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sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Histórias Inesquecíveis...


... hoje, recuperei um exemplar da 1ª edição de "Bela e Sebastião", da autoria de Cecile Aubry, publicado em Portugal em 1968, o ano em que a RTP transmitia, às 19h, a série do mesmo nome, de uma beleza ímpar pela autenticidade que transparecia das interpretações e dos cenários... Partilho aqui o genérico dessa série inesquecível que me fez apaixonar pela leitura de livros "a sério" e aproveito para deixar recordar quem dela se lembra, com algumas das suas imagens originais que são, naturalmente, fáceis de identificar por serem a preto e branco!... Entretanto, parece que há um realizador que decidiu voltar a filmar a história tal como foi contada nesta série que correu a Europa em 68... espero que seja verdade e que a qualidade não desmereça as vantagens que a tecnologia contemporânea proporciona!... porque, há uns anos, alguém se lembrou se fazer uma série de desenhos animados inspirada nesta magnífica história, retirando-lhe o dramatismo e a beleza que a tornam única e eu, simplesmente, fui incapaz de ver!... Senhoras e Senhores, "Bela e Sebastião" :))

terça-feira, 13 de maio de 2014

"A Lancheira" - Retratos da Alma Escondida da Índia...

"A Lancheira" é um filme indiano, realizado por Ritesh Batra, justamente premiado no Festival de Cannes e actualmente em exibição no nosso país. Os protagonistas, interpretados por Irrfan Khan, Lillete Dubey, Nawazuddin Siddiqui, Nimrat Kaur, dão vida a uma história tão simples que impressiona quem conhece a complexa, sofisticada e trágica realidade da Índia... talvez por denotar o que de mais secreto e inacessível se esconde na alma de cada um: o sonho e o desejo de mudança.

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Cinema - Retrato de um País mais Pobre...

(via Precários Inflexíveis no Facebook)
(fotografia via Joaquim Paulo Nogueira no Facebook)
Também pode ler AQUI

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Fernando Lopes - Do Cinema, da Literatura e da Arte...


... excerto de "Uma Abelha na Chuva" de Carlos de Oliveira pela mão do cineasta Fernando Lopes, cuja vida e obra inequivocamente se associa ao estado da Arte em Portugal... um estado que, no momento actual, justifica a iniciativa de que ontem foi palco, em Lisboa, o Cinema S.Jorge e cujos fundamentos podem ser conhecidos AQUI...

sexta-feira, 9 de março de 2012

Do Cinema e da Arte em Tempos em Crise...

Apesar do reconhecimento internacional que, na mais recente edição do Festival de Berlim, atribuiu a dois realizadores portugueses prémios de mérito (ver aqui), o cinema português entrou, apesar de tudo (ler aqui), num período de luto (ler aqui). De facto, a interrupção do Fundo de Investimento ao Cinema e ao Audiovisual põe em causa o desenvolvimento de uma das artes maiores do nosso tempo - e se é sempre lamentável que assim aconteça no campo da criação e da promoção cultural porque nada substitui a função social da arte, no caso do cinema, a questão assume contornos particulares sobre os quais vale a pena reflectir... não só pelo que significa para esta indústria nacional emergente e para a vida dos profissionais do sector mas, também, porque actualmente a multimedia é uma linguagem do simbólico privilegiada e, neste sentido, relegar para segundo plano o investimento na criação cinematográfica, significa reduzir o espaço de oportunidades dos mais jovens no que respeita ao desenvolvimento de motivações e competências culturais. A questão não pode, por isso, ser considerada de importância menor em tempos de crise, quando a violência espreita e as catarses criativas são uma das mais eficazes formas pedagógicas de resposta à participação cívica. E se os termos em que aqui colocamos o problema não tem sido o ângulo de abordagem mais comum desta realidade, vale a pena relembrar que, ao contrário de uma visão em muito ultrapassada pela realidade, num mundo cujo processo de mudança alterou indiscutivelmente o mercado de trabalho e em que a chamada globalização informativa incorporou o quotidiano dos cidadãos através da televisão, da internet e das redes sociais, a intervenção cultural não pode continuar a ser perspectivada como mero instrumento de lazer mas, isso sim, como uma dimensão integradora do desenvolvimento multifactorial dos indivíduos e das sociedades. 

