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quarta-feira, 25 de setembro de 2013
sexta-feira, 13 de setembro de 2013
Alandroal-Erros de Forma e/ou Crimes de Conteúdo?!
... sem mais comentários... a título de reflexão... para levar a sério e repensar fundamentos de decisões!
... a título de curiosidade (ou mais que isso!!!) o entrevistado é um conhecido e reputado investigador, reconhecido pelas autoridades...
sábado, 14 de maio de 2011
Panorama Eleitoral...
quarta-feira, 12 de agosto de 2009
Imoralidades...
Pode ler-se aqui o texto que acabei de publicar no Simplex sob o título: "Imoralidades"...
sexta-feira, 7 de agosto de 2009
Resistir à Demagogia...
A propósito da ética da responsabilidade em Portugal, é importante destacar exemplos de boas práticas contra a demagogia... mesmo que não correspondam a tudo o que desejariamos ver anunciado e praticado no país que queremos melhor para todos... um país onde as mudanças vão acontecendo, mais lentamente do que seria desejável, é certo mas, no contexto da estrutural tensão entre o hábito e a inovação que caracteriza a dinâmica social. Os acontecimentos que marcam os últimos dias e semanas em nada têm contribuido para o capitalizar da esperança... contudo, a desesperança, o negativismo e a gratuitidade demagógicas não são, de modo algum, a melhor forma de ultrapassar a crise socio-económica da actualidade... de alguns pequenos exemplos retiramos centelhas dessa mesma esperança sem a qual se tornará, também por nossas mãos, mais difícil, conquistar o futuro... bom senso e auto-estima, precisam-se!... para nos protegermos da tentação demagógica!... (ver AQUI).
terça-feira, 4 de agosto de 2009
A Política - entre o abuso do poder e a ausência da ética
A ser verdade o que é noticiado no texto de Paulo Ferreira no Câmara dos Comuns, comprovam-se os pressupostos das redes interpessoais como factor decisivo para a persistência e disseminação da corrupção em Portugal e, consequentemente, de algumas dificuldades que podem concorrer para a conhecida lentidão da justiça no nosso país. Infelizmente, já quase não surpreendem este tipo de revelações, dada a persistência com que se verifica a permissividade dos costumes ao nível da ética política que tem, no caso de Isaltino de Morais, um exemplo paradigmático e assustador na medida em que evidencia a total incapacidade de respeito não só com as instituições mas, acima de tudo, com as populações... longe vão os tempos em que, por uma simples suspeita, muito antes da sua própria exploração, as pessoas se demitiam com dignidade, sem sequer aguardarem a prova da sua inocência... hoje, a auto-estima dos políticos permite-lhes, na senda do exemplo de Berlusconi e estimulados por provocações do género das que Alberto João Jardim costuma protagonizar, sem que a própria classe política ou as instituições da República se pronunciem em termos de apreciação ou recomendação, a insistência na ocupação abusiva do poder, aproximando Portugal de uma espécie de mexicanização que, perigosamente, arrisca tornar-se banal aos olhos da opinião pública e da comunicação social, fragilizando, excessiva e contraproducentemente, a democracia...
segunda-feira, 3 de agosto de 2009
Exemplos úteis...
Há notícias que demonstram que nem toda a política é temerosa ou egoísta e que pode, ainda hoje, constituir-se como exemplo da dignidade que lhe presumimos pela efectiva prioridade que o interesse das populações lhe merece... disso é exemplo a que podemos ler: AQUI.
sábado, 1 de agosto de 2009
"Não podemos ignorar..."

"Aos 58 dias" é o título do texto que acabei de publicar e que pode ser lido AQUI... porque os cidadãos não deixam de ver o que se dissimula sob o ruído da retórica...
quinta-feira, 30 de julho de 2009
segunda-feira, 27 de julho de 2009
Entre a precipitação e a irritabilidade...
