Mostrar mensagens com a etiqueta Política; Sociedade;. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Política; Sociedade;. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Do Património de Maquiavel...

... enquanto a troika brinca ao "faz de conta" ao manifestar surpresa com a taxa nacional de desemprego e as agências de notação financeira descem o rating de 5 bancos espanhóis, só a liberdade de expressão e o imaginário nos podem afastar deste tétrico mundo de realidades e efabulações - com que se pretendem dissimular as evidências!... não há paciência... nem merecem comentários as atitudes e as divagações especulativas de quem ignora, intencionalmente, os princípios sem os quais não existe coexistência pacífica, democracia ou ética... a configuração cultural em que as pessoas se construiram, define, inequivocamente!, a forma como hoje encaram e interpretam factos, atitudes e até símbolos... o mundo da desconfiança e da descrença tomou conta do lugar onde muitos acreditaram residir a credibilidade, por tanto se insistir na exibição do controle e do poder... dizia Maquiavel: "o poder corrompe... o poder absoluto corrompe absolutamente"... e, como diria o povo: "contra factos, não há argumentos"... está à vista!  


quarta-feira, 2 de junho de 2010

Memórias da Revolução - Almirante Rosa Coutinho


Personalidade incontornável do 25 de Abril de 1974, o Almirante Rosa Coutinho é um rosto que se guarda das imagens associadas à Revolução, ao Movimento das Forças Armadas e, juntamente com Otelo Saraiva de Carvalho, ao Conselho da Revolução. Faleceu hoje, aos 84 anos de idade. Da sua biografia, a comunicação social destaca o facto de ter cumprido serviço militar em Angola (onde foi preso em 1960 por um dos movimentos de libertação à época, conhecido por FNLA), onde regressou depois do 25 de Abril de 1974, para substituir o então Governador-Geral em funções renovadas, no papel de Presidente da Junta Governativa de Angola até à assinatura, em 1975, dos Acordos de Alvor, cujo artigo 4º garantia a "independência e soberania plena" de Angola em 11 de Novembro e a propósito de cuja proclamação, disse, no final do seu discurso aos angolanos, o Presidente Agostinho Neto: "(...) Compatriotas camaradas: agora que os trabalhos da cimeira estão concluídos, agora que o Mundo inteiro nos olha com a consideração e o respeito que a nossa luta de libertação construíram, saibamos reforçar e consolidar as conquistas obtidas. Um só povo, uma só nação, defendendo intransigentemente, sem subterfúgios ou ambiguidades a democracia e o direito sagrado de podermos entrar no seio da comunidade mundial com as credenciais conseguidas ao longo de 18 anos de luta. FNLA, UNITA e MPLA unidos, pretos, mestiços e brancos unidos são a garantia para construirmos uma pátria independente para o povo angolano. A vitória é certa!". O Almirante Rosa Coutinho integrou os orgãos governativos portugueses do 25 de Abril, designadamente, a Junta de Salvação Nacional e o Conselho da Revolução, tendo liderado os serviços de extinção da PIDE-DGS e da Legião Portuguesa.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Leituras cruzadas...

Em tempo de campanhas e preparações governamentais é difícil escapar à tentação de pensar os dias à luz do futuro do país e do que nos vai permitindo a participação cívica... assim, enquanto a natureza persiste no exercício contínuo da sua dialéctica e a Lua vai Cheia, comemoramos hoje a implantação da República Portuguesa que João Pedro Dias contextualiza no A Casa dos Comuns e que José Lopes Guerreiro ilustra no Alvitrando... e porque o fim da Monarquia significa a institucionalização do acesso da sociedade civil ao exercício do poder, vale a pena ler, o testemunho histórico de Helena Cabeçadas no Caminhos da Memória... De facto, as revoluções foram e continuarão a ser, sempre, de um ou outro modo, episódios marcantes que se registam para sempre na alma dos povos, cuja personalidade cultural se inscreve, mais ou menos incisivamente, nos cidadãos... por isso, quero aqui deixar o registo, partilhado com os leitores, de dois textos que se nos apresentam como depoimentos da História recente, escritos pelo Professor Raul Iturra no Aventar... e porque a História se vai fazendo na construção do presente, para reflexão fica ainda a referência ao resultado eleitoral na Grécia e ao Tratado de Lisboa por Osvaldo Castro no Praça Stephens que nos remete para a dimensão europeia (leia-se também o texto de João Pedro Dias no A Casa dos Comuns) da vivência nacional contemporânea e para a opinião de Vital Moreira no Causa Nossa sobre a governação em maioria relativa que, por paradoxal que aparente ser, não considero incompatível com a proposta do Compromisso à Esquerda que, mesmo no contexto previsível que o eurodeputado socialista independente prenuncia, deverá ser encarado como uma responsabilidade política de todos, capaz de salvaguardar a estabilidade governativa indispensável ao ultrapassar da crise e à resistência necessária ao alcançar deste objectivo prioritário para toda a esquerda e, acima de tudo, para o país ... para que a pobreza nos não conduza ao imobilismo social total ou à eclosão de conflitos sempre contraproducentes, cuja dôr me faz sempre pensar em tantos povos inocentes e injustiçados e de que hoje trago aqui como exemplo os palestinianos de Gaza sobre cuja situação escreveu Pedro Azevedo Peres no Forum Palestina...