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terça-feira, 12 de abril de 2011

Da "Menina estás à Janela" ao FMI - A Resistência da Esperança

"Menina estás à janela" de Vitorino, cantado no Coliseu em 1985, cantado pelo próprio e os irmãos Carlos e Janita, acompanhados por um público encantado e solidário é, para mim e para muitos, um cantar de esperança e de quem confia em que tudo venceremos e ultrapassaremos, convictos e unidos... pode não vir muito a propósito mas, ocorreu-me à memória, talvez por associação de ideias quando pensava num outro cantor de intervenção cuja evocação vem, neste momento, muito a propósito:

José Mário Branco escreveu "FMI" em finais dos anos 70 do já passado mas tão próximo século XX (ler aqui), um poema que cantou e ficou para sempre na nossa memória. A letra desse inesquecível rasgo de revolta e ironia pode ler-se Aqui... porque os poetas e os cidadãos têm o direito de dizer o que lhes vai na alma, independentemente do que reflectem respeitáveis opiniões especializadas (ler aqui)... entretanto, também por ironia e pelo medo que a todos toca do quanto nos afecta e poderá vir a afectar uma crise que os mercados e os profissionais da política partidária, destituídos de responsabilidade social e sentido de Estado, em nome da demagogia e do eleitoralismo fácil, ocorreu-me que estamos afinal, apenas!, a reencontrar o mesmo antigo e quase eterno paradoxo entre o que o poder nos diz ser necessário e aquilo que o nosso próprio entendimento retira da realidade... a canção de Vitorino referia-se a uma realidade rural mas, até por isso, podemos perceber como as mudanças são frágeis e antagonismo de interesses entre o poder e os cidadãos persiste...

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Sakura, Sakura - Das Cerejeiras em Flor...


A alma é o corpo
de todos os povos
e a mente
a herança
de todos os antepassados...
... talvez, por isso, eu ame
as cerejeiras em flor
desde os tempos anteriores
à voz de todas as memórias
como quem reconhece
o chão pelo aroma das culturas...
... depois,
depois escolho os princípios,
os verbos e os versos
- e é aí que reside o grande dom
da conquista desta imensa liberdade
em que consiste a eternidade efémera
do nosso inestimável património.

segunda-feira, 28 de março de 2011

Sons com Sentido... Mediterrânico...

"Gitanos Arabes por Tangos":


Ramon El Portugues, uma das vozes maiores do cante andaluzo em "Jaleos Extremeños":


e Oyky & Berk Leyla numa versão do "Turco Flamenco":

domingo, 20 de março de 2011

Sons com Sentido...

... de Chico Buarque, "Morte e Vida Severina" de João Cabral de Melo Neto:

e "Abril Despedaçado":

... para, ainda com Chico Buarque, ouvirmos Zizi Possi em "Pedaço de Mim":

... não sei porquê... talvez por hoje ser a Grande Lua Cheia do último decénio... talvez por anunciar o equinócio da Primavera... talvez porque, simplesmente, sim, é bom e é bonito... para ouvir... o sentir!

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Zeca Afonso... até que a Voz nos Doa!


Zeca Afonso não temeu a ditadura e não desistiu da Liberdade... por isso, hoje, 24 anos depois do seu desaparecimento físico, o Zeca continua vivo na memória, no intelecto e nos afectos de todos os que o temos como símbolo de uma luta que perdura...

Zeca Afonso é o Património do que somos... por isso, dizemos, convictos de razão e coração: Zeca Afonso, Sempre!

Viva a Liberdade!... aqui, em Portugal e no resto do mundo! Enquanto houver um ditador de pé e um cidadão a gritar baixinho pelo direito à liberdade, ouviremos, no coração e de "boca a ouvido", geração após geração, os sinais de uma Revolução que arrancou o povo ao silêncio e ao medo e o atirou sem medo nos braços da Liberdade em que ainda aprendemos a mover-nos!... sim, Pela Liberdade, Cantaremos... como o Zeca... até que a Voz nos Doa!

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Diego, El Cigala... o mais belo canto masculino sobre... o Amor!


... sinceramente!, ouvir "Corazón Loco" de Diego El Cigala deixa-nos perante o sentimento de que este é o mais rasgado e belo canto masculino sobre o Amor... ou, pelo menos, o que as mulheres gostariam que fosse!

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Sonoridades... identitárias...


... há sonoridades identitárias! Por exemplo, a de Diego El Cigala em "Amar y Vivir"... da Ibéria ao Magreb, do Magreb à América do Sul e da América do Sul à Índia!... extraordinário, não é? A identidade ultrapassa a língua e reconhece-se, indiscutível!, no sentir...

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Canto para o Mediterrâneo...


... nas vozes de Maria del Mar Bonnet e Georges Moustaki: "En Méditerranée".

domingo, 26 de setembro de 2010

Alentejo que Canta e Faz Chorar...