Entre a precipitação e a irritabilidade, ficam excessos e inutilidades... lamentáveis! ... de que são exemplo, entre tantos outros, a afirmação gratuita feita em Chão da Lagoa por Alberto João Jardim que resolveu agora dizer que "é preciso lutar contra o fascismo",reiterando a falta de discernimento habitual em que o recurso à palavra se resume a uma pobre estratégia de manipulação populista... ou a argumentação excessiva e demagógica da mais recente polémica mediática alimentada pelo líder do BE, Franciso Louçã, sobre a qual escrevi um texto que pode ser lido AQUI.
domingo, 26 de julho de 2009
Democracia Representativa - Programas e Candidatos - um olhar entre a Renovação e os Sindicatos de Voto

A apresentação dos programas partidários assume, por estes dias, particular destaque, uma vez que o seu teor representa o enunciar das políticas que podemos esperar ver defendidas e executadas pelos seus protagonistas... minimalista, o programa do PSD resume-se a um documento que contorna uma exposição clara e necessária de princípios, regras e medidas, substituindo-o por uma espécie de sumário, breve e vago, de afirmações cujo objectivo é, apenas, evidenciar a oposição ao PS... por esta razão, torna-se quase incontornável a questão da "agenda escondida" a que já me referi em textos publicados nos blogues Eleições 2009 do Público e PNET Política (para os quais fiz, aqui mesmo, ligação) e que JMCorreia Pinto colocou no Politeia de forma clara, chamando a atenção para a vertente presidencial do problema que, apesar de pouco discutida é, de facto, no contexto político actual, muito pertinente. Nos dias que correm, em plena crise social e económica, é confrangedor verificar que um dos partidos a quem o eleitorado confere geralmente resultados significativos, recorre à técnica das alusões e do não-compromisso, para ocultar o sentido e o significado económico-social e político das medidas que pensa vir a adoptar, adiando o momento da sua revelação para efeitos de manipulação de uma opinião pública que, como sempre acontece em tempos de crise, procura a acusação fácil contra a governação actual, refugiando-se na apologia linear e gratuita da oposição; por outro lado, é lamentável que, esse mesmo partido, numa opção demagógica e sectária na escolha de candidatos que, por exemplo, exclua ostensivamente algumas das suas mais-valias, denotando afinal a presumida homogeneidade de opinião que a sua líder tão bem representa... Entretanto, no que ao Partido Socialista se refere e apesar das Bases Programáticas do seu Programa investirem na promoção de indispensáveis Políticas Sociais que marcam, transversalmente, as restantes áreas da governação e sem as quais o eleitorado se não reconheceria como objecto da sua proposta política, é notória a ausência de um debate assumido sobre algumas das mais polémicas questões da legislatura que agora termina e que devem ser repensadas, nomeadamente para efeitos de agremiação da esquerda no sentido de ser alcançada uma vitória eleitoral em Setembro... entre elas, o Código do Trabalho. Contudo, a despeito do calendário em curso, incontornável e urgente como temática a integrar a agenda setting da discussão política, encontra-se um tema suspenso que é, incontornavelmente, a análise de uma das mais sérias questões da democracia representativa, a saber: o processo de constituição de listas à AR, orgão maior da Democracia. Que critérios, que estratégia e que objectivos definem a selecção e organização partidária das listas de candidatos a deputados?... o problema é particularmente importante porque estes candidatos, mais do que simples cidadãos da confiança dos aparelhos partidários, locais, regionais ou nacionais, deverão ser representantes dos interesses cívicos dos cidadãos com competências para o efeito, condição de que depende o grau de confiança e credibilidade do eleitorado... por isso, não se percebe que, no quadro da democracia representativa, a não ser por motivos de manipulação através do uso da imagem e em detrimento da substancialidade política, um partido que pretende vencer eleições, negligencie redutoramente a visibilidade de políticos reconhecidos pela qualidade do trabalho desenvolvido, de craveira e obra feita, reconhecidos pela Esquerda e não só, como pessoas sérias, empenhadas e eficazes na defesa de matérias como os Direitos, Liberdades e Garantias (é o caso do Presidente da 1ª Comissão Parlamentar, Osvaldo Castro) ou a Comunicação Social (é o caso de Arons de Carvalho)... a questão que devemos colocar e que importa perceber é se, sob a aparência de um projecto de renovação os partidos continuam -ou não? - simplesmente, a cumprir os preceitos da constituição dos "sindicatos de voto" garantidos a priori nas federações, para efeitos de cristalização do exercício do poder, reproduzindo a velha estratégia de trazer para o palco nacional, pessoas que nem as populações que, presumivelmente devem representar, reconhecem como adequadas à defesa dos seus interesses e necessidades?!... O problema é, efectivamente, um problema sério que desemboca no reconhecimento cívico do papel da democracia representativa. Todos o sabem mas, poucos o querem discutir e enfrentar... e quando surgem as oportunidades para proceder em conformidade com esta consciência, é lamentável perceber que a pretensa renovação repete os erros do passado, ficando os cidadãos sem perceber as razões que levam a que um partido com as responsabilidades e as ambições políticas do Partido Socialista, insista nesta lógica empobrecedora da transparência, da meritocracia e da seriedade democrática!...
sexta-feira, 24 de julho de 2009
SimpleX...
