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quarta-feira, 11 de abril de 2012

domingo, 12 de junho de 2011

Da Arrogância e do Desrespeito Democrático do Jornalismo em Portugal...

Em democracia, o respeito pela liberdade de expressão e pelo direito à informação, são princípios inalienáveis que se regem por regras de ética e deontologia, capazes de garantir que a comunicação social é, por natureza, o grande aliado dos cidadãos... contudo, o uso abusivo da potencialidade manipuladora do sector, alimentou uma auto-representação dos profissionais destituída de realismo, justeza e credibilidade. É, por isso, chocante, verificar que reflexões substantivas sobre a matéria, são maioritariamente ignoradas e votadas ao silêncio, por quem pensa deter o chamado "quarto poder", votando ao desprezo os fundamentos da democracia que consagra e defende o direito de uma das mais importantes liberdades sociais, cívicas e políticas. Justifica-se, por isso, a referência a um excerto do discurso do Presidente do Tribunal do Supremo, Noronha do Nascimento,  uma peça analítica sobre o mundo da comunicação social portuguesa que não pode ser minimizada e, muito menos, ignorada. Trata-se da constatação de factos e da legítima dedução de efeitos, feito por quem tem uma autoridade prestigiada e inequívoca na sociedade portuguesa. O texto foi, felizmente!, publicado por Estrela Serrano no seu Vai e Vem (onde cheguei atráves do sempre atento Weber do Mainstreet). Estrela Serrano, personalidade justamente reconhecida, chama ainda a atenção para outras análises e reflexões da maior importância também sobre a comunicação social, que o sector e os seus profissionais persistiram em ignorar, apesar de uma delas ter sido feita pelo Procurador-Geral da República, Pinto Monteiro e a outra, pelo próprio Presidente do Sindicato dos Jornalistas, Alfredo Maia... Que nos sirvam, a nós, cidadãos e leitores, para aprendermos a ler melhor, mais cautelosa, criteriosa e criticamente, o que a própria comunicação social vai, por aí, produzindo... até porque, nos tempos que correm, "mais vale prevenir que remediar"! 

quinta-feira, 24 de março de 2011

Comentários do Mundo...

... ao contrário dos partidos portugueses e dos ilustres comentadores da nossa "praça", a comunicação social internacional retrata e percepciona a crise política portuguesa como mais uma fase da instabilidade europeia e não ergue dedos acusatórios a pretensos bodes expiatórios como parece ser o tom dominante da política doméstica... ainda assim, não entendem o prejuízo infligido ao país que é nosso e cuja situação estrutural já é, de há tantas décadas, tão difícil?! A Pátria?... é nossa, sim, é dos cidadãos... mas não é, seguramente!, a deles, a dos pretensos moralistas e demagogos!

domingo, 16 de janeiro de 2011

Da Comunicação Social Portuguesa à WikiLeaks...

... talvez seja bizarro o título deste post mas, não me ocorre melhor para referir 2 exemplos estranhos mas, significativos do que acontece na comunicação social deste país à beira-mar plantado: a) como justificar que o caso da Aldeia da Coelha não tenha sido analisado à luz das suas maiores evidências? Dou apenas como exemplo, para as mentes distraídas!, que, ainda há dias, o Banco Português de Negócios e a Sociedade Lusa de Negócios eram tema de primeira página, tendo desaparecido literalmente com o silêncio que Cavaco Silva decidiu para si próprio sobre o assunto; as questões que se colocam são, por um lado, a de saber, qual a razão porque se não aprofundam e esclarecem as relações interpessoais subjacentes ao problema já que nelas se destacam "pormenores"(?) tais como o do banqueiro ter integrado, com destaque, a governação de Cavaco Silva, ter sido ele e o seu banco quem vendeu e comprou acções a preço "da chuva" a Cavaco Silva que jurara nunca ter comprado ou vendido coisa alguma ao BPN/SLN e que agora se vem a saber da coexistência de ambos e do amigo Dias Loureiro (que, por motivos próximos, saiu do país há meses sem dar sinal, escondido algures num resort qualquer, depois de jurada inocência sobre tanta fraude e corrupção, ele próprio também ex-Ministro de Cavaco Silva) na dita Aldeia da Coelha?... finalmente, neste primeiro exemplo, cabe ainda a pergunta: Cavaco Silva impôs silêncio a si próprio mas, pelo que se constata, esse silêncio tem extensões complexas ou perigosas, não sei mas, seguramente, opacas e suspeitas. b) sobre o 2º exemplo a que pensei referir-me, as perguntas são 2 mas são simples: que razão justifica que o maior comício da campanha de Manuel Alegre não tenha aparecido nas televisões, contrariando a lógica de toda uma campanha que, diariamente e várias vezes por dia, percorre os noticiários com a ilustração das actividades de todos os candidatos??? ... pois... é por isso que me ocorreu a referência ao WikiLeaks... sem um trabalho de transparência o mundo não seria a mesma coisa!... Ora, não esqueçamos que afinal de contas, nós queremos um mundo diferente! Um Mundo Melhor!
(Também publicado no Alegro Pianissimo)