Descobri há dias o talento de António Zambujo... e hoje encontrei este tema que não resisti a reproduzir e que aqui partilho, pela evidência com que uma sonoridade reflecte nitidamente a identidade cultural reconhecida por todos de forma inequívoca - como o requer, por definição, a própria natureza identitária. Reproduzindo perfeitamente uma melodia tradicional, a voz de António Zambujo soa refrescante e límpida, como o correr das fontes no silêncio quente da planície quando a noite descansa sobre o branco do casario... e o vídeo que ilustra este cantar, percorrendo os 3 distritos com que se faz o Alentejo, evoca os símbolos visíveis de um espaço e de uma cultura que se faz de cal e oca, de terra e pedra, de flores, rostos e caminhos... Do Guadiana à Pedra dos Namorados e ao Templo Romano de Évora, do casario e do castelo de Portalegre às igrejas e ao Museu de Beja, o Alentejo comove sempre porque, enquanto canta, chora de ternura por um futuro que receia eternamente adiado...

(O tema chama-se "Trago Alentejo na Voz" e encontrei-o no A Carta a Garcia a quem aproveito para agradecer a sua divulgação.)

terça-feira, 24 de agosto de 2010

O Velho e a Flor - Canto de um Embaixador


Vinicius de Moraes foi, além de compositor, poeta e escritor, um diplomata que a ditadura militar não reconheceu (vale a pena ler a referência no Duas ou Três Coisas), injustiça que, recentemente, o Presidente Lula da Silva, corrigiu, deixando que o Brasil e o mundo saibam que o rosto da diplomacia que queremos se faz também e porque não dizê-lo?, essencialmente, de valores, de palavras e de uma profunda humanidade onde o encontro entre a cultura, a determinação e o diálogo coexistem como uma porta permanentemente aberta ao reconhecimento do que, para além de todas as diferenças, nos faz iguais. Da ternura desta compreensão da vida é testemunho maior o tema "O Velho e a Flor", cantado por Vinicius de Moraes e Toquinho. Conhecem?

sábado, 14 de agosto de 2010

Sons com Sentido... de Plácido Domingo - Entre Granada e o Mundo

Hoje revisitei Plácido Domingo e pensei que, em fim-de-semana de Agosto, seria uma boa ideia partilhar alguns dos seus temas da minha preferência... começo por "Granada":

... depois, porque continuo sem resistir à sua sentida e calorosa interpretação de "Malagueña Salerosa", aqui fica:
...
Seria, porém, inaceitável que esta evocação e esta homenagem não terminassem com dois temas mágicos, cantados para a nossa humana eternidade:

"Nessun Dorma" da ópera Turandot de Giacomo Puccini:

e
"E Lucevan les Stelle" da opera Tosca também de autoria do excelso compositor do amor, Giacomo Puccini:

Nota posterior à publicação inicial deste post: no âmbito da revisitação que me levou à obra de Plácido Domingo, acabei por descobrir a notícia que pode ler Aqui.

sábado, 19 de junho de 2010

Para o Coração Português de José Saramago...



"Uma Flor de Verde Pinho

Eu podia chamar-te pátria minha
dar-te o mais lindo nome português
podia dar-te um nome de rainha
que este amor é de Pedro por Inês.

Mas não há forma não há verso não há leito
para este fogo amor para este rio.
Como dizer um coração fora do peito?
Meu amor transbordou. E eu sem navio.

Gostar de ti é um poema que não digo
que não há taça amor para este vinho
não há guitarra nem cantar de amigo
não há flor não há flor de verde pinho.

Não há barco nem trigo não há trevo
não há palavras para dizer esta canção.
Gostar de ti é um poema que não escrevo.
Que há um rio sem leito. E eu sem coração."

(Poema de Manuel Alegre
Música de José Niza)

domingo, 13 de junho de 2010

Sugestão...


... o prometido é devido! ... aqui fica, vbm!, María del Mar Bonet :)
Uma magnifíca voz catalã num tema lindissimo para um final de noite ou um dia feliz!

terça-feira, 4 de maio de 2010

O Reverso do Virtual...


... chama-se: Telúrico... e se dele muito se aproxima da extinção, muito dele teremos a preservar sob pena de perdermos o sentido integrado do ser-se humano!

domingo, 1 de novembro de 2009

Interrogações...



... "Preguntitas a Dios" é um poema de Atahualpa Yupanqui... aqui cantado por Victor Jara e ilustrado em conformidade por Maurizio González F. com o sentir de quem olha, vê, pensa e interpela o mundo...

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Da Arte . entre Tradição e Modernidade...



Do piano à blogosfera, a eternidade de um "Nocturno" de F.Chopin.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Do Sentir...



De um ao outro lado, dois continentes, um sentir... no corpo, na voz e na alma de um flamenco que interiorizou a palavra, a dança, o poema e a música numa forma de dizer o sangue e a intensidade do sentir humano perante as grandes paisagens tórridas de um espaço onde a vida se afirma preciosa na sua insignificância... de dia, perante a natureza... de noite, perante o universo... é assim que Chavela Vargas, a Diva, canta "Piensa en mi" e, é também assim, que Maria Antonieta Ochoa e Jose Manners dançam "Canción de Amor" de Paco de Lucia.

domingo, 10 de maio de 2009

Apache Indian...



É necessário recorrer à Linguagem Universal para que, sem palavras turvas no sentido ou dúbias no significado, se compreenda a sacralidade da vida e a inalienável igualdade do direito a vivê-la com dignidade?... Fica um exemplo conseguido pela Putumayo World Music na série World Reggae com "OM NUMAH SHIVAYA" de "Apache Indian".