Terminou o último dia de campanha... por isso, assaltada pelas preocupações de um futuro que começa já 2ªfeira, após o acto eleitoral de domingo, não posso deixar de partilhar algumas breves mas, na minha opinião, relevantes considerações: a) a crise que atravessamos é internacional e tem uma incidência brutal na Europa que ainda somos; b) relativizar este facto é redutor e significa que ainda não se percebeu a complexidade do mundo contemporâneo em que vivemos; c) pretender que a culpa da crise é do Governo português resulta de uma avaliação incorrecta que decorre da tentação do facilitismo acusatório; d) presumir que outro Governo teria evitado a crise é preferir inventar ilusões do que enfrentar a realidade; e) as mudanças governamentais europeias decorrentes da desilusão dos povos que já tiveram que recorrer à chamada "ajuda externa", não resolveram minimamente os problemas dos seus países que continuam a agravar-se; f) preferir, por simples expressão de descontentamento, optar por mudanças que vão criar mais despesa na já tão frágil situação económica nacional, contribuirá para agravar seriamente a já tão difícil situação nacional; g) preferir optar pelo discurso demagógico que faz parte da euforia das campanhas, contribuirá para resultados que rapidamente conduzirão os cidadãos à percepção de que, uma vez mais, voltamos à "estaca zero", com necessidade de mais ajuda externa e o eterno pretexto de "apontar o dedo" à acusação banalizadora sobre as responsabilidades da governação anterior que serve apenas para, durante um curto período de tempo, termos resiliência para aceitar as piores condições de vida que vamos sentir; h) em causa está o interesse nacional e, afinal de contas!, a capacidade de, enquanto cidadãos, sermos capazes de analisar a realidade sem paliativos e de assumirmos a coragem de tomar uma decisão de opção eleitoral que, podendo não ser a ideal, no fundo reconhecemos menos gravosa do que a entrega da governação à inexperência e ao experimentalismo, num país cuja saúde, tão precária!, ainda nem sequer entrou em período de convalescença... Como sempre em democracia, o futuro está nas nossas mãos!... e da consciência de cada um resultará a consciência da culpa que, exactamente a cada um!, irá pesar... é por isso que, do resultado destas eleições, resultará a avaliação real da nossa maturidade política e democrática colectiva!... E sabemo-lo bem: fazia bem ao nosso país se constatassemos que já aprendemos alguma coisa - porque isso nos elevaria a auto-estima e reforçaria o sentimento de união de que precisamos para enfrentar as dificuldades!...
... entretanto, fica a sugestão de leitura de algumas "
achegas" escritas por outras mãos:
aqui,
aqui,
aqui e
aqui - confirmada
aqui...