A celebração da República Portuguesa evoca-me duas notas breves, para além das recorrentes recomendações sobre a crise que teima em não passar, demonstrando, uma vez mais, que os erros se atacam nas causas e não nos efeitos - como todos, aliás!, sabemos. Pois, além do reiterar da urgÊncia da revisão dos mecanismos económicos e políticos de gestão social que em lado nenhum da Europa denotam eficácia e eficiência em ome da qualidade de vida das populações, por cá, no nosso país, não é demais levantar a voz para nos associarmos aos autarcas que defendem o municipalismo ao nível das freguesias nas zonas rurais e dos concelhos, como forma de combate à desertificação e ao despovoamento que, sem estes mecanismos de proximidade que requerem,isso sim!, reforço e aperfeiçoamento nos meios, irão ver agravadas essas realidades!
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terça-feira, 4 de outubro de 2011
terça-feira, 23 de novembro de 2010
Formar, Empregar e Integrar...
... nesta peça hoje transmitida pela RTP, para além da temática em causa, são de destacar duas referências que, no nosso país não têm sido alvo de reflexão e que, de há muito, considero pertinentes: uma refere-se à questão do planeamento do ensino em função do mercado - erro estrutural em que se insiste apesar de assentar numa ilusão sem sustentabilidade; outra, a necessidade de investimento na valorização da diversidade profissional... a este propósito, cabe ainda lembrar até por fazer sentido no actual contexto nacional, que as principais causas de sobrevalorização do ensino superior e de sub-valorização do ensino profissional decorrem das representações sociais generalizadas sobre o tipo de profissões que destes dois tipos de ensino emanam e que correspondem na prática e na opinião pública a diferentes facilidades de acesso a salários e condições de vida mais elevadas. O erro é notório e a urgência da mudança também... nas práticas e nas representações.
domingo, 25 de outubro de 2009
Leituras cruzadas...
Um apontamento sobre o que subsiste na cultura e na sociedade portuguesas independentemente da aparência da mudança, pode ser aferido na leitura de um recente texto de Valupi no Aspirina B que nos reactualiza a dimensão complexa do Portugal que somos e de que nos dão exemplos: Tomás Vasques no Hoje há Conquilhas, Sofia Loureiro dos Santos no Defender o Quadrado ou João Carvalho e José Gomes André no Delito de Opinião. Considerando o que vai pelo mundo, onde se trocam ilusões por realidades (vale a pena ler os textos de Filipe Tourais no País do Burro e de Carlos Santos no O Valor das Ideias) e se tende a confundir árvores com florestas, concorrendo para aumentar demagogias em nome da sua pretensa resolução (de que são excelentes exemplos os textos de João Tunes no Água Lisa e o de T.Mike no Vermelho Côr de Alface), vale a pena registar testemunhos que nos trazem reflexos vários de outras realidades a considerar e de que nos dão conta: Rui Caetano no Urbanidades da Madeira, António Serzedelo no Vidas Alternativas, Eduardo Maia Costa no Sine Die e... com um destaque muito especial, os 9 redactores do Caminhos da Memória.
domingo, 18 de outubro de 2009
A caricatura...
... a rir também se pode dizer o que nos vai na alma e na consciência... foi isso que Os Contemporâneos fizeram com este sketch que denota com perspicácia e bom humor alguns dos traços culturais que suportam, equívoca e inelutavelmente, uma das dimensões da política portuguesa que era útil e importante reformular, valorizando-a de tal forma que nos permitisse, enquanto povo, uma outra lógica funcional, designadamente, no que ao seu exercício respeita... o poder ainda é, para o cidadão português, um status e não um direito e um dever... em detrimento da cidadania, claro!... e de uma aproximação real à reivindicação construtiva de uma sociedade melhor para todos!...
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