Fiz hoje a minha estreia no SimpleX... das razões que assistem a esta colaboração, redigi o breve testemunho que podem ler AQUI.
segunda-feira, 13 de julho de 2009
Acordai!...
Regressei hoje de uma curta pausa, junto ao mar, onde gaivotas e alfazema sobrevoam e se debruçam sobre a areia fina onde o sol escalda e o mar acalma... na viagem de fim de tarde, doeu-me, como sempre!, o Alentejo!... esse Alentejo, sóbrio e contido, imenso e desértico, abandonado, injustiçado como se fosse um castigo a dimensão da terra e o poder dos homens, cada vez menos!, na planície desmineralizada... "Oh, Alentejo dos Pobres, Terra da Desolação, Não sirvas quem te despreza, É tua a tua Nação"... a canção, já antiga e que se pensou nunca mais ter que ser cantada, volta à memória e, sobre ela, enuncia-se, sussurante, a frase incrédula: "é o preço!?"... foi então, enquanto avançava no asfalto da estrada anónima que atravessa o solo que já foi fértil e sagrado, que se me desenhou, caleidoscópico, um esboço de pensar: um texto que escrevi há uns dias aqui mesmo, o texto de Manuel Alegre no Expresso de sábado, o texto de Baptista Bastos,publicado no DN na passada 4ªfeira e, a terminar, o som cantado do poema de José Gomes Ferreira "Acordai" na inesquecível composição do Maestro Fernando Lopes Graça... sim, é isso!... um esboço de pensar que, de repetido, se formulou composto na expressão de uma evidência que tão dificilmente parece ser compreendida: É urgente a Convergência da Esquerda... uma convergência estrutural, séria e digna do país que temos e da gente que somos... com António Costa na Câmara Municipal de Lisboa e Manuel Alegre na Presidência da República, por exemplo... com um Governo capaz, eficaz e sólido, que não seja vulnerável às fragilidades que os seus opositores sempre terão capacidade para explorar... sim, é isso! Há prioridades... ou, como diz a sabedoria popular, "cada coisa a seu tempo"... pois... agora é urgente, acima de tudo, ter em conta o que tão bem reflecte Baptista Bastos quando, no texto supra-citado, com clarividência vê: "tudo o que assusta"...
quarta-feira, 17 de junho de 2009
sábado, 13 de junho de 2009
Acasos simbólicos - o caso do inesperado mapa político português pós-europeias...

O mapa político resultante das eleições europeias apresenta-se amarelo com um sorriso vermelho e duas orelhas côr-de-rosa... vejam e confirmem, sff. Muito interessante esta expressão plástica relativamente ao que significa; de facto, da testa ao queixo, o rosto amarelo é um sinal de alerta que, apesar da baixa expressão numérica por efeito da alta, coloca no horizonte do descontentamento plausível uma eventual vitória do PSD nas próximas eleições (ao contrário do que diz F.Loução na entrevista ao I, entrevista em que, aliás, incorre num erro de raciocínio flagrante ao considerar, paralela e disfuncionalmente que o resultado do BE coloca esta força partidária como a 3ª nacional enquanto a vitória do PSD lhe merece a interpretação da impossibilidade deste partido ganhar as legislativas!?); o sorriso vermelho devolve ao Alentejo a expressão da confiança na CDU cuja actuação política a região bem conhece de há mais de 30 anos a esta parte e a quem, mesmo assim e após ter feito a experiência rosa, entrega os créditos de confiança (afinal, parece dizer a realidade!, a gestão comunista não foi tão negativa como quiseram fazer parecer) e anuncia que, mesmo podendo votar PS nas Legislativas, nas Autárquicas é bem possível que volte a vencer a CDU; finalmente, as orelhas côr-de-rosa que assinalam os distritos de Lisboa e Portalegre, chamam a atenção do PS para o facto de ser necessário e, mais que isso, urgente, ouvir as pessoas e escutar os cidadãos sobre o caminho que todos desejamos ver trilhado pelo nosso país.
sexta-feira, 12 de junho de 2009
"Presunção e Água Benta...

