvo prova em contrário, está mais preparada para apontar erros (de preferência ao governo português) e especular sobre insuficiências e erros, na senda do sensacionalismo a que nos habituou... mas, foi em função dessa história de guerra que tão perto de nós esteve no passado recente pelas piores razões, com a Guerra do Iraque e dos Balcãs que grande parte de alguns dos nossos melhores autores escreveu textos que vale a pena destacar e que merecem a nossa leitura atenta pela opinião credenciada, avisada e experiente de que emanam as suas reflexões... por exemplo:

As Guerras e as Gravatas... e Nato: Para que Serve? de Eduardo Maia Costa;

Tanta Nato... e Obama e a Situação Económica Portuguesa de JM Correia-Pinto;

Princípio da Proximidade de Viriato Soromenho Marques;

Acabou a Guerra Fria? de Eduardo Pitta;

Os nossos queridos fundamentalistas de Nuno Ramos de Almeida;

Nato: Sim ou Não? de Miguel Gomes Coelho...

mas porque o país continua vivo e a precisar da nossa melhor atenção, ficam ainda os destaques para o "estado da arte" nacional mas, também, internacional:

A Consciência do Tempo no Conversa Avinagrada;

Intriga, disse ela e Obama, Quo Vadis? no Mainstreet;

Falemos então de coisas sérias e Abrangência no Delito de Opinião;

Momento Tuga... no Correio Preto...

... evoquemos, por tudo isto, alguns dos sinais de grandeza que nos lembram que não podemos deixar esquecer/perder parte importanto do melhor da nossa Humanidade:

Folha Seca no Largo das Calhandreiras;

Weber no Mainstreet;

Alfredo Poeiras no Poeiras Glass Art.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Dardos - Um Prémio Partilhado


«O Prémio Dardos é o reconhecimento dos ideiais que cada blogueiro emprega ao transmitir valores culturais, éticos, literários, pessoais, etc.... que, em suma, demonstrem a sua criatividade através do pensamento vivo que está e permanece intacto entre as suas letras e as suas palavras. Estes selos foram criados com a intenção de promover a confraternização entre blogueiros, uma forma de demonstrar o carinho e reconhecimento por um trabalho que agregue valor à Web.» Pela sua definição, o Prémio Dardos é merecedor da nossa melhor atenção e recebê-lo é, além de gratificante, muito reconfortante. Por isso, A Nossa Candeia agradece, sentida e sinceramente, ao Rogério Pereira, autor do Conversa Avinagrada que nos agraciou com a sua atribuição e que nos merece a continuidade desta partilha. Assim, oferecemos o Prémio Dardos a 22 blogueiros que contribuem de forma relevante para enriquecer os conteúdos da Web e da vida blogosférica. Tentando não repetir os já agraciados e ciente de, por um lado, não conseguir cumprir este desiderato na íntegra bem como de, por outro lado, não poder destacar todos os que leio e admiro, eis, por ordem alfabética, os que me ocorrem de imediato:






















terça-feira, 31 de agosto de 2010

Leituras Cruzadas

A notícia tem sido a problemática das mulheres... designadamente, a propósito da lapidação e do caso de Sakineh Ashdanti. Por isso, penso que todos ficaremos a ganhar se lermos o que é provavelmente o melhor texto que li sobre o Afeganistão, publicado por Eduardo Marculino no História Viva... e, se depois desta leitura, tiverem disponibilidade para continuar as leituras, vale também a pena, entre tantos outros, ler no mesmo blogue os textos: Acendem-se as Fogueiras, Caçam-se as Bruxas e Mulheres - Silêncio nas Minas ... quanto ao publicado por cá, ainda a propósito de mulheres e da manifestação do passado domingo no Largo Camões em Lisboa, leia-se o texto de Ana Cristina Leonardo no Meditação na Pastelaria a que devemos acrescentar, para que se não esqueça a problemática dos Direitos dos Povos, tão preteridos e tão essenciais que se torna inadmissível o nosso silêncio, o que nos expõe Carlos Barbosa de Oliveira no Crónicas do Rochedo bem como, a título de enquadramento, a proposta de reflexão de Valupi no Aspirina B... mas porque a solidariedade é mais do que pode querer fazer parecer a tradicional e linear dicotomia que se apregoa, vale a pena ler o texto de Rui Herbon no Jugular... tal como, porque a complexidade dos factos se não esgota na nossa perspectiva, se deve reflectir nas chamadas de atenção de Alcipe no Tim Tim no Tibete e de João Ricardo Vasconcelos no Activismo de Sofá.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Leituras... para Mário Bettencourt Resendes

