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quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Barack Obama e o Fim da Guerra no Iraque


Na minha opinião, a retirada americana do Iraque não tem sido noticiada ou elogiada devidamente. Compreende-se que a Administração de Barack Obama tem permanentemente "em mãos" dossiers muito quentes de que vale a pena destacar o ainda não resolvido problema de Guantanamo... contudo, a retirada americana do Iraque é, de facto, uma boa notícia não só porque a tão famigerada guerra acaba com a retirada das forças ocupantes ou porque o Presidente Obama cumpriu, no prazo que definira para o efeito, essa retirada mas, acima de tudo, porque o Iraque fica mais livre para procurar internamente as melhores soluções para a sua reconstrução. É verdade que o estado calamitoso em que ficou o país, sete anos depois de uma guerra sangrenta, dificilmente compreensível e menos ainda aceitável para quem a viveu e sentiu como demolição da vida, torna o momento presente simultaneamente angustiante e arriscado... os conflitos internos, a tentação do poder e a crise transversalmente grave com que a sociedade iraquiana fica confrontada são agora um desafio de desfecho imprevisível relativamente ao qual os EUA não poderão, perante a História, ser desresponsabilizados. Contudo, o fim da guerra é o fim da guerra na sua dimensão de desocupação de forças externas beligerantes... e Obama não invocou benefícios, não clamou vitória nem sequer falou em "missão cumprida" denotando o realismo e o sentido de responsabilidade que é urgente assumir na gestão das relações internacionais no século XXI onde a manutenção da paz e o fim da guerra deverão ser a prioridade, sobrepondo-se a qualquer vaidade ou sobranceria que, tradicionalmente, tem servido para justificar a necessidade demagógica de "cantar vitória" sobre os dramas que ficam instalados nos cenários de guerra.

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

I Have a Dream!... Yes, We Can! ...



Em 1963, Martin Luther King deu ao mundo um discurso construido pela extraordinária inteligência que resulta da conciliação entre razão, justiça, liberdade, emoção e autenticidade... "I Have a Dream", disse ele!

... e as pessoas, pouco a pouco, acreditaram!... ao longo de 45 anos, as pessoas observaram, viveram, pensaram... e acreditaram!

Em 2009, Barack Obama tornou realidade o poder da convicção e da esperança, devolvendo dignidade à Humanidade cansada das representações discriminatórias que as manipulações ideológicas, culturais e políticas construiram ao longo da História, escravizando e colonizando o pensamento, o ser e o agir!... "Yes, We Can", disse ele!

... e as pessoas, realmente, conseguiram!

Barack Obama... o protagonista da esperança!



Em 2008 o mundo acreditou e cantou por Barack Obama... e todos o olharam como se nele encontrassem o espelho onde se reflectia a sua melhor imagem... uma identificação empática, humana e interior que o mundo sentiu, sem medo, como um frémito anunciador de mudança, tornou Barack Obama, em 2009, Presidente dos Estados Unidos da América!

YES, WE CAN!

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

As mãos e o rosto da mudança


A eleição do 44º Presidente dos Estados Unidos da América reeditou a esperança. A esperança dos indivíduos e dos povos, das culturas e dos cidadãos. Barack Obama fez da sociedade americana o seu partido e dos cidadãos os seus camaradas. Reconquistou a confiança das pessoas e levantou alto a sua voz, fazendo-se humilde mas determinadamente, voz dos seus concidadãos... As convicções de Barack Obama não procuraram ser politicamente correctas; foram, isso sim, o resultado de uma reflexão construida ao longo de uma vida que, mais do tudo, foi intensamente sentida... tão sentida que interiorizou o sentir dos que o elegeram... Construir a esperança com a verticalidade do discernimento e da convicção fraterna e solidária, com a lucidez e a energia própria de quem não baixa os braços... hoje, cerca de um mês antes da sua tomada de posse, Barack Obama prossegue na senda da razão e do bom-senso com a prudência indispensável à responsabilidade de presidir às reformas que, espoliado e empobrecido, o seu país requer e à influência que o mundo lhe reconhece. O que a eleição de Barack Obama prova é que a força da razão aliada à afectividade que nos liga à vida, desenvolvida com inteligência e justeza de carácter pode, efectivamente, ajudar a construir um mundo melhor para todos. A esperança é o testemunho inequívoco de que podemos contar com as pessoas.