... cada um toma a que quer!" - vox populi dixit... lema de aplicação diversa, de natureza plástica, ocorreu-me hoje a propósito da entrevista de Francisco Louçã ao Jornal I (a ler aqui)... uma leitura rápida do que Louçã veio a público dizer, conduz-nos inevitavelmente à constatação de que, efectivamente, qualquer que seja o quadrante político em que pensam ou dizem mover-se, os protagonistas partidários são vítimas do que, também vox populi dixit a propósito do poder: "lhes sobe à cabeça"... na verdade, como podemos interpretar meia dúzia de observações que aqui proponho à reflexão, sem prejuízo de uma posterior análise? Por exemplo, que legitimidade confere um (apenas um, sublinho) resultado eleitoral, resultante de umas eleições específicas, marcadas por uma extraordinária abstenção e pelo facto de não comprometerem os eleitores com um voto de confiança para a governação nacional, ao ponto de se afirmar, sem aparente margem para dúvidas, que o BE é a terceira força político-partidária nacional? A humildade, a prudência e a consciência democráticas aconselhariam a que, antes desta contundência, se aguardassem os resultados das Legislativas e, mais ainda, os das Autárquicas... ou não?... O que pode justificar a previsão categórica de que: "(... ) O PSD não pode ganhar as eleições. Não tem condições nenhumas para ganhar as eleições.(...)" senão um exercício de puro oportunismo político que hipoteca os meios aos fins, para retirar votos ao PS sob pena de contribuir decisivamente para a criação das tais condições necessárias à reedição de vitória neoliberal de má-memória dos tempos do cavaquismo e do "barrosismo-santanista"? Seria de esperar que a Esquerda consciente e responsável preferisse minimizar a vitória da direita que grassa, como uma ameaça, por toda a Europa, da Holanda à Itália, à Austria e à República Checa com o crescimento da extrema-direita... ou não? O que implica a afirmação formulada, em tom definitivo, da indisponibilidade para a governação com os socialistas, que se não esgote na recusa do comprometimento com as soluções governativas, a não ser que o combate ao Partido Socialista é uma prioridade do BE, apesar disso poder significar o agravamento do carácter liberal das previsíveis medidas políticas que uma eventual vitória do PSD significaria? Denota afinal que o crescimento da sua representação parlamentar é mais importante do que a defesa do interesse público... ou não? O que significa, no contexto de uma organização económico-social destituída de aparelho produtivo, a defesa da nacionalização de sectores estratégicos, contraposta à assertiva descrença e condenação da regulação do mercado? O esvaziamento das dinâmicas do mercado económico, a condenação da reforma da sua regulação e a defesa do centralismo do Estado na economia... ou não? Como interpretar a defesa da saída da Nato e o fim da integração das forças multilaterais em contextos de guerra, num tempo em que a interdependência e a globalização de problemas e soluções apela à união de todos, no quadro de consensos construídos e afirmados pelas Nações Unidas... Como perspectivar toda a doutrina panfletária qua apela a uma "esquerda grande"(?!), sem a menor referência à realidade portuguesa no que se refere às inexistentes condições de produção e ao nulo aparelho produtivo nacional?... pois... fazer política é muito mais do que produzir demagogia... até porque, fazer política e participar na governabilidade, são atitudes que não interessam à auto-promoção narcisista que tem desculpa, apenas e só em curtissimos espaços de tempo, enquanto se não consegue olhar em volta, de forma justa e inteligente... e avaliar o risco, procedendo em conformidade... porque é bom não esquecer: a crença não tem solução para os problemas objectivos das condições de vida das pessoas e a invenção de super-heróis é uma brincadeira que se não pode, de todo, levar a sério!...
terça-feira, 9 de junho de 2009
segunda-feira, 8 de junho de 2009
Complexidades de uma Abstenção Anunciada...