Os amigos e os jornalistas que me desculpem mas, o sorriso de Mário Bettencourt Resendes persiste na minha memória, terno, compreensivo e largo como o entendimento do universo. Li que pediu para seguir viagem envolto na bandeira do DN e fico feliz por isso: um Homem sente que realizou o sentido da sua vida numa missão que todos reconhecemos Grande e Cumprida. Por isso, deixem que lhe dedique algumas Leituras Cruzadas para o caminho que é longo como a eternidade e que, também um dia, nós iremos percorrer. Para que sorria emocionado - porque as emoções são o que de mais belo registamos no viver - começo por lhe aconselhar, no Delito de Opinião, o texto de Pedro Correia e a meiga imagem de Bandeira...
... depois, sobre o Estado da Nação que tanto ocupou a sua vida, proponho-lhe, para o retrato político-social dos dias, a leitura dos textos de:
Óscar Mascarenhas (via Câmara Corporativa onde também sugiro a entrevista para que nos remete João Magalhães),
Francisco Seixas da Costa no Duas ou Três Coisas,
Paulo Pedroso no Banco Corrido,
Raul Iturra no Aventar,
e Weber no Mainstreet...
Quase a terminar mas, porque a viagem é longa!, uns apontamentos simbolicamente lusófonos sobre cultura... para que continuemos a sorrir pelo que fomos e pelo que somos:
Rogério Pereira no Conversa Avinagrada,
Eduardo Marculino no História Viva (relembrando uma curiosidade: Portugal entregou o Uruguai a Espanha em troca de Olivença),
Dario Silva no Aventar,
e José Saramago no Outros Cadernos de Saramago...
... ah!... já agora, o destaque para uma excelente entrevista que, para além do da sua morte, se pode ler no sempre seu DN...
Obrigado , Mário... Boa viagem e...
Até Sempre!

sábado, 3 de julho de 2010

Passagem de testemunho de um Nobel - De Saramago a Garzón



Vale a pena ler Aqui a notícia publicada no El País sobre a presença de Baltazar Garzón que, em Lanzarote, falou ontem sobre José Saramago, ao lado de Pilar del Rio, depois de se saber que a Fundação com o nome do Nobel da Literatura, propõe a atribuição do próximo Nobel da Paz ao Juiz Garzón, injustamente penalizado pela justiça espanhola. O combate continua... da Literatura à Justiça, a transversalidade das causas ganha assim novo rosto, com esta inovadora e solidária forma de se promover a passagem de um testemunho simbolicamente inequívoco em termos internacionais e intergeracionais... como convém à defesa da paz, de uma sociedade mais justa, do respeito pelos Direitos Humanos e da convicção de que é possível um mundo melhor.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Leituras Cruzadas...

Enquanto se olha o mar e se descansa a alma da turva lógica em que assenta a realidade nacional, com a qual se vai adiando a maturidade da consciência e a urgência da intervenção (vale a pena ter em atenção os resultados do recente estudo sobre a pobreza divulgado aqui e aqui) , o pesadelo é saber que o regresso ao horizonte comum dos dias, apesar da persistente busca de apontamentos e sinais que nos re-centrem ao menos pragmaticamente, reencontrará apenas o eco e a repetição do que nos habituámos a ter como quotidiano ou seja, a capacidade nacional de trocar o importante pelo efémero e de confundir informação com opinião... felizmente, não demitidos da capacidade de pensar, resta-nos constatar que ainda se vão escrevendo bons textos denunciadores deste carácter precário da nossa lusitana forma de encarar o tempo e os factos (vale a pena ler os textos de João Rodrigues no Ladrões de Bicicletas, de JM Correia-Pinto no Politeia, de João Ricardo Vasconcelos no Activismo de Sofá, de João Abel de Freitas no PuxaPalavra e de Filipe Tourais no O País do Burro)... contudo, da dita "lusitana forma de agir e pensar" continuamos a ter maus exemplos insistentes e assentes em discutíveis práticas que, da nossa presumida competência para avaliar e sustentar decisões, continuam a deixar muito a desejar como podemos verificar através de alguns casos que marcam este final de Junho (leiam-se os textos de Rui Bebiano no A Terceira Noite e de A.C.Valera no Irrealidade Prodigiosa)... e da articulação entre os primeiros 6 textos sugeridos e os 2 últimos, concluimos que, no fundo, continuamos no "ponto zero" do re-pensar e reformular a lógica dominante da gestão socio-política e científico-cultural que o próprio século passado já demonstrara disfuncional e carente de reestruturação... que mais não seja por, como bem se diz no Outros Cadernos de Saramago: "Uma Questão de Humanidade"!

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Do Ensino e da Aprendizagem do Ser - Uma Lição de Manuel Alegre...


"(...) E agora estão na praia, em Espinho. O miúdo que não suporta mangas curtas também embirra com o mar. O pai quer levá-lo a molhar os pés. A avó não deixa. Então o pai leva-o às cavalitas e desata a correr para as ondas, enquanto diz: Nós não temos medo do mar, nós não temos medo do mar.

E atira-se com o miúdo agarrado ao pescoço. Nada com ele assim pelo mar dentro. O miúdo chora, cada vez mais agarrado ao pescoço do pai que de súbito pára, levanta-o nos braços, solta uma gargalhada e diz:

- Nós não temos medo do mar.

Então o miúdo que se assustava com as ondas abraça o pai e repete com ele:

- Nós não temos medo do mar.

A avó chora. O pai passa-lhe a mão pela cabeça. E nós não temos medo do mar. (...)"

(Manuel Alegre in "O Miúdo que Pregava Pregos numa Tábua", ed. Dom Quixote)