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Metáforas... do outro lado do espelho?!


Espiral final from Pedro Davim on Vimeo.
... somos todos desadaptados!... de forma congénita ou adquirida, todos nos vamos sentimos, cada vez mais!, distanciados das configurações que o mundo em que nos situamos, vai adoptando... e nas disfuncionalidades, aparentemente sem sentido, com que cada um vai vivendo, vamos encontrando sentidos que explicam o isolamento, o medo, o "ensimesmamento" e a profunda tristeza em que se transformam muitos quotidianos... por isso, se já em Setembro, o "Wall Street Journal" publicava reportagens sobre o aumento brutal da taxa de suicídios decorrente da "crise" económica e social que atingiu a Europa, não é difícil perceber que o estado depressivo e alienado dos cidadãos tende a sofrer um significativo agravamento, afastando-se progressivamente do considerado "ponto de equilíbrio" que garante -ou, pelo menos, permite!- um nível mínimo de integração social... talvez por isso, este filme de José Meireles, seja a metáfora de uma certa imagem colectiva que, de certa forma, me fez evocar o título de Lewis Carroll: "Alice do outro lado do espelho"... um espelho cujo reflexo procuramos (ou pretendemos?) não ver!?...

domingo, 25 de dezembro de 2011

Do Natal como Invenção da Alegria...


... hoje é Dia de Natal... um dia para todas as crianças... as que o são e nós, os outros, que, felizmente!, o não deixaremos de ser - porque a alegria se inventa dentro de nós: votos de um Alegre Natal... :))

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

"Na Teia do Polvo" - Economia e Cultura

Portugal precisa urgentemente de repensar o tecido económico para que a revitalização social seja possível. Incontornável é, por isso, investir e qualificar o aparelho produtivo nacional de que se destaca, pela competência de um saber que radica na tradição secular, o sector das pescas. Contudo, apesar da riqueza ímpar que as técnicas piscatórias representam no que ao património etnológico e cultural diz respeito e do significado económico que a pesca pode representar para a vida económica nacional, os pescadores assistem, justamente inquietos, à degradação das suas condições de vida e de trabalho decorrente da gritante desvalorização de uma actividade económica votada a um lento, mudo mas, progressivo abandono. Neste contexto e porque não podemos continuar a dissociar economia e cultura (sob pena de contribuirmos decisivamente para a destruição não só do aparelho produtivo nacional mas, também, para a extinção das práticas culturais regionais que denotam a nossa singularidade identitária), torna-se particularmente interessante e oportuna a sessão de cinema documental que a Cinemateca Portuguesa proporciona esta 5ªfeira, dia 10, às 21.30h, na sala Dr.Félix Ribeiro, com a projecção de dois filmes realizados por José Meireles, cuja natureza etnográfica vale a pena destacar: "Na Teia do Polvo" (ante-estreia) e "Afurada - Cerco com Tucas" e da qual dá nota a respectiva sinopse: "Em Na Teia do Polvo, José Meireles regista o quotidiano dos pescadores da freguesia de Santa Luzia, Tavira, no sotavento algarvio, «um saber transmitido de geração em geração que corre sérios riscos de desaparecer.» O filme foca as várias formas de capturar o polvo e da evolução ao longo dos anos, as características da comunidade, como a emigração ou a sua ligação à Ria Formosa, incluindo testemunhos de pescadores que criticam «a forma como tem sido gerida a política de pescas e manifestam a sua desilusão perante a situação moribunda a que chegaram.» Filmado com pescadores da Afurada, em Vila Nova de Gaia, Afurada - Cerco com Tucas documenta a técnica de cerco, o quotidiano da faina e aspectos socio-antropológicos da comunidade. «Fazendo um paralelismo com algumas dezenas de anos antes no mesmo local, revela-nos muito claramente a agonia da pesca artesanal e as agruras que, cada vez mais, limitam a sobrevivência destes pescadores».". A sessão conta com a presença do realizador.

