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terça-feira, 25 de junho de 2013

Dos Itinerários Paradigmáticos...


... fazer a história contemporânea implica perceber o pensamento, a cultura política e o quadro mental dos políticos dos nossos dias...
(vídeo partilhado via Helena Calvet e Rodrigo Henriques no Facebook)

quarta-feira, 27 de março de 2013

Sócrates, o Agitador...

Gostei de ouvir a entrevista de José Sócrates porque reedita o debate político em Portugal, um país que anda, cinzento e pesaroso, de cabeça baixa e ombros curvados sob o peso da completa ausência de esperança. Penso que corremos o risco de assistir ao desaparecimento do protagonismo da potencial mas invisível oposição que se aguarda (?!) do PS e de ver branquear a atualidade num diálogo acusatório, defensivo e contra-acusatório que não trará vantagens na construção do futuro e alargará a margem de cumprimento de uma legislatura esmagadora... de qualquer modo, Sócrates traz um discurso capaz de ajudar as pessoas a retomarem o pensamento e a crítica política... vamos ver se consegue gerir inteligentemente as suas intervenções, sem ceder à tentação de se repetir na defesa do passado e sem sucumbir aos ataques de que vai ser alvo... e, acima de tudo, se a agitação provocada pelo regresso do espírito narrativo de Sócrates sobe o nível e a riqueza do debate político... porque, afinal de contas, é fundamental sair do pantanoso marasmo que caracteriza os dias... um bom ponto de partida para a revitalização da análise, da opinião e da discussão é, de facto, a comparação do texto original do Memorando e a versão que, entretanto, foi sendo desenhada - tema que deve integrar a problematização da economia política europeia contemporânea, dos mecanismos financeiros internacionais e da sua relação com os Estados e os Países, bem como a reavaliação do papel, da função e da natureza dos conceitos de soberania, independência e interdependência... é pedir demais? ... pois... deve ser... eu sei... mas, vale a pena lembrar que é este o cerne da questão... e que tudo o resto são "narrativas" eivadas de pseudo-ideologias mais ou menos gratuitas...    

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Novidades na Madeira...

... Alberto João voltou a obter a maioria absoluta... por menos que 50%, é certo! ... e depois? O BE não elegeu nem um deputado! O PS ficou em 3º lugar (???)... o CDS é a 2ª força político-partidária insular!... a CDU passou a 5ª... 3 partidos sem expressão pública substancial conquistaram 3, 1 e 1 assentos na Assembleia Parlamentar Regional... ah, sim?... e depois?Não havia candidatos credíveis? Não há organização política na oposição? Só se lembram do trabalho partidário antes da campanha? Custa muito andar de casa em casa pelos socalcos da ilha? Alegam-se clichés? Conta-se com o desgaste do poder dominante? ... com o efeito da dívida, da troika e do impacto da presença e da ausência dos líderes do "contenente"?! Sinal dos tempos ou dos políticos que temos?... enfim!... o resultado das eleições na Madeira e os comentários que os políticos e politólogos da moda exibem, sem nada acrescentar à realidade ou ao conhecimento, fizeram-me lembrar uma tabuleta muitissimo bem-humorada que um dia encontrei por aí... entretanto, desculpem lá mas, ... vou ali... e já venho!... já agora: boa-noite!

sábado, 4 de junho de 2011

Das Preocupações que Justificam uma Séria Reflexão Pré-eleitoral...

Terminou o último dia de campanha... por isso, assaltada pelas preocupações de um futuro que começa já 2ªfeira, após o acto eleitoral de domingo, não posso deixar de partilhar algumas breves mas, na minha opinião, relevantes considerações: a) a crise que atravessamos é internacional e tem uma incidência brutal na Europa que ainda somos; b) relativizar este facto é redutor e significa que ainda não se percebeu a complexidade do mundo contemporâneo em que vivemos; c) pretender que a culpa da crise é do Governo português resulta de uma avaliação incorrecta que decorre da tentação do facilitismo acusatório; d) presumir que outro Governo teria evitado a crise é preferir inventar ilusões do que enfrentar a realidade; e) as mudanças governamentais europeias decorrentes da desilusão dos povos que já tiveram que recorrer à chamada "ajuda externa", não resolveram minimamente os problemas dos seus países que continuam a agravar-se; f) preferir, por simples expressão de descontentamento, optar por mudanças que vão criar mais despesa na já tão frágil situação económica nacional, contribuirá para agravar seriamente a já tão difícil situação nacional; g) preferir optar pelo discurso demagógico que faz parte da euforia das campanhas, contribuirá para resultados que rapidamente conduzirão os cidadãos à percepção de que, uma vez mais, voltamos à "estaca zero", com necessidade de mais ajuda externa e o eterno pretexto de "apontar o dedo" à acusação banalizadora sobre as responsabilidades da governação anterior que serve apenas para, durante um curto período de tempo, termos resiliência para aceitar as piores condições de vida que vamos sentir; h) em causa está o interesse nacional e, afinal de contas!, a capacidade de, enquanto cidadãos, sermos capazes de analisar a realidade  sem paliativos e de assumirmos a coragem de tomar uma decisão de opção eleitoral que, podendo não ser a ideal, no fundo reconhecemos menos gravosa do que a entrega da governação à inexperência e ao experimentalismo, num país cuja saúde, tão precária!, ainda nem sequer entrou em período de convalescença... Como sempre em democracia, o futuro está nas nossas mãos!... e da consciência de cada um resultará a consciência da culpa que, exactamente a cada um!, irá pesar... é por isso que, do resultado destas eleições, resultará a avaliação real da nossa maturidade política e democrática colectiva!... E sabemo-lo bem: fazia bem ao nosso país se constatassemos que já aprendemos alguma coisa - porque isso nos elevaria a auto-estima e reforçaria o sentimento de união de que precisamos para enfrentar as dificuldades!...
... entretanto, fica a sugestão de leitura de algumas "achegas" escritas por outras mãos: aqui, aqui, aqui e aqui - confirmada aqui...