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quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Do Discurso de Merkel ao Futuro da Europa...

Há reflexões que vale a pena citar, sem enquadramento... é o caso dos dois textos que se seguem, de autoria de José Manuel Correia Pinto:

"O DISCURSO DE MERKEL EM BUCARESTE

O discurso da Chanceler em Bucareste sobre a crise europeia ilustra com uma clareza meridiana o radical antagonismo que hoje existe entre as duas formas de encarar o sistema capitalista e os meios que podem ser mobilizados para enquadar a politica económica.
Merkel foi mais uma vez completamente fiel à velha Escola de Viena de que Gaspar é também um "bisneto" fiel. Na economia o que interessa é a oferta. E é por via da melhoria da oferta que tudo se resoverá. Não há fórmulas mágicas, diz ela. O único contexto que se exige é a liberdade.
Ou seja, as pessoas não contam. Os sacrificios serão aqueles que a liberdade exigir. Muitos ou poucos, é indiferente. O que importa é que a parte podre desapareça. Portanto, essa coisa de medidas para o crescimento não passa de uma miragem, diz a Chanceler.
O que é que nos fazemos nesta Europa se dentro dela estamos completamente subjugados?
"

"A EUROPA E O FUTURO

No Politeia tenho escrito muitas vezes sobre a Europa, sobre a crise, sobre o euro, sobre a dívida, enfim, sobre o que se passa no continente europeu.
Hoje a minha desafeição é total. Não porque tenha deixado de ser internacionalista, não porque não considere o federalismo o estádio supremo da convivência política entre os povos, mas porque a Europa destruiu os dois elementos fundamentais da relação entre os seus membros e os seus cidadãos – a fides (a confiança) e o foedus (o pacto entre iguais). E isto já não tem remédio.
"
 
(citações via Facebook)

domingo, 29 de julho de 2012

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Sintomatologia da realidade europeia...

Segundo noticiava, na 3ªfeira, o "La Belgique Libre", na área de Bruxelas, o desemprego jovem atinge os 35% (muito próximo da taxa portuguesa que já chegou aos 36%)... no mesmo jornal onde se destacavam, por um lado,  o projecto político de combate aos chamados "extremistas radicais" que pode implicar perseguições menos transparentes às populações migrantes e às minorias (?!) étnicas e, por outro lado, a severidade das críticas a tal projecto, por parte do Presidente da Liga dos Direitos Humanos, foi também notícia, de dupla página!, o movimento "Trabalhadores Sem Emprego" que saiu à rua, massivamente, para reiterar, publicamente!, que a existência de desempregados decorre da inexistência de empregos - e não de hipotéticos cenários imputados à recusa de trabalho por parte dos cidadãos!... dois sinais, pequeninos (?!) é certo! mas, de uma inequívoca relevância no que respeita à caracterização da chamada "crise europeia"... nomeadamente se atendermos ao facto de estarmos a falar da cidade-sede da União Europeia...

sábado, 3 de março de 2012

Um Sorriso... amarelo?!


(via Vicente de Sá no Facebook)

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Do Carnaval à Política Económica...

Não tenho o hábito de me mascarar ou de participar nos rituais que integram a celebração tradicional do Carnaval... porém, não posso deixar de me pronunciar sobre o anúncio da inexistência de tolerância de ponto para este dia, por considerar que a decisão reflecte a forma de pensar um país, a sua sociedade e a sua economia. De facto, o anúncio inscreve-se nessa outra orientação mais alargada de reduzir o número de feriados nacionais, como se desse facto decorresse a crise económica e a deficitária capacidade de produção com que nos defrontamos. A realidade é que o PIB é condicionado pelas determinações económico-políticas ditadas pelos compromissos e acordos comunitários - a que Portugal nunca ofereceu a resistência que a defesa da soberania e da independência requeriam e não, como demagogicamente nos querem fazer crer, pela produtividade dos trabalhadores (refira-se a este propósito que estas questões da soberania parecem ser de somenos já que até o feriado do 5 de Outubro vai ser extinto - mas isso seria motivo para outra abordagem que não é o tema explícito deste post). Posto isto, cabe dizer que a decisão de não conceder tolerância de ponto pelo Carnaval é absurdamente contraditória, designadamente porque tem vindo a ser inscrita na pretensa lógica do aumento da riqueza e da revitalização económica nacional (ler aquiaqui e aqui). De facto, o significativo número de autarquias que investem e recolhem receitas a partir das iniciativas festivas deste período anual, sofrerá um prejuízo sério já que, aos investimentos feitos, é retirada "a priori" a potencialidade de reunir os públicos que os justificam... Depois do que acabei de escrever (ler AQUI), cabe agora perguntar: que grau de responsabilidade e de coerência política assiste a esta decisão que revela, afinal, a ausência de um planeamento sustentado e indispensável como resposta à grave crise que todos conhecemos, sentimos e enfrentamos? 

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Halloween?! - Estórias de um País Pequeno...

Observação: A dimensão física do país não é para aqui chamada...

sábado, 13 de agosto de 2011

Desinteligências energéticas...

O aumento do IVA em cerca de 230% nos consumos da electricidade e do gás coloca-nos, antes de mais, perante a questão de perceber a legitimidade e razoabilidade do significado desta tétrica decisão político-económica. De facto, o aumento de 6 para 23% do Imposto de Valor Acrescentado (cuja lógica está devidamente assumida na própria designação desta taxa!) em dois consumíveis correntes indispensáveis à vivência societária em que nos inscrevemos, faz-nos perguntar: estaremos perante uma total desinteligência por parte da "troika", do governo ou de ambos?! Porque o aumento deste imposto implica um aumento tão grande do custo de vida que vai, incontornavelmente, por um lado, bloquear toda a possível poupança doméstica e, por outro lado, aumentar os custos de produção de todo o tipo de bens, a um ponto tal que podemos, desde já, antecipar que, dos ditos 100 milhões de euros "arrecadados" com este aumento de impostos (que não é, de todo!, um corte na despesa mas, isso sim!, um aumento forçado da receita do Estado), pouco se "arrecadará" já que se irá perder no aumento dos gastos de consumo familiar e na perda de competitividade das empresas! ... moral da história: o desespero financeiro das economias nacionais e das instâncias financeiras internacionais é tão grande na sua cega necessidade de responder aos mercados artificiais da especulação que, como quem já perdeu o discernimento para distinguir a fantasia da realidade, até os mais grosseiros erros de cálculo fazem parte da engenharia financeira em que nos envolveram e que nos reduz, enquanto cidadãos, à simples condição de escravos - ora alienados no esforço da sobrevivência, ora excluídos, por deixar de haver lugar para a própria alienação!... surpreendidos com a violência urbana de que a Inglaterra foi o mais recente palco?... lamento informar mas, penso que "ainda agora a procissão vai no adro"...