sábado, 10 de setembro de 2011

Cinemateca - Homenagem a Pedro Hestnes

A programação da Cinemateca Portuguesa, no mês de Setembro, inclui uma homenagem a Pedro Hestnes... uma homenagem ao actor que morreu antes da presumida idade da definitiva partida. O Pedro foi, a obra fica!... não sei... mas, não chega!... vale-lhe o facto de, dentro dos amigos "de sempre", o Pedro continuar vivo... dolorosamente vivo, como convém a quem habita a existência com o sentido de ser... e magoado, como não pode deixar de acontecer a quem pensa e é e sente... na próxima 2ªfeira, o Pedro faria anos e, na Cinemateca Portuguesa podem ver-se 2 filmes em que o Pedro participa, realizados por José Meireles: "Além do Corpo" e "Vida Virtual"... vale a pena ver, rever e conhecer algum do melhor cinema português contemporâneo!
(Fotografia de Pedro Hestnes no filme de Manuel Mozos "Xavier" de 2002)

domingo, 24 de julho de 2011

Últimos Dias...


"Últimos Dias - Last Days" é o nome do filme que, em 2007, o realizador e actor José Meireles filmou e interpretou, em Barcelona... um testemunho raro de que, também em Portugal, o cinema, como arte!, pode ultrapassar o tempo, numa actualidade sem reservas e... mais que isso, premonitória! Vale a pena ver!

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Pina Bausch - Um Legado do Património da Humanidade no Corpo e na Obra de uma Mulher


... ver o filme de Wim Wenders "Pina", actualmente em exibição apenas numa sala dos cinemas de Lisboa (em 3D), é obrigatório... como se tivesse entranhado no corpo o sentir dos que coexistiram com as memórias frescas, ensanguentadas e incendiadas de Auschwitz, Pina Bausch deixa-nos um Legado que, inaugurado e consolidado na sua obra, tem, nesta homenagem, o testemunho de um incomparável Hino à Vida que a encheria de alegria e orgulho... e que nos deixa em silêncio!... Acreditem!... mas, acima de tudo, não deixem de ver... por favor!

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Pedro Hestnes...


Esta manhã (refiro-me a ontem, 3ªfeira!), no Alfa, a caminho de Coimbra, li no Público a notícia da morte de Pedro Hestnes... Pedro, o amigo, o irmão-de-alma-de-sempre, o actor, a promessa do novo cinema português, talhado no rigor sentido da poesia clara do avô, o poeta José Gomes Ferreira, de quem pouco falava e de quem tudo trazia, no silêncio solitário, solidário, incondicional e contido... Pedro Hestnes, para quem a vida e a representação eram uma metáfora do mesmo... o mesmo que era, apenas e só, a própria realidade que se apreendia como uma alegoria cujo sentido podia nem ter sentido algum senão o da própria vivência, concreta ou imaginária... Pedro, aquele de quem não sei falar por estar demasiado presente... para além do tempo e da distância, no único lugar onde fica guardada a eternidade: o silêncio. Por isso, por ora, apenas 30 m de um dos seus trabalhos...

sábado, 5 de março de 2011

"O Discurso do Rei" - ou: Da construção do altruísmo!


"O Discurso do Rei" é um filme de excelência, surpreendentemente natural, tranquilo e intenso! Um filme tão oportuno e adequado aos tempos que vivemos que dele podemos dizer ser um filme necessário (ou como já disse Osvaldo Castro no A Carta a Garcia, "absolutamente imperdível)! De facto, as magníficas interpretações de George VI e do seu terapeuta (Colin Firth e Geoffrey Rush)conferem uma verosimilhança notável à reconstituição de um momento histórico que evidencia como um episódio singular pode revelar o essencial do que nos transcende. E o essencial é, como o demonstram C.Firth e G.Rush, querer e saber superar as limitações mais profundas do nosso inconsciente, em nome de um altruísmo que a consciência e a vontade reconhecem como prioritário. Nos tempos que correm, a construção do altruísmo é de tal modo pertinente que a sua valorização se torna imprescindível!... e é por isso que um filme calmo se torna, afinal, tão tocante, tão belo e tão importante!... Não deixem de ver: "O Discurso do Rei" um filme que é, se assim o posso dizer!, uma verdadeira alegoria da construção altruísta, condição indispensável ao aperfeiçoamento da vida colectiva e ao reforço da consciência do nosso comum sentido de serviço público!

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Redescobrir "Instinto"...