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

WikiLeaks - A Contra-Informação




A polémica suscitada a propósito do WikiLeaks, traz à ribalta um debate interessante que, ao contrário do que pode parecer e dada a dimensão do inflamado debate que percorre as sociedades contemporâneas, a escrita de diversos visionários e pensadores anunciou, há muito... para além de toda a ficção literária e cinematográfica que explorou o tema da informação e da contra-informação, foi George Orwell quem, de forma mundialmente reconhecida no seu "1984", colocou o problema que a existência real do WikiLeaks tornou incontornável. De facto, não se percebe a surpresa provocada pela divulgação de inéditos adquiridos de forma informática, numa sociedade globalizada que se afirmou pela necessidade e utilidade da partilha da informação e da opinião e que tem vivido sem preocupações "de maior" no que se refere à exigência de segurança de alguns dos conteúdos acessíveis na rede, de modo mais ou menos sofisticado. O problema é, de facto, outro: o que está em causa é o grau de segurança da rede e a respectiva fiabilidade. Para além do facto fundador de, onde quer que esteja um ser humano, ser sempre possível a fuga de informação, a primeira questão que se coloca é a do exponencial aumento do número de possibilidades de ficarem por identificar os autores dessas "fugas"; depois, o problema é o dos critérios éticos na selecção editorial dos materiais a divulgar... Vejamos: por um lado, o eventual anonimato das "fontes" que a rede potencia, mais não é do que a actualização tecnológica do tradicional problema dos "gargantas fundas" que o caso Watergate de Nixon tornou conhecido. Por outro lado, não podemos imaginar que, num mundo diverso como este em que coexistimos, haja unanimidade em termos de critérios editoriais selectivos não só porque estamos perante o problema da diversidade ideológica como também porque, dada a correlação de forças contrárias que, por definição, subjaz à democracia e à gestão política internacional de cada país, manifesta interesses não apenas partilhados mas, antagónicos e até exclusórios. Por isso, se, por um lado, a consolidação e actualização dos códigos deontológicos do trabalho público que significa a circulação da informação podem ser melhorados, o que está em causa é a insuficiência dos sistemas informáticos de informação das instituições! Ora é aqui que reside a essência do problema: diaboliza-se o WikiLeaks para se não assumir que os sistemas informáticos presumivelmente seguros são, afinal, vulneráveis e frágeis (veja-se o que hoje a APF noticiou Aqui)... e é daqui que decorre o grande debate que é preciso fazer para desmistificar o problema e permitir a continuidade democrática: a dinâmica entre informação e contra-informação é uma das estruturas em que assenta o trabalho de construção e manipulação das representações sociais quer das forças em confronto, quer da opinião pública e dela têm resultado sucessos e fracassos de guerras e diplomacias com efeitos políticos, económicos e sociais. Sendo assim o que hoje se pede à racionalidade democrática de instituições e cidadãos é que não utilizem o WikiLeaks para reduzir as potencialidades da circulação informativa e de opinião que a globalização e a rede permitem porque isso seria o maior exemplo do retrocesso democrático no mundo com evidentes reflexos em matérias de importância crucial como é o caso da promoção da defesa e do respeito pelos Direitos Humanos.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

O Jornalismo está de Luto...


Morreu Mário Bettencourt Resendes, ex-Director do Diário de Notícias, referência incontornável do jornalismo em Portugal e comentador político. O jornalismo português sofre por isso, hoje, uma perda no que à seriedade analítica, à responsabilidade noticiosa e ao exercício de valores deontológicos, respeita. Corajoso e realista na profissão e na atitude cívica com que suportou a doença, exercendo as suas competências até ao fim, Mário Bettencourt Resendes garantia a leitores e espectadores um equilíbrio respeitador das diferenças, capaz de, independentemente das suas opiniões e tendências políticas, fazer jus à esquerda e à direita sempre que reconhecia o uso oportunista da especulação mediática gratuita. Ficamos mais pobres... e resta-nos esperar, como sabemos que ele o desejaria, que a geração de "corredores noticiosos" sedentos de animosidade e técnicas de venda, parem para pensar nos bons exemplos que as gerações anteriores deixam com as suas vidas e os seus trabalhos.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Dos Jornais Nacionais à Língua Portuguesa e à Informação

É um disparate... e é pena! A edição impressa de hoje, do DN, apresenta um título escrito em português... do Brasil! "Doutor, quero que meu filho seja mais alto" pode ler-se na página 14 de um dos maiores jornais diários nacionais... pode ser lapso, gralha, qualquer coisa... mas, é incorrecto e desagradável para o leitor, contraproducente para quem recorre aos jornais como instrumento didáctico-pedagógico e veículo de negligência cultural no tratamento da língua portuguesa. Esperemos que as redacções reforcem o trabalho de revisão... quer na imprensa, quer nas televisões onde erros ortográficos graves continuam a aparecer, repetidamente, nas notícias em rodapé. Se não é possível prever, para efeitos de correcção, os erros semânticos e sintácticos, a acentuação ou a dicção dos intervenientes dos serviços informativos, os media podem, pelo menos, ser rigorosos no uso da Língua - já que, com a qualidade do que seleccionam e a respectiva forma de abordagem, continuam a deixar muito a desejar. A título de exemplo, destaco ainda na mesma edição, a notícia sobre as Pirâmides do Egipto que exigiria, em nome da informação e do respeito pelo leitor, a explicitação do que enuncia. A questão é relevante porque a informação poderia revolucionar o conhecimento da História do Mediterrâneo e a sua omissão deixa margem para se duvidar do seu conteúdo... não ocuparia muito mais espaço a referência às metodologias e às fontes, pois não?... e se esse fosse o problema poderiam ter diminuido o espaço ocupado pelas fotografias... o problema é uma questão de critérios... e os critérios são como os valores: determinantes para a qualidade da intervenção e da informação.