Na Europa, hoje, venceu a abstenção com uma média de 57% contra 43% de votantes... além disso, a característica generalizada dos resultados eleitorais deu a vitória ao centro-direita... na sequência dos resultados que deram forte expressão, na Holanda, à extrema-direita, "a coisa Berlusconi" (a expressão foi lançada por José Saramago num artigo que, aqui, pode ler) alcançou 40% dos votos em Itália e, em França, Jean-Marie Le Pen voltou a ser eleito para Estrasburgo... razão seja dada à lúcida, ainda que magoada, leitura de Vital Moreira que, além de atribuir os resultados de hoje aos efeitos da recessão determinada pela grave crise internacional, chamou a atenção para o facto da "fragmentação partidária" justificar o receio pela "governação do país no futuro". Em Portugal, a abstenção atingiu praticamente os 63% (que, nos Açores, chegou aos 78%)... por isso, vale a pena pensar o panorama político nacional, desta vez colorido a amarelo do Norte a Santarém e no Algarve, a rosa apenas em Lisboa e Portalegre e, a vermelho, nos distritos de Beja, Évora e Setúbal. Voltou, se assim se pode dizer, a vencer o eleitorado e a lógica tradicional que procura a segurança e a confiança quando o meio envolvente ameaça a estabilidade e produz a insegurança - o que justifica a vitória da CDU nos 2 maiores distritos do Alentejo e em Setúbal e o resto do país a alternar entre PS e PSD... o que é, aqui, digno de registo são alguns dados que concorrem para a explicação da abstenção enquanto reflexo do desinteresse ou melhor, da desmobilização cívica relativamente ao voto. Antes de mais, refira-se o imenso erro das sondagens (que não é inédito, infelizmente!, no nosso país!) que, sistematicamente, deram e alardearam a vitória ao PS, reduzindo a consciência da necessidade do voto por parte de muito eleitorado e que, por outro lado, desenvolveram a urgência em afirmar politicamente o PSD num momento em que a sua imagem estava excessivamente "apagada" e "desgastada" e em que emergia como estratégia a redução da hipotética margem de vitória do PS em que assentou a mobilização dos militantes e simpatizantes do Partido Social-Democrata... Com os devidos cumprimentos aos vencedores, cabe dizer que, mais do que aos respectivos Secretários-Gerais, cabem a Paulo Rangel, Miguel Portas, Ilda Figueiredo e Nuno Melo os parabéns pelos resultados alcançados... quanto ao Partido Socialista, para que se não repitam surpresas desagradáveis, vale a pena lembrar a sua acrescida responsabilidade na constituição de listas, programas e estratégia de campanha para as legislativas que deverá afastar-se de ligeirezas negligentes ou contextos cénicos que esgotem ou substituam a substancialidade explicativa e transparente da mensagem... porque, como, de facto, os tempos não são gratuitos nem "correm de feição" e muito deve o partido do governo pensar sobre o futuro próximo... Hoje, a Europa dos Cidadãos ficou mais ameaçada pelo espírito de "Europa Fortaleza" e nada de particularmente bom podemos esperar deste facto, dada a crise económico-social que nos afecta a todos... compreende-se a alegria de quem sente recompensadas as suas expectativas e a decepção de quem "foi apanhado de surpresa" mas, na verdade, os resultados não são ilógicos nem, realmente, surpreendentes... Vital Moreira sabe isso... e todos os seus colegas no Parlamento Europeu vão precisar do precioso contributo que a sua inteligência, saber e independência trará para a consolidação da Europa de Todos que continuamos à espera de ver solidamente (re)construida.
domingo, 7 de junho de 2009
Abstenção - entre a Inteligência dos Eleitores e o Abuso de Confiança dos Partidos!

As urnas fecharam às 19h. Por todo o país, nas mesas de voto, a percepção era comum: uma abstenção preocupante que atingiu, em algumas capitais de distrito, taxas que não alcançavam os 20% às 14h... começava a tornar-se real o cenário anunciado. 19.10h: na RTP1, é divulgada a taxa de abstenção prevista pela Universidade Católica a oscilar entre os 61 e os 65%... uma amiga, com pouco mais de 30 anos, perguntara-me há dois dias: "Oh, Ana Paula, que taxa de abstenção é que obriga a anular as eleições?"... sorri... e respondi ao seu rosto surpreendido: "Nenhuma, Inês!"... Pois é... nenhuma!... e deveria talvez existir... não para impôr o voto aos eleitores mas, para obrigar os partidos a respeitarem o eleitorado, realizando campanhas esclarecidas e verdadeiras sobre o que, efectivamente, está em causa!... curiosamente, a inteligência dos eleitores não correu atrás, massivamente, do apelo ao "cartão vermelho" à governação mas, também não foi votar gratuitamente... como dizia, há pouco, António Vitorino, na RTP, se foi este o conteúdo de uma campanha para as europeias, o que poderemos esperar da campanha para as legislativas?!... tudo isto é lamentável... principalmente, como disse António Costa, também na RTP1, porque: "as pessoas ainda não perceberam como as decisões da Europa contam para a vida delas, mas como, também, dependem delas."... ah!, claro que eu fui votar!
(Caros Amigos e Leitores, informo-vos que também publiquei este post no blog do Público "Eleições 2009")
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