O filme, realizado por Jon Turteltaub, é de 1999 e tem como intérpretes Anthony Hopkins, Cuba Gooding Jr., Maura Tierney e Donald Sutherland... a história é a de um antropólogo que abandona tudo apaixonado pelo trabalho que lhe permite a compreensão da vida e que, em sua defesa, é preso e condenado, recebendo como advogado um psicólogo que o leva a redescobrir a filha e a quem ele ensina o essencial do que há para saber... entretanto, na prisão descobre e revela em cada um dos companheiros esse traço de união que nos torna humanos e iguais... "Instinto" é, sem dúvida, um dos filmes da minha vida!... digo-o sempre que o revejo e hoje, repito-o porque, há pouco, revi uma parte no canal Hollywood... faz bem revê-lo!... para regressarmos ao melhor de nós próprios... e à essência da Humanidade!

domingo, 31 de outubro de 2010

Ondine - A Parábola da Sétima Arte


Fui ver "Ondine" um filme de Neil Jordan, autor de, entre outros, "A Estranha em Mim" que Jodie Foster tão bem interpretou... Desta vez, Jordan, retomando o tempo presente como transição entre passado e futuro, recupera um dos mais belos dons do cinema: o da parábola!... a parábola que aqui recria, através de uma extraordinária manobra de diversão, a partir do mito enraizado no olhar de esperança de uma criança e de um homem com poucas razões para sorrirem, a quem o prisma de uma espécie de conto de fadas, devolve a vida e reedita uma alegria capaz de resistir ao desnudar da crua realidade invisível da sociedade europeia contemporânea onde se cruzam: imigração, tráfico e medo! Com uma fotografia lindissima capaz de resgatar a alma e um olhar vindo do coração, "Ondine" é um filme que cumpre e ultrapassa o que dele podemos esperar. Vão ver. Vai valer a pena :)

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Um outro olhar iraniano...


Emocionante é a palavra certa para definir a entrevista que podem ler AQUI e que considero importante partilhar... Um olhar sobre a autenticidade da arte e da pertinência do sentido com que o cinema pode iluminar a realidade para além da intenção ficcional de um argumento. O entrevistado é Abbas Kiarostami, o tema da entrevista o seu filme "Shiri" e as suas palavras dão rosto à complexidade de questões tão diversas como é o caso da vivência relacional entre homens e mulheres em sociedades politicamente fechadas e socio-culturalmente segregatórias, o amor, as emoções, o entendimento, as mulheres, a vida e o mundo... Abbas Kiarostami é genial no que me atrevo a designar por um modo alegórico próprio de dizer intensamente a verdade da realidade que pretende enunciar... por tudo isto e pelo que a leitura vos suscitar, vale mesmo a pena ler.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Poder e Corrupção...



Desculpem a reprodução em inglês que não resisto em partilhar por ser o que de melhor me ocorre a propósito da correlação entre poder e corrupção... porque há momentos em que só a arte nos serve de catarse, nomeadamente quando chegam ao conhecimento público casos de algumas práticas político-partidárias que se vão desenvolvendo nos bastidores dos que apregoam a verdade para, independentemente dos meios utilizados e gratuitamente, legitimarem a sua persistência obsessiva e sem escrúpulos, na corrida para o poder... porque garantir votos por 30 euros em bairros sociais (ver a notícia ilustrada com vídeos aqui) é uma atitude inqualificável, por analogia, a memória recordou-me a peça "Ricardo III" de William Shakespeare - de que aqui se pode ver um dos excertos de um filme incomparável que conheci na Cinemateca quando era seu Director João Bénard da Costa... uma memória alegórica é certo mas, que adquire sentido no cerne da mensagem de Shakespeare: a ambição cega tudo legitima...

domingo, 14 de junho de 2009

Retrospectivas...

Depois do Final de "Bleu", faz sentido uma breve incursão retrospectiva pela Trilogia "Trois Couleurs" de Krzysztof Kielowski:


(in "Blue")



(in "Blanc")



(in "Red")...

Blue...



Em 1993, Krzysztof Kielowski realizou "Trois Couleurs - Blue, Rouge, Blanc"... aqui fica o Final de "Blue" cujo tema musical se intitula, se bem se lembram, "Song for the Unification of Europe"...